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Começa o projeto “Monitoramento da qualidade em multiescala na bacia do Rio São Lourenço” em Mato Grosso

 

 

¹A bacia do Rio São Lourenço possui uma área de cerca de 22.000 km² e consiste em uma das principais formadoras do Pantanal de Mato Grosso, integrando a região hidrográfica do Rio Paraguai. Além disso, possui trechos que compõem o corredor ecológico Cerrado-Pantanal e é formada, em sua maior parte, por áreas-chave para a biodiversidade (KBAs).

Estação climatológica na bacia do Rio São Lourenço. Foto: ©Acervo Departamento de Geografia (GEO-UFMT)

¹Originariamente a bacia era coberta por formações vegetacionais do Cerrado. No entanto, a partir dos anos 60, intensas transformações no uso e ocupação da terra ocorreram na região, e áreas agrícolas para cultivo de commodities, pastagem e ocupação urbana foram ocupando o espaço. Neste tempo, o município de Rondonópolis se desenvolveu como um dos mais populosos e industrializados de Mato Grosso. A região possui atividades de mineração (areia, cascalho e ouro) nas suas cabeceiras, atividades turísticas relevantes em alguns dos seus afluentes (complexo Cachoeira de Fumaça, município de Jaciara), possui 10 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em operação, cujas influências sobre as funções ecológicas do próprio bioma e sobre a planície do Pantanal são pouco conhecidas.

Apresentação do projeto a comunidade. Foto: ©Acervo Departamento de Geografia (GEO-UFMT)

¹A bacia hidrográfica é formada pela atuação de diferentes atores sociais, dentre os quais destacam-se os camponeses, indígenas e pescadores. Os camponeses somam aproximadamente 2,8 mil famílias e distribuem-se em 38 assentamentos. Já os quase mil indígenas pertencem ao povo Bororo e situam-se em duas Terras Indígenas (T.I. Tadarimana e T.I. Jarudore). Os pescadores encontram-se organizados pela Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado de Mato Grosso (Fepesc) e pela Colônia Z-3 (Rondonópolis), totalizando mais de 150 famílias.

O trabalho é executado pelo Departamento de Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)/Fundação UNISELVA e até dezembro de 2020 o projeto “Monitoramento da qualidade em multiescala na bacia do Rio São Lourenço, Mato Grosso”, que tem apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund  CEPF Cerrado) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), irá:

  • Identificar padrões espaço-temporais da qualidade de água na bacia hidrográfica do Rio São Lourenço
  • Desenvolver um aplicativo para telefones móveis (SIG-Participativo) que possibilite a divulgação de informações relativas aos recursos hídricos, e que reforce a interação entre, e com a participação de, atores sociais interessados nas diferentes formas de uso da água na bacia.
  • Elaborar diagnósticos participativos sobre a situação/relação das comunidades que afetam e são afetadas pelos múltiplos usos do Recursos Hídricos, buscando um entendimento dos conflitos existentes em relação ao uso e gestão dos RH.

O grande objetivo deste projeto é monitorar e modelar a qualidade de água em múltiplas escalas na bacia do Rio São Lourenço. A disponibilização desses dados a partir de um SIG participativo, junto com trabalhos em comunidades na bacia, vai empoderar e permitir a participação direta de grupos sociais no monitoramento das condições e a gestão dos recursos hídricos na bacia.


¹Fonte: texto adaptado da proposta original do projeto “Monitoramento da qualidade em multiescala na bacia do Rio São Lourenço, Mato Grosso”

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

LAPIG anuncia lançamento da Plataforma de Conhecimento do Cerrado

 

 

 

Prezad@s colegas,

Com exclusividade, anunciamos o lançamento da “Plataforma de Conhecimento do Cerrado”, projeto da UFG/LAPIG, apoiado pelo Critical Ecosystem Partnership Fund (CEPF) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

http://cepf.lapig.iesa.ufg.br

Embora seja uma versão para testes, a mesma já conta com algumas funcionalidades, a destacar as subplataformas de uso do solo, desmatamentos e imagens aéreas (providas por drones), possibilitando uma análise dinâmica e interativa acerca das transformações do Cerrado, em âmbito municipal e estadual.

A partir de agora, com esta estrutura definida, avançaremos rapidamente com novos conteúdos e ferramentas, tais como o design responsivo para tablets e smartphones, módulo para uploads de dados (vetoriais, imagens e textos), disponibilidade de downloads e a tradução para o idioma inglês.

Por falar em conteúdo, incentivamos a contribuição de todos, com informações diversas produzidas para o bioma Cerrado.

Para tanto, disponibilizamos uma ferramenta provisória para a transferência de suas bases de dados (ver chamada/atalho no menu superior, ou no final da página principal).

Esperamos que a Plataforma de Conhecimento do Cerrado seja bem aproveitada por nossa sociedade, em especial pelas organizações envolvidas com a conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico deste rico e ameaçado ecossistema.

Dúvidas ou sugestões, nos envie um email para lapig.cepf@gmail.com

Obrigado pela divulgação e colaboração!

Prof. Manuel Ferreira
UFG/ LAPIG


LAPIG e CEPF Cerrado

Dr. Manuel Ferreira vem trabalhando com uma equipe de pesquisadores e instituições da sociedade civil no projeto “Plataforma de Conhecimento do Cerrado”. O projeto é executado pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) e conta com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e visa compartilhar dados, informações e conhecimento entre as várias partes interessadas no Cerrado e empoderar a sociedade civil, por meio de informações confiáveis e ferramentas de monitoramento dos ecossistemas do Cerrado.

Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) está vinculado ao Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás (UFG). As suas atividades foram iniciadas em 1994 e contribuíram desde então com a elaboração de diversas monografias, dissertações e teses, além da oferta de disciplinas de sensoriamento remoto, cartografia digital e sistemas de informações geográficas. Em 2010, deram início aos “Geocursos”, um projeto de extensão que oferta cursos de curta e média duração no âmbito das geotecnologias, oferecidos para a comunidade em geral. A pesquisa configura‐se como uma importante frente de atuação com vistas à produção e/ou organização de dados geográficos e documentais voltados ao monitoramento territorial e ambiental dos biomas brasileiros e respectivas paisagens naturais e antrópicas.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Projetos apoiados pelo IEB e CEPF Cerrado apresentaram seus resultados no Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto

No período de 14 a 17 de abril foi realizado na cidade de Santos – SP o XIX Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR). Dentre as várias atividades do Simpósio, ressalta-se a Sessão Temática intitulada “Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAS): Sensores e Aplicações”, coordenada pelos parceiros do CEPF Cerrado, Dr. Gustavo Manzon Nunes, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e Dr. Manuel Eduardo Ferreira, da Universidade Federal de Goiás (UFG)/LAPIG. Além das palestras dos doutores Gustavo e Manuel, a sessão contou com a participação de Eben Broadbent (USA, Universidade da Flórida) e Victória González-Dugo (Espanha, IAC/ CSIC, Córdoba), que apresentaram resultados de pesquisas com o uso de sensores LiDAR, hiperespectrais, multiespectrais e termais embarcados em drones, além de abordar as principais técnicas e algoritmos de processamento utilizados para mapeamento e tomada de decisão.

Palestra do Dr. Gustavo Nunes no XIX Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR). Foto: acervo LabSensoR.

O Dr. Gustavo coordena o projeto “Mapeamento de Recursos Hídricos do Corredor da Chapada dos Guimarães” que conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Funde Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). No evento, Gustavo apresentou resultados preliminares obtidos com a utilização de dados de satélites, câmeras digitais e sensores multiespectrais integrados em Plataformas Aéreas Não Tripuladas (RPAS), visando o mapeamento e diagnóstico de recursos hídricos e de áreas úmidas (Veredas, Campos Úmidos, Brejos, etc.) existentes em 3 áreas-chave para a biodiversidade (KBAs) no Corredor da Chapada dos Guimarães (Parque Nacional Chapada dos Guimarães-PNCG). Em síntese, sua pesquisa visa a identificação e delimitação de áreas de veredas e mapeamento de espécies invasoras, a partir de dados de altíssima resolução espacial e espectral, além da contribuição junto aos gestores do ICMBio, que auxiliará no Plano de Manejo Integrado do Fogo do PNCG.

O Dr. Manuel que coordena o projeto “Plataforma de Conhecimento do Cerrado”, que é executado pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) e também conta com apoio do CEPF Cerrado e do IEB, apresentou os resultados preliminares de sua pesquisa realizada na Bacia Hidrográfica do Rio Vermelho (GO), a qual inclui o uso de múltiplas plataforma aéreas (multi-rotor e asa-fixa) equipadas com diferentes sensores imageadores, visando registrar medidas biofísicas/alométricas do bioma Cerrado. Em outra sessão do SBSR, voltada para as “Novas Plataformas de Bases de Dados”, Manuel apresentou a palestra “Plataforma de Conhecimento do Cerrado: uma proposta de gestão para um bioma crítico e ameaçado”, demonstrando a importância deste projeto, como forma de agregar e disseminar informações geográficas sobre o Cerrado, geradas por inúmeros projetos, muitos destes apoiados pelo CEPF Cerrado e IEB.

Participação do Dr. Manuel Ferrerira no XIX Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR). Foto: acervo LAPIG.

O LabSensoR – Laboratório de Sensoriamento Remoto e Geotecnologias é coordenado pelo Dr. Gustavo Manzon Nunes, professor associado da Faculdade de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus de Cuiabá.  O LabSensoR é associado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU/CNPq-UFMT) e realiza pesquisas relacionadas ao mapeamento e análise de áreas úmidas. No laboratório são realizadas pesquisas na área de Geotecnologias, com ênfase em utilização de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas de asa fixa e multirotores. Também são desenvolvidas análises envolvendo processamento processamento digital de imagens,  processamento digital de dados RADAR, comportamento espectral da vegetação, classificação digital através de técnicas hiperespectrais, análise via geoprocessamento, sistemas de informações geográficas, análise ambiental e ordenamento territorial.

O Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) está vinculado ao Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás (UFG). As suas atividades foram iniciadas em 1994 e contribuíram desde então com a elaboração de diversas monografias, dissertações e teses, além da oferta de disciplinas de sensoriamento remoto, cartografia digital e sistemas de informações geográficas. Em 2010, deram início aos “Geocursos”, um projeto de extensão que oferta cursos de curta e média duração no âmbito das geotecnologias, oferecidos para a comunidade em geral. A pesquisa configura‐se como uma importante frente de atuação com vistas à produção e/ou organização de dados geográficos e documentais voltados ao monitoramento territorial e ambiental dos biomas brasileiros e respectivas paisagens naturais e antrópicas.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.