Início » Notícias » espécies ameaçadas

Tag: espécies ameaçadas

Cacto raro e ameaçado de extinção é foco de projeto de conservação no Vale do Jequitinhonha, Itamarandiba, Minas Gerais

Hoje, no Dia Nacional do Cerrado (11/09), vamos conhecer uma planta rara natural da região do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, que está criticamente ameaçada devido à destruição de seu habitat por mineração e pela coleta ilegal e predatória para comércio de colecionadores. Ela pertence à família botânica Cactaceae, o cacto com o nome científico de Uebelmannia buiningii, Coroa de Ita, é encontrado numa área com cerca de 18,81 hectares localizada no município de Itamarandiba. Essa área é de transição entre os biomas da Mata Atlântica e o Cerrado e onde encontra-se uma das poucas unidades de conservação da região, o Parque Estadual Serra Negra – PESN. O local é considerado uma área-chave para a biodiversidade ou Key Biodiversity Area (KBA), repleto de espécies endêmicas. As KBAs são locais que “contribuem significativamente para a persistência mundial da biodiversidade”, por exemplo, por meio do apoio à conservação de espécies ameaçadas e espécies que tenham distribuições globais severamente restritas.

A planta vem sendo estudada desde 2012 por pesquisadores do Centro de Avaliação da Biodiversidade e Pesquisa e Conservação do Cerrado – CBC, do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), que vão a campo em busca de conhecimento sobre suas populações, de entendimento mais detalhado das características de seus habitats e de fatores que ameaçam a sua sobrevivência, os quais são divulgados em trabalhos científicos e ajudam a orientar os caminhos a serem trilhados para o manejo de suas populações na natureza.

Paisagem da região de Serra Negra, no Vale do Jequitinhonnha, em Itamarandiba. Foto: Washington Oliveira / Acervo pessoal

O Projeto “Ecologia e Recuperação de U. buiningii” conta desde 2019 com o apoio financeiro do Instituto Internacional de Educação do Brasil, através do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) e com a gestão do Instituto Jurumi para a Conservação da Natureza em parceria com a Embrapa-Cenargen e o Parque Estadual Serra Negra. A bióloga e coordenadora do Projeto, Suelma Ribeiro explica que: “o foco principal, sem dúvida, é garantir a manutenção do cacto na natureza em longo prazo”. 

A planta encontra-se criticamente ameaçada, segundo a lista nacional e internacional de espécies da flora ameaçada de extinção, devido à destruição de seu habitat e retirada ilegal de seus indivíduos. Porém, outras ameaças foram identificadas com os estudos realizados em 2019. Segundo o biólogo Washington Oliveira, integrante da equipe: “a pesquisa realizada no ano passado indicou que a planta exótica invasora conhecida como capim-gordura (Melinis minutiflora) foi encontrada em todas as áreas de ocorrência do cacto e afeta negativamente a sua abundância”.

O cacto que vive exclusivamente numa faixa entre 900 e 1350 m de altitude, é polinizado por abelhas, mede cerca de 6 cm de altura e vive em associação com outros arbustos e rochas, especialmente embaixo de outras espécies endêmicas de bromélias e velózias, também conhecidas como canela-de-ema. Essa associação favorece uma maior abundância do cacto, atenuando a radiação solar excessiva por meio do sombreamento, que deixa o ambiente mais úmido, reduzindo os efeitos negativos da alta temperatura do local, tornando esses locais apropriados para a germinação de sementes. De acordo com Suelma Ribeiro, “esses ambientes funcionam como um microecossistema que devem ser protegidos para garantir a manutenção dos indivíduos de Uebelmannia buiningii.

