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Projeto promove ações de conservação do faveiro-de-wilson

O faveiro-de-wilson vem sendo estudado, monitorado e protegido desde 2003 pelo Programa de Conservação do faveiro-de-wilson. Atualmente, a população nativa está reduzida a menos de 300 indivíduos adultos na natureza, devido basicamente à destruição do seu habitat. O projeto Manejo e proteção do faveiro-de-wilson (Dimorphanda wilsonii), executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte, visa aumentar a proteção desta espécie e a do seu habitat por meio da implementação de ações do seu Plano de Ação Nacional (PAN), trabalhando a conservação e sensibilização através do engajamento de comunidades.
O II Encontro do faveiro-de-wilson foi realizado no último mês de Maio, na Câmara Municipal de Maravilhas-MG. Na ocasião, foram reunidos 20 proprietários rurais que possuem a espécie em suas propriedades e outros colaboradores que auxiliam na sua busca e conservação. Fernando Fernandes, líder do projeto, realizou uma apresentação sobre o faveiro e o trabalho de pesquisa e conservação que a Sociedade vem fazendo na região de atuação.
Veja mais no vídeo abaixo:

Organizações socioambientais querem pautar conservação do Cerrado nos programas dos candidatos à presidência

 

Proposta de estratégia nacional para o bioma inclui ainda a defesa dos direitos territoriais dos povos e comunidades tradicionais da região. Diretrizes serão entregues aos candidatos a Presidente da República

Brasília, 04 de junho de 2018 – O Cerrado é mais do que o celeiro do mundo para a produção agrícola brasileira, é também a caixa d’água do Brasil. A afirmação do ex-secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, André Lima, mostra a necessidade de o próximo presidente da República rever a forma de ocupação do bioma, que tem sofrido crescente devastação nos últimos anos. “Até hoje nenhum presidente considerou o Cerrado como bioma que ele é”, enfatizou Lima.

Com o objetivo de conciliar as ações necessárias para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país, seis organizações socioambientais se reuniram para promover o seminário “Estratégia Nacional Para o Cerrado”, a ser entregue a todos os candidatos a presidente da República até agosto deste ano. O seminário ocorrerá no dia 5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente – e será realizado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS), no plenário 2, do Anexo II, da Câmara dos Deputados em Brasília.

A proposta a ser apresentada aos candidatos a presidente possui três eixos. O primeiro é a conservação e recuperação do Cerrado. Esta diretriz inclui a implementação da legislação ambiental, o fortalecimento das áreas protegidas e a meta de desmatamento líquido zero no Cerrado, resguardadas as particularidades dos agricultores/as familiares, dos povos e comunidades tradicionais. O segundo é a garantia dos direitos territoriais e de acesso aos recursos naturais pelas populações tradicionais e comunidades extrativistas. O terceiro eixo é o mais desafiador: integrar o desenvolvimento agropecuário com a conservação e integridade do bioma, de modo a assegurar o desenvolvimento sustentável para o meio ambiente. “Hoje, o Cerrado é uma região vista apenas para o desenvolvimento do agronegócio e da pecuária”, pontua André Lima.

“O Cerrado é uma região de nascentes das bacias Amazônica, do São Francisco, Tocantins, bacia Atlântico Norte/Nordeste, bacia Atlântico Leste e a bacia dos rios Paraná/Paraguai”, explica o ambientalista.

A Coordenação da Estratégia Nacional para o Cerrado é integrada por seis organizações socioambientais: os institutos Sociedade, População e Natureza (ISPN), Internacional de Educação do Brasil (IEB), de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Socioambiental (ISA), Centro de Vida (ICV) e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF-Brasil). O seminário contará com o apoio da Climate and Land Use Alliance (CLUA) e com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês).

Cerrado ameaçado

O Cerrado é o segundo maior bioma no Brasil e abriga 40% da população brasileira. São agricultores/as familiares, comunidades e povos tradicionais – quilombolas, geraizeiros (do norte mineiro), quebradeiras de coco babaçu, povos indígenas entre outros – são 216 terras indígenas e 83 etnias em seu interior.

Quanto à água, abriga o aquífero Guarani – o segundo maior reservatório subterrâneo do mundo, além dos aquíferos Bambuí e Urucuia. Parte do Sudeste depende das águas oriundas das chuvas e das nascentes no Cerrado.

O Cerrado brasileiro é uma das savanas mais ameaçadas do planeta. Possui hoje apenas 50% da sua cobertura vegetal original. Apenas 5% de sua área é protegida por unidades de conservação de proteção integral.

Ao se falar de devastação, trata-se de ameaça a um bioma rico em biodiversidade. Alguns estudos relatam mais de 12 mil espécies catalogadas da flora nativa.

Em relação à fauna, cerca de 250 espécies de mamíferos vivem no Cerrado, junto com uma rica avifauna, com 856 espécies registradas. A diversidade de 800 espécies de peixes, 262 espécies de répteis e 204 de anfíbios é alta e relevante para a manutenção dos ecossistemas no Cerrado.

Para mais informações sobre o evento acesse a página da CMADS e este link.

 

 

Gestão integrada e o fortalecimento em rede foram temas do Encontro dos Mosaicos de Áreas Protegidas do Cerrado e Caatinga

Ocorreu na semana passada em Januária (Minas Gerais), entre os dias 10 e 11 de maio, o primeiro Encontro dos Mosaicos de Áreas Protegidas do Cerrado e Caatinga. Este encontro foi organizado pelo WWF-Brasil, Fundação Pró-Natureza (FUNATURA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG), Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas e Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu e contou com a participação dos grupos dos Mosaicos Capivara-Confusões, Espinhaço-Alto Jequitinhonha-Serra do Cabral, Jalapão, Amazônia Oriental, Veadeiros (ainda em proposta), Espinhaço Meridional (ainda em proposta) e representantes de diversas instituições. O evento ocorreu no âmbito do projeto “Fortalecimento da gestão territorial integral nas áreas especialmente protegidas do Mosaico Sertão-Veredas-Peruaçu”, executado pelo WWF-Brasil e com apoio do CEPF Cerrado, que tem o objetivo de atuar na integração e fortalecimento da gestão das áreas especialmente protegidas do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu.

Esta foi a primeira oportunidade de reunir os Mosaicos do Cerrado e da Caatinga para se apresentarem e discutirem diversas ações de gestão integrada, execução de projetos, ações de comunicação e atividades que estão ocorrendo nos diferentes mosaicos. Na ocasião, foram apresentadas também as propostas de criação do Mosaico Veadeiros e Mosaico Espinhaço Meridional que receberam uma carta de apoio dos participantes do encontro e também foi deliberado o próximo local do evento, que será realizado no Mosaico Jalapão, que foi estabelecido recentemente. A Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas (REMAP) também teve um espaço de apresentação, reforçando a importância da atuação em redes para o fortalecimento da gestão integrada e de políticas. No segundo dia foi realizada uma visita técnica ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, que propiciou aos participantes o contato com a biodiversidade, com as cavernas e com a arte rupestre e sítios arqueológicos da região do Peruaçu. Os visitantes foram guiados pelos condutores ambientais do parque, que fazem parte da comunidade local e foram capacitados e credenciados pelo ICMBio.

Mais informações sobre o encontro também no site do WWF-Brasil.

