Entre os dias 16 e 20 de junho de 2025, a equipe do IEB e do CEPF realizou uma visita de campo a territórios apoiados por projetos estratégicos nos estados do Maranhão e Tocantins. A agenda teve como foco o acompanhamento das ações de organizações comunitárias e indígenas que promovem a conservação do Cerrado com protagonismo local, articulação em rede e soluções baseadas na natureza, através do apoio do CEPF Cerrado.
O percurso teve início na cidade de Pedreiras (MA), com visita à sede da Associação de Assentamentos do Maranhão – ASSEMA e reunião com lideranças comunitárias e representantes do projeto “Central da Sociobio para o Desenvolvimento dos Territórios de Babaçu, Ampliação e Consolidação do Consórcio Babaçu Livre”, implementado pela Central do Cerrado. Em Lago do Junco, a equipe conheceu a estrutura da COPPALJ – Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas do Lago do Junco, e visitou a unidade de produção de óleo de babaçu e um sistema agroflorestal implantado com apoio do projeto.




Na comunidade Ludovico, em Bacabal, foram visitadas a fábrica de sabonetes produzidos com óleo de babaçu e a cantina comunitária geridas por mulheres da Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Lago do Junco e Lago dos Rodrigues (AMTR) e da COPPALJ. Também foi realizada uma roda de conversa com as lideranças mulheres da AMTR, que compartilharam a trajetória da associação e os desafios enfrentados ao longo dos anos. Esses espaços representam iniciativas concretas de geração de renda a partir do extrativismo sustentável do babaçu, promovendo autonomia, organização e conservação ambiental.
No dia 19, a agenda seguiu para a Terra Indígena Krikati, Aldeia São José, no município de Montes Altos (MA), onde a equipe foi recebida com acolhida tradicional, roda de conversa com caciques e lideranças locais, e um encontro com a Brigada Feminina – grupo indígena formado por mulheres atuantes na prevenção de incêndios florestais, cuidado com as águas e proteção territorial. A visita integra o escopo do projeto “Fortalecimento Territorial e Ambiental na Terra Indígena Krikati”, do Instituto Makarapy.













No último dia de campo, a comitiva esteve na Aldeia Prata, da Terra Indígena Apinajé, em Tocantinópolis (TO), onde acontecem dois projetos apoiados pelo CEPF e IEB: o projeto “Guardiãs da Vida”, da Associação Indígena Pyka Mex, voltado à formação de jovens mulheres indígenas, e o projeto “Cerrado Vivo: Mulheres Indígenas pela Conservação”, do Centro de Trabalho Indigenista (CTI). As atividades incluem diagnósticos, formação, restauração ecológica, educação ambiental e fortalecimento de saberes tradicionais.
Durante toda a jornada, ficou evidente a força das redes de mulheres, a potência das soluções comunitárias e o papel do extrativismo e da governança indígena como caminhos de permanência e justiça nos territórios. Agradecemos a cada organização, comunidade e coletividade que nos acolheu com escuta, partilha e generosidade. Seguimos juntos, juntas e juntes pela defesa do Cerrado vivo!

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O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, da União Europeia, da Fundação Hans Wilsdorf, do Fundo Global para o Meio Ambiente, do Governo do Canadá, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Sua principal meta é fortalecer a conservação da biodiversidade em regiões consideradas prioritárias, com o envolvimento direto da sociedade civil.
O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) atua como a Equipe de Implementação Regional do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF). A missão do IEB é fortalecer os atores sociais e o seu protagonismo na construção de uma sociedade justa e sustentável, por meio de formação de pessoas, fortalecimento e articulação de instituições e grupos comunitários, e geração e disseminação de conhecimentos.
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Por Valéria Diniz de Amorim e Marina Cangiano
Equipe de Comunicação CEPF Cerrado / IEB






