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Curso sobre apicultura para os quilombolas Kalunga tem reserva de 50% das vagas para mulheres

Iniciativa da Associação Quilombo Kalunga (AQK), Instituto Tiradentes (IE) e do CEPF Cerrado/IEB, o curso sobre apicultura movimentou 16 jovens quilombolas Kalunga, entre os dias 26 a 30 de outubro, na cidade de Niquelândia, em Goiás

por Luana Luizy, Assessoria de Comunicação, Instituto Internacional de Educação do Brasil

 

A busca por uma economia agroextrativista diversificada levou à ideia de realizar essa capacitação com os jovens quilombolas Kalunga. Foto: Manuel Júnior/Acervo Instituto Educacional Tiradentes

A busca por uma economia agroextrativista diversificada levou à ideia de realizar essa capacitação, já que os quilombolas Kalunga estão sofrendo impactos com a pandemia, pois uma das principais formas de geração de renda para os quilombolas é o turismo na região.

 O curso deixou como resultado a construção de oito apiários com pequenas unidades de extração de mel.  A iniciativa procurou gerar autonomia para os quilombolas, que se encontram em áreas isoladas e de difícil acesso à  comunidade, onde a energia elétrica, até  hoje, não existe.

“O mel é um produto que você pode conservar  por até dois anos; ele não pode ser refrigerado, senão estraga. Esse projeto veio atender comunidades abandonadas pelo poder público”, explana Manoel Júnior, do Instituto Tiradentes.

A capacitação – que busca formar jovens multiplicadores – destinou 50% das vagas para mulheres, priorizando a equidade de gênero, como forma de promover a autonomia de renda para esse grupo. Sirleia  Torres,  28 , conta que a capacitação é bastante importante para que ela encontre oportunidades financeiras.

“Agora vou ampliar as minhas possibilidades no mercado de trabalho. A cada dia aprendo mais sobre a apicultura; tem sido uma experiência incrível”, afirma a jovem quilombola.

“A desigualdade de gênero é uma realidade dentro dessas comunidades. É a mulher quem organiza a casa e os plantios, mas a renda fica toda com os homens. Então, esse curso prioriza que elas possam ter mais autonomia”, declara Manuel.

Sobre a Associação Quilombo Kalunga e o CEPF Cerrado

A Associação Quilombo Kalunga é uma organização civil, sem finalidade econômica, fundada em outubro de 1999. Representa o maior território de quilombo no Brasil, com 262 mil hectares de terras. A AQK defende os interesses dos moradores do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (SHPCK), que abrange os municípios goianos de Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás.

O projeto, fomentado pelo Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) e com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasiltem como objetivos conhecer com profundidade a realidade das comunidades Kalunga, usar a tecnologia de geoprocessamento para mapear detalhadamente o território, promover a ocupação do SHPCK de uma forma mais sustentável e fazer com que os Kalunga sejam reconhecidos internacionalmente como defensores da conservação da biodiversidade.

 

Conheça mais sobre a AQK: http://quilombokalunga.org.br/PKS/?page_id=27

Conheça mais sobre o Instituto Educacional Tiradentes: https://institutotiradentes.com.br/


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

O cooperativismo e a agroecologia de mãos dadas: conheça o trabalho da Grande Sertão

O cooperativismo e a agroecologia de mãos dadas: conheça o trabalho da Grande Sertão

por Luana Luizy, Assessoria de Comunicação, Instituto Internacional de Educação do Brasil

 

Aliada à conservação ambiental, a cooperativa Grande Sertão, em Montes Claros, também ao norte de MG, foi fundada em 2003, e trabalha com alimentos provenientes da agricultura familiar.

O produto de destaque  é o óleo de buriti, utilizado pelas indústrias cosmética e alimentícia.

A saborosa cerveja de coquinho azedo. Foto: Acervo Grande Sertão

Atualmente, a Grande Sertão conta com 230 cooperados, abrange 30 municípios e envolve, indiretamente, 2 mil famílias e 350 comunidades rurais. “Buscamos novos canais de comercialização para  nos fortalecer cada vez mais,  e tudo é realizado  dentro dos princípios do manejo sustentável”, pontua Fábio Soares, dirigente da  cooperativa.

Ao todo, são mais de 25 espécies processadas, como  araticum, cagaita, murici, cajá, jatobá, pequi, entre outras. O mel, a rapadura e a cachaça também fazem parte da lista de produtos comercializados pela Grande Sertão, que também produz e vende uma saborosa iguaria feita a partir do coquinho azedo: a cerveja artesanal que já é famosa Brasil afora.

Parceria com o CEPF Cerrado e IEB

Com o apoio do Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), através do projeto “Buriti – geração de renda para jovens e mulheres, conservação das Veredas e Chapadas”, a cadeia de produção do buriti pela Grande Sertão saiu fortalecida. O projeto favoreceu a extração e comercialização do óleo do fruto, contribuindo para a conservação das Veredas, um tipo de ecossistema do Cerrado onde nasce a palmeira e um importante berço de nascentes. “A partir da iniciativa, demos força para que o comércio se estruturasse; também foi um instrumento para manter essas áreas conservadas”, declara Aryanne Amaral, assistente de projetos da estratégia de implementação do CEPF Cerrado.

Raspas de buriti. Foto: Acervo Cooperativa Grande Sertão

A comercialização do óleo alcançou êxito, e, hoje, a Grande Sertão atingiu o mercado internacional com o produto e conta com clientes de renome, como a gigante brasileira Natura. Mulheres e jovens foram envolvidos nesse processo e saíram beneficiados, sendo importantes atores na conservação do Cerrado.

Na cadeia produtiva do buriti, as mulheres  estão à frente: são elas que coletam, extraem o óleo, a polpa, secam e embalam. Com esse projeto, as mulheres passaram a ter autonomia financeira”, conta Fábio Soares.

Covid-19

Agricultora familiar. Foto: Acervo Cooperativa Grande Sertão

A pandemia, claro, também trouxe impactos no dia a dia dos associados da Grande Sertão, que viram as vendas despencarem. Se não dá para comercializar os produtos da agricultura familiar nas  feiras coletivas, os cooperados precisaram repensar os mecanismos de sobrevivência no mercado.

“Estamos com mais de 30 toneladas de polpas de frutas estocadas, com o prazo de validade por vencer. Estamos buscando novas estratégias, como transformar essas polpas em geleias, ou desenvolver uma  linha de suco pronto.  Mas temos um desafio, já que não usamos conservantes; o produto é natural”, pondera  Soares.

Sobre a Grande Sertão

A Cooperativa Grande Sertão desenvolve ações em torno da sustentabilidade e da agroecologia, com o objetivo de promover o fortalecimento das comunidades agroextrativistas. O associativismo e o cooperativismo, as boas práticas de produção com os frutos do Cerrado, promovem a gestão e a conservação dos territórios rurais onde se pratica o agroextrativismo sustentável.

 

Para mais informações sobre a Grande Sertão, acesse: https://www.facebook.com/cooperativagrandesertao/


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Cooperativa dá exemplo de como manter o Cerrado em pé

A agricultura familiar como protagonista da conservação

por Luana Luizy, Assessoria de Comunicação, Instituto Internacional de Educação do Brasil

 

O Sertão Veredas, no norte de Minas, não é apenas o cenário dos escritos de Guimarães Rosa – autor mineiro que soube como ninguém descrever o regionalismo local –, também é o lugar onde o extrativismo é o protagonista na geração de renda, na conservação do Cerrado e no manejo sustentável.

Produtos da agricultura familia produzidos e comercializados pela COPABASE. Foto: Terra Mar Filmes/Acervo COPABASE

A Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária (COPABASE) conta com 140 cooperados e dá exemplo de boas práticas para manter o Cerrado em pé. Com sede no município de Arinos (MG), a cooperativa atua também em Bonfinópolis de Minas, Buritis, Formoso, Pintópolis, Riachinho, Urucuia e Uruana de Minas.

Com foco no cultivo, produção e comercialização de polpas de frutas do Cerrado – como acerola, manga, goiaba, tamarindo, mangaba, cagaita, araticum, coquinho azedo e umbu – , a COPABASE abastece escolas da região, enquanto dá emprego a produtores locais.

“A gente luta pra manter a conservação, mas também gerar renda para as famílias rurais, que vivem da produção de suas pequenas propriedades”, orgulha-se Dionete  Barboza, dirigente da COPABASE.

A diversificação das cadeias produtivas – colhidas em períodos distintos –  garante renda durante todo o ano. Os produtos comercializados variam desde a mandioca até a farinha, o açúcar mascavo, o baru, o mel, e, mais recentemente, o algodão orgânico.

 

Jovens agricultores do sertão urucuiano na colheita do baru. Foto: Terra Mar Filmes/Acervo COPABASE

A cadeia do baru

Apesar de o carro-chefe da cooperativa ser a produção da polpa de frutas do Cerrado, a “galinha dos ovos de ouro” é a castanha do baru, amêndoa comum nas regiões de Goiás, do norte de Minas Gerais,  Mato Grosso e  Maranhão.

O alimento tem produção específica em determinada época do ano -antes do período das chuvas -, e traz consigo os princípios da sustentabilidade, já que é coletado manualmente, de forma extrativista, artesanal. “O baru  tem um  diferencial, pois está dentro de uma fortaleza (a casca); e extrair a amêndoa tem um custo financeiro maior para a gente, mas nos traz uma margem maior  de atuação”, explica Dionete.

Pandemia

Cerca de 80% da renda da COPABASE era proveniente da comercialização da polpa de frutos do Cerrado para as escolas locais; porém, a suspensão das aulas devido à covid-19, gerou impacto na renda dos pequenos produtores.

Sem apoio governamental, a associação precisou se reinventar. “Foi bem difícil, pois tínhamos bastante estoque de alimentos. No entanto, conseguimos captar recursos para distribuição de cestas básicas com produtos da agricultura familiar. Assim, conseguimos colocar boa parte do nosso estoque no mercado. A pandemia nos despertou esse olhar de pensar no próximo, mas também de cobrir o buraco financeiro, conta Dionete.

 

O algodão orgânico e o trabalho da fiandeira da região do sertão do Vale do Urucuia, Minas Gerais. Foto: Terra Mar Filmes/Acervo COPABASE

Parceria com o CEPF e IEB

O fomento do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) e apoio do Intituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), através do projeto “Práticas Sustentáveis de Produção como Promotoras de Conservação da Biodiversidade no Sertão Urucuiano”, contribuiu para a organização socioeconômica, apoio logístico, capacitações e até intercâmbios como forma de potencializar o extrativismo da COPABASE.

“Apostamos na capacitação para fortalecer a agricultura familiar e gerar renda para os pequenos agricultores e povos tradicionais. Entendemos que, através do incentivo ao agroextrativismo também contribuímos para a conservação do meio ambiente”, explica Aryanne Amaral, assistente de projetos da estratégia de implementação regional do CEPF Cerrado.

A produção de alimentos como açúcar mascavo,  rapadura e  farinha de mandioca valorizou o conhecimento tradicional das famílias, enquanto trouxe conhecimento técnico, agregando produtos diferenciados e de qualidade.

Segundo Dionete Barboza, a parceria com o CEPF e IEB foi um alicerce para os produtores, já que os permitiu desenvolver ações, trabalhar novas cadeias produtivas e realizar capacitações voltadas para gestão ambiental dentro das escolas.

“Todo o trabalho de orientação técnica que o CEPF nos auxiliou propiciou a sistematização das metodologias do nosso trabalho. A gente fazia muita coisa que não estava escrita; hoje, sintetizamos em oito cartilhas nas em áreas como  gestão,  agroecologia e mulheres”, completa Dionete.

 

Para mais informações sobre a Copabase, acesse o site da cooperativa.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

LAPIG (UFG) e CEPF Cerrado lançam ferramenta em prol da conservação do Cerrado no dia 16/11

A Plataforma de Conhecimento do Cerrado convida instituições de todo o país a colaborar com dados, evitando a duplicidade de esforços

por Caroline Pires via UFG – Universidade Federal de Goiás

Com o objetivo de reunir e possibilitar o acesso fácil e intuitivo a informações confiáveis sobre o bioma Cerrado, além de oferecer dados sobre uso de solo, biodiversidade e socioeconomia, o Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG/UFG), lança a Plataforma de Conhecimento do Cerrado na próxima segunda-feira, 16/11, às 10h. A transmissão será feita pelo canal da Plataforma de Conhecimento do Cerrado no YouTube e foi possível graças à parceria com o Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). Os interessados em acompanhar o lançamento devem se inscrever gratuitamente neste link.

A ferramenta permite que pesquisadores de todo o mundo possam colaborar com a plataforma, inserindo dados, mapas, ou informações geoespaciais que irão oferecer conhecimento sólido para subsidiar políticas públicas ou programas de conservação para a conservação do ameaçado bioma Cerrado. Além de permitir o compartilhamento de informações, a plataforma mune a sociedade com uma visão unificada e organizada sobre o bioma, promovendo a conscientização sobre o tema. Manuel Ferreira, professor e coordenador geral da Plataforma de Conhecimento do Cerrado, explica que existem várias plataformas de dados que disponibilizam informações geográficas sobre diversos biomas. Contudo, muitas das vezes esse enorme volume de informações de instituições públicas, privadas, organizações não governamentais não se comunicam. “Por isso a importância de incentivar esse compartilhamento, para evitar a duplicação de esforços em um mesmo sentido. Queremos que essas informações auxiliem projetos no Cerrado, reunindo dados e favorendo o acesso”, destacou.

A expectativa do professor é que a Plataforma se estabeleça de maneira permanente para receber dados oriundos das mais diversas pesquisas e instituições. “Essa colaboração entre pesquisadores e instituições promove uma cultura de colaboração que de fato gera um resultado positivo para a conservação do bioma Cerrado”, concluiu.

Mudança de cultura

Além de ser uma ferramenta que oferece os dados de forma aberta e de fácil acesso, para munir a sociedade com informações confiáveis sobre o bioma Cerrado, a plataforma valoriza a cooperação e difusão da ciência entre a sociedade em geral. A ferramenta já será lançada contando com informações do bioma oriundas do banco de dados do LAPIG e de instituições parceiras do laboratório. “À medida que a plataforma trouxer informações na forma de mapas, gráficos e tutoriais, acreditamos que poderemos também sensibilizar gestores, programas governamentais, para reverter processos ligados à redução dos recursos hídricos, perdas de biodiversidade, ou contaminação de solos, por exemplo”, afirmou. Por fim, Manuel Ferreira reforçou a necessidade de que haja a colaboração de mais e mais parceiros para o fortalecimento da Plataforma e sua efetiva atuação. “Nosso objetivo maior é proteger o bioma Cerrado que é seriamente ameaçado de extinção e que tem enfrentado tantos danos”, defendeu. Segundo ele, a permanente alimentação do banco de dados é fundamental para o impacto social e o sucesso do projeto.

Proteção de biomas ameaçados

O Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) atua mundialmente, favorecendo a transferência de recursos, visando a promoção de transformações na sociedade, com o objetivo de proteger áreas críticas e ameaçadas. No Brasil, o CEPF atua por meio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) é uma associação brasileira sem fins econômicos, sediada em Brasília, fundada em novembro de 1998, com a missão de fortalecer os atores sociais e o seu protagonismo na construção de uma sociedade justa e sustentável. O IEB se destaca no cenário nacional por dedicar-se a formar e capacitar pessoas e fortalecer organizações nos diversos aspectos e temas relacionados ao meio ambiente, desenvolvimento e à sustentabilidade.

O LAPIG concorreu em 2018 ao edital da instituição com a proposta de agregar informações produzidas no Bioma Cerrado e para a sua preservação. “A plataforma terá grande utilidade também para auxiliar outros projetos financiados pelo CEPF, que precisam de um ambiente computacional com estrutura suficientemente robusta para receber e disponibilizar os dados e informações produzidas. Nosso objetivo é evitar que as informações fiquem literalmente perdidas ou engavetadas nas instituições”, finalizou.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Fundação Neotrópica realiza 2º Encontro de COMDEMAS do Corredor Miranda-Bodoquena com transmissões ao vivo

Entre os dias 26 e 30 de outubro de 2020 a Fundação Neotrópica do Brasil realiza o 2º Encontro de COMDEMAS do Corredor Miranda-Bodoquena, este ano com o tema “A importância da participação social na conservação do Meio Ambiente”.

O evento terá uma série de webinários com a participação de especialistas de todo o país discutindo os principais desafios dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente (Comdema) no atual contexto da pandemia por Covid-19, e a importância da participação social nas ações de conservação e gestão do meio ambiente em âmbito local.

Para o superintendente executivo da Fundação Neotrópica, Rodolfo Portela Souza, a sociedade está cada vez mais informada e atenta a gestão dos serviços públicos, principalmente os que se relacionam a conservação do meio ambiente, por conta da crescente preocupação com a qualidade ambiental.

Por isso, ele aponta que envolver estratégias e proporcionar eventos e iniciativas que mobilizem e deem voz a população e fortaleçam a gestão ambiental compartilhada é fundamental, “os Comdemas são esses espaços legítimos, reconhecidos já há quase 30 anos como espaço de participação social no âmbito da conservação”.

Os encontros, destinados ao público geral, terão transmissão ao vivo e tradução simultânea em libras (Língua Brasileira de Sinais).

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link https://bit.ly/3khmr1u.

Ao final do evento haverá entrega de certificado aos participantes inscritos com carga horária de 10 horas, basta que assinem a lista de presença on-line que será compartilhada a cada transmissão.

O encontro é realizado pela Fundação Neotrópica do Brasil, por meio do projeto “União de Comdemas Pró-Cerrado”, executado com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Confira a programação:

  •  26/10 (segunda-feira) – Internet e mobilização social na conservação do Cerrado

Convidados/as: Michael Becker (IEB/CEPF Cerrado), Janaína Spode (ISC Project) e Rodolfo Portela (Fundação Neotrópica)

  •  27/10 (terça-feira) – Conselhos Municipais de Meio Ambiente e desafios frente a Covid-19

Convidados/as: Carlos Fanton (Fecondema), Giovanni Galvão (Doutor em Urbanismo) e Paulino Medina Jr. (UFGD)

  •  28/10 (quarta-feira) – A importância da Ciência para a conservação ambiental

Convidados/as: Ariadne Barbosa (UFMS), Angélica Guerra (UFMS) e Priscila Varges (UFMS)

  •  29/10 (quinta-feira) – Fundo Municipal de Meio Ambiente e ICMS Ecológico: Rumo à gestão compartilhada

Convidados/as: Lucia Cristal (Comdema Miranda-MS), Elizabete Burkhardt (Imasul) e Nicholas Kaminski (SPVS)

  •  30/10 (sexta-feira) – Unidades de Conservação: Importância e gestão

 Convidados/as: Miguel von Behr (Mestre em Planejamento Urbano e Regional), Sandro Pereira (ICMBio) e Angela Kuczach (Rede Pró-UC)

🕕 Horário e local:

As transmissões acontecem todos os dias às 18h (horário de Mato Grosso do Sul) e às 19h (horário de Brasília) pelos canais da Fundação Neotrópica:

▪ LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/funda%C3%A7%C3%A3o-neotr%C3%B3pica-do-brasil/


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

Associação Quilombo Kalunga divulga termo de referência para jornalista

A Associação Quilombo Kalunga (AQK) é uma organização civil, constituída por moradores do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, área remanescente de quilombo inserida nos municípios de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás, a maior do Brasil. A associação tem por finalidade promover a defesa dos interesses do povo Kalunga, sendo os principais objetivos: promover a integração e o convívio social das pessoas como forma de fortalecimento da cultura; desenvolvimento econômico e social, através do estímulo e promoção de atividades agrícolas, pecuária e agroextrativista; promover o desenvolvimento de atividades para a conservação e preservação do meio ambiente, o uso sustentável dos recursos naturais e a promoção de empreendimentos desenvolver ecologicamente corretos e realizar a gestão ambiental e territorial.

A união de novas tecnologias para ajudar na proteção, conservação e uso consciente da terra e dos recursos hídricos da região do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, esse foi o pensamento inicial, quando em 2016/2017, a AQK formulou um projeto para, em parceria com o Critical Ecosystem Partnership Fund (CEPF, na sigla em inglês) e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), realizar o mais completo levantamento já feito em uma área remanescente de quilombo em território brasileiro.

O projeto o “Uso do Geoprocessamento na Gestão do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga”, que é executado com apoio do CEPF Cerrado, baseia-se em quatro componentes básicos:

  1. Estruturar um Sistema de Informações Geográficas – SIG, no sistema de informações para trabalhar com mapas e informações geográficas denominado ARcGis, que está associado a um banco de dados físicos e socioeconômicos desenvolvido na plataforma MySQL que é um sistema de gerenciamento de bancos de dados, que utiliza a linguagem SQL como interface;
  2. Auxiliar a Associação Quilombo Kalunga no fortalecimento da organização do povo Kalunga para realizar gestão com a participação das comunidades através de seus representantes eleitos em assembleias Locais da AQK;
  3. Divulgar a existência de 19 espécies ameaçadas do Cerrado da Chapada dos Veadeiros (Goiás);
  4. Assessorar a Diretoria da AQK na busca do avanço da regularização fundiária.

Recentemente a AQK identificou a necessidade de ampliar e fortalecer a comunicação entre a diretoria e o povo Kalunga, de fazer uma comunicação voltada para dentro do território e ao mesmo tempo para fora, visando alcançar toda sociedade sobre os resultados e impactos deste projeto, assim como comunicar a realidade e os desafios do território e do povo Kalunga. Neste sentido, a Associação Quilombo Kalunga torna público aos/as interessados/as o termo de referência para a contratação de serviços profissionais para realizar assessoria de comunicação para diretoria da AQK, assim como a comunicação interna para o povo Kalunga e externa para toda a sociedade, utilizando todas as ferramentas disponíveis e o site www.quilombokalunga.org.

Os profissionais ou empresas interessadas em executar os serviços apresentados terão até o dia 28 de Outubro de 2020 às 18h (horário de Brasília) para enviarem via e-mail as suas propostas, juntamente com a documentação solicitada conforme descrito no Termo de Referência, que pode ser acessado logo abaixo:

 

Para mais informações, entre em contato com:

Associação Quilombo Kalunga

telefone: (62) 3494-1062

e-mail: aqkalunga@gmail.com


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Fundação Neotrópica avança com sucesso na conservação e uso sustentável do Cerrado

Parceiro do CEPF e IEB, trabalho da ONG fortaleceu o protagonismo dos atores sociais por meio dos Conselhos Municipais do Meio Ambiente no Mato Grosso do Sul

 

por Luana Luizy, Assessoria de Comunicação, Instituto Internacional de Educação do Brasil

 

Um dos nossos parceiros é a Fundação Neotrópica, uma organização do Mato Grosso do Sul, que atua com ações direcionadas à conservação da natureza, especialmente dos biomas Cerrado e Pantanal.  Com apoio do Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), a fundação vem desenvolvendo um projeto exitoso com os Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMAs) no estado do Mato Grosso do Sul. O projeto: União de COMDEMAs pró-Cerrado, que visa o fortalecimento destes conselhos, a fim de subsidiar decisões que contribuam para a conservação do Cerrado e  alcance das metas mundiais de conservação da biodiversidade.

Reunião de planejamento do Plano de Ação do COMDEMA na cidade de Bodoquena-MS. Fonte: Fundação Neotrópica

O projeto inicialmente abrangeu os municípios: Anastácio, Bodoquena, Bonito, Dois Irmão do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Miranda, Nioaque, Porto Murtinho, Rochedo e Terenos. Segundo Rodolfo Portela – superintendente executivo da Fundação Neotrópica – o sucesso do projeto foi devido “a união dos COMDEMAs, que não se restringiu apenas aos municípios previstos, mas, também em regiões localizadas fora dos principais corredores de biodiversidade do estado, que demonstraram interesse em serem incluídos no projeto”, fato que demonstrou a potencialidade e um grande alcance do projeto.

Dos  municípios que participaram do projeto, a maioria tem seus Conselhos Municipais de Meio Ambiente ativos, o que demonstra que existem espaços para debates sobre políticas públicas e questões de conservação e manejo do Cerrado nestas localidades. O projeto também verificou, nestes municípios, o interesse pelos atores envolvidos em avançar na criação de novas Unidades de Conservação.

É importante pontuar que o projeto promoveu a capacitação de cerca de 205 atores sociais, sendo 114 homens e 91 mulheres, o que garantiu a qualificação dos conselheiros de forma a dar suporte a descentralização e democratização da gestão ambiental municipal em busca da paridade de gênero. A criação da Rede de COMDEMAs proporcionou a interação entre as lideranças, facilitando a troca de informações e experiências no que tange às boas práticas para os conselhos e para a conservação do Cerrado. Por meio dos COMDEMAs emergiram grupos de trabalho, câmaras técnicas e coletivos ambientais com o propósito de pesquisar, estudar e discutir assuntos importantes para o desenvolvimento de ações ambientais nos municípios.

Trabalho de campo. Foto: Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

Outro destaque, foi o sucesso na promoção da conservação e uso sustentável do Cerrado com a criação de três Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), nos municípios de Bonito, Guia Lopes da Laguna e Chapadão do Sul, conservando aproximadamente 2.200 hectares do bioma no Mato Grosso do Sul; e também o auxílio na melhoria da gestão da Reserva Biológica Marechal Cândido Mariano Rondon, Miranda/MS, no sentido de implementar boas práticas para a gestão da UC.

