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Fundação Neotrópica avança com sucesso na conservação e uso sustentável do Cerrado

Parceiro do CEPF e IEB, trabalho da ONG fortaleceu o protagonismo dos atores sociais por meio dos Conselhos Municipais do Meio Ambiente no Mato Grosso do Sul

 

por Luana Luizy, Assessoria de Comunicação, Instituto Internacional de Educação do Brasil

 

Um dos nossos parceiros é a Fundação Neotrópica, uma organização do Mato Grosso do Sul, que atua com ações direcionadas à conservação da natureza, especialmente dos biomas Cerrado e Pantanal.  Com apoio do Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), a fundação vem desenvolvendo um projeto exitoso com os Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMAs) no estado do Mato Grosso do Sul. O projeto: União de COMDEMAs pró-Cerrado, que visa o fortalecimento destes conselhos, a fim de subsidiar decisões que contribuam para a conservação do Cerrado e  alcance das metas mundiais de conservação da biodiversidade.

Reunião de planejamento do Plano de Ação do COMDEMA na cidade de Bodoquena-MS. Fonte: Fundação Neotrópica

O projeto inicialmente abrangeu os municípios: Anastácio, Bodoquena, Bonito, Dois Irmão do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Miranda, Nioaque, Porto Murtinho, Rochedo e Terenos. Segundo Rodolfo Portela – superintendente executivo da Fundação Neotrópica – o sucesso do projeto foi devido “a união dos COMDEMAs, que não se restringiu apenas aos municípios previstos, mas, também em regiões localizadas fora dos principais corredores de biodiversidade do estado, que demonstraram interesse em serem incluídos no projeto”, fato que demonstrou a potencialidade e um grande alcance do projeto.

Dos  municípios que participaram do projeto, a maioria tem seus Conselhos Municipais de Meio Ambiente ativos, o que demonstra que existem espaços para debates sobre políticas públicas e questões de conservação e manejo do Cerrado nestas localidades. O projeto também verificou, nestes municípios, o interesse pelos atores envolvidos em avançar na criação de novas Unidades de Conservação.

É importante pontuar que o projeto promoveu a capacitação de cerca de 205 atores sociais, sendo 114 homens e 91 mulheres, o que garantiu a qualificação dos conselheiros de forma a dar suporte a descentralização e democratização da gestão ambiental municipal em busca da paridade de gênero. A criação da Rede de COMDEMAs proporcionou a interação entre as lideranças, facilitando a troca de informações e experiências no que tange às boas práticas para os conselhos e para a conservação do Cerrado. Por meio dos COMDEMAs emergiram grupos de trabalho, câmaras técnicas e coletivos ambientais com o propósito de pesquisar, estudar e discutir assuntos importantes para o desenvolvimento de ações ambientais nos municípios.

Trabalho de campo. Foto: Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

Outro destaque, foi o sucesso na promoção da conservação e uso sustentável do Cerrado com a criação de três Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), nos municípios de Bonito, Guia Lopes da Laguna e Chapadão do Sul, conservando aproximadamente 2.200 hectares do bioma no Mato Grosso do Sul; e também o auxílio na melhoria da gestão da Reserva Biológica Marechal Cândido Mariano Rondon, Miranda/MS, no sentido de implementar boas práticas para a gestão da UC.

Desafios

A Fundação Neótropica destaca a importância da mediação de conflitos como principal lição aprendida, a fim de reduzir os tumultos e confusões frequentemente registradas em reuniões que discutem políticas municipais de meio ambiente. Grandes desafios foram enfrentados pela equipe nos debates sobre as propostas de estruturação e atualização de leis municipais ambientais e legislações pertinentes aos COMDEMAs, tendo em vista o alvoroço provocado pelos setores do agronegócio, causando momentos de confusão e dúvidas nos conselheiros.

Sobre a Fundação Neotrópica

A Fundação Neotrópica do Brasil é uma ONG criada em 1993 voltada a conservação da natureza e melhoria da qualidade de vida das pessoas.  A organização trabalha com projetos voltados à criação e apoio a gestão das Unidades de Conservação (públicas e privadas); recuperação de áreas degradadas e adequação de propriedades rurais no Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal; pesquisa científica sobre biodiversidade e conservação, mobilização e sensibilização da sociedade para as questões ambientais; estímulo ao desenvolvimento de políticas públicas ambientais; discussão e fomento ao turismo como promotor da conservação ambiental.

Para mais informações sobre as ações da Fundação Neotrópica do Brasil, acesse o site.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

O que são os Conselhos Municipais de Meio Ambiente?

VOCÊ SABE O QUE SÃO OS OS CONSELHOS MUNICIPAIS DE MEIO AMBIENTE E PARA QUE SERVEM? 

 

Fundação Neotrópica do Brasil disponibiliza guia gratuito com orientações para implementação destes conselhos


O que é o Conselho Municipal de Meio Ambiente?

O Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMDEMA) é um instrumento de gestão ambiental local que une órgãos públicos, setores empresariais, políticos e as organizações da sociedade civil em busca de soluções para o uso dos recursos naturais e para a recuperação dos danos ambientais.

