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Projetos em foco: Buriti – geração de renda para jovens e mulheres, conservação das Veredas e Chapadas

Acervo Grande Sertão
Acervo Grande Sertão

 

No mês de agosto a Cooperativa Grande Sertão, que executa o projeto Buriti – geração de renda para jovens e mulheres, conservação das Veredas e Chapadas com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), realizou uma visita a Belém (PA) no intuito de consolidar e construir novos canais de comercialização para os produtos da sociobiodiversidade do Cerrado mineiro. O produto em destaque é o óleo de buriti, que é elaborado na planta industrial da Cooperativa Grande Sertão, em Montes Claros (MG). Para isso, a Cooperativa conta com mais de 400 famílias de agricultores(as) familiares e extrativistas cadastradas, que fornecem a polpa do buriti “raspa”, que é utilizada para produzir o famoso óleo, rico em nutrientes. O foco dessa atividade foi visitar empresas do ramo cosmético e alimentício, como a NATURA e BERACA.

Neste mês de setembro, a Grande Sertão recebeu a  visita de um grupo de técnicos do Rio Grande Sul, representado o CETAP – Centro de Tecnologias Alternativas Populares. O foco do intercâmbio foi conhecer a experiências desenvolvidas com a utilização dos produtos da sociobiodiversidade. O trabalho desenvolvido com as comunidades, agricultoras,  agricultores familiares e extrativistas no arranjo produtivo do buriti foi apresentado como uma experiência inovadora na região, o que possibilitou a construção de um diálogo para o futuro estabelecimento de uma parceria entre as instituições. Ainda neste mês, a Cooperativa Grande Sertão estará em campo com as comunidades do Peruaçu e na Terra Indígena Xacriabá, para avaliar a safra de buriti.

 

*Texto fornecido pela Cooperativa Grande Sertão


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

Sementes para restauração

A Rede de Sementes do Cerrado, através do projeto “Mercado de sementes e restauração: provendo serviços ambientais e biodiversidade”, coloca à venda 71 espécies de plantas nativas do Cerrado para restauração ecológica. Além de 42 espécies de árvores, a lista conta com 15 herbáceas e 14 arbustivas. Este projeto recebe apoio do do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Acesse a página da Rede de Sementes do Cerrado para mais informações.

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Árvore endêmica do Cerrado mineiro engaja sociedade em prol da conservação

Novo exemplar de faveiro-de-wilson encontrado em visita de campo do projeto em Minas Gerais.

O faveiro-de wilson, cujo nome científico é Dimorphandra wilsonii Rizzini, da família das leguminosas (Fabaceae), é uma espécie ameaçada de extinção, categoria “Criticamente em Perigo de Extinção”. Ela é endêmica da região central de Minas Gerais, na transição do Cerrado para a Mata Atlântica, ou seja, não existe em nenhum outro lugar do mundo. Por ser tão raro, o faveiro-de-wilson é protegido pelo Decreto Lei no 43904/2004 de Minas Gerais. O faveiro-de-wilson chegou próximo da extinção devido à destruição das matas da região, principalmente nos últimos 60 anos. Até agora foram encontradas pouco mais de 300 árvores na natureza, e a maioria delas está isolada no meio de pastagens, onde tem grande dificuldade de se reproduzir. As árvores do faveiro-de-wilson podem ser encontradas também em capoeiras e matas, tanto nas baixadas quanto nas encostas e topos de morro*. (*Texto retirado do site da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte)

O projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-wilson” é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e recebe apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). O projeto teve início em novembro de 2017 e já conta com várias ações em andamento, dentre encontros, capacitações e visitas às áreas de ocorrência da espécie, atuando em uma extensão de 5.215 km², onde estão os 18 municípios de ocorrência do faveiro. “A execução do projeto na região tem propiciado, além do aumento de conhecimento,  um aumento do grau de conscientização ambiental e maior engajamento na defesa do meio ambiente nas pessoas locais”, relata Fernando Fernades, pesquisador e líder do projeto. Nas últimas visitas para coleta de dados foram descobertos cinco novos exemplares da espécie.

Veja o vídeo abaixo para saber mais sobre o trabalho da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte com a espécie faveiro-de-wilson!

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

FestFlor 2018

 

Brasília recebeu a sexta edição da FestFlor Brasil (feira nacional da cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais), realizada entre os dias 28 de junho e 1º de julho no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Entre os mais de 150 estandes que participaram do evento, havia um com 100% de plantas e sementes nativas do Cerrado. Era o estande do projeto Jardins de Cerrado, idealizado pela arquiteta e paisagista Mariana Siqueira e realizado em parceria com diversas instituições, entre elas a Rede de Semente do Cerrado.

Ali, os visitantes encontraram mudas de ervas e arbustos nativos produzidos de forma pioneira no viveiro experimental do projeto, pelas mãos de Claudomiro de Almeida Cortes. Foram vendidas mudas de macela-do-campo, catuaba, caliandra, mimosa e diversos capins nativos, entre outros.

O estande divulgou também a comercialização de sementes nativas, tanto com a finalidade de restauração ecológica (realização da RSC e parceiros) quanto para paisagismo (através de parceria com a empresa VerdeNovo Sementes Nativas).

Um dos atrativos do espaço Jardins de Cerrado foram as publicações da Rede de Sementes do Cerrado. Dezenas de livros sobre gramíneas, árvores,  flores e frutos nativos foram adquiridos pelos visitantes.

O evento contou ainda com duas palestras sobre a introdução de plantas nativas do Cerrado no paisagismo, ambas ministradas por Mariana Siqueira: “Produção de sementes e mudas de ervas e arbustos do Cerrado” (dia 29/06) e “Jardins de Cerrado: potencial paisagístico da savana brasileira” (dia 30/06).

Nas palestras e no estande, foi divulgado o projeto Mercado de Sementes e Restauração: provendo serviços ambientais e biodiversidade, realizado pela Rede de Sementes do Cerrado em parceria com ICMBio, UnB e Associação Cerrado de Pé, entre outros. O projeto é financiado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial), com o Instituto Internacional de Educação do Brasil.

Com isso, a flora do Cerrado aproxima-se, a cada dia mais, dos jardins urbanos e da vida das pessoas – e as sementes nativas têm uma importância crucial nesse processo!

*Texto fornecido pela Rede de Sementes do Cerrado

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projeto promove ações de conservação do faveiro-de-wilson

O faveiro-de-wilson vem sendo estudado, monitorado e protegido desde 2003 pelo Programa de Conservação do faveiro-de-wilson. Atualmente, a população nativa está reduzida a menos de 300 indivíduos adultos na natureza, devido basicamente à destruição do seu habitat. O projeto Manejo e proteção do faveiro-de-wilson (Dimorphanda wilsonii), executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte, visa aumentar a proteção desta espécie e a do seu habitat por meio da implementação de ações do seu Plano de Ação Nacional (PAN), trabalhando a conservação e sensibilização através do engajamento de comunidades.
O II Encontro do faveiro-de-wilson foi realizado no último mês de Maio, na Câmara Municipal de Maravilhas-MG. Na ocasião, foram reunidos 20 proprietários rurais que possuem a espécie em suas propriedades e outros colaboradores que auxiliam na sua busca e conservação. Fernando Fernandes, líder do projeto, realizou uma apresentação sobre o faveiro e o trabalho de pesquisa e conservação que a Sociedade vem fazendo na região de atuação.
Veja mais no vídeo abaixo: