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Conservacionista brasileiro homenageado como ‘Herói do Cerrado – Hotspot de Biodiversidade’ pelo Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos

Damião M. Santos está sendo reconhecido pelas conquistas na proteção das espécies e ecossistemas do Cerrado

por Julie Shaw, via Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund)

 

Na semana em que comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06), o Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund) do hotspot de biodiversidade do Cerrado anuncia que Damião M. Santos e outros nove conservacionistas de todo o mundo foram nomeados “Heróis dos Hotspots“, por seus esforços para proteger locais considerados por sua alta biodiversidade do mundo. Os homenageados foram escolhidos entre as centenas de organizações da sociedade civil que receberam doações do CEPF nos 10 hotspots globais de biodiversidade onde o fundo atua atualmente e o anúncio foi feito no Dia Internacional da Biodiversidade, celebrado no último dia 22 de maio.

O CEPF está reconhecendo esses heróis como parte das comemorações de seu 20º aniversário. O fundo capacita organizações não governamentais, grupos indígenas, universidades e empresas privadas para proteger os hotspots mundiais de biodiversidade – as regiões terrestres mais diversas do mundo, porém ameaçadas – e ajudar as comunidades a prosperar. O CEPF faz isso através de subsídios e apoio técnico para a conservação, fortalecimento organizacional e desenvolvimento sustentável.

Damião (direita) e colegas estudando a implantação de atividades turísticas no Rio Paranã. Foto: ©Associação Quilombo Kalunga / Acervo AQK

Os Heróis dos Hotspots e as organizações não-governamentais para as quais eles trabalham estão fazendo contribuições extraordinárias para a conservação. Eles são exemplos de pessoas dedicadas e dinâmicas que trabalham para garantir que ecossistemas intactos possam continuar a sustentar a flora e a fauna e fornecer ar limpo, água doce, solos saudáveis, meios de vida sustentáveis, resistência às mudanças climáticas e muito mais.

Damião Santos é membro da comunidade quilombola Kalunga, que é considerada a maior no Brasil e está localizada no noroeste do estado de Goiás nos municípios de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás, parte do hotspot de biodiversidade do Cerrado. Ele está ajudando a liderar esforços de conservação na comunidade. Chefiou a brigada de combate aos incêndios florestais de 2013 a 2018, e foi tesoureiro da Associação Kalunga de Guias de 2011 a 2014.

Sob sua orientação como presidente da Associação de Comunicação Kalunga Engenho II de 2015 a 2017, os esforços de ecoturismo deram grandes passos, incluindo a construção de trilhas e banheiros para turistas, cursos de gastronomia para funcionários de restaurantes, treinamento para guias e ampliação do centro de assistência ao turista.

“Damião Santos combina força, determinação, devoção e gentileza. Ele está ativamente envolvido em sua comunidade e totalmente comprometido com a conservação da biodiversidade”, disse Peggy Poncelet, diretora de subsídios do CEPF para o hotspot de biodiversidade do Cerrado.

Damião esteve ativamente envolvido no projeto financiado pelo CEPF, que utilizou georreferenciamento e levantamentos socioeconômicos para mapear o território Kalunga. A coleta de informações foi um processo árduo no qual o Sr. Santos e outros membros da equipe viajaram longas distâncias para visitar as famílias espalhadas pela região. Os dados provaram ser altamente valiosos para o povo Kalunga, bem como para entes públicos locais e federais.

“Os Heróis dos Hotspots representam os conservacionistas tenazes e comprometidos que estão agindo todos os dias para garantir o futuro dos hotspots de biodiversidade e as pessoas que dependem desses ecossistemas vitais”, disse o diretor executivo do CEPF, Olivier Langrand. “Eles enfrentam uma infinidade de desafios – longas horas, viagens cansativas, condições de trabalho difíceis, obstáculos políticos e até mesmo ameaças às suas vidas – em busca de um mundo saudável e sustentável”.

“O Sr. Santos é um defensor determinado da sua comunidade e dos ecossistemas nos quais eles dependem”, disse Langrand. “Suas ações e liderança estão ajudando a garantir um futuro saudável para a comunidade Kalunga e sua natureza”.

Leia mais sobre Damião M. Santos e os outros Heróis dos Hotspots.

O CEPF é uma iniciativa conjunta da Agence Française de Développement, da Conservation International, da União Europeia, do Global Environment Facility, do Governo do Japão e do Banco Mundial.

Desde 2001, o CEPF tem catalisado a conservação da biodiversidade, liderada localmente através de US$ 250 milhões em doações para mais de 2.400 organizações em 98 países em desenvolvimento e em transição. Os resultados incluem mais de 15 milhões de hectares de áreas protegidas formais estabelecidas, pelo menos 890 espécies globalmente ameaçadas apoiadas e mais de 3.500 comunidades beneficiadas. Saiba mais em www.cepf.net, Facebook, Twitter e LinkedIn.

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Contatos:

Michael Becker, líder da equipe de implementação regional do CEPF no hotspot de biodiversidade do Cerrado, michael.becker@iieb.org.br

Julie Shaw, diretora de comunicação do CEPF, jshaw@cepf.net


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Parceiros globais do CEPF estão fazendo a diferença

Veja os sete destaques do Relatório de Impacto do CEPF 2019

por Julie Shaw via Critical Ecosystem Partnership Fund

 

Seychelles blue pigeon (Alectroenas pulcherrimus). © O. Langrand

O Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF na sigla em inglês) já financiou projetos realizados por mais de 2.400 beneficiários em 98 países e territórios em 24 dos hotspots – locais com alta diversidade biológica e extremamente ameaçados – de biodiversidade do mundo. Isso representa um grande esforço de conservação. Mas quais são os resultados?