Foto: Fernanda Caso / Acervo Fundação Neotrópica do Brasil


Por que os COMDEMAS são importantes?

OS COMDEMAS promovem cidadania, democracia e o convívio entre os interesses dos diferentes setores da sociedade. Além disso, incentiva a criação de políticas públicas municipais de conservação ambiental e a ampliação e melhoria na gestão de áreas protegidas municipais e Unidades de Conservação, entre muitos outros benefícios.

Qual é a função dos COMDEMAS?

Algumas das atribuições dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente são: propor a política ambiental do município e fiscalizar o seu cumprimento; promover a educação ambiental; acompanhar a implementação de UCs (Unidades de Conservação) municipais; receber e apurar denúncias feitas pela população sobre degradação ambiental; e outras mais.

Quem participa dos COMDEMAS?

Secretarias municipais, Câmara de Vereadores, sindicatos, entidades ambientais, associações de bairros, grupos de mulheres, jovens e pessoas da terceira idade, entidades de classe, entidades representativas do empresariado; instituições de pesquisa e extensão, movimentos sociais e minorias, instituições de defesa do consumidor e grupos de produtores.

Como criar o COMDEMA?

O primeiro passo para a criação do COMDEMA é a mobilização da comunidade. Em seguida vem a elaboração e aprovação de Lei pela Câmara dos Vereadores Municipal instituindo a criação do COMDEMA. Depois da aprovação são nomeados as conselheiras e conselheiros, que terão a tarefa de criar e aprovar o regimento interno do Conselho e manter reuniões periodicamente.

Estas e outras informações você encontra no “GUIA PRÁTICO PARA IMPLEMENTAÇÃO DE CONSELHOS MUNICIPAIS DE MEIO AMBIENTE”Clique no link e faça o downloadO material é fruto do projeto “União dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente – Mobilizando atores do corredor Miranda-Bodoquena” executado pela Fundação Neotrópica do Brasil, com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IIEB).

Sobre o projeto União dos COMDEMAS

Os Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMA) são instrumentos chave para a gestão ambiental local. Por isso, a Fundação Neotrópica do Brasil promove ações de criação e fortalecimento de COMDEMAS em 25 municípios de Mato Grosso do Sul.

Com o projeto “União dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente – Mobilizando atores do corredor Miranda-Bodoquena”, a FNB mobiliza COMDEMAS, e consequentemente políticas públicas, investimentos, qualificação e fomento do debate sobre conservação e manejo do Cerrado.

A finalidade é dar subsídios às decisões locais que contribuem com metas mundiais de conservação ambiental, em especial, no Cerrado. O bioma, que é um hotspot global de biodiversidade, já teve 50% de sua cobertura vegetal nativa devastada e sofre forte pressão antrópica.

Conheça mais sobre o projeto e os benefícios que ele pode levar para seu município em fundacaoneotropica.org.br.

Texto disponível no site da Fundação Neotrópica do Brasil.

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

Projeto da Fundação Neotrópica do Brasil promove a criação e gestão de Conselhos Municipais de Meio Ambiente por meio de capacitações

por Rodolfo Portela, Fundação Neotrópica do Brasil

 

 

Até o momento, quase 200 atores sociais foram diretamente beneficiados pela iniciativa em 11 municípios do estado do Mato Grosso do Sul

O PROJETO

Municípios atendidos pelo projeto “União dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMAs): mobilizando atores no corredor Miranda – Bodoquena”. Fonte: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil 2019

Buscando a criação e o fortalecimento de Conselhos Municipais de Meio Ambiente, a Fundação Neotrópica do Brasil, com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos, executa o projeto “União dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMAs): mobilizando atores no corredor Miranda – Bodoquena”, o qual compreende 11 municípios do estado do Mato Grosso do Sul.

Capacitação sobre o papel do conselho no processo de tomada de decisões, realizada no município de Miranda – MS. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

Seu objetivo é subsidiar ações e decisões voltadas a questões ambientais locais, que contribuam para alcance de metas mundiais de conservação. A principal ferramenta utilizada para isso são capacitações, que promovem debates sobre políticas públicas e questões de conservação e manejo do Cerrado.

As formações são realizadas mensalmente em cada município abordando os seguintes temas:

  • O papel do conselho no processo de tomada de decisão;
  • Conservação e uso sustentável da biodiversidade do Cerrado;
  • Legislação ambiental aplicada à conservação;
  • Ecologia do Cerrado e seus serviços ambientais;

    Percentual de pessoas que foram impactadas em 2019, divididos por gênero masculino e feminino. Fonte: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil
  • Pagamento por serviços ambientais, importância econômica e geração de renda a partir da conservação de áreas naturais.

O projeto prevê também a criação de um banco de dados georreferenciado com informações ambientais que auxiliem as tomadas de decisões, almejando a melhoria na gestão de seis unidades de conservação (UC) municipais já existentes e indicando novas áreas para criação de UCs. Com pouco mais de um ano de execução, o projeto já atendeu 195 pessoas com as capacitações – 88 do sexo feminino e 107 do sexo masculino.

