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Rolinha-do-planalto: população de 31 indivíduos em todo o Brasil

por Luana Luizy, Assessora de Comunicação, Instituto Internacional de Educação do Brasil

A rolinha-do-planalto se alimenta de pequenos grãos e sementes. Foto: Marco Silva / Acervo Save Brasil

Considerada uma das aves mais raras do mundo, a rolinha-do-planalto recebe apoio de parceiros para ser reintroduzida na natureza, sendo a sua ocorrência restrita ao município de Botumirim, no norte de MG. A população desse pássaro está em uma situação crítica, com um número muito baixo de indivíduos: hoje, são apenas 31.

Associada aos ambientes rochosos, com areia branca e abundância de água, ela se alimenta de pequenos grãos e sementes. Hoje, a principal ameaça para sua sobrevivência são as queimadas provocadas para abrir área de pasto para a criação de gado no Cerrado.

“Essa ave gosta de ambientes ricos em água; é por esse motivo que nossas ações em Botumirim estão focadas na proteção de Veredas, pois proteger essa vegetação é proteger as rolinhas-do-planalto”, diz Albert Gallon de Aguiar, da Associação para a Conservação das Aves do Brasil, Save Brasil.

As ações de manejo e execução do projeto desenvolvido pela Save Brasil resultaram na criação do Parque Estadual de Botumirim. Além disso, atividades de conscientização com a prefeitura e as escolas da cidade propiciaram a aproximação da população com o projeto, fato que resultou no fluxo de maior turismo de apreciadores de aves na região, o que gerou renda para a população.

A rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis) é uma das aves mais raras do mundo, criticamente ameaçada de extinção (CR). Foto: Ciro Albano / Acervo Save Brasil

“As pessoas começaram a entender que o parque representa uma fonte de renda para o município, que é bastante pobre, tem um baixo índice de IDH. Lá, temos uma diversidade de espécies do Cerrado: 17 mamíferos, como lobo-guará, onça parda, tamanduá-bandeira, animais que estão voltando para a reserva, porque agora há mais vigilância do Estado no combate à caça. Então, a rolinha criou um movimento de proteção do parque, afirma Albert.

Apoio do CEPF e IEB

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) e o IEB foram grandes apoiadores do projeto “Salvando a rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis) e seu habitat único no Cerrado”, o que contribuiu para disseminar junto à população local informações sobre as aves e a biodiversidade, estabelecendo uma rede de atores comprometida com a conservação ambiental na região. “O apoio permitiu que a gente ficasse em campo. Ajudou na parte da comunicação, foi um grande parceiro para a gente conseguir estabelecer as bases, para conseguirmos caminhar. O CEPF e IEB permitiram que a gente tivesse governança”, comenta Albert.

Desdobramentos

Apesar da rolinha-do-planalto estar em uma situação crítica, as ações da Save Brasil colaboraram para aumentar a sua população, que no início era de 11 indivíduos. Dessa maneira, o seu crescimento para 31 pássaros representa uma vitória.

Como próximo passo vamos começar o manejo da população, com a retirada de alguns ovos da natureza para criar em cativeiro, ter uma população de segurança, para depois reintroduzi-los em regiões naturais. Assim, podemos evitar, por exemplo, que uma queimada acabe com a população de uma vez”, explica o especialista.

 

Saiba mais sobre a Save Brasil:

http://savebrasil.org.br


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Bicudo: caça excessiva levou ave à extinção

por Luana Luizy, Assessora de Comunicação, Instituto Internacional de Educação do Brasil

“Grande parte das aves no Brasil estão ameaçadas pela modificação e a destruição de seu habitat. O bicudo é uma das poucas que estão ameaçadas por outro motivo: a caça. Os passarinheiros (caçadores, comercializadores e colecionadores de pássaros) foram tão eficientes, que conseguiram exterminar o bicudo de boa parte do Brasil”, diz Flávio Ubaid, colaborador do Instituto Ariramba de Conservação da Natureza.