Desafios

A Fundação Neótropica destaca a importância da mediação de conflitos como principal lição aprendida, a fim de reduzir os tumultos e confusões frequentemente registradas em reuniões que discutem políticas municipais de meio ambiente. Grandes desafios foram enfrentados pela equipe nos debates sobre as propostas de estruturação e atualização de leis municipais ambientais e legislações pertinentes aos COMDEMAs, tendo em vista o alvoroço provocado pelos setores do agronegócio, causando momentos de confusão e dúvidas nos conselheiros.

Sobre a Fundação Neotrópica

A Fundação Neotrópica do Brasil é uma ONG criada em 1993 voltada a conservação da natureza e melhoria da qualidade de vida das pessoas.  A organização trabalha com projetos voltados à criação e apoio a gestão das Unidades de Conservação (públicas e privadas); recuperação de áreas degradadas e adequação de propriedades rurais no Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal; pesquisa científica sobre biodiversidade e conservação, mobilização e sensibilização da sociedade para as questões ambientais; estímulo ao desenvolvimento de políticas públicas ambientais; discussão e fomento ao turismo como promotor da conservação ambiental.

Para mais informações sobre as ações da Fundação Neotrópica do Brasil, acesse o site.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Quilombo Kalunga é o primeiro território no Brasil reconhecido com conceito global

CEPF e IEB contribuíram para a classificação internacional que atesta conservação do quilombo goiano

por Luana Luizy, Assessoria de Comunicação, Instituto Internacional de Educação do Brasil

Você sabe o que é TICCA?

O conceito global significa Territórios e Áreas Conservadas por Comunidades Indígenas e Locais, e vem sendo atribuído por organizações internacionais, como as Nações Unidas, a territórios comunitários e tradicionais conservados, onde a população tem forte conexão com o lugar que habita, os chamados “territórios de vida”.

“Para receber esta classificação, a comunidade deve ser o ator principal no processo de tomada de decisão da gestão do território”, conta Vilmar Souza Costa, explicando sobre o processo de registro do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, do qual fez parte quando estava como  presidente da Associação Quilombola Kalunga (AQK).

Localizado ao norte de Goiás, a 520 km da capital, o quilombo Kalunga foi o primeiro, até então, a ser considerado TICCA no Brasil.

Imagem realizada com drone pelos quilombolas para mapeamento do território. Foto: Acervo Associação Quilombo Kalunga.

“Foi um processo muito participativo, temos uma comunidade preservada, um território de vida, mas sofremos constantes invasões. A formalização TICCA tem nos ajudado a dar visibilidade internacional para nos proteger”, afirma Vilmar, citando mais um dos benefícios da nomenclatura: o fortalecimento da comunidade contra ameaças externas, como megaprojetos e apropriações indevidas. “Ganhamos autonomia na gestão da nossa terra. Agora que estamos listados no mapa internacional das comunidades tradicionais como TICCA, temos esperança de nos unirmos nessa luta com outras comunidades pelo mundo”, diz Damião Moreira Santos, membro da AQK.

O Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) tiveram participação ativa e foram fundamentais para o registro da comunidade Kalunga como TICCA. “Apoiamos a gestão territorial, pois percebemos que ela é bastante importante do ponto de vista da conservação. A AQK foi a fundo com o projeto. Acompanhamos as etapas de gestão territorial deles: revisão do estatuto, mapeamento de seus recursos naturais e a gestão de conflitos na comunidade”, relata Michael Becker, coordenador do CEPF Cerrado.

Quem pode ser TICCA?

O conceito TICCA tem sido promovido em todo o mundo, especialmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Natural Justice, entre outros importantes atores internacionais. Para ser considerada TICCA, a população precisa ter uma profunda e estreita conexão com seu território; processos de gestão e governança; resultados positivos na conservação da natureza, assim como de bem-estar de seu povo.

Assembleia de debate sobre o registro do quilombo Kalunga como TICCA. Fonte: ICCA Registry.

Cercado pelas riquezas naturais e culturais do Cerrado, o quilombo Kalunga foi formado há mais de 300 anos por homens e mulheres que não aceitaram viver sob o regime escravagista da época. Damião Moreira Santos – que já foi homenageado como o herói do hotspot[1] Cerrado – relata que o CEPF foi o grande responsável por apresentar a ideia da TICCA, os resultados dessa parceria são colhidos até hoje pelos quilombolas.

“Continuamos fazendo gestão do território devido ao apoio do CEPF. A partir dessa parceria, criamos um regimento interno, começamos a visitar as comunidades espalhadas por todo o nosso território e os moradores começaram a conhecer a associação”, conta.

Benefício

No Brasil, o debate sobre TICCA vem acontecendo desde 2018 e está agregando cada vez mais setores sociais, acadêmicos e a sociedade civil. O registro internacional da área é uma forma de reconhecimento de seus valores ambientais e econômicos, seu sistema de governança e seus resultados de gerenciamento. Como tal, os benefícios que uma comunidade traz ao ser registrada, dependem, em grande parte, do uso que faz deste reconhecimento. Para os kalunga, a terra onde vivem é sinônimo de governança e sustentabilidade, e o reconhecimento como TICCA representou uma valorização local. “Trouxe visibilidade para a gente. Um quilombo conhecido internacionalmente pode nos trazer benefícios. Assim, não ficamos à mercê dos governos locais, caso aconteça alguma agressão”, afirma Damião.

Sobre a Associação Quilombo Kalunga e o CEPF Cerrado

O processo para o registro como TICCA foi todo participativo. FONTE: ICCA Registry.

A Associação Quilombo Kalunga é uma organização civil, sem finalidade econômica, fundada em outubro de 1999. Representa o maior território de quilombo no Brasil, com 262 mil hectares de terras. A AQK defende os interesses dos moradores do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (SHPCK), que abrange os municípios goianos de Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás.

O projeto, fomentado pelo CEPF e com apoio do IEB, tem como objetivos conhecer com profundidade a realidade das comunidades Kalunga, usar a tecnologia de geoprocessamento  para mapear detalhadamente o território, promover a ocupação do SHPCK de uma forma mais sustentável e fazer com que os Kalunga sejam reconhecidos internacionalmente como defensores da conservação da biodiversidade.

Para mais informações sobre a Associação Quilombo Kalunga acesse a página oficial no Facebook.

[1] Os hotsposts podem ser definidos como áreas com grande biodiversidade, ricas principalmente em espécies endêmicas e que apresentam alto grau de ameaça. Essas áreas são, portanto, locais que necessitam de atenção urgente, sendo consideradas prioritárias nos programas de conservação.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Cacto raro e ameaçado de extinção é foco de projeto de conservação no Vale do Jequitinhonha, Itamarandiba, Minas Gerais

Hoje, no Dia Nacional do Cerrado (11/09), vamos conhecer uma planta rara natural da região do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, que está criticamente ameaçada devido à destruição de seu habitat por mineração e pela coleta ilegal e predatória para comércio de colecionadores. Ela pertence à família botânica Cactaceae, o cacto com o nome científico de Uebelmannia buiningii, Coroa de Ita, é encontrado numa área com cerca de 18,81 hectares localizada no município de Itamarandiba. Essa área é de transição entre os biomas da Mata Atlântica e o Cerrado e onde encontra-se uma das poucas unidades de conservação da região, o Parque Estadual Serra Negra – PESN. O local é considerado uma área-chave para a biodiversidade ou Key Biodiversity Area (KBA), repleto de espécies endêmicas. As KBAs são locais que “contribuem significativamente para a persistência mundial da biodiversidade”, por exemplo, por meio do apoio à conservação de espécies ameaçadas e espécies que tenham distribuições globais severamente restritas.

A planta vem sendo estudada desde 2012 por pesquisadores do Centro de Avaliação da Biodiversidade e Pesquisa e Conservação do Cerrado – CBC, do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), que vão a campo em busca de conhecimento sobre suas populações, de entendimento mais detalhado das características de seus habitats e de fatores que ameaçam a sua sobrevivência, os quais são divulgados em trabalhos científicos e ajudam a orientar os caminhos a serem trilhados para o manejo de suas populações na natureza.

Paisagem da região de Serra Negra, no Vale do Jequitinhonnha, em Itamarandiba. Foto: Washington Oliveira / Acervo pessoal

O Projeto “Ecologia e Recuperação de U. buiningii” conta desde 2019 com o apoio financeiro do Instituto Internacional de Educação do Brasil, através do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) e com a gestão do Instituto Jurumi para a Conservação da Natureza em parceria com a Embrapa-Cenargen e o Parque Estadual Serra Negra. A bióloga e coordenadora do Projeto, Suelma Ribeiro explica que: “o foco principal, sem dúvida, é garantir a manutenção do cacto na natureza em longo prazo”. 

A planta encontra-se criticamente ameaçada, segundo a lista nacional e internacional de espécies da flora ameaçada de extinção, devido à destruição de seu habitat e retirada ilegal de seus indivíduos. Porém, outras ameaças foram identificadas com os estudos realizados em 2019. Segundo o biólogo Washington Oliveira, integrante da equipe: “a pesquisa realizada no ano passado indicou que a planta exótica invasora conhecida como capim-gordura (Melinis minutiflora) foi encontrada em todas as áreas de ocorrência do cacto e afeta negativamente a sua abundância”.

O cacto que vive exclusivamente numa faixa entre 900 e 1350 m de altitude, é polinizado por abelhas, mede cerca de 6 cm de altura e vive em associação com outros arbustos e rochas, especialmente embaixo de outras espécies endêmicas de bromélias e velózias, também conhecidas como canela-de-ema. Essa associação favorece uma maior abundância do cacto, atenuando a radiação solar excessiva por meio do sombreamento, que deixa o ambiente mais úmido, reduzindo os efeitos negativos da alta temperatura do local, tornando esses locais apropriados para a germinação de sementes. De acordo com Suelma Ribeiro, “esses ambientes funcionam como um microecossistema que devem ser protegidos para garantir a manutenção dos indivíduos de Uebelmannia buiningii.

Coroa de Ita. Foto: Washington Oliveira/Acervo pessoal

No entanto, a maior parte das populações do cacto vivem fora do PESN, com quatro pequenas populações situadas em propriedades particulares, o que exige açōes urgentes de proteção e de sensibilização. Nesse sentido, o projeto também atua com iniciativas de educação ambiental já desenvolvidas pela equipe do Parque, estimulando açōes que sensibilizam crianças e jovens das comunidades locais. O gerente do PESN, Wanderlei Pimenta comenta que: “a redefinição dos limites do Parque, a criação de reservas particulares do patrimônio natural – RPPN e a intensificação de açōes de educação ambiental na região são fundamentais para a proteção da planta e dos ecossistemas da unidade”.

O manejo das populações do cacto nos campos rupestres da Serra Negra exige a adoção de estratégias de manejo adptativo que favoreçam a redução dos impactos sobre os poucos indivíduos que restam na natureza. Assim, é essencial garantir a manutenção das interaçōes ecológicas e a proteção de seus habitats. De acordo com Suelma Ribeiro, essa abordagem servirá também para beneficiar outras espécies ameaçadas de extinção que ocorrem no território e explica: “a implementação dessas estratégias de manejo será o próximo passo a ser trilhado pelo projeto, mas que irá exigir o fortalecimento das parcerias atuais bem como a sua ampliação para, assim, salvarmos juntos esse cacto da extinção”.

 

Mais informações podem ser acessadas nos seguintes sites: 

Instituto Jurumi: https://bio.institutojurumi.org.br/atividades/projeto/cacto    

CEPF Cerrado: http://cepfcerrado.iieb.org.br/projetos/ecologia-e-recuperacao-de-uebelmannia-buiningii-donald-cactaceae/

CBC/ICMBio:  https://www.icmbio.gov.br/cbc/acoes-de-pequisa-e-conservacao/manejo-para-conservacao-da-biodiversidade-em-ucs.html 

Parque Estadual Serra Negra: https://www.facebook.com/parqueserranegra/    


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Cooperativa Grande Sertão reabre seleção para contratação de serviço de consultoria no âmbito do projeto apoiado pelo IEB e CEPF Cerrado

Cooperativa Grande Sertão vem desenvolvendo ações em torno da sustentabilidade e da agroecologia, discutindo novos conceitos, apresentando soluções e desenvolvendo estratégias de ação colaborativa no intuito de promover o fortalecimento das comunidades agroextrativistas. Dentre as ações desenvolvidas destaca-se um processo contínuo de transferência e construção do conhecimento com práticas de formação em associativismo e cooperativismo, boas práticas de produção e desenvolvimento de produtos alimentícios com frutos do Cerrado, além de buscar fortalecer a gestão e conservação dos territórios rurais onde se pratica o agroextrativismo sustentável.

Dessa forma cadeias produtivas de frutos do Cerrado vêm sendo organizadas, construídas e fortalecidas, como exemplo: o buriti (Mauritia flexuosa) que ocorre em regiões de veredas com abundância de água, vem sendo aproveitado de forma sustentável para a produção de polpas e extração de óleos; o pequi (Caryocar brasiliense) utilizado para a produção de farinhas, polpas e óleos; o coquinho-azedo (Butia captata) utilizado para produção da polpa congelada, cervejas e doces; o baru (Dipteryx alata), que além do consumo in natura, está sendo em experimento para a produção de óleos e outros produtos em potencial, que estão em processo de desenvolvimento. A Cooperativa segue buscando formas de ampliar o trabalho para novas comunidades e municípios do norte de Minas Gerais, com foco em fortalecer as economias locais e promover a conservação dos ecossistemas.

Neste sentido, a Cooperativa Grande Sertão torna público aos/as interessados/as o termo de referência para a contratação de serviço técnico especializado para apoiar às atividades de assistência técnica, visando a padronização e a melhoria contínua da qualidade nutricional e sanitária dos produtos do Cerrado que são coletados, processados e comercializados pela Cooperativa. O objetivo é potencializar o uso sustentável dos frutos nativos do Cerrado e fortalecer as economias das comunidades agroextrativistas, visando as melhores práticas de manejo e conservação do hotspot Cerrado e do corredor Grande Sertão Veredas-Peruaçu dentro do projeto “Grande Sertão – Extrativismo, Conservação e Renda”.

Os profissionais interessados em executar os serviços apresentados terão até o dia 12 de setembro de 2020 às 23h59m (horário de Brasília), para enviarem via e-mail as suas propostas, juntamente com a documentação solicitada conforme descrito no Termo de Referência.

 

Para mais informações, entre em contato com:

José Fábio Soares

telefone: (38) 3223-2285

e-mail: cooperativagrandesertao@gmail.com

 

Acesse o Termo de Referência:

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

CEPF, IEB, Instituto Humanize e Instituto Nova Era promovem em setembro chamada de apoio a grande projeto para o Cerrado

4a Chamada para Cartas de Intenção (CDI)

Hotspot Cerrado

GRANDE PROJETO

 

O Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos, Instituto Internacional de Educação do Brail, Instituto Humanize e Instituto Nova Era tem o prazer de convidar proponentes para a 4a Chamada Para Cartas de Intenção (CDI) voltada à receber inovadores e relevantes projetos de fortalecimento das Organizações da Sociedade Civil que trabalham na conservação do hotspot Cerrado. Será selecionado somente uma proposta no âmbito dessa chamada.

Nessa chamada desejamos aprimorar as condições técnicas e de gestão das organizações da sociedade civil no Cerrado, fortalecendo-as para a proposição, execução e gerenciamento de projetos com foco na conservação e uso sustentável da biodiversidade no hotspot. Este aperfeiçoamento se dará via capacitações inclusive na questão de gênero ligada à conservação de recurso naturais.

País elegível: Brasil
Data de abertura: segunda  feira, 7 de setembro de 2020
Data de fechamento: sexta  feira, 23 de outubro de 2020
Valor do subsídio: US $ 50.000 a US $ 250.000

Veja o mapa do hotspot de biodiversidade do Cerrado.

Leia as instruções detalhadas, critérios e restrições dessa Chamada Para Cartas de Intenção, disponível abaixo. Envie sua proposta através do portal eletrônico do ConservationGrants até 23 de outubro de 2020 às 23h59 (horário de Washington, DC). Se você não tiver uma conta ConservationGrants, precisará criar uma nova. Se você encontrar quaisquer dificuldades técnicas com o sistema, envie um email para  conservationgrants@conservation.org

MAIS INFORMAÇÕES 

Chamada Para Cartas de Intenção
– Português (PDF 278 KB) e nos seguintes links: site CEPF Cerrado e site CEPF

Perfil do Ecossistema
Português e Inglês

Resumo do Perfil do Ecossistema
Português e Inglês

MATERIAIS ADICIONAIS

•   Antes de se inscrever 
•   12 dicas para obter financiamento para sua ideia de doação 
•   Kit de ferramentas de gênero do CEPF (Português PDF – 291 KB)
•   Perguntas frequentes sobre o ConservationGrants 

 

O Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos busca proteger as regiões biologicamente mais ricas e ameaçadas do planeta, conhecidas como hotspots de biodiversidade. Um objetivo fundamental é garantir o engajamento da sociedade civil na conservação da biodiversidade. O CEPF é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo Global Para o Meio Ambiente, Governo do Japão e Banco Mundial.

Faça seu cadastro no site para mais informações.

 

Elos do Cerrado​ celebra o Dia Nacional do Cerrado com exposição virtual e rodas de conversa com especialistas

A exposição interativa leva o público a um passeio pela savana brasileira

 

Representantes da Universidade de Brasília, WWF e Greenpeace, entre outros, debatem questões importantes como conservação do bioma

 

A partir do dia 1º de setembro, o projeto Elos do Cerrado comemora o Mês do Cerrado com uma programação que instiga o público a pensar maneiras de proteger a savana brasileira. O evento será dividido em duas partes: uma exposição virtual, com painéis e fotografias, com acesso até 30 de dezembro; e 16 Rodas de Conversa, que acontecem até o dia 11 de setembro – data em que se celebra o segundo maior bioma brasileiro.

Yuri Salmona, diretor executivo do Instituto Cerrados, destaca a relevância do projeto, que coloca o Cerrado com o destaque e a atenção que ele merece. “Será uma grande oportunidade de conversarmos, assistirmos e experienciarmos os elos que envolvem a conservação do nosso bioma. Não é possível trazer toda complexidade do Cerrado para um evento, mas foi com a visão de que era importante apresentar os mais diferentes aspectos que elaboramos esse encontro”, destaca. Yuri também comenta os desafios de produzir o evento em tempos de isolamento social. “Não seria verdade dizer que é simples produzir um evento como esse, ainda mais em meio à pandemia. Mas o fato de o encontro ser on-line tem alguns pontos positivos e o principal deles é o alcance. O conteúdo da exposição é trilíngue: português, inglês e francês, permitindo que grande parte do mundo possa interagir com a mostra. Esperamos ampliar as vozes que falam em prol do Cerrado”, completa.

O Elos do Cerrado é um evento online promovido pelo Instituto Cerrados em parceria com a Embaixada da França, Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF), Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Nature and Culture International (NCI), Instituto Sociedade População Natureza (ISPN), WWF-Brasil, Greenpeace Brasil, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Conservation Strategy Fund (CSF), Rede Cerrado, Fundação Mais Cerrado, Aliança Francesa de Brasília, Filhos da Nação/Onda SUP, Coletivo 105 Ilha Design, Free Pass Idiomas e Ápice Contabilidade.

Exposição

A partir do dia 1º de setembro, a exposição Elos do Cerrado permite que os visitantes vejam as belezas e os desafios para conservação da savana mais biodiversa do mundo. O passeio leva o público a três ambientes distintos:

A exposição fotográfica Elos do Cerrado mostra as consequência do desmatamento e mos casos de sucesso na preservação.

Exposição artística com trabalhos inéditos inspirados no bioma, produzidos por artistas brasileiros. Além de um painel apresentando as principais relações de causa e consequência envolvendo o Cerrado.

A mostra está no site do Instituto Cerrados, a partir do dia 1º de setembro.

Rodas de Conversa

A segunda parte do evento é formada por uma série de Rodas de Conversas, entre os dias 1º e 11 de setembro, no site e no canal do Instituto Cerrados no Youtube. Sempre às 15h e às 19h, 90 especialistas expõem diferentes pontos de vista sobre o que fazer para que a metade restante do bioma não seja consumida e para apontar rumos para uma relação mais harmônica com o Cerrado.

Confira a programação completa:

Dia 1º de setembro:

15h: Como lidamos com o fogo no Cerrado? com Isabel Schmidt (UnB), Rossano Marchetti Ramos (Prevfogo/Ibama), Eldo Barreto (Fecho de Pasto de Correntina), Rafael Drumond (Brivac), Amilton Sá (Rede Contra Fogo) e o mediador Roberto Cavalcanti (UnB).

19h: Ocupação e desmatamento no Cerrado com Ane Alencar (IPAM), Mário Barroso (TNC), Cláudio Almeida (INPE), Bruno Bassi (De Olho nos Ruralistas), Leandro Parente (LAPIG/UFG) e o mediador Yuri Salmona (Instituto Cerrados).

Dia 2 de setembro:

15h: A Água, a Flora e o Cerrado com Eloi Campos (IG/UnB -), Saulo Aires (ANA), Marcelo Kuhlmann (GIZ) , Marcos Rogério (Corrente-Verde), Andrea Leme (UnB), Cássia Munhoz (UnB) e o mediador Yuri Salmona (IC).

19h: O protagonismo das mulheres na proteção do Cerrado com Nathalia Ziolkowski (Ecoa), Lucely Pio (Articulação Pacari), Fátima Barros (Associação das Comunidades Remanescentes Quilombolas da Ilha de São Vicente), Célia Xakriabá (Povo Xakriabá) e a mediadora Katia Favilla (Rede Cerrado).

Dia 3 de setembro:

15h: Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) – Um olhar de dentro do Cerrado com Fernando Madueño (RPPN Pau Terra), Chyslia Fernanda (IBC), Tibor
Rombauer (RPPN Abade), Fábio Padula (RPPN Bacupari), André Luís S. Zecchin (RPPN Tombador) e o mediador Yuri Salmona (IC).

19h: Conservação em áreas privadas no Cerrado com Michael Becker (CEPF/IEB),Yuri Salmona (IC), Luciano Souza (Consultor Ambiental) e o mediador Reinaldo
(Nature and Culture International).

Dia 4 de setembro:

15h: Agrotóxicos: Impactos e Alternativas para o Cerrado com Marco Antonio Delfinode Almeida (MPF), Bruno Melo (Tomita AgroÖikos), Prof. Pignati (UFMT/NEAST), Adriana Werneck Regina (OPAN), Wagner Soares (IBGE) e o mediador Pedro Gasparinetti (CSF).

19h: Comunidades que vivem do Cerrado de pé com Maria do Socorro (Rede Cerrado), Isabel Castro (IPAM), Wilson Rocha (MPF), Mayk Arruda (Central do Cerrado) e a mediadora Dionete Figueiredo Barbosa (COPABASE).

Dia 8 de setembro:

15h: Consumo, Commodities e o Cerrado com Pedro Gasparinetti (CSF), Frederico Machado (WWF-Brasil), Adriana Charoux (Greenpeace), Arnaldo Carneiro (Sinapsis), Daniel Meyer (Global Canopy) e a mediadora Gabriela Savian (IPAM).

19h: Áreas degradadas no Cerrado: restauração, agrofloresta e tecnologia com Alexandre Bonesso Sampaio (ICMBio), Andrew Miccolis (Aclimar/Icraf), Elaine Silva (Lapig / UFG) e o mediador Thiago Beloti (WWF).

Dia 9 de setembro:

15h: Investindo em conservar Cerrado com André Zecchin (F. Boticário), Michael Becker (CEPF/IEB), Manoel Serrão (FUNBIO), Isabel Figueiredo (ISPN), Rafael Murta (Ashoka), Leonardo Geluda (IIS) e o mediador Fernando Tatagiba (ICMBio).

19h: Desafios para a conservação da biodiversidade do Cerrado com Reuber Brandão (Rede de Especialistas em Conservação da Natureza – Fundação Grupo o Boticário), Ricardo Machado (UnB), Paula Hanna Valdujo (WWF-Brasil), Gislaine Disconzi (Projeto Pato-Mergulhão), Fernando Previdente (Projeto Pato-Mergulhão) e a mediadora Vivian Braz (Centro Universitário de Anápolis/GO).

Dia 10 de setembro:

15h: Cerrado, Mudanças Climáticas e o Acordo de Paris com Paulo Moutinho (IPAM), Cristiane Mazzetti (Greenpeace Brasil), Ane Alencar (IPAM) e a mediadora Mercedes Bustamante (UnB).

19h: O papel da Legislação e dos Agentes Públicos na conservação do Cerrado com Tatiany Barata (Senado Federal), Sarney Filho (Secretário de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal), Guilherme Eidt (ISPN), Rodrigo Agostinho (Câmara dos Deputados), Bruno Mello (Fund. Mais Cerrado) e o mediador Marcelo Elvira (WWF-Brasil).

Dia 11 de setembro:

15h: Solidariedade em tempos de Covid-19 e o Cerrado que alimenta com Chyslia Fernanda (IBC), Damião Moreira dos Santos (Associação Quilombo Kalunga), Ana Paula Boquadi (Buriti Zen Restaurante), Tainá Zaneti (Pitadas de Cerrado), Luciana Pinto (Chapada Solidária), Valéria Santos (CPT e Campanha Nacional em Defesa do Cerrado) e a mediadora Silvana Bastos (ISPN).

19h: Alternativas e soluções para o Cerrado com Isabel Figueiredo (ISPN), Alexandre Bonesso Sampaio (ICMBio), Luis Carrazza (Central do Cerrado), André Guimarães (IPAM), Yuri Salmona (IC), Altair Sales Barbosa (Instituto Altair Sales), Carolina Siqueira (WWF-Brasil) e a mediadora Camilla Thomaz (Instituto Cerrados).