 

Reunião dos Mosaicos em Januária, Minas Gerais.
Recepção aos visitantes no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, MG.
Pintura rupestre no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, MG.
Participantes do evento em Januária, MG.. Foto: Felipe Spina / WWF-Brasil

 

 

 

 

Rede de Sementes do Cerrado irá promover cursos em Goiás e Minas Gerais sobre restauração ecológica e coleta de sementes

A Rede de Sementes do Cerrado irá promover no mês de Junho os cursos “Coleta de Sementes” e “Restauração Ecológica”. O curso de Coleta de Sementes será ministrado nas cidades de Mambaí (GO) e na região do Peruaçu (MG) e o curso de Restauração Ecológica somente na região do Peruaçu (MG).

O curso de restauração faz parte do projeto “Capacitação em restauração ecológica do Cerrado”, que recebe apoio do CEPF Cerrado, e tem o objetivo de capacitar atores em ações de restauração, além de demais envolvidos no processo de restauração, sobre o diagnóstico de áreas degradadas, planejamento da restauração, técnicas de restauração e monitoramento dos resultados da restauração. O curso de coleta de sementes é uma iniciativa do projeto “Mercado de sementes e restauração: provendo serviços ambientais e biodiversidade”, que também recebe apoio do CEPF Cerrado e visa atuar nos principais elos da cadeia de produção de sementes nativas: os coletores de sementes, os diversos tipos de compradores de sementes e a interligação entre estes atores.

As inscrições para cada curso podem ser realizadas nos links abaixo:

Coleta de Sementes – Mambaí/GO – 8 a 10 de junho
https://goo.gl/forms/g2D7HdxkILfTXdJl1

Coleta de Sementes – Peruaçu/MG – 12 a 13 de junho
https://goo.gl/forms/dHiVTswQVp3j6q1K2

Restauração Ecológica – Peruaçu/MG – 14 a 15 de junho
https://goo.gl/forms/15HBcy5GApJ1twau1

 

 

 

 

WWF realiza ações de educomunicação em projeto apoiado pelo CEPF Cerrado

O projeto “Fortalecimento da gestão territorial integral nas áreas especialmente protegidas do Mosaico Sertão-Veredas-Peruaçu” foi aprovado na Primeira Chamada de 2016 do CEPF Cerrado e está em execução pelo WWF-Brasil e tem o objetivo de atuar na integração e fortalecimento da gestão das áreas especialmente protegidas do MSVP.

O WWF-Brasil tem apostado em oficinas de educomunicação para preencher uma lacuna na formação dos jovens que vivem nas regiões onde projetos voltados para questão socioambiental são implementados. Em abril foi realizada a oficina de educomunicação no Mosaico Sertão Veredas Peruaçu (MSVP), que contou com a presença de 47 crianças, adolescentes, jovens e adultos – entre 12 e 40 anos – representando cerca de dez comunidades e municípios do norte de Minas Gerais, sudoeste da Bahia e um pedaço do Goiás. Leia a matéria na íntegra no site do WWF-Brasil.

 

Rio Peruaçu, Januária, Minas Gerais, Brasil
Foto: André Dib

 

 

 

CEPF Cerrado seleciona 5 projetos para Pequenos Apoios na 2a Chamada para Cartas de Intenção 2017

 

A Equipe de Implementação Regional (RIT) do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) torna oficial o resultado do processo seletivo das propostas para Pequenos Apoios da Segunda Chamada para Cartas de Intenção (CDI) 2017.

Em resposta ao edital, recebemos ao todo 68 projetos, sendo 23 projetos de Pequenos Apoios. As propostas passaram inicialmente por uma triagem onde foram revistos os critérios de elegibilidade estabelecidos no edital. Em seguida, cada projeto foi avaliado por dois especialistas externos que pontuaram as propostas segundo os critérios definidos pelo CEPF em conjunto com o IEB. Os projetos mais bem avaliados tecnicamente foram encaminhados para análise e decisão final por parte da equipe do CEPF Cerrado e IEB.

Os projetos foram avaliados considerando o recorte específico desse segundo edital que buscava apoiar ações voltadas às seguintes direções estratégicas: 3) Restauração: propor soluções para monitorar esforços de restauração, aumentar investimento privado em restauração no Cerrado e ampliar a escala de esforços em restauração; 4) Espécies (Prioridade 4.1): implementar Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies prioritárias, com foco na gestão e proteção de habitat; 5) Monitoramento (Prioridade 5.2): coletar e divulgar dados de monitoramento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, para integrar e compartilhar dados sobre as principais bacias hidrográficas do hotspot; 6) Fortalecimento da sociedade civil (Prioridade 6.1): fortalecer as capacidades das organizações da sociedade civil para participar dos órgãos e processos coletivos relacionados com a gestão de territórios e recursos naturais.

Ao final, foram aprovadas cinco propostas para Pequenos Apoios que melhor responderam ao recorte específico deste edital. Abaixo está, em ordem alfabética, a lista dos 05 (cinco) projetos selecionados nesta Segunda Chamada 2017 para receber Pequenos Apoios:

Direção estratégica Nome do Projeto Organização UF
1 4 (4.1)

 

Ecologia e recuperação de Uebelmannia buiningui Donald (Cactaceae) Instituto Jurumi MG
2 6 (6.1) I FENACO – I Fórum das Entidades Ambientalistas do Centro-Oeste RENCTAS DF, MT, MS, GO
3 5 (5.2) Local water resource management action planning in Biodiversity Corridor Mirador-Mesas (Piauí) Comissão Pastoral da Terra/Aidenvironment PI
4 3 Mapeamento de árvores isoladas e do potencial de regeneração natural em pastagens cultivadas do Cerrado Fundação Arthur Bernardes (FUNARBE) TO
5 5 (5.2) Mapeamento de Recursos Hídricos do Corredor da Chapada dos Guimarães Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP) MT

Os Pequenos Projetos (selecionados e não selecionados) receberam comunicados individuais sobre o resultado do processo seletivo.

Informamos que os Projetos Grandes também passaram por essas etapas de avaliação no Brasil e foram encaminhados à equipe do CEPF em Washington para etapa final do processo e decisão final.

Congratulamos os pequenos projetos selecionados e desejamos a todos que essa parceria que ora se inicia seja de grande crescimento para todos nós!

Agradecemos a todas as organizações que inscreveram seus projetos nesta Segunda Chamada, parabenizando-as pelo inestimável trabalho que desenvolvem na conservação do nosso querido bioma Cerrado!

 

Brasília, 02 de maio de 2018.

 

Atenciosamente,

Equipe de Implementação Regional (RIT) do CEPF Cerrado

Instituto Internacional de Educação do Brasil

SCLN 211 Bloco B Salas 101 e 102, Asa Norte, Brasília-DF

Tel. 55 (61) 3248-7449   CEP. 70863-532

www.cepfcerrado.iieb.org.br

 

Projeto Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu realiza reuniões dos Grupos de Trabalho em Januária (MG)

Dando continuidade às atividades do Projeto Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu, foram realizadas em Januária (MG) as reuniões dos Grupos de Trabalho que estão debatendo os temas que são centrais para a revisão do Plano de Desenvolvimento Territorial de Base Conservacionista – DTBC  e a elaboração do Zoneamento Socioambiental do Mosaico.

Entre os dias 03 a 06/04 reuniram-se os membros dos Grupos de Trabalho Águas do Mosaico, Iniciativa Privada, Agroecologia e Extrativismo, Gestão Integrada de Unidades de Conservação e Turismo. A reunião foi realizada nas dependências da Universidade Federal de Montes Claros – UNIMONTES, no campus de Januária (MG).