O bicudo sofreu intensa captura para abastecer o comércio ilegal. Foto: ©Flávio Ubaid/Acervo Instituto Ariramba

Seu canto melódico, similar ao som de uma flauta, faz do bicudo alvo da captura ilegal de colecionadores. Considerado uma das aves mais raras do Brasil, ele luta contra a perseguição de gaioleiros para viver.

“O bicudo é um pássaro que originalmente habitava boa parte do Brasil Central até o norte da Amazônia e inclusive em outros países, mas ele sofre uma pressão de captura muito grande, fato que foi crucial para extingui-los”, afirma Flávio.

O pássaro vive em ambientes alagados onde nasce o capim tiririca, espécie de capim navalha cujas sementes são seu principal alimento, quebradas por seu bico grosso e forte

Como buscam os lugares com abundância de água, a preservação das nascentes e Veredas do Cerrado é essencial para a sobrevivência do bicudo.

 “O Cerrado é um bioma riquíssimo em água; e esse pássaro está diretamente relacionado com essas áreas úmidas. No entanto, o desmatamento e as queimadas contribuem para secar as Veredas e prejudicar as nascentes, o que contribui para esse deixar de ser um ambiente do bicudo”, complementa Flávio.

Reintrodução da espécie

Os machos possuem a plumagem quase totalmente preta, enquanto as fêmeas têm penas pardas. Foto: ©Flávio Ubaid/Acervo Instituto Ariramba

O apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) tem fortalecido ações de reintrodução do bicudo em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). As atividades concentram-se, por enquanto, principalmente no norte de Minas Gerais, área que abrange o Corredor Sertão Veredas-Peruaçu e a RPPN Porto Cajueiro.

“O CEPF/IEB nos permitiu estabelecer uma população de bicudos em vida livre em MG cumprindo todo o processo de ambientação e exigências legais. Dessa forma, o apoio foi decisivo para promover a conservação do bicudo. Ao longo do desenvolvimento das atividades, a Usina Coruripe, proprietária da RPPN Porto Cajueiro, se identificou com o projeto e também vem contribuindo em todas as etapas de execução. Um grande avanço do projeto será a implementação de um criatório conservacionista de bicudos, financiado pela Coruripe, que colocará o projeto em um outro patamar de atuação”, aponta Ubaid, sobre os resultados do projeto ‘Reintrodução do bicudo em áreas-chave para a conservação do Cerrado’, gerido pelo Instituto Ariramba de Conservação da Natureza.

 

Conheça mais sobre o projeto bicudo:

https://www.instagram.com/projetobicudo/


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

Bicudos na natureza

O bicudo (Sporophila maximiliani) é uma das aves mais raras e ameaçadas do Brasil e atualmente são desconhecidas populações em vida livre no país. O último registro na natureza ocorreu no final de 2014, onde uma pequena população foi localizada no interior do estado de Mato Grosso, que desde então não foi mais avistada. No restante do país, o bicudo foi extinto em praticamente toda sua área de ocorrência.

A reintrodução de casais do bicudo começou em novembro de 2018 em Januária no norte de Minas, área que abrange o Corredor Sertão Veredas-Peruaçu. Desde então, 34 bicudos foram reintroduzidos com sucesso numa área de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e vem sendo monitorados pela equipe do projeto Reintrodução do bicudo em áreas-chave para a conservação do Cerrado. Para entender melhor as etapas que envolvem a reintrodução dos bicudos, o programa Terra da Gente acompanhou a soltura de um casal na área do projeto. Clique aqui no post e confira o programa na íntegra:

Além da reintrodução, o projeto também tem o importante papel de gerar conhecimento científico sobre a espécie, e portanto, apresentou alguns dos resultados no último Congresso Brasileiro de Ornitologia que foi realizado em julho deste ano em Vila Velha (ES). O projeto é apoiado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) e Instituto Internacional de Educação do Brasil e é executado pelo Instituto Ariramba de Conservação da Natureza com o apoio de diversos profissionais de diferentes instituições e universidades do Brasil.