Inscreva-se aqui no link!

Elos do Cerrado
Exposição Virtual Elos do Cerrado
De 1º de setembro a 30 de dezembro de 2020 no site do Instituto Cerrados.

Rodas de Conversa

De 1º a 4 de setembro; e de 8 a 11 de setembro de 2020

Sempre às 15h e às 19h, no canal do Instituto Cerrados

Informações

Instagram do Instituto Cerrados (@institutocerrados) e no site​ ​https://www.cerrados.org/inscricoeselos

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Projeto Reservas Privadas do Cerrado é prorrogado devido ao sucesso no Tocantins

por Thuanny Vieira, estagiária sob supervisão, via Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Governo do estado do Tocantins

O Projeto Reservas Privadas do Cerrado promove a conservação dos recursos naturais por meio do incentivo à criação, expansão e gestão eficaz das Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs). O mesmo é executado pela Fundação Pró-Natureza (Funatura), com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

O objetivo é aumentar a quantidade de propriedades cadastradas como RPPN para garantir a proteção dos recursos naturais e da biodiversidade cada vez mais ameaçadas no bioma Cerrado, sendo esse um ato voluntário de interesse do proprietário no uso sustentável.

O consultor Ricardo Haidar, responsável pelo Tocantins, relata que “o projeto teve uma boa aderência na região central do Estado”, mas “grande parte das propriedades não têm toda documentação necessária, títulos fundiários, impedindo a criação das RPPNs”.

Foto: ©Ricardo Haidar / Acervo Projeto Reservas Privadas do Cerrado

No Tocantins foram cadastradas quatro novas RPPNs através do projeto, duas delas já inseridas no ICMBio e em processo de vistoria, enquanto as outras duas estão em processo de documentação. Uma quinta propriedade está sendo vistoriada e deve ser aprovada em breve. Fora do projeto ainda há duas propriedades que se tornarão RPPNs, totalizando sete novas reservas no Tocantins, atualmente com dez e alcançando dezessete.

A gerente de conservação e preservação do fogo da SEMARH, Edilma Cavalcante, conta sobre o processo de criação da RPPN em sua propriedade. “Foi um procedimento simples, não tive problemas quanto a documentação por ter tudo bem organizado, mas o georreferenciamento é o que mais complica para os proprietários no cadastro”, afirmou.

Sua chácara Serra do Carmo é localizada em Palmas e possui cerca de 14 hectares (ha), sendo um terço de mata fechada. Toda a mata se tornou RPPN, totalizando quase 5ha de área de conservação. A gerente conta que a preservação é necessária para as árvores raras que o local possui, como por exemplo o Pau-Brasil. “Meu objetivo era buscar uma forma de manter tudo conservado mesmo se um dia a propriedade for vendida, a RPPN faz com que qualquer proprietário futuro proteja o que temos hoje”.

Ainda segundo a proprietária “já faz 15 anos que essa área não queima, sempre estivemos atentos a isso e tomamos todos os cuidados para a prevenção no local e nas propriedades vizinhas”.

Serra do Lajeado, Tocantins. Foto: ©Ricardo Haidar / Acervo Projeto Reservas Privadas do Cerrado

O coordenador do projeto, Laercio Machado de Sousa, explica que ainda existem muitos paradigmas a serem quebrados aos proprietários rurais. “Alguns proprietários acham que com a criação da RPPN perdem a terra e ela passa a ser do estado, mas não é assim. A área continua sendo particular, ele pode vender ou alugar, desde que o novo dono saiba que aquela parte que se tornou RPPN será uma reserva legal perpétua”.

“Um dos benefícios da RPPN é a isenção do ITR ao proprietário, além de recurso financeiro por pagamentos de serviços ambientais do Estado. Há também com criar uma renda com ecoturismo, pesquisa e educação ambiental”, afirma o coordenador.

Apesar de toda a sua importância, hoje o bioma tem apenas 8% de sua superfície terrestre protegida por Unidades de Conservação. Com o aumento das reservas particulares neste bioma, não só fauna e flora estarão mais protegidos, mas os benefícios serão sentidos por toda a sociedade, que depende dos serviços ecossistêmicos produzidos pelo Cerrado.

O projeto se estenderá até dezembro e está aberto à novas adesões. O proprietário rural que desejar cadastrar uma RPPN pode continuar com suas atividades econômicas na propriedade e apenas destinar um pedaço da área para a conservação. É necessário apresentar documentos como a Matrícula Atualizada, Certificado de Cadastro de Imóvel Rural – CCIR, Título Fundiário e Imposto Territorial Rural – ITR, CAR e concordar em perder a possibilidade de uso agrícola da terra.

Leia a notícia no site da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantis!

 

Sobre o Reservas Privadas do Cerrado

O projeto iniciou em Setembro de 2019 com o objetivo de aumentar o número de áreas protegidas no Cerrado, garantindo assim a manutenção da biodiversidade e dos demais recursos naturais. Dentre os objetivos do projeto estão: a produção de uma lista de proprietários interessados na criação de RPPNs e a elaboração de um roteiro de reuniões / seminários nas regiões que tenham demonstrado interesse em participar do projeto e implementar os processos de criação das RPPNs. Mais informações podem ser obtidas no site reservasprivadasdocerrado.com.br, pelo e-mail coordenacao@reservasprivadasdocerrado.com.br ou pelas redes Facebook/Instagram – @reservasdocerrado.

Contatos:
Bárbara Ferragini – Assessoria de Comunicação
Telefone: +55 (18) 99144-8834


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Agricultores familiares do DF recebem capacitação para a coleta de sementes nativas do Cerrado

Nos meses de maio e junho a Rede Bartô concluiu mais duas etapas do Componente de “Regularização ambiental do Assentamento Rural Roseli Nunes” – parte do projeto Agroflorestas Prestadoras de Serviços Ecossistêmicos.

Foto: Acervo Rede Bartô

A partir do mapa de uso e ocupação do solo, foi gerada uma base de dados que serviu para retificar os Cadastros Ambientais Rurais dos agricultores, adiantando bastante o processo de Regularização Ambiental do Assentamento. A regularização traz benefícios para os assentados como acesso ao crédito e programas de incentivo à produção.

O processo de restauração ambiental do Assentamento Rosely Nunes, está sendo construído de modo que todas as fases do processo possam ser internalizadas pela comunidade local para que faça sentido para eles. Foram trabalhadas nessa etapa questões sociais, mas principalmente econômicas, em torno das oportunidades do mercado de coleta de sementes de espécies nativas do Cerrado para os agricultores. Essa atividade é a continuidade de uma parceria entre a Rede Bartô, Tikré Soluções Ambientais, Rede de Sementes do Cerrado, o Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) e Instituto Internacional de Educação do Brasil.

Foto: Acervo Rede Bartô

As atividades contaram com a participação dos agricultores do assentamento, que coletaram mais de 16 kg de sementes de espécies nativas do Cerrado. Após a coleta, elas foram beneficiadas e armazenadas adequadamente. Posteriormente serão utilizadas para recuperar áreas do assentamento que foram degradadas.

“A ideia na outra ponta é empoderar os próprios agricultores da técnica de restauração ecológica por meio da semeadura direta, para que eles mesmos possam fazer o processo de restauração em outras oportunidades. Quem sabe até como profissão, gerando renda no futuro” diz Fabrício Lima, coordenador do projeto.

A atividade foi adaptada para seguir todos os cuidados de segurança e saúde, seguindo as orientações de prevenção ao coronavírus. A Rede Bartô elaborou um protocolo de segurança com medidas a serem adotadas pela equipe e pelos beneficiários para garantir a segurança de todos. Conheça o projeto Agroflorestas Prestadoras de Serviços Ecossistêmicos e a Rede Bartô!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

MAPEAMENTO DO CERRADO: PRODUTO TÉCNICO INOVADOR

Foto: Durval Mota / Acervo AQK

CONVITE À APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS

Desenvolvimento de um produto de conhecimento inovador: mapeando as terras das comunidades tradicionais “invisíveis” no Cerrado

Data de abertura: 10 de julho de 2020
Data de encerramento: 21 de agosto de 2020
Data de encerramento para perguntas: 7 de agosto de 2020
Submissões: As propostas devem ser enviadas para cepf@cepf.net até a data de encerramento.

VISÃO GERAL

O Secretariado do CEPF pretende contratar um consultor para desenvolver um produto técnico inovador, em português e espanhol, que documentará as melhores práticas relacionadas à identificação e mapeamento de áreas de importância social e ambiental onde residem comunidades e populações tradicionais “invisíveis” do Cerrado.

MAIS INFORMAÇÕES


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu tem novo Plano de Desenvolvimento Territorial de Base Conservacionista

via FUNATURA, por Letícia Verdi, Jornalista

Após 10 anos de esforços conjuntos, o Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu passa para uma nova fase de consolidação e ampliação das ações de conservação e uso sustentável dos biomas Cerrado e Caatinga. Trata-se do novo Plano de Desenvolvimento Territorial de Base Conservacionista (DTBC) do Mosaico, fruto do empenho gestores de áreas protegidas dos estados da Bahia, Goiás e Minas Gerais, produtores rurais, extrativistas, comunidades tradicionais e povos indígenas, operadores de turismo e representantes do poder público.

O Plano foi aprovado na última reunião do Conselho do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu, em dezembro de 2019, em Januária (MG), município que abriga o Parque Estadual Veredas do Peruaçu. A Funatura (Fundação Pró-Natureza) foi a entidade executora e coordenadora do Projeto de Revisão e Atualização do Plano, que contou com apoio financeiro do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund), além do apoio do Conselho do Mosaico, do WWF Brasil e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Vão dos Buracos. Foto: ©Acervo Funatura

O documento prevê uma ampliação da área de abrangência do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu para 4 milhões de hectares, abarcando 36 unidades de conservação e duas Terras Indígenas. Atualmente, o Mosaico conta com aproximadamente 1,8 milhão de hectares reconhecidos oficialmente. O investimento para os próximos 12 anos chega a cerca de 20 milhões de dólares – até 2032, coincidindo com a Agenda 2030 das Nações Unidas.

Além da gestão integrada das áreas protegidas, turismo de base comunitária e extrativismo vegetal – ações já em curso, o novo Plano incluiu o agronegócio sustentável, fortalecimento da agroecologia, ações de proteção dos recursos hídricos e recuperação de áreas degradadas.

O objetivo maior do Plano é o desenvolvimento da região em bases sustentáveis, compatibilizando a existência das unidades de conservação com as atividades produtivas e de valorização da cultura tradicional da região.

GESTÃO INTEGRADA

Desde 2010, com o Plano original, o Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu vem contribuindo para efetivar a gestão integrada do território com forte atuação do Conselho Consultivo, que conta com 50 integrantes, metade do poder público e metade da sociedade civil.

Hoje, são 11 unidades de conservação com planos de manejo aprovados. As ações em curso apoiam a organização de cadeias produtivas em setores do extrativismo, a pequena e média produção rural e o turismo de base comunitária – vocação da região, devido às belezas naturais e rica cultura sertaneja, imortalizada na obra Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. O desenvolvimento dessas atividades representou um aumento na renda familiar dos moradores do Mosaico.

A revisão e atualização do Plano de DTBC é produto da participação direta das comunidades, lideranças e gestores que atuam no Mosaico. O documento é referência para o desenvolvimento de ações a serem financiadas por órgãos públicos, iniciativa privada, organizações do terceiro setor e organismos internacionais.

As ações previstas no novo Plano são bem detalhadas e inovam ao apontar as necessidades de investimentos por área de atuação. Seu cronograma de aportes e resultados esperados indicam, inclusive, as comunidades a serem beneficiadas e seu papel no processo de sustentabilidade regional.

O Plano também prevê a criação de um Fundo Socioambiental para o Mosaico a ser abastecido com diferentes fontes de financiamento oficiais, privadas, de organismos internacionais de fomento e organizações não governamentais, além de contrapartidas dos poderes públicos municipal, estadual e federal.
“Agora, resta avançar em acordos capazes de viabilizar a redução dos impactos ambientais, reverter processos já instalados e assegurar o engajamento das comunidades na busca da sustentabilidade para o Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu”, afirma o Superintendente-Executivo da Funatura, Cesar Victor do Espírito Santo.

O QUE É

De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), os mosaicos de áreas protegidas são instrumentos de gestão e ordenamento territorial que têm por finalidade a conservação da biodiversidade por meio da integração entre as unidades de conservação e demais áreas protegidas de um determinado território.

ACESSE o Resumo Executivo e o Plano de Desenvolvimento Territorial de Base Conservacionista na íntegra:


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Cooperativa Grande Sertão divulga termo de referência para contratar serviço técnico especializado

A Cooperativa Grande Sertão vem desenvolvendo ações em torno da sustentabilidade e da agroecologia, discutindo novos conceitos, apresentando soluções e desenvolvendo estratégias de ação colaborativa no intuito de promover o fortalecimento das comunidades agroextrativistas. Dentre as ações desenvolvidas destaca-se um processo contínuo de transferência e construção do conhecimento com práticas de formação em associativismo e cooperativismo, boas práticas de produção e desenvolvimento de produtos alimentícios com frutos do Cerrado, além de buscar fortalecer a gestão e conservação dos territórios rurais onde se pratica o agroextrativismo sustentável.

Dessa forma cadeias produtivas de frutos do Cerrado vêm sendo organizadas, construídas e fortalecidas, como exemplo: o buriti (Mauritia flexuosa) que ocorre em regiões de veredas com abundância de água, vem sendo aproveitado de forma sustentável para a produção de polpas e extração de óleos; o pequi (Caryocar brasiliense) utilizado para a produção de farinhas, polpas e óleos; o coquinho-azedo (Butia captata) utilizado para produção da polpa congelada, cervejas e doces; o baru (Dipteryx alata), que além do consumo in natura, está sendo em experimento para a produção de óleos e outros produtos em potencial, que estão em processo de desenvolvimento. A Cooperativa segue buscando formas de ampliar o trabalho para novas comunidades e municípios do norte de Minas Gerais, com foco em fortalecer as economias locais e promover a conservação dos ecossistemas.

Neste sentido, a Cooperativa Grande Sertão torna público aos/as interessados/as o termo de referência para a contratação de serviço técnico especializado para apoiar às atividades de assistência técnica, visando a padronização e a melhoria contínua da qualidade nutricional e sanitária dos produtos do Cerrado que são coletados, processados e comercializados pela Cooperativa. O objetivo é potencializar o uso sustentável dos frutos nativos do Cerrado e fortalecer as economias das comunidades agroextrativistas, visando as melhores práticas de manejo e conservação do hotspot Cerrado e do corredor Grande Sertão Veredas-Peruaçu dentro do projeto “Grande Sertão – Extrativismo, Conservação e Renda”.

Os profissionais interessados em executar os serviços apresentados terão até o dia 27 de julho de 2020 às 23h59m, para enviarem via e-mail as suas propostas, juntamente com a documentação solicitada conforme descrito no Termo de Referência.

Para mais informações, entre em contato com:

José Fábio Soares

telefone: (38) 3223-2285

e-mail: cooperativagrandesertao@gmail.com

 

Acesse o Termo de Referência:


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Ekos Brasil lança projeto de aceleração do turismo sustentável no vale do Peruaçu com apoio do CEPF Cerrado

via Instituto Ekos Brasil

Protetora de um impressionante patrimônio socioambiental, cultural, arqueológico e paleontológico, a região do Parque Nacional e Área de Proteção Ambiental (APA) Cavernas do Peruaçu localiza-se no Cerrado do norte de Minas Gerais, em uma área de transição para o denominado polígono das secas e, por isso, muito crítica na proteção da água doce.

Além do desafio da água, essa porção de Cerrado também preocupa pelo Índice de Desenvolvimento Humano das duas cidades mais próximas ao parque: Januária (MG) e Itacarambi (MG), com 0,658 e 0,641 respectivamente (IBGE, 2010), ou seja, vulnerabilidade econômica e de serviços de assistência social básica.

Cientes do papel fundamental de conservação da biodiversidade e geração de renda que o Parque e a APA podem trazer para o vale do Peruaçu, o Instituto Ekos Brasil, em parceria com o Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) lançou, no início deste mês, o projeto “Acelerando o turismo sustentável no vale do Peruaçu”.

Com duração de um ano, o projeto tem o anseio de desenvolver, fortalecer e acelerar o turismo sustentável, fonte de renda para as comunidades por meio da conservação da natureza.

As fases do projeto

As inscrições acontecem de 2º de junho a 1º de julho de 2020. E podem se inscrever pessoas maiores de 18 anos, residentes ou que trabalhem na região do Vale do Peruaçu, ou ainda integrantes de associações ou organizações locais, interessadas em turismo sustentável. O link para a inscrição pode ser acessado aqui.

Até  50 pessoas serão selecionadas no edital de inscrição e terão a chance de participar do Laboratório de Inovação. Essa fase contempla oficinas ministradas por especialistas de diferentes áreas do conhecimento e ainda uma viagem de campo para conhecer outro destino turístico com forte atividade econômica e desenvolvimento local.

Na última fase, os protótipos de 5 iniciativas desenvolvidas durante o Laboratório de Inovação participação da Incubadora Ekos Brasil e receberão aportes, viabilizados com os recursos do projeto, para que os planejamentos saiam do papel e gerem desenvolvimento social e econômico para as comunidades da região por meio do turismo sustentável.

A previsão de encerramento do projeto é no final do primeiro trimestre de 2021. Mas certamente será apenas o ponto de partida para que boas iniciativas empreendedoras apoiem a criação de empregos e a conservação da biodiversidade na região.

Saiba mais sobre o CEPF Cerrado

O CEPF é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF, sigla em inglês), Governo do Japão e Banco Mundial, que financia projetos para proteção de ecossistemas únicos e ameaçados – conhecidos também como hotspots de biodiversidade. Em 2013, o Conselho de Doadores do CEPF selecionou o bioma Cerrado como um dos hotspots prioritários, e 8 milhões de dólares foram alocados para investimentos em projetos de conservação no período de 2016 a 2021.

O projeto “ACELERANDO O TURISMO SUSTENTÁVEL NO VALE DO PERUAÇU” é uma das diversas iniciativas do fundo na região.

Saiba mais sobre o projeto e entenda como contribuir!

 

 

 

Tecendo a Rede de Resistência das Mulheres do Cerrado e Pantanal

Informe Nacional da articulação entre mulheres dialogando sobre gênero, conservação ambiental e modos de vida

por Iasmim Amiden, via ECOA

 

O ano de 2019 é um que entra para a história com as mulheres do Cerrado e do Pantanal brasileiro que juntas se articulam para a defesa de seus territórios e seus direitos humanos.

A Ecoa, a ActionAid e o Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) apoiam diretamente essa rede de resistência e realizaram, somente no ano passado, três grandes eventos que reuniram 230 mulheres. Mulheres representantes de comunidades tradicionais, grupos agroextrativistas e pesquisadoras de organizações governamentais e não-governamentais.

Um dos resultados destes encontros foi a publicação de um informe nacional sobre a agenda gênero e meio ambiente, que recentemente entrou para a lista dos 7 destaques globais do ano de 2019 do Relatório de Impacto produzido pelo CEPF.

O informe será lançado oficialmente durante a Semana do Meio Ambiente, em uma transmissão ao vivo feita pela Ecoa, organizada e promovida por algumas das mulheres que participaram deste trabalho. Aproveita-se o debate central do evento on-line: “Mulheres, territórios e meio ambiente por Elas”, que ocorrerá às 15 horas no perfil do Facebook da ECOA.

Uma iniciativa somada a mobilização de várias redes e organizações a CerraPan – Rede de Mulheres Produtoras do Cerrado e Pantanal, Rede Pantanal, Campanha Nacional em Defesa do Cerrado e a Rede Cerrado.

Por fim, a publicação completa já está disponível no link abaixo! Inteiramente produzida por mulheres, com 6 textos que versão sobre suas articulações pela conservação do meio ambiente e valorização e respeito de seus modos de vida:

 

                        Acesse aqui a publicação

Informe Gênero e Ambiente

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

Conservacionista brasileiro homenageado como ‘Herói do Cerrado – Hotspot de Biodiversidade’ pelo Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos

Damião M. Santos está sendo reconhecido pelas conquistas na proteção das espécies e ecossistemas do Cerrado

por Julie Shaw, via Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund)

 

Na semana em que comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06), o Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund) do hotspot de biodiversidade do Cerrado anuncia que Damião M. Santos e outros nove conservacionistas de todo o mundo foram nomeados “Heróis dos Hotspots“, por seus esforços para proteger locais considerados por sua alta biodiversidade do mundo. Os homenageados foram escolhidos entre as centenas de organizações da sociedade civil que receberam doações do CEPF nos 10 hotspots globais de biodiversidade onde o fundo atua atualmente e o anúncio foi feito no Dia Internacional da Biodiversidade, celebrado no último dia 22 de maio.

O CEPF está reconhecendo esses heróis como parte das comemorações de seu 20º aniversário. O fundo capacita organizações não governamentais, grupos indígenas, universidades e empresas privadas para proteger os hotspots mundiais de biodiversidade – as regiões terrestres mais diversas do mundo, porém ameaçadas – e ajudar as comunidades a prosperar. O CEPF faz isso através de subsídios e apoio técnico para a conservação, fortalecimento organizacional e desenvolvimento sustentável.

Damião (direita) e colegas estudando a implantação de atividades turísticas no Rio Paranã. Foto: ©Associação Quilombo Kalunga / Acervo AQK

Os Heróis dos Hotspots e as organizações não-governamentais para as quais eles trabalham estão fazendo contribuições extraordinárias para a conservação. Eles são exemplos de pessoas dedicadas e dinâmicas que trabalham para garantir que ecossistemas intactos possam continuar a sustentar a flora e a fauna e fornecer ar limpo, água doce, solos saudáveis, meios de vida sustentáveis, resistência às mudanças climáticas e muito mais.

Damião Santos é membro da comunidade quilombola Kalunga, que é considerada a maior no Brasil e está localizada no noroeste do estado de Goiás nos municípios de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás, parte do hotspot de biodiversidade do Cerrado. Ele está ajudando a liderar esforços de conservação na comunidade. Chefiou a brigada de combate aos incêndios florestais de 2013 a 2018, e foi tesoureiro da Associação Kalunga de Guias de 2011 a 2014.

Sob sua orientação como presidente da Associação de Comunicação Kalunga Engenho II de 2015 a 2017, os esforços de ecoturismo deram grandes passos, incluindo a construção de trilhas e banheiros para turistas, cursos de gastronomia para funcionários de restaurantes, treinamento para guias e ampliação do centro de assistência ao turista.

“Damião Santos combina força, determinação, devoção e gentileza. Ele está ativamente envolvido em sua comunidade e totalmente comprometido com a conservação da biodiversidade”, disse Peggy Poncelet, diretora de subsídios do CEPF para o hotspot de biodiversidade do Cerrado.

Damião esteve ativamente envolvido no projeto financiado pelo CEPF, que utilizou georreferenciamento e levantamentos socioeconômicos para mapear o território Kalunga. A coleta de informações foi um processo árduo no qual o Sr. Santos e outros membros da equipe viajaram longas distâncias para visitar as famílias espalhadas pela região. Os dados provaram ser altamente valiosos para o povo Kalunga, bem como para entes públicos locais e federais.

“Os Heróis dos Hotspots representam os conservacionistas tenazes e comprometidos que estão agindo todos os dias para garantir o futuro dos hotspots de biodiversidade e as pessoas que dependem desses ecossistemas vitais”, disse o diretor executivo do CEPF, Olivier Langrand. “Eles enfrentam uma infinidade de desafios – longas horas, viagens cansativas, condições de trabalho difíceis, obstáculos políticos e até mesmo ameaças às suas vidas – em busca de um mundo saudável e sustentável”.

“O Sr. Santos é um defensor determinado da sua comunidade e dos ecossistemas nos quais eles dependem”, disse Langrand. “Suas ações e liderança estão ajudando a garantir um futuro saudável para a comunidade Kalunga e sua natureza”.

Leia mais sobre Damião M. Santos e os outros Heróis dos Hotspots.

O CEPF é uma iniciativa conjunta da Agence Française de Développement, da Conservation International, da União Europeia, do Global Environment Facility, do Governo do Japão e do Banco Mundial.

Desde 2001, o CEPF tem catalisado a conservação da biodiversidade, liderada localmente através de US$ 250 milhões em doações para mais de 2.400 organizações em 98 países em desenvolvimento e em transição. Os resultados incluem mais de 15 milhões de hectares de áreas protegidas formais estabelecidas, pelo menos 890 espécies globalmente ameaçadas apoiadas e mais de 3.500 comunidades beneficiadas. Saiba mais em www.cepf.net, Facebook, Twitter e LinkedIn.

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Contatos:

Michael Becker, líder da equipe de implementação regional do CEPF no hotspot de biodiversidade do Cerrado, michael.becker@iieb.org.br

Julie Shaw, diretora de comunicação do CEPF, jshaw@cepf.net


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

O desconhecido Cerrado e sua colossal relevância biológica

Paepalanthus, espécie da flora típica dos campos do Cerrado. Foto: Aryanne Amaral / Acervo IEB

 

por Michael Becker para publicação via Mongabay Brasil

 

Os incêndios que assolaram a Amazônia no ano passado botaram o Brasil nas manchetes do mundo todo, e com razão. A icônica floresta tropical armazena milhões de toneladas de dióxido de carbono – sua queima significa um clima menos estável em toda a Terra. Mas os incêndios também devastaram, na mesma proporção, outro bioma da América do Sul, mas a cobertura jornalística desta catástrofe foi escassa.

