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Plataforma inédita no Brasil reúne dados sobre o Cerrado

Dunas do Jalapão, em Tocantins. Foto: vanessaobrzut/Pixabay. Fonte: Mongabay Brasil

por  em 18 Fevereiro 2021, via Mongabay Brasil

  • Ferramenta virtual e colaborativa criada pela Universidade Federal de Goiás busca reunir o maior e mais antigo acervo sobre o Cerrado já disponível no país.

  • A Plataforma de Conhecimento do Cerrado estará sempre em atualização e tem o objetivo de ser referência nacional sobre o bioma, para unificar o acesso a pesquisadores em prol da preservação do bioma.
  • Bilíngue, a ferramenta inclui números sobre desmatamento, uso do solo, biodiversidade e socioeconomia. Usuários também podem contribuir inserindo dados, mapas e informações geoespaciais.
  • Seus idealizadores acreditam que o site pode fornecer conhecimento sólido para subsidiar pesquisadores em políticas públicas ou programas para a conservação de um bioma que já perdeu mais de 50% de sua vegetação nativa.

Acompanhar a devastação do Cerrado nas últimas décadas é um exercício necessário, sobretudo porque o desaparecimento do bioma compromete a segurança hídrica e alimentar do Brasil. A savana mais biodiversa do planeta já perdeu 55% de sua vegetação nativa e é surpreendente que seja mais conhecida como “celeiro do mundo” do que por sua inestimável contribuição socioambiental.

Num esforço para trazer dados precisos, jogar um holofote sobre a situação e ajudar na tomada de decisões sobre a gestão do bioma, o Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás (LAPIG/UFG) lançou no final do ano passado a Plataforma de Conhecimento do Cerrado.

A ferramenta virtual, bilíngue e colaborativa permite identificar cronologicamente a situação do uso do solo e da socioeconomia do bioma, associando fatores físicos, dados sociais e de biodiversidade, por meio do cruzamento de dados, inclusive com imagens aéreas.

Imagem da Plataforma de Conhecimento do Cerrado. Fonte: Mongabay Brasil

O Cerrado precisa urgentemente ser conhecido, só assim teremos a chance de salvá-lo. Sua devastação é resultado de ações e políticas públicas, que desde 1970 foram transformando a paisagem da savana para beneficiar o agronegócio. É preciso mudar essa ideia de ‘celeiro’ que as pessoas têm sobre a região”, diz o professor Ivanilton Oliveira, diretor do Instituto de Estudos Socioambientais da UFG, no qual o LAPIG está inserido.

Do ponto de vista hidrológico, o Cerrado abriga três dos aquíferos que abastecem o país: Guarani, Urucuia e Bambuí. A ecologia do Pantanal, a maior planície alagada do mundo, depende da água que flui do Cerrado, enquanto a maioria dos afluentes sul do Rio Amazonas origina-se também neste ecossistema. O bioma ainda fornece água para o consumo humano e a agricultura através de escoamento superficial, recarga subterrânea e por meio de fluxos na atmosfera para a formação de chuvas em várias regiões do país — recurso beneficiado pela localização central do Cerrado, conectando diversos biomas.

A plataforma, produzida com financiamento de instituições estrangeiras através do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês), levou cerca de seis meses para ser consolidada. O esforço coletivo envolveu a UFG e diversos parceiros, incluindo ONGs, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC/Inpe), Ministério Público de Goiás e Mapbiomas.

Dividido em três subplataformas — Socioambiental, Imagens Aéreas e Desmatamento —, o site traz ainda dados estatísticos de 1985 a 2019, tutoriais de geoprocessamento, acervo de fotos e biblioteca digital para livros e artigos científicos relacionados ao bioma. Todos foram contribuição de instituições públicas, privadas, acadêmicas e organizações ambientalistas.

No ambiente virtual é possível identificar, por exemplo, conflitos territoriais ou conflitos por água em terras indígenas, unidades de conservação, propriedades rurais e territórios quilombolas, denunciados pela Comissão Pastoral da Terra. A ferramenta permite visualizar os resultados por estado, município ou localização geográfica de interesse próprio.

