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Flora rara do Cerrado foi tema de debate em Simpósio

por Luana Luizy, Assessoria de Comunicação, Instituto Internacional de Educação do Brasil 

Árvore endêmica da região central de Minas Gerais, o faveiro-de-wilson encontra-se em risco de extinção. Dessa maneira, o Simpósio “Flora em Debate: Desafios na Conservação de Plantas Raras”, realizado no mês de dezembro, objetivou debater os desafios enfrentados na conservação da flora nativa do Brasil.

O evento surgiu como resultado de uma iniciativa de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em conjunto com a Prefeitura de Belo Horizonte e Instituto Prístino. Esta ação faz parte do projeto “Manejo e proteção do faveiro-de-wilson”, que tem o objetivo de aumentar a proteção ao faveiro e ao seu habitat por meio da implementação de ações do seu Plano de Ação Nacional (PAN). O projeto é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). Pesquisadores, professores, voluntários, parceiros e estudantes estiveram presentes, a fim de debaterem e divulgarem todo o conhecimento sobre o faveiro-de-wilson, principalmente no que se refere à sua conservação.

Faveiro-de-wilson (Dimorphandra wilsonii). Foto: ©Fernando Fernandes/Acervo SAFZBH

As três espécies discutidas no simpósio foram: faveiro-de-wilson (Dimorphandra wilsonii); faveiro-da-mata (Dimorphandra exaltata) e faveiro-do-campo (Dimorphandra mollis). “As três são muito importantes na alimentação da fauna. Anta, veado, paca e arara são algumas das espécies que comem suas favas (vagens). O gado bovino e equino também adora comê-las. E elas caem no chão no inverno quando os pastos estão muito secos. O faveiro-de-wilson e da mata são pouco estudados e estão em risco de extinção. Daí vem o nosso projeto de conservação e o simpósio”, afirma Fernando M. Fernandes, coordenador do Programa de Conservação do faveiro-de-wilson.

Sobre o faveiro

Faveiro ou faveira são nomes populares dados às plantas que dão frutos em forma de favas, as quais guardam as sementes. O fruto, isto é, a fava, também pode ser chamado de legume, vagem, bagem, bajeca, entre outros. Estas plantas – que podem ser árvores, arbustos, ervas ou trepadeiras – pertencem à família botânica Fabaceae, popularmente conhecida como família das leguminosas. Além dos faveiros, fazem parte dessa família centenas de espécies botânicas, como o jacarandá, a sucupira, o pau-brasil, a ervilha, a soja e o feijão.

Conheça mais sobre esse projeto com o IEB/CEPF Cerrado!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Simpósio “Flora em Debate” acontece em março na cidade de Belo Horizonte

Acontece no dia 19 de março, em Belo Horizonte, o Simpósio “Desafios na conservação de plantas raras. O caso das espécies de Dimorphandra”.  Este simpósio é uma das ações do Plano de Ação Nacional para conservação do faveiro-de-wilson, uma espécie de árvore rara e endêmica de Minas Gerais, ameaçada de extinção.

O simpósio é também parte integrante do Projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-Wilson (Dimorphandra wilsonii)”, que conta com apoio do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos e Instituto Internacional de Educação do Brasil. No evento, especialistas e colaboradores que trabalham com esta espécie, bem como com outra espécie de árvore igualmente rara na região, o faveiro-da-mata, mostrarão os últimos avanços na pesquisa e conservação destas espécies, bem como debaterão os caminhos a seguir.

O projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-wilson” é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e teve início em novembro de 2017 e conta com várias ações em andamento, dentre elas encontros, capacitações e visitas às áreas de ocorrência da espécie, atuando em uma extensão de 5.215 km², onde estão os 18 municípios de ocorrência do faveiro. Saiba mais sobre as ações do projeto!

Se você tem interesse em participar do simpósio, entre no site e faça sua inscrição.

https://floraemdebate.wixsite.com/floraemdebate

Confira a programação!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Árvore criticamente ameaçada do Cerrado mineiro engaja pesquisadores e sociedade em prol da conservação

O faveiro-de wilson, cujo nome científico é Dimorphandra wilsonii Rizzini, da família das leguminosas (Fabaceae), é uma espécie ameaçada de extinção, categoria “Criticamente em Perigo de Extinção”. Ela é endêmica da região central de Minas Gerais, na transição do Cerrado para a Mata Atlântica, ou seja, não existe em nenhum outro lugar do mundo. Por ser tão raro, o faveiro-de-wilson é protegido pelo Decreto Lei no 43904/2004 de Minas Gerais. O faveiro-de-wilson chegou próximo da extinção devido à destruição das matas da região, principalmente nos últimos 60 anos. Até agora foram encontradas pouco mais de 300 árvores na natureza, e a maioria delas está isolada no meio de pastagens, onde tem grande dificuldade de se reproduzir. As árvores do faveiro-de-wilson podem ser encontradas também em capoeiras e matas, tanto nas baixadas quanto nas encostas e topos de morro*.

©Fernando Fernandes / Acervo SAFZB-BH

O projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-wilson” é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e recebe apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). O projeto teve início em novembro de 2017 e já conta com várias ações em andamento, dentre encontros, capacitações e visitas às áreas de ocorrência da espécie, atuando em uma extensão de 5.215 km², onde estão os 18 municípios de ocorrência do faveiro. “A execução do projeto na região tem propiciado, além do aumento de conhecimento, um aumento do grau de conscientização ambiental e maior engajamento na defesa do meio ambiente nas pessoas locais”, relata Fernando Fernandes, pesquisador e líder do projeto. Em dezembro de 2018, Fernando foi selecionado como finalista ao Prêmio Natureza Gerais, instituído pelo governo estadual por meio do pelo Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais (COPAM) e recebeu uma homenagem ao seu trabalho em prol da conservação do meio ambiente.

©Acervo SAFZB-BH

Em dezembro do último ano foram semeadas 3.000 sementes da espécie no Jardim Botânico de Belo Horizonte (MG) e no viveiro Árvores Gerais, no município de Florestal (MG), visando a produção de mudas para a reintrodução do faveiro em suas áreas de ocorrência.

Veja o vídeo abaixo para saber mais sobre o trabalho da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte com a espécie faveiro-de-wilson!


*Texto retirado do site da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte.

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.