EVENTOS

1° Encontro de COMDEMAS do corredor Miranda – Bodoquena. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

Em maio de 2019, a Fundação Neotrópica do Brasil promoveu o 1° Encontro de COMDEMAs do Corredor Miranda – Bodoquena. Realizado no município de Bonito – MS. O evento reuniu cerca de vinte representantes, entre presidentes e membros dos COMDEMAs, dos

onze municípios atendidos pelo projeto. Na ocasião, o Presidente da Federação de Conselhos Municipais de Meio Ambiente (FECOMDEMA), Carlos Alexandre, esteve presente

Reunião de mobilização para elaboração da lei de criação do COMDEMA de Rochedo – MS. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

como palestrante principal e abordou a estrutura funcional e planejamento estratégico para a efetiva atuação dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente.

O evento, ainda, proporcionou aos participantes um momento para que expusessem suas experiências positivas ou negativas, bem como os desafios encontrados dentro de seus conselhos. Além disso, puderam tirar suas dúvidas em busca de soluções para eventuais problemas enfrentados pelos municípios. Ao final do evento, criou-se de uma Rede de COMDEMAS, composta pelos participantes. A Rede é articulada por meio de um grupo online, onde os conselheiros/as trocam ideias, experiências, tiram dúvidas e discutem sobre propostas futuras de novas reuniões entre os conselhos.

CRIAÇÃO E ATIVAÇÃO DE CONSELHOS

Em uma parceria com a WWF (World Wide Fund for Nature) e Instituto Mamede, a Fundação Neotrópica do Brasil auxiliou o processo legal de

criação do Conselho Municipal de Meio Ambiente do município de Rochedo (MS) e reativou o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Guia Lopes da Laguna (MS) no ano de 2019. É de suma importância ressaltar que estes processos de criação e reativação de um Conselho são

Mobilização dos conselheiros (as) para elaboração da Lei de criação do COMDEMA de Terenos-MS. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

importantes instrumentos de democratização e descentralização da gestão ambiental. Para continuar prestando apoio ao processo legal de criação de Conselho Municipal de Meio Ambiente, ainda em 2019, a Fundação Neotrópica do Brasil mobilizou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Terenos – MS a reunir os atores interessados pela criação do COMDEMA. O resultado desta mobilização foi a elaboração do projeto de Lei de criação, onde, após capacitações e revisões, foi elaborado e encaminhado para apreciação e aprovação da Câmara dos Vereadores de Terenos.

OUTROS AVANÇOS

Uma das capacitações realizadas no Conselho Municipal de Meio Ambiente do município de Guia Lopes da Laguna (MS), resultou em uma explanação sobre a importância da criação de áreas protegidas para maior arrecadação de ICMS Ecológico no município. Com isto, o presidente do COMDEMA sentiu-se motivado a criar uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) em sua propriedade rural. Nesta oportunidade, a Fundação Neotrópica do Brasil realizou uma visita a campo para conhecimento e

estudos na área.  Este processo segue em fase de reunião de documentos a serem protocolados junto ao órgão ambiental estadual para dar início a criação da área protegida.

Encontro de plano de ações na Aldeia Brejão, Integração e Oficina de Sistemas Agroflorestais realizado em Nioaque – MS. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

Fortalecendo o trabalho em rede, em ações que visam a conservação do Cerrado, a Fundação Neotrópica do Brasil estabeleceu parceria com a Associação Hanaitti Yomo’omo, para auxiliar o processo de criação do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da Terra Indígena Nioaque. A associação está localizada na Terra Indígena do município de Nioaque (MS) e também é financiada pelo CEPF. Os trabalhos para a elaboração do PGTA começaram em novembro de 2019, onde diversas entidades que apoiam a iniciativa reuniram-se durante o “Encontro de plano de ações na Aldeia Brejão, Integração e Oficina de Sistemas Agroflorestal”, promovido pela aldeia Brejão, uma uma das quatro aldeias que compõe a TI Nioaque. Esta parceria resultou na inclusão de um representante da Terra Indígena Nioaque no Conselho Municipal de Meio Ambiente do município.

GUIA PARA IMPLEMENTAÇÃO DE COMDEMAS

Com a finalidade de incentivar a criação de políticas públicas, capacitar conselheiros/as, promover discussões sobre a conservação e manejo do cerrado e os problemas ambientais existentes nos municípios, a Fundação Neotrópica do Brasil elaborou um guia prático para implementação de conselhos municipais de meio ambiente. A criação deste documento busca estruturar os municípios que não possuem COMDEMA e reestruturar os conselhos que estão inativos.

O Guia foi elaborado em 2019 e seu lançamento está previsto para os primeiros meses de 2020 com ampla distribuição e divulgação nos COMDEMAS de Bonito, Bodoquena, Miranda, Anastácio, Nioaque, Dois Irmãos do Buriti, Terenos, Rochedo, Guia Lopes da Laguna, Jardim e Porto Murtinho.

Além do Guia informativo, cada prefeitura dos onze municípios citados receberão cartazes que tratam sobre a importância dos COMDEMAS – bem como expõem o local e as datas de reuniões mensais, facilitando a circulação da informação aos servidores e aos cidadãos de modo geral.