Na oportunidade, os participantes dos grupos representantes dos diversos setores atuantes na área de abrangência do Mosaico, puderam evoluir em suas proposições para a elaboração do Plano de DTBC e a contribuição para o Zoneamento Socioambiental. A metodologia de trabalho com os mapas da região tem sido a ferramenta principal para o debate com as comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu.

 

Texto por Fernando Lima

 

Grupos de Trabalho Águas do Mosaico, Iniciativa Privada, Agroecologia e Extrativismo, Gestão Integrada de Unidades de Conservação e Turismo.. Foto: Paulo Henrique/Funatura
Apresentação de Cesar Victor do Espírito Santo, Superintendente da Funatura. Foto: Paulo Henrique/Funatura

 

 

Projeto de restauração no Tocantins ajuda a recompor áreas de Cerrado

O projeto Restaura Tocantins está ajudando a recompor 15 hectares de áreas de Cerrado no estado, através da técnica de semeadura direta de sementes nativas, onde as sementes coletadas são lançadas diretamente no local a ser restaurado. Através desta coleta, beneficiamento e armazenamento de sementes de espécies arbóreas nativas foi constituído um amplo banco de germoplasma e foram instalados Módulos Demonstrativos de Restauração (MDR) em áreas degradadas e alteradas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL), nas propriedades rurais da região central do Tocantins. Os MDR serão monitorados por meio de avaliações periódicas de parâmetros e indicadores da sucessão ecológica e do potencial uso econômico.

Técnica de semeadura direta. Foto: Ricardo Haidar
Técnica de semeadura direta. Foto: Ricardo Haidar
Técnica de semeadura direta. Foto: Ricardo Haidar
Técnica de semeadura direta. Foto: Ricardo Haidar
Área em processo de restauração. Foto: Ricardo Haidar
Área em processo de restauração. Foto: Ricardo Haidar
Área em processo de restauração. Foto: Ricardo Haidar
Foto: Ricardo Haidar
Fruto e sementes de fava-de-bolota. Foto: Ricardo Haidar
Fotos: Ricardo Haidar
Fotos: Ricardo Haidar

 

O grande objetivo do projeto é promover o uso racional da flora e da cobertura de vegetação nativa do estado do Tocantins, transformando áreas subutilizadas em zonas estratégicas para a economia do estado, diminuindo o custo da restauração e proporcionando a viabilidade econômica destas áreas para o produtor rural. Esse projeto é uma iniciativa da Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS) em cooperação técnica com instituições de extensão, fomento, fiscalização e planejamento florestal/rural do estado do Tocantins, e conta com o apoio de instituições de pesquisa/ensino, do terceiro setor e de recursos privados de proprietários rurais.

Veja a matéria completa:

 

 

 

 

Missão IEB, CEPF e CI/GEF visita projetos em conservação do Cerrado no Mato Grosso do Sul

Neste mês de abril, o Instituto Internacional de Educação do Brasil/CEPF Cerrado recebeu a visita do time do CEPF internacional e da Conservação Internacional/GEF para uma visita aos projetos que já estão em execução nas áreas de Cerrado do Mato Grosso do Sul.

Os projetos foram aprovados na Primeira Chamada 2016 do CEPF Cerrado e são executados pela Associação Hanaiti Yomo’omo (AHY), ECOA, Fundação Neotrópica do Brasil e WWF-Brasil e estão desenvolvendo trabalhos voltados para a restauração, capacitação, gestão territorial, políticas públicas, áreas protegidas e agroecologia.

A AHY e a ECOA trabalham com o fortalecimento de comunidades, a primeira buscando a inclusão de indígenas e a segunda com  assentados rurais, através da agregação de valor e geração de renda por meios de produtos agrícolas e agroextrativistas do Cerrado. Além disso, a ECOA está seguindo com um processo de restauração da vegetação iniciado em 2016 em 15 áreas (totalizando aproximadamente 22 ha). A Fundação Neotrópica do Brasil e o WWF-Brasil buscam o fortalecimento dos CONDEMAs, a fim de subsidiar decisões locais que contribuam para conservação do Cerrado e para o alcance das metas mundiais de conservação da biodiversidade. Além disso, O WWF-Brasil visa promover o planejamento municipal participativo do uso do solo e desenvolver programas de base comunitária para restauração ecológica.

Conheça os detalhes de cada projeto no site do CEPF Cerrado.

Território quilombola em Corguinho, MS.
Viveiro de mudas na comunidade indígena Aldeia Brejão em Nioaque, MS.
Áreas de Cerrado em restauração em Miranda, MS.
Equipes do IEB, CEPF, CI, ECOA, Fundação Neotrópica do Brasil e WWF-Brasil.

Fotos: Aryanne Amaral / IEB

21/03 – Dia Internacional das Florestas

 

Floresta do Parque Municipal da Lagoa Azul, São Desidério, Bahia, Brasil. Foto: ©Aryanne Amaral / IEB

 

Hoje, 21 de março, se celebra o Dia Internacional das Florestas ou Dia Mundial das Florestas. Para ressaltar a importância das florestas para a manutenção da vida na Terra e a necessidade de conservá-las, em 1971, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sugeriu a criação do “Dia Mundial da Floresta”. A comemoração da data foi estabelecida para o dia 21 de março, em virtude do início da primavera no Hemisfério Norte.

O Cerrado é reconhecido por ser um bioma de predominância savânica, mas dentro de seu mosaico de paisagens, podemos encontrar formações florestais, como as Matas de Galeria, Ciliares, Matas Secas ou Estacionais e o Cerradão. As Matas de Galeria e Ciliares estão sempre associadas aos cursos de água, como rios e córregos, enquanto as Matas Secas e o Cerradão ocorrem em áreas drenadas, ou seja, sem associação com a água.

As florestas no Cerrado tem o importante papel de proteção e conservação dos recursos hídricos, assim como na proteção das espécies da flora e da fauna. Alguns estudos apontam que a presença destas florestas no Cerrado são o reflexo de grande alterações climáticas e geomorfológicas no passado, que acarretaram na expansão e retração de florestas úmidas na América do Sul, que hoje equivalem às Florestas Amazônicas e Atlânticas. Sendo assim, as florestas no Brasil Central são consideradas refúgios, pois contêm espécies da flora Atlântica e Amazônica em sua composição florística.

O Cerrado está sob alta pressão, apresentando taxas de desmatamento no nível da Amazônia. De acordo com os dados do Ministério do Meio Ambiente, as formações florestais, que cobriam uma área superior a 175.000 km² em 2002, perderam quase 20.000 km² (10,6%) no período de 2002-2010. As formações florestais mais impactadas foram as florestas estacionais, de galeria e ciliares, que juntas perderam mais de 16.000 km².

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) – CEPF Cerrado e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) vêm trabalhando para contribuir com a redução destas taxas de desmatamento e com a restauração de áreas no Cerrado, através de apoio a projetos em diferente regiões do bioma. Esse apoio confere incentivos à expansão e criação de áreas protegidas, proteção às espécies ameaçadas, apoio à restauração e ao monitoramento ambiental, entre outros. O objetivo é promover a conservação em áreas biológicas de alta prioridade e numa escala de paisagem. A partir desta perspectiva, o CEPF identifica e apoia uma abordagem regional, envolvendo uma ampla gama de instituições públicas e privadas para atender as necessidades de conservação por meio de esforços coordenados. O CEPF é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), Governo do Japão, Fundação John D. e Catherine T. MacArthur e Banco Mundial, com vistas a oferecer financiamento para proteção de ecossistemas únicos e ameaçados – conhecidos também como hotspots de biodiversidade.