Coroa de Ita. Foto: Washington Oliveira/Acervo pessoal

No entanto, a maior parte das populações do cacto vivem fora do PESN, com quatro pequenas populações situadas em propriedades particulares, o que exige açōes urgentes de proteção e de sensibilização. Nesse sentido, o projeto também atua com iniciativas de educação ambiental já desenvolvidas pela equipe do Parque, estimulando açōes que sensibilizam crianças e jovens das comunidades locais. O gerente do PESN, Wanderlei Pimenta comenta que: “a redefinição dos limites do Parque, a criação de reservas particulares do patrimônio natural – RPPN e a intensificação de açōes de educação ambiental na região são fundamentais para a proteção da planta e dos ecossistemas da unidade”.

O manejo das populações do cacto nos campos rupestres da Serra Negra exige a adoção de estratégias de manejo adptativo que favoreçam a redução dos impactos sobre os poucos indivíduos que restam na natureza. Assim, é essencial garantir a manutenção das interaçōes ecológicas e a proteção de seus habitats. De acordo com Suelma Ribeiro, essa abordagem servirá também para beneficiar outras espécies ameaçadas de extinção que ocorrem no território e explica: “a implementação dessas estratégias de manejo será o próximo passo a ser trilhado pelo projeto, mas que irá exigir o fortalecimento das parcerias atuais bem como a sua ampliação para, assim, salvarmos juntos esse cacto da extinção”.

 

Mais informações podem ser acessadas nos seguintes sites: 

Instituto Jurumi: https://bio.institutojurumi.org.br/atividades/projeto/cacto    

CEPF Cerrado: http://cepfcerrado.iieb.org.br/projetos/ecologia-e-recuperacao-de-uebelmannia-buiningii-donald-cactaceae/

CBC/ICMBio:  https://www.icmbio.gov.br/cbc/acoes-de-pequisa-e-conservacao/manejo-para-conservacao-da-biodiversidade-em-ucs.html 

Parque Estadual Serra Negra: https://www.facebook.com/parqueserranegra/    


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Simpósio “Flora em Debate” acontece em março na cidade de Belo Horizonte

Acontece no dia 19 de março, em Belo Horizonte, o Simpósio “Desafios na conservação de plantas raras. O caso das espécies de Dimorphandra”.  Este simpósio é uma das ações do Plano de Ação Nacional para conservação do faveiro-de-wilson, uma espécie de árvore rara e endêmica de Minas Gerais, ameaçada de extinção.

O simpósio é também parte integrante do Projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-Wilson (Dimorphandra wilsonii)”, que conta com apoio do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos e Instituto Internacional de Educação do Brasil. No evento, especialistas e colaboradores que trabalham com esta espécie, bem como com outra espécie de árvore igualmente rara na região, o faveiro-da-mata, mostrarão os últimos avanços na pesquisa e conservação destas espécies, bem como debaterão os caminhos a seguir.

O projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-wilson” é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e teve início em novembro de 2017 e conta com várias ações em andamento, dentre elas encontros, capacitações e visitas às áreas de ocorrência da espécie, atuando em uma extensão de 5.215 km², onde estão os 18 municípios de ocorrência do faveiro. Saiba mais sobre as ações do projeto!

Se você tem interesse em participar do simpósio, entre no site e faça sua inscrição.

https://floraemdebate.wixsite.com/floraemdebate

Confira a programação!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Bicudos na natureza

O bicudo (Sporophila maximiliani) é uma das aves mais raras e ameaçadas do Brasil e atualmente são desconhecidas populações em vida livre no país. O último registro na natureza ocorreu no final de 2014, onde uma pequena população foi localizada no interior do estado de Mato Grosso, que desde então não foi mais avistada. No restante do país, o bicudo foi extinto em praticamente toda sua área de ocorrência.