Folders também serão distribuídos nestas 11 localidades, levando informações objetivas e eficientes para a população local sobre o Conselho Municipal de

Meio Ambiente de seu município. Atualmente, a Fundação Neotrópica do Brasil segue participando de reuniões mensais nos 11 municípios subsidiando decisões e apoiando ações de educação ambiental que os Conselhos desenvolvem. A expectativa para o próximo ano é seguir atuando em prol de políticas públicas que promovem a conservação da biodiversidade do Cerrado e que, consequentemente, possam melhorar a qualidade de vida dos munícipes.

O projeto União de COMDEMAS Pró-Cerrado, que é executado pela Fundação Neotrópica do Brasil e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), tem o objetivo de fortalecer os Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMAs), a fim de subsidiar decisões locais que contribuam para conservação do Cerrado e para o alcance das metas mundiais de conservação da biodiversidade.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

 

 

Encontro promove fortalecimento de Conselhos Municipais de Meio Ambiente no Mato Grosso do Sul

O projeto União de COMDEMAS Pró-Cerrado, que é executado pela Fundação Neotrópica do Brasil e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), tem o objetivo de fortalecer os Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMAs), a fim de subsidiar decisões locais que contribuam para conservação do Cerrado e para o alcance das metas mundiais de conservação da biodiversidade.

No intuito de empoderar o conselho quanto às temáticas ligadas à conservação, a fim de que proponham políticas públicas voltadas à proteção e conservação do Cerrado, A Fundação Neotrópica do Brasil em parceria com WWF-Brasil e Instituto Mamede, promoverá na próxima segunda-feira (13), às 8h30, o ‘1º Encontro de COMDEMAS do Corredor Miranda-Bodoquena’ no Sebrae, localizado na rua Cel. Pilad Rebua, 2480, em Bonito, MS. O superintendente executivo interino da Fundação Neotrópica do Brasil, Rodolfo Portela Souza, informa que “a intenção é promover atuação fortalecida e integrada dos representantes dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente dos municípios inseridos no Corredor Miranda-Serra da Bodoquena; para que possam contribuir com o cumprimento de metas mundiais de conservação da biodiversidade do bioma Cerrado”. Durante o evento, Carlos Alexandre Silva, presidente da Federação Nacional de Conselhos de Meio Ambiente (FECONDEMA), ministrará a palestra ‘Importância dos Conselhos de Meio Ambiente na Gestão Ambiental Municipal – Fundo de Meio Ambiente como Recurso para políticas públicas eficientes – Plano Municipal da Mata Atlântica como diretriz para Sustentabilidade dos Biomas Locais’.

As atividades do projeto União de COMDEMAS Pró-Cerrado tiveram início no ano de 2018. Desde então, 72 pessoas foram mobilizadas por ações nos municípios que estão inseridos no Corredor Miranda-Bodoquena e possuem incidência nos biomas Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica no Mato Grosso do Sul. A primeira ação organizada pelo (COMDEMAS) foi a realização de um diagnóstico sobre a situação legal dos conselhos nos municípios de abrangência do projeto. Rodolfo Portela Souza, relata que esses levantamentos foram realizados por meio da promoção de metodologias participativas, além da realização de capacitação dos conselheiros, com objetivo de nivelar o conhecimento baseado em ações positivas para a conservação e manejo do Cerrado na região de atuação do Projeto. “O resultado está sendo positivo. Neste período conseguimos capacitar e fortalecer os conselhos que já estavam ativos, reanimar alguns que estavam inativos e iniciar o processo de mobilização para a criação destes conselhos em municípios que não possuem este coletivo”, esclarece.

Veja a matéria completa no site do Jornal Agora MS!

Para mais informações, entre em contato com a Fundação Neotrópica do Brasil!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

1o Encontro de COMDEMAS do Corredor Miranda-Bodoquena

O projeto União de COMDEMAS Pró-Cerrado, que é executado pela Fundação Neotrópica do Brasil e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), tem o objetivo de fortalecer os Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMAs), a fim de subsidiar decisões locais que contribuam para conservação do Cerrado e para o alcance das metas mundiais de conservação da biodiversidade.

No intuito de empoderar o conselho quanto às temáticas ligadas à conservação, a fim de que proponham políticas públicas voltadas à proteção e conservação do Cerrado, a Fundação Neotrópica do Brasil irá promover o 1o Encontro de COMDEMAS do Corredor Miranda-Bodoquena, no dia 13 de maio de 2019 a partir das 8h30 em Bonito, Mato Grosso do Sul. Para mais informações, entre em contato com a Fundação Neotrópica do Brasil!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projeto em foco: Corredor Miranda-Bodoquena

projeto Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais, que foi executado pela ECOA e contou com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), foi encerrado no mês de janeiro (2019) e teve objetivo de auxiliar a revegetação e conservação do Cerrado, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro por comunidades e assentados do Mato Grosso do Sul.

Com a proposta de otimizar o processo de restauração florestal iniciado em 2016 em três assentamentos rurais; melhorar a gestão da coleta de frutos do Cerrado, como baru e bocaiúva e sensibilizar o mercado, promovendo a valorização dos subprodutos dos frutos nativos do Cerrado, o projeto alcançou impactos importantes para a região do corredor Miranda-Bodoquena.

