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Encontro online vai debater produção sustentável do café

Por Bárbara Ferragini – Jornalismo Ambiental/Social Media

Acontece no dia 24 de novembro, às 16h (horário de Brasília), a live “Território do Café – RPPN e Econegócios”. Organizado pelo projeto Reservas Privadas do Cerrado, que conta com apoio do Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos e Instituto Internacional de Educação do Brasil, o evento destaca a importância da produção sustentável de uma das grandes commodities da produção brasileira, o café. Um produto consumido mundialmente e que nos últimos anos tem conquistado um público cada vez mais exigente, que busca qualidade e que valoriza marcas que se preocupam em minimizar os impactos ambientais. O segmento cafeeiro, por sua vez, tem trabalhado para atender essas novas demandas e oportunidades de mercado, com base nos princípios da sustentabilidade.

Na ocasião, participam do encontro os palestrantes:

– Ricardo Bartholo: Produtor de café da região de Patrocínio – MG. Participante doPrograma de Investimento no Produtor Consciente do Consórcio das Águas do Cerrado (CCA), foi convidado para falar da sua produção de café com os preceitos da produção orgânica e sustentável.

– Sebastião Alves: Produtor de café, proprietário de RPPN, Ex Diretor da associação de RPPNs do ES, Ex Diretor da CNRPPN. Compartilhará sua experiência com a criação da RPPN Remy Alves e seu benefício para a sua produção cafeeira.

– Graco Dias: Engenheiro Ambiental, conselheiro do Consórcio das Águas (CCA), trabalha no Departamento de Responsabilidade Socioambiental da Cooxupé. Graco Dias foi convidado para falar do CCA e da participação da Cooxupé na cooperação com os produtores de café com relação à produção sustentável.

– Andreia Roque: Expert em Políticas Públicas e Desenvolvimento Rural. Atua em projetos estratégicos voltados para Turismo Rural, Sustentabilidade e Responsabilidade Ambiental em RPPNs. Engenheira Agrônoma, Mestre e Doutoranda em Saúde e Ambiente UNIT. Andreia Roque vai tratar de cases de Sustentabilidade com Produção Rural (café, entre outros).

– Laércio Machado de Sousa: Administrador de Empresas, Consultor da Jataí Capital e Conservação. Foi presidente da REPAMS (Associação de RPPNs do MS) e da CNRPPN. Atualmente é o coordenador do Projeto Reservas Privadas do Cerrado, FUNATURA – IEB – CEPF. Laércio será o moderador do evento.

Anote na agenda

A live será transmitida no dia 24 de novembro, às 16h (horário de Brasília) pelo canal do Youtube do Reservas Privadas do Cerrado (ative o lembrete).

Reservas Privadas do Cerrado – Trata-se de uma iniciativa que visa promover a conservação dos recursos naturais por meio do incentivo à criação, expansão e gestão eficaz das Reservas Privadas do Patrimônio Natural (RPPNs) em um dos biomas mais ameaçados do Brasil. O projeto é executado pela Fundação Pró-Natureza (Funatura) e conta com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). Mais informações podem ser obtidas nas redes sociais do projeto (@reservasdocerrado) ou no site http://reservasprivadasdocerrado.com.br.

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Fundo Global para o Meio Ambiente, do Governo do Japão, e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade

O IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil) é uma associação brasileira sem fins econômicos e se destaca no cenário nacional por dedicar-se a formar e capacitar pessoas e fortalecer organizações nos diversos aspectos e temas relacionados ao meio ambiente, desenvolvimento e à sustentabilidade.

Sobre o Consórcio Cerrado das Águas
Criado em 2014, em Patrocínio – MG, o Consórcio Cerrado das Águas tem como objetivo conscientizar produtores da região sobre a importância de seus ativos ambientais por meio do diagnóstico e investimento nos mesmos, garantindo sua preservação a longo prazo. Em 2019, o projeto piloto recebeu do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos (CEPF) o valor de US$400 mil para implementar o programa que irá promover, inicialmente, o investimento e a proteção dos ecossistemas naturais encontrados em mais de 100 propriedades ao longo da bacia do Córrego Feio. A quantia é o maior subsídio já concedido pelo CEPF, que conta com exigentes doadores como a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), União Europeia, Fundo Mundial para o Ambiente (GEF), Governo do Japão e Banco Mundial.
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Curso sobre apicultura para os quilombolas Kalunga tem reserva de 50% das vagas para mulheres

Iniciativa da Associação Quilombo Kalunga (AQK), Instituto Tiradentes (IE) e do CEPF Cerrado/IEB, o curso sobre apicultura movimentou 16 jovens quilombolas Kalunga, entre os dias 26 a 30 de outubro, na cidade de Niquelândia, em Goiás

por Luana Luizy, Assessoria de Comunicação, Instituto Internacional de Educação do Brasil

 

A busca por uma economia agroextrativista diversificada levou à ideia de realizar essa capacitação com os jovens quilombolas Kalunga. Foto: Manuel Júnior/Acervo Instituto Educacional Tiradentes

A busca por uma economia agroextrativista diversificada levou à ideia de realizar essa capacitação, já que os quilombolas Kalunga estão sofrendo impactos com a pandemia, pois uma das principais formas de geração de renda para os quilombolas é o turismo na região.

 O curso deixou como resultado a construção de oito apiários com pequenas unidades de extração de mel.  A iniciativa procurou gerar autonomia para os quilombolas, que se encontram em áreas isoladas e de difícil acesso à  comunidade, onde a energia elétrica, até  hoje, não existe.

“O mel é um produto que você pode conservar  por até dois anos; ele não pode ser refrigerado, senão estraga. Esse projeto veio atender comunidades abandonadas pelo poder público”, explana Manoel Júnior, do Instituto Tiradentes.

A capacitação – que busca formar jovens multiplicadores – destinou 50% das vagas para mulheres, priorizando a equidade de gênero, como forma de promover a autonomia de renda para esse grupo. Sirleia  Torres,  28 , conta que a capacitação é bastante importante para que ela encontre oportunidades financeiras.

“Agora vou ampliar as minhas possibilidades no mercado de trabalho. A cada dia aprendo mais sobre a apicultura; tem sido uma experiência incrível”, afirma a jovem quilombola.

“A desigualdade de gênero é uma realidade dentro dessas comunidades. É a mulher quem organiza a casa e os plantios, mas a renda fica toda com os homens. Então, esse curso prioriza que elas possam ter mais autonomia”, declara Manuel.

Sobre a Associação Quilombo Kalunga e o CEPF Cerrado

A Associação Quilombo Kalunga é uma organização civil, sem finalidade econômica, fundada em outubro de 1999. Representa o maior território de quilombo no Brasil, com 262 mil hectares de terras. A AQK defende os interesses dos moradores do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (SHPCK), que abrange os municípios goianos de Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás.

O projeto, fomentado pelo Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) e com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasiltem como objetivos conhecer com profundidade a realidade das comunidades Kalunga, usar a tecnologia de geoprocessamento para mapear detalhadamente o território, promover a ocupação do SHPCK de uma forma mais sustentável e fazer com que os Kalunga sejam reconhecidos internacionalmente como defensores da conservação da biodiversidade.

 

Conheça mais sobre a AQK: http://quilombokalunga.org.br/PKS/?page_id=27

Conheça mais sobre o Instituto Educacional Tiradentes: https://institutotiradentes.com.br/


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

O cooperativismo e a agroecologia de mãos dadas: conheça o trabalho da Grande Sertão

O cooperativismo e a agroecologia de mãos dadas: conheça o trabalho da Grande Sertão

por Luana Luizy, Assessoria de Comunicação, Instituto Internacional de Educação do Brasil

 

Aliada à conservação ambiental, a cooperativa Grande Sertão, em Montes Claros, também ao norte de MG, foi fundada em 2003, e trabalha com alimentos provenientes da agricultura familiar.

O produto de destaque  é o óleo de buriti, utilizado pelas indústrias cosmética e alimentícia.

A saborosa cerveja de coquinho azedo. Foto: Acervo Grande Sertão

Atualmente, a Grande Sertão conta com 230 cooperados, abrange 30 municípios e envolve, indiretamente, 2 mil famílias e 350 comunidades rurais. “Buscamos novos canais de comercialização para  nos fortalecer cada vez mais,  e tudo é realizado  dentro dos princípios do manejo sustentável”, pontua Fábio Soares, dirigente da  cooperativa.

Ao todo, são mais de 25 espécies processadas, como  araticum, cagaita, murici, cajá, jatobá, pequi, entre outras. O mel, a rapadura e a cachaça também fazem parte da lista de produtos comercializados pela Grande Sertão, que também produz e vende uma saborosa iguaria feita a partir do coquinho azedo: a cerveja artesanal que já é famosa Brasil afora.

Parceria com o CEPF Cerrado e IEB

Com o apoio do Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), através do projeto “Buriti – geração de renda para jovens e mulheres, conservação das Veredas e Chapadas”, a cadeia de produção do buriti pela Grande Sertão saiu fortalecida. O projeto favoreceu a extração e comercialização do óleo do fruto, contribuindo para a conservação das Veredas, um tipo de ecossistema do Cerrado onde nasce a palmeira e um importante berço de nascentes. “A partir da iniciativa, demos força para que o comércio se estruturasse; também foi um instrumento para manter essas áreas conservadas”, declara Aryanne Amaral, assistente de projetos da estratégia de implementação do CEPF Cerrado.

Raspas de buriti. Foto: Acervo Cooperativa Grande Sertão

A comercialização do óleo alcançou êxito, e, hoje, a Grande Sertão atingiu o mercado internacional com o produto e conta com clientes de renome, como a gigante brasileira Natura. Mulheres e jovens foram envolvidos nesse processo e saíram beneficiados, sendo importantes atores na conservação do Cerrado.

Na cadeia produtiva do buriti, as mulheres  estão à frente: são elas que coletam, extraem o óleo, a polpa, secam e embalam. Com esse projeto, as mulheres passaram a ter autonomia financeira”, conta Fábio Soares.

Covid-19

Agricultora familiar. Foto: Acervo Cooperativa Grande Sertão

A pandemia, claro, também trouxe impactos no dia a dia dos associados da Grande Sertão, que viram as vendas despencarem. Se não dá para comercializar os produtos da agricultura familiar nas  feiras coletivas, os cooperados precisaram repensar os mecanismos de sobrevivência no mercado.

“Estamos com mais de 30 toneladas de polpas de frutas estocadas, com o prazo de validade por vencer. Estamos buscando novas estratégias, como transformar essas polpas em geleias, ou desenvolver uma  linha de suco pronto.  Mas temos um desafio, já que não usamos conservantes; o produto é natural”, pondera  Soares.

Sobre a Grande Sertão

A Cooperativa Grande Sertão desenvolve ações em torno da sustentabilidade e da agroecologia, com o objetivo de promover o fortalecimento das comunidades agroextrativistas. O associativismo e o cooperativismo, as boas práticas de produção com os frutos do Cerrado, promovem a gestão e a conservação dos territórios rurais onde se pratica o agroextrativismo sustentável.

 

Para mais informações sobre a Grande Sertão, acesse: https://www.facebook.com/cooperativagrandesertao/


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Cooperativa dá exemplo de como manter o Cerrado em pé

A agricultura familiar como protagonista da conservação

por Luana Luizy, Assessoria de Comunicação, Instituto Internacional de Educação do Brasil

 

O Sertão Veredas, no norte de Minas, não é apenas o cenário dos escritos de Guimarães Rosa – autor mineiro que soube como ninguém descrever o regionalismo local –, também é o lugar onde o extrativismo é o protagonista na geração de renda, na conservação do Cerrado e no manejo sustentável.

Produtos da agricultura familia produzidos e comercializados pela COPABASE. Foto: Terra Mar Filmes/Acervo COPABASE

A Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária (COPABASE) conta com 140 cooperados e dá exemplo de boas práticas para manter o Cerrado em pé. Com sede no município de Arinos (MG), a cooperativa atua também em Bonfinópolis de Minas, Buritis, Formoso, Pintópolis, Riachinho, Urucuia e Uruana de Minas.

Com foco no cultivo, produção e comercialização de polpas de frutas do Cerrado – como acerola, manga, goiaba, tamarindo, mangaba, cagaita, araticum, coquinho azedo e umbu – , a COPABASE abastece escolas da região, enquanto dá emprego a produtores locais.

“A gente luta pra manter a conservação, mas também gerar renda para as famílias rurais, que vivem da produção de suas pequenas propriedades”, orgulha-se Dionete  Barboza, dirigente da COPABASE.

A diversificação das cadeias produtivas – colhidas em períodos distintos –  garante renda durante todo o ano. Os produtos comercializados variam desde a mandioca até a farinha, o açúcar mascavo, o baru, o mel, e, mais recentemente, o algodão orgânico.

 

Jovens agricultores do sertão urucuiano na colheita do baru. Foto: Terra Mar Filmes/Acervo COPABASE

A cadeia do baru

Apesar de o carro-chefe da cooperativa ser a produção da polpa de frutas do Cerrado, a “galinha dos ovos de ouro” é a castanha do baru, amêndoa comum nas regiões de Goiás, do norte de Minas Gerais,  Mato Grosso e  Maranhão.

O alimento tem produção específica em determinada época do ano -antes do período das chuvas -, e traz consigo os princípios da sustentabilidade, já que é coletado manualmente, de forma extrativista, artesanal. “O baru  tem um  diferencial, pois está dentro de uma fortaleza (a casca); e extrair a amêndoa tem um custo financeiro maior para a gente, mas nos traz uma margem maior  de atuação”, explica Dionete.

Pandemia

Cerca de 80% da renda da COPABASE era proveniente da comercialização da polpa de frutos do Cerrado para as escolas locais; porém, a suspensão das aulas devido à covid-19, gerou impacto na renda dos pequenos produtores.

Sem apoio governamental, a associação precisou se reinventar. “Foi bem difícil, pois tínhamos bastante estoque de alimentos. No entanto, conseguimos captar recursos para distribuição de cestas básicas com produtos da agricultura familiar. Assim, conseguimos colocar boa parte do nosso estoque no mercado. A pandemia nos despertou esse olhar de pensar no próximo, mas também de cobrir o buraco financeiro, conta Dionete.

 

O algodão orgânico e o trabalho da fiandeira da região do sertão do Vale do Urucuia, Minas Gerais. Foto: Terra Mar Filmes/Acervo COPABASE

Parceria com o CEPF e IEB

O fomento do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) e apoio do Intituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), através do projeto “Práticas Sustentáveis de Produção como Promotoras de Conservação da Biodiversidade no Sertão Urucuiano”, contribuiu para a organização socioeconômica, apoio logístico, capacitações e até intercâmbios como forma de potencializar o extrativismo da COPABASE.

“Apostamos na capacitação para fortalecer a agricultura familiar e gerar renda para os pequenos agricultores e povos tradicionais. Entendemos que, através do incentivo ao agroextrativismo também contribuímos para a conservação do meio ambiente”, explica Aryanne Amaral, assistente de projetos da estratégia de implementação regional do CEPF Cerrado.

A produção de alimentos como açúcar mascavo,  rapadura e  farinha de mandioca valorizou o conhecimento tradicional das famílias, enquanto trouxe conhecimento técnico, agregando produtos diferenciados e de qualidade.

Segundo Dionete Barboza, a parceria com o CEPF e IEB foi um alicerce para os produtores, já que os permitiu desenvolver ações, trabalhar novas cadeias produtivas e realizar capacitações voltadas para gestão ambiental dentro das escolas.

“Todo o trabalho de orientação técnica que o CEPF nos auxiliou propiciou a sistematização das metodologias do nosso trabalho. A gente fazia muita coisa que não estava escrita; hoje, sintetizamos em oito cartilhas nas em áreas como  gestão,  agroecologia e mulheres”, completa Dionete.

 

Para mais informações sobre a Copabase, acesse o site da cooperativa.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Associação Quilombo Kalunga divulga termo de referência para jornalista

A Associação Quilombo Kalunga (AQK) é uma organização civil, constituída por moradores do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, área remanescente de quilombo inserida nos municípios de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás, a maior do Brasil. A associação tem por finalidade promover a defesa dos interesses do povo Kalunga, sendo os principais objetivos: promover a integração e o convívio social das pessoas como forma de fortalecimento da cultura; desenvolvimento econômico e social, através do estímulo e promoção de atividades agrícolas, pecuária e agroextrativista; promover o desenvolvimento de atividades para a conservação e preservação do meio ambiente, o uso sustentável dos recursos naturais e a promoção de empreendimentos desenvolver ecologicamente corretos e realizar a gestão ambiental e territorial.

A união de novas tecnologias para ajudar na proteção, conservação e uso consciente da terra e dos recursos hídricos da região do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, esse foi o pensamento inicial, quando em 2016/2017, a AQK formulou um projeto para, em parceria com o Critical Ecosystem Partnership Fund (CEPF, na sigla em inglês) e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), realizar o mais completo levantamento já feito em uma área remanescente de quilombo em território brasileiro.

O projeto o “Uso do Geoprocessamento na Gestão do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga”, que é executado com apoio do CEPF Cerrado, baseia-se em quatro componentes básicos:

  1. Estruturar um Sistema de Informações Geográficas – SIG, no sistema de informações para trabalhar com mapas e informações geográficas denominado ARcGis, que está associado a um banco de dados físicos e socioeconômicos desenvolvido na plataforma MySQL que é um sistema de gerenciamento de bancos de dados, que utiliza a linguagem SQL como interface;
  2. Auxiliar a Associação Quilombo Kalunga no fortalecimento da organização do povo Kalunga para realizar gestão com a participação das comunidades através de seus representantes eleitos em assembleias Locais da AQK;
  3. Divulgar a existência de 19 espécies ameaçadas do Cerrado da Chapada dos Veadeiros (Goiás);
  4. Assessorar a Diretoria da AQK na busca do avanço da regularização fundiária.

Recentemente a AQK identificou a necessidade de ampliar e fortalecer a comunicação entre a diretoria e o povo Kalunga, de fazer uma comunicação voltada para dentro do território e ao mesmo tempo para fora, visando alcançar toda sociedade sobre os resultados e impactos deste projeto, assim como comunicar a realidade e os desafios do território e do povo Kalunga. Neste sentido, a Associação Quilombo Kalunga torna público aos/as interessados/as o termo de referência para a contratação de serviços profissionais para realizar assessoria de comunicação para diretoria da AQK, assim como a comunicação interna para o povo Kalunga e externa para toda a sociedade, utilizando todas as ferramentas disponíveis e o site www.quilombokalunga.org.

Os profissionais ou empresas interessadas em executar os serviços apresentados terão até o dia 28 de Outubro de 2020 às 18h (horário de Brasília) para enviarem via e-mail as suas propostas, juntamente com a documentação solicitada conforme descrito no Termo de Referência, que pode ser acessado logo abaixo:

 

Para mais informações, entre em contato com:

Associação Quilombo Kalunga

telefone: (62) 3494-1062

e-mail: aqkalunga@gmail.com


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Fundação Neotrópica avança com sucesso na conservação e uso sustentável do Cerrado

Parceiro do CEPF e IEB, trabalho da ONG fortaleceu o protagonismo dos atores sociais por meio dos Conselhos Municipais do Meio Ambiente no Mato Grosso do Sul

 

por Luana Luizy, Assessoria de Comunicação, Instituto Internacional de Educação do Brasil

 

Um dos nossos parceiros é a Fundação Neotrópica, uma organização do Mato Grosso do Sul, que atua com ações direcionadas à conservação da natureza, especialmente dos biomas Cerrado e Pantanal.  Com apoio do Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), a fundação vem desenvolvendo um projeto exitoso com os Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMAs) no estado do Mato Grosso do Sul. O projeto: União de COMDEMAs pró-Cerrado, que visa o fortalecimento destes conselhos, a fim de subsidiar decisões que contribuam para a conservação do Cerrado e  alcance das metas mundiais de conservação da biodiversidade.

Reunião de planejamento do Plano de Ação do COMDEMA na cidade de Bodoquena-MS. Fonte: Fundação Neotrópica

O projeto inicialmente abrangeu os municípios: Anastácio, Bodoquena, Bonito, Dois Irmão do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Miranda, Nioaque, Porto Murtinho, Rochedo e Terenos. Segundo Rodolfo Portela – superintendente executivo da Fundação Neotrópica – o sucesso do projeto foi devido “a união dos COMDEMAs, que não se restringiu apenas aos municípios previstos, mas, também em regiões localizadas fora dos principais corredores de biodiversidade do estado, que demonstraram interesse em serem incluídos no projeto”, fato que demonstrou a potencialidade e um grande alcance do projeto.

Dos  municípios que participaram do projeto, a maioria tem seus Conselhos Municipais de Meio Ambiente ativos, o que demonstra que existem espaços para debates sobre políticas públicas e questões de conservação e manejo do Cerrado nestas localidades. O projeto também verificou, nestes municípios, o interesse pelos atores envolvidos em avançar na criação de novas Unidades de Conservação.

É importante pontuar que o projeto promoveu a capacitação de cerca de 205 atores sociais, sendo 114 homens e 91 mulheres, o que garantiu a qualificação dos conselheiros de forma a dar suporte a descentralização e democratização da gestão ambiental municipal em busca da paridade de gênero. A criação da Rede de COMDEMAs proporcionou a interação entre as lideranças, facilitando a troca de informações e experiências no que tange às boas práticas para os conselhos e para a conservação do Cerrado. Por meio dos COMDEMAs emergiram grupos de trabalho, câmaras técnicas e coletivos ambientais com o propósito de pesquisar, estudar e discutir assuntos importantes para o desenvolvimento de ações ambientais nos municípios.

Trabalho de campo. Foto: Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

Outro destaque, foi o sucesso na promoção da conservação e uso sustentável do Cerrado com a criação de três Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), nos municípios de Bonito, Guia Lopes da Laguna e Chapadão do Sul, conservando aproximadamente 2.200 hectares do bioma no Mato Grosso do Sul; e também o auxílio na melhoria da gestão da Reserva Biológica Marechal Cândido Mariano Rondon, Miranda/MS, no sentido de implementar boas práticas para a gestão da UC.

Desafios

A Fundação Neótropica destaca a importância da mediação de conflitos como principal lição aprendida, a fim de reduzir os tumultos e confusões frequentemente registradas em reuniões que discutem políticas municipais de meio ambiente. Grandes desafios foram enfrentados pela equipe nos debates sobre as propostas de estruturação e atualização de leis municipais ambientais e legislações pertinentes aos COMDEMAs, tendo em vista o alvoroço provocado pelos setores do agronegócio, causando momentos de confusão e dúvidas nos conselheiros.

Sobre a Fundação Neotrópica

A Fundação Neotrópica do Brasil é uma ONG criada em 1993 voltada a conservação da natureza e melhoria da qualidade de vida das pessoas.  A organização trabalha com projetos voltados à criação e apoio a gestão das Unidades de Conservação (públicas e privadas); recuperação de áreas degradadas e adequação de propriedades rurais no Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal; pesquisa científica sobre biodiversidade e conservação, mobilização e sensibilização da sociedade para as questões ambientais; estímulo ao desenvolvimento de políticas públicas ambientais; discussão e fomento ao turismo como promotor da conservação ambiental.

Para mais informações sobre as ações da Fundação Neotrópica do Brasil, acesse o site.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Quilombo Kalunga é o primeiro território no Brasil reconhecido com conceito global

CEPF e IEB contribuíram para a classificação internacional que atesta conservação do quilombo goiano

por Luana Luizy, Assessoria de Comunicação, Instituto Internacional de Educação do Brasil

Você sabe o que é TICCA?

O conceito global significa Territórios e Áreas Conservadas por Comunidades Indígenas e Locais, e vem sendo atribuído por organizações internacionais, como as Nações Unidas, a territórios comunitários e tradicionais conservados, onde a população tem forte conexão com o lugar que habita, os chamados “territórios de vida”.

“Para receber esta classificação, a comunidade deve ser o ator principal no processo de tomada de decisão da gestão do território”, conta Vilmar Souza Costa, explicando sobre o processo de registro do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, do qual fez parte quando estava como  presidente da Associação Quilombola Kalunga (AQK).

Localizado ao norte de Goiás, a 520 km da capital, o quilombo Kalunga foi o primeiro, até então, a ser considerado TICCA no Brasil.

Imagem realizada com drone pelos quilombolas para mapeamento do território. Foto: Acervo Associação Quilombo Kalunga.

“Foi um processo muito participativo, temos uma comunidade preservada, um território de vida, mas sofremos constantes invasões. A formalização TICCA tem nos ajudado a dar visibilidade internacional para nos proteger”, afirma Vilmar, citando mais um dos benefícios da nomenclatura: o fortalecimento da comunidade contra ameaças externas, como megaprojetos e apropriações indevidas. “Ganhamos autonomia na gestão da nossa terra. Agora que estamos listados no mapa internacional das comunidades tradicionais como TICCA, temos esperança de nos unirmos nessa luta com outras comunidades pelo mundo”, diz Damião Moreira Santos, membro da AQK.

O Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) tiveram participação ativa e foram fundamentais para o registro da comunidade Kalunga como TICCA. “Apoiamos a gestão territorial, pois percebemos que ela é bastante importante do ponto de vista da conservação. A AQK foi a fundo com o projeto. Acompanhamos as etapas de gestão territorial deles: revisão do estatuto, mapeamento de seus recursos naturais e a gestão de conflitos na comunidade”, relata Michael Becker, coordenador do CEPF Cerrado.

Quem pode ser TICCA?

O conceito TICCA tem sido promovido em todo o mundo, especialmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Natural Justice, entre outros importantes atores internacionais. Para ser considerada TICCA, a população precisa ter uma profunda e estreita conexão com seu território; processos de gestão e governança; resultados positivos na conservação da natureza, assim como de bem-estar de seu povo.