Pode-se ainda visualizar cartograficamente uma clara divisão na paisagem atual do bioma: o centro-sul já bastante transformado pela bovinocultura e a expansão da fronteira agrícola (especificando os principais tipos de cultivo), avançando para o norte do país, especialmente nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (região conhecida por Matopiba).

Cultivo de soja no oeste da Bahia. Foto: Fernanda Ligabue/Greenpeace. Fonte: Mongabay Brasil

“Canivete suíço”

Segundo Paulo Cícero Lopes, mestrando em Geografia da Unimontes, em Montes Claros (MG), participante de um dos cursos de capacitação para uso da plataforma, trata-se de uma ferramenta muito sólida, intuitiva e clara para quem busca dados precisos. “Ter tudo num ambiente só possibilita análises não só para organizações ambientalistas, mas também para o poder público, já que são dados que podem melhorar o planejamento do território. Eu diria que é um canivete suíço: dá uma visão do Cerrado como um todo e vai nos ajudar a implementar a boa gestão que precisamos para os recursos naturais desse hotspot”, atesta.

Manuel Ferreira, professor da UFG e coordenador geral da iniciativa, revela que a fonte de inspiração foi o Global Forest Watch: “Claro que existem várias plataformas que disponibilizam informações sobre o Cerrado; contudo, reunir esse enorme conhecimento numa única plataforma favorece os pesquisadores do Brasil e do mundo no intuito de encontrar e cruzar esses dados com maior facilidade”.

O professor reforça que a plataforma é inédita no Brasil e reitera a necessidade da divulgação e colaboração de órgãos e instituições na constante atualização de dados:

“Na seção ‘Contribua com a Plataforma’, existe um formulário a ser preenchido e um ambiente para o upload de arquivos. Depois de uma avaliação por nossa equipe técnica, o material pode ser disponibilizado publicamente, acompanhado dos devidos créditos e contexto.”

“Nossa intenção é sermos referência nacional para quem pesquisa o Cerrado. Em três meses já temos muito conteúdo, mas contamos com a contribuição da comunidade acadêmica, órgãos públicos e sociedade civil em prol da preservação do bioma”, conclui o professor da UFG.

Os idealizadores já realizaram quatro capacitações online para acessar a ferramenta, que podem ser acessadas aqui.

Acesse a matéria no site da Mongabay Brasil.


LAPIG e CEPF Cerrado

Dr. Manuel Ferreira vem trabalhando com uma equipe de pesquisadores e instituições da sociedade civil no projeto “Plataforma de Conhecimento do Cerrado”. O projeto é executado pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) e conta com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e visa compartilhar dados, informações e conhecimento entre as várias partes interessadas no Cerrado e empoderar a sociedade civil, por meio de informações confiáveis e ferramentas de monitoramento dos ecossistemas do Cerrado.

Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) está vinculado ao Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás (UFG). As suas atividades foram iniciadas em 1994 e contribuíram desde então com a elaboração de diversas monografias, dissertações e teses, além da oferta de disciplinas de sensoriamento remoto, cartografia digital e sistemas de informações geográficas. Em 2010, deram início aos “Geocursos”, um projeto de extensão que oferta cursos de curta e média duração no âmbito das geotecnologias, oferecidos para a comunidade em geral. A pesquisa configura‐se como uma importante frente de atuação com vistas à produção e/ou organização de dados geográficos e documentais voltados ao monitoramento territorial e ambiental dos biomas brasileiros e respectivas paisagens naturais e antrópicas.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

III Capacitação Técnica Plataforma de Conhecimento do Cerrado: Análises Socioambientais

Participe da III Capacitação Técnica da Plataforma de Conhecimento do Cerrado: Análises Socioambientais

🗓️ 26/01 (terça-feira)
🕦 14h – 17h
📺 Ao vivo pelo canal da Plataforma de Conhecimento do Cerrado no YouTube: https://www.youtube.com/c/PlataformadeConhecimentodoCerradoInscrições gratuitas: https://cepf.lapig.iesa.ufg.br/

Emissão de certificado de 3 horas

Conteúdo Programático:
• Aquisições de dados socioambientais;
• Relatórios de cobertura e uso da terra;
• Relatórios de desmatamento;
• Vetorização no Google Earth Pro;
• Operações espaciais no QGIS;
• Cálculos de área, e
• Elaboração de mapas.Baseada na experiência do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) da Universidade Federal de Goiás (www.lapig.iesa.ufg.br), a Plataforma de Conhecimento do Cerrado reúne num só lugar uma grande lista de dados georreferenciados, tais como uso do solo, histórico de desmatamentos, queimadas, limites de unidades de conservação, bacias hidrográficas, biodiversidade, dentre muitas outras. Confira!