Ao final, o projeto ampliou 1 dos 22,95 hectares de áreas do Cerrado sul-mato-grossense que foram cercadas em 2016, com apoio de outro projeto. Essa área está em restauração, restabelecendo a vegetação nativa e a recuperação de 03 nascentes/córregos: Córrego Madalena e Córrego Lima, no Assentamento Andalucia, Nioaque; e Córrego Agachi, Assentamento Bandeirantes, Miranda. Na área também foram registradas o retorno da presença de fauna nativa, como guaxinim ou cachorro-do-mangue e o tuiuiú. Além deste processo de restauração, a equipe do projeto trabalhou o fomento à produção de mudas de espécies nativas do Cerrado, feitas por assentados, em seus próprios lotes, dando-lhes condições de acesso às mudas, que são dificilmente encontradas para venda em viveiros públicos ou privado no estado. Até o final do projeto foram produzidas 100 mudas de baru, que foram destinadas ao plantio nas áreas cercadas. Também foram produzidas 50 mudas de guavira, em estágio inicial, 50 mudas de jatobá, e o projeto finalizou com as sementes de murici, que serão semeadas este ano.

A equipe da ECOA também implementou o monitoramento participativo no projeto, através da ferramenta ciência cidadã, onde os assentados indicaram o progresso quinzenal das áreas reflorestadas e ofereceu oficinas que trabalharam no aperfeiçoamento das técnicas de manejo e processamento de frutos nativos e no uso de Sistemas Agroflorestais em propriedades, como alternativa à conservação e geração de renda nos assentamentos. As oficinas contribuíram também para a rearticulação da cadeia do extrativismo local, sobretudo do baru, bem como o debate sobre preço justo. Esta foi uma oportunidade para trabalhar a divulgação do potencial dos frutos nativos do Cerrado, consolidando mercados de compra de produtos. Essa articulação possibilitou a geração de renda alternativa para famílias assentadas, bem como a articulação de famílias de vários assentamentos no corredor Miranda-Bodoquena, para a coleta e comercialização da castanha do próprio baru.

Quer conhecer mais sobre outros projetos que contam com apoio do CEPF Cerrado? Acesse o site e confira!

Conheça também as ações da ECOA no Cerrado do Mato Grosso do Sul!

 

Área de 22 ha que passou por um processo de reflorestamento e está sendo monitorada pelo projeto. Acervo ECOA
Áreas de Cerrado em restauração em Miranda, MS. Aryanne Amaral/Acervo IEB
Fauna nativa na área em restauração. Acervo ECOA
Acervo ECOA

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Fundação Neotrópica do Brasil abre oportunidade de vagas no projeto União de COMDEMAs Pró-Cerrado

O projeto União de COMDEMAs Pró-Cerrado, que é executado pela Fundação Neotrópica do Brasil e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), visa o fortalecimento dos COMDEMAs, a fim de subsidiar decisões locais que contribuam para conservação do Cerrado e para o alcance das metas mundiais de conservação da biodiversidade.

Através dos editais 001/2018 FNB/CEPF e 002/2018FNB/CEPF a Fundação Neotrópica do Brasil abre a oportunidade de contratação temporária para um técnico na área de Geoprocessamento e outro técnico na área de Mobilização Social e Educação Ambiental. Confira os editais no link.

O período de envio dos requisitos e propostas é de 06/12/2018 a 02/01/2019, que deverão ser encaminhadas por um dos seguintes meios:

A) No email: neotropica@fundacaoneotropica.org.br

B) Correio convencional (Sedex, com Aviso de Recebimento no seguinte endereço: Rua Dois de Outubro, 165 – Bairro Recreio – CEP: 79.290-000 – Bonito – MS.

C) Entrega da documentação física, até dia 21/12/2018, diretamente na sede da Fundação Neotrópica do Brasil (Endereço: Rua Dois de Outubro, 165 – Bairro Recreio – CEP: 79.290-000 – Bonito – MS).

Contato, dúvidas e mais informações no site da Fundação Neotrópica do Brasil.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Capacitação em produção de mudas do Cerrado reúne povos e comunidades tradicionais no Mato Grosso do Sul

No mês de novembro, a comunidade da Aldeia Brejão promoveu uma prática em produção de mudas do Cerrado, através do projeto Viveiro de Mudas para Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão. Este projeto recebe apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

A oficina de capacitação envolveu representantes da Associação Hanaiti Yomo’omo (AHY), da ONG Ecologia e Ação (ECOA), comunidade quilombola São Miguel, Aldeia Água Branca, Aldeia Taboquinha, Agência de Extensão Rural, Escola Estadual indígena Angelina Vicente, Escola Municipal Eugênio de Souza e representantes do Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado (Ceppec), situado no assentamento de Andalucia, em Nioaque/MS.