 

 

SEMA Bahia lança publicação de boas práticas de agricultura para o Cerrado

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) do estado da Bahia lançou a publicação “Como cultivar alimentos plantando florestas – Histórias de pessoas, florestas e roças” fruto do Projeto Cerrado, que ocorre em parceria entre o Governo do Estado, Ministério do Meio Ambiente e Banco Mundial, com atuação em 11 municípios do oeste da Bahia.

A publicação apresenta exemplos de agricultores e agricultoras do Cerrado que mudaram sua relação com as formas de produzir, mostrando que é possível cultivar alimentos em colaboração com a natureza, utilizando práticas agroecológicas e sistemas agroflorestais, sem uso de agrotóxicos, com adubação verde, consórcio entre espécies, uso de sementes crioulas e de plantas nativas, em coerência com os ciclos da natureza. o objetivo é de socializar informações entre agricultores, agentes territoriais, técnicos da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), professores e servidores públicos dos municípios do Oeste da Bahia contemplados pelo Programa Cerrado.

Mais informações no site da SEMA.

 

 

 

O retorno da fauna silvestre em área restaurada no Corredor Miranda-Bodoquena

A equipe técnica da ECOA (Ecologia e Ação) junto com monitores assentados, vêm realizando o monitoramento de uma área reflorestada de 22 ha, que teve o processo de restauração iniciado em 2016. Nestas visitas, eles identificaram áreas com grande potencial de regeneração natural, onde nascentes estão se recuperando gradativamente com auxílio da vegetação em reflorestamento. Além do processo de restauração dos serviços ecossistêmicos, a equipe técnica da ECOA vêm registrando a presença constante do retorno da fauna silvestre na região. Na área já foram confirmadas as presenças da anta (Tapirus terrestris), mão-pelada (Procyon cancrivorus) e de tuiuiús (Jabiru mycteria).

Registros da presença de tuiuiús e mão-pelada na área em processo de regeneração. ©ECOA
Pegada de anta na área. ©ECOA

A ECOA executa atividades no projeto “Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais” em regiões dos municípios de Nioaque e Miranda (MS). O projeto é apoiado pelo CEPF Cerrado e tem como objetivo auxiliar na revegetação e conservação do bioma, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro nas comunidades e assentamentos do corredor Miranda – Bodoquena.

 

Comunidades rurais recebem capacitação através de projeto apoiado pelo CEPF Cerrado

Nos dias 23 e 24 de fevereiro (2018), a equipe da Rede Bartô, através do projeto “Agrofloresta prestadora de serviços ecossistêmicos” realizou capacitações em comunidades rurais presentes na bacia do rio Pipiripau, localizado na região nordeste do Distrito Federal, a 55 Km do centro de Brasília (DF).

Os novos assentados rurais da Reforma Agrária, comunidade Roseli Nunes, receberam uma capacitação voltada para importância do trabalho coletivo, onde foram apresentadas noções sobre as bases do associativismo e cooperativismo. A comunidade Oziel Alves teve a capacitação voltada para a apresentação do novo Código Florestal, onde foram ressaltadas a importância das Áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal, Cadastro Ambiental Rural e restauração do Cerrado. Ao todo, as capacitações envolveram 44 pessoas com a média de idade entre 18 e 60 anos.

Os próximos passos do projeto prevem a conservação de áreas de Cerrado dentro do lote dos agricultores, através da regeneração natural e plantio de mudas;  a manutenção das áreas comunitárias de Reserva Legal, através de campanha contínua de educação ambiental e do enriquecimento com mudas e a implantação de agroflorestas.

O projeto “Agrofloresta prestadora de serviços ecossistêmicos” tem apoio do CEPF Cerrado e tem como objetivo principal, o beneficiamento de comunidades de agricultores familiares que se encontram no bioma Cerrado e no RIDE Brasília, e que fazem parte de uma área chave para a biodiversidade no Brasil Central. Mais informações sobre o projeto no site do CEPF Cerrado.

 

Capacitações realizadas pela Rede Bartô em comunidade rurais localizadas no entorno de Brasília (DF). Fotos: ©Aryanne Amaral

 

 

 

Ações de conservação promovidas pela sociedade civil e comunidades no Corredor Prioritário Miranda-Bodoquena

A ONG Ecologia e Ação (ECOA) iniciou suas atividades no projeto “Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais” em regiões dos municípios de Nioaque e Miranda (MS). O projeto é apoiado pelo CEPF Cerrado e tem como objetivo auxiliar na revegetação e conservação do bioma, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro nas comunidades e assentamentos do corredor Miranda – Bodoquena.

A equipe técnica da ECOA junto com monitores assentados, vêm realizando o monitoramento de uma área reflorestada de 22 ha, que teve o processo de restauração iniciado em 2016. Nestas visitas, eles identificaram áreas com grande potencial de regeneração natural, onde nascentes estão se recuperando gradativamente com auxílio da vegetação em reflorestamento.

Ao início destas primeiras ações na região, a equipe da ECOA recebeu um retorno positivo de proprietários rurais, que se dispuseram a colaborar, o que gerou uma lista de espera de pessoas dispostas à reflorestarem as suas Áreas de Preservação Permanente (APPs). Normalmente, como relatou a equipe, uma das maiores dificuldades encontradas por ações de reflorestamento é a anuência dos proprietários. Em muitas regiões há uma dificuldade bastante grande em encontrar pessoas que autorizem o fechamento e replantio das APPs.

Com estas ações, o projeto prevê que a médio e longo prazo, as bases comunitárias e associações nos assentamentos estarão fortalecidas pelo aumento da produção extrativista, que será promovida através do plantio de espécies, o que beneficia a ampliação das áreas de conservação do Cerrado no corredor Bodoquena – Miranda.

 

Área de 22 ha que passou por um processo de reflorestamento e está sendo monitorada pelo projeto Corredor Miranda-Bodoquena, realizado pela Ong Ecologia e Ação (ECOA) e com apoio do CEPF Cerrado.

 

 

Pegadas de mão-pelada (Procyon cancrivorus) registradas por projeto apoiado pelo CEPF Cerrado

Pegadas de mão-pelada, ou também popularmente conhecido como guaxinim ou cachorro-do-mangue, foram registradas pela equipe da ONG ECOA durante viagem técnica. O diretor científico Rafael Morais fez o registro em uma área que está passando por um processo de recomposição da vegetação nativa de Cerrado, na região do assentamento Boa Esperança (Mato Grosso do Sul). De acordo com a nota divulgada pela equipe, o animal é raro em região de supressão vegetal. Veja a notícia completa no site da ECOA.

As atividades da ECOA estão sendo apoiadas pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado), através do projeto “Corredor Miranda-Bodoquena”, que visa auxiliar na revegetação e conservação do Cerrado, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro nas comunidades e assentamentos do corredor Miranda – Bodoquena, Mato Grosso do Sul.

Conheça mais sobre os projetos apoiados pelo CEPF Cerrado neste link!

 

Pegadas de mão-pelada/guaxinim (Procyon cancrivorus) registradas pela equipe da Ong ECOA. Foto retirada do site da ECOA (©Rafael Morais).

 

 

Vamos falar do Cerrado?

¹O Cerrado é o maior hotspot no hemisfério ocidental, cobrindo mais de 2 milhões de km2 no Brasil e partes menores (cerca de 1%) da Bolívia e do Paraguai. Este hotspot também inclui as cabeceiras das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazonas/Tocantins, São Francisco e Prata), destacando-se, assim, a sua importância para a segurança hídrica da região. Além disso, o Cerrado é extremamente rico em riqueza de plantas, contando com mais de 12.000 espécies nativas catalogadas. A grande diversidade de habitats resulta em transições marcantes entre diferentes tipologias de vegetação. Cerca de 250 espécies de mamíferos vivem no Cerrado, junto com uma rica avifauna com 856 espécies registradas. A diversidade de peixes (800 espécies), répteis (262 espécies) e anfíbios (204 espécies) também é alta. Muitas dessas espécies são endêmicas. Por estas razões, o Cerrado é considerado como a região de savana tropical com a maior biodiversidade do mundo.

¹Além de suas especificidades ambientais, o Cerrado também apresenta grande importância social. Muitas pessoas dependem de seus recursos naturais para sobreviver com qualidade de vida, incluindo grupos indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos e quebradeiras de coco babaçu, que são parte do patrimônio histórico e cultural do Brasil e compartilham o conhecimento tradicional da biodiversidade. Mais de 220 espécies de plantas são conhecidas para uso medicinal e muitos frutos nativos são regularmente consumidos por moradores locais e vendidos nos centros urbanos.

¹Atualmente, o Cerrado é uma das principais áreas do planeta para a produção agrícola e pecuária. Embora seja um motivo de orgulho para muitos, a expansão da fronteira também cobra seu preço. O Ministério do Meio Ambiente estima que, até 2010, 47% do Cerrado tinha sido convertido e a maioria das áreas remanescentes de vegetação natural encontravam-se fragmentadas. A pressão continua intensa por causa da expansão agropecuária de soja, carne, cana-de-açúcar, eucalipto e algodão, produtos que são essenciais para a economia nacional e para os mercados mundiais. Como consequência, as taxas de desmatamento anuais no Cerrado são mais elevadas do que na Amazônia.

“Vamos falar do Cerrado?” é uma uma série de vídeos que oferece informações sobre o bioma, o seu histórico e riscos. Esta publicação foi produzida pelo projeto “Iniciativa para o Uso da Terra – INPUT”, resultado de uma parceria entre a Agroicone e o Climate Policy Initiative (CPI) no Brasil, que reúne diversos atores para mapear os desafios da gestão de recursos naturais no Brasil. Confira um dos vídeos da série:

 

 

¹Texto retirado do Perfil do Ecossistema Hostpot da Biodiversidade do Cerrado (2017).

 

Oportunidade: FUNATURA está com processo seletivo aberto para consultoria individual em diferentes funções

A Fundação Pró-Natureza – FUNATURA está com processo aberto de Seleção de Consultor Individual (Solicitação de Manifestação de Interesse) visando as seguintes funções: 
a) Um técnico para a Gestão Administrativa e Financeira do Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº004/2017 (Prazo prorrogado até 27/11/2017– PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
b) Um técnico para a Coordenação do Tema Extrativismo Vegetal do Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº005/2017 – PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
c) Um técnico para a Coordenação do Tema Turismo Ecocultural de Base Comunitária do Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº006/2017 – PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
d) Um técnico para a Elaboração do Zoneamento Socioambiental do Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu referente ao Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº007/2017 – PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
e) Um técnico para a Elaboração de Mapas Temáticos para subsidiar o Zoneamento Socioambiental do Mosaico Sertão Veredas – Peruaç referente ao Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº008/2017 – PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
Para participar da seleção, os candidatos deverão enviar por e-mail o currículo detalhado até às 23h59min do dia 28/11/2017 para: funatura@funatura.org.br. Mais informações no site da FUNATURA.
FUNATURA: +55 (61) 3274-5449

Cursos de adequação da propriedade rural no Cerrado serão oferecidos em Brasília e Cuiabá

 

No Cerrado, estima-se que haja mais de 5 milhões de hectares a serem restaurados para cumprimento da legislação e da meta de restauração assumida pelo governo Brasileiro durante a COP21 (2015). Os desafios são muitos e a inovação é necessária, para que práticas que hoje são inovadoras, passem a ser testadas e implementadas em larga escala de forma a permitir a restauração ecológica de vegetações campestres e savânicas, que caracterizam mais de 60% da área original do Cerrado¹.

O projeto “Mercado de Sementese Restauração Provendo Serviços Ambientais e Biodiversidade” administrado pela Rede de Sementes do Cerrado e sob coordenação do ICMBio e parcerias da Embrapa e Universidade de Brasília, foi contemplado na Primeira Chamada do edital do CEPF. Neste projeto, três toneladas de sementes serão distribuídas para fomentar o uso de técnicas, além de promover a melhoria do comércio de sementes, através de treinamento de coletores, desenvolvimento de um aplicativo para comunicação entre as pontas da cadeia de restauração e serão realizados cursos.

O curso Adequação Ambiental da Propriedade Rural permeia temas como a caracterização ecológica do Cerrado, legislação ambiental federal, estratégias de recomposição, espécies nativas de interesse econômico, riscos e desafios associados à RAD e o monitoramento da recomposição. O primeiro curso aconteceu em Palmas (TO) entre os dias 09 e 11 de outubro (2017) e os próximos estão programados para ocorrer em Cuiabá (MT), no período de 29/11 a 01/12 e em Brasília (DF), no período de 05 a 07/12. Os detalhes da programação do curso que será oferecido em Brasília podem ser acessados aqui, as inscrições podem ser efetuadas através do portal da Embrapa Cerrados até o dia 26/11 e mais informações podem ser obtidas através do telefone (61) 3388-9940. As inscrições para o curso de Cuiabá já estão encerradas, porém mais informações podem ser obtidas com a analista ambiental da SEMA (MT) que está à frente da atividade, Ligia Nara Vendramin, através do email (ligiavendramin@sema.mt.gov.br).

 

¹Adaptado do texto enviado por Alexandre Bonesso Sampaio – Analista Ambiental CECAT/ICMBio

Como submeter sua proposta ao 2o edital do CEPF?

O prazo para envio de propostas a Segunda Chamada do CEPF Cerrado se encerra agora no dia 08 de novembro (2017). 

Esta chamada está aberta aos grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil. As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000). Serão aceitas propostas nas seguintes Direções Estratégicas e Prioridades de Investimento:

Direção Estratégica 3 – Promover e fortalecer as cadeias produtivas associadas ao uso sustentável dos recursos naturais e à restauração ecológica no hostpot (Conforme recorte definido no edital).

Prioridade de Investimento 4.1– Apoiar a implementação de Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies prioritárias, com foco na gestão e proteção de habitat (Somente para Pequenos Projetos).

Prioridade de investimento 5.2 – Apoiar a coleta e divulgação de dados de monitoramento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, para integrar e compartilhar dados sobre as principais bacias hidrográficas do hotspot.

Prioridade de investimento 6.1 – Fortalecer as capacidades das organizações da sociedade civil para participar dos órgãos e processos coletivos relacionados com a gestão de territórios e recursos naturais.

COMO SUBMETER SUA PROPOSTA?

Para submeter os projetos, o proponente que irá concorrer ao apoio de Pequenos Projetos deve submeter sua proposta através da plataforma PROSAS. Proponentes que irão concorrer ao apoio de Grandes Projetos devem submeter suas propostas através da plataforma ConservationGrants

 

Acesse o edital completo da Segunda Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email (cepfcerrado@iieb.org.br) ou no nosso site.

 

Projeto “Restauração de Campos e Savanas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros” é premiado em conferência internacional sobre restauração

Equipe do projeto “Restauração de Campos e Savanas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros” recebendo o prêmio na VII Conferência Mundial da Sociedade Internacional de Restauração Ecológica (SER). (Foto cedida pela equipe)

O projeto “Restauração de Campos e Savanas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV)” foi premiado como o melhor projeto de restauração apresentado na VII Conferência Mundial da Sociedade Internacional de Restauração Ecológica (SER), realizada entre agosto e setembro de 2017. O projeto, coordenado pelo ICMBio, concorreu com outros 14 projetos, tendo ficado entre os três finalistas. Este projeto foi iniciado em 2010, no intuito de erradicar espécies invasoras e restaurar áreas degradadas no Parque. Em 2012, o analista Alexandre Bonesso Sampaio (CECAT/ICMBio) em parceria com outros servidores, propuseram a ampliação da escala dos experimentos de restauração, incluindo as espécies herbáceo-arbustivas do Cerrado. A técnica testada foi a semeadura direta de espécies nativas, em muito inspirada no método de restauração das florestas do entorno do Parque Nacional do Xingu. Este projeto já contou com o financiamento da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e Rede de Sementes do Cerrado, e conta, com apoio de pesquisadores da Embrapa, como Daniel Mascia Vieira e José Felipe Ribeiro, e da UnB, Isabel Belloni Schmidt e Sarah Caldas, além de contar com o apoio da comunidade do entorno do PNCV. O projeto sempre buscou gerar conhecimento e aprimorar técnicas de restauração de menor custo e alta eficiência para restaurar formações savânicas e campestres do Cerrado, envolvendo as comunidades locais em todas as etapas. Em 2016, todos os envolvidos no projeto se uniram para orientar uma ação inovadora no Parque. O objetivo era realizar reposição florestal via semeadura direta de plantas nativas, promovendo em larga escala a primeira restauração de formações savânicas e campestres do Cerrado. Os plantios desta reposição foram realizados em 2015 e 2016, onde foi possível restaurar 94 ha.

A restauração ecológica de savanas e campos do Cerrado é um desafio ainda pouco estudado e aplicado. Apesar disso, as práticas desenvolvidas no PNCV, com réplicas na REBIO Contagem (Brasília-DF) e na Fazenda Entre-Rios (PAD-DF), indicam que é possível restaurar em larga escala as formações savânicas e campestres. Este resultado só foi atingido graças ao envolvimento ativo da comunidade do entorno do PNCV, especialmente na produção de sementes nativas e nas atividades de semeadura e manutenção das áreas. Hoje, há mais de 70 famílias de coletores de sementes organizadas junto à Associação Cerrado de Pé, que é primeira a ofertar sementes de espécies herbáceo-arbustivas no Cerrado. Atualmente os coletores da Chapada dos Veadeiros ofertam sementes de 80 espécies nativas, entre ervas, arbustos e árvores. Desde 2012 foram restaurados 105 ha, a partir da semeadura de cerca de 25 toneladas de sementes de plantas nativas, movimentando R$ 170.000 para comunidades locais.

adaptado do texto enviado por Alexandre Bonesso Sampaio – Analista Ambiental CECAT/ICMBio

Indígenas e quilombolas discutem ações de projetos apoiados pelo Fundo CEPF

Tanto os indígenas, quanto os quilombolas participaram na última semana da apresentação dos três projetos apoiados pelo Fundo CEPF (Critical Ecosystem Partnership Fund), em português Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos, que serão implantados no território do Mosaico Sertão Veredas Peruaçu. O evento se deu pela parceria entre o WWF-Brasil, a Fundação Pró-Natureza (Funatura) e a Cooperativa dos Agricultores Familiares e Agroextrativistas do Vale do Peruaçu (CooPeruaçu), todas contempladas com investimentos do CEPF. O objetivo foi disseminar informações que mostram as interfaces das três propostas e ressaltar a intenção de desenvolver ações conjuntas.

Notícia publicada do site do WWF Brasil. Veja a notícia completa aqui.

O evento foi realizado pelo WWF-Brasil, Funatura e CooPeruaçu, para disseminar informações que mostram as interfaces das três propostas e ressaltar a intenção de desenvolver ações conjuntas.
© Kolbe Soares/WWF-Brasil

 

Equipe do CEPF Cerrado fará divulgação do seu 2o edital nos estados de Tocantins, Mato Grosso e Maranhão

©Michael Becker/IEB

Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), Governo do Japão, Fundação John D. e Catherine T. MacArthur e Banco Mundial para apoiar a proteção e conservação de ecossistemas únicos e ameaçados (hotspots), como o Cerrado, por exemplo.

Neste mês, o CEPF Cerrado está percorrendo alguns estados do Brasil para divulgar o seu segundo edital para apoio a projetos no hotspot Cerrado. Apresentações já foram realizadas nas cidades de Campo Grande (MS),  Barreiras (BA) e São Luís (MA). Nestas próximas semanas estão previstas visitas nas cidades de Cuiabá (MT), Palmas (TO), Caxias (MA) e Imperatriz (MA). As apresentações vão informar, de maneira detalhada, como as instituições podem se inscrever para garantir recursos para o desenvolvimento de projetos focados no Cerrado.

Esta chamada está aberta aos grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil. As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000). Os interessados podem se inscrever até 08 de novembro de 2017.

Acesse o edital completo da Segunda Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email (cepfcerrado@iieb.org.br) ou no nosso site.

Eventos de lançamento do segundo edital do CEPF Cerrado nos estados de Mato Grosso, Maranhão e Tocantins:

*A presença deve ser confirmada no email: cepfcerrado@iieb.org.br

Cidade/Estado Local Data Horário
Cuiabá/MT Sala de Reunião do INPP 18/10/17 14 hs
Caxias/MA Centro de Estudos Superiores de Caxias, UEMA, sala de reunião 17/10/17 16 hs
Imperatriz/MA UFMA, Campus Centro, sala 3 19/10/17 09 hs
Palmas/TO Auditório do Centro de Direitos Humanos de Palmas – CDH 19/10/17 14 hs

CEPF Cerrado lança novo edital para projetos em todo o hotspot

Mauritia flexuosa L.f. – Buriti

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF lança a Segunda Chamada para Cartas de Intenção (CDI) direcionada a inovadores e relevantes projetos de conservação para o Hotspot do Cerrado. Os interessados podem se inscrever até 08 de novembro de 2017.

Esta chamada está aberta a grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil.

As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000).

As propostas a este edital devem contemplar somente as seguintes Direções Estratégicas e Prioridades de Investimento:

Direção Estratégica 3 – Promover e fortalecer as cadeias produtivas associadas ao uso sustentável dos recursos naturais e à restauração ecológica no hostpot (Conforme recorte definido no edital).

Prioridade de Investimento 4.1– Apoiar a implementação de Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies prioritárias, com foco na gestão e proteção de habitat (Somente para Pequenos Projetos).

Prioridade de investimento 5.2 – Apoiar a coleta e divulgação de dados de monitoramento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, para integrar e compartilhar dados sobre as principais bacias hidrográficas do hotspot.

Prioridade de investimento 6.1 – Fortalecer as capacidades das organizações da sociedade civil para participar dos órgãos e processos coletivos relacionados com a gestão de territórios e recursos naturais.

Acesse o edital completo da Segunda Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email, cepfcerrado@iieb.org.br .

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Simpósio Reservas da Biosfera Brasileiras

 

Dia 22 de setembro acontecerá em Brasília o Simpósio Reservas da Biosfera Brasileiras com o tema “Parcerias e Ações Transformadoras”. O evento ocorrerá no Centro de Excelência do Cerrado — Cerratenses, localizado no Jardim Botânico de Brasília.

O evento conta com a seguinte programação:

8h30 – Bom Dia! 

9h – Reserva da Biosfera do Pantanal

9h20 – Reserva da Biosfera da Caatinga

9h40 – Reserva da Biosfera da Amazônia Central

10h00 – Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço

10h20 – Lanche

11h – Reserva da Biosfera da Mata Atlântica

11h20 – Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo

11h40 – Reserva da Biosfera do Cerrado

12h00 – Debate

13h30 – Encerramento

Participem!

Um futuro para o Cerrado

Rio dos Couros, Chapada dos Veadeiros, Goiás/Aryanne Amaral

Principal fronteira onde avança a agropecuária desde os anos 1960, o Cerrado tem poucas chances de seguir existindo nas próximas décadas sem ações emergenciais que ampliem suas áreas protegidas e que levem à adoção em larga escala de práticas produtivas menos danosas ao meio ambiente.

Consolidar as áreas já protegidas é fundamental, inclusive porque somente 7,7% do Cerrado estão hoje efetivamente resguardados pelo poder público, e apenas 2,8% destas áreas são protegidas integralmente. A última unidade de conservação criada no bioma foi a Estação Ecológica Chapada de Nova Roma, neste ano (2017), pelo governo estadual de Goiás. Novas metas internacionais chanceladas pelo Brasil recomendam a conservação de pelo menos 17% de cada bioma, até 2020.

Enquanto isso, projeções mostram que a área plantada com soja pode saltar de 21 para 30 milhões de hectares na próxima década, sempre com foco nas “terras baratas” do Cerrado. E os alvos são justamente os maiores remanescentes da savana brasileira, no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Além disso, a demanda interna e global por carnes cresce junto com as necessárias melhorias socioeconômicas.

Como agricultura e pecuária são os principais motores da destruição do Cerrado, respeitar a legislação e melhorar a eficiência da produção são atitudes indispensáveis. A integração de lavouras, pecuária e florestas plantadas, por exemplo, ajudaria a evitar a abertura e novas áreas e seria um sinal de que o país realmente quer fornecer itens produzidos com mais sustentabilidade aos mercados globalizados de commodities. Afinal, se antecipar a possíveis barreiras comerciais é sempre estratégico. Inclusive porque mais de 40% dos grãos, metade do farelo e um terço do óleo de soja produzidos no Brasil são exportados. Sete em cada dez países do mundo já compraram esses itens na última década.

Estimativas oficiais apontam que há aproximadamente 140 milhões de hectares degradados no país, principalmente no Cerrado e na transição deste para a Amazônia. A área é duas vezes maior que a da França. Na maioria dos casos, são terras que foram desmatadas para lavouras e acabaram abandonadas pela baixa produtividade. Em seguida, viraram pastos para rebanhos até o solo se tornar imprestável economicamente pela falta de manejo adequado. Tornar essa imensidão de terras novamente produtivas ajudaria no combate ao aquecimento do planeta, aliviaria a pressão para o desmatamento de florestas nativas e serviria à produção de commodities e alimentos.

Outra preocupação recai sobre as mudanças na legislação florestal brasileira. A destruição do Cerrado já pesa tanto quanto a da Amazônia nas emissões nacionais de gases de efeito estufa. E o bioma pode ser um dos maiores prejudicados com as mudanças que setores atrasados do ruralismo impuseram ao Código Florestal. Além disso, a aprovação da PEC 504/2010, que trata de incluir na Constituição Federal o Cerrado e a Caatinga como patrimônios nacionais e do PL 25/2015, que dispõe sobre a conservação e a utilização sustentável da vegetação nativa do bioma, são ações urgentes para a proteção do bioma.

Se a margem para desmatamento for ampliada, a caixa d´água do país ficará seriamente comprometida. No Cerrado nascem águas que abastecem aquíferos subterrâneos e as bacias hidrográficas Amazônica, do Tocantins, do Atlântico Norte/Nordeste, do São Francisco, do Atlântico Leste e do Paraná/Paraguai. Dessa última depende a sobrevivência do Pantanal, a maior planície inundável do planeta. Além de insumo econômico, a água que escorre por rios, córregos e veredas de beleza incomum, alimenta culturas regionais muitas vezes fundadas no extrativismo sustentável, uma atividade que perpetua e valoriza a vegetação e outros recursos nativos pelas mãos de valorosos e inúmeros povos tradicionais do Cerrado.

Os índices atuais de degradação e planos desenvolvimentistas carentes de sustentabilidade ambiental projetam um futuro nada animador para um bioma que já perdeu mais da metade da vegetação nativa, e ainda não é reconhecido como patrimônio nacional pela Constituição, sofrendo desnecessariamente com incêndios e queimadas cada vez mais intensos.

Mas com majestosa resistência, o Cerrado ainda segue encantando quem se atreve a conhecer esse abrigo de vida e de paisagens únicas no mundo. Manter esse patrimônio inigualável é o desafio que se impõe ao Brasil.

por Michael Becker – Coordenador da Estratégia de Implementação Regional do CEPF Cerrado 

Evento na Câmara dos Deputados celebra o Dia Nacional do Cerrado

Com o objetivo de celebrar o Dia Nacional do Cerrado (11/09), destacando sua importância para a questão dos recursos hídricos no Brasil, o Núcleo de Gestão Socioambiental (EcoCâmara) em parceria com outras instituições irá realizar o Seminário “Dia Nacional do Cerrado – O BERÇO DAS ÁGUAS DO BRASIL PEDE SOCORRO”. O evento conta com conta apresentações culturais, palestras, debates e exposições e será realizado na Câmara dos Deputados em Brasília.

A programação do evento está disponível no Facebook e no site da Câmara dos Deputados.

 Auditório Nereu Ramos
 11/09/2017
Horário: 13:00 às 19:00

Evento comemora o Dia Nacional do Cerrado

Como forma de debater sobre  a biodiversidade do Cerrado, suas tradições culturais, riqueza hídrica e ameaças, o WWF-Brasil irá realizar um evento em homenagem ao Dia Nacional do Cerrado, que se celebra no próxima dia 11 de setembro.

O evento começará às 11 horas com um debate que conta com a presença de representantes do Ministério do Meio Ambiente, ICMBio, liderança extrativista CooPeruaçu e WWF-Brasil. Na ocasião, também será lançado um vídeo curta-metragem sobre o bioma e os participantes poderão visitar a exposição “Cenários e riquezas do Cerrado de Guimarães Rosa”.