 
A Plataforma de Conhecimento do Cerrado é um projeto do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) com apoio do Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

LAPIG (UFG) e CEPF Cerrado lançam ferramenta em prol da conservação do Cerrado no dia 16/11

A Plataforma de Conhecimento do Cerrado convida instituições de todo o país a colaborar com dados, evitando a duplicidade de esforços

por Caroline Pires via UFG – Universidade Federal de Goiás

Com o objetivo de reunir e possibilitar o acesso fácil e intuitivo a informações confiáveis sobre o bioma Cerrado, além de oferecer dados sobre uso de solo, biodiversidade e socioeconomia, o Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG/UFG), lança a Plataforma de Conhecimento do Cerrado na próxima segunda-feira, 16/11, às 10h. A transmissão será feita pelo canal da Plataforma de Conhecimento do Cerrado no YouTube e foi possível graças à parceria com o Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). Os interessados em acompanhar o lançamento devem se inscrever gratuitamente neste link.

A ferramenta permite que pesquisadores de todo o mundo possam colaborar com a plataforma, inserindo dados, mapas, ou informações geoespaciais que irão oferecer conhecimento sólido para subsidiar políticas públicas ou programas de conservação para a conservação do ameaçado bioma Cerrado. Além de permitir o compartilhamento de informações, a plataforma mune a sociedade com uma visão unificada e organizada sobre o bioma, promovendo a conscientização sobre o tema. Manuel Ferreira, professor e coordenador geral da Plataforma de Conhecimento do Cerrado, explica que existem várias plataformas de dados que disponibilizam informações geográficas sobre diversos biomas. Contudo, muitas das vezes esse enorme volume de informações de instituições públicas, privadas, organizações não governamentais não se comunicam. “Por isso a importância de incentivar esse compartilhamento, para evitar a duplicação de esforços em um mesmo sentido. Queremos que essas informações auxiliem projetos no Cerrado, reunindo dados e favorendo o acesso”, destacou.

A expectativa do professor é que a Plataforma se estabeleça de maneira permanente para receber dados oriundos das mais diversas pesquisas e instituições. “Essa colaboração entre pesquisadores e instituições promove uma cultura de colaboração que de fato gera um resultado positivo para a conservação do bioma Cerrado”, concluiu.

Mudança de cultura

Além de ser uma ferramenta que oferece os dados de forma aberta e de fácil acesso, para munir a sociedade com informações confiáveis sobre o bioma Cerrado, a plataforma valoriza a cooperação e difusão da ciência entre a sociedade em geral. A ferramenta já será lançada contando com informações do bioma oriundas do banco de dados do LAPIG e de instituições parceiras do laboratório. “À medida que a plataforma trouxer informações na forma de mapas, gráficos e tutoriais, acreditamos que poderemos também sensibilizar gestores, programas governamentais, para reverter processos ligados à redução dos recursos hídricos, perdas de biodiversidade, ou contaminação de solos, por exemplo”, afirmou. Por fim, Manuel Ferreira reforçou a necessidade de que haja a colaboração de mais e mais parceiros para o fortalecimento da Plataforma e sua efetiva atuação. “Nosso objetivo maior é proteger o bioma Cerrado que é seriamente ameaçado de extinção e que tem enfrentado tantos danos”, defendeu. Segundo ele, a permanente alimentação do banco de dados é fundamental para o impacto social e o sucesso do projeto.

Proteção de biomas ameaçados

O Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) atua mundialmente, favorecendo a transferência de recursos, visando a promoção de transformações na sociedade, com o objetivo de proteger áreas críticas e ameaçadas. No Brasil, o CEPF atua por meio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) é uma associação brasileira sem fins econômicos, sediada em Brasília, fundada em novembro de 1998, com a missão de fortalecer os atores sociais e o seu protagonismo na construção de uma sociedade justa e sustentável. O IEB se destaca no cenário nacional por dedicar-se a formar e capacitar pessoas e fortalecer organizações nos diversos aspectos e temas relacionados ao meio ambiente, desenvolvimento e à sustentabilidade.