O Relatório de Impacto do CEPF ajuda a contar a história do que nossos parceiros alcançaram até agora. Através da análise dos dados dos primeiros subsídios do CEPF até o final do ano fiscal de 2019 (30 de junho de 2019), o CEPF utiliza 16 indicadores para monitorar seu progresso de conservação. O relatório é organizado pelas quatro categorias, ou “pilares”, do trabalho do CEPF: biodiversidade, sociedade civil, bem-estar humano e condições de capacitação. A publicação também compartilha algumas das histórias mais recentes e interessantes de nossos beneficiários ao redor do mundo, que no dia-a-dia estão implementando estratégias de conservação, ajudando comunidades e governos e construindo sua própria expertise para apoiar a biodiversidade e proporcionar liderança.

Apesar dos inúmeros desafios que essas instituições enfrentam, temos orgulho de dizer que eles estão fazendo uma grande diferença. Aqui estão apenas alguns desses destaques:

1. Apoio direto à 882 espécies globalmente ameaçadas

Proteção de habitat, monitoramento de espécies, patrulhamento, remoção de espécies invasoras – estas são apenas algumas das formas pelas quais os beneficiados do CEPF estão agindo diretamente para proteger espécies globalmente ameaçadas.

Um exemplo de impacto das espécies é o trabalho de instituições no Wallacea hotspot na Ilha Sangihe e Yayasan IDEP Selaras Alam e parceiros na Ilha Talaud para a conservação da lória vermelha-azul (Eos histrio), que está ameaçada de extinção. As cores brilhantes da ave fazem dela um alvo para o tráfico de animais silvestres. Os beneficiários conscientizaram a comunidade local sobre o valor da espécie e seu habitat, trabalharam com as autoridades locais para monitorar o comércio e deter a caça, e promoveram práticas agrícolas ambientalmente corretas. O resultado: melhoria do manejo de 2.157 hectares de floresta protegida em Sangihe e 6.720 hectares de zona tampão agrícola para uma área protegida em Talaud.

Ver páginas 28-31 para mais informações sobre o apoio às espécies.

2. Ajudando a ganhar proteção formal para 15,1 milhões de hectares de ecossistemas biodiversificados

O CEPF monitora os hectares de ecossistemas para os quais os beneficiados têm ajudado a obter proteções legais formais.

O ano fiscal de 2019 foi um ano importante nessa frente, com algumas conquistas notáveis. Elas incluem:

  • Criação da Área de Conservação e Uso Sustentável Municipal Intag Toisán, no município de Cotacachi, noroeste do Equador. A Grantee Fundación Prodeci a Favor de los Derechos Ciudadanos envolveu as comunidades locais e entidades sociais e governamentais no estabelecimento da área protegida de 108.959 hectares, rica em espécies endêmicas, rios, bacias hidrográficas e florestas e que tem estado sob ameaça de expansão agrícola, exploração ilegal de madeira e mineração em larga escala.
  • Proteção para Ulcinj Salina, um importante local em Montenegro para aves migratórias. O Centro de Proteção e Pesquisa das Aves (CZIP) trabalha há mais de 15 anos – com o apoio do CEPF de 2013 a 2017 – para obter proteção para o ecossistema único formado pelas salinas artificiais. E em junho de 2019, o parlamento local votou para declarar o local como área protegida nacional.

Veja nas páginas 13-18 mais sobre os esforços de concessão para a criação de áreas protegidas.

3. 75 Organizações na Indonésia fortalecidas através de um único subsídio

Um dos objetivos do CEPF é fortalecer as organizações da sociedade civil que trabalham com conservação nos hotspots de biodiversidade do mundo. Através de seu programa de monitoramento, o CEPF acompanha o progresso de cada organização beneficiada em elementos-chave de organizações fortes no início e no final da subvenção do CEPF. Das 368 organizações que completaram seus ciclos de relatórios, 248 registraram um aumento na capacidade organizacional (67%).

Um exemplo impressionante ocorreu no Hotspot Wallacea de Biodiversidade, onde o beneficiário Yayasan Penabulu foi encarregado de ajudar a construir o conhecimento e as habilidades de organizações emergentes, através de capacitações. Os esforços foram um sucesso, com dados que mostram que 75 parceiros do CEPF e outros foram fortalecidos através do projeto.

Leia mais nas páginas 32-36.

4. Por meio de projetos de integração de gênero, mais de 230 mulheres brasileiras unem forças

Encontro Nacional das Mulheres do Cerrado

O CEPF monitora o número de beneficiários que relatam ter melhor compreensão e comprometimento com as questões de gênero durante os seus projetos com o CEPF. No hotspot de Biodiversidade do Cerrado, instituições como ActionAid e Ecologia e Ação (ECOA) têm trabalhado para abordar as questões de gênero na região, organizando grupos de mulheres em associações, cooperativas e redes. No último ano, elas orquestraram três reuniões no hotspot para discutir conservação ambiental, mudanças climáticas, gênero e muito mais. Esses encontros reuniram mais de 230 mulheres e resultaram na elaboração de dois documentos nacionais: a carta do primeiro encontro de mulheres do Cerrado e o manifesto de resistência das mulheres do Cerrado e do Pantanal. Saiba mais sobre esse projeto! 

Você pode ler mais sobre esse projeto e o acompanhamento do CEPF sobre os esforços de gênero nas páginas 36-40.