O projeto Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, que é executado Associação Hanaiti Yomomo (AHY), visa a inclusão de indígenas no processo de desenvolvimento da comunidade, garantindo uma alternativa sustentável na segurança alimentar, o uso de novas tecnologias sociais, uso sustentável do solo e de espécies vegetais do Cerrado, assim como a agregação de valor e geração de renda por meios de produtos agrícolas e extrativistas. Um dos componentes principais deste projeto é capacitar membros da comunidade em transição agroecológica e sistemas agroflorestais, assim como na produção de frutos de espécies vegetais do Cerrado. A Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado ocorreu entre os dias 30 de novembro e 01 de dezembro de 2018 e foi ministrada pela Dra. Zefa Valdivina Pereira (UNICAMP). De acordo com Alexandro Souza, gestor do projeto, “os dois dias de oficina foram dias de trabalho extremamente gratificantes”.

Quer conhecer os outros projetos apoiados pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)? Acesse o nosso site ou inscreva-se no nosso boletim eletrônico.

Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado, Novembro 2018.
Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado, Novembro 2018.
Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado, Novembro 2018.

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projeto promove capacitação em produção de mudas de espécies nativas do Cerrado na Aldeia Brejão, Mato Grosso do Sul

O projeto Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, que é executado Associação Hanaiti Yomomo (AHY), visa a inclusão de indígenas no processo de desenvolvimento da comunidade, garantindo uma alternativa sustentável na segurança alimentar, o uso de novas tecnologias sociais, uso sustentável do solo e de espécies vegetais do Cerrado, assim como a agregação de valor e geração de renda por meios de produtos agrícolas e extrativistas.

Um dos componentes principais deste projeto é capacitar membros da comunidade em transição agroecológica e sistemas agroflorestais, assim como na produção de frutos de espécies vegetais do Cerrado. Sendo assim, nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro de 2018 a AHY convida interessados a participarem da Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado, que será ministrado pela Dra. Zefa Valdivina Pereira (UNICAMP).

 

Quer conhecer os outros projetos apoiados pelo Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)? Acesse o nosso site ou inscreva-se no nosso boletim eletrônico.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Oficina Sistemas Agroflorestais – ganhos econômicos, ambientais e sociais

Áreas de Cerrado em restauração em Miranda, MS.

 

Os sistemas agroflorestais (SAFs) são consórcios de culturas agrícolas com espécies arbóreas que podem ser utilizados para restaurar a vegetação nativa e recuperar áreas antropizadas. A tecnologia ameniza limitações do terreno, minimiza riscos de degradação inerentes à atividade agrícola e otimiza a produtividade a ser obtida¹. Os componentes arbóreos são inseridos como estratégia para o combate da erosão e o aporte de matéria orgânica, restaurando a fertilidade do solo. Há melhoria na estrutura e na atividade da fauna do solo e maior disponibilidade de nutrientes. É alcançado um equilíbrio biológico que promove o controle de pragas e doenças¹. Na mesma área, é possível estabelecer consórcios entre espécies de importância econômica, frutíferas e hortaliças. Podem ser introduzidas espécies de leguminosas para uso como adubo verde, as quais são roçadas, e espécies de leguminosas arbóreas, que, com a mesma finalidade, são podadas, visando à deposição de material orgânico sobre o solo. Além de contribuir para a conservação do meio ambiente, os benefícios dos sistemas agroflorestais despertam o interesse dos agricultores, pois, como estão aliados à produção de alimentos, permitem oferecer produtos agrícolas e florestais, incrementando a geração de renda das comunidades agrícolas¹.

No mês de julho, experiências vindas da região do Pontal do Paranapanema (SP) conduziram a oficina de Boas Práticas para Manejo de Agroflorestas, ministrada por Haroldo Borges, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). A atividade aconteceu durante o encontro transfronteiriço promovido no Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado (Ceppec), situado no assentamento de Andalucia, em Nioaque/MS. Participaram representantes da Associação Hanaiti Yomo’omo, que executam o projeto “Viveiro de mudas para a produção agroflorestal na Aldeia Brejão”, associações de assentamentos rurais e comunidades extrativistas do Cerrado e Pantanal e do Gobierno Autonomo Municipal de Roboré, Bolívia.

Ao considerar que os SAFs também auxiliam nos processos de restauração da vegetação nativa e recuperação de áreas degradadas, a oficina interagiu com os monitores que trabalham na recuperação de áreas de nascentes nos assentamentos de Andalucia e Bandeirantes, de Miranda (MS), atividades que ocorrem através do Projeto Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais, que executado pela ECOA e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), e tem o objetivo de auxiliar a revegetação e conservação do Cerrado através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro por comunidades e assentados do Mato Grosso do Sul (corredor Miranda-Bodoquena).

Veja a matéria completa no site da ECOA e acompanhe o nosso boletim eletrônico.


¹EMBRAPA (2004). Soluções tecnológicas-Sistemas Agroflorestais. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/112/sistemas-agroflorestais-safs

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Instituto Mamede e WWF-Brasil promovem formação em ecoturismo com comunidades do MS

 

Foto: Aryanne Amaral / IEB

 

*O Ecoturismo de Base Comunitária é uma ação que contribui para a elevação da renda familiar e a conservação dos recursos naturais

Pode ser mais uma fonte de renda familiar, conservar os recursos naturais e, ainda, encantar as pessoas sobre os cuidados com a terra e com a natureza são os objetivos de um projeto que o Instituto Mamede e o WWF-Brasil desenvolvem hoje junto ao Assentamento Canaã, em Rochedo que fica a 80 km distante da capital sul-mato-grossense. Os assentados estão aprendendo que a vida simples e o cuidado com a natureza geram interesse de turistas que buscam por experiências e vivências no meio rural. No assentamento há vários atrativos tanto naturais como culturais, com a possibilidade de o turista visitar os roçados; acompanhar a produção de pecuária de leite; visitar o Morro de Santo Antônio – onde fiéis fazem peregrinações e devoções; várias nascentes hídricas; ambientes naturais com vegetação do Cerrado, matas de galeria e florestas estacionais, além de vida selvagem abundante. Também são oferecidas comidas típicas, produtos da horta e da agricultura familiar, além de pães, leite e queijo.