Assembleia de debate sobre o registro do quilombo Kalunga como TICCA. Fonte: ICCA Registry.

Cercado pelas riquezas naturais e culturais do Cerrado, o quilombo Kalunga foi formado há mais de 300 anos por homens e mulheres que não aceitaram viver sob o regime escravagista da época. Damião Moreira Santos – que já foi homenageado como o herói do hotspot[1] Cerrado – relata que o CEPF foi o grande responsável por apresentar a ideia da TICCA, os resultados dessa parceria são colhidos até hoje pelos quilombolas.

“Continuamos fazendo gestão do território devido ao apoio do CEPF. A partir dessa parceria, criamos um regimento interno, começamos a visitar as comunidades espalhadas por todo o nosso território e os moradores começaram a conhecer a associação”, conta.

Benefício

No Brasil, o debate sobre TICCA vem acontecendo desde 2018 e está agregando cada vez mais setores sociais, acadêmicos e a sociedade civil. O registro internacional da área é uma forma de reconhecimento de seus valores ambientais e econômicos, seu sistema de governança e seus resultados de gerenciamento. Como tal, os benefícios que uma comunidade traz ao ser registrada, dependem, em grande parte, do uso que faz deste reconhecimento. Para os kalunga, a terra onde vivem é sinônimo de governança e sustentabilidade, e o reconhecimento como TICCA representou uma valorização local. “Trouxe visibilidade para a gente. Um quilombo conhecido internacionalmente pode nos trazer benefícios. Assim, não ficamos à mercê dos governos locais, caso aconteça alguma agressão”, afirma Damião.

Sobre a Associação Quilombo Kalunga e o CEPF Cerrado

O processo para o registro como TICCA foi todo participativo. FONTE: ICCA Registry.

A Associação Quilombo Kalunga é uma organização civil, sem finalidade econômica, fundada em outubro de 1999. Representa o maior território de quilombo no Brasil, com 262 mil hectares de terras. A AQK defende os interesses dos moradores do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (SHPCK), que abrange os municípios goianos de Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás.

O projeto, fomentado pelo CEPF e com apoio do IEB, tem como objetivos conhecer com profundidade a realidade das comunidades Kalunga, usar a tecnologia de geoprocessamento  para mapear detalhadamente o território, promover a ocupação do SHPCK de uma forma mais sustentável e fazer com que os Kalunga sejam reconhecidos internacionalmente como defensores da conservação da biodiversidade.

Para mais informações sobre a Associação Quilombo Kalunga acesse a página oficial no Facebook.

[1] Os hotsposts podem ser definidos como áreas com grande biodiversidade, ricas principalmente em espécies endêmicas e que apresentam alto grau de ameaça. Essas áreas são, portanto, locais que necessitam de atenção urgente, sendo consideradas prioritárias nos programas de conservação.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

O que são os Conselhos Municipais de Meio Ambiente?

VOCÊ SABE O QUE SÃO OS OS CONSELHOS MUNICIPAIS DE MEIO AMBIENTE E PARA QUE SERVEM? 

 

Fundação Neotrópica do Brasil disponibiliza guia gratuito com orientações para implementação destes conselhos


O que é o Conselho Municipal de Meio Ambiente?

O Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMDEMA) é um instrumento de gestão ambiental local que une órgãos públicos, setores empresariais, políticos e as organizações da sociedade civil em busca de soluções para o uso dos recursos naturais e para a recuperação dos danos ambientais.

Foto: Fernanda Caso / Acervo Fundação Neotrópica do Brasil


Por que os COMDEMAS são importantes?

OS COMDEMAS promovem cidadania, democracia e o convívio entre os interesses dos diferentes setores da sociedade. Além disso, incentiva a criação de políticas públicas municipais de conservação ambiental e a ampliação e melhoria na gestão de áreas protegidas municipais e Unidades de Conservação, entre muitos outros benefícios.

Qual é a função dos COMDEMAS?

Algumas das atribuições dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente são: propor a política ambiental do município e fiscalizar o seu cumprimento; promover a educação ambiental; acompanhar a implementação de UCs (Unidades de Conservação) municipais; receber e apurar denúncias feitas pela população sobre degradação ambiental; e outras mais.

Quem participa dos COMDEMAS?

Secretarias municipais, Câmara de Vereadores, sindicatos, entidades ambientais, associações de bairros, grupos de mulheres, jovens e pessoas da terceira idade, entidades de classe, entidades representativas do empresariado; instituições de pesquisa e extensão, movimentos sociais e minorias, instituições de defesa do consumidor e grupos de produtores.

Como criar o COMDEMA?

O primeiro passo para a criação do COMDEMA é a mobilização da comunidade. Em seguida vem a elaboração e aprovação de Lei pela Câmara dos Vereadores Municipal instituindo a criação do COMDEMA. Depois da aprovação são nomeados as conselheiras e conselheiros, que terão a tarefa de criar e aprovar o regimento interno do Conselho e manter reuniões periodicamente.

Estas e outras informações você encontra no “GUIA PRÁTICO PARA IMPLEMENTAÇÃO DE CONSELHOS MUNICIPAIS DE MEIO AMBIENTE”Clique no link e faça o downloadO material é fruto do projeto “União dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente – Mobilizando atores do corredor Miranda-Bodoquena” executado pela Fundação Neotrópica do Brasil, com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IIEB).

Sobre o projeto União dos COMDEMAS

Os Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMA) são instrumentos chave para a gestão ambiental local. Por isso, a Fundação Neotrópica do Brasil promove ações de criação e fortalecimento de COMDEMAS em 25 municípios de Mato Grosso do Sul.

Com o projeto “União dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente – Mobilizando atores do corredor Miranda-Bodoquena”, a FNB mobiliza COMDEMAS, e consequentemente políticas públicas, investimentos, qualificação e fomento do debate sobre conservação e manejo do Cerrado.

A finalidade é dar subsídios às decisões locais que contribuem com metas mundiais de conservação ambiental, em especial, no Cerrado. O bioma, que é um hotspot global de biodiversidade, já teve 50% de sua cobertura vegetal nativa devastada e sofre forte pressão antrópica.

Conheça mais sobre o projeto e os benefícios que ele pode levar para seu município em fundacaoneotropica.org.br.

Texto disponível no site da Fundação Neotrópica do Brasil.

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

Cacto raro e ameaçado de extinção é foco de projeto de conservação no Vale do Jequitinhonha, Itamarandiba, Minas Gerais

Hoje, no Dia Nacional do Cerrado (11/09), vamos conhecer uma planta rara natural da região do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, que está criticamente ameaçada devido à destruição de seu habitat por mineração e pela coleta ilegal e predatória para comércio de colecionadores. Ela pertence à família botânica Cactaceae, o cacto com o nome científico de Uebelmannia buiningii, Coroa de Ita, é encontrado numa área com cerca de 18,81 hectares localizada no município de Itamarandiba. Essa área é de transição entre os biomas da Mata Atlântica e o Cerrado e onde encontra-se uma das poucas unidades de conservação da região, o Parque Estadual Serra Negra – PESN. O local é considerado uma área-chave para a biodiversidade ou Key Biodiversity Area (KBA), repleto de espécies endêmicas. As KBAs são locais que “contribuem significativamente para a persistência mundial da biodiversidade”, por exemplo, por meio do apoio à conservação de espécies ameaçadas e espécies que tenham distribuições globais severamente restritas.

A planta vem sendo estudada desde 2012 por pesquisadores do Centro de Avaliação da Biodiversidade e Pesquisa e Conservação do Cerrado – CBC, do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), que vão a campo em busca de conhecimento sobre suas populações, de entendimento mais detalhado das características de seus habitats e de fatores que ameaçam a sua sobrevivência, os quais são divulgados em trabalhos científicos e ajudam a orientar os caminhos a serem trilhados para o manejo de suas populações na natureza.

Paisagem da região de Serra Negra, no Vale do Jequitinhonnha, em Itamarandiba. Foto: Washington Oliveira / Acervo pessoal

O Projeto “Ecologia e Recuperação de U. buiningii” conta desde 2019 com o apoio financeiro do Instituto Internacional de Educação do Brasil, através do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) e com a gestão do Instituto Jurumi para a Conservação da Natureza em parceria com a Embrapa-Cenargen e o Parque Estadual Serra Negra. A bióloga e coordenadora do Projeto, Suelma Ribeiro explica que: “o foco principal, sem dúvida, é garantir a manutenção do cacto na natureza em longo prazo”. 

A planta encontra-se criticamente ameaçada, segundo a lista nacional e internacional de espécies da flora ameaçada de extinção, devido à destruição de seu habitat e retirada ilegal de seus indivíduos. Porém, outras ameaças foram identificadas com os estudos realizados em 2019. Segundo o biólogo Washington Oliveira, integrante da equipe: “a pesquisa realizada no ano passado indicou que a planta exótica invasora conhecida como capim-gordura (Melinis minutiflora) foi encontrada em todas as áreas de ocorrência do cacto e afeta negativamente a sua abundância”.

O cacto que vive exclusivamente numa faixa entre 900 e 1350 m de altitude, é polinizado por abelhas, mede cerca de 6 cm de altura e vive em associação com outros arbustos e rochas, especialmente embaixo de outras espécies endêmicas de bromélias e velózias, também conhecidas como canela-de-ema. Essa associação favorece uma maior abundância do cacto, atenuando a radiação solar excessiva por meio do sombreamento, que deixa o ambiente mais úmido, reduzindo os efeitos negativos da alta temperatura do local, tornando esses locais apropriados para a germinação de sementes. De acordo com Suelma Ribeiro, “esses ambientes funcionam como um microecossistema que devem ser protegidos para garantir a manutenção dos indivíduos de Uebelmannia buiningii.

Coroa de Ita. Foto: Washington Oliveira/Acervo pessoal

No entanto, a maior parte das populações do cacto vivem fora do PESN, com quatro pequenas populações situadas em propriedades particulares, o que exige açōes urgentes de proteção e de sensibilização. Nesse sentido, o projeto também atua com iniciativas de educação ambiental já desenvolvidas pela equipe do Parque, estimulando açōes que sensibilizam crianças e jovens das comunidades locais. O gerente do PESN, Wanderlei Pimenta comenta que: “a redefinição dos limites do Parque, a criação de reservas particulares do patrimônio natural – RPPN e a intensificação de açōes de educação ambiental na região são fundamentais para a proteção da planta e dos ecossistemas da unidade”.

O manejo das populações do cacto nos campos rupestres da Serra Negra exige a adoção de estratégias de manejo adptativo que favoreçam a redução dos impactos sobre os poucos indivíduos que restam na natureza. Assim, é essencial garantir a manutenção das interaçōes ecológicas e a proteção de seus habitats. De acordo com Suelma Ribeiro, essa abordagem servirá também para beneficiar outras espécies ameaçadas de extinção que ocorrem no território e explica: “a implementação dessas estratégias de manejo será o próximo passo a ser trilhado pelo projeto, mas que irá exigir o fortalecimento das parcerias atuais bem como a sua ampliação para, assim, salvarmos juntos esse cacto da extinção”.

 

Mais informações podem ser acessadas nos seguintes sites: 

Instituto Jurumi: https://bio.institutojurumi.org.br/atividades/projeto/cacto    

CEPF Cerrado: http://cepfcerrado.iieb.org.br/projetos/ecologia-e-recuperacao-de-uebelmannia-buiningii-donald-cactaceae/

CBC/ICMBio:  https://www.icmbio.gov.br/cbc/acoes-de-pequisa-e-conservacao/manejo-para-conservacao-da-biodiversidade-em-ucs.html 

Parque Estadual Serra Negra: https://www.facebook.com/parqueserranegra/    


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Cooperativa Grande Sertão reabre seleção para contratação de serviço de consultoria no âmbito do projeto apoiado pelo IEB e CEPF Cerrado

Cooperativa Grande Sertão vem desenvolvendo ações em torno da sustentabilidade e da agroecologia, discutindo novos conceitos, apresentando soluções e desenvolvendo estratégias de ação colaborativa no intuito de promover o fortalecimento das comunidades agroextrativistas. Dentre as ações desenvolvidas destaca-se um processo contínuo de transferência e construção do conhecimento com práticas de formação em associativismo e cooperativismo, boas práticas de produção e desenvolvimento de produtos alimentícios com frutos do Cerrado, além de buscar fortalecer a gestão e conservação dos territórios rurais onde se pratica o agroextrativismo sustentável.

Dessa forma cadeias produtivas de frutos do Cerrado vêm sendo organizadas, construídas e fortalecidas, como exemplo: o buriti (Mauritia flexuosa) que ocorre em regiões de veredas com abundância de água, vem sendo aproveitado de forma sustentável para a produção de polpas e extração de óleos; o pequi (Caryocar brasiliense) utilizado para a produção de farinhas, polpas e óleos; o coquinho-azedo (Butia captata) utilizado para produção da polpa congelada, cervejas e doces; o baru (Dipteryx alata), que além do consumo in natura, está sendo em experimento para a produção de óleos e outros produtos em potencial, que estão em processo de desenvolvimento. A Cooperativa segue buscando formas de ampliar o trabalho para novas comunidades e municípios do norte de Minas Gerais, com foco em fortalecer as economias locais e promover a conservação dos ecossistemas.

Neste sentido, a Cooperativa Grande Sertão torna público aos/as interessados/as o termo de referência para a contratação de serviço técnico especializado para apoiar às atividades de assistência técnica, visando a padronização e a melhoria contínua da qualidade nutricional e sanitária dos produtos do Cerrado que são coletados, processados e comercializados pela Cooperativa. O objetivo é potencializar o uso sustentável dos frutos nativos do Cerrado e fortalecer as economias das comunidades agroextrativistas, visando as melhores práticas de manejo e conservação do hotspot Cerrado e do corredor Grande Sertão Veredas-Peruaçu dentro do projeto “Grande Sertão – Extrativismo, Conservação e Renda”.

Os profissionais interessados em executar os serviços apresentados terão até o dia 12 de setembro de 2020 às 23h59m (horário de Brasília), para enviarem via e-mail as suas propostas, juntamente com a documentação solicitada conforme descrito no Termo de Referência.

 

Para mais informações, entre em contato com:

José Fábio Soares

telefone: (38) 3223-2285

e-mail: cooperativagrandesertao@gmail.com

 

Acesse o Termo de Referência:

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

CEPF, IEB, Instituto Humanize e Instituto Nova Era promovem em setembro chamada de apoio a grande projeto para o Cerrado

4a Chamada para Cartas de Intenção (CDI)

Hotspot Cerrado

GRANDE PROJETO

 

O Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos, Instituto Internacional de Educação do Brail, Instituto Humanize e Instituto Nova Era tem o prazer de convidar proponentes para a 4a Chamada Para Cartas de Intenção (CDI) voltada à receber inovadores e relevantes projetos de fortalecimento das Organizações da Sociedade Civil que trabalham na conservação do hotspot Cerrado. Será selecionado somente uma proposta no âmbito dessa chamada.

Nessa chamada desejamos aprimorar as condições técnicas e de gestão das organizações da sociedade civil no Cerrado, fortalecendo-as para a proposição, execução e gerenciamento de projetos com foco na conservação e uso sustentável da biodiversidade no hotspot. Este aperfeiçoamento se dará via capacitações inclusive na questão de gênero ligada à conservação de recurso naturais.

País elegível: Brasil
Data de abertura: segunda  feira, 7 de setembro de 2020
Data de fechamento: sexta  feira, 23 de outubro de 2020
Valor do subsídio: US $ 50.000 a US $ 250.000

Veja o mapa do hotspot de biodiversidade do Cerrado.

Leia as instruções detalhadas, critérios e restrições dessa Chamada Para Cartas de Intenção, disponível abaixo. Envie sua proposta através do portal eletrônico do ConservationGrants até 23 de outubro de 2020 às 23h59 (horário de Washington, DC). Se você não tiver uma conta ConservationGrants, precisará criar uma nova. Se você encontrar quaisquer dificuldades técnicas com o sistema, envie um email para  conservationgrants@conservation.org

MAIS INFORMAÇÕES 

Chamada Para Cartas de Intenção
– Português (PDF 278 KB) e nos seguintes links: site CEPF Cerrado e site CEPF

Perfil do Ecossistema
Português e Inglês

Resumo do Perfil do Ecossistema
Português e Inglês

MATERIAIS ADICIONAIS

•   Antes de se inscrever 
•   12 dicas para obter financiamento para sua ideia de doação 
•   Kit de ferramentas de gênero do CEPF (Português PDF – 291 KB)
•   Perguntas frequentes sobre o ConservationGrants 

 

O Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos busca proteger as regiões biologicamente mais ricas e ameaçadas do planeta, conhecidas como hotspots de biodiversidade. Um objetivo fundamental é garantir o engajamento da sociedade civil na conservação da biodiversidade. O CEPF é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo Global Para o Meio Ambiente, Governo do Japão e Banco Mundial.

Faça seu cadastro no site para mais informações.

 

Elos do Cerrado​ celebra o Dia Nacional do Cerrado com exposição virtual e rodas de conversa com especialistas

A exposição interativa leva o público a um passeio pela savana brasileira

 

Representantes da Universidade de Brasília, WWF e Greenpeace, entre outros, debatem questões importantes como conservação do bioma

 

A partir do dia 1º de setembro, o projeto Elos do Cerrado comemora o Mês do Cerrado com uma programação que instiga o público a pensar maneiras de proteger a savana brasileira. O evento será dividido em duas partes: uma exposição virtual, com painéis e fotografias, com acesso até 30 de dezembro; e 16 Rodas de Conversa, que acontecem até o dia 11 de setembro – data em que se celebra o segundo maior bioma brasileiro.

Yuri Salmona, diretor executivo do Instituto Cerrados, destaca a relevância do projeto, que coloca o Cerrado com o destaque e a atenção que ele merece. “Será uma grande oportunidade de conversarmos, assistirmos e experienciarmos os elos que envolvem a conservação do nosso bioma. Não é possível trazer toda complexidade do Cerrado para um evento, mas foi com a visão de que era importante apresentar os mais diferentes aspectos que elaboramos esse encontro”, destaca. Yuri também comenta os desafios de produzir o evento em tempos de isolamento social. “Não seria verdade dizer que é simples produzir um evento como esse, ainda mais em meio à pandemia. Mas o fato de o encontro ser on-line tem alguns pontos positivos e o principal deles é o alcance. O conteúdo da exposição é trilíngue: português, inglês e francês, permitindo que grande parte do mundo possa interagir com a mostra. Esperamos ampliar as vozes que falam em prol do Cerrado”, completa.

O Elos do Cerrado é um evento online promovido pelo Instituto Cerrados em parceria com a Embaixada da França, Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF), Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Nature and Culture International (NCI), Instituto Sociedade População Natureza (ISPN), WWF-Brasil, Greenpeace Brasil, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Conservation Strategy Fund (CSF), Rede Cerrado, Fundação Mais Cerrado, Aliança Francesa de Brasília, Filhos da Nação/Onda SUP, Coletivo 105 Ilha Design, Free Pass Idiomas e Ápice Contabilidade.

Exposição

A partir do dia 1º de setembro, a exposição Elos do Cerrado permite que os visitantes vejam as belezas e os desafios para conservação da savana mais biodiversa do mundo. O passeio leva o público a três ambientes distintos:

A exposição fotográfica Elos do Cerrado mostra as consequência do desmatamento e mos casos de sucesso na preservação.

Exposição artística com trabalhos inéditos inspirados no bioma, produzidos por artistas brasileiros. Além de um painel apresentando as principais relações de causa e consequência envolvendo o Cerrado.

A mostra está no site do Instituto Cerrados, a partir do dia 1º de setembro.

Rodas de Conversa

A segunda parte do evento é formada por uma série de Rodas de Conversas, entre os dias 1º e 11 de setembro, no site e no canal do Instituto Cerrados no Youtube. Sempre às 15h e às 19h, 90 especialistas expõem diferentes pontos de vista sobre o que fazer para que a metade restante do bioma não seja consumida e para apontar rumos para uma relação mais harmônica com o Cerrado.

Confira a programação completa:

Dia 1º de setembro:

15h: Como lidamos com o fogo no Cerrado? com Isabel Schmidt (UnB), Rossano Marchetti Ramos (Prevfogo/Ibama), Eldo Barreto (Fecho de Pasto de Correntina), Rafael Drumond (Brivac), Amilton Sá (Rede Contra Fogo) e o mediador Roberto Cavalcanti (UnB).

19h: Ocupação e desmatamento no Cerrado com Ane Alencar (IPAM), Mário Barroso (TNC), Cláudio Almeida (INPE), Bruno Bassi (De Olho nos Ruralistas), Leandro Parente (LAPIG/UFG) e o mediador Yuri Salmona (Instituto Cerrados).

Dia 2 de setembro:

15h: A Água, a Flora e o Cerrado com Eloi Campos (IG/UnB -), Saulo Aires (ANA), Marcelo Kuhlmann (GIZ) , Marcos Rogério (Corrente-Verde), Andrea Leme (UnB), Cássia Munhoz (UnB) e o mediador Yuri Salmona (IC).

19h: O protagonismo das mulheres na proteção do Cerrado com Nathalia Ziolkowski (Ecoa), Lucely Pio (Articulação Pacari), Fátima Barros (Associação das Comunidades Remanescentes Quilombolas da Ilha de São Vicente), Célia Xakriabá (Povo Xakriabá) e a mediadora Katia Favilla (Rede Cerrado).

Dia 3 de setembro:

15h: Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) – Um olhar de dentro do Cerrado com Fernando Madueño (RPPN Pau Terra), Chyslia Fernanda (IBC), Tibor
Rombauer (RPPN Abade), Fábio Padula (RPPN Bacupari), André Luís S. Zecchin (RPPN Tombador) e o mediador Yuri Salmona (IC).

19h: Conservação em áreas privadas no Cerrado com Michael Becker (CEPF/IEB),Yuri Salmona (IC), Luciano Souza (Consultor Ambiental) e o mediador Reinaldo
(Nature and Culture International).

Dia 4 de setembro:

15h: Agrotóxicos: Impactos e Alternativas para o Cerrado com Marco Antonio Delfinode Almeida (MPF), Bruno Melo (Tomita AgroÖikos), Prof. Pignati (UFMT/NEAST), Adriana Werneck Regina (OPAN), Wagner Soares (IBGE) e o mediador Pedro Gasparinetti (CSF).

19h: Comunidades que vivem do Cerrado de pé com Maria do Socorro (Rede Cerrado), Isabel Castro (IPAM), Wilson Rocha (MPF), Mayk Arruda (Central do Cerrado) e a mediadora Dionete Figueiredo Barbosa (COPABASE).

Dia 8 de setembro:

15h: Consumo, Commodities e o Cerrado com Pedro Gasparinetti (CSF), Frederico Machado (WWF-Brasil), Adriana Charoux (Greenpeace), Arnaldo Carneiro (Sinapsis), Daniel Meyer (Global Canopy) e a mediadora Gabriela Savian (IPAM).

19h: Áreas degradadas no Cerrado: restauração, agrofloresta e tecnologia com Alexandre Bonesso Sampaio (ICMBio), Andrew Miccolis (Aclimar/Icraf), Elaine Silva (Lapig / UFG) e o mediador Thiago Beloti (WWF).

Dia 9 de setembro:

15h: Investindo em conservar Cerrado com André Zecchin (F. Boticário), Michael Becker (CEPF/IEB), Manoel Serrão (FUNBIO), Isabel Figueiredo (ISPN), Rafael Murta (Ashoka), Leonardo Geluda (IIS) e o mediador Fernando Tatagiba (ICMBio).

19h: Desafios para a conservação da biodiversidade do Cerrado com Reuber Brandão (Rede de Especialistas em Conservação da Natureza – Fundação Grupo o Boticário), Ricardo Machado (UnB), Paula Hanna Valdujo (WWF-Brasil), Gislaine Disconzi (Projeto Pato-Mergulhão), Fernando Previdente (Projeto Pato-Mergulhão) e a mediadora Vivian Braz (Centro Universitário de Anápolis/GO).

Dia 10 de setembro:

15h: Cerrado, Mudanças Climáticas e o Acordo de Paris com Paulo Moutinho (IPAM), Cristiane Mazzetti (Greenpeace Brasil), Ane Alencar (IPAM) e a mediadora Mercedes Bustamante (UnB).

19h: O papel da Legislação e dos Agentes Públicos na conservação do Cerrado com Tatiany Barata (Senado Federal), Sarney Filho (Secretário de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal), Guilherme Eidt (ISPN), Rodrigo Agostinho (Câmara dos Deputados), Bruno Mello (Fund. Mais Cerrado) e o mediador Marcelo Elvira (WWF-Brasil).

Dia 11 de setembro:

15h: Solidariedade em tempos de Covid-19 e o Cerrado que alimenta com Chyslia Fernanda (IBC), Damião Moreira dos Santos (Associação Quilombo Kalunga), Ana Paula Boquadi (Buriti Zen Restaurante), Tainá Zaneti (Pitadas de Cerrado), Luciana Pinto (Chapada Solidária), Valéria Santos (CPT e Campanha Nacional em Defesa do Cerrado) e a mediadora Silvana Bastos (ISPN).

19h: Alternativas e soluções para o Cerrado com Isabel Figueiredo (ISPN), Alexandre Bonesso Sampaio (ICMBio), Luis Carrazza (Central do Cerrado), André Guimarães (IPAM), Yuri Salmona (IC), Altair Sales Barbosa (Instituto Altair Sales), Carolina Siqueira (WWF-Brasil) e a mediadora Camilla Thomaz (Instituto Cerrados).

Inscreva-se aqui no link!