Conheça mais projetos apoiados pelo CEPF Cerrado e IEB no nosso site.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Nova população da rolinha-do-planalto foi descoberta no Cerrado

texto original por Margaret Sessa-Hawkins/BirdLife International

Em fevereiro de 2019, a equipe da SAVE Brasil (Representante da BirdLife no Brasil) começou a ouvir relatos emocionantes de membros das comunidades do entorno do Parque Estadual de Botumirim, no estado de Minas Gerais.

A comunidade relatou o avistamento de Columbina cyanopis (Criticamente em Perigo), espécie conhecida popularmente por rolinha-do-planalto, do lado de fora do local onde a ave costumava ser encontrada. A equipe da SAVE Brasil ficou tanto animada quanto cética. Uma das aves mais raras do mundo, a rolinha-do-planalto foi considerada extinta por 75 anos, antes que 14 indivíduos fossem vistos em estado selvagem em 2015. Uma nova população, mesmo pequena, significaria aumento da diversidade genética, e também apontaria para a possibilidade de haver mais indivíduos não descobertos na natureza.

Em 14 de março de 2019, uma equipe saiu em busca das aves. Os pássaros foram vistos dentro dos limites do Parque Estadual de Botumirim, a cerca de 5 quilômetros de onde a população conhecida vive atualmente. A equipe procurou os pássaros ao longo de cinco transectos independentes, tocando gravações de chamadas para atrair os pássaros.

Após 45 minutos, a busca da equipe foi recompensada. Eles avistaram um par da rolinha-do-planalto, enquanto um macho próximo cantava. Nas três horas seguintes, a equipe avistou uma quarta ave na área. O avistamento dos quatro novos indivíduos representou um aumento de 26% em relação à população anteriormente conhecida.

Rolinha-do-planalto. Foto: Ciro Albano/Acervo SAVE Brasil

“Aqueles que trabalham com a conservação da natureza são geralmente muito resistentes, mas é difícil procurar por espécies raras como a rolinha-do-planalto em um habitat que parece perfeito para ele e não encontrá-lo lá”, diz Marcelo Lisita, assistente de projeto Depois de um ano olhando em locais diferentes sem encontrar novos indivíduos, foi com muita emoção que vimos esses poucos em uma nova área.”

A descoberta da rolinha-do-planalto foi significativa além de sua importância para a população de aves. Desde a descoberta da população original em 2015, a SAVE Brasil tem trabalhado de perto com as comunidades vizinhas para aumentar a conscientização sobre a ave. No início de 2018, a SAVE abriu a reserva para os visitantes onde os as aves são encontradas. Desde então, eles vêm trabalhando para tentar garantir que as comunidades se beneficiem do ecoturismo. Ter um membro da comunidade relatando um avistamento, mostra que esses esforços de divulgação são bem-sucedidos.

Apesar da nova população, a perspectiva para a rolinha-do-planalto ainda não está clara, então a SAVE está fazendo todo o possível para aumentar a chance de sobrevivência das espécies. Em janeiro de 2018, com o apoio da Rainforest Trust, a organização conseguiu comprar um pequeno lote de terra onde a ave foi originalmente encontrada, formando a Reserva Natural da Rolinha-do-Planalto. As visitas à reserva são rigorosamente controladas e precisam ser agendadas com antecedência por meio da SAVE. Em 6 de julho do mesmo ano, o governo local estabeleceu, aproximadamente, outros 36 mil hectares de terras protegidas, criando o Parque Estadual de Botumirim, que se sobrepõe à reserva da SAVE e amplia a área total protegida.