O LAPIG concorreu em 2018 ao edital da instituição com a proposta de agregar informações produzidas no Bioma Cerrado e para a sua preservação. “A plataforma terá grande utilidade também para auxiliar outros projetos financiados pelo CEPF, que precisam de um ambiente computacional com estrutura suficientemente robusta para receber e disponibilizar os dados e informações produzidas. Nosso objetivo é evitar que as informações fiquem literalmente perdidas ou engavetadas nas instituições”, finalizou.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

LAPIG anuncia lançamento da Plataforma de Conhecimento do Cerrado

 

 

 

Prezad@s colegas,

Com exclusividade, anunciamos o lançamento da “Plataforma de Conhecimento do Cerrado”, projeto da UFG/LAPIG, apoiado pelo Critical Ecosystem Partnership Fund (CEPF) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

http://cepf.lapig.iesa.ufg.br

Embora seja uma versão para testes, a mesma já conta com algumas funcionalidades, a destacar as subplataformas de uso do solo, desmatamentos e imagens aéreas (providas por drones), possibilitando uma análise dinâmica e interativa acerca das transformações do Cerrado, em âmbito municipal e estadual.

A partir de agora, com esta estrutura definida, avançaremos rapidamente com novos conteúdos e ferramentas, tais como o design responsivo para tablets e smartphones, módulo para uploads de dados (vetoriais, imagens e textos), disponibilidade de downloads e a tradução para o idioma inglês.

Por falar em conteúdo, incentivamos a contribuição de todos, com informações diversas produzidas para o bioma Cerrado.

Para tanto, disponibilizamos uma ferramenta provisória para a transferência de suas bases de dados (ver chamada/atalho no menu superior, ou no final da página principal).

Esperamos que a Plataforma de Conhecimento do Cerrado seja bem aproveitada por nossa sociedade, em especial pelas organizações envolvidas com a conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico deste rico e ameaçado ecossistema.

Dúvidas ou sugestões, nos envie um email para lapig.cepf@gmail.com

Obrigado pela divulgação e colaboração!

Prof. Manuel Ferreira
UFG/ LAPIG


LAPIG e CEPF Cerrado

Dr. Manuel Ferreira vem trabalhando com uma equipe de pesquisadores e instituições da sociedade civil no projeto “Plataforma de Conhecimento do Cerrado”. O projeto é executado pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) e conta com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e visa compartilhar dados, informações e conhecimento entre as várias partes interessadas no Cerrado e empoderar a sociedade civil, por meio de informações confiáveis e ferramentas de monitoramento dos ecossistemas do Cerrado.

Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) está vinculado ao Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás (UFG). As suas atividades foram iniciadas em 1994 e contribuíram desde então com a elaboração de diversas monografias, dissertações e teses, além da oferta de disciplinas de sensoriamento remoto, cartografia digital e sistemas de informações geográficas. Em 2010, deram início aos “Geocursos”, um projeto de extensão que oferta cursos de curta e média duração no âmbito das geotecnologias, oferecidos para a comunidade em geral. A pesquisa configura‐se como uma importante frente de atuação com vistas à produção e/ou organização de dados geográficos e documentais voltados ao monitoramento territorial e ambiental dos biomas brasileiros e respectivas paisagens naturais e antrópicas.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Promoção da governança e conservação dos recursos hídricos no Cerrado

A principal ameaça à biodiversidade do Cerrado é o desmatamento. E a maior parte da cobertura vegetal original ainda restante tem sido alvo de vários tipos de interferência. Nas últimas cinco décadas, o bioma tem sido a principal área de expansão agrícola e consolidação do agronegócio brasileiro, levando à perda de metade da cobertura vegetal original deste hotspot – ecossistema único e ameaçado. Nesta conjuntura, o Cerrado que é considerado um dos biomas mais ameaçados do nosso planeta, ilustra muito bem os desafios e oportunidades de conciliar desenvolvimento econômico com conservação dos ecossistemas terrestres e aquáticos.