5. Cerca de 1.300 projetos promoveram soluções para as mudanças climáticas baseadas na natureza

Os projetos que promovem soluções baseadas na natureza para combater as mudanças climáticas são acompanhados através do programa de monitoramento do CEPF e, até o final do ano fiscal de 2019, 1.295 projetos foram identificados como pertencentes a esta categoria, incluindo esforços relacionados à adaptação climática, mitigação do clima, resiliência dos ecossistemas, reflorestamento e muito mais.

Um projeto de restauração florestal nas Ilhas Maurício ilustra o impacto que tais projetos podem ter. A nação possui uma das floras insulares mais ameaçadas do mundo, com 89% de suas espécies vegetais endêmicas consideradas em risco de extinção. Grande parte da fauna das Ilhas Maurício também desapareceu junto com suas florestas. Desde 2006, o CEPF tem trabalhado na Reserva Florestal de Ébano para enfrentar ameaças à fauna e flora, incluindo plantas exóticas invasoras, fragmentação de habitat, perda de diversidade genética entre espécies nativas, os efeitos das mudanças climáticas e a falta de conscientização da comunidade sobre a importância de proteger os ecossistemas. Em resposta, a Ebony Forest tem realizado a restauração intensiva de habitats, e tem feito parceria com a Mauritian Wildlife Foundation para reintroduzir aves indígenas. Eles têm mantido 16 hectares de floresta e plantado 22.982 plantas nativas com a ajuda de crianças de escolas e corporações locais.

Leia mais sobre suas atividades e sobre o monitoramento do CEPF relacionado às mudanças climáticas nas páginas 52-55.

6. 36 empresas adotaram práticas favoráveis à biodiversidade

O CEPF acompanha o número de empresas que adotam práticas amigáveis em relação à biodiversidade através de projetos que receberam nosso apoio. Embora, o CEPF só tenha iniciado a coleta desses dados em 2017, o esforço tem revelado resultados promissores, inclusive:

  • Cinco empresas colaboram com o parceiro do CEPF, o Instituto de Zoologia da Academia Chinesa de Ciências, na promoção e venda de produtos agrícolas “protetores de áreas protegidas” em três locais na província de Yunnan e na ilha de Hainan, na China.
  • Shiwi, uma empresa social privada, trabalha com a Sociedade Peruana de Direito Ambiental para apoiar uma rede de áreas protegidas privadas, através de uma estratégia bem sucedida de comercialização de mel e açúcar mascavo produzido pela rede.

Leia mais nas páginas 63-65.

7. Parceiros do CEPF contribuíram para sete das 20 Metas de Biodiversidade da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica e 10 das 17 Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU

O Relatório de Impacto apresenta uma tabela de dados que mostra como os bolsistas do CEPF têm contribuído para essas metas globais, que inclui números como:

  • 61 projetos totalizando US$ 6,3 milhões em doações para propostas focadas na redução do tráfico de animais silvestres, contribuindo para a Meta 15 de Desenvolvimento Sustentável: Vida na Terra.
  • Mais de 60 áreas protegidas costeiras foram beneficiadas com o aumento da proteção e manejo, contribuindo para o Objetivo 14 de Desenvolvimento Sustentável: Vida Abaixo da Água.
  • 31 mecanismos ativos de financiamento sustentável para a conservação que têm sido apoiados pelo CEPF, contribuindo para a Meta 20 da Aichi de Biodiversidade na mobilização de recursos financeiros.

Veja as tabelas nas páginas 66-71.

Há muito mais notícias boas no relatório de progresso feito até o momento pelos beneficiários do Fundo. Confira e veja porque estamos ansiosos para continuar trabalhando juntos em prol da biodiversidade!

Os relatórios (impacto e anual) do CEPF estão disponíveis somente na versão inglês e podem ser acessados no link.

 

Leia a versão original do artigo que está disponível em inglês no site do Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos.

Find the English version here!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

O desconhecido Cerrado e sua colossal relevância biológica

Paepalanthus, espécie da flora típica dos campos do Cerrado. Foto: Aryanne Amaral / Acervo IEB

 

por Michael Becker para publicação via Mongabay Brasil

 

Os incêndios que assolaram a Amazônia no ano passado botaram o Brasil nas manchetes do mundo todo, e com razão. A icônica floresta tropical armazena milhões de toneladas de dióxido de carbono – sua queima significa um clima menos estável em toda a Terra. Mas os incêndios também devastaram, na mesma proporção, outro bioma da América do Sul, mas a cobertura jornalística desta catástrofe foi escassa.

No centro do Brasil (com pequenas porções na Bolívia e Paraguai) estão 200 milhões de hectares da savana tropical mais biodiversa do planeta, com 5% das espécies do mundo: o Cerrado, região que, assim como a Amazônia, também detém uma quantidade de carbono fundamental para o equilíbrio climático do planeta.

O desconhecimento sobre sua importância talvez se deva pelo que não é visível em sua paisagem: cerca de 70% da biomassa do Cerrado é subterrânea, e isso quer dizer que os reservatórios de carbono que abriga no solo contribuem imensamente para balizar a concentração de CO² na atmosfera. Como passam por uma longa estação seca a cada ano, as árvores do Cerrado se adaptaram, crescendo para baixo, em vez de para cima, em busca de água.

Por conta disso, a maioria dos brasileiros considera o Cerrado uma “floresta feia” — as árvores do bioma não são altas, como na imponente Amazônia.

Hoje é o Dia Internacional da Biodiversidade, e é fundamental considerarmos a contribuição deste bioma: rios e chuvas dentro do Cerrado estão conectados a quase todo o Brasil – levando água para a agricultura, geração de energia hidrelétrica e consumo humano.