Para que tudo isso funcione, no entanto, é preciso que a comunidade esteja bem preparada e organizada, por isso a importância dos cursos de formação e engajamento dos moradores.

E é este tipo de iniciativa – organizar a comunidade para oferecer serviços de ecoturismo comunitário – que o Instituto Mamede está fazendo em parceria com o WWF-Brasil, por meio do projeto “Municípios Sustentáveis protegendo o berço das águas do Cerrado e as cabeceiras do Pantanal” apoiado pelo Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Don Eaton do WWF-Brasil explicou que “o projeto, Municípios Sustentáveis, busca promover alternativas econômicas que são ambientalmente sustentáveis para as comunidades rurais, contribuindo para a geração de renda, o fortalecimento da economia local e a manutenção dos serviços ambientais essenciais para áreas de produção, comunidades rurais e biodiversidade regional. ”

Trabalho contínuo

O trabalho com Ecoturismo de Base Comunitária no Assentamento Canaã que contou com a participação de 23 membros de comunidade vem sendo construído através de um processo de diálogo desde o ano de 2017 e que culminou no primeiro módulo de formação em julho deste ano, tendo como base a experiência na Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, localizada no município de Corguinho (130 km de Campo Grande), Mato Grosso do Sul. Lá, a formação vem sendo desenvolvida desde 2015 e, neste ano, o segundo módulo aconteceu em fevereiro com a participação de 43 pessoas.

Simone Mamede e Maristela Benites do Instituto Mamede, contam com a parceria de várias instituições como a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), o Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da UNIDERP e Fundação de Turismo do Mato Grosso do Sul – FUNDTUR-MS. Assim, a experiência e as responsabilidades são compartilhadas, a fim de inspirar e assegurar a construção de territórios mais sustentáveis que percebam no turismo de base local uma alternativa para melhor uso da terra e conservação da biodiversidade. Além de fomentar à pesquisa e extensão neste tema e o investimento em formação e estruturação do turismo no estado, afirmaram.

Para a realização das formações tem sido utilizadas metodologias participativa como “open space”, mapa falado, diagnóstico participativo, aula expositiva e práticas de campo. Os cursos são divididos em três módulos: I) Planejamento e Sustentabilidade; II) Educação Ambiental e Formatação de Roteiros e; III) Empreendedorismo e Marketing.

Segundo Simone Mamede, do Instituto Mamede, “a atividade tem sido conduzida com muito cuidado e dedicação. Todos monitores passaram por capacitações e a aplicação dos módulos vem sendo avaliada e monitorada. O diálogo, a percepção e o acompanhamento tanto dos integrantes da comunidade como de outros atores são ações frequentes e enriquecedoras, que têm somado muito no processo de formação. Protagonismo, empoderamento, pertencimento, participação e identidade social são os temas estruturantes e que fundamentam as ações e cada módulo de formação”.

Como resultado a Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte já recebeu alguns grupos de turistas e percebeu a importância de ampliar o leque de atividades com o potencial turístico. Nesse sentido, as mulheres, que representaram mais de 50% das pessoas que participaram da última capacitação, tem se mobilizado para criar uma organização não governamental que represente o núcleo de mulheres da comunidade.

Para este segundo semestre estão previstas as instalações de placas de interpretação e sinalização do Ecoturismo de Base Comunitária e para 2019 estão programadas também novas oficinas sobre temas específicos.

“O Ecoturismo de Base Comunitária tem se revelado não só uma alternativa de renda para essas comunidades, mas uma forma de transformação das pessoas e de reconhecimento da beleza e simplicidade do cotidiano. Um aprendizado sobre a cultura da paz, do viver e conviver, uma construção contínua e coletiva para a sustentabilidade”, concluiu Mamede.

*Texto fornecido pelo WWF-Brasil e Instituto Mamede

Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

União de COMDEMAs Pró-Cerrado

 

Ontem (26), a Fundação Neotrópica do Brasil iniciou suas atividades de elaboração do Plano de Ação do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Miranda (MS).
Nesta oportunidade foi convidada a Dr(a). Livia Medeiros, especialista em Espeleologia, que deu uma palestra sobre Conservação da Biodiversidade Subterrânea e sua relação com a conservação do Cerrado.
Está é uma ação viabilizada pelo projeto “União de COMDEMAs Pró-Cerrado: mobilizando atores no corredor Miranda-Bodoquena”, que é patrocinado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) com o apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Quer saber mais sobre esta iniciativa?