Neste artigo intitulado “Promoção da governança e conservação dos recursos hídricos no Cerrado”, que foi publicado na revista científica Conservation Science and Practice, os pesquisadores de Singapura, Estados Unidos, Brasil e Alemanha avaliaram o estado da arte e apresentaram novas informações sobre os impactos da expansão agrícola, represas e uso da água no Cerrado. A partir destas informações, o grupo fez recomendações para o manejo, conservação e restauração das bacias hidrográficas e ecossistemas do Cerrado que estão diretamente relacionados à água.

Leia o artigo na íntegra aqui.

De acordo com os pesquisadores, “a conservação do Cerrado exige, não apenas a conservação de remanescentes de sua vegetação, mas também a capacidade de manter a funcionalidade hidrogeomorfológica e ecológica de seus rios, particularmente o rio Araguaia, o último grande sistema bem preservado”. O grupo conclui seu trabalho ressaltando que se mantivermos este modelo usual de desenvolvimento no Cerrado, que já vem sendo implementado há décadas, os ecossistemas ribeirinhos do bioma possivelmente nunca se reestruturem novamente.

Rio Carinhanha no entorno do Parque Nacional Grande Sertão Veredas. Foto: ©Germano Neto/Acervo FUNATURA

Um dos autores deste trabalho e pesquisador da Universidade Federal de Goiás, Dr. Manuel Ferreira, vem trabalhando com uma equipe de pesquisadores e instituições da sociedade civil no projeto “Plataforma de Conhecimento do Cerrado”. O projeto é executado pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) e conta com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e visa compartilhar dados, informações e conhecimento entre as várias partes interessadas no Cerrado e empoderar a sociedade civil, por meio de informações confiáveis e ferramentas de monitoramento dos ecossistemas do Cerrado.

Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) está vinculado ao Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás (UFG). As suas atividades foram iniciadas em 1994 e contribuíram desde então com a elaboração de diversas monografias, dissertações e teses, além da oferta de disciplinas de sensoriamento remoto, cartografia digital e sistemas de informações geográficas. Em 2010, deram início aos “Geocursos”, um projeto de extensão que oferta cursos de curta e média duração no âmbito das geotecnologias, oferecidos para a comunidade em geral. A pesquisa configura‐se como uma importante frente de atuação com vistas à produção e/ou organização de dados geográficos e documentais voltados ao monitoramento territorial e ambiental dos biomas brasileiros e respectivas paisagens naturais e antrópicas.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Unidades de conservação municipais urbanas no Cerrado

por Luiz Paulo Pinto, Ambiental 44 Informação e Projetos em Biodiversidade Ltda.

As unidades de conservação municipais constituem um dos pilares das estratégias para conservação da biodiversidade do Cerrado ao exercer um papel chave na conexão da paisagem natural, na proteção de populações de espécies da fauna e flora nativa, e ao manter serviços ambientais essenciais para a população como o abastecimento de água, moderação de ondas de calor, além de proporcionar espaços para lazer e recreação, apenas para citar uns exemplos. Ao mesmo tempo, as unidades de conservação estão cada vez mais próximas dos ambientes urbanos e a forte pressão do processo de urbanização e as necessidades da grande população das cidades em todo o país ampliam os desafios para a conciliação entre a proteção da biodiversidade e o desenvolvimento da infraestrutura urbana com suas implicações sociais, econômicas e ambientais.

Participantes do curso “Criação e gestão de unidades de conservação municipais urbanas no Cerrado” em Goiânia (GO). Foto: Acervo Ambiental 44 Ltda.

Para isso, é fundamental contar com pessoal capacitado na criação e gestão de uma rede integrada de espaços protegidos mantidos pelos municípios. Este foi o propósito do curso “Criação e Gestão de Unidades de Conservação Municipais Urbanas do Cerrado”, que aconteceu no mês de abril, em Goiânia, GO. Foram abordados os aspectos conceituais, técnicos e legais que embasam o planejamento e implantação das unidades de conservação municipais, fundamentadas em uma visão integrada do território e de gestão participativa. O treinamento explorou os principais desafios práticos do processo de implantação de unidades de conservação municipais no contexto urbano e periurbano com uma visão da nova agenda sobre biodiversidade e cidades sustentáveis. Entre os participantes estavam gestores municipais e estaduais, ONGs, profissionais liberais e membros da academia. O curso foi uma parceria entre a Ambiental 44 Informação e Projetos em Biodiversidade Ltda., MvB Consultores Associados Ltda. e o Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG), vinculado ao Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás (UFG), e foi ministrado pelo arquiteto urbanista e ambientalista Miguel von Behr, mestre em planejamento urbano e regional com ampla experiência em unidades de conservação em diversas regiões do Brasil.