Além das 12.070 espécies de plantas e 1.050 espécies de animais vertebrados, atualmente cerca de 46 milhões de pessoas vivem dos recursos naturais da região: povos indígenas, comunidades tradicionais, produtores familiares, populações urbanas, além de importantes setores, como o agronegócio e a mineração. O Cerrado brasileiro concentra atualmente grande parte da produção de commodities agrícolas de importância mundial.

O segundo maior reservatório subterrâneo de água do mundo – o Aquífero Guarani – assim como a maior planície alagada do planeta – o Pantanal – se compõem das nascentes do Cerrado; e seu ecossistema está seriamente ameaçado se continuarmos com o desmatamento alarmante promovido pela agricultura em larga escala, que até hoje já fez desaparecer 50% do bioma. Isso antes dos incêndios que varreram grande parte da região em 2019.

Pesquisas apontam que o desmatamento no Cerrado é 2,5 vezes superior ao da Amazônia, e mesmo assim, não gera tanta comoção social. Em regiões como MATOPIBA, sigla relacionada à fronteira agrícola em expansão nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o cenário é bastante grave — até 2010 , 60% da cobertura original tinha sido convertida em pastagens e monoculturas, e muito do que resta já sofreu algum tipo de intervenção antrópica.

A comemoração do Dia Internacional da Biodiversidade deve nos lembrar que compartilhamos a nossa existência com vários outros seres; com o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e frutos como o pequi, coquinho-azedo e baru, no caso do Cerrado. Uma maneira de interpretar biodiversidade é considerar que ela é reflexo da interação de todos os elementos que possibilitam a vida como a conhecemos. Assim, precisamos ser responsáveis por nossa influência direta sobre a manutenção da biodiversidade, seu uso e consequências sobre a vida humana, animal e vegetal; em qualquer bioma ou ecossistema.

A covid-19 é o exemplo mais recente da interferência humana em processos naturais e suas consequências. A Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) divulgou recentemente um comunicado reforçando a necessidade de conciliar o retorno à atividade econômica com a proteção aos ecossistemas e manutenção da biodiversidade. Caso a destruição continue, teremos um aumento significativo na probabilidade de novas pandemias.

Existem 1,7 milhão de vírus ainda sem identificação. Manter as florestas em pé nos previne de entrar em contato com fontes de novas doenças. A lição que a pandemia nos deixa é a de reconhecer a necessidade vital de garantirmos o desenvolvimento sustentável, a fim de mantermos os nossos ecossistemas conservados se quisermos continuar existindo. Esta situação nos faz nosso olhar mais uma vez para o desconhecido Cerrado, que mais do que nunca, se evidenciado e protegido, contribuirá com elementos essenciais, como água e recursos naturais, para superarmos essa e qualquer outra crise futura.

No momento, iniciativas como as que estão sendo protagonizadas pelo Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos e pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil estão ajudando a encontrar o caminho para esse novo modelo rumo ao desenvolvimento sustentável. O fundo tem 52 instituições parceiras, unidas na conservação da biodiversidade do Cerrado e dos serviços que ele provisiona aos brasileiros. As ações envolvem 6.335 pessoas e protegem 11.533.753 hectares do bioma. Além de contribuir com o beneficiamento de 108.125,76 kg de matéria-prima extraídas do Cerrado, o que promove um incremento de renda para as comunidades de R$ 119.264,00 na comercialização de sementes nativas e R$ 245.443,78 em frutos do Cerrado.

Os ótimos resultados que alcançamos até aqui, seguramente nos trazem um motivo para comemoração neste Dia Internacional da Biodiversidade, pois demonstra que é possível colhermos muitos frutos desta conciliação do uso da biodiversidade com a sua proteção, que levam benefícios diretos às populações que compartilham o Cerrado.

Leia o artigo na íntegra no site da Mongabay Brasil!

Find the English version here!

 

Michael Becker é líder da equipe de implementação regional do CEPF (sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund, ou Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos) e vem atuando desde 2000 para assegurar a contribuição da sociedade civil na conservação de ecossistemas ricos e altamente ameaçados. No Brasil desde 2016, o CEPF atua com o apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), instituição brasileira do terceiro setor dedicada a formar e capacitar pessoas. Esta é a lista das organizações que fazem parte da rede: http://cepfcerrado.iieb.org.br/lista-projetos/

Agradecemos e parabenizamos cada um de nossos parceiros pelo esforço incansável direcionado à luta da conservação do Cerrado e de seus povos!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Ocorreu em Brasília o 1o encontro de parceiros e a reunião de especialistas do CEPF Cerrado

Entre os dias 8 e 10 de abril (2019), o Time de Implementação Regional do CEPF Cerrado promoveu em Brasília o 1o Encontro de Parceiros e a Reunião de Especialistas do CEPF Cerrado. Entre os convidados estiveram presentes 56 representantes das organizações que realizam projetos no âmbito do CEPF Cerrado, especialistas, membros do conselho consultivo e a diretora de subvenções do CEPF, Peggy Poncelet.

Nos dois primeiros dias o encontro teve o objetivo de apresentar resultados alcançados com o Fundo até o momento, dialogar sobre estratégias para conservação do Cerrado, celebrar resultados, apontar caminhos para uma possível próxima fase do CEPF no Cerrado, promover a integração entre os participantes e fortalecer a conexão entre os projetos. Para isso, toda a equipe do CEPF e seus parceiros estiveram imersos no compartilhamento de experiências, na socialização de temas, como restauração, pesquisa, gestão territorial, conservação, fortalecimento da sociedade civil, etc., no diálogo e reconhecimento sobre os diferentes territórios que o CEPF engloba e na reflexão da estrutura e operacionalização do Fundo no Cerrado. Ao final, os participantes tiveram a oportunidade de avaliar o CEPF e construir uma proposição conjunta do que poderia ser a segunda fase do fundo no Cerrado, caso ela ocorra. Para Vilmar Costa, presidente da Associação Quilombo Kalunga, “este encontro foi a oportunidade de levar conhecimento para o povo Kalunga, de assumir o compromisso de cada vez mais defender o Cerrado junto com os parceiros e fortalecer esta rede”.