A reintrodução de casais do bicudo começou em novembro de 2018 em Januária no norte de Minas, área que abrange o Corredor Sertão Veredas-Peruaçu. Desde então, 34 bicudos foram reintroduzidos com sucesso numa área de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e vem sendo monitorados pela equipe do projeto Reintrodução do bicudo em áreas-chave para a conservação do Cerrado. Para entender melhor as etapas que envolvem a reintrodução dos bicudos, o programa Terra da Gente acompanhou a soltura de um casal na área do projeto. Clique aqui no post e confira o programa na íntegra:

Além da reintrodução, o projeto também tem o importante papel de gerar conhecimento científico sobre a espécie, e portanto, apresentou alguns dos resultados no último Congresso Brasileiro de Ornitologia que foi realizado em julho deste ano em Vila Velha (ES). O projeto é apoiado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) e Instituto Internacional de Educação do Brasil e é executado pelo Instituto Ariramba de Conservação da Natureza com o apoio de diversos profissionais de diferentes instituições e universidades do Brasil.

Conheça mais projetos apoiados pelo CEPF Cerrado e IEB no nosso site.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Árvore criticamente ameaçada do Cerrado mineiro engaja pesquisadores e sociedade em prol da conservação

O faveiro-de wilson, cujo nome científico é Dimorphandra wilsonii Rizzini, da família das leguminosas (Fabaceae), é uma espécie ameaçada de extinção, categoria “Criticamente em Perigo de Extinção”. Ela é endêmica da região central de Minas Gerais, na transição do Cerrado para a Mata Atlântica, ou seja, não existe em nenhum outro lugar do mundo. Por ser tão raro, o faveiro-de-wilson é protegido pelo Decreto Lei no 43904/2004 de Minas Gerais. O faveiro-de-wilson chegou próximo da extinção devido à destruição das matas da região, principalmente nos últimos 60 anos. Até agora foram encontradas pouco mais de 300 árvores na natureza, e a maioria delas está isolada no meio de pastagens, onde tem grande dificuldade de se reproduzir. As árvores do faveiro-de-wilson podem ser encontradas também em capoeiras e matas, tanto nas baixadas quanto nas encostas e topos de morro*.

©Fernando Fernandes / Acervo SAFZB-BH

O projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-wilson” é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e recebe apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). O projeto teve início em novembro de 2017 e já conta com várias ações em andamento, dentre encontros, capacitações e visitas às áreas de ocorrência da espécie, atuando em uma extensão de 5.215 km², onde estão os 18 municípios de ocorrência do faveiro. “A execução do projeto na região tem propiciado, além do aumento de conhecimento, um aumento do grau de conscientização ambiental e maior engajamento na defesa do meio ambiente nas pessoas locais”, relata Fernando Fernandes, pesquisador e líder do projeto. Em dezembro de 2018, Fernando foi selecionado como finalista ao Prêmio Natureza Gerais, instituído pelo governo estadual por meio do pelo Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais (COPAM) e recebeu uma homenagem ao seu trabalho em prol da conservação do meio ambiente.

©Acervo SAFZB-BH

Em dezembro do último ano foram semeadas 3.000 sementes da espécie no Jardim Botânico de Belo Horizonte (MG) e no viveiro Árvores Gerais, no município de Florestal (MG), visando a produção de mudas para a reintrodução do faveiro em suas áreas de ocorrência.

Veja o vídeo abaixo para saber mais sobre o trabalho da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte com a espécie faveiro-de-wilson!


*Texto retirado do site da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte.

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Nova população da rolinha-do-planalto foi descoberta no Cerrado

texto original por Margaret Sessa-Hawkins/BirdLife International

Em fevereiro de 2019, a equipe da SAVE Brasil (Representante da BirdLife no Brasil) começou a ouvir relatos emocionantes de membros das comunidades do entorno do Parque Estadual de Botumirim, no estado de Minas Gerais.

A comunidade relatou o avistamento de Columbina cyanopis (Criticamente em Perigo), espécie conhecida popularmente por rolinha-do-planalto, do lado de fora do local onde a ave costumava ser encontrada. A equipe da SAVE Brasil ficou tanto animada quanto cética. Uma das aves mais raras do mundo, a rolinha-do-planalto foi considerada extinta por 75 anos, antes que 14 indivíduos fossem vistos em estado selvagem em 2015. Uma nova população, mesmo pequena, significaria aumento da diversidade genética, e também apontaria para a possibilidade de haver mais indivíduos não descobertos na natureza.