Acesse: https://goo.gl/jD2hsB

 

 

 

Missão IEB, CEPF e CI/GEF visita projetos em conservação do Cerrado no Mato Grosso do Sul

Neste mês de abril, o Instituto Internacional de Educação do Brasil/CEPF Cerrado recebeu a visita do time do CEPF internacional e da Conservação Internacional/GEF para uma visita aos projetos que já estão em execução nas áreas de Cerrado do Mato Grosso do Sul.

Os projetos foram aprovados na Primeira Chamada 2016 do CEPF Cerrado e são executados pela Associação Hanaiti Yomo’omo (AHY), ECOA, Fundação Neotrópica do Brasil e WWF-Brasil e estão desenvolvendo trabalhos voltados para a restauração, capacitação, gestão territorial, políticas públicas, áreas protegidas e agroecologia.

A AHY e a ECOA trabalham com o fortalecimento de comunidades, a primeira buscando a inclusão de indígenas e a segunda com  assentados rurais, através da agregação de valor e geração de renda por meios de produtos agrícolas e agroextrativistas do Cerrado. Além disso, a ECOA está seguindo com um processo de restauração da vegetação iniciado em 2016 em 15 áreas (totalizando aproximadamente 22 ha). A Fundação Neotrópica do Brasil e o WWF-Brasil buscam o fortalecimento dos CONDEMAs, a fim de subsidiar decisões locais que contribuam para conservação do Cerrado e para o alcance das metas mundiais de conservação da biodiversidade. Além disso, O WWF-Brasil visa promover o planejamento municipal participativo do uso do solo e desenvolver programas de base comunitária para restauração ecológica.

Conheça os detalhes de cada projeto no site do CEPF Cerrado.

Território quilombola em Corguinho, MS.
Viveiro de mudas na comunidade indígena Aldeia Brejão em Nioaque, MS.
Áreas de Cerrado em restauração em Miranda, MS. Aryanne Amaral/Acervo IEB
Equipes do IEB, CEPF, CI, ECOA, Fundação Neotrópica do Brasil e WWF-Brasil.

Fotos: Aryanne Amaral / IEB

O retorno da fauna silvestre em área restaurada no Corredor Miranda-Bodoquena

A equipe técnica da ECOA (Ecologia e Ação) junto com monitores assentados, vêm realizando o monitoramento de uma área reflorestada de 22 ha, que teve o processo de restauração iniciado em 2016. Nestas visitas, eles identificaram áreas com grande potencial de regeneração natural, onde nascentes estão se recuperando gradativamente com auxílio da vegetação em reflorestamento. Além do processo de restauração dos serviços ecossistêmicos, a equipe técnica da ECOA vêm registrando a presença constante do retorno da fauna silvestre na região. Na área já foram confirmadas as presenças da anta (Tapirus terrestris), mão-pelada (Procyon cancrivorus) e de tuiuiús (Jabiru mycteria).

Registros da presença de tuiuiús e mão-pelada na área em processo de regeneração. ©ECOA
Pegada de anta na área. ©ECOA

A ECOA executa atividades no projeto “Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais” em regiões dos municípios de Nioaque e Miranda (MS). O projeto é apoiado pelo CEPF Cerrado e tem como objetivo auxiliar na revegetação e conservação do bioma, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro nas comunidades e assentamentos do corredor Miranda – Bodoquena.

 

Ações de conservação promovidas pela sociedade civil e comunidades no Corredor Prioritário Miranda-Bodoquena

A ONG Ecologia e Ação (ECOA) iniciou suas atividades no projeto “Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais” em regiões dos municípios de Nioaque e Miranda (MS). O projeto é apoiado pelo CEPF Cerrado e tem como objetivo auxiliar na revegetação e conservação do bioma, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro nas comunidades e assentamentos do corredor Miranda – Bodoquena.

A equipe técnica da ECOA junto com monitores assentados, vêm realizando o monitoramento de uma área reflorestada de 22 ha, que teve o processo de restauração iniciado em 2016. Nestas visitas, eles identificaram áreas com grande potencial de regeneração natural, onde nascentes estão se recuperando gradativamente com auxílio da vegetação em reflorestamento.

Ao início destas primeiras ações na região, a equipe da ECOA recebeu um retorno positivo de proprietários rurais, que se dispuseram a colaborar, o que gerou uma lista de espera de pessoas dispostas à reflorestarem as suas Áreas de Preservação Permanente (APPs). Normalmente, como relatou a equipe, uma das maiores dificuldades encontradas por ações de reflorestamento é a anuência dos proprietários. Em muitas regiões há uma dificuldade bastante grande em encontrar pessoas que autorizem o fechamento e replantio das APPs.

Com estas ações, o projeto prevê que a médio e longo prazo, as bases comunitárias e associações nos assentamentos estarão fortalecidas pelo aumento da produção extrativista, que será promovida através do plantio de espécies, o que beneficia a ampliação das áreas de conservação do Cerrado no corredor Bodoquena – Miranda.

 

Área de 22 ha que passou por um processo de reflorestamento e está sendo monitorada pelo projeto Corredor Miranda-Bodoquena, realizado pela Ong Ecologia e Ação (ECOA) e com apoio do CEPF Cerrado.