A iniciativa contou com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA), da Associação Goiana de Municípios (AGM), da Agência Municipal do Meio Ambiente de Goiânia, e do projeto “Áreas Protegidas e outras medidas de conservação baseadas em áreas no nível de governos locais”. Essa iniciativa, também conhecida “Áreas Protegidas Locais” (https://www.giz.de/en/worldwide/69389.html), é um projeto do Ministério do Meio Ambiente (MMA) do Brasil, Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (MADS) da Colômbia, Ministério do Ambiente (MAE) do Equador e Ministério do Ambiente (MINAM) do Peru. O Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU, sigla em alemão) apoia o projeto por meio da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI, sigla em alemão). A implementação nos quatro países é realizada pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, pelo ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Conhecendo as Unidades de Conservação Municipais

O curso fez parte do projeto “Avaliação e Fortalecimento das Unidades de Conservação Municipais do Cerrado”, que tem como objetivo dimensionar a representatividade e importância das unidades de conservação municipais para a proteção da biodiversidade e serviços ambientais no Cerrado. Tendo em vista que a conservação acontece na escala local, a maior visibilidade das unidades de conservação municipais pode fortalecer uma agenda de proteção local oficial, evidenciando e estimulando o desenvolvimento de capacidades e recursos financeiros para melhoria da efetividade na implementação das unidades já existentes, além de estimular a ampliação da área e do número de espaços protegidos administrados pelos municípios.

O projeto é apoiado e financiado pelo CEPF Cerrado, que é um fundo criado para apoiar ações e projetos de conservação da biodiversidade, sobretudo de organizações da sociedade civil, em regiões de alta importância biológica no mundo. O Fundo conta com a parceria de instituições internacionais – Agência Francesa de Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), Governo do Japão e Banco Mundial. No Brasil, o CEPF é implementado pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), instituição brasileira dedicada a formar e capacitar pessoas, bem como fortalecer organizações nas áreas de manejo dos recursos naturais, gestão ambiental e territorial e outros temas relacionados à sustentabilidade. Para saber mais sobre o CEPF Cerrado, visite: http://cepfcerrado.iieb.org.br/

 

Para mais informações:

Luiz Paulo Pinto, Ambiental 44 Informação e Projetos em Biodiversidade Ltda., e-mail: luizpaulopinto10@gmail.com; cel. (31) 98209-8989

Miguel von Behr, MvB Consultores Associados Ltda., e-mail: miguelvonbehr2@gmail.com; cel. (61) 99840-734

 

Ambiental 44 Informação e Projetos em Biodiversidade Ltda. – Empresa baseada em Belo Horizonte, MG, com o objetivo de prestar serviços e assessoria técnica em projetos de criação, manejo e gestão de áreas protegidas, planejamento regional para conservação da biodiversidade, capacitação e mobilização social, entre outros temas relacionados a conservação e sustentabilidade.

MvB Consultores Associados Ltda. – A empresa, com base em Brasília, DF, é especializada na coordenação de cursos de capacitação para a gestão de unidades de conservação em todo o país.

LAPIG (Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento) – Vinculado ao Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás (UFG), desde 1994 o LAPIG oferece disciplinas de sensoriamento remoto, cartografia digital e sistemas de informações geográficas para diferentes cursos e institutos da UFG, além de possuir forte atuação em pesquisas vinculadas às atividades de ensino e extensão.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projetos apoiados pelo IEB e CEPF Cerrado apresentaram seus resultados no Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto

No período de 14 a 17 de abril foi realizado na cidade de Santos – SP o XIX Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR). Dentre as várias atividades do Simpósio, ressalta-se a Sessão Temática intitulada “Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAS): Sensores e Aplicações”, coordenada pelos parceiros do CEPF Cerrado, Dr. Gustavo Manzon Nunes, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e Dr. Manuel Eduardo Ferreira, da Universidade Federal de Goiás (UFG)/LAPIG. Além das palestras dos doutores Gustavo e Manuel, a sessão contou com a participação de Eben Broadbent (USA, Universidade da Flórida) e Victória González-Dugo (Espanha, IAC/ CSIC, Córdoba), que apresentaram resultados de pesquisas com o uso de sensores LiDAR, hiperespectrais, multiespectrais e termais embarcados em drones, além de abordar as principais técnicas e algoritmos de processamento utilizados para mapeamento e tomada de decisão.

Palestra do Dr. Gustavo Nunes no XIX Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR). Foto: acervo LabSensoR.

O Dr. Gustavo coordena o projeto “Mapeamento de Recursos Hídricos do Corredor da Chapada dos Guimarães” que conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Funde Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). No evento, Gustavo apresentou resultados preliminares obtidos com a utilização de dados de satélites, câmeras digitais e sensores multiespectrais integrados em Plataformas Aéreas Não Tripuladas (RPAS), visando o mapeamento e diagnóstico de recursos hídricos e de áreas úmidas (Veredas, Campos Úmidos, Brejos, etc.) existentes em 3 áreas-chave para a biodiversidade (KBAs) no Corredor da Chapada dos Guimarães (Parque Nacional Chapada dos Guimarães-PNCG). Em síntese, sua pesquisa visa a identificação e delimitação de áreas de veredas e mapeamento de espécies invasoras, a partir de dados de altíssima resolução espacial e espectral, além da contribuição junto aos gestores do ICMBio, que auxiliará no Plano de Manejo Integrado do Fogo do PNCG.

O Dr. Manuel que coordena o projeto “Plataforma de Conhecimento do Cerrado”, que é executado pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) e também conta com apoio do CEPF Cerrado e do IEB, apresentou os resultados preliminares de sua pesquisa realizada na Bacia Hidrográfica do Rio Vermelho (GO), a qual inclui o uso de múltiplas plataforma aéreas (multi-rotor e asa-fixa) equipadas com diferentes sensores imageadores, visando registrar medidas biofísicas/alométricas do bioma Cerrado. Em outra sessão do SBSR, voltada para as “Novas Plataformas de Bases de Dados”, Manuel apresentou a palestra “Plataforma de Conhecimento do Cerrado: uma proposta de gestão para um bioma crítico e ameaçado”, demonstrando a importância deste projeto, como forma de agregar e disseminar informações geográficas sobre o Cerrado, geradas por inúmeros projetos, muitos destes apoiados pelo CEPF Cerrado e IEB.

Participação do Dr. Manuel Ferrerira no XIX Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR). Foto: acervo LAPIG.

O LabSensoR – Laboratório de Sensoriamento Remoto e Geotecnologias é coordenado pelo Dr. Gustavo Manzon Nunes, professor associado da Faculdade de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus de Cuiabá.  O LabSensoR é associado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU/CNPq-UFMT) e realiza pesquisas relacionadas ao mapeamento e análise de áreas úmidas. No laboratório são realizadas pesquisas na área de Geotecnologias, com ênfase em utilização de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas de asa fixa e multirotores. Também são desenvolvidas análises envolvendo processamento processamento digital de imagens,  processamento digital de dados RADAR, comportamento espectral da vegetação, classificação digital através de técnicas hiperespectrais, análise via geoprocessamento, sistemas de informações geográficas, análise ambiental e ordenamento territorial.

O Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) está vinculado ao Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás (UFG). As suas atividades foram iniciadas em 1994 e contribuíram desde então com a elaboração de diversas monografias, dissertações e teses, além da oferta de disciplinas de sensoriamento remoto, cartografia digital e sistemas de informações geográficas. Em 2010, deram início aos “Geocursos”, um projeto de extensão que oferta cursos de curta e média duração no âmbito das geotecnologias, oferecidos para a comunidade em geral. A pesquisa configura‐se como uma importante frente de atuação com vistas à produção e/ou organização de dados geográficos e documentais voltados ao monitoramento territorial e ambiental dos biomas brasileiros e respectivas paisagens naturais e antrópicas.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.