Elos do Cerrado
Exposição Virtual Elos do Cerrado
De 1º de setembro a 30 de dezembro de 2020 no site do Instituto Cerrados.

Rodas de Conversa

De 1º a 4 de setembro; e de 8 a 11 de setembro de 2020

Sempre às 15h e às 19h, no canal do Instituto Cerrados

Informações

Instagram do Instituto Cerrados (@institutocerrados) e no site​ ​https://www.cerrados.org/inscricoeselos

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Projeto Reservas Privadas do Cerrado é prorrogado devido ao sucesso no Tocantins

por Thuanny Vieira, estagiária sob supervisão, via Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Governo do estado do Tocantins

O Projeto Reservas Privadas do Cerrado promove a conservação dos recursos naturais por meio do incentivo à criação, expansão e gestão eficaz das Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs). O mesmo é executado pela Fundação Pró-Natureza (Funatura), com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

O objetivo é aumentar a quantidade de propriedades cadastradas como RPPN para garantir a proteção dos recursos naturais e da biodiversidade cada vez mais ameaçadas no bioma Cerrado, sendo esse um ato voluntário de interesse do proprietário no uso sustentável.

O consultor Ricardo Haidar, responsável pelo Tocantins, relata que “o projeto teve uma boa aderência na região central do Estado”, mas “grande parte das propriedades não têm toda documentação necessária, títulos fundiários, impedindo a criação das RPPNs”.

Foto: ©Ricardo Haidar / Acervo Projeto Reservas Privadas do Cerrado

No Tocantins foram cadastradas quatro novas RPPNs através do projeto, duas delas já inseridas no ICMBio e em processo de vistoria, enquanto as outras duas estão em processo de documentação. Uma quinta propriedade está sendo vistoriada e deve ser aprovada em breve. Fora do projeto ainda há duas propriedades que se tornarão RPPNs, totalizando sete novas reservas no Tocantins, atualmente com dez e alcançando dezessete.

A gerente de conservação e preservação do fogo da SEMARH, Edilma Cavalcante, conta sobre o processo de criação da RPPN em sua propriedade. “Foi um procedimento simples, não tive problemas quanto a documentação por ter tudo bem organizado, mas o georreferenciamento é o que mais complica para os proprietários no cadastro”, afirmou.

Sua chácara Serra do Carmo é localizada em Palmas e possui cerca de 14 hectares (ha), sendo um terço de mata fechada. Toda a mata se tornou RPPN, totalizando quase 5ha de área de conservação. A gerente conta que a preservação é necessária para as árvores raras que o local possui, como por exemplo o Pau-Brasil. “Meu objetivo era buscar uma forma de manter tudo conservado mesmo se um dia a propriedade for vendida, a RPPN faz com que qualquer proprietário futuro proteja o que temos hoje”.

Ainda segundo a proprietária “já faz 15 anos que essa área não queima, sempre estivemos atentos a isso e tomamos todos os cuidados para a prevenção no local e nas propriedades vizinhas”.

Serra do Lajeado, Tocantins. Foto: ©Ricardo Haidar / Acervo Projeto Reservas Privadas do Cerrado

O coordenador do projeto, Laercio Machado de Sousa, explica que ainda existem muitos paradigmas a serem quebrados aos proprietários rurais. “Alguns proprietários acham que com a criação da RPPN perdem a terra e ela passa a ser do estado, mas não é assim. A área continua sendo particular, ele pode vender ou alugar, desde que o novo dono saiba que aquela parte que se tornou RPPN será uma reserva legal perpétua”.

“Um dos benefícios da RPPN é a isenção do ITR ao proprietário, além de recurso financeiro por pagamentos de serviços ambientais do Estado. Há também com criar uma renda com ecoturismo, pesquisa e educação ambiental”, afirma o coordenador.

Apesar de toda a sua importância, hoje o bioma tem apenas 8% de sua superfície terrestre protegida por Unidades de Conservação. Com o aumento das reservas particulares neste bioma, não só fauna e flora estarão mais protegidos, mas os benefícios serão sentidos por toda a sociedade, que depende dos serviços ecossistêmicos produzidos pelo Cerrado.

O projeto se estenderá até dezembro e está aberto à novas adesões. O proprietário rural que desejar cadastrar uma RPPN pode continuar com suas atividades econômicas na propriedade e apenas destinar um pedaço da área para a conservação. É necessário apresentar documentos como a Matrícula Atualizada, Certificado de Cadastro de Imóvel Rural – CCIR, Título Fundiário e Imposto Territorial Rural – ITR, CAR e concordar em perder a possibilidade de uso agrícola da terra.

Leia a notícia no site da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantis!

 

Sobre o Reservas Privadas do Cerrado

O projeto iniciou em Setembro de 2019 com o objetivo de aumentar o número de áreas protegidas no Cerrado, garantindo assim a manutenção da biodiversidade e dos demais recursos naturais. Dentre os objetivos do projeto estão: a produção de uma lista de proprietários interessados na criação de RPPNs e a elaboração de um roteiro de reuniões / seminários nas regiões que tenham demonstrado interesse em participar do projeto e implementar os processos de criação das RPPNs. Mais informações podem ser obtidas no site reservasprivadasdocerrado.com.br, pelo e-mail coordenacao@reservasprivadasdocerrado.com.br ou pelas redes Facebook/Instagram – @reservasdocerrado.

Contatos:
Bárbara Ferragini – Assessoria de Comunicação
Telefone: +55 (18) 99144-8834


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Rede de Sementes do Cerrado contrata empresa especializada em diagnóstico para a gestão de negócio socioambiental

A Rede de Sementes do Cerrado no âmbito do projeto “Mercado de Sementes e Restauração: Provendo Serviços Ambientais e Biodiversidade” , que conta com apoio do Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos e Instituto Internacional de Educação do Brasil, está contratando serviço técnico especializado para realização de DIAGNÓSTICO DO PROCESSO DE GESTÃO DE NEGÓCIO SOCIOAMBIENTAL, IMPLANTAÇÃO DE MELHORIAS PÓS-DIAGNÓSTICO E ELABORAÇÃO DE PLANO DE NEGÓCIOS, conforme Termo de Referência  abaixo.

 

As empresas interessadas devem enviar proposta para o e-mail  sementescepf@rsc.org.br até 10/08/2020.

Mais informações no site da Rede de Sementes do Cerrado.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

MAPEAMENTO DO CERRADO: PRODUTO TÉCNICO INOVADOR

Foto: Durval Mota / Acervo AQK

CONVITE À APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS

Desenvolvimento de um produto de conhecimento inovador: mapeando as terras das comunidades tradicionais “invisíveis” no Cerrado

Data de abertura: 10 de julho de 2020
Data de encerramento: 21 de agosto de 2020
Data de encerramento para perguntas: 7 de agosto de 2020
Submissões: As propostas devem ser enviadas para cepf@cepf.net até a data de encerramento.

VISÃO GERAL

O Secretariado do CEPF pretende contratar um consultor para desenvolver um produto técnico inovador, em português e espanhol, que documentará as melhores práticas relacionadas à identificação e mapeamento de áreas de importância social e ambiental onde residem comunidades e populações tradicionais “invisíveis” do Cerrado.

MAIS INFORMAÇÕES


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Cooperativa Grande Sertão divulga termo de referência para contratar serviço técnico especializado

A Cooperativa Grande Sertão vem desenvolvendo ações em torno da sustentabilidade e da agroecologia, discutindo novos conceitos, apresentando soluções e desenvolvendo estratégias de ação colaborativa no intuito de promover o fortalecimento das comunidades agroextrativistas. Dentre as ações desenvolvidas destaca-se um processo contínuo de transferência e construção do conhecimento com práticas de formação em associativismo e cooperativismo, boas práticas de produção e desenvolvimento de produtos alimentícios com frutos do Cerrado, além de buscar fortalecer a gestão e conservação dos territórios rurais onde se pratica o agroextrativismo sustentável.

Dessa forma cadeias produtivas de frutos do Cerrado vêm sendo organizadas, construídas e fortalecidas, como exemplo: o buriti (Mauritia flexuosa) que ocorre em regiões de veredas com abundância de água, vem sendo aproveitado de forma sustentável para a produção de polpas e extração de óleos; o pequi (Caryocar brasiliense) utilizado para a produção de farinhas, polpas e óleos; o coquinho-azedo (Butia captata) utilizado para produção da polpa congelada, cervejas e doces; o baru (Dipteryx alata), que além do consumo in natura, está sendo em experimento para a produção de óleos e outros produtos em potencial, que estão em processo de desenvolvimento. A Cooperativa segue buscando formas de ampliar o trabalho para novas comunidades e municípios do norte de Minas Gerais, com foco em fortalecer as economias locais e promover a conservação dos ecossistemas.

Neste sentido, a Cooperativa Grande Sertão torna público aos/as interessados/as o termo de referência para a contratação de serviço técnico especializado para apoiar às atividades de assistência técnica, visando a padronização e a melhoria contínua da qualidade nutricional e sanitária dos produtos do Cerrado que são coletados, processados e comercializados pela Cooperativa. O objetivo é potencializar o uso sustentável dos frutos nativos do Cerrado e fortalecer as economias das comunidades agroextrativistas, visando as melhores práticas de manejo e conservação do hotspot Cerrado e do corredor Grande Sertão Veredas-Peruaçu dentro do projeto “Grande Sertão – Extrativismo, Conservação e Renda”.

Os profissionais interessados em executar os serviços apresentados terão até o dia 27 de julho de 2020 às 23h59m, para enviarem via e-mail as suas propostas, juntamente com a documentação solicitada conforme descrito no Termo de Referência.

Para mais informações, entre em contato com:

José Fábio Soares

telefone: (38) 3223-2285

e-mail: cooperativagrandesertao@gmail.com

 

Acesse o Termo de Referência:


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Ekos Brasil lança projeto de aceleração do turismo sustentável no vale do Peruaçu com apoio do CEPF Cerrado

via Instituto Ekos Brasil

Protetora de um impressionante patrimônio socioambiental, cultural, arqueológico e paleontológico, a região do Parque Nacional e Área de Proteção Ambiental (APA) Cavernas do Peruaçu localiza-se no Cerrado do norte de Minas Gerais, em uma área de transição para o denominado polígono das secas e, por isso, muito crítica na proteção da água doce.

Além do desafio da água, essa porção de Cerrado também preocupa pelo Índice de Desenvolvimento Humano das duas cidades mais próximas ao parque: Januária (MG) e Itacarambi (MG), com 0,658 e 0,641 respectivamente (IBGE, 2010), ou seja, vulnerabilidade econômica e de serviços de assistência social básica.

Cientes do papel fundamental de conservação da biodiversidade e geração de renda que o Parque e a APA podem trazer para o vale do Peruaçu, o Instituto Ekos Brasil, em parceria com o Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) lançou, no início deste mês, o projeto “Acelerando o turismo sustentável no vale do Peruaçu”.

Com duração de um ano, o projeto tem o anseio de desenvolver, fortalecer e acelerar o turismo sustentável, fonte de renda para as comunidades por meio da conservação da natureza.

As fases do projeto

As inscrições acontecem de 2º de junho a 1º de julho de 2020. E podem se inscrever pessoas maiores de 18 anos, residentes ou que trabalhem na região do Vale do Peruaçu, ou ainda integrantes de associações ou organizações locais, interessadas em turismo sustentável. O link para a inscrição pode ser acessado aqui.

Até  50 pessoas serão selecionadas no edital de inscrição e terão a chance de participar do Laboratório de Inovação. Essa fase contempla oficinas ministradas por especialistas de diferentes áreas do conhecimento e ainda uma viagem de campo para conhecer outro destino turístico com forte atividade econômica e desenvolvimento local.

Na última fase, os protótipos de 5 iniciativas desenvolvidas durante o Laboratório de Inovação participação da Incubadora Ekos Brasil e receberão aportes, viabilizados com os recursos do projeto, para que os planejamentos saiam do papel e gerem desenvolvimento social e econômico para as comunidades da região por meio do turismo sustentável.

A previsão de encerramento do projeto é no final do primeiro trimestre de 2021. Mas certamente será apenas o ponto de partida para que boas iniciativas empreendedoras apoiem a criação de empregos e a conservação da biodiversidade na região.

Saiba mais sobre o CEPF Cerrado

O CEPF é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF, sigla em inglês), Governo do Japão e Banco Mundial, que financia projetos para proteção de ecossistemas únicos e ameaçados – conhecidos também como hotspots de biodiversidade. Em 2013, o Conselho de Doadores do CEPF selecionou o bioma Cerrado como um dos hotspots prioritários, e 8 milhões de dólares foram alocados para investimentos em projetos de conservação no período de 2016 a 2021.

O projeto “ACELERANDO O TURISMO SUSTENTÁVEL NO VALE DO PERUAÇU” é uma das diversas iniciativas do fundo na região.

Saiba mais sobre o projeto e entenda como contribuir!

 

 

 

Conservacionista brasileiro homenageado como ‘Herói do Cerrado – Hotspot de Biodiversidade’ pelo Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos

Damião M. Santos está sendo reconhecido pelas conquistas na proteção das espécies e ecossistemas do Cerrado

por Julie Shaw, via Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund)

 

Na semana em que comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06), o Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund) do hotspot de biodiversidade do Cerrado anuncia que Damião M. Santos e outros nove conservacionistas de todo o mundo foram nomeados “Heróis dos Hotspots“, por seus esforços para proteger locais considerados por sua alta biodiversidade do mundo. Os homenageados foram escolhidos entre as centenas de organizações da sociedade civil que receberam doações do CEPF nos 10 hotspots globais de biodiversidade onde o fundo atua atualmente e o anúncio foi feito no Dia Internacional da Biodiversidade, celebrado no último dia 22 de maio.

O CEPF está reconhecendo esses heróis como parte das comemorações de seu 20º aniversário. O fundo capacita organizações não governamentais, grupos indígenas, universidades e empresas privadas para proteger os hotspots mundiais de biodiversidade – as regiões terrestres mais diversas do mundo, porém ameaçadas – e ajudar as comunidades a prosperar. O CEPF faz isso através de subsídios e apoio técnico para a conservação, fortalecimento organizacional e desenvolvimento sustentável.

Damião (direita) e colegas estudando a implantação de atividades turísticas no Rio Paranã. Foto: ©Associação Quilombo Kalunga / Acervo AQK

Os Heróis dos Hotspots e as organizações não-governamentais para as quais eles trabalham estão fazendo contribuições extraordinárias para a conservação. Eles são exemplos de pessoas dedicadas e dinâmicas que trabalham para garantir que ecossistemas intactos possam continuar a sustentar a flora e a fauna e fornecer ar limpo, água doce, solos saudáveis, meios de vida sustentáveis, resistência às mudanças climáticas e muito mais.

Damião Santos é membro da comunidade quilombola Kalunga, que é considerada a maior no Brasil e está localizada no noroeste do estado de Goiás nos municípios de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás, parte do hotspot de biodiversidade do Cerrado. Ele está ajudando a liderar esforços de conservação na comunidade. Chefiou a brigada de combate aos incêndios florestais de 2013 a 2018, e foi tesoureiro da Associação Kalunga de Guias de 2011 a 2014.

Sob sua orientação como presidente da Associação de Comunicação Kalunga Engenho II de 2015 a 2017, os esforços de ecoturismo deram grandes passos, incluindo a construção de trilhas e banheiros para turistas, cursos de gastronomia para funcionários de restaurantes, treinamento para guias e ampliação do centro de assistência ao turista.

“Damião Santos combina força, determinação, devoção e gentileza. Ele está ativamente envolvido em sua comunidade e totalmente comprometido com a conservação da biodiversidade”, disse Peggy Poncelet, diretora de subsídios do CEPF para o hotspot de biodiversidade do Cerrado.

Damião esteve ativamente envolvido no projeto financiado pelo CEPF, que utilizou georreferenciamento e levantamentos socioeconômicos para mapear o território Kalunga. A coleta de informações foi um processo árduo no qual o Sr. Santos e outros membros da equipe viajaram longas distâncias para visitar as famílias espalhadas pela região. Os dados provaram ser altamente valiosos para o povo Kalunga, bem como para entes públicos locais e federais.

“Os Heróis dos Hotspots representam os conservacionistas tenazes e comprometidos que estão agindo todos os dias para garantir o futuro dos hotspots de biodiversidade e as pessoas que dependem desses ecossistemas vitais”, disse o diretor executivo do CEPF, Olivier Langrand. “Eles enfrentam uma infinidade de desafios – longas horas, viagens cansativas, condições de trabalho difíceis, obstáculos políticos e até mesmo ameaças às suas vidas – em busca de um mundo saudável e sustentável”.

“O Sr. Santos é um defensor determinado da sua comunidade e dos ecossistemas nos quais eles dependem”, disse Langrand. “Suas ações e liderança estão ajudando a garantir um futuro saudável para a comunidade Kalunga e sua natureza”.

Leia mais sobre Damião M. Santos e os outros Heróis dos Hotspots.

O CEPF é uma iniciativa conjunta da Agence Française de Développement, da Conservation International, da União Europeia, do Global Environment Facility, do Governo do Japão e do Banco Mundial.

Desde 2001, o CEPF tem catalisado a conservação da biodiversidade, liderada localmente através de US$ 250 milhões em doações para mais de 2.400 organizações em 98 países em desenvolvimento e em transição. Os resultados incluem mais de 15 milhões de hectares de áreas protegidas formais estabelecidas, pelo menos 890 espécies globalmente ameaçadas apoiadas e mais de 3.500 comunidades beneficiadas. Saiba mais em www.cepf.net, Facebook, Twitter e LinkedIn.

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Contatos:

Michael Becker, líder da equipe de implementação regional do CEPF no hotspot de biodiversidade do Cerrado, michael.becker@iieb.org.br

Julie Shaw, diretora de comunicação do CEPF, jshaw@cepf.net


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Parceiros globais do CEPF estão fazendo a diferença

Veja os sete destaques do Relatório de Impacto do CEPF 2019

por Julie Shaw via Critical Ecosystem Partnership Fund

 

Seychelles blue pigeon (Alectroenas pulcherrimus). © O. Langrand

O Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos (CEPF na sigla em inglês) já financiou projetos realizados por mais de 2.400 beneficiários em 98 países e territórios em 24 dos hotspots – locais com alta diversidade biológica e extremamente ameaçados – de biodiversidade do mundo. Isso representa um grande esforço de conservação. Mas quais são os resultados?

O Relatório de Impacto do CEPF ajuda a contar a história do que nossos parceiros alcançaram até agora. Através da análise dos dados dos primeiros subsídios do CEPF até o final do ano fiscal de 2019 (30 de junho de 2019), o CEPF utiliza 16 indicadores para monitorar seu progresso de conservação. O relatório é organizado pelas quatro categorias, ou “pilares”, do trabalho do CEPF: biodiversidade, sociedade civil, bem-estar humano e condições de capacitação. A publicação também compartilha algumas das histórias mais recentes e interessantes de nossos beneficiários ao redor do mundo, que no dia-a-dia estão implementando estratégias de conservação, ajudando comunidades e governos e construindo sua própria expertise para apoiar a biodiversidade e proporcionar liderança.

Apesar dos inúmeros desafios que essas instituições enfrentam, temos orgulho de dizer que eles estão fazendo uma grande diferença. Aqui estão apenas alguns desses destaques:

1. Apoio direto à 882 espécies globalmente ameaçadas

Proteção de habitat, monitoramento de espécies, patrulhamento, remoção de espécies invasoras – estas são apenas algumas das formas pelas quais os beneficiados do CEPF estão agindo diretamente para proteger espécies globalmente ameaçadas.

Um exemplo de impacto das espécies é o trabalho de instituições no Wallacea hotspot na Ilha Sangihe e Yayasan IDEP Selaras Alam e parceiros na Ilha Talaud para a conservação da lória vermelha-azul (Eos histrio), que está ameaçada de extinção. As cores brilhantes da ave fazem dela um alvo para o tráfico de animais silvestres. Os beneficiários conscientizaram a comunidade local sobre o valor da espécie e seu habitat, trabalharam com as autoridades locais para monitorar o comércio e deter a caça, e promoveram práticas agrícolas ambientalmente corretas. O resultado: melhoria do manejo de 2.157 hectares de floresta protegida em Sangihe e 6.720 hectares de zona tampão agrícola para uma área protegida em Talaud.

Ver páginas 28-31 para mais informações sobre o apoio às espécies.

2. Ajudando a ganhar proteção formal para 15,1 milhões de hectares de ecossistemas biodiversificados

O CEPF monitora os hectares de ecossistemas para os quais os beneficiados têm ajudado a obter proteções legais formais.

O ano fiscal de 2019 foi um ano importante nessa frente, com algumas conquistas notáveis. Elas incluem:

  • Criação da Área de Conservação e Uso Sustentável Municipal Intag Toisán, no município de Cotacachi, noroeste do Equador. A Grantee Fundación Prodeci a Favor de los Derechos Ciudadanos envolveu as comunidades locais e entidades sociais e governamentais no estabelecimento da área protegida de 108.959 hectares, rica em espécies endêmicas, rios, bacias hidrográficas e florestas e que tem estado sob ameaça de expansão agrícola, exploração ilegal de madeira e mineração em larga escala.
  • Proteção para Ulcinj Salina, um importante local em Montenegro para aves migratórias. O Centro de Proteção e Pesquisa das Aves (CZIP) trabalha há mais de 15 anos – com o apoio do CEPF de 2013 a 2017 – para obter proteção para o ecossistema único formado pelas salinas artificiais. E em junho de 2019, o parlamento local votou para declarar o local como área protegida nacional.

Veja nas páginas 13-18 mais sobre os esforços de concessão para a criação de áreas protegidas.

3. 75 Organizações na Indonésia fortalecidas através de um único subsídio

Um dos objetivos do CEPF é fortalecer as organizações da sociedade civil que trabalham com conservação nos hotspots de biodiversidade do mundo. Através de seu programa de monitoramento, o CEPF acompanha o progresso de cada organização beneficiada em elementos-chave de organizações fortes no início e no final da subvenção do CEPF. Das 368 organizações que completaram seus ciclos de relatórios, 248 registraram um aumento na capacidade organizacional (67%).

Um exemplo impressionante ocorreu no Hotspot Wallacea de Biodiversidade, onde o beneficiário Yayasan Penabulu foi encarregado de ajudar a construir o conhecimento e as habilidades de organizações emergentes, através de capacitações. Os esforços foram um sucesso, com dados que mostram que 75 parceiros do CEPF e outros foram fortalecidos através do projeto.

Leia mais nas páginas 32-36.

4. Por meio de projetos de integração de gênero, mais de 230 mulheres brasileiras unem forças

Encontro Nacional das Mulheres do Cerrado

O CEPF monitora o número de beneficiários que relatam ter melhor compreensão e comprometimento com as questões de gênero durante os seus projetos com o CEPF. No hotspot de Biodiversidade do Cerrado, instituições como ActionAid e Ecologia e Ação (ECOA) têm trabalhado para abordar as questões de gênero na região, organizando grupos de mulheres em associações, cooperativas e redes. No último ano, elas orquestraram três reuniões no hotspot para discutir conservação ambiental, mudanças climáticas, gênero e muito mais. Esses encontros reuniram mais de 230 mulheres e resultaram na elaboração de dois documentos nacionais: a carta do primeiro encontro de mulheres do Cerrado e o manifesto de resistência das mulheres do Cerrado e do Pantanal. Saiba mais sobre esse projeto! 

Você pode ler mais sobre esse projeto e o acompanhamento do CEPF sobre os esforços de gênero nas páginas 36-40.

5. Cerca de 1.300 projetos promoveram soluções para as mudanças climáticas baseadas na natureza

Os projetos que promovem soluções baseadas na natureza para combater as mudanças climáticas são acompanhados através do programa de monitoramento do CEPF e, até o final do ano fiscal de 2019, 1.295 projetos foram identificados como pertencentes a esta categoria, incluindo esforços relacionados à adaptação climática, mitigação do clima, resiliência dos ecossistemas, reflorestamento e muito mais.

Um projeto de restauração florestal nas Ilhas Maurício ilustra o impacto que tais projetos podem ter. A nação possui uma das floras insulares mais ameaçadas do mundo, com 89% de suas espécies vegetais endêmicas consideradas em risco de extinção. Grande parte da fauna das Ilhas Maurício também desapareceu junto com suas florestas. Desde 2006, o CEPF tem trabalhado na Reserva Florestal de Ébano para enfrentar ameaças à fauna e flora, incluindo plantas exóticas invasoras, fragmentação de habitat, perda de diversidade genética entre espécies nativas, os efeitos das mudanças climáticas e a falta de conscientização da comunidade sobre a importância de proteger os ecossistemas. Em resposta, a Ebony Forest tem realizado a restauração intensiva de habitats, e tem feito parceria com a Mauritian Wildlife Foundation para reintroduzir aves indígenas. Eles têm mantido 16 hectares de floresta e plantado 22.982 plantas nativas com a ajuda de crianças de escolas e corporações locais.

Leia mais sobre suas atividades e sobre o monitoramento do CEPF relacionado às mudanças climáticas nas páginas 52-55.

6. 36 empresas adotaram práticas favoráveis à biodiversidade

O CEPF acompanha o número de empresas que adotam práticas amigáveis em relação à biodiversidade através de projetos que receberam nosso apoio. Embora, o CEPF só tenha iniciado a coleta desses dados em 2017, o esforço tem revelado resultados promissores, inclusive:

  • Cinco empresas colaboram com o parceiro do CEPF, o Instituto de Zoologia da Academia Chinesa de Ciências, na promoção e venda de produtos agrícolas “protetores de áreas protegidas” em três locais na província de Yunnan e na ilha de Hainan, na China.
  • Shiwi, uma empresa social privada, trabalha com a Sociedade Peruana de Direito Ambiental para apoiar uma rede de áreas protegidas privadas, através de uma estratégia bem sucedida de comercialização de mel e açúcar mascavo produzido pela rede.