No centro do Brasil (com pequenas porções na Bolívia e Paraguai) estão 200 milhões de hectares da savana tropical mais biodiversa do planeta, com 5% das espécies do mundo: o Cerrado, região que, assim como a Amazônia, também detém uma quantidade de carbono fundamental para o equilíbrio climático do planeta.

O desconhecimento sobre sua importância talvez se deva pelo que não é visível em sua paisagem: cerca de 70% da biomassa do Cerrado é subterrânea, e isso quer dizer que os reservatórios de carbono que abriga no solo contribuem imensamente para balizar a concentração de CO² na atmosfera. Como passam por uma longa estação seca a cada ano, as árvores do Cerrado se adaptaram, crescendo para baixo, em vez de para cima, em busca de água.

Por conta disso, a maioria dos brasileiros considera o Cerrado uma “floresta feia” — as árvores do bioma não são altas, como na imponente Amazônia.

Hoje é o Dia Internacional da Biodiversidade, e é fundamental considerarmos a contribuição deste bioma: rios e chuvas dentro do Cerrado estão conectados a quase todo o Brasil – levando água para a agricultura, geração de energia hidrelétrica e consumo humano.

Além das 12.070 espécies de plantas e 1.050 espécies de animais vertebrados, atualmente cerca de 46 milhões de pessoas vivem dos recursos naturais da região: povos indígenas, comunidades tradicionais, produtores familiares, populações urbanas, além de importantes setores, como o agronegócio e a mineração. O Cerrado brasileiro concentra atualmente grande parte da produção de commodities agrícolas de importância mundial.

O segundo maior reservatório subterrâneo de água do mundo – o Aquífero Guarani – assim como a maior planície alagada do planeta – o Pantanal – se compõem das nascentes do Cerrado; e seu ecossistema está seriamente ameaçado se continuarmos com o desmatamento alarmante promovido pela agricultura em larga escala, que até hoje já fez desaparecer 50% do bioma. Isso antes dos incêndios que varreram grande parte da região em 2019.

Pesquisas apontam que o desmatamento no Cerrado é 2,5 vezes superior ao da Amazônia, e mesmo assim, não gera tanta comoção social. Em regiões como MATOPIBA, sigla relacionada à fronteira agrícola em expansão nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o cenário é bastante grave — até 2010 , 60% da cobertura original tinha sido convertida em pastagens e monoculturas, e muito do que resta já sofreu algum tipo de intervenção antrópica.

A comemoração do Dia Internacional da Biodiversidade deve nos lembrar que compartilhamos a nossa existência com vários outros seres; com o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e frutos como o pequi, coquinho-azedo e baru, no caso do Cerrado. Uma maneira de interpretar biodiversidade é considerar que ela é reflexo da interação de todos os elementos que possibilitam a vida como a conhecemos. Assim, precisamos ser responsáveis por nossa influência direta sobre a manutenção da biodiversidade, seu uso e consequências sobre a vida humana, animal e vegetal; em qualquer bioma ou ecossistema.

A covid-19 é o exemplo mais recente da interferência humana em processos naturais e suas consequências. A Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) divulgou recentemente um comunicado reforçando a necessidade de conciliar o retorno à atividade econômica com a proteção aos ecossistemas e manutenção da biodiversidade. Caso a destruição continue, teremos um aumento significativo na probabilidade de novas pandemias.

Existem 1,7 milhão de vírus ainda sem identificação. Manter as florestas em pé nos previne de entrar em contato com fontes de novas doenças. A lição que a pandemia nos deixa é a de reconhecer a necessidade vital de garantirmos o desenvolvimento sustentável, a fim de mantermos os nossos ecossistemas conservados se quisermos continuar existindo. Esta situação nos faz nosso olhar mais uma vez para o desconhecido Cerrado, que mais do que nunca, se evidenciado e protegido, contribuirá com elementos essenciais, como água e recursos naturais, para superarmos essa e qualquer outra crise futura.

No momento, iniciativas como as que estão sendo protagonizadas pelo Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos e pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil estão ajudando a encontrar o caminho para esse novo modelo rumo ao desenvolvimento sustentável. O fundo tem 52 instituições parceiras, unidas na conservação da biodiversidade do Cerrado e dos serviços que ele provisiona aos brasileiros. As ações envolvem 6.335 pessoas e protegem 11.533.753 hectares do bioma. Além de contribuir com o beneficiamento de 108.125,76 kg de matéria-prima extraídas do Cerrado, o que promove um incremento de renda para as comunidades de R$ 119.264,00 na comercialização de sementes nativas e R$ 245.443,78 em frutos do Cerrado.

Os ótimos resultados que alcançamos até aqui, seguramente nos trazem um motivo para comemoração neste Dia Internacional da Biodiversidade, pois demonstra que é possível colhermos muitos frutos desta conciliação do uso da biodiversidade com a sua proteção, que levam benefícios diretos às populações que compartilham o Cerrado.

Leia o artigo na íntegra no site da Mongabay Brasil!

Find the English version here!

 

Michael Becker é líder da equipe de implementação regional do CEPF (sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund, ou Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos) e vem atuando desde 2000 para assegurar a contribuição da sociedade civil na conservação de ecossistemas ricos e altamente ameaçados. No Brasil desde 2016, o CEPF atua com o apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), instituição brasileira do terceiro setor dedicada a formar e capacitar pessoas. Esta é a lista das organizações que fazem parte da rede: http://cepfcerrado.iieb.org.br/lista-projetos/

Agradecemos e parabenizamos cada um de nossos parceiros pelo esforço incansável direcionado à luta da conservação do Cerrado e de seus povos!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

A Crise Ignorada no Brasil

A maioria das pessoas ainda não ouviu falar do Cerrado, e isso é um problema

por: Marsea Nelson, gerente sênior de comunicação do CEPF

 

Durante meses, os incêndios que assolaram a Amazônia fizeram manchetes de primeira página em todo o mundo, e com razão. A icônica floresta tropical armazena milhões de toneladas de dióxido de carbono – sua queima significa um clima menos estável em toda a Terra.

Os incêndios também devastaram outra parte da América do Sul, mas a cobertura desta catástrofe foi escassa.

More than 800 bird species are found in the Cerrado, including the peach-fronted parakeet. ©O. Langrand
Mais de 800 espécies de aves são encontradas no Cerrado, incluindo o periquito de face de pêssego. Foto: ©O. Langrand / Acervo CEPF

No centro do Brasil (e com pequenas porções na Bolívia e Paraguai) estão 200 milhões de hectares de savana tropical, conhecida como o Cerrado. Os primeiros colonos do Cerrado o consideravam um deserto estéril, mas isso estava longe de ser uma verdade. Esta região é considerada a savana tropical mais biodiversa do planeta, com 5% das espécies do mundo. E, assim como a Amazônia, o Cerrado detém uma quantidade criticamente importante de carbono.

O equívoco sobre a importância do Cerrado talvez se deva, em parte, ao local onde seu carbono é armazenado. O Cerrado passa por uma longa estação seca a cada ano; árvores e plantas se adaptaram, crescendo para baixo em vez de para cima. Cerca de 70% da biomassa do Cerrado é subterrânea.

“Para a maioria dos brasileiros, o Cerrado é a floresta ‘feia’, pois tem uma longa estação seca e a maioria das árvores não alcança muita altura, como na Amazônia”, disse Michael Becker, líder da equipe de implementação regional do CEPF. É preciso considerar também que as dimensões do Cerrado são muito difíceis de serem compreendidas”. Considerando um eixo norte-sul, ele se espalha além da distância entre Chicago e Monterrey, México, e tem muitas paisagens diferentes”.

Vivem dentro dos variados ecossistemas do Cerrado cerca de 5 milhões de pessoas, a saber, povos indígenas, comunidades, povos tradicionais e produtores familiares. Eles dependem dos recursos naturais da região para o seu sustento. A importância deste hotspot de biodiversidade não se restringe, no entanto, às suas fronteiras. Rios e chuvas dentro do Cerrado estão conectados à quase todo Brasil – levando água à agricultura, energia hidrelétrica e consumo humano.

Rio dos Couros, Chapada dos Veadeiros, Goiás. Foto: ©A. Amaral/ Acervo IEB

O segundo maior reservatório subterrâneo de água do mundo – o Aquífero Guarani – assim como o maior pântano do mundo – o Pantanal – dependem da água que flui do Cerrado.

Sabendo de tudo isso, é alarmante saber que a destruição do Cerrado já está  encaminhada: Cerca de 50% do hotspot foi desmatado – principalmente para a agricultura em larga escala – e uma grande parte do que resta já sofreu algum tipo de interferência. Tudo isso, antes dos recentes incêndios que varreram a região.

Há, no entanto, medidas positivas sendo tomadas para proteger este lugar criticamente importante:

  • A indústria cafeeira brasileira estava sofrendo um duro golpe no hotspot, por isso, o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA) co-fundador do Cerrado Consórcio das Águas, iniciativa que visa tornar a produção de café mais sustentável, está promovendo no município de Patrocínio um esquema de pagamento por serviços ambientais (PSA), com planos de replicação em outras partes do Cerrado, caso seja bem sucedido.
  • A palmeira buriti é encontrada em abundância nas Veredas do Cerrado e tem grande potencial de geração de renda. No entanto, ela pode ser superexplorada, por isso, a Cooperativa dos Agricultores Familiares e Agroextrativistas Grande Sertão, parceira do CEPF Cerrado e Instituto Internacional de Educação do Brasil, oferece capacitações aos  agricultores em práticas de colheita sustentável e técnicas de processamento eficientes. Até o momento, mais de 400 pessoas receberam treinamento e a renda paga aos agricultores tem aumentado.
  • A versão beta da Plataforma de Conhecimento do Cerrado entrou recentemente no ar. Criada pelo Laboratório de Processamento e Geoprocessamento de Imagens (LAPIG/UFG), e financiada pelo CEPF Cerrado, a plataforma consolida o conhecimento geoespacial e censitário sobre a região, fornecendo aos conservacionistas, ao governo e a sociedade civil dados cruciais para ajudá-los a tomar decisões bem informadas.

    Comunidade Kalunga no Vão de Almas. Foto: ©Emeric Kalil / Acervo Associação Quilombo Kalunga
  • Com a ajuda de um subsídio do CEPF Cerrado, o povo Kalunga –  comunidade quilombola do estado de Goiás – está usando tecnologia para mapear a área onde vivem, capacitando-os melhor para defender suas terras e seu modo de vida tradicional.
  • A Funatura, outro parceiro financiado pelo CEPF Cerrado, está trabalhando para estabelecer 50 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) no Cerrado, através do projeto Reservas Privadas no Cerrado, que utiliza diversas abordagens, inclusive mostrando aos proprietários de terras o potencial inexplorado do ecoturismo.

Esforços como estes são encorajadores, mas o caminho para um Cerrado saudável e próspero será longo.

“Com metade do Cerrado ainda preservado, este hotspot pode ser um excelente estudo de caso, provando que conservação, direitos sociais e produção agrícola podem coexistir e compartilhar os benefícios da natureza”, disse Becker. “O CEPF está trabalhando para esse objetivo”.

Saiba mais sobre os investimento do CEPF no hotspot de biodiversidade do Cerrado.

Leia a versão original da matéria, que está disponível em inglês, no site do CEPF.

 

Sobre o CEPF Cerrado

Em 2013, o Conselho de Doadores do CEPF selecionou o Cerrado como um dos hotspots prioritários e 8 milhões de dólares foram alocados para investimentos em projetos no período de 2016 a 2021. Entre os anos de 2016 e 2019, o CEPF Cerrado realizou três chamadas para apoio a projetos no Cerrado. Atualmente, o Fundo conta com 55 projetos, divididos em Grandes e Pequenos Projetos.

No Brasil, o CEPF conta com a atuação do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), como a Equipe de Implementação Regional. O IEB é instituição brasileira do terceiro setor dedicada a formar e capacitar pessoas, bem como fortalecer organizações nas áreas de manejo dos recursos naturais, gestão ambiental e territorial e outros temas relacionados à sustentabilidade. O IEB atua em rede, busca parcerias e promove situações de interação e intercâmbio entre organizações da sociedade civil, associações comunitárias, instâncias de governo e do setor privado. Para saber mais sobre a atuação do IEB, visite: http://www.iieb.org.br/


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Carta do Diretor Executivo do CEPF aos Parceiros

Seu trabalho é mais importante do que nunca

 

via Critical Ecosystem Partnership Fund

Prezad@ parceir@ do CEPF,

Em tempos normais, passo boa parte do ano viajando para os diferentes hotspots de biodiversidade onde investimos, conhecendo os beneficiários e visitando os locais de seus projetos. Desde que entrei no CEPF, em 2015, tenho me impressionado com a freqüência com que ouço parceiros de todo o mundo dizerem: “O CEPF é mais do que um financiador; eles são uma família”. Isto significa muito para mim e para a minha equipe.

E agora, nossa família CEPF está enfrentando novos desafios, assim como o resto do mundo. Saiba que estamos comprometidos em ajudar você a navegar por este tempo incerto. Nossa maior prioridade é a sua segurança, e trabalharemos com você para revisar as atividades do seu projeto, conforme necessário.

Por mais estressante que seja este momento, sinto-me encorajado por algumas das mudanças que já estou ouvindo falar. O comércio e o consumo de animais silvestres foi recentemente proibido em uma decisão formal do Comitê Permanente do Congresso Nacional Popular da China e, no Vietnã, conservacionistas se reuniram para pedir uma política nacional para fazer o mesmo.

Com o Congresso Mundial de Conservação da IUCN e a Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica agendada, 2020 deveria ser o “Ano da Biodiversidade”. Agora a maioria dessas reuniões foi adiada.

De certa forma, ainda é o “Ano da Biodiversidade”, embora não da maneira que havíamos imaginado. O mundo está vendo o que pode acontecer quando os humanos interferem nos sistemas naturais. Nossa comunidade há muito compreendeu a conexão entre a saúde humana e a saúde dos ecossistemas da Terra. Agora vemos claramente a importância de respeitar a natureza.

Minha esperança é que, depois que a crise atual diminuir, encontremos mais governos, comunidades e outros que estejam prontos para apoiar e participar de nossos esforços.

Priorize o distanciamento social agora e esteja pronto para o momento em que você possa retomar plenamente as atividades de conservação, pois o trabalho que fazemos é realmente mais importante do que jamais foi.

Sinceramente,

Olivier Langrand

 

Leia a versão original da carta, que está disponível em inglês, no site do CEPF.

P.S. Nós queremos ouvir de você. Como o seu trabalho tem sido impactado pela pandemia? Você tem sido capaz de encontrar soluções criativas para continuar progredindo? Por favor, envie seus pensamentos, experiências e histórias para cepf@cepf.net.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Mercado de Sementes e Restauração: Promovendo Serviços Ambientais e Biodiversidade

via Rede de Sementes do Cerrado

O ano de 2020 começou com boas expectativas para a equipe da Rede de Sementes do Cerrado (RSC).  Dando continuidade às ações do Programa de Desenvolvimento Institucional da Associação Cerrado de Pé, a Rede realizou nos dias 19 e 20 de janeiro, o 5º encontro com os coletores de sementes.

Na ocasião, coletores de Alto Paraíso, Moinho, São Jorge, Teresina de Goiás, Cavalcante e território Kalunga juntamente com voluntários da Associação Cerrado de Pé e equipe técnica do Projeto participaram da oficina, ministrada pela consultora Regina Erismamm, que ocorreu com o objetivo de elaborar o planejamento das ações para 2020, principalmente, no que tange a revisão dos preços das sementes disponíveis para a

Foto: ©Gabriel Rosa/Acervo RSC

venda pela RSC.

O encontro foi ainda, uma boa oportunidade para discutir as vantagens do beneficiamento das sementes nativas do Cerrado.  Em 2019, a Rede de Sementes do Cerrado por meio do Projeto Mercado de Sementes e Restauração: Promovendo Serviços Ambientais e Biodiversidade direcionou suas atividades de capacitação para o melhoramento do beneficiamento das sementes  usadas no processo restauração deste importante bioma, através da técnica de plantio denominada semeadura direta.

Outra atividade de destaque desenvolvida neste mês de janeiro, foi a disponibilidade de semente nativas em estoque para venda imediata. Vale lembrar que, com o intuito de ofertar maior qualidade e variedade de sementes, a RSC trabalha sob encomenda. As encomendas, que nortearão as coletas de 2020, já podem ser realizadas pelo e-mail vendas@rsc.org.br

Projeto Mercado de Sementes e Restauração: Promovendo Serviços Ambientais e Biodiversidade

O projeto Mercado de Sementes e Restauração: Provendo Serviços Ambientais e Biodiversidade, que é executado pela Rede de Sementes do Cerrado e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), atua nos principais elos da cadeia de produção de sementes nativas: os coletores de sementes, os diversos tipos de compradores de sementes e a interligação entre estes atores, no intuito de capacitar estes coletores de sementes nativas; divulgar ações e técnicas bem sucedidas de restauração e fortalecer local e regionalmente o comércio de sementes de espécies nativas do Cerrado, melhorando a interface comercial entre coletores e consumidores de sementes nativas.

Acompanhe a Rede de Sementes do Cerrado:

Instagram: @redesementesdocerrado

Facebook: Rede de Sementes do Cerrado

YouTube : Rede de  Sementes do Cerrado 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Simpósio “Flora em Debate” acontece em março na cidade de Belo Horizonte

Acontece no dia 19 de março, em Belo Horizonte, o Simpósio “Desafios na conservação de plantas raras. O caso das espécies de Dimorphandra”.  Este simpósio é uma das ações do Plano de Ação Nacional para conservação do faveiro-de-wilson, uma espécie de árvore rara e endêmica de Minas Gerais, ameaçada de extinção.

O simpósio é também parte integrante do Projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-Wilson (Dimorphandra wilsonii)”, que conta com apoio do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos e Instituto Internacional de Educação do Brasil. No evento, especialistas e colaboradores que trabalham com esta espécie, bem como com outra espécie de árvore igualmente rara na região, o faveiro-da-mata, mostrarão os últimos avanços na pesquisa e conservação destas espécies, bem como debaterão os caminhos a seguir.

O projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-wilson” é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e teve início em novembro de 2017 e conta com várias ações em andamento, dentre elas encontros, capacitações e visitas às áreas de ocorrência da espécie, atuando em uma extensão de 5.215 km², onde estão os 18 municípios de ocorrência do faveiro. Saiba mais sobre as ações do projeto!

Se você tem interesse em participar do simpósio, entre no site e faça sua inscrição.

https://floraemdebate.wixsite.com/floraemdebate

Confira a programação!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

COPABASE lança série de cartilhas voltada aos agricultores familiares

A Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária – COPABASE, fundada em 23 de fevereiro de 2008, na cidade de Arinos/MG é promotora na articulação de ações voltadas ao Desenvolvimento Regional Sustentável e que viu na estruturação de grupos de interesse em diversas cadeias produtivas agroextrativistas, a necessidade de organização e autonomia das famílias de agricultores familiares e extrativistas em um instrumento jurídico capaz de atuar não somente na organização da produção, mas garantir o processamento e a comercialização dos produtos que surgem daí mantendo o princípio da sustentabilidade.

Através do apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), a COPABASE vem executando o projeto Práticas sustentáveis de produção como promotoras de conservação da biodiversidade no Sertão Urucuiano, cujo objetivo é promover à diversificação da produção agroextrativista com manejo sustentável por meio da estruturação coletiva das famílias na região da bacia do Rio Urucuia, um dos principais afluentes do São Francisco. Ao longo de sua atuação, o projeto já disseminou tecnologias e práticas sustentáveis de produção agroextrativista, segurança alimentar e organização socioeconômica e desenvolveu ações de conservação da biodiversidade do cerrado Urucuiano, por meio do envolvimento das famílias rurais e rede de organizações parceiras. Um dos produtos deste trabalho de disseminação foram as cartilhas, que abordam temas como: agroecologia, cooperativismo, água, pragas e doenças, etc. Todo este material será distribuído aos agricultores familiares nas áreas de atuação do projeto.

Até então, através da assistência técnica e visitas realizadas pela equipe, o projeto coletou diversos dados, fez georreferenciamento das propriedades e atingiu uma área de abrangência que soma 2.500 ha. Em Dezembro de 2019, as comunidades envolvidas passaram de 20 para 52, envolvendo agricultores extrativistas de 10 cidades do entorno da cooperativa.

Acesse as cartilhas na íntegra:

 

Ficou interessado?  Conheça a COPABASE e seus produtos através do site!

Conheça mais projetos apoiados pelo CEPF Cerrado e IEB no nosso site.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Ambiental 44 Ltda. lança publicação sobre Unidades de Conservação Municipais do Cerrado com apoio do IEB e CEPF Cerrado

 

por Luiz Paulo Pinto, Ambiental 44 Informação e Projetos em Biodiversidade Ltda.

Embora os municípios sejam parte integrante do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), a contribuição das unidades de conservação (UCs) municipais para a proteção da biodiversidade no Cerrado e no Brasil ainda é pouco conhecida. Esta nova publicação sobre as unidades de conservação municipais do Cerrado, coordenada pela Ambiental Ltda., contribui para ampliarmos o conhecimento e o entendimento sobre a participação dos municípios no estabelecimento de um sistema de proteção à biodiversidade mais amplo e integrado entre os entes da federação.

As unidades de conservação municipais podem exercer um papel chave ao contribuir para a maior conexão da paisagem natural, proteger populações de espécies da fauna e flora nativa, manter serviços ambientais essenciais para a população como o abastecimento de água, diminuição dos riscos de desastres naturais e enfrentamento das mudanças do clima, além de proporcionar lazer e recreação e proximidade das pessoas com a natureza.

Sem uma avaliação adequada da rede de unidades de conservação municipais as estratégias e políticas de proteção do Cerrado continuarão com uma lacuna importante e subestimando o papel importante que os municípios têm na proteção desse bioma. A publicação, que conta com o prefácio da Confederação Nacional de Municípios, revela a participação importante da rede de unidades de conservação municipais no sistema de proteção da biodiversidade. A iniciativa apresenta também recomendações para o aperfeiçoamento das políticas públicas sobre a gestão e governança das áreas protegidas na esfera municipal, e os benefícios que essas áreas proporcionam para a sociedade local.

A expectativa é que a publicação contribua para tornar mais “visíveis” centenas de áreas de proteção oficiais que hoje se encontram à margem das estratégias de conservação da biodiversidade e com pouco conhecimento da sociedade. Tendo em vista que a conservação acontece na escala local, a maior visibilidade das unidades de conservação municipais pode fortalecer uma agenda de proteção local oficial, evidenciando e estimulando o desenvolvimento de capacidades e recursos financeiros para melhoria da efetividade na implementação das unidades já existentes, além de estimular a ampliação da área e do número de espaços protegidos administrados pelos municípios.

O projeto da Ambiental 44 Ltda. foi financiado e apoiado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). O CEPF é um fundo criado para fomentar e apoiar ações e projetos de conservação da biodiversidade, sobretudo de organizações da sociedade civil, em regiões de alta importância biológica no mundo, e conta com a parceria de instituições internacionais – Agência Francesa de Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), Governo do Japão e Banco Mundial.

Para saber mais sobre o CEPF Cerrado, visite: http://cepfcerrado.iieb.org.br/

 

ACESSE A PUBLICAÇÃO NA ÍNTEGRA:

 

Para mais informações, entre em contato com:

Luiz Paulo Pinto

Ambiental 44 Informação e Projetos em Biodiversidade Ltda.

E-mail: luizpaulopinto10@gmail.com


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projeto da Fundação Neotrópica do Brasil promove a criação e gestão de Conselhos Municipais de Meio Ambiente por meio de capacitações

por Rodolfo Portela, Fundação Neotrópica do Brasil

 

 

Até o momento, quase 200 atores sociais foram diretamente beneficiados pela iniciativa em 11 municípios do estado do Mato Grosso do Sul

O PROJETO

Municípios atendidos pelo projeto “União dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMAs): mobilizando atores no corredor Miranda – Bodoquena”. Fonte: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil 2019

Buscando a criação e o fortalecimento de Conselhos Municipais de Meio Ambiente, a Fundação Neotrópica do Brasil, com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos, executa o projeto “União dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMAs): mobilizando atores no corredor Miranda – Bodoquena”, o qual compreende 11 municípios do estado do Mato Grosso do Sul.

Capacitação sobre o papel do conselho no processo de tomada de decisões, realizada no município de Miranda – MS. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

Seu objetivo é subsidiar ações e decisões voltadas a questões ambientais locais, que contribuam para alcance de metas mundiais de conservação. A principal ferramenta utilizada para isso são capacitações, que promovem debates sobre políticas públicas e questões de conservação e manejo do Cerrado.

As formações são realizadas mensalmente em cada município abordando os seguintes temas:

  • O papel do conselho no processo de tomada de decisão;
  • Conservação e uso sustentável da biodiversidade do Cerrado;
  • Legislação ambiental aplicada à conservação;
  • Ecologia do Cerrado e seus serviços ambientais;

    Percentual de pessoas que foram impactadas em 2019, divididos por gênero masculino e feminino. Fonte: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil
  • Pagamento por serviços ambientais, importância econômica e geração de renda a partir da conservação de áreas naturais.

O projeto prevê também a criação de um banco de dados georreferenciado com informações ambientais que auxiliem as tomadas de decisões, almejando a melhoria na gestão de seis unidades de conservação (UC) municipais já existentes e indicando novas áreas para criação de UCs. Com pouco mais de um ano de execução, o projeto já atendeu 195 pessoas com as capacitações – 88 do sexo feminino e 107 do sexo masculino.