O evento ocorrerá na Livraria Cultura do shopping CasaPark e a programação completa pode ser conferida abaixo:

Decreto regulamenta a primeira Estação Ecológica do estado de Goiás

A Secretaria de Meio Ambiente do estado de Goiás divulgou a publicação do decreto que cria a primeira estação ecológica estadual. A Estação Ecológica Chapada de Nova Roma conta com aproximadamente 6 mil hectares e está localizada no município de mesmo nome.

A unidade de conservação conta com grande importância biológica para o Cerrado, pois abriga nascentes e corpos d’água que contribuem diretamente com o rio Paranã, além de acolher espécies endêmicas da flora e da fauna. De acordo com a SECIMA, os levantamentos apontaram a ocorrência de espécies críticas da fauna, como o tatu-canastra, lobo-guará, onça-pintada, gato-do-mato-pequeno e a jaguatirica.

A área está localizada próxima ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, o que contribui na ampliação das áreas protegidas na região e na formação de corredores ecológicos. A reportagem completa pode ser acessada neste link.

Área da Estação Ecológica Chapada Nova Roma (GO), imagem retirada do site da SECIMA-GO. Fonte: http://www.secima.go.gov.br/post/ver/223058/goias-cria-sua-primeira-estacao-ecologica

Virada do Cerrado movimenta o Distrito Federal com o tema Cuidando das Águas.

A edição de 2017 da Virada do Cerrado põe o tema Água no centro das atenções neste fim de semana. Em sua terceira edição, o evento, realizado pela Secretaria do Meio Ambiente do DF, tem o objetivo de render homenagens ao Dia Nacional do Cerrado (11 de setembro), aproximando a população e o poder público na luta pela conservação desse bioma. A programação prevê atividades em todas as Regiões Administrativas do DF que incluem rodas de conversa, música, oficinas, palestras, mutirões nos parques, feiras agroecológicas, caminhadas, corridas, bicicletadas, contação de histórias, circuito de ciências, gincanas, cine ambiental, teatro, passeios ecológicos, entre outros.  A abertura do evento será hoje, sexta-feira, dia primeiro de setembro, às 19h com show de artistas locais como o brasiliense Dillo e o grupo Pé de Cerrado. Haverá também na programação um encontro de telescópios para observar o céu de Brasília. Na programação de domingo, dia 3 de setembro, estão apresentações musicais com Ellen Oléria, Hamilton de Holanda e a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, a partir das 17h30, no Parque da Cidade.

Encontre a programação completa da Virada do Cerrado no site oficial do projeto http://tonavirada.org/ que também está no Facebook e poderá ser acompanhado pelo Instagram @tonavirada.

Participem! Divulguem!!! Viva o Cerrado!

Seca atinge o Rio Paranã em Goiás

Semana passada o veículo de comunicação “Lance Goiás” divulgou vídeos e imagens da seca que atingiu o Rio Paranã no município de Flores de Goiás (GO).

De acordo com as informações veiculadas, as comportas foram fechadas na terça-feira (22/08) e o rio secou em vários pontos, o que levou vários peixes à morte e prejudicou os moradores da região. Os relatos no site apontam que o fechamento das comportas foi realizado pelo governo municipal, no intuito de realizar trabalhos de georreferenciamento, mas que as mesmas seriam reabertas no dia 25/08.

O Rio Paranã banha os estados de Goiás e Tocantins e nasce próximo ao Distrito Federal, na região do município de Formosa. Ao chegar no estado do Tocantins, junta-se ao Rio Maranhão e forma o Rio Tocantins. Atualmente, muitas das nascentes do Rio Paranã encontram-se em estado avançado de degradação, devido ao desmatamento das Áreas de Preservação Permanente (APPs).

A reportagem completa pode ser acessada neste link.

Seca no Rio Paranã (GO), foto retirada do site Lance Goiás. Fonte: http://lancegoias.com.br/2017/08/25/rio-parana-seca-em-varios-pontos-em-flores-de-goias/

 

Chamada Pública do CNPq apoia projetos nos biomas Cerrado e Caatinga

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou no dia 16 de agosto Chamada Pública para apoiar projetos de pesquisa em Ações Integradas e Sustentáveis para a Garantia da Segurança Hídrica, Energética e Alimentar nos Biomas Caatinga e Cerrado. As inscrições vão até o dia 02 de outubro e a chamada completa está disponível neste link.

As propostas deverão ser submetidas por uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) cadastrada no Diretório de Instituições do CNPq e ter como objetivo o desenvolvimento de soluções sustentáveis para garantir, de forma integrada, a segurança hídrica, energética e alimentar às populações residentes nos biomas Caatinga e Cerrado.

Os projetos submetidos deverão estar num intervalo de financiamento de R$ 300.000,00 a R$ 500.000,00. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global de R$ 5.904.000,00 (cinco milhões, novecentos e quatro mil reais), oriundos do orçamento do MCTIC. A divulgação final dos aprovados ocorrerá no dia 30 de novembro de 2017 na página do CNPq.

Fundo global apoiará iniciativas de conservação da biodiversidade no Cerrado

IEB será a equipe responsável pela implementação regional do projeto no Cerrado

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Região do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Foto: Letícia Freire/IEB

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) é um fundo destinado a proteger as mais diversas e ameaçadas áreas de biodiversidade do mundo, também conhecidas como hotspots da biodiversidade. A Conservação Internacional administra o programa global em nome dos parceiros que compõem o fundo, quais sejam: a Agência Francesa de Desenvolvimento, o Banco Mundial, a Conservação Internacional, a Fundação John D. e Catherine T. MacArthur, o Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), o Governo do Japão e a União Europeia. Um conselho de representantes de alto nível de cada parceiro doador gere esse fundo.

O CEPF oferece apoio a organizações não-governamentais, grupos comunitários e outros parceiros da sociedade civil na execução de projetos estratégicos de conservação nos hotspots de biodiversidade. O foco do CEPF é oferecer oportunidades para seus beneficiários preservarem os ricos recursos naturais dos hotspots que são vitais para o bem-estar das pessoas e para a saúde da economia em geral.

Depois de apoiar a Mata Atlântica com investimentos entre 2001 e 2008, o Conselho de Doadores do CEPF escolheu o Cerrado em 2013 para receber investimentos. Seguiu-se a essa decisão a construção de um Perfil do Ecossistema, por meio de um processo de consultas e reuniões, que ocorreu entre 2014 e 2015, e a escolha da equipe que será responsável pela implementação da iniciativa no Cerrado.

Após um processo seletivo, em abril de 2016 o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) foi escolhido pelo Conselho de Doadores do CEPF para atuar como Equipe de Implementação Regional (RIT) para o Hotspot da Biodiversidade do Cerrado, com início neste mês de julho de 2016 e término previsto em junho de 2021.

Como equipe de implementação do CEPF, o IEB liderará o programa no hotspot, convertendo a estratégia de investimento definida no Perfil do Ecossistema em um portfólio coerente de apoios. O IEB foi selecionado como RIT porque demonstrou um forte histórico de experiência de trabalho no Brasil, gestão de programas de dimensão, escala e complexidade similares ao RIT, e experiência na gestão direta de programas de pequenos apoios.

A versão completa em português do Perfil do Ecossistema do Hotspot da Biodiversidade do Cerrado pode ser encontrada no site do CEPF (clique aqui).

Um sumário técnico desse documento encontra-se no site do CEPF (clique aqui).