Leia mais nas páginas 63-65.

7. Parceiros do CEPF contribuíram para sete das 20 Metas de Biodiversidade da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica e 10 das 17 Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU

O Relatório de Impacto apresenta uma tabela de dados que mostra como os bolsistas do CEPF têm contribuído para essas metas globais, que inclui números como:

  • 61 projetos totalizando US$ 6,3 milhões em doações para propostas focadas na redução do tráfico de animais silvestres, contribuindo para a Meta 15 de Desenvolvimento Sustentável: Vida na Terra.
  • Mais de 60 áreas protegidas costeiras foram beneficiadas com o aumento da proteção e manejo, contribuindo para o Objetivo 14 de Desenvolvimento Sustentável: Vida Abaixo da Água.
  • 31 mecanismos ativos de financiamento sustentável para a conservação que têm sido apoiados pelo CEPF, contribuindo para a Meta 20 da Aichi de Biodiversidade na mobilização de recursos financeiros.

Veja as tabelas nas páginas 66-71.

Há muito mais notícias boas no relatório de progresso feito até o momento pelos beneficiários do Fundo. Confira e veja porque estamos ansiosos para continuar trabalhando juntos em prol da biodiversidade!

Os relatórios (impacto e anual) do CEPF estão disponíveis somente na versão inglês e podem ser acessados no link.

 

Leia a versão original do artigo que está disponível em inglês no site do Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos.

Find the English version here!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

O desconhecido Cerrado e sua colossal relevância biológica

Paepalanthus, espécie da flora típica dos campos do Cerrado. Foto: Aryanne Amaral / Acervo IEB

 

por Michael Becker para publicação via Mongabay Brasil

 

Os incêndios que assolaram a Amazônia no ano passado botaram o Brasil nas manchetes do mundo todo, e com razão. A icônica floresta tropical armazena milhões de toneladas de dióxido de carbono – sua queima significa um clima menos estável em toda a Terra. Mas os incêndios também devastaram, na mesma proporção, outro bioma da América do Sul, mas a cobertura jornalística desta catástrofe foi escassa.

No centro do Brasil (com pequenas porções na Bolívia e Paraguai) estão 200 milhões de hectares da savana tropical mais biodiversa do planeta, com 5% das espécies do mundo: o Cerrado, região que, assim como a Amazônia, também detém uma quantidade de carbono fundamental para o equilíbrio climático do planeta.

O desconhecimento sobre sua importância talvez se deva pelo que não é visível em sua paisagem: cerca de 70% da biomassa do Cerrado é subterrânea, e isso quer dizer que os reservatórios de carbono que abriga no solo contribuem imensamente para balizar a concentração de CO² na atmosfera. Como passam por uma longa estação seca a cada ano, as árvores do Cerrado se adaptaram, crescendo para baixo, em vez de para cima, em busca de água.

Por conta disso, a maioria dos brasileiros considera o Cerrado uma “floresta feia” — as árvores do bioma não são altas, como na imponente Amazônia.

Hoje é o Dia Internacional da Biodiversidade, e é fundamental considerarmos a contribuição deste bioma: rios e chuvas dentro do Cerrado estão conectados a quase todo o Brasil – levando água para a agricultura, geração de energia hidrelétrica e consumo humano.

Além das 12.070 espécies de plantas e 1.050 espécies de animais vertebrados, atualmente cerca de 46 milhões de pessoas vivem dos recursos naturais da região: povos indígenas, comunidades tradicionais, produtores familiares, populações urbanas, além de importantes setores, como o agronegócio e a mineração. O Cerrado brasileiro concentra atualmente grande parte da produção de commodities agrícolas de importância mundial.

O segundo maior reservatório subterrâneo de água do mundo – o Aquífero Guarani – assim como a maior planície alagada do planeta – o Pantanal – se compõem das nascentes do Cerrado; e seu ecossistema está seriamente ameaçado se continuarmos com o desmatamento alarmante promovido pela agricultura em larga escala, que até hoje já fez desaparecer 50% do bioma. Isso antes dos incêndios que varreram grande parte da região em 2019.

Pesquisas apontam que o desmatamento no Cerrado é 2,5 vezes superior ao da Amazônia, e mesmo assim, não gera tanta comoção social. Em regiões como MATOPIBA, sigla relacionada à fronteira agrícola em expansão nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o cenário é bastante grave — até 2010 , 60% da cobertura original tinha sido convertida em pastagens e monoculturas, e muito do que resta já sofreu algum tipo de intervenção antrópica.

A comemoração do Dia Internacional da Biodiversidade deve nos lembrar que compartilhamos a nossa existência com vários outros seres; com o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e frutos como o pequi, coquinho-azedo e baru, no caso do Cerrado. Uma maneira de interpretar biodiversidade é considerar que ela é reflexo da interação de todos os elementos que possibilitam a vida como a conhecemos. Assim, precisamos ser responsáveis por nossa influência direta sobre a manutenção da biodiversidade, seu uso e consequências sobre a vida humana, animal e vegetal; em qualquer bioma ou ecossistema.

A covid-19 é o exemplo mais recente da interferência humana em processos naturais e suas consequências. A Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) divulgou recentemente um comunicado reforçando a necessidade de conciliar o retorno à atividade econômica com a proteção aos ecossistemas e manutenção da biodiversidade. Caso a destruição continue, teremos um aumento significativo na probabilidade de novas pandemias.

Existem 1,7 milhão de vírus ainda sem identificação. Manter as florestas em pé nos previne de entrar em contato com fontes de novas doenças. A lição que a pandemia nos deixa é a de reconhecer a necessidade vital de garantirmos o desenvolvimento sustentável, a fim de mantermos os nossos ecossistemas conservados se quisermos continuar existindo. Esta situação nos faz nosso olhar mais uma vez para o desconhecido Cerrado, que mais do que nunca, se evidenciado e protegido, contribuirá com elementos essenciais, como água e recursos naturais, para superarmos essa e qualquer outra crise futura.

No momento, iniciativas como as que estão sendo protagonizadas pelo Fundo de Parceria Para Ecossistemas Críticos e pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil estão ajudando a encontrar o caminho para esse novo modelo rumo ao desenvolvimento sustentável. O fundo tem 52 instituições parceiras, unidas na conservação da biodiversidade do Cerrado e dos serviços que ele provisiona aos brasileiros. As ações envolvem 6.335 pessoas e protegem 11.533.753 hectares do bioma. Além de contribuir com o beneficiamento de 108.125,76 kg de matéria-prima extraídas do Cerrado, o que promove um incremento de renda para as comunidades de R$ 119.264,00 na comercialização de sementes nativas e R$ 245.443,78 em frutos do Cerrado.

Os ótimos resultados que alcançamos até aqui, seguramente nos trazem um motivo para comemoração neste Dia Internacional da Biodiversidade, pois demonstra que é possível colhermos muitos frutos desta conciliação do uso da biodiversidade com a sua proteção, que levam benefícios diretos às populações que compartilham o Cerrado.

Leia o artigo na íntegra no site da Mongabay Brasil!

Find the English version here!

 

Michael Becker é líder da equipe de implementação regional do CEPF (sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund, ou Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos) e vem atuando desde 2000 para assegurar a contribuição da sociedade civil na conservação de ecossistemas ricos e altamente ameaçados. No Brasil desde 2016, o CEPF atua com o apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), instituição brasileira do terceiro setor dedicada a formar e capacitar pessoas. Esta é a lista das organizações que fazem parte da rede: http://cepfcerrado.iieb.org.br/lista-projetos/

Agradecemos e parabenizamos cada um de nossos parceiros pelo esforço incansável direcionado à luta da conservação do Cerrado e de seus povos!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

A Crise Ignorada no Brasil

A maioria das pessoas ainda não ouviu falar do Cerrado, e isso é um problema

por: Marsea Nelson, gerente sênior de comunicação do CEPF

 

Durante meses, os incêndios que assolaram a Amazônia fizeram manchetes de primeira página em todo o mundo, e com razão. A icônica floresta tropical armazena milhões de toneladas de dióxido de carbono – sua queima significa um clima menos estável em toda a Terra.

Os incêndios também devastaram outra parte da América do Sul, mas a cobertura desta catástrofe foi escassa.

More than 800 bird species are found in the Cerrado, including the peach-fronted parakeet. ©O. Langrand
Mais de 800 espécies de aves são encontradas no Cerrado, incluindo o periquito de face de pêssego. Foto: ©O. Langrand / Acervo CEPF

No centro do Brasil (e com pequenas porções na Bolívia e Paraguai) estão 200 milhões de hectares de savana tropical, conhecida como o Cerrado. Os primeiros colonos do Cerrado o consideravam um deserto estéril, mas isso estava longe de ser uma verdade. Esta região é considerada a savana tropical mais biodiversa do planeta, com 5% das espécies do mundo. E, assim como a Amazônia, o Cerrado detém uma quantidade criticamente importante de carbono.

O equívoco sobre a importância do Cerrado talvez se deva, em parte, ao local onde seu carbono é armazenado. O Cerrado passa por uma longa estação seca a cada ano; árvores e plantas se adaptaram, crescendo para baixo em vez de para cima. Cerca de 70% da biomassa do Cerrado é subterrânea.

“Para a maioria dos brasileiros, o Cerrado é a floresta ‘feia’, pois tem uma longa estação seca e a maioria das árvores não alcança muita altura, como na Amazônia”, disse Michael Becker, líder da equipe de implementação regional do CEPF. É preciso considerar também que as dimensões do Cerrado são muito difíceis de serem compreendidas”. Considerando um eixo norte-sul, ele se espalha além da distância entre Chicago e Monterrey, México, e tem muitas paisagens diferentes”.

Vivem dentro dos variados ecossistemas do Cerrado cerca de 5 milhões de pessoas, a saber, povos indígenas, comunidades, povos tradicionais e produtores familiares. Eles dependem dos recursos naturais da região para o seu sustento. A importância deste hotspot de biodiversidade não se restringe, no entanto, às suas fronteiras. Rios e chuvas dentro do Cerrado estão conectados à quase todo Brasil – levando água à agricultura, energia hidrelétrica e consumo humano.

Rio dos Couros, Chapada dos Veadeiros, Goiás. Foto: ©A. Amaral/ Acervo IEB

O segundo maior reservatório subterrâneo de água do mundo – o Aquífero Guarani – assim como o maior pântano do mundo – o Pantanal – dependem da água que flui do Cerrado.

Sabendo de tudo isso, é alarmante saber que a destruição do Cerrado já está  encaminhada: Cerca de 50% do hotspot foi desmatado – principalmente para a agricultura em larga escala – e uma grande parte do que resta já sofreu algum tipo de interferência. Tudo isso, antes dos recentes incêndios que varreram a região.

Há, no entanto, medidas positivas sendo tomadas para proteger este lugar criticamente importante:

  • A indústria cafeeira brasileira estava sofrendo um duro golpe no hotspot, por isso, o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA) co-fundador do Cerrado Consórcio das Águas, iniciativa que visa tornar a produção de café mais sustentável, está promovendo no município de Patrocínio um esquema de pagamento por serviços ambientais (PSA), com planos de replicação em outras partes do Cerrado, caso seja bem sucedido.
  • A palmeira buriti é encontrada em abundância nas Veredas do Cerrado e tem grande potencial de geração de renda. No entanto, ela pode ser superexplorada, por isso, a Cooperativa dos Agricultores Familiares e Agroextrativistas Grande Sertão, parceira do CEPF Cerrado e Instituto Internacional de Educação do Brasil, oferece capacitações aos  agricultores em práticas de colheita sustentável e técnicas de processamento eficientes. Até o momento, mais de 400 pessoas receberam treinamento e a renda paga aos agricultores tem aumentado.
  • A versão beta da Plataforma de Conhecimento do Cerrado entrou recentemente no ar. Criada pelo Laboratório de Processamento e Geoprocessamento de Imagens (LAPIG/UFG), e financiada pelo CEPF Cerrado, a plataforma consolida o conhecimento geoespacial e censitário sobre a região, fornecendo aos conservacionistas, ao governo e a sociedade civil dados cruciais para ajudá-los a tomar decisões bem informadas.

    Comunidade Kalunga no Vão de Almas. Foto: ©Emeric Kalil / Acervo Associação Quilombo Kalunga
  • Com a ajuda de um subsídio do CEPF Cerrado, o povo Kalunga –  comunidade quilombola do estado de Goiás – está usando tecnologia para mapear a área onde vivem, capacitando-os melhor para defender suas terras e seu modo de vida tradicional.
  • A Funatura, outro parceiro financiado pelo CEPF Cerrado, está trabalhando para estabelecer 50 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) no Cerrado, através do projeto Reservas Privadas no Cerrado, que utiliza diversas abordagens, inclusive mostrando aos proprietários de terras o potencial inexplorado do ecoturismo.

Esforços como estes são encorajadores, mas o caminho para um Cerrado saudável e próspero será longo.

“Com metade do Cerrado ainda preservado, este hotspot pode ser um excelente estudo de caso, provando que conservação, direitos sociais e produção agrícola podem coexistir e compartilhar os benefícios da natureza”, disse Becker. “O CEPF está trabalhando para esse objetivo”.

Saiba mais sobre os investimento do CEPF no hotspot de biodiversidade do Cerrado.

Leia a versão original da matéria, que está disponível em inglês, no site do CEPF.

 

Sobre o CEPF Cerrado

Em 2013, o Conselho de Doadores do CEPF selecionou o Cerrado como um dos hotspots prioritários e 8 milhões de dólares foram alocados para investimentos em projetos no período de 2016 a 2021. Entre os anos de 2016 e 2019, o CEPF Cerrado realizou três chamadas para apoio a projetos no Cerrado. Atualmente, o Fundo conta com 55 projetos, divididos em Grandes e Pequenos Projetos.

No Brasil, o CEPF conta com a atuação do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), como a Equipe de Implementação Regional. O IEB é instituição brasileira do terceiro setor dedicada a formar e capacitar pessoas, bem como fortalecer organizações nas áreas de manejo dos recursos naturais, gestão ambiental e territorial e outros temas relacionados à sustentabilidade. O IEB atua em rede, busca parcerias e promove situações de interação e intercâmbio entre organizações da sociedade civil, associações comunitárias, instâncias de governo e do setor privado. Para saber mais sobre a atuação do IEB, visite: http://www.iieb.org.br/


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Carta do Diretor Executivo do CEPF aos Parceiros

Seu trabalho é mais importante do que nunca

 

via Critical Ecosystem Partnership Fund

Prezad@ parceir@ do CEPF,

Em tempos normais, passo boa parte do ano viajando para os diferentes hotspots de biodiversidade onde investimos, conhecendo os beneficiários e visitando os locais de seus projetos. Desde que entrei no CEPF, em 2015, tenho me impressionado com a freqüência com que ouço parceiros de todo o mundo dizerem: “O CEPF é mais do que um financiador; eles são uma família”. Isto significa muito para mim e para a minha equipe.

E agora, nossa família CEPF está enfrentando novos desafios, assim como o resto do mundo. Saiba que estamos comprometidos em ajudar você a navegar por este tempo incerto. Nossa maior prioridade é a sua segurança, e trabalharemos com você para revisar as atividades do seu projeto, conforme necessário.

Por mais estressante que seja este momento, sinto-me encorajado por algumas das mudanças que já estou ouvindo falar. O comércio e o consumo de animais silvestres foi recentemente proibido em uma decisão formal do Comitê Permanente do Congresso Nacional Popular da China e, no Vietnã, conservacionistas se reuniram para pedir uma política nacional para fazer o mesmo.

Com o Congresso Mundial de Conservação da IUCN e a Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica agendada, 2020 deveria ser o “Ano da Biodiversidade”. Agora a maioria dessas reuniões foi adiada.

De certa forma, ainda é o “Ano da Biodiversidade”, embora não da maneira que havíamos imaginado. O mundo está vendo o que pode acontecer quando os humanos interferem nos sistemas naturais. Nossa comunidade há muito compreendeu a conexão entre a saúde humana e a saúde dos ecossistemas da Terra. Agora vemos claramente a importância de respeitar a natureza.

Minha esperança é que, depois que a crise atual diminuir, encontremos mais governos, comunidades e outros que estejam prontos para apoiar e participar de nossos esforços.

Priorize o distanciamento social agora e esteja pronto para o momento em que você possa retomar plenamente as atividades de conservação, pois o trabalho que fazemos é realmente mais importante do que jamais foi.

Sinceramente,

Olivier Langrand

 

Leia a versão original da carta, que está disponível em inglês, no site do CEPF.

P.S. Nós queremos ouvir de você. Como o seu trabalho tem sido impactado pela pandemia? Você tem sido capaz de encontrar soluções criativas para continuar progredindo? Por favor, envie seus pensamentos, experiências e histórias para cepf@cepf.net.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

WWF-Brasil lança a publicação “Cerrado, promovendo a sociobiodiversidade” com apoio do CEPF Cerrado e Instituto Humanize

via WWF-Brasil

O Cerrado vive um momento crítico pois, atualmente, é o bioma mais desmatado do Brasil. Em seis meses, de outubro/2018 a março/2019, perdeu 47.700 hectares, quase o dobro da área suprimida da Amazônia, por exemplo, segundo dados do MapBiomas.

Dos mais de 2 milhões de quilômetros quadrados de vegetação original do Cerrado, resta menos da metade. Assim, o Mosaico Sertão Veredas Peruaçu, com seu percentual de 63% de vegetação natural conservada, representa uma área fundamental para se garantir a integridade e a conservação de áreas remanescentes de Cerrado: praticamente um oásis no Brasil.

Extrativismo de coquinho azedo (Butia capitata) – Comunidade do Onça, Januária, MG. ©Andre Dib/Acervo WWF-Brasil

Faça o download gratuito da publicação e conheça como o WWF-Brasil, com o Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF – sigla da versão em inglês para Critical Ecossystem Partnership Fund) e o Instituto Humanize, está trabalhando pela conservação do bioma e de sua sociobiodiversidade.

O WWF-Brasil executou o projeto Fortalecimento da Gestão Territorial Integral nas Áreas Especialmente Protegidas do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu, que teve o objetivo de atuar na integração e fortalecimento da gestão das áreas especialmente protegidas do Mosaico. Este projeto contou com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Funde Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Acesse a publicação na íntegra:


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Simpósio “Flora em Debate” acontece em março na cidade de Belo Horizonte

Acontece no dia 19 de março, em Belo Horizonte, o Simpósio “Desafios na conservação de plantas raras. O caso das espécies de Dimorphandra”.  Este simpósio é uma das ações do Plano de Ação Nacional para conservação do faveiro-de-wilson, uma espécie de árvore rara e endêmica de Minas Gerais, ameaçada de extinção.

O simpósio é também parte integrante do Projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-Wilson (Dimorphandra wilsonii)”, que conta com apoio do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos e Instituto Internacional de Educação do Brasil. No evento, especialistas e colaboradores que trabalham com esta espécie, bem como com outra espécie de árvore igualmente rara na região, o faveiro-da-mata, mostrarão os últimos avanços na pesquisa e conservação destas espécies, bem como debaterão os caminhos a seguir.

O projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-wilson” é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e teve início em novembro de 2017 e conta com várias ações em andamento, dentre elas encontros, capacitações e visitas às áreas de ocorrência da espécie, atuando em uma extensão de 5.215 km², onde estão os 18 municípios de ocorrência do faveiro. Saiba mais sobre as ações do projeto!

Se você tem interesse em participar do simpósio, entre no site e faça sua inscrição.

https://floraemdebate.wixsite.com/floraemdebate

Confira a programação!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

COPABASE lança série de cartilhas voltada aos agricultores familiares

A Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária – COPABASE, fundada em 23 de fevereiro de 2008, na cidade de Arinos/MG é promotora na articulação de ações voltadas ao Desenvolvimento Regional Sustentável e que viu na estruturação de grupos de interesse em diversas cadeias produtivas agroextrativistas, a necessidade de organização e autonomia das famílias de agricultores familiares e extrativistas em um instrumento jurídico capaz de atuar não somente na organização da produção, mas garantir o processamento e a comercialização dos produtos que surgem daí mantendo o princípio da sustentabilidade.

Através do apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), a COPABASE vem executando o projeto Práticas sustentáveis de produção como promotoras de conservação da biodiversidade no Sertão Urucuiano, cujo objetivo é promover à diversificação da produção agroextrativista com manejo sustentável por meio da estruturação coletiva das famílias na região da bacia do Rio Urucuia, um dos principais afluentes do São Francisco. Ao longo de sua atuação, o projeto já disseminou tecnologias e práticas sustentáveis de produção agroextrativista, segurança alimentar e organização socioeconômica e desenvolveu ações de conservação da biodiversidade do cerrado Urucuiano, por meio do envolvimento das famílias rurais e rede de organizações parceiras. Um dos produtos deste trabalho de disseminação foram as cartilhas, que abordam temas como: agroecologia, cooperativismo, água, pragas e doenças, etc. Todo este material será distribuído aos agricultores familiares nas áreas de atuação do projeto.

Até então, através da assistência técnica e visitas realizadas pela equipe, o projeto coletou diversos dados, fez georreferenciamento das propriedades e atingiu uma área de abrangência que soma 2.500 ha. Em Dezembro de 2019, as comunidades envolvidas passaram de 20 para 52, envolvendo agricultores extrativistas de 10 cidades do entorno da cooperativa.

Acesse as cartilhas na íntegra:

 

Ficou interessado?  Conheça a COPABASE e seus produtos através do site!

Conheça mais projetos apoiados pelo CEPF Cerrado e IEB no nosso site.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projeto da Fundação Neotrópica do Brasil promove a criação e gestão de Conselhos Municipais de Meio Ambiente por meio de capacitações

por Rodolfo Portela, Fundação Neotrópica do Brasil

 

 

Até o momento, quase 200 atores sociais foram diretamente beneficiados pela iniciativa em 11 municípios do estado do Mato Grosso do Sul

O PROJETO

Municípios atendidos pelo projeto “União dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMAs): mobilizando atores no corredor Miranda – Bodoquena”. Fonte: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil 2019

Buscando a criação e o fortalecimento de Conselhos Municipais de Meio Ambiente, a Fundação Neotrópica do Brasil, com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos, executa o projeto “União dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMAs): mobilizando atores no corredor Miranda – Bodoquena”, o qual compreende 11 municípios do estado do Mato Grosso do Sul.

Capacitação sobre o papel do conselho no processo de tomada de decisões, realizada no município de Miranda – MS. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

Seu objetivo é subsidiar ações e decisões voltadas a questões ambientais locais, que contribuam para alcance de metas mundiais de conservação. A principal ferramenta utilizada para isso são capacitações, que promovem debates sobre políticas públicas e questões de conservação e manejo do Cerrado.

As formações são realizadas mensalmente em cada município abordando os seguintes temas:

  • O papel do conselho no processo de tomada de decisão;
  • Conservação e uso sustentável da biodiversidade do Cerrado;
  • Legislação ambiental aplicada à conservação;
  • Ecologia do Cerrado e seus serviços ambientais;

    Percentual de pessoas que foram impactadas em 2019, divididos por gênero masculino e feminino. Fonte: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil
  • Pagamento por serviços ambientais, importância econômica e geração de renda a partir da conservação de áreas naturais.

O projeto prevê também a criação de um banco de dados georreferenciado com informações ambientais que auxiliem as tomadas de decisões, almejando a melhoria na gestão de seis unidades de conservação (UC) municipais já existentes e indicando novas áreas para criação de UCs. Com pouco mais de um ano de execução, o projeto já atendeu 195 pessoas com as capacitações – 88 do sexo feminino e 107 do sexo masculino.

EVENTOS

1° Encontro de COMDEMAS do corredor Miranda – Bodoquena. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

Em maio de 2019, a Fundação Neotrópica do Brasil promoveu o 1° Encontro de COMDEMAs do Corredor Miranda – Bodoquena. Realizado no município de Bonito – MS. O evento reuniu cerca de vinte representantes, entre presidentes e membros dos COMDEMAs, dos

onze municípios atendidos pelo projeto. Na ocasião, o Presidente da Federação de Conselhos Municipais de Meio Ambiente (FECOMDEMA), Carlos Alexandre, esteve presente

Reunião de mobilização para elaboração da lei de criação do COMDEMA de Rochedo – MS. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

como palestrante principal e abordou a estrutura funcional e planejamento estratégico para a efetiva atuação dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente.

O evento, ainda, proporcionou aos participantes um momento para que expusessem suas experiências positivas ou negativas, bem como os desafios encontrados dentro de seus conselhos. Além disso, puderam tirar suas dúvidas em busca de soluções para eventuais problemas enfrentados pelos municípios. Ao final do evento, criou-se de uma Rede de COMDEMAS, composta pelos participantes. A Rede é articulada por meio de um grupo online, onde os conselheiros/as trocam ideias, experiências, tiram dúvidas e discutem sobre propostas futuras de novas reuniões entre os conselhos.

CRIAÇÃO E ATIVAÇÃO DE CONSELHOS

Em uma parceria com a WWF (World Wide Fund for Nature) e Instituto Mamede, a Fundação Neotrópica do Brasil auxiliou o processo legal de

criação do Conselho Municipal de Meio Ambiente do município de Rochedo (MS) e reativou o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Guia Lopes da Laguna (MS) no ano de 2019. É de suma importância ressaltar que estes processos de criação e reativação de um Conselho são

Mobilização dos conselheiros (as) para elaboração da Lei de criação do COMDEMA de Terenos-MS. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

importantes instrumentos de democratização e descentralização da gestão ambiental. Para continuar prestando apoio ao processo legal de criação de Conselho Municipal de Meio Ambiente, ainda em 2019, a Fundação Neotrópica do Brasil mobilizou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Terenos – MS a reunir os atores interessados pela criação do COMDEMA. O resultado desta mobilização foi a elaboração do projeto de Lei de criação, onde, após capacitações e revisões, foi elaborado e encaminhado para apreciação e aprovação da Câmara dos Vereadores de Terenos.