EVENTOS

1° Encontro de COMDEMAS do corredor Miranda – Bodoquena. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

Em maio de 2019, a Fundação Neotrópica do Brasil promoveu o 1° Encontro de COMDEMAs do Corredor Miranda – Bodoquena. Realizado no município de Bonito – MS. O evento reuniu cerca de vinte representantes, entre presidentes e membros dos COMDEMAs, dos

onze municípios atendidos pelo projeto. Na ocasião, o Presidente da Federação de Conselhos Municipais de Meio Ambiente (FECOMDEMA), Carlos Alexandre, esteve presente

Reunião de mobilização para elaboração da lei de criação do COMDEMA de Rochedo – MS. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

como palestrante principal e abordou a estrutura funcional e planejamento estratégico para a efetiva atuação dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente.

O evento, ainda, proporcionou aos participantes um momento para que expusessem suas experiências positivas ou negativas, bem como os desafios encontrados dentro de seus conselhos. Além disso, puderam tirar suas dúvidas em busca de soluções para eventuais problemas enfrentados pelos municípios. Ao final do evento, criou-se de uma Rede de COMDEMAS, composta pelos participantes. A Rede é articulada por meio de um grupo online, onde os conselheiros/as trocam ideias, experiências, tiram dúvidas e discutem sobre propostas futuras de novas reuniões entre os conselhos.

CRIAÇÃO E ATIVAÇÃO DE CONSELHOS

Em uma parceria com a WWF (World Wide Fund for Nature) e Instituto Mamede, a Fundação Neotrópica do Brasil auxiliou o processo legal de

criação do Conselho Municipal de Meio Ambiente do município de Rochedo (MS) e reativou o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Guia Lopes da Laguna (MS) no ano de 2019. É de suma importância ressaltar que estes processos de criação e reativação de um Conselho são

Mobilização dos conselheiros (as) para elaboração da Lei de criação do COMDEMA de Terenos-MS. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

importantes instrumentos de democratização e descentralização da gestão ambiental. Para continuar prestando apoio ao processo legal de criação de Conselho Municipal de Meio Ambiente, ainda em 2019, a Fundação Neotrópica do Brasil mobilizou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Terenos – MS a reunir os atores interessados pela criação do COMDEMA. O resultado desta mobilização foi a elaboração do projeto de Lei de criação, onde, após capacitações e revisões, foi elaborado e encaminhado para apreciação e aprovação da Câmara dos Vereadores de Terenos.

OUTROS AVANÇOS

Uma das capacitações realizadas no Conselho Municipal de Meio Ambiente do município de Guia Lopes da Laguna (MS), resultou em uma explanação sobre a importância da criação de áreas protegidas para maior arrecadação de ICMS Ecológico no município. Com isto, o presidente do COMDEMA sentiu-se motivado a criar uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) em sua propriedade rural. Nesta oportunidade, a Fundação Neotrópica do Brasil realizou uma visita a campo para conhecimento e

estudos na área.  Este processo segue em fase de reunião de documentos a serem protocolados junto ao órgão ambiental estadual para dar início a criação da área protegida.

Encontro de plano de ações na Aldeia Brejão, Integração e Oficina de Sistemas Agroflorestais realizado em Nioaque – MS. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

Fortalecendo o trabalho em rede, em ações que visam a conservação do Cerrado, a Fundação Neotrópica do Brasil estabeleceu parceria com a Associação Hanaitti Yomo’omo, para auxiliar o processo de criação do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da Terra Indígena Nioaque. A associação está localizada na Terra Indígena do município de Nioaque (MS) e também é financiada pelo CEPF. Os trabalhos para a elaboração do PGTA começaram em novembro de 2019, onde diversas entidades que apoiam a iniciativa reuniram-se durante o “Encontro de plano de ações na Aldeia Brejão, Integração e Oficina de Sistemas Agroflorestal”, promovido pela aldeia Brejão, uma uma das quatro aldeias que compõe a TI Nioaque. Esta parceria resultou na inclusão de um representante da Terra Indígena Nioaque no Conselho Municipal de Meio Ambiente do município.

GUIA PARA IMPLEMENTAÇÃO DE COMDEMAS

Com a finalidade de incentivar a criação de políticas públicas, capacitar conselheiros/as, promover discussões sobre a conservação e manejo do cerrado e os problemas ambientais existentes nos municípios, a Fundação Neotrópica do Brasil elaborou um guia prático para implementação de conselhos municipais de meio ambiente. A criação deste documento busca estruturar os municípios que não possuem COMDEMA e reestruturar os conselhos que estão inativos.

O Guia foi elaborado em 2019 e seu lançamento está previsto para os primeiros meses de 2020 com ampla distribuição e divulgação nos COMDEMAS de Bonito, Bodoquena, Miranda, Anastácio, Nioaque, Dois Irmãos do Buriti, Terenos, Rochedo, Guia Lopes da Laguna, Jardim e Porto Murtinho.

Além do Guia informativo, cada prefeitura dos onze municípios citados receberão cartazes que tratam sobre a importância dos COMDEMAS – bem como expõem o local e as datas de reuniões mensais, facilitando a circulação da informação aos servidores e aos cidadãos de modo geral.

Folders também serão distribuídos nestas 11 localidades, levando informações objetivas e eficientes para a população local sobre o Conselho Municipal de

Meio Ambiente de seu município. Atualmente, a Fundação Neotrópica do Brasil segue participando de reuniões mensais nos 11 municípios subsidiando decisões e apoiando ações de educação ambiental que os Conselhos desenvolvem. A expectativa para o próximo ano é seguir atuando em prol de políticas públicas que promovem a conservação da biodiversidade do Cerrado e que, consequentemente, possam melhorar a qualidade de vida dos munícipes.

O projeto União de COMDEMAS Pró-Cerrado, que é executado pela Fundação Neotrópica do Brasil e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), tem o objetivo de fortalecer os Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMAs), a fim de subsidiar decisões locais que contribuam para conservação do Cerrado e para o alcance das metas mundiais de conservação da biodiversidade.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

 

 

Começa o projeto “Monitoramento da qualidade em multiescala na bacia do Rio São Lourenço” em Mato Grosso

 

 

¹A bacia do Rio São Lourenço possui uma área de cerca de 22.000 km² e consiste em uma das principais formadoras do Pantanal de Mato Grosso, integrando a região hidrográfica do Rio Paraguai. Além disso, possui trechos que compõem o corredor ecológico Cerrado-Pantanal e é formada, em sua maior parte, por áreas-chave para a biodiversidade (KBAs).

Estação climatológica na bacia do Rio São Lourenço. Foto: ©Acervo Departamento de Geografia (GEO-UFMT)

¹Originariamente a bacia era coberta por formações vegetacionais do Cerrado. No entanto, a partir dos anos 60, intensas transformações no uso e ocupação da terra ocorreram na região, e áreas agrícolas para cultivo de commodities, pastagem e ocupação urbana foram ocupando o espaço. Neste tempo, o município de Rondonópolis se desenvolveu como um dos mais populosos e industrializados de Mato Grosso. A região possui atividades de mineração (areia, cascalho e ouro) nas suas cabeceiras, atividades turísticas relevantes em alguns dos seus afluentes (complexo Cachoeira de Fumaça, município de Jaciara), possui 10 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em operação, cujas influências sobre as funções ecológicas do próprio bioma e sobre a planície do Pantanal são pouco conhecidas.

Apresentação do projeto a comunidade. Foto: ©Acervo Departamento de Geografia (GEO-UFMT)

¹A bacia hidrográfica é formada pela atuação de diferentes atores sociais, dentre os quais destacam-se os camponeses, indígenas e pescadores. Os camponeses somam aproximadamente 2,8 mil famílias e distribuem-se em 38 assentamentos. Já os quase mil indígenas pertencem ao povo Bororo e situam-se em duas Terras Indígenas (T.I. Tadarimana e T.I. Jarudore). Os pescadores encontram-se organizados pela Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado de Mato Grosso (Fepesc) e pela Colônia Z-3 (Rondonópolis), totalizando mais de 150 famílias.

O trabalho é executado pelo Departamento de Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)/Fundação UNISELVA e até dezembro de 2020 o projeto “Monitoramento da qualidade em multiescala na bacia do Rio São Lourenço, Mato Grosso”, que tem apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund  CEPF Cerrado) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), irá:

  • Identificar padrões espaço-temporais da qualidade de água na bacia hidrográfica do Rio São Lourenço
  • Desenvolver um aplicativo para telefones móveis (SIG-Participativo) que possibilite a divulgação de informações relativas aos recursos hídricos, e que reforce a interação entre, e com a participação de, atores sociais interessados nas diferentes formas de uso da água na bacia.
  • Elaborar diagnósticos participativos sobre a situação/relação das comunidades que afetam e são afetadas pelos múltiplos usos do Recursos Hídricos, buscando um entendimento dos conflitos existentes em relação ao uso e gestão dos RH.

O grande objetivo deste projeto é monitorar e modelar a qualidade de água em múltiplas escalas na bacia do Rio São Lourenço. A disponibilização desses dados a partir de um SIG participativo, junto com trabalhos em comunidades na bacia, vai empoderar e permitir a participação direta de grupos sociais no monitoramento das condições e a gestão dos recursos hídricos na bacia.


¹Fonte: texto adaptado da proposta original do projeto “Monitoramento da qualidade em multiescala na bacia do Rio São Lourenço, Mato Grosso”

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Rede Cerrado: 27 anos de articulação de povos e comunidades tradicionais

por Thays Puzzi, assessoria de comunicação da Rede Cerrado

Apoio do CEPF e DGM/Brasil conseguiu multiplicar ações de fortalecimento e integração entre as mais 50 organizações associadas

Constituída na década de 1990 durante a ECO-92 por um conjunto de entidades que, naquele momento, viram na articulação em rede uma estratégia de luta e resistência, a Rede Cerrado, ao longo de mais de 25 anos de história, tornou-se referência na área socioambiental e no apoio à construção de políticas públicas que visam conservar o Cerrado e garantir direitos aos povos e às comunidades tradicionais que habitam o Bioma. Nos últimos dois anos (2018-2019), em especial, a Rede Cerrado, por meio do apoio do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e do DGM/Brasil, conseguiu multiplicar ações de fortalecimento e integração entre as mais 50 organizações associadas.

Mesa de abertura do IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, realizado de 11 a 14 de setembro de 2019, Brasília, DF. Foto: ©Aryanne Amaral/Acervo IEB

“A Rede Cerrado atuou junto às organizações associadas para apoiar, por exemplo, o Ministério Público Federal na construção de plataforma de Territórios Tradicionais, realizou uma série de encontros e seminários sobre territórios com representantes de povos e comunidades tradicionais, realizou a nona edição do Encontro e Feira dos Povos do Cerrado e, está em fase final de apoio na construção de um aplicativo, desenvolvido pelo IPAM, para mapeamento de Territórios Tradicionais. Foram muitas ações realizadas com o apoio do CEPF e das entidades associadas”, destacou Rodrigo Noleto, coordenador do programa Amazônia do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). Para ele, é importante manter a Rede Cerrado viva, pois, segundo Noleto, muitas vezes ela é a voz de socorro, de apoio e de articulação de povos e comunidades tradicionais. “Espero que a Rede Cerrado possa sair fortalecida, e mantenha as condições de articulação tão necessárias para esse período em que vivemos”, observou.

O sentimento é compartilhado pelo geraizeiro Samuel Caetano, do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas Gerais (CAA-NM). Para ele, a Rede Cerrado é uma parceira estratégica para as organizações que prezam pelo desenvolvimento sustentável e uma relação mais harmoniosa com o meio ambiente. “A Rede Cerrado se consolidou como um espaço político para essas organizações, pois proporciona a unificação das lutas com um debate mais qualificado e estratégico. É onde nós, povos e comunidades tradicionais do Cerrado, trocamos experiências, pensamos e formulamos políticas públicas que defendam o Cerrado e seus povos”, ressaltou.

Foto: ©Acervo Rede Cerrado

Já Maria do Socorro Teixeira Lima, quebradeira de coco babaçu e coordenadora-geral da Rede Cerrado, os últimos dois anos foram essenciais para o fortalecimento institucional da Rede Cerrado. Para ela, agora, é preciso ampliar o trabalho junto às comunidades de base. “Por isso a continuidade da Rede Cerrado é tão importante. Nós a resgatamos, a reestruturamos. Deixo esse recado para os nossos parceiros”. Rose Mary Araújo, da Mulheres em Ação do Pantanal (Mupan), considera essencial o apoio dado à Rede Cerrado. “Não existem paisagens sem pessoas e a Rede Cerrado precisa muito desse apoio, principalmente agora que estamos restabelecidos. No campo político não existe outra organização como a Rede Cerrado”, destacou. César Victor do Espírito Santo, da Fundação Pró-Natureza (Funatura) disse que o CEPF veio suprir uma lacuna no Cerrado, já que ele, historicamente, é um Bioma que recebe poucos recursos para projetos de conservação. “O fortalecimento da Rede Cerrado é muito importante para fazer com que as pautas do Cerrado sejam levadas a diante. Não somente dos povos e comunidades tradicionais, mas também as relacionadas à conservação da biodiversidade’, completou.

O objetivo principal do projeto apoiado pelo CEPF Cerrado foi fortalecer institucionalmente a Rede Cerrado, além de ampliar sua incidência. A principal ação foi a realização do IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado que reuniu na capital federal, Brasília, mais de 500 representantes de povos e comunidades tradicionais de todo o Cerrado e cerca de sete mil pessoas da sociedade em geral. Além de trocarem experiências entre si e debaterem estratégias para a manutenção do Cerrado em pé, eles puderam expor produtos da sociobiodiversidade e mostrar um pouco da diversidade cultural e gastronômica para cerca de sete mil pessoas que prestigiaram o evento.

I Oficina de Territórios da Rede Cerrado realizada em novembro de 2018. Foto: ©Thays Puzzi/Acervo Rede Cerrado

Outro projeto que permitiu a ampliação das ações da Rede Cerrado foi o Programa DGM/FIP (Dedicated Grant Mechanism for Indigenous People and Local Communities – Fundo de Investimento Florestal), do Banco Mundial.

Para Kátia Favilla, secretária-executiva da Rede Cerrado, esses últimos dois anos foram essenciais para reforçar os processos de articulação e animação da Rede Cerrado. “Para os próximos anos, o maior desafio será a atuação em conjunto das organizações em um cenário com poucos recursos financeiros e desmonte de políticas públicas ambientais e de garantia de direitos dos povos e comunidades tradicionais. Somente com a união das entidades e o fortalecimento das comunidades em suas localidades, além de um forte trabalho de base, poderemos garantir a existência do Cerrado e dos seus povos”, afirmou Favilla.

Rede Cerrado e CEPF Cerrado

A Rede Cerrado conta com apoio do CEPF Cerrado para executar o projeto “Rede fortalecida, Cerrado conservado”, que tem o objetivo de ampliar a incidência política da Rede na elaboração, implementação e monitoramento de políticas públicas de promoção ao desenvolvimento sustentável, com respeito aos direitos de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

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Conheça o Observatório dos Conflitos Socioambientais do MATOPIBA

por Karla Oliveira, via Faculdade de Planaltina da Universidade de Brasília

Este ano foi realizada a oficina “Lançamento do Observatório dos Conflitos Socioambientais do Matopiba”. Esta é uma iniciativa da Faculdade de Planaltina da Universidade de Brasília e da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (FINATEC), e com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) para sua realização por meio do projeto Fronteira Agrícola e Natureza.

Essa oficina teve como objetivo reunir um grupo de alta expertise, a fim de discutir o impacto dos conflitos socioambientais na região do Matopiba. Contou com cerca de 50 participantes de 28 instituições entre universidades federais, representantes de movimentos sociais e representantes de ONGs que atuam no bioma Cerrado.

Integrantes do Obsevatório do MATOPIBA. Foto: ©Acervo Faculdade de Planaltina da Universidade de Brasília

A proposta agora é congregar esforços para criar uma plataforma de discussões e monitoramento dos diversos conflitos existentes entre o agronegócio e as comunidades locais. Sendo o Matopiba a chamada “última fronteira agrícola”, as análises socioeconômicas e ambientais na região requerem uma perspectiva de pesquisa acadêmica engajada na busca de compreender os conflitos e suas respectivas soluções.

Além disso, o Observatório do Matopiba tem como objetivo apoiar as ações de conservação a partir de estudos sobre os conflitos socioambientais na região. Para maiores detalhes, envie um email para: observatoriomatopiba@gmail.com.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

 

 

Bicudos na natureza

O bicudo (Sporophila maximiliani) é uma das aves mais raras e ameaçadas do Brasil e atualmente são desconhecidas populações em vida livre no país. O último registro na natureza ocorreu no final de 2014, onde uma pequena população foi localizada no interior do estado de Mato Grosso, que desde então não foi mais avistada. No restante do país, o bicudo foi extinto em praticamente toda sua área de ocorrência.

A reintrodução de casais do bicudo começou em novembro de 2018 em Januária no norte de Minas, área que abrange o Corredor Sertão Veredas-Peruaçu. Desde então, 34 bicudos foram reintroduzidos com sucesso numa área de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e vem sendo monitorados pela equipe do projeto Reintrodução do bicudo em áreas-chave para a conservação do Cerrado. Para entender melhor as etapas que envolvem a reintrodução dos bicudos, o programa Terra da Gente acompanhou a soltura de um casal na área do projeto. Clique aqui no post e confira o programa na íntegra:

Além da reintrodução, o projeto também tem o importante papel de gerar conhecimento científico sobre a espécie, e portanto, apresentou alguns dos resultados no último Congresso Brasileiro de Ornitologia que foi realizado em julho deste ano em Vila Velha (ES). O projeto é apoiado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) e Instituto Internacional de Educação do Brasil e é executado pelo Instituto Ariramba de Conservação da Natureza com o apoio de diversos profissionais de diferentes instituições e universidades do Brasil.

Conheça mais projetos apoiados pelo CEPF Cerrado e IEB no nosso site.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

LAPIG anuncia lançamento da Plataforma de Conhecimento do Cerrado

 

 

 

Prezad@s colegas,

Com exclusividade, anunciamos o lançamento da “Plataforma de Conhecimento do Cerrado”, projeto da UFG/LAPIG, apoiado pelo Critical Ecosystem Partnership Fund (CEPF) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

http://cepf.lapig.iesa.ufg.br

Embora seja uma versão para testes, a mesma já conta com algumas funcionalidades, a destacar as subplataformas de uso do solo, desmatamentos e imagens aéreas (providas por drones), possibilitando uma análise dinâmica e interativa acerca das transformações do Cerrado, em âmbito municipal e estadual.

A partir de agora, com esta estrutura definida, avançaremos rapidamente com novos conteúdos e ferramentas, tais como o design responsivo para tablets e smartphones, módulo para uploads de dados (vetoriais, imagens e textos), disponibilidade de downloads e a tradução para o idioma inglês.

Por falar em conteúdo, incentivamos a contribuição de todos, com informações diversas produzidas para o bioma Cerrado.

Para tanto, disponibilizamos uma ferramenta provisória para a transferência de suas bases de dados (ver chamada/atalho no menu superior, ou no final da página principal).

Esperamos que a Plataforma de Conhecimento do Cerrado seja bem aproveitada por nossa sociedade, em especial pelas organizações envolvidas com a conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico deste rico e ameaçado ecossistema.

Dúvidas ou sugestões, nos envie um email para lapig.cepf@gmail.com

Obrigado pela divulgação e colaboração!

Prof. Manuel Ferreira
UFG/ LAPIG


LAPIG e CEPF Cerrado

Dr. Manuel Ferreira vem trabalhando com uma equipe de pesquisadores e instituições da sociedade civil no projeto “Plataforma de Conhecimento do Cerrado”. O projeto é executado pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) e conta com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e visa compartilhar dados, informações e conhecimento entre as várias partes interessadas no Cerrado e empoderar a sociedade civil, por meio de informações confiáveis e ferramentas de monitoramento dos ecossistemas do Cerrado.

Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) está vinculado ao Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás (UFG). As suas atividades foram iniciadas em 1994 e contribuíram desde então com a elaboração de diversas monografias, dissertações e teses, além da oferta de disciplinas de sensoriamento remoto, cartografia digital e sistemas de informações geográficas. Em 2010, deram início aos “Geocursos”, um projeto de extensão que oferta cursos de curta e média duração no âmbito das geotecnologias, oferecidos para a comunidade em geral. A pesquisa configura‐se como uma importante frente de atuação com vistas à produção e/ou organização de dados geográficos e documentais voltados ao monitoramento territorial e ambiental dos biomas brasileiros e respectivas paisagens naturais e antrópicas.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Cadeia produtiva do baru – boa, limpa e justa

por Luana Campos, via ECOA

Castanha típica do Cerrado, o baru (Dipteryx alata) vem conquistando cada vez mais espaço, dentro e fora do país, com alto valor agregado. Isso porque, além do ótimo sabor, e de seus comprovados benefícios à saúde, o fruto do baruzeiro possui um forte componente socioambiental.

1a Oficina sobre o Comércio Justo e Solidário do Baru no IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, Brasília, DF. Foto: © Acervo Cajuí Comunicação

O assunto foi abordado na “1ª Oficina para o Comércio Justo e Solidário da Cadeia do Baru”, durante o IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. Organizada pela Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária (Copabase), a oficina contou com financiamento do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) Cerrado e apoio da ECOA, Rede Cerrado, Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), entre outras instituições.

No Cerrado, o extrativismo do baru, tem promovido a geração de renda, autonomia e o resgate da autoestima dos agricultores familiares extrativistas. Um processo virtuoso que ajuda a fixar as famílias e os jovens no campo, contribuindo de maneira direta na conservação do bioma.

Para a extrativista e diretora do Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado (Ceppec), Rosana Sampaio, “as comunidades estão por dois motivos trabalhando com o baru: um é o principal deles, a conservação dessas espécies, desse modo de vida, a preservação do local em que nós vivemos. Porque nós queremos deixar pros nossos filhos, um ambiente equilibrado, e nós lutamos por isso. E a outra é que precisamos fomentar para permanecer existindo ali, precisamos da geração de renda”.

Leia a matéria completa no site da ECOA!

Projeto Corredor Miranda-Bodoquena

projeto Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais, que foi executado pela ECOA e contou com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), foi encerrado este ano e teve objetivo de auxiliar a revegetação e conservação do Cerrado, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro por comunidades e assentados do Mato Grosso do Sul.

Com a proposta de otimizar o processo de restauração florestal iniciado em 2016 em três assentamentos rurais; melhorar a gestão da coleta de frutos do Cerrado, como baru e bocaiúva e sensibilizar o mercado, promovendo a valorização dos subprodutos dos frutos nativos do Cerrado, o projeto alcançou impactos importantes para a região.

Ao final, o projeto ampliou 1 dos 22,95 hectares de áreas do Cerrado sul-mato-grossense que foram cercadas em 2016, com apoio de outro projeto. Essa área está em restauração, restabelecendo a vegetação nativa e a recuperação de 03 nascentes/córregos: Córrego Madalena e Córrego Lima, no Assentamento Andalucia, Nioaque; e Córrego Agachi, Assentamento Bandeirantes, Miranda. Na área também foram registradas o retorno da presença de fauna nativa, como guaxinim ou cachorro-do-mangue e o tuiuiú. Além deste processo de restauração, a equipe do projeto trabalhou o fomento à produção de mudas de espécies nativas do Cerrado, feitas por assentados, em seus próprios lotes, dando-lhes condições de acesso às mudas, que são dificilmente encontradas para venda em viveiros públicos ou privado no estado. Até o final do projeto foram produzidas 100 mudas de baru, que foram destinadas ao plantio nas áreas cercadas. Também foram produzidas 50 mudas de guavira, em estágio inicial, 50 mudas de jatobá, e o projeto finalizou com as sementes de murici, que serão semeadas ainda este ano.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Pesquisa de campo busca a valorização dos modos de vida de Povos e Comunidades Tradicionais do Cerrado

por Bruno Santiago, Assessor de Comunicação da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado

Entre os meses de setembro e outubro de 2019, a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado visita Comunidades e Povos Tradicionais da região do Corredor Mirador-Mesas, situado nos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins. O motivo da itinerância é a realização da pesquisa de campo do Projeto ‘’Articulação em rede e participação social para a conservação do Cerrado’’, que conta com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), com coordenação da ActionAid Brasil.

Jonathan e Jorge, crianças Gamella do Território Indígena Vão do Vico, Santa Filomena, Piauí. Na foto estão olhando um monóculo com fotos antigas de familiares. Foto: ©Andressa Zumpano/Acervo ActionAid

Com foco na valorização dos modos de vida dos Povos e Comunidades Tradicionais e no fortalecimento das ações de participação social e luta por direitos territoriais desses grupos, a pesquisa busca subsidiar a atuação da Campanha, de suas organizações integrantes e das populações que vivem na savana brasileira.

Diante da conjuntura socioambiental adversa experimentada pelos povos da terra, das florestas e das águas em qualquer bioma de nosso país, uma pesquisa como esta torna-se ainda mais relevante. É o que explica Gerardo Cerdas Vega, analista de Políticas e Programas da ActionAid Brasil. ‘’Vivemos um momento em que os Povos do Cerrado enfrentam uma violência generalizada contra seus direitos territoriais e seus modos de vida, o que coloca a sobrevivência dessas pessoas em risco’’, enfatiza.