Em 14 de março de 2019, uma equipe saiu em busca das aves. Os pássaros foram vistos dentro dos limites do Parque Estadual de Botumirim, a cerca de 5 quilômetros de onde a população conhecida vive atualmente. A equipe procurou os pássaros ao longo de cinco transectos independentes, tocando gravações de chamadas para atrair os pássaros.

Após 45 minutos, a busca da equipe foi recompensada. Eles avistaram um par da rolinha-do-planalto, enquanto um macho próximo cantava. Nas três horas seguintes, a equipe avistou uma quarta ave na área. O avistamento dos quatro novos indivíduos representou um aumento de 26% em relação à população anteriormente conhecida.

Rolinha-do-planalto. Foto: Ciro Albano/Acervo SAVE Brasil

“Aqueles que trabalham com a conservação da natureza são geralmente muito resistentes, mas é difícil procurar por espécies raras como a rolinha-do-planalto em um habitat que parece perfeito para ele e não encontrá-lo lá”, diz Marcelo Lisita, assistente de projeto Depois de um ano olhando em locais diferentes sem encontrar novos indivíduos, foi com muita emoção que vimos esses poucos em uma nova área.”

A descoberta da rolinha-do-planalto foi significativa além de sua importância para a população de aves. Desde a descoberta da população original em 2015, a SAVE Brasil tem trabalhado de perto com as comunidades vizinhas para aumentar a conscientização sobre a ave. No início de 2018, a SAVE abriu a reserva para os visitantes onde os as aves são encontradas. Desde então, eles vêm trabalhando para tentar garantir que as comunidades se beneficiem do ecoturismo. Ter um membro da comunidade relatando um avistamento, mostra que esses esforços de divulgação são bem-sucedidos.

Apesar da nova população, a perspectiva para a rolinha-do-planalto ainda não está clara, então a SAVE está fazendo todo o possível para aumentar a chance de sobrevivência das espécies. Em janeiro de 2018, com o apoio da Rainforest Trust, a organização conseguiu comprar um pequeno lote de terra onde a ave foi originalmente encontrada, formando a Reserva Natural da Rolinha-do-Planalto. As visitas à reserva são rigorosamente controladas e precisam ser agendadas com antecedência por meio da SAVE. Em 6 de julho do mesmo ano, o governo local estabeleceu, aproximadamente, outros 36 mil hectares de terras protegidas, criando o Parque Estadual de Botumirim, que se sobrepõe à reserva da SAVE e amplia a área total protegida.

Pesquisas recentes sobre a rolinha nos deram razões para sermos esperançosos. Até agora, oito ninhos foram encontrados, embora apenas um filhote tenha fugido. Com a descoberta da nova população, a equipe também renovou seus esforços para procurar outros locais onde a rolinha-do-planalto possa ser encontrada. Fora dos quatro indivíduos relatados pelos membros da comunidade, eles não tiveram sorte, mas não estão perdendo a esperança. Ainda há muitos lugares para serem visitados.

A SAVE Brasil executa o projeto Salvando a rolinha-do-planalto e seu habitat único no Cerrado com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Funde Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Equipe do projeto “Evitando a Extinção do Pato-Mergulhão” registra espécie no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Goiás

por Gislaine Disconzi, Instituto Amada Terra

Rio Preto, Goiás. Foto: Acervo IAT

O projeto Evitando a Extinção do Pato-Mergulhão no Corredor Veadeiros – Pouso Alto – Kalunga, que é executado pelo Instituto Amada Terra, e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Funde Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), realizou expedição a campo neste mês de abril no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Goiás onde avistou OITO INDIVÍDUOS da espécie (Mergus octosetaceus).