OUTROS AVANÇOS

Uma das capacitações realizadas no Conselho Municipal de Meio Ambiente do município de Guia Lopes da Laguna (MS), resultou em uma explanação sobre a importância da criação de áreas protegidas para maior arrecadação de ICMS Ecológico no município. Com isto, o presidente do COMDEMA sentiu-se motivado a criar uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) em sua propriedade rural. Nesta oportunidade, a Fundação Neotrópica do Brasil realizou uma visita a campo para conhecimento e

estudos na área.  Este processo segue em fase de reunião de documentos a serem protocolados junto ao órgão ambiental estadual para dar início a criação da área protegida.

Encontro de plano de ações na Aldeia Brejão, Integração e Oficina de Sistemas Agroflorestais realizado em Nioaque – MS. Foto: ©Acervo Fundação Neotrópica do Brasil

Fortalecendo o trabalho em rede, em ações que visam a conservação do Cerrado, a Fundação Neotrópica do Brasil estabeleceu parceria com a Associação Hanaitti Yomo’omo, para auxiliar o processo de criação do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da Terra Indígena Nioaque. A associação está localizada na Terra Indígena do município de Nioaque (MS) e também é financiada pelo CEPF. Os trabalhos para a elaboração do PGTA começaram em novembro de 2019, onde diversas entidades que apoiam a iniciativa reuniram-se durante o “Encontro de plano de ações na Aldeia Brejão, Integração e Oficina de Sistemas Agroflorestal”, promovido pela aldeia Brejão, uma uma das quatro aldeias que compõe a TI Nioaque. Esta parceria resultou na inclusão de um representante da Terra Indígena Nioaque no Conselho Municipal de Meio Ambiente do município.

GUIA PARA IMPLEMENTAÇÃO DE COMDEMAS

Com a finalidade de incentivar a criação de políticas públicas, capacitar conselheiros/as, promover discussões sobre a conservação e manejo do cerrado e os problemas ambientais existentes nos municípios, a Fundação Neotrópica do Brasil elaborou um guia prático para implementação de conselhos municipais de meio ambiente. A criação deste documento busca estruturar os municípios que não possuem COMDEMA e reestruturar os conselhos que estão inativos.

O Guia foi elaborado em 2019 e seu lançamento está previsto para os primeiros meses de 2020 com ampla distribuição e divulgação nos COMDEMAS de Bonito, Bodoquena, Miranda, Anastácio, Nioaque, Dois Irmãos do Buriti, Terenos, Rochedo, Guia Lopes da Laguna, Jardim e Porto Murtinho.

Além do Guia informativo, cada prefeitura dos onze municípios citados receberão cartazes que tratam sobre a importância dos COMDEMAS – bem como expõem o local e as datas de reuniões mensais, facilitando a circulação da informação aos servidores e aos cidadãos de modo geral.

Folders também serão distribuídos nestas 11 localidades, levando informações objetivas e eficientes para a população local sobre o Conselho Municipal de

Meio Ambiente de seu município. Atualmente, a Fundação Neotrópica do Brasil segue participando de reuniões mensais nos 11 municípios subsidiando decisões e apoiando ações de educação ambiental que os Conselhos desenvolvem. A expectativa para o próximo ano é seguir atuando em prol de políticas públicas que promovem a conservação da biodiversidade do Cerrado e que, consequentemente, possam melhorar a qualidade de vida dos munícipes.

O projeto União de COMDEMAS Pró-Cerrado, que é executado pela Fundação Neotrópica do Brasil e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), tem o objetivo de fortalecer os Conselhos Municipais de Meio Ambiente (COMDEMAs), a fim de subsidiar decisões locais que contribuam para conservação do Cerrado e para o alcance das metas mundiais de conservação da biodiversidade.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

 

 

Começa o projeto “Monitoramento da qualidade em multiescala na bacia do Rio São Lourenço” em Mato Grosso

 

 

¹A bacia do Rio São Lourenço possui uma área de cerca de 22.000 km² e consiste em uma das principais formadoras do Pantanal de Mato Grosso, integrando a região hidrográfica do Rio Paraguai. Além disso, possui trechos que compõem o corredor ecológico Cerrado-Pantanal e é formada, em sua maior parte, por áreas-chave para a biodiversidade (KBAs).

Estação climatológica na bacia do Rio São Lourenço. Foto: ©Acervo Departamento de Geografia (GEO-UFMT)

¹Originariamente a bacia era coberta por formações vegetacionais do Cerrado. No entanto, a partir dos anos 60, intensas transformações no uso e ocupação da terra ocorreram na região, e áreas agrícolas para cultivo de commodities, pastagem e ocupação urbana foram ocupando o espaço. Neste tempo, o município de Rondonópolis se desenvolveu como um dos mais populosos e industrializados de Mato Grosso. A região possui atividades de mineração (areia, cascalho e ouro) nas suas cabeceiras, atividades turísticas relevantes em alguns dos seus afluentes (complexo Cachoeira de Fumaça, município de Jaciara), possui 10 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em operação, cujas influências sobre as funções ecológicas do próprio bioma e sobre a planície do Pantanal são pouco conhecidas.

Apresentação do projeto a comunidade. Foto: ©Acervo Departamento de Geografia (GEO-UFMT)

¹A bacia hidrográfica é formada pela atuação de diferentes atores sociais, dentre os quais destacam-se os camponeses, indígenas e pescadores. Os camponeses somam aproximadamente 2,8 mil famílias e distribuem-se em 38 assentamentos. Já os quase mil indígenas pertencem ao povo Bororo e situam-se em duas Terras Indígenas (T.I. Tadarimana e T.I. Jarudore). Os pescadores encontram-se organizados pela Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado de Mato Grosso (Fepesc) e pela Colônia Z-3 (Rondonópolis), totalizando mais de 150 famílias.

O trabalho é executado pelo Departamento de Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)/Fundação UNISELVA e até dezembro de 2020 o projeto “Monitoramento da qualidade em multiescala na bacia do Rio São Lourenço, Mato Grosso”, que tem apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund  CEPF Cerrado) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), irá:

  • Identificar padrões espaço-temporais da qualidade de água na bacia hidrográfica do Rio São Lourenço
  • Desenvolver um aplicativo para telefones móveis (SIG-Participativo) que possibilite a divulgação de informações relativas aos recursos hídricos, e que reforce a interação entre, e com a participação de, atores sociais interessados nas diferentes formas de uso da água na bacia.
  • Elaborar diagnósticos participativos sobre a situação/relação das comunidades que afetam e são afetadas pelos múltiplos usos do Recursos Hídricos, buscando um entendimento dos conflitos existentes em relação ao uso e gestão dos RH.

O grande objetivo deste projeto é monitorar e modelar a qualidade de água em múltiplas escalas na bacia do Rio São Lourenço. A disponibilização desses dados a partir de um SIG participativo, junto com trabalhos em comunidades na bacia, vai empoderar e permitir a participação direta de grupos sociais no monitoramento das condições e a gestão dos recursos hídricos na bacia.


¹Fonte: texto adaptado da proposta original do projeto “Monitoramento da qualidade em multiescala na bacia do Rio São Lourenço, Mato Grosso”

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Rede Cerrado: 27 anos de articulação de povos e comunidades tradicionais

por Thays Puzzi, assessoria de comunicação da Rede Cerrado

Apoio do CEPF e DGM/Brasil conseguiu multiplicar ações de fortalecimento e integração entre as mais 50 organizações associadas

Constituída na década de 1990 durante a ECO-92 por um conjunto de entidades que, naquele momento, viram na articulação em rede uma estratégia de luta e resistência, a Rede Cerrado, ao longo de mais de 25 anos de história, tornou-se referência na área socioambiental e no apoio à construção de políticas públicas que visam conservar o Cerrado e garantir direitos aos povos e às comunidades tradicionais que habitam o Bioma. Nos últimos dois anos (2018-2019), em especial, a Rede Cerrado, por meio do apoio do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e do DGM/Brasil, conseguiu multiplicar ações de fortalecimento e integração entre as mais 50 organizações associadas.

Mesa de abertura do IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, realizado de 11 a 14 de setembro de 2019, Brasília, DF. Foto: ©Aryanne Amaral/Acervo IEB

“A Rede Cerrado atuou junto às organizações associadas para apoiar, por exemplo, o Ministério Público Federal na construção de plataforma de Territórios Tradicionais, realizou uma série de encontros e seminários sobre territórios com representantes de povos e comunidades tradicionais, realizou a nona edição do Encontro e Feira dos Povos do Cerrado e, está em fase final de apoio na construção de um aplicativo, desenvolvido pelo IPAM, para mapeamento de Territórios Tradicionais. Foram muitas ações realizadas com o apoio do CEPF e das entidades associadas”, destacou Rodrigo Noleto, coordenador do programa Amazônia do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). Para ele, é importante manter a Rede Cerrado viva, pois, segundo Noleto, muitas vezes ela é a voz de socorro, de apoio e de articulação de povos e comunidades tradicionais. “Espero que a Rede Cerrado possa sair fortalecida, e mantenha as condições de articulação tão necessárias para esse período em que vivemos”, observou.

O sentimento é compartilhado pelo geraizeiro Samuel Caetano, do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas Gerais (CAA-NM). Para ele, a Rede Cerrado é uma parceira estratégica para as organizações que prezam pelo desenvolvimento sustentável e uma relação mais harmoniosa com o meio ambiente. “A Rede Cerrado se consolidou como um espaço político para essas organizações, pois proporciona a unificação das lutas com um debate mais qualificado e estratégico. É onde nós, povos e comunidades tradicionais do Cerrado, trocamos experiências, pensamos e formulamos políticas públicas que defendam o Cerrado e seus povos”, ressaltou.

Foto: ©Acervo Rede Cerrado

Já Maria do Socorro Teixeira Lima, quebradeira de coco babaçu e coordenadora-geral da Rede Cerrado, os últimos dois anos foram essenciais para o fortalecimento institucional da Rede Cerrado. Para ela, agora, é preciso ampliar o trabalho junto às comunidades de base. “Por isso a continuidade da Rede Cerrado é tão importante. Nós a resgatamos, a reestruturamos. Deixo esse recado para os nossos parceiros”. Rose Mary Araújo, da Mulheres em Ação do Pantanal (Mupan), considera essencial o apoio dado à Rede Cerrado. “Não existem paisagens sem pessoas e a Rede Cerrado precisa muito desse apoio, principalmente agora que estamos restabelecidos. No campo político não existe outra organização como a Rede Cerrado”, destacou. César Victor do Espírito Santo, da Fundação Pró-Natureza (Funatura) disse que o CEPF veio suprir uma lacuna no Cerrado, já que ele, historicamente, é um Bioma que recebe poucos recursos para projetos de conservação. “O fortalecimento da Rede Cerrado é muito importante para fazer com que as pautas do Cerrado sejam levadas a diante. Não somente dos povos e comunidades tradicionais, mas também as relacionadas à conservação da biodiversidade’, completou.

O objetivo principal do projeto apoiado pelo CEPF Cerrado foi fortalecer institucionalmente a Rede Cerrado, além de ampliar sua incidência. A principal ação foi a realização do IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado que reuniu na capital federal, Brasília, mais de 500 representantes de povos e comunidades tradicionais de todo o Cerrado e cerca de sete mil pessoas da sociedade em geral. Além de trocarem experiências entre si e debaterem estratégias para a manutenção do Cerrado em pé, eles puderam expor produtos da sociobiodiversidade e mostrar um pouco da diversidade cultural e gastronômica para cerca de sete mil pessoas que prestigiaram o evento.

I Oficina de Territórios da Rede Cerrado realizada em novembro de 2018. Foto: ©Thays Puzzi/Acervo Rede Cerrado

Outro projeto que permitiu a ampliação das ações da Rede Cerrado foi o Programa DGM/FIP (Dedicated Grant Mechanism for Indigenous People and Local Communities – Fundo de Investimento Florestal), do Banco Mundial.

Para Kátia Favilla, secretária-executiva da Rede Cerrado, esses últimos dois anos foram essenciais para reforçar os processos de articulação e animação da Rede Cerrado. “Para os próximos anos, o maior desafio será a atuação em conjunto das organizações em um cenário com poucos recursos financeiros e desmonte de políticas públicas ambientais e de garantia de direitos dos povos e comunidades tradicionais. Somente com a união das entidades e o fortalecimento das comunidades em suas localidades, além de um forte trabalho de base, poderemos garantir a existência do Cerrado e dos seus povos”, afirmou Favilla.

Rede Cerrado e CEPF Cerrado

A Rede Cerrado conta com apoio do CEPF Cerrado para executar o projeto “Rede fortalecida, Cerrado conservado”, que tem o objetivo de ampliar a incidência política da Rede na elaboração, implementação e monitoramento de políticas públicas de promoção ao desenvolvimento sustentável, com respeito aos direitos de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

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Conheça o Observatório dos Conflitos Socioambientais do MATOPIBA

por Karla Oliveira, via Faculdade de Planaltina da Universidade de Brasília

Este ano foi realizada a oficina “Lançamento do Observatório dos Conflitos Socioambientais do Matopiba”. Esta é uma iniciativa da Faculdade de Planaltina da Universidade de Brasília e da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (FINATEC), e com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) para sua realização por meio do projeto Fronteira Agrícola e Natureza.

Essa oficina teve como objetivo reunir um grupo de alta expertise, a fim de discutir o impacto dos conflitos socioambientais na região do Matopiba. Contou com cerca de 50 participantes de 28 instituições entre universidades federais, representantes de movimentos sociais e representantes de ONGs que atuam no bioma Cerrado.

Integrantes do Obsevatório do MATOPIBA. Foto: ©Acervo Faculdade de Planaltina da Universidade de Brasília

A proposta agora é congregar esforços para criar uma plataforma de discussões e monitoramento dos diversos conflitos existentes entre o agronegócio e as comunidades locais. Sendo o Matopiba a chamada “última fronteira agrícola”, as análises socioeconômicas e ambientais na região requerem uma perspectiva de pesquisa acadêmica engajada na busca de compreender os conflitos e suas respectivas soluções.

Além disso, o Observatório do Matopiba tem como objetivo apoiar as ações de conservação a partir de estudos sobre os conflitos socioambientais na região. Para maiores detalhes, envie um email para: observatoriomatopiba@gmail.com.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

 

 

Bicudos na natureza

O bicudo (Sporophila maximiliani) é uma das aves mais raras e ameaçadas do Brasil e atualmente são desconhecidas populações em vida livre no país. O último registro na natureza ocorreu no final de 2014, onde uma pequena população foi localizada no interior do estado de Mato Grosso, que desde então não foi mais avistada. No restante do país, o bicudo foi extinto em praticamente toda sua área de ocorrência.

A reintrodução de casais do bicudo começou em novembro de 2018 em Januária no norte de Minas, área que abrange o Corredor Sertão Veredas-Peruaçu. Desde então, 34 bicudos foram reintroduzidos com sucesso numa área de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e vem sendo monitorados pela equipe do projeto Reintrodução do bicudo em áreas-chave para a conservação do Cerrado. Para entender melhor as etapas que envolvem a reintrodução dos bicudos, o programa Terra da Gente acompanhou a soltura de um casal na área do projeto. Clique aqui no post e confira o programa na íntegra:

Além da reintrodução, o projeto também tem o importante papel de gerar conhecimento científico sobre a espécie, e portanto, apresentou alguns dos resultados no último Congresso Brasileiro de Ornitologia que foi realizado em julho deste ano em Vila Velha (ES). O projeto é apoiado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) e Instituto Internacional de Educação do Brasil e é executado pelo Instituto Ariramba de Conservação da Natureza com o apoio de diversos profissionais de diferentes instituições e universidades do Brasil.

Conheça mais projetos apoiados pelo CEPF Cerrado e IEB no nosso site.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

LAPIG anuncia lançamento da Plataforma de Conhecimento do Cerrado

 

 

 

Prezad@s colegas,

Com exclusividade, anunciamos o lançamento da “Plataforma de Conhecimento do Cerrado”, projeto da UFG/LAPIG, apoiado pelo Critical Ecosystem Partnership Fund (CEPF) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

http://cepf.lapig.iesa.ufg.br

Embora seja uma versão para testes, a mesma já conta com algumas funcionalidades, a destacar as subplataformas de uso do solo, desmatamentos e imagens aéreas (providas por drones), possibilitando uma análise dinâmica e interativa acerca das transformações do Cerrado, em âmbito municipal e estadual.

A partir de agora, com esta estrutura definida, avançaremos rapidamente com novos conteúdos e ferramentas, tais como o design responsivo para tablets e smartphones, módulo para uploads de dados (vetoriais, imagens e textos), disponibilidade de downloads e a tradução para o idioma inglês.

Por falar em conteúdo, incentivamos a contribuição de todos, com informações diversas produzidas para o bioma Cerrado.

Para tanto, disponibilizamos uma ferramenta provisória para a transferência de suas bases de dados (ver chamada/atalho no menu superior, ou no final da página principal).

Esperamos que a Plataforma de Conhecimento do Cerrado seja bem aproveitada por nossa sociedade, em especial pelas organizações envolvidas com a conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico deste rico e ameaçado ecossistema.

Dúvidas ou sugestões, nos envie um email para lapig.cepf@gmail.com

Obrigado pela divulgação e colaboração!

Prof. Manuel Ferreira
UFG/ LAPIG


LAPIG e CEPF Cerrado

Dr. Manuel Ferreira vem trabalhando com uma equipe de pesquisadores e instituições da sociedade civil no projeto “Plataforma de Conhecimento do Cerrado”. O projeto é executado pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) e conta com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e visa compartilhar dados, informações e conhecimento entre as várias partes interessadas no Cerrado e empoderar a sociedade civil, por meio de informações confiáveis e ferramentas de monitoramento dos ecossistemas do Cerrado.

Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) está vinculado ao Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás (UFG). As suas atividades foram iniciadas em 1994 e contribuíram desde então com a elaboração de diversas monografias, dissertações e teses, além da oferta de disciplinas de sensoriamento remoto, cartografia digital e sistemas de informações geográficas. Em 2010, deram início aos “Geocursos”, um projeto de extensão que oferta cursos de curta e média duração no âmbito das geotecnologias, oferecidos para a comunidade em geral. A pesquisa configura‐se como uma importante frente de atuação com vistas à produção e/ou organização de dados geográficos e documentais voltados ao monitoramento territorial e ambiental dos biomas brasileiros e respectivas paisagens naturais e antrópicas.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Para uma comunidade isolada no Brasil, conhecimento é poder

A comunidade Kalunga está utilizando dados de mapeamento para defender sua terra e modo de vida tradicional

traduzido do texto publicado por Marsea Nelson, Gerente Sênior de Comunicação do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos 

 

Várias centenas de anos atrás, no Brasil, grupos de escravos fugitivos estabeleceram comunidades – conhecidas como quilombos. Muitas destas comunidades foram destruídas, mas em uma remota região montanhosa de Goiás, cerca de 8.000 de seus descendentes – o povo Kalunga – continua com um estilo de vida tradicional, em grande parte isolado do mundo moderno.

Hoje, no entanto, esse mundo moderno está se formando para esta comunidade. Os Kalungas se viram lutando tanto por sua cultura quanto por sua terra ancestral, que fica dentro da impressionante região da Chapada dos Veadeiros (Goiás, Brasil), que faz parte do hotspot de biodiversidade do Cerrado.

Os Kalunga são principalmente católicos. No entanto, alguns se converteram ao neopentecostalismo, o que trouxe algumas diferenças com os membros da comunidade que continuam mantendo crenças tradicionais.

As crianças da comunidade aprendem sobre a biodiversidade local. Foto: ©Acervo Associação Quilombo Kalunga

Além disso, os Kalungas mais jovens deixam o território para estudar ou trabalhar. “Quando eles retornam, trazem influências musicais, danças de fora e novos hábitos”, afirmou Vilmar Souza Costa, presidente da Associação Quilombo Kalunga (AQK). “Eles também trazem uma nova visão de como se relacionar com a terra, querendo aplicar novas tecnologias para cultivá-la e combater pragas, que são mais apropriadas ao agronegócio.”

As ameaças às terras Kalunga incluem planos iminentes para a construção de uma pequena usina hidrelétrica e pressão consistente por parte das empresas de mineração, além de um aumento nas terras usadas para a agropecuária.

“As áreas de pastagem cresceram ao longo dos anos e áreas abertas já tomam conta do território”, disse Costa. Ele também observou que as populações de muitas espécies da biodiversidade local – incluindo antas, tatus, emas e peixes – diminuíram.

O time de campo do projeto. Foto: ©Acervo Associação Quilombo Kalunga

Reconhecendo estes desafios, a comunidade estabeleceu a Associação Quilombo Kalunga em 1999 para representar e defender seus interesses.

Em 2013, surgiu a ideia de usar o geoprocessamento para entender melhor as famílias que vivem na região e no território, documentando precisamente o que as terras Kalunga abrigavam, onde eram mais vulneráveis e onde haviam as melhores oportunidades para implementar o turismo.

Encontrar financiamento para o projeto, no entanto, mostrou-se desafiador. Os fundos do governo fracassaram e os esforços para encontrar outro doador não se concretizaram até cinco anos depois, quando o CEPF concedeu à Associação sua primeira doação de US$ 216.600,00.

“No Cerrado, trabalhar com povos e comunidades tradicionais é uma parte importante de nossa estratégia”, disse Peggy Poncelet, diretora de subsídios do CEPF. “Nem todo doador está equipado para fornecer o tipo de suporte técnico que uma organização em desenvolvimento como a AQK exige, mas o CEPF está.”

Território Kalunga. Foto: ©P. Poncelet/Acervo CEPF

Com o financiamento finalmente estabelecido, um especialista foi contratado pela AQK para treinar 24 jovens Kalungas em GIS e Open Data Kit, que é um conjunto de ferramentas de coleta de dados que não requer conexão com a internet. Eles então, começaram a reunir sistematicamente informações socioeconômicas sobre os residentes locais do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga.

O trabalho não foi fácil – a equipe enfrentou fortes chuvas e estradas ruins. Às vezes, eles iam para locais difíceis de chegar, apenas para descobrir que a família não estava em casa. Este trabalho de campo foi um processo complicado, mas que, segundo Costa, os jovens assumiram com “entusiasmo e alegria”.

As informações coletadas na pesquisa estão sendo úteis em muitas frentes. A empresa estatal de saneamento usará os dados para melhorar o abastecimento de água e o saneamento na comunidade. As informações sobre quais famílias têm cães e galinhas serão usadas pelo Departamento de Saúde para ajudar a combater a doença de Chagas, que pode causar sérias complicações à saúde. Enquanto isso, uma organização federal está usando dados sobre o cultivo da terra e a criação de animais para fornecer assistência técnica mais eficiente aos agricultores.

Vilmar Costa, presidente da AQK, na palestra com a comunidade sobre as 19 espécies ameaçadas que ocorrem no terrritório Kalunga. Foto: ©Acervo Associação Quilombo Kalunga

A sensibilização é outro componente essencial do projeto financiado pelo CEPF. Apresentações sobre 19 espécies ameaçadas encontradas na região foram amplamente divulgadas nas escolas locais e nos municípios. “Os alunos e professores participantes postaram fotos e comentários em suas redes sociais, o que acabou levando ao conhecimento em larga escala das 19 espécies da Chapada dos Veadeiros”, disse Costa. A AQK também fez apresentações durante as reuniões da comunidade e distribuiu calendários e faixas que descreviam a biodiversidade local e como protegê-la.

Agora, A AQK está trabalhando na criação de uma plataforma online que permitirá que cada família atualize suas próprias informações.

O projeto também foi relatado localmente pelo The Brazilian Report e De Olho Nos Ruralistas. Recentemente, o portal G1 Natureza publicou uma série de reportagens e vídeos sobre a comunidade Kalunga.

Leia o texto original desta matéria, que está disponível em inglês no site do CEPF.

Sobre a Associação Quilombo Kalunga  e o CEPF Cerrado

A Associação Quilombo Kalunga é uma organização civil, sem fins lucrativos e sem finalidade econômica, fundada em outubro de 1999. É constituída pelas Associações Kalunga de Cavalcante, de Monte Alegre, de Teresina e do Engenho II, além da Epotecampo. Ela representa o maior território de quilombo no Brasil, com 262 mil hectares de terras. A Associação promove a defesa de interesse de todas as comunidades formadas por moradores do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (SHPCK), espalhados entre os municípios goianos de Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás, e representá-las em todas as instâncias legais e administrativas.

O projeto “Uso do Geoprocessamento na Gestão do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga – SHPCK”, fomentado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, da sigla em Inglês para Critical Ecosystem Partnership Funde com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)O projeto tem como objetivos conhecer com profundidade a realidade das comunidades Kalunga, usar a tecnologia de geoprocessamento  para mapear detalhadamente o território, promover a ocupação do SHPCK de uma forma mais sustentável e fazer com que os Kalunga sejam reconhecidos internacionalmente como defensores da conservação da biodiversidade.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Cerrado: 31 Áreas Protegidas recebem plano de ação até 2030

por Renata Peña, via WWF-Brasil

São mais de 3,5 milhões de hectares de extrema beleza e diversidade de plantas, animais e ervas medicinais, além de comunidades quilombolas e terras indígenas. Toda essa riqueza natural e sócio-cultural está preservada num conjunto de 31 Áreas Protegidas localizadas no Cerrado, entre o norte e o noroeste de Minas Gerais. O Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu acaba de receber um plano de ação para fomentar o desenvolvimento sustentável nesse território até 2030.