Seu Didi, território Melancias. Comunidade Riacho dos Cavalos. Gilbués, Piauí. Esse local era a antiga casa dele, que hoje está cercada pela Fazenda Alvorada. Ele entrou lá pra nos mostrar como era a comunidade antes das casas serem destruídas. Foto: ©Andressa Zumpano/Acervo ActionAid

A partir da identificação de práticas, conhecimentos e tecnologias das comunidades visitadas, a pesquisa pretende mostrar a relação da ação dessas populações com a proteção da agrobiodiversidade dos territórios. ‘’Qualquer estratégia de defesa e conservação do bioma deve contemplar a permanência desses guardiões e guardiãs. É indiscutível que a contribuição dessas pessoas é significativa e a pesquisa pretende apresentar esses benefícios’’, afirma Gerardo.

Outro eixo temático da pesquisa é a garantia de direitos a partir dos espaços de participação social. O projeto objetiva detectar os espaços institucionais relevantes para ações de incidência das comunidades, abarcando temas como soberania alimentar e nutricional, educação rural e políticas de inclusão social.

Para além dos espaços de participação institucionais, a pesquisa também lançará um olhar para os espaços comunitários de organização. ‘’Observamos que no contexto nacional os espaços de participação social nem sempre são acessíveis ou democráticos, sobretudo para os povos e comunidades tradicionais. Dessa forma o projeto também visa garantir subsídios para que as comunidades e povos possam se organizar e lutar pelos seus direitos de participar’’, destaca Vega.

Riozinho, Comunidade Chupé. Santa Filomena, Piauí. Os moradores da Comunidade denunciam contaminação por agrotóxicos no Rio durante o inverno. Que é quando as fazendas jogam e com as chuvas, desce tudo para os rios das Comunidades. Foto: ©Andressa Zumpano/Acervo ActionAid

Conflitos no Cerrado

Uma das Comunidades que receberam a equipe da pesquisa de campo da Campanha foi Brejo do Miguel, no município de Gilbués, sul do estado do Piauí, território tradicional ribeirinho brejeiro. Na última semana a Comissão Pastoral da Terra (CPT) publicou nota pública denunciando a invasão de grileiros em uma área de roça no toco e solta de animais que é utilizada há cerca de três gerações pela comunidade. A cerca que havia sido construída pelas famílias da região foi destruída por sete jagunços com o uso de motosserras.

Infelizmente esse tipo de conflito não é novidade no Cerrado e no campo brasileiro. Segundo dados da CPT, 118.080 famílias estiveram envolvidas em conflitos por terra em 2018, período que também registra que esse tipo de ocorrência aumentou 3,9%, em relação a 2017, passando de 1.431 ocorrências para 1.489.

Neste contexto de conflitos, ameaças e desafios para as populações cerradeiras que resistem, a pesquisa de campo do projeto “Articulação em rede e participação social para a conservação do Cerrado’’ objetiva oferecer sua contribuição com a disponibilização de informações, relatório e cartilha com os frutos dessas vivências e aprendizados nos territórios.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Compostagem em comunidades tradicionais geraizeiras

por Mario Alberto Santos, via Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB)

Este folheto é um guia didático para auxiliar na instalação de um modelo de compostagem feito no âmbito da Oficina Pedagógica para tratamento de resíduos sólidos orgânicos e produção de insumos agrícolas. Esta oficina compõe as atividades do Projeto Quintais Produtivos, Agroecologia e Segurança Alimentar no vale do rio Guará, São Desidério-BA, que tem o objetivo de apresentar e divulgar tecnologias sociais e práticas sustentáveis para a produção agroecológica de alimentos, para a recuperação, conservação do solo e para o tratamento de resíduos sólidos orgânicos em comunidades tradicionais Geraizeiras no oeste da Bahia. O financiamento do projeto é do CEPF Cerrado (sigla em inglês para Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos), fundo internacional administrado no Brasil pelo IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil), localizado em Brasília-DF. A responsabilidade técnica é do Grupo de Pesquisa e Extensão: Educação Geográfica, Diálogo de Saberes e Cerrado, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), e tem parceria com a Fundação Escola Politécnica da Bahia (FEP-BA), responsável pela gestão financeira.

Acesse a versão disponível em pdf.

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projetos no Cerrado receberam a visita do CEPF neste mês de setembro

Equipe de pesquisadores do projeto “Evitando a extinção do pato-mergulhão” reunida com o time do CEPF na área de ocorrência da espécie, na região da Chapada dos Veadeiros, Goiás, Brasil.

Neste mês de Setembro, alguns projetos que contam com apoio do CEPF Cerrado e que estão em fase de conclusão, receberam a visita da diretora e da gerente de subvenções do CEPF, Peggy Poncelet e Deborah Miller e do Time de Implementação Regional.

Alguns projetos visitados foram “Evitando a extinção do pato-mergulhão” e “Salvando a rolinha-do-panalto”, executados respectivamente pelo Instituto Amada Terra e SAVE Brasil, que trabalham para proteger espécies de aves criticamente ameaçadas e que ocorrem em ecossistemas únicos e frágeis no Cerrado. As ações voltadas ao pato-mergulhão visam evitar sua extinção na região da Chapada dos Veadeiros (GO), no intuito de avaliar seu habitat e hábitos de dispersão. Em relação à espécie rolinha-do-planalto, o objetivo do projeto é promover a conservação a longo prazo do Cerrado na área onde a espécie foi redescoberta.

O registro de novos indivíduos da espécie, a produção de conhecimento sobre as áreas onde ocorrem e envolvimento da sociedade

Equipe da SAVE Brasil, CEPF e IEB em visita à área de ocorrência da rolinha-do-planalto, região de Botumirim, Minas Gerais, Brasil. Foto: Acervo CEPF

nas ações de conservação, são alguns dos resultados atingidos até então por estes projetos em suas respectivas áreas e regiões de atuação.

Outro projeto que recebeu a visita de nosso time foi “Uso do geoprocessamento no manejo do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga-SHPCK”, que é executado pela própria Associação Quilombo Kalunga (AQK) e visa implementar a melhoria e a consolidação da gestão ambiental do território, por meio de mapeamento e uso de tecnologia para garantir a melhoria na qualidade de vida de todos os moradores do território Kalunga e gerações futuras. *Localizado no norte/nordeste goiano, o Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (SHPCK) possui uma área de 262 mil hectares, e compreende os municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre onde residem mais de duas mil famílias, chegando a quase dez mil pessoas. O Kalunga é a maior comunidade remanescente de quilombo do Brasil, organizada em mais de 20 comunidades e 42 localidades. Até então, este projeto realizou capacitação de jovens Kalunga para o manuseio de tecnologias relacionados ao geoprocessamento, adquiriu equipamentos que ajudam na gestão de grande parte do território, proporcionou maior visibilidade ao trabalho desenvolvido pela AQK, fomentou novas parcerias e gerou dados inéditos sobre aspectos ambientais e sociais do território.

Mesa de abertura no IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. Foto: A. Amaral / Acervo IEB.

Durante a visita ocorreu também o IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, evento promovido pela Rede Cerrado, que conta com apoio do CEPF Cerrado para executar o projeto “Rede fortalecida, Cerrado conservado”. Na oportunidade, algumas instituições parceiras do CEPF Cerrado promoveram discussões importantes relacionadas à temas como gênero e território, comércio justo e solidário da cadeia do baru, gestão territorial e ambiental nas terras indígenas do Cerrado, conflitos socioambientais no MATOPIBA e a comercialização dos produtos agroextrativistas do Cerrado. Fique ligado, pois logo vamos publicar mais notícias sobre o desdobramento destas discussões durante o IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. Confira nossos canais de comunicação para mais informações sobre os parceiros e sobre os projetos executados com apoio do CEPF Cerrado!


*Texto retirado do site http://quilombokalunga.org.br/info-visitantes/

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Árvore criticamente ameaçada do Cerrado mineiro engaja pesquisadores e sociedade em prol da conservação

O faveiro-de wilson, cujo nome científico é Dimorphandra wilsonii Rizzini, da família das leguminosas (Fabaceae), é uma espécie ameaçada de extinção, categoria “Criticamente em Perigo de Extinção”. Ela é endêmica da região central de Minas Gerais, na transição do Cerrado para a Mata Atlântica, ou seja, não existe em nenhum outro lugar do mundo. Por ser tão raro, o faveiro-de-wilson é protegido pelo Decreto Lei no 43904/2004 de Minas Gerais. O faveiro-de-wilson chegou próximo da extinção devido à destruição das matas da região, principalmente nos últimos 60 anos. Até agora foram encontradas pouco mais de 300 árvores na natureza, e a maioria delas está isolada no meio de pastagens, onde tem grande dificuldade de se reproduzir. As árvores do faveiro-de-wilson podem ser encontradas também em capoeiras e matas, tanto nas baixadas quanto nas encostas e topos de morro*.

©Fernando Fernandes / Acervo SAFZB-BH

O projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-wilson” é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e recebe apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). O projeto teve início em novembro de 2017 e já conta com várias ações em andamento, dentre encontros, capacitações e visitas às áreas de ocorrência da espécie, atuando em uma extensão de 5.215 km², onde estão os 18 municípios de ocorrência do faveiro. “A execução do projeto na região tem propiciado, além do aumento de conhecimento, um aumento do grau de conscientização ambiental e maior engajamento na defesa do meio ambiente nas pessoas locais”, relata Fernando Fernandes, pesquisador e líder do projeto. Em dezembro de 2018, Fernando foi selecionado como finalista ao Prêmio Natureza Gerais, instituído pelo governo estadual por meio do pelo Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais (COPAM) e recebeu uma homenagem ao seu trabalho em prol da conservação do meio ambiente.

©Acervo SAFZB-BH

Em dezembro do último ano foram semeadas 3.000 sementes da espécie no Jardim Botânico de Belo Horizonte (MG) e no viveiro Árvores Gerais, no município de Florestal (MG), visando a produção de mudas para a reintrodução do faveiro em suas áreas de ocorrência.

Veja o vídeo abaixo para saber mais sobre o trabalho da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte com a espécie faveiro-de-wilson!


*Texto retirado do site da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte.

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Ecoturismo de base comunitária na comunidade quilombola Furnas da Boa Sorte, MS avança com capacitações e infraestrutura

por WWF-Brasil e Instituto Mamede

Ecoturismo de base comunitária na comunidade quilombola Furnas da Boa Sorte, Corguinho/MS, avança com curso em comunicação e marketing e a instalação de placas sinalizadoras ao turista


Mais um encontro marcou o processo de implantação do Ecoturismo de Base Comunitária na Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, em Corguinho/MS.

Rica em paisagens deslumbrantes e biodiversidade exuberante, o lugar de características prístinas, contagia e encanta o visitante, e não há falta de inspiração para o Ecoturismo. Tudo remete à natureza e interage com ela. A comunidade se localiza em área de transição entre Cerrado e Pantanal, cujo relevo singular, com morros e encostas providos pelo Planalto de Maracaju, ali se despede das altitudes mais elevadas e aos poucos vai se rendendo à planície de inundação pantaneira. Além da natureza, os visitantes têm a oportunidade de imersão na história e cultura da Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte.

©Acervo Instituto Mamede

Desta vez, o módulo do curso de Ecoturismo de Base Comunitária – EcoTBC, na Comunidade trouxe o tema Comunicação e Marketing no Ecoturismo de Base Comunitária. O módulo foi ministrado

pela equipe do Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo, WWF-Brasil e ainda contou com a participação especial da Fundação de Turismo do Mato Grosso do Sul- FUNDTUR. Simone Mamede, coordenadora do curso de formação em Ecoturismo de Base Comunitária no Projeto Municípios Sustentáveis, afirmou que “o trabalho de Ecoturismo de Base Comunitária da Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte vem sendo organizado a muitas mentes e mãos, envolvendo o protagonismo da comunidade, o apoio de profissionais da área do turismo, do meio ambiente e da sustentabilidade. A união de todos tem proporcionado os avanços na construção de um território mais sustentável para atuais e futuras gerações. Entre as ações norteadoras estão: o turismo responsável, o diálogo intergeracional, o respeito e a valorização da cultura quilombola, assim como o respeito pela natureza. Que continuemos semeando a sustentabilidade junto as atuais e futuras gerações”. Até o momento, foram realizados três módulos com os temas: EcoTBC: Planejamento e sustentabilidade; Produtos, serviços e roteiros em EcoTBC e o último realizado nos dias 12 a 14 de julho, sob o tema Comunicação e Marketing. Além do conteúdo relacionado à produção, estratégias de comunicação e divulgação, o curso abordou fotografia de natureza e sustentabilidade. Pelo relato de Maristela Benites, ministrante do curso de Ecoturismo de Base Comunitária – Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo, “a experiência da construção do EcoTBC na Comunidade Quilombola Furnas da Boa tem sido muito especial. Cada passo desse processo é uma conquista, cheia de desafios, especialmente por se tratar de algo novo, mas, ao mesmo tempo, com muitas vitórias e descobertas. O sucesso do último módulo se deu não somente pelo conteúdo necessário e de qualidade à implantação dessa modalidade turística, mas por inaugurar definitivamente um destino turístico diferencial, rico em cultura e biodiversidade. As placas instaladas tem vários significados dentro dessa perspectiva, mas a mensagem principal transmitida é: “Turista, pode chegar que estamos te esperando”! Assim vamos construindo em favor de territórios sustentáveis”.

©Acervo WWF-Brasil

Neste módulo com o financiamento da União Europeia (“European Union”), foram instaladas placas de sinalização em algumas residências anfitriãs do EcoTBC e em alguns pontos na estrada. Famílias que estão participando desde o início do projeto, receberam placas indicativas dos serviços que oferecem ao turista, como: camping, hospedagem domiciliar (cama e café) e refeição. O curso foi especial e simbólico, pois definitivamente marcou a materialização do EcoTBC na comunidade quilombola, através da instalação das placas, as quais foram gentilmente patrocinadas pela União Europeia com apoio do WWF-Brasil. Para o Sr. Deoclides, integrante da comunidade, “o curso de Ecoturismo e a instalação das placas do Ecoturismo de Base Comunitária é uma forma de divulgar a comunidade, é uma forma de dizer que a comunidade quilombo da Boa Sorte existe”. 

Participaram do curso moradores da comunidade quilombola, universitários, gestores públicos, turismólogos, publicitários e microempresárias do turismo. Elizandra Dutra, turismóloga e aluna do curso de formação em Ecoturismo de Base Comunitária na comunidade quilombola, nos contou que “a dinâmica e a metodologia utilizadas no curso de Ecoturismo de Base Comunitária realizado na comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte possibilitaram uma melhor compreensão dos conteúdos abordados, permitindo a todos vivenciar na prática junto à comunidade todo conhecimento teórico, fortalecendo ainda mais o aprendizado”.

Os professores, Rodrigo Motta falou sobre marketing em redes sociais, Don Eaton sobre municípios sustentáveis, Simone Mamede sobre ecoturismo de base comunitária, Geancarlo Merighi sobre Rota Turística Caminhos dos Ipês, Alexandre sobre produção audiovisual, Bolivar Porto sobre fotografia de natureza e Maristela Benites sobre sustentabilidade. Os conteúdos se integraram harmonicamente. Com tanta inspiração proporcionada pela sociobiodiversidade local, não faltou matéria-prima para cada palestrante.

©Acervo Instituto Mamede

Ao final do curso, a comunidade nos brindou com produtos da terra, como: banana, mamão e mandioca, e produtos culinários por eles confeccionados: garapa, rapadura, melado, bolos e doces. Os produtos podem ser adquiridos na comunidade.

A Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte é gestora do Ecoturismo de Base Comunitária e pode delinear seu próprio destino.

A iniciativa é apoiada pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), e executada por WWF-Brasil e Instituto Mamede, e integra o projeto “Municípios Sustentáveis, protegendo o berço das águas do Cerrado e as cabeceiras do Pantanal”. Além do turismo comunitário, o projeto abrange a coleta de sementes de espécies nativas do Cerrado para recuperação de áreas degradadas, o que permite constatar que as duas iniciativas integradas impactam positivamente e agregam valor às cadeias produtivas locais e regionais e mostram como é possível desenvolver sem destruir o Cerrado, mantendo estáveis os serviços ambientais providos pela natureza. Sustentabilidade assim se vislumbra quando comunidades são efetivamente envolvidas e beneficiadas, o ambiente é explorado de forma responsável e a economia prospera. De acordo com Don Eaton, coordenador do projeto, “além das maravilhas cênicas, os visitantes para Comunidade Quilombola Furnas de Boa Sorte podem relaxar e desfrutar da hospitalidade da comunidade e de suas comidas e artesanato tradicionais. As placas financiadas pela União Europeia e criadas pela comunidade ajudará a transformar o programa de turismo em uma fonte real de renda familiar enquanto preservar seu ambiente natural”.

©Acervo Instituto Mamede

Cada passo é uma conquista e mostra inegável avanço, fruto do empenho e união de todos. Aos poucos o sonho tem se tornado realidade e vamos avançando na construção de territórios sustentáveis!

Este módulo contou com a parceria da Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), em presença do diretor de desenvolvimento do turismo e de mercado – Geancarlo Merighi e do profissional Bolivar Porto. De acordo com Geancarlo, “os projetos de desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária são considerados uma importante ferramenta pra diversificação de renda nas pequenas propriedades. Quando envolve comunidades especificas, como indígenas e quilombolas, o Turismo de Base Comunitária além de diversificar a renda, tem a capacidade de divulgar, além das belezas naturais, a cultura e o modo de vida tradicional deles, ou seja faz a Promoção do Ser Humano”.

O Instituto Mamede e WWF Brasil, agradecem e parabenizam todos os esforços da comunidade e parceiros que tem se unido a luta para a construção de territórios mais sustentáveis e de convivência harmônica com a natureza.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projeto apoiado pelo IEB e pelo CEPF Cerrado participa do Fórum Brasil de Gestão Ambiental 2019

O coordenador do projeto Avaliação e Fortalecimento das Unidades de Conservação Municipais do Cerrado, Luiz Paulo Pinto, da equipe da Ambiental Ltda., participou do Fórum Brasil de Gestão Ambiental 2019 (FBGA 2019), realizado nos dias 26 a 28 de junho, em Campinas, SP. O FBGA foi idealizado pela Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente – ANAMMA, para o encontro de organizações públicas das várias esferas de governo, organizações não governamentais e empresas privadas. O objetivo do evento é a discussão, troca de informações e de experiências sobre diversos temas relacionados à gestão ambiental, especialmente na esfera municipal.

A programação da segunda edição do FBGA contabilizou mais de 6.000 inscritos e 30 eventos simultâneos em três dias de evento com palestras, seminários, workshops, debates, treinamentos, câmaras técnicas, rodadas de negócios, exposições tecnológicas e feira de negócios. Foram cerca de 500 representantes dos municípios entre prefeitos, secretários e técnicos municipais. O evento contou ainda com membros da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

Luiz Paulo Pinto participou de um dos painéis da sessão “Diálogos sobre Áreas Protegidas Locais – ofertas de informação e capacitação para municípios”, organizada pelo projeto “Áreas Protegidas Locais”, conhecido como APLocais. O propósito desse painel foi fazer uma reflexão sobre as necessidades de capacidades dos municípios para fortalecer a gestão de áreas protegidas locais e os possíveis apoios da cooperação técnica em nível local. Foram apresentados os resultados do projeto “Avaliação e Fortalecimento das Unidades de Conservação Municipais do Cerrado” apoiado pelo CEPF Cerrado, incluindo um relato sobre o curso de criação e implementação de unidades de conservação municipais do Cerrado, realizado em Goiânia, no início de abril desse ano.

Sessão do Projeto Áreas Protegidas Locais no Fórum Brasil de Gestão Ambiental 2019. Foto: ©Robson Khalaf / ICLEI América do Sul.

O APLocais é um projeto do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia, Ministério do Ambiente do Equador e Ministério do Ambiente do Peru. O Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU, sigla em alemão) apoia o projeto por meio da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI, sigla em alemão). A implementação nos quatro países é realizada pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, pelo ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). O projeto tem como objetivo contribuir para fortalecer a gestão ambiental e a governança dos governos locais para a conservação da biodiversidade em unidades de conservação municipais e outras medidas de conservação. A Ambiental Ltda. e o CEPF Cerrado fazem parte do Grupo de Acompanhamento do APLocais.

A sessão “Diálogos sobre Áreas Protegidas Locais” promoveu debates também sobre a adequação das unidades de conservação municipais, a lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o intercâmbio sobre casos exitosos de gestão e mecanismos de financiamento para unidades de conservação municipais e o lançamento da segunda edição da Publicação “Roteiro de Criação de Unidades de Conservação Municipais”.

O projeto Avaliação e Fortalecimento das Unidades de Conservação Municipais do Cerrado tem o objetivo de avaliar o cenário das unidades de conservação municipais do Cerrado para o fortalecimento das políticas de proteção local da biodiversidade, especialmente nos corredores prioritários desse hotspot. Este projeto conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Funde Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Parque Nacional Grande Sertão Veredas faz 30 anos

por Renata Andrade Peña via WWF-Brasil

A paisagem é espetacular: chega quando menos se espera. A água é em abundância: são veredas a perder de vista, rodeando cada canto que se olhe. Dela, sobrevivem centenas de espécies ameaçadas de extinção como a onça-pintada, o tamanduá-bandeira e o lobo-guará. Toda essa rica biodiversidade está protegida desde 12 de abril de 1989, quando 84 mil hectares formaram o Parque Nacional Grande Sertão Veredas, em Minas Gerais. Hoje, o Parque faz 30 anos e o Cerrado agradece.

“Foi muito importante essa Unidade de Conservação ter sido criada numa região de expansão da fronteira agrícola, com intensa ocupação do agronegócio. Essa área protegida é muito importante para a biodiversidade do Cerrado e também para os recursos hídricos. Ali nasce o rio Carinhanha. Quando ele desemboca no rio São Francisco, o velho Chico aumenta em 20% o seu volume”, explica Kolbe Soares, analista de Conservação do WWF-Brasil.

Elson Barbosa dos Santos, guia no Parque, destaca a importância dos recursos hídricos e espécies medicinais do Cerrado, que ficam protegidas. “Embaixo da região do parque está o aquífero Urucuia, muito importante para a manutenção dos rios da região como o Carinhana, Itaguari e tanto outros.  Graças ao Parque também estão protegidas diversas espécies medicinais do Sertão”.

Autor: Aryanne Amaral/Acervo IEB

Em 2004, o Parque Grande Sertão Veredas foi ampliado e passou a ter mais de 230 mil hectares, estendo-se por parte dos municípios de Chapada Gaúcha, Formoso e Arinos, em Minas Gerais e Côcos, na Bahia. Assim, é atualmente um dos maiores parques do Cerrado, garantindo, além da proteção de centenas de espécies da fauna e flora, o desenvolvimento de pesquisa científica, educação ambiental, o contato com a natureza, o desenvolvimento regional em bases sustentáveis e a preservação dos povos tradicionais, comunidades indígenas, seus saberes e cultura.

A existência dessa área protegida também é uma oportunidade de desenvolvimento sustentável.“Há um enorme potencial de aumento do ecoturismo na região pelas suas belezas, pela possibilidade de se ver o Cerrado preservado e também por conta da cultura dos povos da região e literatura”, diz Kolbe Soares. “Na região, é realizado anualmente, no mês de julho, o Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas. É muito importante conservar essa riqueza cultural e social”, completa Soares.

“É um grande prazer falar dessa UC porque é falar da riqueza da biodiversidade e também de história das comunidades que ainda guardam as tradições culturais do povo do Sertão”, diz César Víctor, da Fundação Pró-Natureza (Funatura).

O Parque recebeu esse nome em homenagem a uma das mais importantes obras literárias brasileiras, o romance “Grande Sertão: Veredas”, escrito em 1956 por João Guimarães Rosa. No livro, o escritor mineiro retrata com extrema sensibilidade a realidade regional. Guimarães Rosa tem mesmo razão: “Sertão é isto: o senhor empurra para trás, mas de repente ele volta a rodear o senhor dos lados. Sertão é quando menos se espera”.

WWF-Brasil e o Parque Nacional Grande Sertão Veredas

O Parque Nacional Grande Sertão Veredas está localizado no norte/noroeste de Minas Gerais e sudoeste Bahia, abrangendo uma área de 231.668 hectares. Desde 2010, o WWF-Brasil desenvolve na região o Projeto Sertões com foco na melhoria da gestão de áreas protegidas, valorização de cadeias produtivas agroextrativistas com boas práticas agrícolas. Mais recentemente apoiaram o Parque e o Mosaico em parceria com o Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF em inglês).

Os trabalhos são realizados em parcerias com as cooperativas agroextrativistas e associações comunitárias do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu, além de outras organizações não governamentais socioambientais e órgãos de governo, como as 12 prefeituras da região, além do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais.

No último ano, a construção de uma unidade de beneficiamento de frutos do cerrado e frutos de quintais no Núcleo Peruaçu e a criação da Cooperativa dos Agricultores Familiares e Agroextrativistas do Vale do Peruaçu foram umas das ações mais importantes. Além disso, foi dado apoio para implementação do Cadastro Ambiental Rural na região que resultou no cadastramento de aproximadamente 10 mil propriedades. Outro destaque foi a realização de um estudo de análise da efetividade de 69 Unidades de Conservação estaduais de Minas Gerais.

O WWF-Brasil executa o projeto Fortalecimento da Gestão Territorial Integral nas Áreas Especialmente Protegidas do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu, que tem o objetivo de atuar na integração e fortalecimento da gestão das áreas especialmente protegidas do Mosaico. Este projeto conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Funde Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Veja a matéria no site do WWF-Brasil!