Pesquisas recentes sobre a rolinha nos deram razões para sermos esperançosos. Até agora, oito ninhos foram encontrados, embora apenas um filhote tenha fugido. Com a descoberta da nova população, a equipe também renovou seus esforços para procurar outros locais onde a rolinha-do-planalto possa ser encontrada. Fora dos quatro indivíduos relatados pelos membros da comunidade, eles não tiveram sorte, mas não estão perdendo a esperança. Ainda há muitos lugares para serem visitados.

A SAVE Brasil executa o projeto Salvando a rolinha-do-planalto e seu habitat único no Cerrado com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Funde Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Considerado extinto no estado de Minas Gerais, bicudos são reintroduzidos em área protegida no norte do estado

via Instituto Ariramba

bicudo (Sporophila maximiliani) é uma das aves mais raras e ameaçadas do Brasil e atualmente são desconhecidas populações em vida livre no país. O último registro na natureza ocorreu no final de 2014, onde uma pequena população foi localizada no interior do estado de Mato Grosso, que desde então não foi mais avistada. No restante do país, o bicudo foi extinto em praticamente toda sua área de ocorrência. Visando reverter esse quadro, em novembro de 2018 alguns casais de bicudo foram reintroduzidos no norte de Minas Gerais, em uma área protegida inserida no corredor prioritário Sertão Veredas-Peruaçu. Antes da reintrodução, os bicudos passaram por procedimentos de triagem e adaptação, incluindo a seleção de exemplares puros, bateria de exames sanitários, adaptação para voos de longa distância e ambientação às condições climáticas locais.

Os bicudos reintroduzidos estão se adaptando muito bem ao ambiente natural e estamos otimistas com as possibilidades futuras”, explica o Prof. Dr. Flávio Kulaif Ubaid, coordenador do projeto.

Os bicudos estão sendo monitorados por biólogos do projeto e as próximas etapas incluem a reintrodução de mais casais. “Queremos que o bicudo volte a habitar as veredas do norte de Minas Gerais e, porque não, de todo Cerrado. Em médio prazo, nossa meta é que a população de bicudos em vida livre seja incrementada substancialmente até que a espécie passe para categorias menos críticas de ameaça”, relata o Dr. Ubaid.

O projeto apoiado pelo CEPF e Instituto Internacional de Educação do Brasil –Reintrodução do bicudo em áreas-chave para a conservação do Cerrado – é gerido pelo Instituto Ariramba de Conservação da Natureza e conta ainda com o apoio de diversos profissionais de diferentes instituições e universidades do Brasil. O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

Terra da Gente filma a rolinha-do-planalto

Columbina cyanopis (rolinha-do-planalto). Foto: ©SAVE Brasil

 

rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis) é uma das aves mais raras do mundo e ficou desaparecida por quase um século até uma pequena população ser redescoberta, em maio de 2015, em Minas Gerais. Devido à sua raridade, a espécie foi listada na categoria Provavelmente Extinta, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Segundo a lista da BirdLife/IUCN a espécie é considerada Criticamente Ameaçada (CR). A redescoberta da rolinha-do-planalto foi um dos mais importantes achados ornitológicos das últimas décadas, tendo grande repercussão internacional. Agora, o desafio é desenvolver ações de conservação que garantam a proteção da população encontrada e do habitat onde vive*.

Desde maio de 2015, quando Rafael Bessa reencontrou a espécie, a SAVE Brasil vem trabalhando para mensurar quantos indivíduos existem na natureza e onde eles estão. Após intensas buscas, Botumirim, um pequeno município no norte de Minas Gerais, foi apontada como a única localidade com registros da espécie até então. Ficou claro que esta população precisava de proteção, assim foi criada uma reserva natural, uma propriedade particular de 593 hectares*.

O projeto “Salvando a rolinha-do-planalto e seu habitat único”, que tem apoio do CEPF Cerrado e é executado pela SAVE Brasil, tem como principal objetivo promover a conservação a longo prazo do Cerrado na área de redescoberta da rolinha-do-planalto, com especial atenção à proteção desta espécie, que está criticamente ameaçada de extinção.