Rio Peruaçu, Januária, MG. Foto: ©André Dib/Acervo WWF-Brasil

A partir do ano que vem, o conselho consultivo do Mosaico buscará implementar ações relacionadas a cinco temas principais: gestão integrada, ecoturismo, extrativismo vegetal, conservação dos recursos hídricos e agronegócio sustentável.

Isso significa por exemplo desenvolver a agroecologia junto aos agricultores familiares da região – implantação de viveiros e quintais florestais – capacitar os moradores das comunidades rurais para fortalecer as cooperativas de extrativismo vegetal existentes e fomentar a criação de novas; apoiar brigadistas no combate aos incêndios florestais e ainda ampliar o potencial do turismo de base comunitária, capacitando guias e condutores, além de criar novas trilhas. O Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e a recuperação de nascentes degradadas são outras duas pautas do plano de ação para o Mosaico Sertão Veredas Peruaçu.

“O plano é essencial para que as ações que estamos desenvolvendo há vários anos não sofram uma parada brusca com a mudança no cenário político nacional. É uma motivação para sermos mais inovadores e para que conquistemos cada vez mais projetos e iniciativas que aterrissem na realidade local dos povos e Unidades de Conservação do Mosaico”, diz o analista de conservação do WWF-Brasil, Vinícius Pereira.

Vereda Serra das Araras. Foto: ©Acervo FUNATURA

César Vitor do Espírito Santo, superintendente-executivo da Fundação Pró-Natureza (Funatura) explica que o plano também prevê a criação de um fundo para o Mosaico. Os recursos captados seriam utilizados na implementação das ações previstas: “Com esse plano, pretendemos que o Mosaico Sertão Veredas Peruaçu possa ser um indutor do desenvolvimento sustentável no território. Um território diverso e complexo econômica, social e culturalmente”.

Para Joel Sirqueira, gestor da  Cooperativa dos Agricultores Familiares e Extrativistas do Vale do Peruaçu (Cooperuaçu), uma cooperativa agroextrativista que conta com apoio do WWF-Brasil desde sua criação, o plano é um recurso organizado para seguir conservando o Cerrado. “Ele direciona de forma planejada e pensada coletivamente, já que tudo foi construído em conjunto, as ações voltadas ao extrativismo dentro do território e principalmente para os novos empreendimentos e cooperativas como a Cooperuaçu, é muito mais motivador agir quando se tem um documento que auxilia orientando os caminhos a seguir”, afirma.

Janelão, Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. Foto: ©Acervo FUNATURA

O “Plano de Desenvolvimento Territorial de Base Conservacionista (DTBC)” foi realizado pela Fundação Pró-Natureza (Funatura) com apoio do Fundo CEPF (Critical Ecosystem Partnership Fund – sigla em inglês).

Veja a matéria no site do WWF-Brasil!

O WWF-Brasil e o Mosaico Sertão Veredas Peruaçu

O WWF-Brasil atua na região do Mosaico Sertão Veredas Peruaçu por meio do Projeto Sertões, desde 2010, e mais recentemente, com apoio do Fundo CEPF Cerrado (Critical Ecosystem Partnership Fund) nas ações focadas no incentivo à implementação e gestão integrada das unidades de conservação; fortalecimento da cadeia produtiva dos frutos do Cerrado; à comunicação, visando a valorização e o resgate do Cerrado e o planejamento territorial, que visa o planejamento sistemático da conservação no bioma Cerrado.

O WWF-Brasil executa o projeto Fortalecimento da Gestão Territorial Integral nas Áreas Especialmente Protegidas do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu, que tem o objetivo de atuar na integração e fortalecimento da gestão das áreas especialmente protegidas do Mosaico. Este projeto conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Funde Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Cadeia produtiva do baru – boa, limpa e justa

por Luana Campos, via ECOA

Castanha típica do Cerrado, o baru (Dipteryx alata) vem conquistando cada vez mais espaço, dentro e fora do país, com alto valor agregado. Isso porque, além do ótimo sabor, e de seus comprovados benefícios à saúde, o fruto do baruzeiro possui um forte componente socioambiental.

1a Oficina sobre o Comércio Justo e Solidário do Baru no IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, Brasília, DF. Foto: © Acervo Cajuí Comunicação

O assunto foi abordado na “1ª Oficina para o Comércio Justo e Solidário da Cadeia do Baru”, durante o IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. Organizada pela Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária (Copabase), a oficina contou com financiamento do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) Cerrado e apoio da ECOA, Rede Cerrado, Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), entre outras instituições.

No Cerrado, o extrativismo do baru, tem promovido a geração de renda, autonomia e o resgate da autoestima dos agricultores familiares extrativistas. Um processo virtuoso que ajuda a fixar as famílias e os jovens no campo, contribuindo de maneira direta na conservação do bioma.

Para a extrativista e diretora do Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado (Ceppec), Rosana Sampaio, “as comunidades estão por dois motivos trabalhando com o baru: um é o principal deles, a conservação dessas espécies, desse modo de vida, a preservação do local em que nós vivemos. Porque nós queremos deixar pros nossos filhos, um ambiente equilibrado, e nós lutamos por isso. E a outra é que precisamos fomentar para permanecer existindo ali, precisamos da geração de renda”.

Leia a matéria completa no site da ECOA!

Projeto Corredor Miranda-Bodoquena

projeto Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais, que foi executado pela ECOA e contou com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), foi encerrado este ano e teve objetivo de auxiliar a revegetação e conservação do Cerrado, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro por comunidades e assentados do Mato Grosso do Sul.

Com a proposta de otimizar o processo de restauração florestal iniciado em 2016 em três assentamentos rurais; melhorar a gestão da coleta de frutos do Cerrado, como baru e bocaiúva e sensibilizar o mercado, promovendo a valorização dos subprodutos dos frutos nativos do Cerrado, o projeto alcançou impactos importantes para a região.

Ao final, o projeto ampliou 1 dos 22,95 hectares de áreas do Cerrado sul-mato-grossense que foram cercadas em 2016, com apoio de outro projeto. Essa área está em restauração, restabelecendo a vegetação nativa e a recuperação de 03 nascentes/córregos: Córrego Madalena e Córrego Lima, no Assentamento Andalucia, Nioaque; e Córrego Agachi, Assentamento Bandeirantes, Miranda. Na área também foram registradas o retorno da presença de fauna nativa, como guaxinim ou cachorro-do-mangue e o tuiuiú. Além deste processo de restauração, a equipe do projeto trabalhou o fomento à produção de mudas de espécies nativas do Cerrado, feitas por assentados, em seus próprios lotes, dando-lhes condições de acesso às mudas, que são dificilmente encontradas para venda em viveiros públicos ou privado no estado. Até o final do projeto foram produzidas 100 mudas de baru, que foram destinadas ao plantio nas áreas cercadas. Também foram produzidas 50 mudas de guavira, em estágio inicial, 50 mudas de jatobá, e o projeto finalizou com as sementes de murici, que serão semeadas ainda este ano.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Pesquisa de campo busca a valorização dos modos de vida de Povos e Comunidades Tradicionais do Cerrado

por Bruno Santiago, Assessor de Comunicação da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado

Entre os meses de setembro e outubro de 2019, a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado visita Comunidades e Povos Tradicionais da região do Corredor Mirador-Mesas, situado nos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins. O motivo da itinerância é a realização da pesquisa de campo do Projeto ‘’Articulação em rede e participação social para a conservação do Cerrado’’, que conta com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), com coordenação da ActionAid Brasil.

Jonathan e Jorge, crianças Gamella do Território Indígena Vão do Vico, Santa Filomena, Piauí. Na foto estão olhando um monóculo com fotos antigas de familiares. Foto: ©Andressa Zumpano/Acervo ActionAid

Com foco na valorização dos modos de vida dos Povos e Comunidades Tradicionais e no fortalecimento das ações de participação social e luta por direitos territoriais desses grupos, a pesquisa busca subsidiar a atuação da Campanha, de suas organizações integrantes e das populações que vivem na savana brasileira.

Diante da conjuntura socioambiental adversa experimentada pelos povos da terra, das florestas e das águas em qualquer bioma de nosso país, uma pesquisa como esta torna-se ainda mais relevante. É o que explica Gerardo Cerdas Vega, analista de Políticas e Programas da ActionAid Brasil. ‘’Vivemos um momento em que os Povos do Cerrado enfrentam uma violência generalizada contra seus direitos territoriais e seus modos de vida, o que coloca a sobrevivência dessas pessoas em risco’’, enfatiza.

Seu Didi, território Melancias. Comunidade Riacho dos Cavalos. Gilbués, Piauí. Esse local era a antiga casa dele, que hoje está cercada pela Fazenda Alvorada. Ele entrou lá pra nos mostrar como era a comunidade antes das casas serem destruídas. Foto: ©Andressa Zumpano/Acervo ActionAid

A partir da identificação de práticas, conhecimentos e tecnologias das comunidades visitadas, a pesquisa pretende mostrar a relação da ação dessas populações com a proteção da agrobiodiversidade dos territórios. ‘’Qualquer estratégia de defesa e conservação do bioma deve contemplar a permanência desses guardiões e guardiãs. É indiscutível que a contribuição dessas pessoas é significativa e a pesquisa pretende apresentar esses benefícios’’, afirma Gerardo.

Outro eixo temático da pesquisa é a garantia de direitos a partir dos espaços de participação social. O projeto objetiva detectar os espaços institucionais relevantes para ações de incidência das comunidades, abarcando temas como soberania alimentar e nutricional, educação rural e políticas de inclusão social.

Para além dos espaços de participação institucionais, a pesquisa também lançará um olhar para os espaços comunitários de organização. ‘’Observamos que no contexto nacional os espaços de participação social nem sempre são acessíveis ou democráticos, sobretudo para os povos e comunidades tradicionais. Dessa forma o projeto também visa garantir subsídios para que as comunidades e povos possam se organizar e lutar pelos seus direitos de participar’’, destaca Vega.

Riozinho, Comunidade Chupé. Santa Filomena, Piauí. Os moradores da Comunidade denunciam contaminação por agrotóxicos no Rio durante o inverno. Que é quando as fazendas jogam e com as chuvas, desce tudo para os rios das Comunidades. Foto: ©Andressa Zumpano/Acervo ActionAid

Conflitos no Cerrado

Uma das Comunidades que receberam a equipe da pesquisa de campo da Campanha foi Brejo do Miguel, no município de Gilbués, sul do estado do Piauí, território tradicional ribeirinho brejeiro. Na última semana a Comissão Pastoral da Terra (CPT) publicou nota pública denunciando a invasão de grileiros em uma área de roça no toco e solta de animais que é utilizada há cerca de três gerações pela comunidade. A cerca que havia sido construída pelas famílias da região foi destruída por sete jagunços com o uso de motosserras.

Infelizmente esse tipo de conflito não é novidade no Cerrado e no campo brasileiro. Segundo dados da CPT, 118.080 famílias estiveram envolvidas em conflitos por terra em 2018, período que também registra que esse tipo de ocorrência aumentou 3,9%, em relação a 2017, passando de 1.431 ocorrências para 1.489.

Neste contexto de conflitos, ameaças e desafios para as populações cerradeiras que resistem, a pesquisa de campo do projeto “Articulação em rede e participação social para a conservação do Cerrado’’ objetiva oferecer sua contribuição com a disponibilização de informações, relatório e cartilha com os frutos dessas vivências e aprendizados nos territórios.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Compostagem em comunidades tradicionais geraizeiras

por Mario Alberto Santos, via Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB)

Este folheto é um guia didático para auxiliar na instalação de um modelo de compostagem feito no âmbito da Oficina Pedagógica para tratamento de resíduos sólidos orgânicos e produção de insumos agrícolas. Esta oficina compõe as atividades do Projeto Quintais Produtivos, Agroecologia e Segurança Alimentar no vale do rio Guará, São Desidério-BA, que tem o objetivo de apresentar e divulgar tecnologias sociais e práticas sustentáveis para a produção agroecológica de alimentos, para a recuperação, conservação do solo e para o tratamento de resíduos sólidos orgânicos em comunidades tradicionais Geraizeiras no oeste da Bahia. O financiamento do projeto é do CEPF Cerrado (sigla em inglês para Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos), fundo internacional administrado no Brasil pelo IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil), localizado em Brasília-DF. A responsabilidade técnica é do Grupo de Pesquisa e Extensão: Educação Geográfica, Diálogo de Saberes e Cerrado, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), e tem parceria com a Fundação Escola Politécnica da Bahia (FEP-BA), responsável pela gestão financeira.

Acesse a versão disponível em pdf.

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projetos no Cerrado receberam a visita do CEPF neste mês de setembro

Equipe de pesquisadores do projeto “Evitando a extinção do pato-mergulhão” reunida com o time do CEPF na área de ocorrência da espécie, na região da Chapada dos Veadeiros, Goiás, Brasil.

Neste mês de Setembro, alguns projetos que contam com apoio do CEPF Cerrado e que estão em fase de conclusão, receberam a visita da diretora e da gerente de subvenções do CEPF, Peggy Poncelet e Deborah Miller e do Time de Implementação Regional.

Alguns projetos visitados foram “Evitando a extinção do pato-mergulhão” e “Salvando a rolinha-do-panalto”, executados respectivamente pelo Instituto Amada Terra e SAVE Brasil, que trabalham para proteger espécies de aves criticamente ameaçadas e que ocorrem em ecossistemas únicos e frágeis no Cerrado. As ações voltadas ao pato-mergulhão visam evitar sua extinção na região da Chapada dos Veadeiros (GO), no intuito de avaliar seu habitat e hábitos de dispersão. Em relação à espécie rolinha-do-planalto, o objetivo do projeto é promover a conservação a longo prazo do Cerrado na área onde a espécie foi redescoberta.

O registro de novos indivíduos da espécie, a produção de conhecimento sobre as áreas onde ocorrem e envolvimento da sociedade

Equipe da SAVE Brasil, CEPF e IEB em visita à área de ocorrência da rolinha-do-planalto, região de Botumirim, Minas Gerais, Brasil. Foto: Acervo CEPF

nas ações de conservação, são alguns dos resultados atingidos até então por estes projetos em suas respectivas áreas e regiões de atuação.

Outro projeto que recebeu a visita de nosso time foi “Uso do geoprocessamento no manejo do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga-SHPCK”, que é executado pela própria Associação Quilombo Kalunga (AQK) e visa implementar a melhoria e a consolidação da gestão ambiental do território, por meio de mapeamento e uso de tecnologia para garantir a melhoria na qualidade de vida de todos os moradores do território Kalunga e gerações futuras. *Localizado no norte/nordeste goiano, o Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (SHPCK) possui uma área de 262 mil hectares, e compreende os municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre onde residem mais de duas mil famílias, chegando a quase dez mil pessoas. O Kalunga é a maior comunidade remanescente de quilombo do Brasil, organizada em mais de 20 comunidades e 42 localidades. Até então, este projeto realizou capacitação de jovens Kalunga para o manuseio de tecnologias relacionados ao geoprocessamento, adquiriu equipamentos que ajudam na gestão de grande parte do território, proporcionou maior visibilidade ao trabalho desenvolvido pela AQK, fomentou novas parcerias e gerou dados inéditos sobre aspectos ambientais e sociais do território.

Mesa de abertura no IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. Foto: A. Amaral / Acervo IEB.

Durante a visita ocorreu também o IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, evento promovido pela Rede Cerrado, que conta com apoio do CEPF Cerrado para executar o projeto “Rede fortalecida, Cerrado conservado”. Na oportunidade, algumas instituições parceiras do CEPF Cerrado promoveram discussões importantes relacionadas à temas como gênero e território, comércio justo e solidário da cadeia do baru, gestão territorial e ambiental nas terras indígenas do Cerrado, conflitos socioambientais no MATOPIBA e a comercialização dos produtos agroextrativistas do Cerrado. Fique ligado, pois logo vamos publicar mais notícias sobre o desdobramento destas discussões durante o IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. Confira nossos canais de comunicação para mais informações sobre os parceiros e sobre os projetos executados com apoio do CEPF Cerrado!


*Texto retirado do site http://quilombokalunga.org.br/info-visitantes/

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Árvore criticamente ameaçada do Cerrado mineiro engaja pesquisadores e sociedade em prol da conservação

O faveiro-de wilson, cujo nome científico é Dimorphandra wilsonii Rizzini, da família das leguminosas (Fabaceae), é uma espécie ameaçada de extinção, categoria “Criticamente em Perigo de Extinção”. Ela é endêmica da região central de Minas Gerais, na transição do Cerrado para a Mata Atlântica, ou seja, não existe em nenhum outro lugar do mundo. Por ser tão raro, o faveiro-de-wilson é protegido pelo Decreto Lei no 43904/2004 de Minas Gerais. O faveiro-de-wilson chegou próximo da extinção devido à destruição das matas da região, principalmente nos últimos 60 anos. Até agora foram encontradas pouco mais de 300 árvores na natureza, e a maioria delas está isolada no meio de pastagens, onde tem grande dificuldade de se reproduzir. As árvores do faveiro-de-wilson podem ser encontradas também em capoeiras e matas, tanto nas baixadas quanto nas encostas e topos de morro*.

©Fernando Fernandes / Acervo SAFZB-BH

O projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-wilson” é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e recebe apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). O projeto teve início em novembro de 2017 e já conta com várias ações em andamento, dentre encontros, capacitações e visitas às áreas de ocorrência da espécie, atuando em uma extensão de 5.215 km², onde estão os 18 municípios de ocorrência do faveiro. “A execução do projeto na região tem propiciado, além do aumento de conhecimento, um aumento do grau de conscientização ambiental e maior engajamento na defesa do meio ambiente nas pessoas locais”, relata Fernando Fernandes, pesquisador e líder do projeto. Em dezembro de 2018, Fernando foi selecionado como finalista ao Prêmio Natureza Gerais, instituído pelo governo estadual por meio do pelo Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais (COPAM) e recebeu uma homenagem ao seu trabalho em prol da conservação do meio ambiente.

©Acervo SAFZB-BH

Em dezembro do último ano foram semeadas 3.000 sementes da espécie no Jardim Botânico de Belo Horizonte (MG) e no viveiro Árvores Gerais, no município de Florestal (MG), visando a produção de mudas para a reintrodução do faveiro em suas áreas de ocorrência.

Veja o vídeo abaixo para saber mais sobre o trabalho da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte com a espécie faveiro-de-wilson!


*Texto retirado do site da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte.

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

Novo arranjo de investimento inteligente para o clima visa promover o uso sustentável da terra e da água na região do Cerrado mineiro

texto original disponível via IUCN

Marcas globais de café e organizações ambientais apoiam um programa inovador liderado pelo Consórcio de Águas do Cerrado

Patrocínio, Minas Gerais, Brasil, 8 de agosto de 2019 – Um arranjo de investimento inovador e inteligente para proteger a biodiversidade e o fornecimento de água no planalto central do país começou este mês, de acordo com o Consórcio Cerrado das Águas, apoiado por algumas das principais marcas de café e organizações de conservação do mundo.

Com base em um projeto liderado pela IUCN e apoio inicial da Nespresso, as grandes marcas de café Nestlé e Lavazza e a trading Expocaccer, agora juntaram forças para firmar um compromisso de cinco anos para apoiar a iniciativa do Consórcio Cerrado das Águas na região do Cerrado mineiro, uma das principais áreas de cultivo de café do Brasil e um hotspot de biodiversidade reconhecido mundialmente.

O Consórcio planeja investir na proteção dos ecossistemas naturais encontrados em 124 propriedades, ao longo da bacia do rio Feio, no estado de Minas Gerais, que está cada vez mais ameaçada pelo uso insustentável da terra, pelo uso ineficiente da água e pelas mudanças climáticas. A região é responsável por 12% da produção nacional de café.

“Promover a recuperação e conservação dos serviços ecossistêmicos como um seguro contra a mudança climática nessa importante paisagem é um dos principais objetivos do programa de investimentos”, diz Guilherme Amado, gerente da Nespresso no Brasil. “No local piloto em Patrocínio, onde todo o município e cafeicultores dependem dessa única bacia, os agricultores também terão uma visão clara da degradação dos serviços ecossistêmicos em suas fazendas e receberão aconselhamento profissional e financiamento para torná-los resilientes às mudanças climáticas”

“Sob o novo programa de investimentos, os proprietários de terra serão literalmente gerentes de ativos ambientais e suas decisões de proteger os principais serviços ecossistêmicos – como a vegetação nativa e córregos – contribuirão diretamente para a restauração da paisagem do Cerrado ”, diz Giulia Carbone, Diretora Adjunta do Programa de Negócios e Biodiversidade da IUCN.

No primeiro ano, as quatro empresas se comprometeram com quase US$ 100 mil para apoiar o Consórcio. Além disso, este recebeu uma doação de US$ 400.000, a maior até o momento, do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) para implementar o novo esquema, chamado de Programa de Investimentos para Produtores Conscientes. Este foi o maior subsídio já concedido pelo CEPF, que tem doadores, como a Agência Francesa de Desenvolvimento, a Conservação Internacional, a União Europeia, o Fundo Mundial para o Meio Ambiente, o Governo do Japão e o Banco Mundial.

Gláucio de Castro, Presidente do Consórcio Cerrado das Águas. Fotos: Acervo FUNDACCER

“A Lavazza acredita firmemente que a sustentabilidade é uma responsabilidade compartilhada e que a integração entre crescimento econômico, inclusão social e proteção ambiental é o único paradigma que pode criar valor. Como uma iniciativa de participação múltipla, o Consórcio Cerrado das Águas demonstrou por que as empresas precisam adotar uma abordagem de longo prazo e contribuir para o cenário mais amplo em que trabalhamos ”, afirma Mario Cerutti, Diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Lavazza.

A região do Cerrado abrange 21% do país e 11 milhões de hectares estão no estado de Minas Gerais. Seu bioma é único, dado o número de espécies endêmicas. Além disso, a região fornece 40% da água doce do país, mas 29 das bacias hidrográficas estão em “áreas de conflito de água”, segundo o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM).

 “Promover a restauração e conservação dos serviços ecossistêmicos como um seguro contra as mudanças climáticas é um objetivo fundamental do programa de investimentos”, afirma o diretor sênior de Conservação Internacional do Brasil, Miguel Moraes. “Em Patrocínio, onde a comunidade e os cafeicultores compartilham a única bacia hidrográfica, os produtores poderão administrar o fluxo de água pela primeira vez. Os produtores também terão uma visão clara da degradação dos serviços ecossistêmicos em suas propriedades e receberão aconselhamento profissional e financiamento para ajudar a tornar esses serviços resilientes às mudanças climáticas ”.

Todos esses esforços são críticos para restaurar a paisagem e garantir que as cadeias de valor do café sejam sustentáveis. Como Peggy Poncelet, diretora de subsídios do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos diz: “O objetivo é alcançar a restauração livre de químicos com espécies nativas do Cerrado e fornecer aos produtores de café conhecimento sobre práticas agrícolas inteligentes e gestão de recursos hídricos para conciliar café sustentável, produção e conservação deste importante hotspot global para a biodiversidade. Por exemplo, parcerias com laboratórios agroecológicos locais, como a Emater (uma organização do setor público que oferece extensão rural), ajudarão a testar novas tecnologias para reduzir a incidência de ervas daninhas e doenças e, finalmente, restaurar a paisagem ”.

Sobre o Consórcio Cerrado das Águas

Criado em 2015, o Consórcio Cerrado das Águas, uma organização legalmente independente, é uma plataforma que reúne empresas, organizações da sociedade civil e representantes do governo com o objetivo de promover o desenvolvimento ambiental através da restauração da paisagem e manutenção dos serviços ecossistêmicos do Cerrado. Os membros do Consórcio incluem: CerVivo, Conservação Internacional, Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF), Cooxupé, Expocaccer, Federação dos Cafeicultores do Cerrado, UICN, Lavazza, Nespresso e Nestlé.

Para mais informações, acesse a página do Consórcio Cerrado das Águas no site da IUCN.

Área em restauração em Patrocínio, MInas Gerais.

Programa de premiação para produtores conscientes – restaurando serviços ecossistêmicos no Cerrado

O projeto “Programa de premiação para produtores conscientes – restaurando serviços ecossistêmicos no Cerrado” é executado pela Fundação de Desenvolvimento do Cerrado Mineiro (FUNDACCER). O objetivo central do projeto é estabelecer e implementar uma estratégia para restaurar a provisão de serviços ecossistêmicos na bacia do Córrego Feio a longo prazo, por meio de um processo de engajamento dos produtores e atores locais. A FUNDACCER é uma organização sem fins lucrativos criada pela Federação dos Cafeicultores para promover a pesquisa, capacitação e coesão social em 55 municípios do Cerrado mineiro. Esses produtores de café enxergaram a necessidade de agir para garantir uma segurança climática na região a longo prazo. Sendo assim, o Consórcio das Águas do Cerrado trabalha de forma colaborativa para construir cenários transformadores, que resultam em paisagens produtivas e sustentáveis com o objetivo de:

1. Melhorar as práticas de gestão do solo e da água.
2. Promover a restauração da vegetação nativa e conservação de corredores ecológicos em nível regional.
3. Facilitar o intercâmbio de informações, através de serviços de extensão técnica para agricultores, a fim de melhorar as práticas ambientais.
4. Incentivar e facilitar o processo de regularização legal das fazendas, buscando conformidade com o Código Florestal.
O projeto conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Saiba mais sobre o Consórcio Cerrado das Águas e o Programa Produtor Consciente no vídeo abaixo:


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Ecoturismo de base comunitária na comunidade quilombola Furnas da Boa Sorte, MS avança com capacitações e infraestrutura

por WWF-Brasil e Instituto Mamede

Ecoturismo de base comunitária na comunidade quilombola Furnas da Boa Sorte, Corguinho/MS, avança com curso em comunicação e marketing e a instalação de placas sinalizadoras ao turista


Mais um encontro marcou o processo de implantação do Ecoturismo de Base Comunitária na Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, em Corguinho/MS.