Serviço
O município de Chapada Gaúcha, em Minas Gerais, o ICMBio, a Funatura, o Instituto Rosa e Sertão e parceiros organizam uma programação de três dias – de 11 a 13 de abril – para comemorar o aniversário. Haverá diversas atividades com a comunidade local e visitantes como plantio de mudas, trilhas, exibição de vídeos e debates.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Acontece em Brasília o 2o Workshop Nacional de Mosaicos de Áreas Protegidas

Começou hoje em Brasília o II Workshop Nacional de Mosaicos de Áreas Protegidas, que segue até o dia 13 de junho reunindo alguns representantes dos mosaicos reconhecidos no país. Atualmente existem 25 mosaicos reconhecidos no Brasil, sendo 16 em âmbito federal e 9 em âmbito estadual. O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado), com o apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil aporta recursos para projetos de conservação na região do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu, que está localizado na região norte de Minas Gerais.

O II Workshop Nacional de Mosaicos de Áreas Protegidas tem o objetivo de contribuir para o intercâmbio, discussões conceituais, embasamento legal e proposição de diretrizes que visam ampliar os avanços dos instrumentos de gestão territorial voltado às áreas protegidas, na conservação e na promoção do desenvolvimento sustentável, além de traçar estratégias para atuação conjunta do poder público, sociedade civil e terceiro setor. O evento é organizado pela Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas (REMAP), que visa unir esforços de indivíduos e organizações públicas, privadas e coletivas com fins de fortalecer as iniciativas de conservação da natureza e promoção de bem estar e qualidade de vida humana em territórios protegidos e seu entorno.  O encontro também conta com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (lEB)/CEPF Cerrado, WWF-Brasil, Fundação Vitória Amazônia (FVA), WCS-Brasil, Instituto, Sociedade, População e Sociedade (ISPN); Fundação Pró-Natura (FUNATURA), Instituto Biotrópicos, Conservação Internacional (CI), SOS Mata Atlântica, Imaflora, Projeto Terra-Mar e Rede Brasileira de Reservas da Biosfera, entre outros.

II Workshop Nacional de Mosaicos de Áreas Protegidas. Foto: Claudia Sachetto/Acervo IEB

A programação deste primeiro dia foi focada nos painéis, que envolveram temas como panorama geral sobre Mosaicos e reservas da Biosfera, uso dos recursos naturais, proteção integrada e oportunidades sociais. A partir de amanhã o encontro continua com alguns painéis de discussão,  trabalho em grupos temáticos por bioma e nas plenárias.

Mais informações nos sites do WWF-Brasil e Imaflora!

Anote aí:

II Workshop Nacional de Mosaicos de Áreas Protegidas

Quando: De 11 a 13 de junho, a partir das 8h

Onde: Edifício ParlaMundi da LBV, Brasília

Quanto: Acesso gratuito


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Nova população da rolinha-do-planalto foi descoberta no Cerrado

texto original por Margaret Sessa-Hawkins/BirdLife International

Em fevereiro de 2019, a equipe da SAVE Brasil (Representante da BirdLife no Brasil) começou a ouvir relatos emocionantes de membros das comunidades do entorno do Parque Estadual de Botumirim, no estado de Minas Gerais.

A comunidade relatou o avistamento de Columbina cyanopis (Criticamente em Perigo), espécie conhecida popularmente por rolinha-do-planalto, do lado de fora do local onde a ave costumava ser encontrada. A equipe da SAVE Brasil ficou tanto animada quanto cética. Uma das aves mais raras do mundo, a rolinha-do-planalto foi considerada extinta por 75 anos, antes que 14 indivíduos fossem vistos em estado selvagem em 2015. Uma nova população, mesmo pequena, significaria aumento da diversidade genética, e também apontaria para a possibilidade de haver mais indivíduos não descobertos na natureza.

Em 14 de março de 2019, uma equipe saiu em busca das aves. Os pássaros foram vistos dentro dos limites do Parque Estadual de Botumirim, a cerca de 5 quilômetros de onde a população conhecida vive atualmente. A equipe procurou os pássaros ao longo de cinco transectos independentes, tocando gravações de chamadas para atrair os pássaros.

Após 45 minutos, a busca da equipe foi recompensada. Eles avistaram um par da rolinha-do-planalto, enquanto um macho próximo cantava. Nas três horas seguintes, a equipe avistou uma quarta ave na área. O avistamento dos quatro novos indivíduos representou um aumento de 26% em relação à população anteriormente conhecida.

Rolinha-do-planalto. Foto: Ciro Albano/Acervo SAVE Brasil

“Aqueles que trabalham com a conservação da natureza são geralmente muito resistentes, mas é difícil procurar por espécies raras como a rolinha-do-planalto em um habitat que parece perfeito para ele e não encontrá-lo lá”, diz Marcelo Lisita, assistente de projeto Depois de um ano olhando em locais diferentes sem encontrar novos indivíduos, foi com muita emoção que vimos esses poucos em uma nova área.”

A descoberta da rolinha-do-planalto foi significativa além de sua importância para a população de aves. Desde a descoberta da população original em 2015, a SAVE Brasil tem trabalhado de perto com as comunidades vizinhas para aumentar a conscientização sobre a ave. No início de 2018, a SAVE abriu a reserva para os visitantes onde os as aves são encontradas. Desde então, eles vêm trabalhando para tentar garantir que as comunidades se beneficiem do ecoturismo. Ter um membro da comunidade relatando um avistamento, mostra que esses esforços de divulgação são bem-sucedidos.

Apesar da nova população, a perspectiva para a rolinha-do-planalto ainda não está clara, então a SAVE está fazendo todo o possível para aumentar a chance de sobrevivência das espécies. Em janeiro de 2018, com o apoio da Rainforest Trust, a organização conseguiu comprar um pequeno lote de terra onde a ave foi originalmente encontrada, formando a Reserva Natural da Rolinha-do-Planalto. As visitas à reserva são rigorosamente controladas e precisam ser agendadas com antecedência por meio da SAVE. Em 6 de julho do mesmo ano, o governo local estabeleceu, aproximadamente, outros 36 mil hectares de terras protegidas, criando o Parque Estadual de Botumirim, que se sobrepõe à reserva da SAVE e amplia a área total protegida.

Pesquisas recentes sobre a rolinha nos deram razões para sermos esperançosos. Até agora, oito ninhos foram encontrados, embora apenas um filhote tenha fugido. Com a descoberta da nova população, a equipe também renovou seus esforços para procurar outros locais onde a rolinha-do-planalto possa ser encontrada. Fora dos quatro indivíduos relatados pelos membros da comunidade, eles não tiveram sorte, mas não estão perdendo a esperança. Ainda há muitos lugares para serem visitados.

A SAVE Brasil executa o projeto Salvando a rolinha-do-planalto e seu habitat único no Cerrado com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Funde Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Ocorreu em Brasília o 1o encontro de parceiros e a reunião de especialistas do CEPF Cerrado

Entre os dias 8 e 10 de abril (2019), o Time de Implementação Regional do CEPF Cerrado promoveu em Brasília o 1o Encontro de Parceiros e a Reunião de Especialistas do CEPF Cerrado. Entre os convidados estiveram presentes 56 representantes das organizações que realizam projetos no âmbito do CEPF Cerrado, especialistas, membros do conselho consultivo e a diretora de subvenções do CEPF, Peggy Poncelet.

Nos dois primeiros dias o encontro teve o objetivo de apresentar resultados alcançados com o Fundo até o momento, dialogar sobre estratégias para conservação do Cerrado, celebrar resultados, apontar caminhos para uma possível próxima fase do CEPF no Cerrado, promover a integração entre os participantes e fortalecer a conexão entre os projetos. Para isso, toda a equipe do CEPF e seus parceiros estiveram imersos no compartilhamento de experiências, na socialização de temas, como restauração, pesquisa, gestão territorial, conservação, fortalecimento da sociedade civil, etc., no diálogo e reconhecimento sobre os diferentes territórios que o CEPF engloba e na reflexão da estrutura e operacionalização do Fundo no Cerrado. Ao final, os participantes tiveram a oportunidade de avaliar o CEPF e construir uma proposição conjunta do que poderia ser a segunda fase do fundo no Cerrado, caso ela ocorra. Para Vilmar Costa, presidente da Associação Quilombo Kalunga, “este encontro foi a oportunidade de levar conhecimento para o povo Kalunga, de assumir o compromisso de cada vez mais defender o Cerrado junto com os parceiros e fortalecer esta rede”.

No último dia ocorreu a reunião de especialistas, que contou com a presença de parte da equipe do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), as pesquisadoras Mercedes Bustamente e Mônica Nogueira, ambas da Universidade de Brasília e membros de organizações do terceiro setor com atuação no bioma, como Isabel Figueiredo (ISPN), Mario Barroso (TNC) e Marcos Tito (IUCN). Neste dia, o coordenador da estratégia de implementação do CEPF Cerrado, Michael Becker,  fez uma apresentação sobre o CEPF Cerrado e os resultados do encontro com os parceiros, e o grupo foi convidado à refletir sobre o estado atual e projetar uma visão de futuro para o Cerrado em temas como: prioridades de conservação globais e boas práticas, atuação das organizações da sociedade civil, prioridades globais de conservação, políticas públicas, e ameaças à conservação. Peggy Poncelet, diretora de subvenções do CEPF, afirmou que “ficou muito feliz em ter a oportunidade de ver a presença de tantas pessoas e acompanhar o engajamento e as contribuições que cada uma trouxe para as discussões ao longo destes dias, e que espera que este encontro entre pessoas e instituições, seja a oportunidade para que os projetos interajam, no sentido de que busquem novos parceiros e ideias, o que ajudará na implementação destes projetos”.

 

Primeiro encontro de parceiros e reunião de especialistas do CEPF Cerrado. Foto: Acervo IEB
Foto: Aryanne Amaral/Acervo IEB
Foto: Aryanne Amaral/Acervo IEB
Foto: Aryanne Amaral/Acervo IEB

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

CEPF Cerrado irá promover encontro com os parceiros e reunião de especialistas para discutir sobre o Fundo e o Cerrado

O Time de Implementação Regional do CEPF Cerrado (sigla em inglês para Crytical Ecosystem Partnership Fund) irá promover o encontro de parceiros e a reunião de especialistas, para discutir sobre o bioma, assim como as ações e impactos do Fundo no Cerrado. O evento acontecerá entre os dias 08 e 10 de abril, das 09h às 18h, na Fundação de Apoio para Pesquisa, Ensino, Extensão e Desenvolvimento Institucional (FINATEC), em Brasília (DF).

Este encontro tem o objetivo de apresentar resultados alcançados com o CEPF até o momento, dialogar sobre estratégias para conservação do Cerrado, celebrar resultados, promover a integração entre os participantes e fortalecer a conexão entre os projetos. Entre os convidados estarão os representantes das organizações que realizam projetos no âmbito do CEPF, especialistas de diversas áreas, membros do conselho consultivo e a diretora de subvenções do CEPF, Peggy Poncelet. Estima-se a participação de aproximadamente 70 pessoas ao longo destes 3 dias.

Para Michael Becker, coordenador da estratégia de implementação do CEPF Cerrado, “este será a oportunidade de pensarmos a na visão de futuro do CEPF no Cerrado, e ao mesmo tempo, uma grande oportunidade de interação entre os beneficiários dos projetos em andamento”.

Parceiros do CEPF Cerrado na capacitação oferecida em Brasília em novembro (2018). Foto Aryanne Amaral/Acervo IEB
Equipes do IEB, CEPF, CI, ECOA, Fundação Neotrópica do Brasil e WWF-Brasil.
Encontro com parceiros dos projetos que atuam na porção nordeste do Cerrado. Foto: Acervo IEB

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projeto em foco: Corredor Miranda-Bodoquena

projeto Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais, que foi executado pela ECOA e contou com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), foi encerrado no mês de janeiro (2019) e teve objetivo de auxiliar a revegetação e conservação do Cerrado, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro por comunidades e assentados do Mato Grosso do Sul.

Com a proposta de otimizar o processo de restauração florestal iniciado em 2016 em três assentamentos rurais; melhorar a gestão da coleta de frutos do Cerrado, como baru e bocaiúva e sensibilizar o mercado, promovendo a valorização dos subprodutos dos frutos nativos do Cerrado, o projeto alcançou impactos importantes para a região do corredor Miranda-Bodoquena.

Ao final, o projeto ampliou 1 dos 22,95 hectares de áreas do Cerrado sul-mato-grossense que foram cercadas em 2016, com apoio de outro projeto. Essa área está em restauração, restabelecendo a vegetação nativa e a recuperação de 03 nascentes/córregos: Córrego Madalena e Córrego Lima, no Assentamento Andalucia, Nioaque; e Córrego Agachi, Assentamento Bandeirantes, Miranda. Na área também foram registradas o retorno da presença de fauna nativa, como guaxinim ou cachorro-do-mangue e o tuiuiú. Além deste processo de restauração, a equipe do projeto trabalhou o fomento à produção de mudas de espécies nativas do Cerrado, feitas por assentados, em seus próprios lotes, dando-lhes condições de acesso às mudas, que são dificilmente encontradas para venda em viveiros públicos ou privado no estado. Até o final do projeto foram produzidas 100 mudas de baru, que foram destinadas ao plantio nas áreas cercadas. Também foram produzidas 50 mudas de guavira, em estágio inicial, 50 mudas de jatobá, e o projeto finalizou com as sementes de murici, que serão semeadas este ano.

A equipe da ECOA também implementou o monitoramento participativo no projeto, através da ferramenta ciência cidadã, onde os assentados indicaram o progresso quinzenal das áreas reflorestadas e ofereceu oficinas que trabalharam no aperfeiçoamento das técnicas de manejo e processamento de frutos nativos e no uso de Sistemas Agroflorestais em propriedades, como alternativa à conservação e geração de renda nos assentamentos. As oficinas contribuíram também para a rearticulação da cadeia do extrativismo local, sobretudo do baru, bem como o debate sobre preço justo. Esta foi uma oportunidade para trabalhar a divulgação do potencial dos frutos nativos do Cerrado, consolidando mercados de compra de produtos. Essa articulação possibilitou a geração de renda alternativa para famílias assentadas, bem como a articulação de famílias de vários assentamentos no corredor Miranda-Bodoquena, para a coleta e comercialização da castanha do próprio baru.

Quer conhecer mais sobre outros projetos que contam com apoio do CEPF Cerrado? Acesse o site e confira!

Conheça também as ações da ECOA no Cerrado do Mato Grosso do Sul!

 

Área de 22 ha que passou por um processo de reflorestamento e está sendo monitorada pelo projeto. Acervo ECOA
Áreas de Cerrado em restauração em Miranda, MS. Aryanne Amaral/Acervo IEB
Fauna nativa na área em restauração. Acervo ECOA
Acervo ECOA

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

CEPF Cerrado e IEB selecionam 5 projetos para Pequenos Apoios na 3a Chamada para Cartas de Intenção 2018

A Equipe de Implementação Regional (RIT) do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) torna oficial o resultado do processo seletivo das propostas para Pequenos Apoios/Small Grants da Terceira Chamada para Cartas de Intenção (CDI) 2018.

Em resposta ao edital, recebemos ao todo 76 projetos, dentre Pequenos e Grandes Apoios. As propostas passaram inicialmente por uma triagem onde foram revistos os critérios de elegibilidade estabelecidos no edital. Em seguida, cada projeto foi avaliado por dois especialistas externos que pontuaram as propostas segundo os critérios definidos pelo CEPF em conjunto com o IEB. Os projetos mais bem avaliados tecnicamente, foram encaminhados para análise e decisão final por parte de um comitê de seleção.

Os projetos foram avaliados considerando o recorte específico desse segundo edital que buscava apoiar ações voltadas às seguintes Prioridades de Investimento: 2.1 – Apoiar estudos e análises necessários para justificar a criação e expansão das áreas protegidas públicas, promovendo a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e a valorização da cultura local e tradicional2.2 – Promover a inclusão dos povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais existentes, respeitando e integrando os seus conhecimentos tradicionais, para o planejamento da conservação/restauração por parte do governo e da sociedade civil e 6.2 – Desenvolver e fortalecer as capacidades técnicas e de gestão de organizações da sociedade civil em matéria de meio ambiente, estratégia e planejamento de conservação, diálogo político, mobilização de recursos, em conformidade com os regulamentos e outros temas relevantes para as prioridades de investimento.

Ao final, foram aprovadas cinco propostas para Pequenos Apoios que melhor responderam ao recorte específico deste edital. Abaixo disponibilizamos, em ordem alfabética pelo nome da organização, a lista dos 05 (cinco) pequenos projetos selecionados nesta Terceira Chamada 2018:

Prioridade de Investimento Nome do Projeto Organização SIGLA
1 2.1

Proposta de criação de unidades de conservação no município de Uberaba (MG) Associação para a Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro ANGÁ
2 6.2 Ilha de Cerrado no Brasil Central: governança Xavante em prol da conservação Associação Xavante de Etenhiritipá AXE
3 2.2 Poke’exa uti: gestando e protegendo nosso território para autonomia do povo Terena Centro de Trabalho Indigenista CTI
4 2.2 Integrando a comunidade tradicional do Cajueiro na conservação de áreas protegidas em Januária, MG Instituto para o Desenvolvimento Social e Ecológico IDESE
5 6.2 Cuidando do Cerrado e promover a vida Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Riacho dos Machados STR

Os Pequenos Projetos que foram selecionados receberão comunicados individuais sobre as próximas etapas. As propostas que não foram selecionadas, já receberam comunicados individuais sobre o resultado do processo seletivo.

Informamos aos interessados, que os Grandes Projetos também passaram por estas etapas de avaliação no Brasil e foram encaminhados à equipe do CEPF em Washington, que consiste da etapa final do processo de seleção e decisão final. Em breve, os proponentes que submeteram seus projetos nesta categoria receberão um comunicado individual da equipe de Washington (EUA).

Congratulamos os pequenos projetos selecionados e desejamos a todos que essa parceria que ora se inicia, seja de grande crescimento para todos nós!

Agradecemos a todas as organizações que inscreveram seus projetos nesta Terceira Chamada, parabenizando-as pelo inestimável trabalho que desenvolvem na conservação do nosso querido bioma Cerrado!

 

Brasília, 14 de março de 2019

 

Atenciosamente,

Equipe de Implementação Regional (RIT) do CEPF Cerrado

Instituto Internacional de Educação do Brasil

SCLN 211 Bloco B Salas 101 e 102, Asa Norte, Brasília-DF

Tel. 55 (61) 3248-7449   CEP. 70863-532

www.cepfcerrado.iieb.org.br


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

IEB contrata profissional de moderação/facilitação de encontro do CEPF Cerrado

O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) contrata profissional para moderação/facilitação do encontro “Midterm Assessment/ Long-Term Vision” (Avaliação de Médio Prazo/ Visão de Longo Prazo) do Hotspot Cerrado do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado). Os interessados podem se candidatar à vaga até o dia 19 de março.

O CEPF é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF, sigla em inglês), Governo do Japão e Banco Mundial, com vistas a oferecer financiamento para proteção de ecossistemas únicos e ameaçados – conhecidos também como hotspots de biodiversidade.

No Brasil, o CEPF conta com o apoio do IEB, que realizará evento com todos os beneficiários dos projetos vigentes. O encontro está previsto para os dias 8 a 10 de abril. Consulte o termo de referência.

Via Instituto Internacional de Educação do Brasil

 

 

Instituto Jurumi abre oportunidade em projeto apoiado pelo IEB e CEPF Cerrado

O projeto ‘Ecologia e recuperação de Uebelmannia buiningii Donald (Cactaceae), que é executado pelo Instituto Jurumi e conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), visa propor um plano de recuperação para Uebelmannia buiningii, cacto endêmico da região de Serra Negra na Cadeia do Espinhaço (Minas Gerais). Este plano será baseado em estudos ecológicos robustos, que permitam o conhecimento do impacto do distúrbio antrópico e natural sobre a espécie e a identificação dos estágios da história de vida mais críticos, para se entender a viabilidade da população a longo prazo.

Através de Termo de Referência, o Instituto Jurumi abre oportunidade de contratação de prestação de serviço de profissional/empresa para gerar subsídios ecológicos para a recuperação das populações de Uebelmannia buiningii.

As atividades serão desenvolvidas de Março de 2019 a Outubro de 2020 e os interessados devem enviar currículo via e-mail para contato@institutojurumi.org.br até às 23 horas do dia 05/03/2019.

Para mais informações, entre em contato com o Instituto Jurumi.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projeto busca fortalecer a gestão ambiental e a governança dos governos locais para a conservação da biodiversidade

A Ambiental 44 Ltda., responsável pelo projeto “Avaliação e Fortalecimento das Unidades de Conservação Municipais do Cerrado” que conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), esteve representada na última reunião do ano do Grupo de Trabalho (GT Brasil) de coordenação do projeto “Áreas Protegidas e outras medidas de conservação baseadas em áreas no nível de governos locais”, também conhecido como “Áreas Protegidas Locais”.

“Áreas Protegidas Locais” é um projeto do Ministério do Meio Ambiente (MMA) do Brasil, Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (MADS) da Colômbia, Ministério do Ambiente (MAE) do Equador e Ministério do Ambiente (MINAM) do Peru. O Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU, sigla em alemão) apoia o projeto por meio da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI, sigla em alemão). A implementação nos quatro países é realizada pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, pelo ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). O projeto tem como objetivo contribuir para fortalecer a gestão ambiental e a governança dos governos locais para a conservação da biodiversidade em unidades de conservação municipais e outras medidas de conservação.

©Luiz Paulo Pinto

Desde o início do projeto “Unidades de Conservação Municipais do Cerrado”, a Ambiental e o CEPF Cerrado foram convidados a fazer parte do GT Brasil do “Áreas Protegidas Locais”. Dessa forma, as instituições de ambos projetos estão compartilhando informações, ações e buscando formas de colaboração para potencializar as iniciativas. A reunião do GT Brasil, do dia 04 de dezembro, em Brasília (DF), foi para discutir a parceria, visando a valorização do ICMS Ecológico no país. Estão previstas atividades, como a atualização do website www.icmsecologico.org,br e o apoio de discussões sobre o aperfeiçoamento desse importante tributo ligado à conservação da biodiversidade. A reunião foi importante também para atualizar das ações do “Áreas Protegidas Locais” no Brasil e a validação do POA (Plano Operativo Anual) do projeto.

*Texto fornecido pela Ambiental 44


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Capacitação em produção de mudas do Cerrado reúne povos e comunidades tradicionais no Mato Grosso do Sul

No mês de novembro, a comunidade da Aldeia Brejão promoveu uma prática em produção de mudas do Cerrado, através do projeto Viveiro de Mudas para Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão. Este projeto recebe apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

A oficina de capacitação envolveu representantes da Associação Hanaiti Yomo’omo (AHY), da ONG Ecologia e Ação (ECOA), comunidade quilombola São Miguel, Aldeia Água Branca, Aldeia Taboquinha, Agência de Extensão Rural, Escola Estadual indígena Angelina Vicente, Escola Municipal Eugênio de Souza e representantes do Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado (Ceppec), situado no assentamento de Andalucia, em Nioaque/MS.

O projeto Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, que é executado Associação Hanaiti Yomomo (AHY), visa a inclusão de indígenas no processo de desenvolvimento da comunidade, garantindo uma alternativa sustentável na segurança alimentar, o uso de novas tecnologias sociais, uso sustentável do solo e de espécies vegetais do Cerrado, assim como a agregação de valor e geração de renda por meios de produtos agrícolas e extrativistas. Um dos componentes principais deste projeto é capacitar membros da comunidade em transição agroecológica e sistemas agroflorestais, assim como na produção de frutos de espécies vegetais do Cerrado. A Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado ocorreu entre os dias 30 de novembro e 01 de dezembro de 2018 e foi ministrada pela Dra. Zefa Valdivina Pereira (UNICAMP). De acordo com Alexandro Souza, gestor do projeto, “os dois dias de oficina foram dias de trabalho extremamente gratificantes”.

Quer conhecer os outros projetos apoiados pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)? Acesse o nosso site ou inscreva-se no nosso boletim eletrônico.

Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado, Novembro 2018.
Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado, Novembro 2018.
Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado, Novembro 2018.

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

IEB contrata Gerente de Subvenções para o CEPF Cerrado

 

Brasília, 29 de Novembro de 2018

O IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil) é uma associação civil brasileira sem fins econômicos criada em 1998, cuja missão é “fortalecer os atores sociais e o seu protagonismo na construção de uma sociedade justa e sustentável”. Os objetivos institucionais do IEB são: promover a efetividade dos direitos socioambientais de povos e comunidades no campo e nas cidades; apoiar ações visando o ordenamento territorial; ampliar a incidência das políticas públicas nos territórios em que atuamos; e apoiar e implementar ações voltadas para a melhoria da gestão territorial e ambiental.

Ref.: Contratação de um profissional multilíngue qualificado para o cargo de Gerente de Subsídios do Time de Implementação Regional (RIT) do Hotspot Cerrado do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado), para início imediato.

 

Data de abertura: 29 de Novembro 2018                                                         

Data de encerramento: 20 de Dezembro 2018

 

Apresentação

O Instituto Internacional de Educação do Brasil deseja contratar um profissional multilíngue qualificado para o cargo de Gerente de Subsídios da Equipe de Implementação Regional (RIT) do Hotspot Cerrado do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado), para início imediato.

O Gerente de Subsídios é uma posição do Time de Implementação Regional (RIT, sigla em inglês) de tempo integral, em Brasília, a ser ocupada por um profissional fluente em inglês e português com as habilidades / experiência técnica e gerencial apropriadas e um forte histórico de gerenciamento de programas complexos e de longo prazo.

Principais atribuições

O Gerente de Subsídios é um cargo de dois anos e meio, em tempo integral, a ser exercido na sede do escritório do IEB, em Brasília, que terá as seguintes responsabilidades:

  • Trabalhar em estreita colaboração com o Líder da Equipe RIT no cumprimento de todas as funções dos nove componentes dos TdR RIT (consulte o Anexo 1, em inglês)
  • Ajudar o Líder da Equipe do RIT no papel de ligação entre o Secretariado do CEPF, o restante da equipe e potenciais candidatos, beneficiários e outras partes interessadas relevantes na realização do trabalho do RIT;
  • Conhecer e comprometer-se a seguir as orientações estratégicas do Perfil do Ecossistema, as prioridades de investimento e as metas do marco lógico, bem como os procedimentos exigidos no Manual Operacional do CEPF;
  • Trabalhar em estreita colaboração e interação direta com o Líder da Equipe do RIT e o Assistente do Programa na condução, apoio e coordenação do trabalho do Conselho Consultivo do CEPF Cerrado, comitês de avaliação técnica e de seleção;
  • Auxiliar o Líder da Equipe RIT na preparação e lançamento de chamadas para propostas para o Hotspot Cerrado, que inclui a produção e edição de documentos em inglês e português, gerenciamento do sistema online e coordenação das diversas etapas do processo de seleção e grandes subsídios;
  • Liderar o processo de contratação de Subsídios Pequenos no Hotspot Cerrado, que inclui o fluxo de documentos e requisitos do IEB / CEPF antes da assinatura do contrato;
  • Liderar a gestão de contratos de Pequenas Subvenções com os beneficiários, sendo assim responsável por todas as questões de gestão de contratos, pagamentos de subvenções, revisão e aprovação de relatórios financeiros e técnicos;
  • Fornecer orientações e formações diretas e constantes aos beneficiários das Pequenas Subvenções sobre as disposições do CEPF, requisitos do acordo de subvenção, instruções administrativas e financeiras durante a implementação da subvenção;
  • Ajudar o Líder da Equipe do RIT a implementar a estratégia de monitoramento e avaliação, ferramentas e relatórios (em inglês) do progresso do programa, de acordo com o Portfólio do CEPF e os Indicadores Globais, juntando-se ao Líder da Equipe do RIT e Assistente do Programa em visitas de supervisão de campo;
  • Enviar e fazer o upload de todos os documentos solicitados para Pequenas Subvenções no banco de dados online do CEPF, de acordo com os procedimentos a serem explicados durante o treinamento;
  • Ajudar o Líder da Equipe do RIT a explicar as disposições do acordo de Grandes Concessões e as instruções administrativas em português ou inglês aos beneficiários, durante a implementação da subvenção;
  • Preparar e realizar sessões de treinamento direcionadas a pequenos e grandes beneficiários, em parceria com o Líder de Equipe do RIT e o Assistente de Programa em todas as tarefas de treinamento;
  • Auxiliar o líder da equipe do RIT no papel de trabalho em rede entre os beneficiários e outras partes interessadas relevantes no Hotspot Cerrado.

Para se candidatar, os interessados deverão estudar previamente o Perfil do Ecossistema do Hotspot de Biodiversidade Cerrado do CEPF (http://cepfcerrado.iieb.org.br/cerrado/hotspot-do-cerrado/); ler com atenção a descrição da vaga em inglês e enviar a seguinte documentação para Michael Becker, Líder da Equipe do RIT (michael.becker@iieb.org.br) com cópia para o e-mail CEPF Cerrado (cepfcerrado@iieb.org.br):

  • Um CV completo e com referências pessoais e profissionais;
  • Uma carta de apresentação máximo 2 páginas, descrevendo motivações, disponibilidade, por que se qualifica para a vaga e outras informações relevantes.

Deve constar no assunto do e-mail: “vaga Gerente de Subsídios”

Em algum momento do processo de revisão, os candidatos selecionados serão entrevistados – direta ou remotamente – para uma avaliação mais aprofundada das qualificações e habilidades para o trabalho e compreensão do Perfil do Ecossistema do Hotspot Cerrado.

O nome e os currículos dos candidatos ao cargo de Gerente de Subsídios para o Hotspot Cerrado do CEPF serão submetidos ao CEPF para aprovação final, antes de sua efetiva contratação.

 

Consulte os Termos de Referência nas versões em português e inglês.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projeto promove capacitação em produção de mudas de espécies nativas do Cerrado na Aldeia Brejão, Mato Grosso do Sul

O projeto Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, que é executado Associação Hanaiti Yomomo (AHY), visa a inclusão de indígenas no processo de desenvolvimento da comunidade, garantindo uma alternativa sustentável na segurança alimentar, o uso de novas tecnologias sociais, uso sustentável do solo e de espécies vegetais do Cerrado, assim como a agregação de valor e geração de renda por meios de produtos agrícolas e extrativistas.

Um dos componentes principais deste projeto é capacitar membros da comunidade em transição agroecológica e sistemas agroflorestais, assim como na produção de frutos de espécies vegetais do Cerrado. Sendo assim, nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro de 2018 a AHY convida interessados a participarem da Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado, que será ministrado pela Dra. Zefa Valdivina Pereira (UNICAMP).

 

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O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

CEPF e IEB lançam novo edital para projetos no Cerrado

 

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) para o hotspot Cerrado e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) lançam a Terceira Chamada para Cartas de Intenção (CDI) direcionada a inovadores e relevantes projetos de conservação. Os interessados podem se inscrever até 12 de dezembro de 2018.

Esta chamada está aberta aos grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades (fundações), institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil.

As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000).

As propostas ao edital devem contemplar somente as seguintes Prioridades de Investimento:

● Prioridade de Investimento 2.1 – Apoiar estudos e análises necessários para justificar a criação e expansão das áreas protegidas públicas, promovendo a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e a valorização da cultura local e tradicional.

●Prioridade de Investimento 2.2 – Promover a inclusão dos povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais existentes, respeitando e integrando os seus conhecimentos tradicionais, para o planejamento da conservação/restauração por parte do governo e da sociedade civil.

● Prioridade de Investimento 6.2 – Desenvolver e fortalecer as capacidades técnicas e de gestão de organizações da sociedade civil em matéria de meio ambiente, estratégia e planejamento de conservação, diálogo político, mobilização de recursos, em conformidade com os regulamentos e outros temas relevantes para as prioridades de investimento.

Acesse o edital completo da Terceira Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email (cepfcerrado@iieb.org.br) ou acesse a página de Dúvidas Frequentes.

Cadastre-se para receber o boletim eletrônico do CEPF Cerrado.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

IEB e CEPF promovem em novembro Terceira Chamada de Projetos para o Cerrado

O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) convida organizações da sociedade civil, grupos comunitários, empresas e outros interessados para apresentações sobre o 3º Edital do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) do Hotspot Cerrado. Além da apresentação do edital, serão realizadas capacitações, voltadas aos projetos já contratados pelo CEPF.

A apresentação do edital e as capacitações já foram realizadas em Arinos (MG), Campo Grande (MS) e Campinas (SP). As próximas apresentações ocorrerão nas cidades de Teresina (PI), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF):

Teresina: 19/11 de 14h00 – 17h00. Local: Comissão Pastoral da Terra – Rua Desembargador Pires de Castro, 631 – Centro/Norte.

Belo Horizonte: 23/11 de 13h30 – 17h00. Local: Auditório do Conselho Regional de Biologia (CRBio) – Av. Amazonas, 298 – 15º andar.

Brasília: 27/11 de 9h00 – 12h00. Local: Casa de Retiros Assunção – SGAN 611, L2 Norte, módulo E, Brasília-DF.  

Os temas principais neste terceiro edital serão a gestão de áreas protegidas, mosaicos e reservas da biosfera; o envolvimento de populações tradicionais e indígenas na gestão de territórios e capacitações para as organizações da sociedade civil.

O CEPF deseja aprimorar as condições técnicas e de gestão das organizações da sociedade civil no Cerrado, fortalecendo-as para a proposição, execução e gerenciamento de projetos com foco na conservação e uso sustentável da biodiversidade no hotspot. Este aperfeiçoamento se dará via capacitações inclusive na questão de gênero ligada a conservação de recurso naturais.

O Fundo busca proteger as regiões biologicamente mais ricas e ameaçadas do planeta, conhecidas como hotspots de biodiversidade. Um objetivo fundamental é garantir o engajamento da sociedade civil na conservação da biodiversidade. O CEPF é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo Global para o Meio Ambiente, Governo do Japão, Fundação John D. e Banco Mundial.

Faça seu cadastro no site para mais informações.

Notícia publicada no site do Instituto Internacional de Educação do Brasil.

 

Teresina (PI) – 19 de novembro
Belo Horizonte (MG) – 23 de novembro
Brasília (DF) – 27 de novembro

Projetos em foco: Buriti – geração de renda para jovens e mulheres, conservação das Veredas e Chapadas

Foto: ©Acervo Grande Sertão
Foto: ©Acervo Grande Sertão

 

No mês de agosto a Cooperativa Grande Sertão, que executa o projeto Buriti – geração de renda para jovens e mulheres, conservação das Veredas e Chapadas com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), realizou uma visita a Belém (PA) no intuito de consolidar e construir novos canais de comercialização para os produtos da sociobiodiversidade do Cerrado mineiro. O produto em destaque é o óleo de buriti, que é elaborado na planta industrial da Cooperativa Grande Sertão, em Montes Claros (MG). Para isso, a Cooperativa conta com mais de 400 famílias de agricultores(as) familiares e extrativistas cadastradas, que fornecem a polpa do buriti “raspa”, que é utilizada para produzir o famoso óleo, rico em nutrientes. O foco dessa atividade foi visitar empresas do ramo cosmético e alimentício, como a NATURA e BERACA.

Neste mês de setembro, a Grande Sertão recebeu a  visita de um grupo de técnicos do Rio Grande Sul, representado o CETAP – Centro de Tecnologias Alternativas Populares. O foco do intercâmbio foi conhecer a experiências desenvolvidas com a utilização dos produtos da sociobiodiversidade. O trabalho desenvolvido com as comunidades, agricultoras,  agricultores familiares e extrativistas no arranjo produtivo do buriti foi apresentado como uma experiência inovadora na região, o que possibilitou a construção de um diálogo para o futuro estabelecimento de uma parceria entre as instituições. Ainda neste mês, a Cooperativa Grande Sertão estará em campo com as comunidades do Peruaçu e na Terra Indígena Xacriabá, para avaliar a safra de buriti.

 

*Texto fornecido pela Cooperativa Grande Sertão


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

Rede Cerrado lança novo site em evento que reuniu entidades associadas e parceiras

Composta por 54 entidades associadas e cerca de 300 organizações de base, a Rede Cerrado, que retomou as atividades da secretaria executiva no início deste ano, reuniu instituições filiadas e parceiras para uma confraternização para celebrar o Dia Nacional do Cerrado. Na oportunidade, houve o lançamento do novo site da Rede Cerrado que já está disponível para acesso em diferentes telas, computador, celular ou tablete, pelo endereço www.redecerrado.org.br.

A Rede Cerrado executa o projeto “Rede fortalecida, Cerrado conservado”, que tem o objetivo de ampliar a incidência política da Rede na elaboração, implementação e monitoramento de políticas públicas relacionadas à promoção do desenvolvimento sustentável com respeito aos direitos de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais no bioma Cerrado. O projeto conta com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil e do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado)

Veja a matéria completa no site da Rede Cerrado.

Coordenação da Rede Cerrado. Acervo IEB/Aryanne Amaral

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

Cerrado mineiro conta com mais uma ação de proteção ao faveiro-de-wilson

© F. Fernandes/ Acervo SAFZBH

 

O fogo é um agente indispensável para a manutenção da biodiversidade nas diferentes savanas do mundo. Como o Cerrado é classificado como a savana brasileira, o fogo executa um papel importantíssimo na manutenção de determinados ecossistemas e espécies de sua flora. Porém, é preciso ressaltar, que o fogo que ocorre naturalmente, ou seja, provocado por raios ou por combustão espontânea é diferente da queimada indiscriminada, que quando provocada, é extremamente danosa à biodiversidade do Cerrado.

Para executar um trabalho de conservação da árvore conhecida como faveiro-de-wilson no município de Pequi, Minas Gerais, no mês de julho foi criada a brigada de combate a incêndios florestais. Pequi está localizada no centro-oeste de Minas Gerais, distante 182 km de Belo Horizonte e concentra o maior número de árvores desta espécie. A brigada é constituída de 16 brigadistas voluntários residentes em Pequi, que receberam em junho um treinamento completo, teórico e prático, oferecido pela ONG Brigada 1 e pelo Programa de Conservação do faveiro-de-wilson. A criação desta brigada era uma das ações previstas no Plano de Ação Nacional para Conservação desta espécie.

Esta ação faz parte do projeto “Manejo e proteção do faveiro-de-wilson”, que tem o objetivo de aumentar a proteção ao faveiro e ao seu habitat por meio da implementação de ações do seu Plano de Ação Nacional. O projeto é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). Leia a matéria completa no site da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

FENABARU 2018: Segunda Festa Nacional do Baru | Programação Completa|

Vêm aí a Segunda Festa Nacional do Baru (FENABARU 2018) que ocorrerá no município de Arinos, Minas Gerais de 16 a 19 de agosto de 2018. Nosso parceiro, a Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária – COPABASE, é um dos parceiros desta iniciativa, que conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), através do projeto Práticas Sustentáveis de Produção como Promotoras de Conservação da Biodiversidade no Sertão Urucuiano, que visa diversificar a produção agroextrativista sustentável nos municípios de Arinos, Riachinho, Bonfinópolis de Minas, Urucuia, Chapada Gaúcha, Uruana de Minas, Natalândia e Pintópolis.

 

Confira a PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

 

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Instituto Mamede e WWF-Brasil promovem formação em ecoturismo com comunidades do MS

 

Foto: Aryanne Amaral / IEB

 

*O Ecoturismo de Base Comunitária é uma ação que contribui para a elevação da renda familiar e a conservação dos recursos naturais

Pode ser mais uma fonte de renda familiar, conservar os recursos naturais e, ainda, encantar as pessoas sobre os cuidados com a terra e com a natureza são os objetivos de um projeto que o Instituto Mamede e o WWF-Brasil desenvolvem hoje junto ao Assentamento Canaã, em Rochedo que fica a 80 km distante da capital sul-mato-grossense. Os assentados estão aprendendo que a vida simples e o cuidado com a natureza geram interesse de turistas que buscam por experiências e vivências no meio rural. No assentamento há vários atrativos tanto naturais como culturais, com a possibilidade de o turista visitar os roçados; acompanhar a produção de pecuária de leite; visitar o Morro de Santo Antônio – onde fiéis fazem peregrinações e devoções; várias nascentes hídricas; ambientes naturais com vegetação do Cerrado, matas de galeria e florestas estacionais, além de vida selvagem abundante. Também são oferecidas comidas típicas, produtos da horta e da agricultura familiar, além de pães, leite e queijo.

Para que tudo isso funcione, no entanto, é preciso que a comunidade esteja bem preparada e organizada, por isso a importância dos cursos de formação e engajamento dos moradores.

E é este tipo de iniciativa – organizar a comunidade para oferecer serviços de ecoturismo comunitário – que o Instituto Mamede está fazendo em parceria com o WWF-Brasil, por meio do projeto “Municípios Sustentáveis protegendo o berço das águas do Cerrado e as cabeceiras do Pantanal” apoiado pelo Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Don Eaton do WWF-Brasil explicou que “o projeto, Municípios Sustentáveis, busca promover alternativas econômicas que são ambientalmente sustentáveis para as comunidades rurais, contribuindo para a geração de renda, o fortalecimento da economia local e a manutenção dos serviços ambientais essenciais para áreas de produção, comunidades rurais e biodiversidade regional. ”

Trabalho contínuo

O trabalho com Ecoturismo de Base Comunitária no Assentamento Canaã que contou com a participação de 23 membros de comunidade vem sendo construído através de um processo de diálogo desde o ano de 2017 e que culminou no primeiro módulo de formação em julho deste ano, tendo como base a experiência na Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, localizada no município de Corguinho (130 km de Campo Grande), Mato Grosso do Sul. Lá, a formação vem sendo desenvolvida desde 2015 e, neste ano, o segundo módulo aconteceu em fevereiro com a participação de 43 pessoas.

Simone Mamede e Maristela Benites do Instituto Mamede, contam com a parceria de várias instituições como a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), o Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da UNIDERP e Fundação de Turismo do Mato Grosso do Sul – FUNDTUR-MS. Assim, a experiência e as responsabilidades são compartilhadas, a fim de inspirar e assegurar a construção de territórios mais sustentáveis que percebam no turismo de base local uma alternativa para melhor uso da terra e conservação da biodiversidade. Além de fomentar à pesquisa e extensão neste tema e o investimento em formação e estruturação do turismo no estado, afirmaram.

Para a realização das formações tem sido utilizadas metodologias participativa como “open space”, mapa falado, diagnóstico participativo, aula expositiva e práticas de campo. Os cursos são divididos em três módulos: I) Planejamento e Sustentabilidade; II) Educação Ambiental e Formatação de Roteiros e; III) Empreendedorismo e Marketing.

Segundo Simone Mamede, do Instituto Mamede, “a atividade tem sido conduzida com muito cuidado e dedicação. Todos monitores passaram por capacitações e a aplicação dos módulos vem sendo avaliada e monitorada. O diálogo, a percepção e o acompanhamento tanto dos integrantes da comunidade como de outros atores são ações frequentes e enriquecedoras, que têm somado muito no processo de formação. Protagonismo, empoderamento, pertencimento, participação e identidade social são os temas estruturantes e que fundamentam as ações e cada módulo de formação”.

Como resultado a Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte já recebeu alguns grupos de turistas e percebeu a importância de ampliar o leque de atividades com o potencial turístico. Nesse sentido, as mulheres, que representaram mais de 50% das pessoas que participaram da última capacitação, tem se mobilizado para criar uma organização não governamental que represente o núcleo de mulheres da comunidade.

Para este segundo semestre estão previstas as instalações de placas de interpretação e sinalização do Ecoturismo de Base Comunitária e para 2019 estão programadas também novas oficinas sobre temas específicos.

“O Ecoturismo de Base Comunitária tem se revelado não só uma alternativa de renda para essas comunidades, mas uma forma de transformação das pessoas e de reconhecimento da beleza e simplicidade do cotidiano. Um aprendizado sobre a cultura da paz, do viver e conviver, uma construção contínua e coletiva para a sustentabilidade”, concluiu Mamede.

*Texto fornecido pelo WWF-Brasil e Instituto Mamede

Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

FENABARU 2018: Segunda Festa Nacional do Baru

 

Vêm aí a Segunda Festa Nacional do Baru (FENABARU 2018) que ocorrerá no município de Arinos, Minas Gerais de 16 a 19 de agosto de 2018. Nosso parceiro, a Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária – COPABASE, é um dos parceiros desta iniciativa, que conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), através do projeto Práticas Sustentáveis de Produção como Promotoras de Conservação da Biodiversidade no Sertão Urucuiano, que visa diversificar a produção agroextrativista sustentável nos municípios de Arinos, Riachinho, Bonfinópolis de Minas, Urucuia, Chapada Gaúcha, Uruana de Minas, Natalândia e Pintópolis.

Confira parte da programação:


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu é ampliado e passa a ser um dos maiores do Cerrado

 

 

Rio Peruaçu, Januária, MG. Foto: ©André Dib

 

 

O Mosaico Sertão Veredas–Peruaçu (MSVP) é um conjunto de áreas protegidas localizadas na margem esquerda do Rio São Francisco, entre as regiões norte e noroeste de Minas Gerais e parte do sudoeste da Bahia. Com uma área aproximada de 1.8 milhões de hectares e perímetro de 1.210 km, o Mosaico envolve unidades de conservação ambiental, comunidades tradicionais e a Terra Indígena Xakriabá. Em Minas Gerais, o Mosaico engloba áreas dos municípios de Formoso, Arinos, Chapada Gaúcha, Urucuia, Cônego Marinho, Januária, Itacarambi, Bonito de Minas, São João das Missões, Miravânia e Manga. Atravessado pelo Rio Carinhanha, o território se estende até parte do município de Cocos, na Bahia. O território faz parte da região dos Gerais, imortalizada por João Guimarães Rosa em obras como “Grande Sertão: Veredas”, “Sagarana” e “Manuelzão e Miguilim”. A diversidade ambiental da região, que abriga espécies endêmicas da fauna e flora do Cerrado, convive com a riqueza cultural dos povos tradicionais sertanejos, ribeirinhos, geraizeiros e vazanteiros*.

O Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu foi ampliado de 1.8 milhões de hectares para mais de 3 milhões de hectares. A inclusão de dez unidades de conservação no Mosaico, que agora passam a integrar às 15 UCs já existentes, somando um total de 25 áreas protegidas, ocorreu na última quinta-feira (05), três meses após a proposta ser apresentada para a Câmara Técnica de Gestão Integrada das unidades do MSVP, em que o WWF-Brasil faz parte da coordenação. O conselho consultivo do MSVP aprovou, por unanimidade, o pedido de ampliação do mosaico. Esse é um grande passo para o planejamento e execução de ações conjuntas na prevenção ao desmatamento e maior desempenho das ações de conservação de um dos maiores remanescentes de Cerrado. Veja a matéria completa no site do WWF-Brasil!

No intuito de atuar na integração e fortalecimento da gestão das áreas especialmente protegidas do MSVP, o WWF-Brasil e parceiros executam o projeto “Fortalecimento da gestão territorial integral nas áreas especialmente protegidas do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu” com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

*Texto retirado do site Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Organizações socioambientais querem pautar conservação do Cerrado nos programas dos candidatos à presidência

 

Proposta de estratégia nacional para o bioma inclui ainda a defesa dos direitos territoriais dos povos e comunidades tradicionais da região. Diretrizes serão entregues aos candidatos a Presidente da República

Brasília, 04 de junho de 2018 – O Cerrado é mais do que o celeiro do mundo para a produção agrícola brasileira, é também a caixa d’água do Brasil. A afirmação do ex-secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, André Lima, mostra a necessidade de o próximo presidente da República rever a forma de ocupação do bioma, que tem sofrido crescente devastação nos últimos anos. “Até hoje nenhum presidente considerou o Cerrado como bioma que ele é”, enfatizou Lima.

Com o objetivo de conciliar as ações necessárias para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país, seis organizações socioambientais se reuniram para promover o seminário “Estratégia Nacional Para o Cerrado”, a ser entregue a todos os candidatos a presidente da República até agosto deste ano. O seminário ocorrerá no dia 5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente – e será realizado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS), no plenário 2, do Anexo II, da Câmara dos Deputados em Brasília.

A proposta a ser apresentada aos candidatos a presidente possui três eixos. O primeiro é a conservação e recuperação do Cerrado. Esta diretriz inclui a implementação da legislação ambiental, o fortalecimento das áreas protegidas e a meta de desmatamento líquido zero no Cerrado, resguardadas as particularidades dos agricultores/as familiares, dos povos e comunidades tradicionais. O segundo é a garantia dos direitos territoriais e de acesso aos recursos naturais pelas populações tradicionais e comunidades extrativistas. O terceiro eixo é o mais desafiador: integrar o desenvolvimento agropecuário com a conservação e integridade do bioma, de modo a assegurar o desenvolvimento sustentável para o meio ambiente. “Hoje, o Cerrado é uma região vista apenas para o desenvolvimento do agronegócio e da pecuária”, pontua André Lima.

“O Cerrado é uma região de nascentes das bacias Amazônica, do São Francisco, Tocantins, bacia Atlântico Norte/Nordeste, bacia Atlântico Leste e a bacia dos rios Paraná/Paraguai”, explica o ambientalista.

A Coordenação da Estratégia Nacional para o Cerrado é integrada por seis organizações socioambientais: os institutos Sociedade, População e Natureza (ISPN), Internacional de Educação do Brasil (IEB), de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Socioambiental (ISA), Centro de Vida (ICV) e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF-Brasil). O seminário contará com o apoio da Climate and Land Use Alliance (CLUA) e com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês).

Cerrado ameaçado

O Cerrado é o segundo maior bioma no Brasil e abriga 40% da população brasileira. São agricultores/as familiares, comunidades e povos tradicionais – quilombolas, geraizeiros (do norte mineiro), quebradeiras de coco babaçu, povos indígenas entre outros – são 216 terras indígenas e 83 etnias em seu interior.

Quanto à água, abriga o aquífero Guarani – o segundo maior reservatório subterrâneo do mundo, além dos aquíferos Bambuí e Urucuia. Parte do Sudeste depende das águas oriundas das chuvas e das nascentes no Cerrado.

O Cerrado brasileiro é uma das savanas mais ameaçadas do planeta. Possui hoje apenas 50% da sua cobertura vegetal original. Apenas 5% de sua área é protegida por unidades de conservação de proteção integral.

Ao se falar de devastação, trata-se de ameaça a um bioma rico em biodiversidade. Alguns estudos relatam mais de 12 mil espécies catalogadas da flora nativa.

Em relação à fauna, cerca de 250 espécies de mamíferos vivem no Cerrado, junto com uma rica avifauna, com 856 espécies registradas. A diversidade de 800 espécies de peixes, 262 espécies de répteis e 204 de anfíbios é alta e relevante para a manutenção dos ecossistemas no Cerrado.

Para mais informações sobre o evento acesse a página da CMADS e este link.