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Terra da Gente filma a rolinha-do-planalto

Columbina cyanopis (rolinha-do-planalto). Foto: ©SAVE Brasil

 

rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis) é uma das aves mais raras do mundo e ficou desaparecida por quase um século até uma pequena população ser redescoberta, em maio de 2015, em Minas Gerais. Devido à sua raridade, a espécie foi listada na categoria Provavelmente Extinta, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Segundo a lista da BirdLife/IUCN a espécie é considerada Criticamente Ameaçada (CR). A redescoberta da rolinha-do-planalto foi um dos mais importantes achados ornitológicos das últimas décadas, tendo grande repercussão internacional. Agora, o desafio é desenvolver ações de conservação que garantam a proteção da população encontrada e do habitat onde vive*.

Desde maio de 2015, quando Rafael Bessa reencontrou a espécie, a SAVE Brasil vem trabalhando para mensurar quantos indivíduos existem na natureza e onde eles estão. Após intensas buscas, Botumirim, um pequeno município no norte de Minas Gerais, foi apontada como a única localidade com registros da espécie até então. Ficou claro que esta população precisava de proteção, assim foi criada uma reserva natural, uma propriedade particular de 593 hectares*.

O projeto “Salvando a rolinha-do-planalto e seu habitat único”, que tem apoio do CEPF Cerrado e é executado pela SAVE Brasil, tem como principal objetivo promover a conservação a longo prazo do Cerrado na área de redescoberta da rolinha-do-planalto, com especial atenção à proteção desta espécie, que está criticamente ameaçada de extinção.

O programa Terra da Gente, que retrata a biodiversidade brasileira em diversos cantos do país, foi à cidade de Botumirim (MG), próxima à Serra do Espinhaço, para registrar esse animal raro. Confira a matéria completa e o vídeo no site!

*Adaptado de texto fornecido pela SAVE Brasil.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Evitando a Extinção do Pato-Mergulhão na Chapada dos Veadeiros, Goiás, Brasil

O Projeto “Evitando a extinção do pato-mergulhão no corredor Veadeiros-Pouso Alto- Kalunga” teve suas atividades iniciadas em janeiro de 2018, na cidade de Alto Paraíso de Goiás, localizada na região da Chapada dos Veadeiros. O projeto tem como objetivo a realização de atividades de monitoramento e pesquisa do Pato-Mergulhão, ações de conscientização pública e capacitação sobre o atual estado de conservação da espécie. O projeto tem a duração de dois anos e é financiado pelo “Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos” – (CEPF), com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IIEB). O projeto é executado pelo Instituto Amada Terra de Inclusão Social (IAT), sendo sua equipe básica composta pela Coordenadora Geral: Gislaine Disconzi, Coordenador de Campo: Fernando Previdente, Coordenadora de Educomunicação: Maria Beatriz Maury e Coordenador Financeiro: Paulo Henrique Golçalves.

Por que cuidar do Pato-Mergulhão?

Com uma população pequena e vivendo em um ambiente restrito, o pato-mergulhão é uma ave rara, que está criticamente ameaçada de extinção. Sua ocorrência atualmente é apenas, no Brasil. Já desapareceu nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina e também na Argentina e no Paraguai. A sua presença indica um bom estado de conservação do ambiente, por ser uma espécie restrita a ambientes de corredeiras, cachoeiras e remansos de águas limpas e cristalinas.

Alguns resultados do projeto e de suas parcerias

Lançamento do pato-mergulhão como o embaixador das águas no Brasil

No dia 20 de março deste ano, no Fórum Mundial das Águas, em Brasília, o Pato-Mergulhão recebeu do Ministério do Meio Ambiente, o título de Embaixador das Águas Brasileiras.

EQUIPE DO INSTITUTO AMADA TERRA ESTEVE PRESENTE NO 8º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA: Gislaine Disconzi, Coordenadora do Projeto, Maria Beatriz Maury, Coordenadora de Educomunicação, juntamente com Ricardo Soavinsky, presidente do ICMBIO, Rita Surrage de Medeiros, Coordenadora do PAN do Pato Mergulhão pelo CEMAVE, Prof Sávio Bruno Freire, da UFF, Luís Fábio da Silveira, da USP, Paulo Zuquim Antas, da Funatura, Reinaldo Lourival, Nature And Culture Internacional, Fabiane Sebaio, da Cervivo e Sônia Rigueira do Instituto Terra Brasilis. Comemorando a merecida escolha do Pato-mergulhão para o título de Embaixador das Águas Brasileiras. Foto: ©IAT

Avistamento de indivíduos em expedições de campo

Desde o início do projeto já foram realizadas treinamentos, percursos de rios embarcados e expedições de reconhecimento de áreas de registros da espécie, cujo objetivo é localizar indivíduos para futuras marcações, anilhamentos e colocação de rádios e GPS. Em duas dessas expedições, já foram avistados um casal e um indivíduo. Na Chapada dos Veadeiros, estima-se que haja cerca de 50 a 60 indivíduos, o que torna estes avistamentos um resultado espetacular, em um curto período de tempo de realização do projeto.

Indivíduo localizado na expedição do Projeto Evitando a Extinção do Pato-Mergulhão na Chapada dos Veadeiros. Foto: ©IAT

Programa de Televisão sobre a Chapada

No mês de junho, a TV Record transmitiu uma série documental sobre a Chapada dos Veadeiros, dedicando um episódio ao Pato-Mergulhão. Para isso acompanhou a equipe do Projeto em uma de suas expedições. Esse é um resultado bastante positivo, que ajuda na conservação da espécie.

Série da Record

https://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/pesquisadores-tentam-preservar-especies-da-chapada-dos-veadeiros-07062018

Para saber mais

Facebook do Projeto

https://www.facebook.com/pato.mergulhao.7

Fotos do Projeto

https://www.facebook.com/pato.mergulhao.7/photos?lst=100002529835047%3A100026683758830%3A1530830913&source_ref=pb_friends_tl

 

*Texto fornecido por Maria Beatriz Maury, Coordenadora de Educomunicação, Instituto Amada Terra

 

 

Você conhece a rolinha-do-planalto?

A rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis) é uma das aves mais raras do mundo e ficou desaparecida por quase um século até uma pequena população ser redescoberta, em maio de 2015, em Minas Gerais. Devido à sua raridade, a espécie foi listada na categoria Provavelmente Extinta, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Segundo a lista da BirdLife/IUCN a espécie é considerada Criticamente Ameaçada (CR). A redescoberta da rolinha-do-planalto foi um dos mais importantes achados ornitológicos das últimas décadas, tendo grande repercussão internacional. Agora, o desafio é desenvolver ações de conservação que garantam a proteção da população encontrada e do habitat onde vive*.

Desde maio de 2015, quando Rafael Bessa reencontrou a espécie, a SAVE Brasil vem trabalhando para mensurar quantos indivíduos existem na natureza e onde eles estão. Após intensas buscas, Botumirim, um pequeno município no norte de Minas Gerais, foi apontada como a única localidade com registros da espécie até então. Ficou claro que esta população precisava de proteção, assim foi criada uma reserva natural, uma propriedade particular de 593 hectares. A Reserva rolinha-do-planalto, que futuramente será uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, protege a única população conhecida da espécie*.

O projeto “Salvando a rolinha-do-planalto e seu habitat único”, que tem apoio do CEPF Cerrado e é executado pela SAVE Brasil, tem como principal objetivo promover a conservação a longo prazo do Cerrado na área de redescoberta da rolinha-do-planalto, com especial atenção à proteção desta espécie, que está criticamente ameaçada de extinção.

Conheça mais sobre a rolinha-do-planalto, sua vocalização, comportamento e seu habitat na página da SAVE Brasil e nos ajude a conservar esta espécie criticamente ameaçada!

*Adaptado de texto fornecido pela SAVE Brasil.

 

 

 

O retorno da fauna silvestre em área restaurada no Corredor Miranda-Bodoquena

A equipe técnica da ECOA (Ecologia e Ação) junto com monitores assentados, vêm realizando o monitoramento de uma área reflorestada de 22 ha, que teve o processo de restauração iniciado em 2016. Nestas visitas, eles identificaram áreas com grande potencial de regeneração natural, onde nascentes estão se recuperando gradativamente com auxílio da vegetação em reflorestamento. Além do processo de restauração dos serviços ecossistêmicos, a equipe técnica da ECOA vêm registrando a presença constante do retorno da fauna silvestre na região. Na área já foram confirmadas as presenças da anta (Tapirus terrestris), mão-pelada (Procyon cancrivorus) e de tuiuiús (Jabiru mycteria).

Registros da presença de tuiuiús e mão-pelada na área em processo de regeneração. ©ECOA
Pegada de anta na área. ©ECOA

A ECOA executa atividades no projeto “Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais” em regiões dos municípios de Nioaque e Miranda (MS). O projeto é apoiado pelo CEPF Cerrado e tem como objetivo auxiliar na revegetação e conservação do bioma, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro nas comunidades e assentamentos do corredor Miranda – Bodoquena.