O programa Terra da Gente, que retrata a biodiversidade brasileira em diversos cantos do país, foi à cidade de Botumirim (MG), próxima à Serra do Espinhaço, para registrar esse animal raro. Confira a matéria completa e o vídeo no site!

*Adaptado de texto fornecido pela SAVE Brasil.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Evitando a Extinção do Pato-Mergulhão na Chapada dos Veadeiros, Goiás, Brasil

O Projeto “Evitando a extinção do pato-mergulhão no corredor Veadeiros-Pouso Alto- Kalunga” teve suas atividades iniciadas em janeiro de 2018, na cidade de Alto Paraíso de Goiás, localizada na região da Chapada dos Veadeiros. O projeto tem como objetivo a realização de atividades de monitoramento e pesquisa do Pato-Mergulhão, ações de conscientização pública e capacitação sobre o atual estado de conservação da espécie. O projeto tem a duração de dois anos e é financiado pelo “Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos” – (CEPF), com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IIEB). O projeto é executado pelo Instituto Amada Terra de Inclusão Social (IAT), sendo sua equipe básica composta pela Coordenadora Geral: Gislaine Disconzi, Coordenador de Campo: Fernando Previdente, Coordenadora de Educomunicação: Maria Beatriz Maury e Coordenador Financeiro: Paulo Henrique Golçalves.

Por que cuidar do Pato-Mergulhão?

Com uma população pequena e vivendo em um ambiente restrito, o pato-mergulhão é uma ave rara, que está criticamente ameaçada de extinção. Sua ocorrência atualmente é apenas, no Brasil. Já desapareceu nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina e também na Argentina e no Paraguai. A sua presença indica um bom estado de conservação do ambiente, por ser uma espécie restrita a ambientes de corredeiras, cachoeiras e remansos de águas limpas e cristalinas.

Alguns resultados do projeto e de suas parcerias

Lançamento do pato-mergulhão como o embaixador das águas no Brasil

No dia 20 de março deste ano, no Fórum Mundial das Águas, em Brasília, o Pato-Mergulhão recebeu do Ministério do Meio Ambiente, o título de Embaixador das Águas Brasileiras.

EQUIPE DO INSTITUTO AMADA TERRA ESTEVE PRESENTE NO 8º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA: Gislaine Disconzi, Coordenadora do Projeto, Maria Beatriz Maury, Coordenadora de Educomunicação, juntamente com Ricardo Soavinsky, presidente do ICMBIO, Rita Surrage de Medeiros, Coordenadora do PAN do Pato Mergulhão pelo CEMAVE, Prof Sávio Bruno Freire, da UFF, Luís Fábio da Silveira, da USP, Paulo Zuquim Antas, da Funatura, Reinaldo Lourival, Nature And Culture Internacional, Fabiane Sebaio, da Cervivo e Sônia Rigueira do Instituto Terra Brasilis. Comemorando a merecida escolha do Pato-mergulhão para o título de Embaixador das Águas Brasileiras. Foto: ©IAT

Avistamento de indivíduos em expedições de campo

Desde o início do projeto já foram realizadas treinamentos, percursos de rios embarcados e expedições de reconhecimento de áreas de registros da espécie, cujo objetivo é localizar indivíduos para futuras marcações, anilhamentos e colocação de rádios e GPS. Em duas dessas expedições, já foram avistados um casal e um indivíduo. Na Chapada dos Veadeiros, estima-se que haja cerca de 50 a 60 indivíduos, o que torna estes avistamentos um resultado espetacular, em um curto período de tempo de realização do projeto.