Rica em paisagens deslumbrantes e biodiversidade exuberante, o lugar de características prístinas, contagia e encanta o visitante, e não há falta de inspiração para o Ecoturismo. Tudo remete à natureza e interage com ela. A comunidade se localiza em área de transição entre Cerrado e Pantanal, cujo relevo singular, com morros e encostas providos pelo Planalto de Maracaju, ali se despede das altitudes mais elevadas e aos poucos vai se rendendo à planície de inundação pantaneira. Além da natureza, os visitantes têm a oportunidade de imersão na história e cultura da Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte.

©Acervo Instituto Mamede

Desta vez, o módulo do curso de Ecoturismo de Base Comunitária – EcoTBC, na Comunidade trouxe o tema Comunicação e Marketing no Ecoturismo de Base Comunitária. O módulo foi ministrado

pela equipe do Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo, WWF-Brasil e ainda contou com a participação especial da Fundação de Turismo do Mato Grosso do Sul- FUNDTUR. Simone Mamede, coordenadora do curso de formação em Ecoturismo de Base Comunitária no Projeto Municípios Sustentáveis, afirmou que “o trabalho de Ecoturismo de Base Comunitária da Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte vem sendo organizado a muitas mentes e mãos, envolvendo o protagonismo da comunidade, o apoio de profissionais da área do turismo, do meio ambiente e da sustentabilidade. A união de todos tem proporcionado os avanços na construção de um território mais sustentável para atuais e futuras gerações. Entre as ações norteadoras estão: o turismo responsável, o diálogo intergeracional, o respeito e a valorização da cultura quilombola, assim como o respeito pela natureza. Que continuemos semeando a sustentabilidade junto as atuais e futuras gerações”. Até o momento, foram realizados três módulos com os temas: EcoTBC: Planejamento e sustentabilidade; Produtos, serviços e roteiros em EcoTBC e o último realizado nos dias 12 a 14 de julho, sob o tema Comunicação e Marketing. Além do conteúdo relacionado à produção, estratégias de comunicação e divulgação, o curso abordou fotografia de natureza e sustentabilidade. Pelo relato de Maristela Benites, ministrante do curso de Ecoturismo de Base Comunitária – Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo, “a experiência da construção do EcoTBC na Comunidade Quilombola Furnas da Boa tem sido muito especial. Cada passo desse processo é uma conquista, cheia de desafios, especialmente por se tratar de algo novo, mas, ao mesmo tempo, com muitas vitórias e descobertas. O sucesso do último módulo se deu não somente pelo conteúdo necessário e de qualidade à implantação dessa modalidade turística, mas por inaugurar definitivamente um destino turístico diferencial, rico em cultura e biodiversidade. As placas instaladas tem vários significados dentro dessa perspectiva, mas a mensagem principal transmitida é: “Turista, pode chegar que estamos te esperando”! Assim vamos construindo em favor de territórios sustentáveis”.

©Acervo WWF-Brasil

Neste módulo com o financiamento da União Europeia (“European Union”), foram instaladas placas de sinalização em algumas residências anfitriãs do EcoTBC e em alguns pontos na estrada. Famílias que estão participando desde o início do projeto, receberam placas indicativas dos serviços que oferecem ao turista, como: camping, hospedagem domiciliar (cama e café) e refeição. O curso foi especial e simbólico, pois definitivamente marcou a materialização do EcoTBC na comunidade quilombola, através da instalação das placas, as quais foram gentilmente patrocinadas pela União Europeia com apoio do WWF-Brasil. Para o Sr. Deoclides, integrante da comunidade, “o curso de Ecoturismo e a instalação das placas do Ecoturismo de Base Comunitária é uma forma de divulgar a comunidade, é uma forma de dizer que a comunidade quilombo da Boa Sorte existe”. 

Participaram do curso moradores da comunidade quilombola, universitários, gestores públicos, turismólogos, publicitários e microempresárias do turismo. Elizandra Dutra, turismóloga e aluna do curso de formação em Ecoturismo de Base Comunitária na comunidade quilombola, nos contou que “a dinâmica e a metodologia utilizadas no curso de Ecoturismo de Base Comunitária realizado na comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte possibilitaram uma melhor compreensão dos conteúdos abordados, permitindo a todos vivenciar na prática junto à comunidade todo conhecimento teórico, fortalecendo ainda mais o aprendizado”.

Os professores, Rodrigo Motta falou sobre marketing em redes sociais, Don Eaton sobre municípios sustentáveis, Simone Mamede sobre ecoturismo de base comunitária, Geancarlo Merighi sobre Rota Turística Caminhos dos Ipês, Alexandre sobre produção audiovisual, Bolivar Porto sobre fotografia de natureza e Maristela Benites sobre sustentabilidade. Os conteúdos se integraram harmonicamente. Com tanta inspiração proporcionada pela sociobiodiversidade local, não faltou matéria-prima para cada palestrante.

©Acervo Instituto Mamede

Ao final do curso, a comunidade nos brindou com produtos da terra, como: banana, mamão e mandioca, e produtos culinários por eles confeccionados: garapa, rapadura, melado, bolos e doces. Os produtos podem ser adquiridos na comunidade.

A Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte é gestora do Ecoturismo de Base Comunitária e pode delinear seu próprio destino.

A iniciativa é apoiada pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), e executada por WWF-Brasil e Instituto Mamede, e integra o projeto “Municípios Sustentáveis, protegendo o berço das águas do Cerrado e as cabeceiras do Pantanal”. Além do turismo comunitário, o projeto abrange a coleta de sementes de espécies nativas do Cerrado para recuperação de áreas degradadas, o que permite constatar que as duas iniciativas integradas impactam positivamente e agregam valor às cadeias produtivas locais e regionais e mostram como é possível desenvolver sem destruir o Cerrado, mantendo estáveis os serviços ambientais providos pela natureza. Sustentabilidade assim se vislumbra quando comunidades são efetivamente envolvidas e beneficiadas, o ambiente é explorado de forma responsável e a economia prospera. De acordo com Don Eaton, coordenador do projeto, “além das maravilhas cênicas, os visitantes para Comunidade Quilombola Furnas de Boa Sorte podem relaxar e desfrutar da hospitalidade da comunidade e de suas comidas e artesanato tradicionais. As placas financiadas pela União Europeia e criadas pela comunidade ajudará a transformar o programa de turismo em uma fonte real de renda familiar enquanto preservar seu ambiente natural”.

©Acervo Instituto Mamede

Cada passo é uma conquista e mostra inegável avanço, fruto do empenho e união de todos. Aos poucos o sonho tem se tornado realidade e vamos avançando na construção de territórios sustentáveis!

Este módulo contou com a parceria da Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), em presença do diretor de desenvolvimento do turismo e de mercado – Geancarlo Merighi e do profissional Bolivar Porto. De acordo com Geancarlo, “os projetos de desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária são considerados uma importante ferramenta pra diversificação de renda nas pequenas propriedades. Quando envolve comunidades especificas, como indígenas e quilombolas, o Turismo de Base Comunitária além de diversificar a renda, tem a capacidade de divulgar, além das belezas naturais, a cultura e o modo de vida tradicional deles, ou seja faz a Promoção do Ser Humano”.

O Instituto Mamede e WWF Brasil, agradecem e parabenizam todos os esforços da comunidade e parceiros que tem se unido a luta para a construção de territórios mais sustentáveis e de convivência harmônica com a natureza.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Acontece em Brasília o 2o Workshop Nacional de Mosaicos de Áreas Protegidas

Começou hoje em Brasília o II Workshop Nacional de Mosaicos de Áreas Protegidas, que segue até o dia 13 de junho reunindo alguns representantes dos mosaicos reconhecidos no país. Atualmente existem 25 mosaicos reconhecidos no Brasil, sendo 16 em âmbito federal e 9 em âmbito estadual. O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado), com o apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil aporta recursos para projetos de conservação na região do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu, que está localizado na região norte de Minas Gerais.

O II Workshop Nacional de Mosaicos de Áreas Protegidas tem o objetivo de contribuir para o intercâmbio, discussões conceituais, embasamento legal e proposição de diretrizes que visam ampliar os avanços dos instrumentos de gestão territorial voltado às áreas protegidas, na conservação e na promoção do desenvolvimento sustentável, além de traçar estratégias para atuação conjunta do poder público, sociedade civil e terceiro setor. O evento é organizado pela Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas (REMAP), que visa unir esforços de indivíduos e organizações públicas, privadas e coletivas com fins de fortalecer as iniciativas de conservação da natureza e promoção de bem estar e qualidade de vida humana em territórios protegidos e seu entorno.  O encontro também conta com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (lEB)/CEPF Cerrado, WWF-Brasil, Fundação Vitória Amazônia (FVA), WCS-Brasil, Instituto, Sociedade, População e Sociedade (ISPN); Fundação Pró-Natura (FUNATURA), Instituto Biotrópicos, Conservação Internacional (CI), SOS Mata Atlântica, Imaflora, Projeto Terra-Mar e Rede Brasileira de Reservas da Biosfera, entre outros.

II Workshop Nacional de Mosaicos de Áreas Protegidas. Foto: Claudia Sachetto/Acervo IEB

A programação deste primeiro dia foi focada nos painéis, que envolveram temas como panorama geral sobre Mosaicos e reservas da Biosfera, uso dos recursos naturais, proteção integrada e oportunidades sociais. A partir de amanhã o encontro continua com alguns painéis de discussão,  trabalho em grupos temáticos por bioma e nas plenárias.

Mais informações nos sites do WWF-Brasil e Imaflora!

Anote aí:

II Workshop Nacional de Mosaicos de Áreas Protegidas

Quando: De 11 a 13 de junho, a partir das 8h

Onde: Edifício ParlaMundi da LBV, Brasília

Quanto: Acesso gratuito


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Aprovado em Goiás o primeiro regimento interno de um quilombo no Brasil

Iniciativa da Associação Quilombo Kalunga será modelo para outras comunidades quilombolas

por Associação Quilombo Kalunga

A Associação Quilombo Kalunga (AQK) finalizou em maio a elaboração do regimento interno, um projeto pioneiro em nível nacional. O regimento interno estabelece normas para a gestão ambiental e territorial do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (SHPCK), para o reconhecimento da ascendência e da remanescência Kalunga, e para a exploração do turismo no território. O SHPCK é considerado o maior território de quilombo no Brasil, com 261.999,69 hectares, e fica localizado na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

Vilmar de Souza Costa faz a abertura da Assembleia de Representantes das Comunidades Kalunga para elaborar o Regimento Interno da Associação Quilombo Kalunga. Foto: Maria Lúcia Godinho/Acervo AQK.

De 18 de março a 12 de maio foram realizadas 14 assembleias, que envolveram todas as 39 comunidades Kalunga e contaram com a participação de mais de mil pessoas. Nestes encontros foram debatidos os pontos mais importantes que, no entendimento dos presentes, deveriam constar do regimento interno, sendo por eles eram votados e aprovados os conteúdos. Nestas assembleias também foi sendo amadurecida a criação de um Conselho de Representantes da AQK, um colegiado formado por três representantes de cada comunidade local e que passava a integrar a direção da Associação Quilombo Kalunga.

Nos dias 23 a 26 de maio foi realizada a Assembleia de Representantes eleitos nas reuniões das comunidades, na sede da Associação Kalunga de Cavalcante. Foram momentos de intensos debates de cada artigo e de cada parágrafo, sendo, ao final, aprovado.

De acordo com Vilmar Souza Costa, presidente da Associação Quilombo Kalunga, o regimento interno é de essencial importância para regulamentar as relações existentes dentro do território, sempre respeitando os costumes, os saberes e as tradições do povo Kalunga. “A criação do nosso regimento é mais uma demonstração da capacidade do povo Kalunga de se organizar, de defender e de gerir seu território. Construímos de forma coletiva e participativa as nossas próprias normas, que serão seguidas por todo o nosso povo”, afirma Costa.

Maria Aparecida Mato, diretora-executiva da CONAQ – Coordenação Nacional de Articulações das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Brasil – participou de uma das 14 assembleias e enalteceu a importância das normas e a cultura de um povo quilombola serem colocadas no papel, como uma prova escrita e concreta de tudo que está estabelecido. “Este é o primeiro quilombo do Brasil a criar um regimento interno. É um exemplo e um modelo que será seguido por várias outras comunidades quilombolas do Brasil”, revela.

Geoprocessamento e preservação nas assembleias

Outro tema das assembleias foi o projeto “Uso do Geoprocessamento na Gestão do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga – SHPCK”, fomentado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, da sigla em Inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) e com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)O projeto tem como objetivos conhecer com profundidade a realidade das comunidades Kalunga, usar a tecnologia de geoprocessamento  para mapear detalhadamente o território, promover a ocupação do SHPCK de uma forma mais sustentável e fazer com que os Kalunga sejam reconhecidos internacionalmente como defensores da conservação da biodiversidade.

Representando o CEPF/IEB, Michael Jackson faz pronunciamento sobre a importância da organização do povo Kalunga para realizar a gestão ambiental e territorial. Foto: Maria Lúcia Godinho/Acervo AQK.

Desde janeiro está sendo feito o levantamento e o cadastro socioeconômico dos moradores do SHPCK, com a meta de participação de todas as 1,5 mil famílias quilombolas. Terminado o levantamento, será feita a associação dos levantamentos de campo com a base cartográfica e o mapeamento temático realizado por meio de geoprocessamento e sensoriamento remoto. Será feito também o levantamento cadastral das atividades de garimpo, retirada ilegal de madeira e pesca predatória, e dos atrativos turísticos.

As assembleias ainda tiveram como foco a mobilização das famílias quilombolas sobre a importância da conservação da biodiversidade em todo o território. Para isso, foram confeccionados 4 mil calendários, que foram entregues nas casas Kalunga, além de pessoas e de locais estratégicos dos municípios de Alto Paraíso, Cavalcante, Campos Belos, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás. Também foram confeccionados banners, fixados em todas as escolas municipais, estaduais e particulares nos cinco municípios.

De acordo com o levantamento prévio feito pela Associação, há 19 espécies localmente ameaçadas encontradas na região. As espécies-alvo de conservação foram priorizadas de acordo com o critério de grau de ameaça, focado em espécies que enfrentam risco extremamente elevado de extinção na natureza, exigindo ações urgentes de conservação.

Sobre a Associação Quilombo Kalunga

A Associação Quilombo Kalunga é uma organização civil, sem fins lucrativos e sem finalidade econômica, fundada em outubro de 1999. É constituída pelas Associações Kalunga de Cavalcante, de Monte Alegre, de Teresina e do Engenho II, além da Epotecampo. Ela representa o maior território de quilombo no Brasil, com 262 mil hectares de terras. A Associação promove a defesa de interesse de todas as comunidades formadas por moradores do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (SHPCK), espalhados entre os municípios goianos de Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás, e representá-las em todas as instâncias legais e administrativas.

Mais informações:

Telefone: (62) 3494-1062

E-mail: aqkalunga@gmail.com

Facebook da AQK.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Qual a importância do Cerrado para a biodiversidade global?

Cerrado é o maior hotspot no Hemisfério Ocidental, cobrindo mais de 2 milhões de km² no Brasil e partes menores (cerca de 1%) da Bolívia e do Paraguai. O bioma Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, cobrindo uma área de 2.039.386 km², 24% do território do Brasil.

 

 

Reconhecido como um hotspot global de biodiversidade, o Cerrado destaca-se pela abundância de espécies endêmicas, abrigando aproximadamente 12.070 espécies de plantas nativas catalogadas, das quais 34,9% (4.208) são endêmicas¹. O Cerrado contém 13,4% de todas as espécies de plantas na região neotropical e 1,5% de todas as espécies de plantas do mundo. A grande diversidade de habitats resulta em transições notáveis entre as diferentes tipologias de vegetação. Um total de 251 espécies de mamíferos vive no Cerrado, juntamente com avifauna rica, que compreende 856 espécies. A diversidade de peixes (800 espécies), répteis (262 espécies) e anfíbios (204 espécies) também é elevada. Por essas razões, em termos biológicos, o Cerrado é considerado uma das regiões de savana tropical mais ricas do mundo².

Mauritia flexuosa, buriti/©Bento Viana. Acervo ISPN

Além de suas especificidades ambientais, o Cerrado também apresenta grande importância social. Muitas pessoas dependem dos recursos naturais que o bioma oferece para sobreviver com qualidade de vida, incluindo grupos indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos e quebradeiras de coco babaçu, que são parte do patrimônio histórico e cultural do Brasil e compartilham o conhecimento tradicional da biodiversidade. Mais de 220 espécies são conhecidas para uso medicinal e muitas frutas nativas são regularmente consumidas por moradores locais e vendidas nos centros urbanos, como o pequi (Caryocar brasiliense Cambess.), buriti (Mauritia flexuosa L.f.), mangaba (Hancornia speciosa Gomes), cagaita (Eugenia dysenterica (Mart.) DC.), bacupari (Salacia crassifolia (Mart. ex Schult.) G.Don), araticum (Annona crassiflora Mart.) e baru (Dipteryx alata Vogel).

No entanto, numerosas espécies de plantas e animais estão ameaçadas ou correm risco de extinção. Estima-se que 20% das espécies nativas e endêmicas não são protegidas por nenhuma das áreas protegidas legais e pelo menos 339 espécies de animais que ocorrem no Cerrado estão ameaçadas de extinção, de acordo com as listas oficiais. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu com a ocupação humana. É esta combinação de condições, elevada biodiversidade e alto grau de ameaça pela perda de habitat, que fez com que esses dois biomas fossem considerados prioritários para o investimento em conservação da biodiversidade e serviços ecossistêmicos.

Apesar das ameças, o conhecimento sobre a biodiversidade do Cerrado evoluiu significativamente na última década. No entanto, muitas lacunas que ainda existem sugerem a necessidade de maiores investimentos em inventários e estudos para diferentes grupos biológicos³. Pesquisas mostram que, entre 1998 e 2008, 1.300 novas espécies de vertebrados foram descritas por cientistas no Brasil4. Destas, 347 espécies de vertebrados foram encontradas em locais de Cerrado, sendo 222 novas espécies de peixes, 40 anfíbios, 57 répteis e 27 mamíferos. Estes números reveladores reforçam a relevância biológica colossal do Cerrado.

Pato-mergulhão/©Marcelo Ismar Santana. Acervo Instituto Amada Terra

Com estes dados não temos dúvida sobre a importância biológica do Cerrado. O tamanho deste hotspot, a complexidade de sua heterogeneidade ambiental, os altos níveis de endemismo de espécies e as ameaças iminentes constituem um grande desafio em relação à conservação de sua biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos, bem como para a promoção de desenvolvimento mais sustentável na região, incluindo os habitantes que vivem em estreito contato com a natureza.

Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fundvem atuando desde 2000 para assegurar a participação e contribuição da sociedade civil na conservação de alguns dos ecossistemas mais ricos do mundo do ponto de vista biológico, porém atualmente ameaçados. O objetivo é promover a conservação em áreas biológicas de alta prioridade e numa escala de paisagem. Em 2013, o Conselho de Doadores do CEPF selecionou o Cerrado como um dos hotspots prioritários para investimentos na promoção da conservação entre os anos de 2016 e 2021. Para garantir que a estratégia CEPF tenha impacto significativo sobre a conservação da biodiversidade no hotspot, alguns investimentos se concentram em determinadas espécies e regiões prioritárias. Neste sentido, o CEPF Cerrado trabalha com uma linha específica de apoio a proteção das espécies ameaçadas no hotspot, onde seis espécies prioritárias entre as 1.593 consideradas espécies vulneráveis ou insubstituíveis foram selecionadas para investimentos. Conheça as espécies e os projetos que trabalham no apoio a sua proteção e conservação no Cerrado:

Classe Família Espécie Projeto
Magnoliopsida Cactaceae Uebelmannia buiningii Ecologia e recuperação de Uebelmannia buiningiiInstituto Jurumi
Magnoliopsida Fabaceae Dimorphandra wilsonii (faveiro-de-wilson) Manejo e proteção do faveiro-de-wilson – Sociedade dos Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte
Aves Columbidae Columbina cyanopis (rolinha-do-planalto) Salvando a rolinha-do-planalto e seu habitat único no CerradoSAVE Brasil
Aves Thraupidae Sporophila maximiliani (bicudo) Reintrodução do bicudo em áreas-chave para a conservação do CerradoInstituto Ariramba
Aves Anatidae Mergus octosetaceus (pato-mergulhão) Evitando a extinção do pato-mergulhão Instituto Amada Terra
Amphibia Hylidae Phyllomedusa/ Pithecopus ayeaye Conservação de Pithecopus ayeaye, espécies relacionadas e seus ecossistemasInstituto Araguaia

 

Columbina cyanopis, rolinha-do-planalto/©Ciro Albano. Acervo SAVE Brasil

Para o Cerrado, estas seis espécies que são altamente ameaçadas globalmente e que possuem Plano de Ação Nacional (PAN), ou fazem parte de um regional, foram priorizadas para investimentos do CEPF. Por meio da coordenação com os Grupos de Apoio aos Planos de Ação Nacional (GAPANs) foram identificadas ações prioritárias estabelecidas nos PANs relacionadas à estas espécies prioritárias. O financiamento do CEPF também vêm buscando apoiar a implementação dessas ações, especialmente as que estão relacionadas com a gestão e proteção dos habitats. O grande objetivo do CEPF Cerrado é melhorar o estado de conservação destas espécies.

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos CEPF Cerrado e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) trabalham para contribuir com a proteção destas espécies e com a conservação do Cerrado, através de apoio a projetos em diferente regiões do bioma. Esse apoio confere incentivos à expansão e criação de áreas protegidas, proteção às espécies ameaçadas, apoio à restauração e ao monitoramento ambiental, entre outros. O objetivo é promover a conservação em áreas biológicas de alta prioridade e numa escala de paisagem. A partir desta perspectiva, o CEPF identifica e apoia uma abordagem regional, envolvendo uma ampla gama de instituições públicas e privadas para atender as necessidades de conservação por meio de esforços coordenados. O CEPF é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), Governo do Japão e Banco Mundial, com vistas a oferecer financiamento para proteção de ecossistemas únicos e ameaçados – conhecidos também como hotspots de biodiversidade.

Saiba mais sobre nossas ações no Cerrado em http://cepfcerrado.iieb.org.br/lista-projetos/!


Texto extraído do Critical Ecosystem Partnership Fund. 2017. Perfil do ecossistema: hotspot de biodiversidade do Cerrado. Org. Sawyer, D. et al., Brasília, DF: Supernova.

Referências:

¹FORZZA, R.C. et al. New Brazilian floristic list highlights conservation challenges. BioScience, Oxford, v. 62, p. 39-45, 2012.

²MITTERMEIER, R.A. et al. Hotspots revisited: earth’s biologically richest and most endangered terrestrial ecoregions. Washington, D.C.: Cemex, 2004.

³MARINHO-FILHO, J. et al. Evolução do conhecimento e da conservação do Cerrado brasileiro. In: DINIZ, I. R. et al. (Org.). Cerrado: conhecimento científico quantitativo como subsídio para ações de conservação. Brasília: Thesaurus, 2010. p. 13-31.

4CAVALCANTI, R. B. et al. Cerrado. In: SCARANO, F. R. et al. (Org.). Biomas brasileiros: retratos de um país plural. Rio de Janeiro: Casa da Palavra; CI, 2012. p. 56-91.

 

Projetos apoiados pelo IEB e CEPF Cerrado apresentaram seus resultados no Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto

No período de 14 a 17 de abril foi realizado na cidade de Santos – SP o XIX Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR). Dentre as várias atividades do Simpósio, ressalta-se a Sessão Temática intitulada “Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAS): Sensores e Aplicações”, coordenada pelos parceiros do CEPF Cerrado, Dr. Gustavo Manzon Nunes, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e Dr. Manuel Eduardo Ferreira, da Universidade Federal de Goiás (UFG)/LAPIG. Além das palestras dos doutores Gustavo e Manuel, a sessão contou com a participação de Eben Broadbent (USA, Universidade da Flórida) e Victória González-Dugo (Espanha, IAC/ CSIC, Córdoba), que apresentaram resultados de pesquisas com o uso de sensores LiDAR, hiperespectrais, multiespectrais e termais embarcados em drones, além de abordar as principais técnicas e algoritmos de processamento utilizados para mapeamento e tomada de decisão.

Palestra do Dr. Gustavo Nunes no XIX Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR). Foto: acervo LabSensoR.

O Dr. Gustavo coordena o projeto “Mapeamento de Recursos Hídricos do Corredor da Chapada dos Guimarães” que conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Funde Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). No evento, Gustavo apresentou resultados preliminares obtidos com a utilização de dados de satélites, câmeras digitais e sensores multiespectrais integrados em Plataformas Aéreas Não Tripuladas (RPAS), visando o mapeamento e diagnóstico de recursos hídricos e de áreas úmidas (Veredas, Campos Úmidos, Brejos, etc.) existentes em 3 áreas-chave para a biodiversidade (KBAs) no Corredor da Chapada dos Guimarães (Parque Nacional Chapada dos Guimarães-PNCG). Em síntese, sua pesquisa visa a identificação e delimitação de áreas de veredas e mapeamento de espécies invasoras, a partir de dados de altíssima resolução espacial e espectral, além da contribuição junto aos gestores do ICMBio, que auxiliará no Plano de Manejo Integrado do Fogo do PNCG.