No último dia ocorreu a reunião de especialistas, que contou com a presença de parte da equipe do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), as pesquisadoras Mercedes Bustamente e Mônica Nogueira, ambas da Universidade de Brasília e membros de organizações do terceiro setor com atuação no bioma, como Isabel Figueiredo (ISPN), Mario Barroso (TNC) e Marcos Tito (IUCN). Neste dia, o coordenador da estratégia de implementação do CEPF Cerrado, Michael Becker,  fez uma apresentação sobre o CEPF Cerrado e os resultados do encontro com os parceiros, e o grupo foi convidado à refletir sobre o estado atual e projetar uma visão de futuro para o Cerrado em temas como: prioridades de conservação globais e boas práticas, atuação das organizações da sociedade civil, prioridades globais de conservação, políticas públicas, e ameaças à conservação. Peggy Poncelet, diretora de subvenções do CEPF, afirmou que “ficou muito feliz em ter a oportunidade de ver a presença de tantas pessoas e acompanhar o engajamento e as contribuições que cada uma trouxe para as discussões ao longo destes dias, e que espera que este encontro entre pessoas e instituições, seja a oportunidade para que os projetos interajam, no sentido de que busquem novos parceiros e ideias, o que ajudará na implementação destes projetos”.

 

Primeiro encontro de parceiros e reunião de especialistas do CEPF Cerrado. Foto: Acervo IEB
Foto: Aryanne Amaral/Acervo IEB
Foto: Aryanne Amaral/Acervo IEB
Foto: Aryanne Amaral/Acervo IEB

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

CEPF Cerrado irá promover encontro com os parceiros e reunião de especialistas para discutir sobre o Fundo e o Cerrado

O Time de Implementação Regional do CEPF Cerrado (sigla em inglês para Crytical Ecosystem Partnership Fund) irá promover o encontro de parceiros e a reunião de especialistas, para discutir sobre o bioma, assim como as ações e impactos do Fundo no Cerrado. O evento acontecerá entre os dias 08 e 10 de abril, das 09h às 18h, na Fundação de Apoio para Pesquisa, Ensino, Extensão e Desenvolvimento Institucional (FINATEC), em Brasília (DF).

Este encontro tem o objetivo de apresentar resultados alcançados com o CEPF até o momento, dialogar sobre estratégias para conservação do Cerrado, celebrar resultados, promover a integração entre os participantes e fortalecer a conexão entre os projetos. Entre os convidados estarão os representantes das organizações que realizam projetos no âmbito do CEPF, especialistas de diversas áreas, membros do conselho consultivo e a diretora de subvenções do CEPF, Peggy Poncelet. Estima-se a participação de aproximadamente 70 pessoas ao longo destes 3 dias.

Para Michael Becker, coordenador da estratégia de implementação do CEPF Cerrado, “este será a oportunidade de pensarmos a na visão de futuro do CEPF no Cerrado, e ao mesmo tempo, uma grande oportunidade de interação entre os beneficiários dos projetos em andamento”.

Parceiros do CEPF Cerrado na capacitação oferecida em Brasília em novembro (2018). Foto Aryanne Amaral/Acervo IEB
Equipes do IEB, CEPF, CI, ECOA, Fundação Neotrópica do Brasil e WWF-Brasil.
Encontro com parceiros dos projetos que atuam na porção nordeste do Cerrado. Foto: Acervo IEB

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

CEPF Cerrado e IEB selecionam 5 projetos para Pequenos Apoios na 3a Chamada para Cartas de Intenção 2018

A Equipe de Implementação Regional (RIT) do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) torna oficial o resultado do processo seletivo das propostas para Pequenos Apoios/Small Grants da Terceira Chamada para Cartas de Intenção (CDI) 2018.

Em resposta ao edital, recebemos ao todo 76 projetos, dentre Pequenos e Grandes Apoios. As propostas passaram inicialmente por uma triagem onde foram revistos os critérios de elegibilidade estabelecidos no edital. Em seguida, cada projeto foi avaliado por dois especialistas externos que pontuaram as propostas segundo os critérios definidos pelo CEPF em conjunto com o IEB. Os projetos mais bem avaliados tecnicamente, foram encaminhados para análise e decisão final por parte de um comitê de seleção.

Os projetos foram avaliados considerando o recorte específico desse segundo edital que buscava apoiar ações voltadas às seguintes Prioridades de Investimento: 2.1 – Apoiar estudos e análises necessários para justificar a criação e expansão das áreas protegidas públicas, promovendo a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e a valorização da cultura local e tradicional2.2 – Promover a inclusão dos povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais existentes, respeitando e integrando os seus conhecimentos tradicionais, para o planejamento da conservação/restauração por parte do governo e da sociedade civil e 6.2 – Desenvolver e fortalecer as capacidades técnicas e de gestão de organizações da sociedade civil em matéria de meio ambiente, estratégia e planejamento de conservação, diálogo político, mobilização de recursos, em conformidade com os regulamentos e outros temas relevantes para as prioridades de investimento.

Ao final, foram aprovadas cinco propostas para Pequenos Apoios que melhor responderam ao recorte específico deste edital. Abaixo disponibilizamos, em ordem alfabética pelo nome da organização, a lista dos 05 (cinco) pequenos projetos selecionados nesta Terceira Chamada 2018:

Prioridade de Investimento Nome do Projeto Organização SIGLA
1 2.1

Proposta de criação de unidades de conservação no município de Uberaba (MG) Associação para a Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro ANGÁ
2 6.2 Ilha de Cerrado no Brasil Central: governança Xavante em prol da conservação Associação Xavante de Etenhiritipá AXE
3 2.2 Poke’exa uti: gestando e protegendo nosso território para autonomia do povo Terena Centro de Trabalho Indigenista CTI
4 2.2 Integrando a comunidade tradicional do Cajueiro na conservação de áreas protegidas em Januária, MG Instituto para o Desenvolvimento Social e Ecológico IDESE
5 6.2 Cuidando do Cerrado e promover a vida Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Riacho dos Machados STR

Os Pequenos Projetos que foram selecionados receberão comunicados individuais sobre as próximas etapas. As propostas que não foram selecionadas, já receberam comunicados individuais sobre o resultado do processo seletivo.

Informamos aos interessados, que os Grandes Projetos também passaram por estas etapas de avaliação no Brasil e foram encaminhados à equipe do CEPF em Washington, que consiste da etapa final do processo de seleção e decisão final. Em breve, os proponentes que submeteram seus projetos nesta categoria receberão um comunicado individual da equipe de Washington (EUA).

Congratulamos os pequenos projetos selecionados e desejamos a todos que essa parceria que ora se inicia, seja de grande crescimento para todos nós!

Agradecemos a todas as organizações que inscreveram seus projetos nesta Terceira Chamada, parabenizando-as pelo inestimável trabalho que desenvolvem na conservação do nosso querido bioma Cerrado!

 

Brasília, 14 de março de 2019

 

Atenciosamente,

Equipe de Implementação Regional (RIT) do CEPF Cerrado

Instituto Internacional de Educação do Brasil

SCLN 211 Bloco B Salas 101 e 102, Asa Norte, Brasília-DF

Tel. 55 (61) 3248-7449   CEP. 70863-532

www.cepfcerrado.iieb.org.br


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

CEPF e IEB lançam novo edital para projetos no Cerrado

 

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) para o hotspot Cerrado e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) lançam a Terceira Chamada para Cartas de Intenção (CDI) direcionada a inovadores e relevantes projetos de conservação. Os interessados podem se inscrever até 12 de dezembro de 2018.

Esta chamada está aberta aos grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades (fundações), institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil.

As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000).

As propostas ao edital devem contemplar somente as seguintes Prioridades de Investimento:

● Prioridade de Investimento 2.1 – Apoiar estudos e análises necessários para justificar a criação e expansão das áreas protegidas públicas, promovendo a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e a valorização da cultura local e tradicional.

●Prioridade de Investimento 2.2 – Promover a inclusão dos povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais existentes, respeitando e integrando os seus conhecimentos tradicionais, para o planejamento da conservação/restauração por parte do governo e da sociedade civil.

● Prioridade de Investimento 6.2 – Desenvolver e fortalecer as capacidades técnicas e de gestão de organizações da sociedade civil em matéria de meio ambiente, estratégia e planejamento de conservação, diálogo político, mobilização de recursos, em conformidade com os regulamentos e outros temas relevantes para as prioridades de investimento.

Acesse o edital completo da Terceira Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email (cepfcerrado@iieb.org.br) ou acesse a página de Dúvidas Frequentes.

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O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

IEB e CEPF promovem em novembro Terceira Chamada de Projetos para o Cerrado

O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) convida organizações da sociedade civil, grupos comunitários, empresas e outros interessados para apresentações sobre o 3º Edital do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) do Hotspot Cerrado. Além da apresentação do edital, serão realizadas capacitações, voltadas aos projetos já contratados pelo CEPF.

A apresentação do edital e as capacitações já foram realizadas em Arinos (MG), Campo Grande (MS) e Campinas (SP). As próximas apresentações ocorrerão nas cidades de Teresina (PI), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF):

Teresina: 19/11 de 14h00 – 17h00. Local: Comissão Pastoral da Terra – Rua Desembargador Pires de Castro, 631 – Centro/Norte.

Belo Horizonte: 23/11 de 13h30 – 17h00. Local: Auditório do Conselho Regional de Biologia (CRBio) – Av. Amazonas, 298 – 15º andar.

Brasília: 27/11 de 9h00 – 12h00. Local: Casa de Retiros Assunção – SGAN 611, L2 Norte, módulo E, Brasília-DF.  

Os temas principais neste terceiro edital serão a gestão de áreas protegidas, mosaicos e reservas da biosfera; o envolvimento de populações tradicionais e indígenas na gestão de territórios e capacitações para as organizações da sociedade civil.

O CEPF deseja aprimorar as condições técnicas e de gestão das organizações da sociedade civil no Cerrado, fortalecendo-as para a proposição, execução e gerenciamento de projetos com foco na conservação e uso sustentável da biodiversidade no hotspot. Este aperfeiçoamento se dará via capacitações inclusive na questão de gênero ligada a conservação de recurso naturais.

O Fundo busca proteger as regiões biologicamente mais ricas e ameaçadas do planeta, conhecidas como hotspots de biodiversidade. Um objetivo fundamental é garantir o engajamento da sociedade civil na conservação da biodiversidade. O CEPF é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo Global para o Meio Ambiente, Governo do Japão, Fundação John D. e Banco Mundial.