Indivíduo localizado na expedição do Projeto Evitando a Extinção do Pato-Mergulhão na Chapada dos Veadeiros. Foto: ©IAT

Programa de Televisão sobre a Chapada

No mês de junho, a TV Record transmitiu uma série documental sobre a Chapada dos Veadeiros, dedicando um episódio ao Pato-Mergulhão. Para isso acompanhou a equipe do Projeto em uma de suas expedições. Esse é um resultado bastante positivo, que ajuda na conservação da espécie.

Série da Record

https://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/pesquisadores-tentam-preservar-especies-da-chapada-dos-veadeiros-07062018

Para saber mais

Facebook do Projeto

https://www.facebook.com/pato.mergulhao.7

Fotos do Projeto

https://www.facebook.com/pato.mergulhao.7/photos?lst=100002529835047%3A100026683758830%3A1530830913&source_ref=pb_friends_tl

 

*Texto fornecido por Maria Beatriz Maury, Coordenadora de Educomunicação, Instituto Amada Terra

 

 

Você conhece a rolinha-do-planalto?

A rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis) é uma das aves mais raras do mundo e ficou desaparecida por quase um século até uma pequena população ser redescoberta, em maio de 2015, em Minas Gerais. Devido à sua raridade, a espécie foi listada na categoria Provavelmente Extinta, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Segundo a lista da BirdLife/IUCN a espécie é considerada Criticamente Ameaçada (CR). A redescoberta da rolinha-do-planalto foi um dos mais importantes achados ornitológicos das últimas décadas, tendo grande repercussão internacional. Agora, o desafio é desenvolver ações de conservação que garantam a proteção da população encontrada e do habitat onde vive*.

Desde maio de 2015, quando Rafael Bessa reencontrou a espécie, a SAVE Brasil vem trabalhando para mensurar quantos indivíduos existem na natureza e onde eles estão. Após intensas buscas, Botumirim, um pequeno município no norte de Minas Gerais, foi apontada como a única localidade com registros da espécie até então. Ficou claro que esta população precisava de proteção, assim foi criada uma reserva natural, uma propriedade particular de 593 hectares. A Reserva rolinha-do-planalto, que futuramente será uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, protege a única população conhecida da espécie*.

O projeto “Salvando a rolinha-do-planalto e seu habitat único”, que tem apoio do CEPF Cerrado e é executado pela SAVE Brasil, tem como principal objetivo promover a conservação a longo prazo do Cerrado na área de redescoberta da rolinha-do-planalto, com especial atenção à proteção desta espécie, que está criticamente ameaçada de extinção.

Conheça mais sobre a rolinha-do-planalto, sua vocalização, comportamento e seu habitat na página da SAVE Brasil e nos ajude a conservar esta espécie criticamente ameaçada!

*Adaptado de texto fornecido pela SAVE Brasil.

 

 

 

O retorno da fauna silvestre em área restaurada no Corredor Miranda-Bodoquena

A equipe técnica da ECOA (Ecologia e Ação) junto com monitores assentados, vêm realizando o monitoramento de uma área reflorestada de 22 ha, que teve o processo de restauração iniciado em 2016. Nestas visitas, eles identificaram áreas com grande potencial de regeneração natural, onde nascentes estão se recuperando gradativamente com auxílio da vegetação em reflorestamento. Além do processo de restauração dos serviços ecossistêmicos, a equipe técnica da ECOA vêm registrando a presença constante do retorno da fauna silvestre na região. Na área já foram confirmadas as presenças da anta (Tapirus terrestris), mão-pelada (Procyon cancrivorus) e de tuiuiús (Jabiru mycteria).

Registros da presença de tuiuiús e mão-pelada na área em processo de regeneração. ©ECOA
Pegada de anta na área. ©ECOA

A ECOA executa atividades no projeto “Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais” em regiões dos municípios de Nioaque e Miranda (MS). O projeto é apoiado pelo CEPF Cerrado e tem como objetivo auxiliar na revegetação e conservação do bioma, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro nas comunidades e assentamentos do corredor Miranda – Bodoquena.