O projeto tem realizado uma série de descidas de rios embarcado, na busca da  melhoria da informação sobre a presença do pato-mergulhão na região. A espécie é considerada uma das mais ameaçadas das Américas e foi declarado o Embaixador das Águas Continentais Brasileiras. Nos dias 2 e 3 de abril, uma equipe composta por cinco pessoas, sendo três profissionais de canoagem, o coordenador técnico de campo do projeto e o coordenador de uso público do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, percorreram aproximadamente 40 km do Rio Preto em busca de indivíduos da espécie. Está é a primeira de diversas ações a serem realizadas dentro de uma estratégia de proteção dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, localizado no estado de Goiás.

Equipe em expedição ao rio Preto. Foto: Acervo IAT

Equipe em campo: Wellinton de França Lima; Carlos Alexandre Xavier; Guilherme Predebon (Consultor de Campo Embarcado); Fernando H. Previdente (Coordenador de Campo) e André Ribeiro (Coordenador de uso público do PNCV).

Veja mais notícias sobre a expedição no site do ICMBio, no Conexão Planeta e nas redes sociais!

Assista o vídeo que registra a presença do pato-mergulhão durante a expedição da equipe ao rio Preto!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Instituto Jurumi abre oportunidade em projeto apoiado pelo IEB e CEPF Cerrado

O projeto ‘Ecologia e recuperação de Uebelmannia buiningii Donald (Cactaceae), que é executado pelo Instituto Jurumi e conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), visa propor um plano de recuperação para Uebelmannia buiningii, cacto endêmico da região de Serra Negra na Cadeia do Espinhaço (Minas Gerais). Este plano será baseado em estudos ecológicos robustos, que permitam o conhecimento do impacto do distúrbio antrópico e natural sobre a espécie e a identificação dos estágios da história de vida mais críticos, para se entender a viabilidade da população a longo prazo.

Através de Termo de Referência, o Instituto Jurumi abre oportunidade de contratação de prestação de serviço de profissional/empresa para gerar subsídios ecológicos para a recuperação das populações de Uebelmannia buiningii.

As atividades serão desenvolvidas de Março de 2019 a Outubro de 2020 e os interessados devem enviar currículo via e-mail para contato@institutojurumi.org.br até às 23 horas do dia 05/03/2019.

Para mais informações, entre em contato com o Instituto Jurumi.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Cerrado mineiro conta com mais uma ação de proteção ao faveiro-de-wilson

© F. Fernandes/ Acervo SAFZBH

 

O fogo é um agente indispensável para a manutenção da biodiversidade nas diferentes savanas do mundo. Como o Cerrado é classificado como a savana brasileira, o fogo executa um papel importantíssimo na manutenção de determinados ecossistemas e espécies de sua flora. Porém, é preciso ressaltar, que o fogo que ocorre naturalmente, ou seja, provocado por raios ou por combustão espontânea é diferente da queimada indiscriminada, que quando provocada, é extremamente danosa à biodiversidade do Cerrado.

Para executar um trabalho de conservação da árvore conhecida como faveiro-de-wilson no município de Pequi, Minas Gerais, no mês de julho foi criada a brigada de combate a incêndios florestais. Pequi está localizada no centro-oeste de Minas Gerais, distante 182 km de Belo Horizonte e concentra o maior número de árvores desta espécie. A brigada é constituída de 16 brigadistas voluntários residentes em Pequi, que receberam em junho um treinamento completo, teórico e prático, oferecido pela ONG Brigada 1 e pelo Programa de Conservação do faveiro-de-wilson. A criação desta brigada era uma das ações previstas no Plano de Ação Nacional para Conservação desta espécie.

Esta ação faz parte do projeto “Manejo e proteção do faveiro-de-wilson”, que tem o objetivo de aumentar a proteção ao faveiro e ao seu habitat por meio da implementação de ações do seu Plano de Ação Nacional. O projeto é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). Leia a matéria completa no site da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.