Faça seu cadastro no site para mais informações.

Notícia publicada no site do Instituto Internacional de Educação do Brasil.

 

Teresina (PI) – 19 de novembro
Belo Horizonte (MG) – 23 de novembro
Brasília (DF) – 27 de novembro

CEPF Cerrado seleciona 5 projetos para Pequenos Apoios na 2a Chamada para Cartas de Intenção 2017

 

A Equipe de Implementação Regional (RIT) do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) torna oficial o resultado do processo seletivo das propostas para Pequenos Apoios da Segunda Chamada para Cartas de Intenção (CDI) 2017.

Em resposta ao edital, recebemos ao todo 68 projetos, sendo 23 projetos de Pequenos Apoios. As propostas passaram inicialmente por uma triagem onde foram revistos os critérios de elegibilidade estabelecidos no edital. Em seguida, cada projeto foi avaliado por dois especialistas externos que pontuaram as propostas segundo os critérios definidos pelo CEPF em conjunto com o IEB. Os projetos mais bem avaliados tecnicamente foram encaminhados para análise e decisão final por parte da equipe do CEPF Cerrado e IEB.

Os projetos foram avaliados considerando o recorte específico desse segundo edital que buscava apoiar ações voltadas às seguintes direções estratégicas: 3) Restauração: propor soluções para monitorar esforços de restauração, aumentar investimento privado em restauração no Cerrado e ampliar a escala de esforços em restauração; 4) Espécies (Prioridade 4.1): implementar Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies prioritárias, com foco na gestão e proteção de habitat; 5) Monitoramento (Prioridade 5.2): coletar e divulgar dados de monitoramento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, para integrar e compartilhar dados sobre as principais bacias hidrográficas do hotspot; 6) Fortalecimento da sociedade civil (Prioridade 6.1): fortalecer as capacidades das organizações da sociedade civil para participar dos órgãos e processos coletivos relacionados com a gestão de territórios e recursos naturais.

Ao final, foram aprovadas cinco propostas para Pequenos Apoios que melhor responderam ao recorte específico deste edital. Abaixo está, em ordem alfabética, a lista dos 05 (cinco) projetos selecionados nesta Segunda Chamada 2017 para receber Pequenos Apoios:

Direção estratégica Nome do Projeto Organização UF
1 4 (4.1)

 

Ecologia e recuperação de Uebelmannia buiningui Donald (Cactaceae) Instituto Jurumi MG
2 6 (6.1) I FENACO – I Fórum das Entidades Ambientalistas do Centro-Oeste RENCTAS DF, MT, MS, GO
3 5 (5.2) Local water resource management action planning in Biodiversity Corridor Mirador-Mesas (Piauí) Comissão Pastoral da Terra/Aidenvironment PI
4 3 Mapeamento de árvores isoladas e do potencial de regeneração natural em pastagens cultivadas do Cerrado Fundação Arthur Bernardes (FUNARBE) TO
5 5 (5.2) Mapeamento de Recursos Hídricos do Corredor da Chapada dos Guimarães Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP) MT

Os Pequenos Projetos (selecionados e não selecionados) receberam comunicados individuais sobre o resultado do processo seletivo.

Informamos que os Projetos Grandes também passaram por essas etapas de avaliação no Brasil e foram encaminhados à equipe do CEPF em Washington para etapa final do processo e decisão final.

Congratulamos os pequenos projetos selecionados e desejamos a todos que essa parceria que ora se inicia seja de grande crescimento para todos nós!

Agradecemos a todas as organizações que inscreveram seus projetos nesta Segunda Chamada, parabenizando-as pelo inestimável trabalho que desenvolvem na conservação do nosso querido bioma Cerrado!

 

Brasília, 02 de maio de 2018.

 

Atenciosamente,

Equipe de Implementação Regional (RIT) do CEPF Cerrado

Instituto Internacional de Educação do Brasil

SCLN 211 Bloco B Salas 101 e 102, Asa Norte, Brasília-DF

Tel. 55 (61) 3248-7449   CEP. 70863-532

www.cepfcerrado.iieb.org.br

 

Como submeter sua proposta ao 2o edital do CEPF?

O prazo para envio de propostas a Segunda Chamada do CEPF Cerrado se encerra agora no dia 08 de novembro (2017). 

Esta chamada está aberta aos grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil. As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000). Serão aceitas propostas nas seguintes Direções Estratégicas e Prioridades de Investimento:

Direção Estratégica 3 – Promover e fortalecer as cadeias produtivas associadas ao uso sustentável dos recursos naturais e à restauração ecológica no hostpot (Conforme recorte definido no edital).

Prioridade de Investimento 4.1– Apoiar a implementação de Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies prioritárias, com foco na gestão e proteção de habitat (Somente para Pequenos Projetos).

Prioridade de investimento 5.2 – Apoiar a coleta e divulgação de dados de monitoramento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, para integrar e compartilhar dados sobre as principais bacias hidrográficas do hotspot.

Prioridade de investimento 6.1 – Fortalecer as capacidades das organizações da sociedade civil para participar dos órgãos e processos coletivos relacionados com a gestão de territórios e recursos naturais.

COMO SUBMETER SUA PROPOSTA?

Para submeter os projetos, o proponente que irá concorrer ao apoio de Pequenos Projetos deve submeter sua proposta através da plataforma PROSAS. Proponentes que irão concorrer ao apoio de Grandes Projetos devem submeter suas propostas através da plataforma ConservationGrants

 

Acesse o edital completo da Segunda Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email (cepfcerrado@iieb.org.br) ou no nosso site.

 

Equipe do CEPF Cerrado fará divulgação do seu 2o edital nos estados de Tocantins, Mato Grosso e Maranhão

©Michael Becker/IEB

Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), Governo do Japão, Fundação John D. e Catherine T. MacArthur e Banco Mundial para apoiar a proteção e conservação de ecossistemas únicos e ameaçados (hotspots), como o Cerrado, por exemplo.

Neste mês, o CEPF Cerrado está percorrendo alguns estados do Brasil para divulgar o seu segundo edital para apoio a projetos no hotspot Cerrado. Apresentações já foram realizadas nas cidades de Campo Grande (MS),  Barreiras (BA) e São Luís (MA). Nestas próximas semanas estão previstas visitas nas cidades de Cuiabá (MT), Palmas (TO), Caxias (MA) e Imperatriz (MA). As apresentações vão informar, de maneira detalhada, como as instituições podem se inscrever para garantir recursos para o desenvolvimento de projetos focados no Cerrado.

Esta chamada está aberta aos grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil. As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000). Os interessados podem se inscrever até 08 de novembro de 2017.

Acesse o edital completo da Segunda Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email (cepfcerrado@iieb.org.br) ou no nosso site.

Eventos de lançamento do segundo edital do CEPF Cerrado nos estados de Mato Grosso, Maranhão e Tocantins:

*A presença deve ser confirmada no email: cepfcerrado@iieb.org.br

Cidade/Estado Local Data Horário
Cuiabá/MT Sala de Reunião do INPP 18/10/17 14 hs
Caxias/MA Centro de Estudos Superiores de Caxias, UEMA, sala de reunião 17/10/17 16 hs
Imperatriz/MA UFMA, Campus Centro, sala 3 19/10/17 09 hs
Palmas/TO Auditório do Centro de Direitos Humanos de Palmas – CDH 19/10/17 14 hs

CEPF Cerrado lança novo edital para projetos em todo o hotspot

Mauritia flexuosa L.f. – Buriti

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF lança a Segunda Chamada para Cartas de Intenção (CDI) direcionada a inovadores e relevantes projetos de conservação para o Hotspot do Cerrado. Os interessados podem se inscrever até 08 de novembro de 2017.

Esta chamada está aberta a grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil.

As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000).

As propostas a este edital devem contemplar somente as seguintes Direções Estratégicas e Prioridades de Investimento:

Direção Estratégica 3 – Promover e fortalecer as cadeias produtivas associadas ao uso sustentável dos recursos naturais e à restauração ecológica no hostpot (Conforme recorte definido no edital).

Prioridade de Investimento 4.1– Apoiar a implementação de Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies prioritárias, com foco na gestão e proteção de habitat (Somente para Pequenos Projetos).

Prioridade de investimento 5.2 – Apoiar a coleta e divulgação de dados de monitoramento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, para integrar e compartilhar dados sobre as principais bacias hidrográficas do hotspot.

Prioridade de investimento 6.1 – Fortalecer as capacidades das organizações da sociedade civil para participar dos órgãos e processos coletivos relacionados com a gestão de territórios e recursos naturais.

Acesse o edital completo da Segunda Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email, cepfcerrado@iieb.org.br .

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Fundo global apoiará iniciativas de conservação da biodiversidade no Cerrado

IEB será a equipe responsável pela implementação regional do projeto no Cerrado

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Região do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Foto: Letícia Freire/IEB

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) é um fundo destinado a proteger as mais diversas e ameaçadas áreas de biodiversidade do mundo, também conhecidas como hotspots da biodiversidade. A Conservação Internacional administra o programa global em nome dos parceiros que compõem o fundo, quais sejam: a Agência Francesa de Desenvolvimento, o Banco Mundial, a Conservação Internacional, a Fundação John D. e Catherine T. MacArthur, o Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), o Governo do Japão e a União Europeia. Um conselho de representantes de alto nível de cada parceiro doador gere esse fundo.

O CEPF oferece apoio a organizações não-governamentais, grupos comunitários e outros parceiros da sociedade civil na execução de projetos estratégicos de conservação nos hotspots de biodiversidade. O foco do CEPF é oferecer oportunidades para seus beneficiários preservarem os ricos recursos naturais dos hotspots que são vitais para o bem-estar das pessoas e para a saúde da economia em geral.

Depois de apoiar a Mata Atlântica com investimentos entre 2001 e 2008, o Conselho de Doadores do CEPF escolheu o Cerrado em 2013 para receber investimentos. Seguiu-se a essa decisão a construção de um Perfil do Ecossistema, por meio de um processo de consultas e reuniões, que ocorreu entre 2014 e 2015, e a escolha da equipe que será responsável pela implementação da iniciativa no Cerrado.

Após um processo seletivo, em abril de 2016 o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) foi escolhido pelo Conselho de Doadores do CEPF para atuar como Equipe de Implementação Regional (RIT) para o Hotspot da Biodiversidade do Cerrado, com início neste mês de julho de 2016 e término previsto em junho de 2021.

Como equipe de implementação do CEPF, o IEB liderará o programa no hotspot, convertendo a estratégia de investimento definida no Perfil do Ecossistema em um portfólio coerente de apoios. O IEB foi selecionado como RIT porque demonstrou um forte histórico de experiência de trabalho no Brasil, gestão de programas de dimensão, escala e complexidade similares ao RIT, e experiência na gestão direta de programas de pequenos apoios.

A versão completa em português do Perfil do Ecossistema do Hotspot da Biodiversidade do Cerrado pode ser encontrada no site do CEPF (clique aqui).

Um sumário técnico desse documento encontra-se no site do CEPF (clique aqui).