O Dr. Manuel que coordena o projeto “Plataforma de Conhecimento do Cerrado”, que é executado pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) e também conta com apoio do CEPF Cerrado e do IEB, apresentou os resultados preliminares de sua pesquisa realizada na Bacia Hidrográfica do Rio Vermelho (GO), a qual inclui o uso de múltiplas plataforma aéreas (multi-rotor e asa-fixa) equipadas com diferentes sensores imageadores, visando registrar medidas biofísicas/alométricas do bioma Cerrado. Em outra sessão do SBSR, voltada para as “Novas Plataformas de Bases de Dados”, Manuel apresentou a palestra “Plataforma de Conhecimento do Cerrado: uma proposta de gestão para um bioma crítico e ameaçado”, demonstrando a importância deste projeto, como forma de agregar e disseminar informações geográficas sobre o Cerrado, geradas por inúmeros projetos, muitos destes apoiados pelo CEPF Cerrado e IEB.

Participação do Dr. Manuel Ferrerira no XIX Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR). Foto: acervo LAPIG.

O LabSensoR – Laboratório de Sensoriamento Remoto e Geotecnologias é coordenado pelo Dr. Gustavo Manzon Nunes, professor associado da Faculdade de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus de Cuiabá.  O LabSensoR é associado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU/CNPq-UFMT) e realiza pesquisas relacionadas ao mapeamento e análise de áreas úmidas. No laboratório são realizadas pesquisas na área de Geotecnologias, com ênfase em utilização de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas de asa fixa e multirotores. Também são desenvolvidas análises envolvendo processamento processamento digital de imagens,  processamento digital de dados RADAR, comportamento espectral da vegetação, classificação digital através de técnicas hiperespectrais, análise via geoprocessamento, sistemas de informações geográficas, análise ambiental e ordenamento territorial.

O Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) está vinculado ao Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás (UFG). As suas atividades foram iniciadas em 1994 e contribuíram desde então com a elaboração de diversas monografias, dissertações e teses, além da oferta de disciplinas de sensoriamento remoto, cartografia digital e sistemas de informações geográficas. Em 2010, deram início aos “Geocursos”, um projeto de extensão que oferta cursos de curta e média duração no âmbito das geotecnologias, oferecidos para a comunidade em geral. A pesquisa configura‐se como uma importante frente de atuação com vistas à produção e/ou organização de dados geográficos e documentais voltados ao monitoramento territorial e ambiental dos biomas brasileiros e respectivas paisagens naturais e antrópicas.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Nova população da rolinha-do-planalto foi descoberta no Cerrado

texto original por Margaret Sessa-Hawkins/BirdLife International

Em fevereiro de 2019, a equipe da SAVE Brasil (Representante da BirdLife no Brasil) começou a ouvir relatos emocionantes de membros das comunidades do entorno do Parque Estadual de Botumirim, no estado de Minas Gerais.

A comunidade relatou o avistamento de Columbina cyanopis (Criticamente em Perigo), espécie conhecida popularmente por rolinha-do-planalto, do lado de fora do local onde a ave costumava ser encontrada. A equipe da SAVE Brasil ficou tanto animada quanto cética. Uma das aves mais raras do mundo, a rolinha-do-planalto foi considerada extinta por 75 anos, antes que 14 indivíduos fossem vistos em estado selvagem em 2015. Uma nova população, mesmo pequena, significaria aumento da diversidade genética, e também apontaria para a possibilidade de haver mais indivíduos não descobertos na natureza.

Em 14 de março de 2019, uma equipe saiu em busca das aves. Os pássaros foram vistos dentro dos limites do Parque Estadual de Botumirim, a cerca de 5 quilômetros de onde a população conhecida vive atualmente. A equipe procurou os pássaros ao longo de cinco transectos independentes, tocando gravações de chamadas para atrair os pássaros.

Após 45 minutos, a busca da equipe foi recompensada. Eles avistaram um par da rolinha-do-planalto, enquanto um macho próximo cantava. Nas três horas seguintes, a equipe avistou uma quarta ave na área. O avistamento dos quatro novos indivíduos representou um aumento de 26% em relação à população anteriormente conhecida.

Rolinha-do-planalto. Foto: Ciro Albano/Acervo SAVE Brasil

“Aqueles que trabalham com a conservação da natureza são geralmente muito resistentes, mas é difícil procurar por espécies raras como a rolinha-do-planalto em um habitat que parece perfeito para ele e não encontrá-lo lá”, diz Marcelo Lisita, assistente de projeto Depois de um ano olhando em locais diferentes sem encontrar novos indivíduos, foi com muita emoção que vimos esses poucos em uma nova área.”

A descoberta da rolinha-do-planalto foi significativa além de sua importância para a população de aves. Desde a descoberta da população original em 2015, a SAVE Brasil tem trabalhado de perto com as comunidades vizinhas para aumentar a conscientização sobre a ave. No início de 2018, a SAVE abriu a reserva para os visitantes onde os as aves são encontradas. Desde então, eles vêm trabalhando para tentar garantir que as comunidades se beneficiem do ecoturismo. Ter um membro da comunidade relatando um avistamento, mostra que esses esforços de divulgação são bem-sucedidos.

Apesar da nova população, a perspectiva para a rolinha-do-planalto ainda não está clara, então a SAVE está fazendo todo o possível para aumentar a chance de sobrevivência das espécies. Em janeiro de 2018, com o apoio da Rainforest Trust, a organização conseguiu comprar um pequeno lote de terra onde a ave foi originalmente encontrada, formando a Reserva Natural da Rolinha-do-Planalto. As visitas à reserva são rigorosamente controladas e precisam ser agendadas com antecedência por meio da SAVE. Em 6 de julho do mesmo ano, o governo local estabeleceu, aproximadamente, outros 36 mil hectares de terras protegidas, criando o Parque Estadual de Botumirim, que se sobrepõe à reserva da SAVE e amplia a área total protegida.

Pesquisas recentes sobre a rolinha nos deram razões para sermos esperançosos. Até agora, oito ninhos foram encontrados, embora apenas um filhote tenha fugido. Com a descoberta da nova população, a equipe também renovou seus esforços para procurar outros locais onde a rolinha-do-planalto possa ser encontrada. Fora dos quatro indivíduos relatados pelos membros da comunidade, eles não tiveram sorte, mas não estão perdendo a esperança. Ainda há muitos lugares para serem visitados.

A SAVE Brasil executa o projeto Salvando a rolinha-do-planalto e seu habitat único no Cerrado com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Funde Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Equipe do projeto “Evitando a Extinção do Pato-Mergulhão” registra espécie no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Goiás

por Gislaine Disconzi, Instituto Amada Terra

Rio Preto, Goiás. Foto: Acervo IAT

O projeto Evitando a Extinção do Pato-Mergulhão no Corredor Veadeiros – Pouso Alto – Kalunga, que é executado pelo Instituto Amada Terra, e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Funde Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), realizou expedição a campo neste mês de abril no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Goiás onde avistou OITO INDIVÍDUOS da espécie (Mergus octosetaceus).

O projeto tem realizado uma série de descidas de rios embarcado, na busca da  melhoria da informação sobre a presença do pato-mergulhão na região. A espécie é considerada uma das mais ameaçadas das Américas e foi declarado o Embaixador das Águas Continentais Brasileiras. Nos dias 2 e 3 de abril, uma equipe composta por cinco pessoas, sendo três profissionais de canoagem, o coordenador técnico de campo do projeto e o coordenador de uso público do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, percorreram aproximadamente 40 km do Rio Preto em busca de indivíduos da espécie. Está é a primeira de diversas ações a serem realizadas dentro de uma estratégia de proteção dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, localizado no estado de Goiás.

Equipe em expedição ao rio Preto. Foto: Acervo IAT

Equipe em campo: Wellinton de França Lima; Carlos Alexandre Xavier; Guilherme Predebon (Consultor de Campo Embarcado); Fernando H. Previdente (Coordenador de Campo) e André Ribeiro (Coordenador de uso público do PNCV).

Veja mais notícias sobre a expedição no site do ICMBio, no Conexão Planeta e nas redes sociais!

Assista o vídeo que registra a presença do pato-mergulhão durante a expedição da equipe ao rio Preto!


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Ocorreu em Brasília o 1o encontro de parceiros e a reunião de especialistas do CEPF Cerrado

Entre os dias 8 e 10 de abril (2019), o Time de Implementação Regional do CEPF Cerrado promoveu em Brasília o 1o Encontro de Parceiros e a Reunião de Especialistas do CEPF Cerrado. Entre os convidados estiveram presentes 56 representantes das organizações que realizam projetos no âmbito do CEPF Cerrado, especialistas, membros do conselho consultivo e a diretora de subvenções do CEPF, Peggy Poncelet.

Nos dois primeiros dias o encontro teve o objetivo de apresentar resultados alcançados com o Fundo até o momento, dialogar sobre estratégias para conservação do Cerrado, celebrar resultados, apontar caminhos para uma possível próxima fase do CEPF no Cerrado, promover a integração entre os participantes e fortalecer a conexão entre os projetos. Para isso, toda a equipe do CEPF e seus parceiros estiveram imersos no compartilhamento de experiências, na socialização de temas, como restauração, pesquisa, gestão territorial, conservação, fortalecimento da sociedade civil, etc., no diálogo e reconhecimento sobre os diferentes territórios que o CEPF engloba e na reflexão da estrutura e operacionalização do Fundo no Cerrado. Ao final, os participantes tiveram a oportunidade de avaliar o CEPF e construir uma proposição conjunta do que poderia ser a segunda fase do fundo no Cerrado, caso ela ocorra. Para Vilmar Costa, presidente da Associação Quilombo Kalunga, “este encontro foi a oportunidade de levar conhecimento para o povo Kalunga, de assumir o compromisso de cada vez mais defender o Cerrado junto com os parceiros e fortalecer esta rede”.

No último dia ocorreu a reunião de especialistas, que contou com a presença de parte da equipe do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), as pesquisadoras Mercedes Bustamente e Mônica Nogueira, ambas da Universidade de Brasília e membros de organizações do terceiro setor com atuação no bioma, como Isabel Figueiredo (ISPN), Mario Barroso (TNC) e Marcos Tito (IUCN). Neste dia, o coordenador da estratégia de implementação do CEPF Cerrado, Michael Becker,  fez uma apresentação sobre o CEPF Cerrado e os resultados do encontro com os parceiros, e o grupo foi convidado à refletir sobre o estado atual e projetar uma visão de futuro para o Cerrado em temas como: prioridades de conservação globais e boas práticas, atuação das organizações da sociedade civil, prioridades globais de conservação, políticas públicas, e ameaças à conservação. Peggy Poncelet, diretora de subvenções do CEPF, afirmou que “ficou muito feliz em ter a oportunidade de ver a presença de tantas pessoas e acompanhar o engajamento e as contribuições que cada uma trouxe para as discussões ao longo destes dias, e que espera que este encontro entre pessoas e instituições, seja a oportunidade para que os projetos interajam, no sentido de que busquem novos parceiros e ideias, o que ajudará na implementação destes projetos”.

 

Primeiro encontro de parceiros e reunião de especialistas do CEPF Cerrado. Foto: Acervo IEB
Foto: Aryanne Amaral/Acervo IEB
Foto: Aryanne Amaral/Acervo IEB
Foto: Aryanne Amaral/Acervo IEB

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

CEPF Cerrado irá promover encontro com os parceiros e reunião de especialistas para discutir sobre o Fundo e o Cerrado

O Time de Implementação Regional do CEPF Cerrado (sigla em inglês para Crytical Ecosystem Partnership Fund) irá promover o encontro de parceiros e a reunião de especialistas, para discutir sobre o bioma, assim como as ações e impactos do Fundo no Cerrado. O evento acontecerá entre os dias 08 e 10 de abril, das 09h às 18h, na Fundação de Apoio para Pesquisa, Ensino, Extensão e Desenvolvimento Institucional (FINATEC), em Brasília (DF).

Este encontro tem o objetivo de apresentar resultados alcançados com o CEPF até o momento, dialogar sobre estratégias para conservação do Cerrado, celebrar resultados, promover a integração entre os participantes e fortalecer a conexão entre os projetos. Entre os convidados estarão os representantes das organizações que realizam projetos no âmbito do CEPF, especialistas de diversas áreas, membros do conselho consultivo e a diretora de subvenções do CEPF, Peggy Poncelet. Estima-se a participação de aproximadamente 70 pessoas ao longo destes 3 dias.

Para Michael Becker, coordenador da estratégia de implementação do CEPF Cerrado, “este será a oportunidade de pensarmos a na visão de futuro do CEPF no Cerrado, e ao mesmo tempo, uma grande oportunidade de interação entre os beneficiários dos projetos em andamento”.

Parceiros do CEPF Cerrado na capacitação oferecida em Brasília em novembro (2018). Foto Aryanne Amaral/Acervo IEB
Equipes do IEB, CEPF, CI, ECOA, Fundação Neotrópica do Brasil e WWF-Brasil.
Encontro com parceiros dos projetos que atuam na porção nordeste do Cerrado. Foto: Acervo IEB

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projeto em foco: Corredor Miranda-Bodoquena

projeto Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais, que foi executado pela ECOA e contou com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), foi encerrado no mês de janeiro (2019) e teve objetivo de auxiliar a revegetação e conservação do Cerrado, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro por comunidades e assentados do Mato Grosso do Sul.

Com a proposta de otimizar o processo de restauração florestal iniciado em 2016 em três assentamentos rurais; melhorar a gestão da coleta de frutos do Cerrado, como baru e bocaiúva e sensibilizar o mercado, promovendo a valorização dos subprodutos dos frutos nativos do Cerrado, o projeto alcançou impactos importantes para a região do corredor Miranda-Bodoquena.

Ao final, o projeto ampliou 1 dos 22,95 hectares de áreas do Cerrado sul-mato-grossense que foram cercadas em 2016, com apoio de outro projeto. Essa área está em restauração, restabelecendo a vegetação nativa e a recuperação de 03 nascentes/córregos: Córrego Madalena e Córrego Lima, no Assentamento Andalucia, Nioaque; e Córrego Agachi, Assentamento Bandeirantes, Miranda. Na área também foram registradas o retorno da presença de fauna nativa, como guaxinim ou cachorro-do-mangue e o tuiuiú. Além deste processo de restauração, a equipe do projeto trabalhou o fomento à produção de mudas de espécies nativas do Cerrado, feitas por assentados, em seus próprios lotes, dando-lhes condições de acesso às mudas, que são dificilmente encontradas para venda em viveiros públicos ou privado no estado. Até o final do projeto foram produzidas 100 mudas de baru, que foram destinadas ao plantio nas áreas cercadas. Também foram produzidas 50 mudas de guavira, em estágio inicial, 50 mudas de jatobá, e o projeto finalizou com as sementes de murici, que serão semeadas este ano.

A equipe da ECOA também implementou o monitoramento participativo no projeto, através da ferramenta ciência cidadã, onde os assentados indicaram o progresso quinzenal das áreas reflorestadas e ofereceu oficinas que trabalharam no aperfeiçoamento das técnicas de manejo e processamento de frutos nativos e no uso de Sistemas Agroflorestais em propriedades, como alternativa à conservação e geração de renda nos assentamentos. As oficinas contribuíram também para a rearticulação da cadeia do extrativismo local, sobretudo do baru, bem como o debate sobre preço justo. Esta foi uma oportunidade para trabalhar a divulgação do potencial dos frutos nativos do Cerrado, consolidando mercados de compra de produtos. Essa articulação possibilitou a geração de renda alternativa para famílias assentadas, bem como a articulação de famílias de vários assentamentos no corredor Miranda-Bodoquena, para a coleta e comercialização da castanha do próprio baru.

Quer conhecer mais sobre outros projetos que contam com apoio do CEPF Cerrado? Acesse o site e confira!

Conheça também as ações da ECOA no Cerrado do Mato Grosso do Sul!

 

Área de 22 ha que passou por um processo de reflorestamento e está sendo monitorada pelo projeto. Acervo ECOA
Áreas de Cerrado em restauração em Miranda, MS. Aryanne Amaral/Acervo IEB
Fauna nativa na área em restauração. Acervo ECOA
Acervo ECOA

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Considerado extinto no estado de Minas Gerais, bicudos são reintroduzidos em área protegida no norte do estado

via Instituto Ariramba

bicudo (Sporophila maximiliani) é uma das aves mais raras e ameaçadas do Brasil e atualmente são desconhecidas populações em vida livre no país. O último registro na natureza ocorreu no final de 2014, onde uma pequena população foi localizada no interior do estado de Mato Grosso, que desde então não foi mais avistada. No restante do país, o bicudo foi extinto em praticamente toda sua área de ocorrência. Visando reverter esse quadro, em novembro de 2018 alguns casais de bicudo foram reintroduzidos no norte de Minas Gerais, em uma área protegida inserida no corredor prioritário Sertão Veredas-Peruaçu. Antes da reintrodução, os bicudos passaram por procedimentos de triagem e adaptação, incluindo a seleção de exemplares puros, bateria de exames sanitários, adaptação para voos de longa distância e ambientação às condições climáticas locais.

Os bicudos reintroduzidos estão se adaptando muito bem ao ambiente natural e estamos otimistas com as possibilidades futuras”, explica o Prof. Dr. Flávio Kulaif Ubaid, coordenador do projeto.

Os bicudos estão sendo monitorados por biólogos do projeto e as próximas etapas incluem a reintrodução de mais casais. “Queremos que o bicudo volte a habitar as veredas do norte de Minas Gerais e, porque não, de todo Cerrado. Em médio prazo, nossa meta é que a população de bicudos em vida livre seja incrementada substancialmente até que a espécie passe para categorias menos críticas de ameaça”, relata o Dr. Ubaid.

O projeto apoiado pelo CEPF e Instituto Internacional de Educação do Brasil –Reintrodução do bicudo em áreas-chave para a conservação do Cerrado – é gerido pelo Instituto Ariramba de Conservação da Natureza e conta ainda com o apoio de diversos profissionais de diferentes instituições e universidades do Brasil. O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

Projeto em foco: Mercado de Sementes e Restauração

via Rede de Sementes do Cerrado

A equipe do Projeto Mercado de Sementes e Restauração: Provendo Serviços Ambientais e Biodiversidade, que conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), realizou com a diretoria da Associação de Coletores de Sementes Cerrado de Pé (ACP), nos dias 11 e 12 de março, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO) uma oficina gerencial. O encontro aconteceu com o objetivo de discutir sobre os processos administrativos vinculados à coleta, beneficiamento e venda das sementes para restauração.

Acervo Rede de Sementes do Cerrado/Gabriel Rosa

Participaram do encontro o Presidente da ACP, Claudomiro Cortes, o Vice-Presidente Rafael Brigato, o tesoureiro Valdeci Carvalho, o analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e coordenador do Projeto “Mercado de Sementes e Restauração: Provendo Serviços Ambientais e Biodiversidade”, Alexandre Sampaio , a gerente da RSC Camila Motta e o engenheiro florestal da RSC Gustavo Barros Rocha.

Veja matéria completa no site da Rede de Sementes do Cerrado.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

CEPF Cerrado e IEB selecionam 5 projetos para Pequenos Apoios na 3a Chamada para Cartas de Intenção 2018

A Equipe de Implementação Regional (RIT) do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) torna oficial o resultado do processo seletivo das propostas para Pequenos Apoios/Small Grants da Terceira Chamada para Cartas de Intenção (CDI) 2018.

Em resposta ao edital, recebemos ao todo 76 projetos, dentre Pequenos e Grandes Apoios. As propostas passaram inicialmente por uma triagem onde foram revistos os critérios de elegibilidade estabelecidos no edital. Em seguida, cada projeto foi avaliado por dois especialistas externos que pontuaram as propostas segundo os critérios definidos pelo CEPF em conjunto com o IEB. Os projetos mais bem avaliados tecnicamente, foram encaminhados para análise e decisão final por parte de um comitê de seleção.

Os projetos foram avaliados considerando o recorte específico desse segundo edital que buscava apoiar ações voltadas às seguintes Prioridades de Investimento: 2.1 – Apoiar estudos e análises necessários para justificar a criação e expansão das áreas protegidas públicas, promovendo a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e a valorização da cultura local e tradicional2.2 – Promover a inclusão dos povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais existentes, respeitando e integrando os seus conhecimentos tradicionais, para o planejamento da conservação/restauração por parte do governo e da sociedade civil e 6.2 – Desenvolver e fortalecer as capacidades técnicas e de gestão de organizações da sociedade civil em matéria de meio ambiente, estratégia e planejamento de conservação, diálogo político, mobilização de recursos, em conformidade com os regulamentos e outros temas relevantes para as prioridades de investimento.

Ao final, foram aprovadas cinco propostas para Pequenos Apoios que melhor responderam ao recorte específico deste edital. Abaixo disponibilizamos, em ordem alfabética pelo nome da organização, a lista dos 05 (cinco) pequenos projetos selecionados nesta Terceira Chamada 2018:

Prioridade de Investimento Nome do Projeto Organização SIGLA
1 2.1

Proposta de criação de unidades de conservação no município de Uberaba (MG) Associação para a Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro ANGÁ
2 6.2 Ilha de Cerrado no Brasil Central: governança Xavante em prol da conservação Associação Xavante de Etenhiritipá AXE
3 2.2 Poke’exa uti: gestando e protegendo nosso território para autonomia do povo Terena Centro de Trabalho Indigenista CTI
4 2.2 Integrando a comunidade tradicional do Cajueiro na conservação de áreas protegidas em Januária, MG Instituto para o Desenvolvimento Social e Ecológico IDESE
5 6.2 Cuidando do Cerrado e promover a vida Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Riacho dos Machados STR

Os Pequenos Projetos que foram selecionados receberão comunicados individuais sobre as próximas etapas. As propostas que não foram selecionadas, já receberam comunicados individuais sobre o resultado do processo seletivo.

Informamos aos interessados, que os Grandes Projetos também passaram por estas etapas de avaliação no Brasil e foram encaminhados à equipe do CEPF em Washington, que consiste da etapa final do processo de seleção e decisão final. Em breve, os proponentes que submeteram seus projetos nesta categoria receberão um comunicado individual da equipe de Washington (EUA).

Congratulamos os pequenos projetos selecionados e desejamos a todos que essa parceria que ora se inicia, seja de grande crescimento para todos nós!

Agradecemos a todas as organizações que inscreveram seus projetos nesta Terceira Chamada, parabenizando-as pelo inestimável trabalho que desenvolvem na conservação do nosso querido bioma Cerrado!

 

Brasília, 14 de março de 2019

 

Atenciosamente,

Equipe de Implementação Regional (RIT) do CEPF Cerrado

Instituto Internacional de Educação do Brasil

SCLN 211 Bloco B Salas 101 e 102, Asa Norte, Brasília-DF

Tel. 55 (61) 3248-7449   CEP. 70863-532

www.cepfcerrado.iieb.org.br


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

IEB contrata profissional de moderação/facilitação de encontro do CEPF Cerrado

O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) contrata profissional para moderação/facilitação do encontro “Midterm Assessment/ Long-Term Vision” (Avaliação de Médio Prazo/ Visão de Longo Prazo) do Hotspot Cerrado do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado). Os interessados podem se candidatar à vaga até o dia 19 de março.

O CEPF é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF, sigla em inglês), Governo do Japão e Banco Mundial, com vistas a oferecer financiamento para proteção de ecossistemas únicos e ameaçados – conhecidos também como hotspots de biodiversidade.

No Brasil, o CEPF conta com o apoio do IEB, que realizará evento com todos os beneficiários dos projetos vigentes. O encontro está previsto para os dias 8 a 10 de abril. Consulte o termo de referência.

Via Instituto Internacional de Educação do Brasil

 

 

Curso Criação e Gestão de Unidades de Conservação Municipais no Cerrado será oferecido em Goiânia

Ambiental 44, responsável pelo projeto “Avaliação e Fortalecimento das Unidades de Conservação Municipais do Cerrado” que conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), em conjunto com o Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG/Universidade Federal de Goiás) e MvB Consultores Associados, irá oferecer o curso Criação e Gestão de Unidades de Conservação Municipais no Cerrado.

O curso tem carga horária de 25 horas e ocorrerá entre os dias 03 e 06 de abril de 2019 na Universidade Federal de Goiás, Goiânia (GO) com o objetivo de fornecer conceitos e técnicas que embasam o planejamento e implantação de UCs no Cerrado. Mais informações e detalhes sobre o curso estão disponíveis no folder:


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Instituto Jurumi abre oportunidade em projeto apoiado pelo IEB e CEPF Cerrado

O projeto ‘Ecologia e recuperação de Uebelmannia buiningii Donald (Cactaceae), que é executado pelo Instituto Jurumi e conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), visa propor um plano de recuperação para Uebelmannia buiningii, cacto endêmico da região de Serra Negra na Cadeia do Espinhaço (Minas Gerais). Este plano será baseado em estudos ecológicos robustos, que permitam o conhecimento do impacto do distúrbio antrópico e natural sobre a espécie e a identificação dos estágios da história de vida mais críticos, para se entender a viabilidade da população a longo prazo.

Através de Termo de Referência, o Instituto Jurumi abre oportunidade de contratação de prestação de serviço de profissional/empresa para gerar subsídios ecológicos para a recuperação das populações de Uebelmannia buiningii.

As atividades serão desenvolvidas de Março de 2019 a Outubro de 2020 e os interessados devem enviar currículo via e-mail para contato@institutojurumi.org.br até às 23 horas do dia 05/03/2019.

Para mais informações, entre em contato com o Instituto Jurumi.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projetos em foco: Agrofloresta prestadora de serviços ecossistêmicos

Entre os dias 1 e 2 dezembro de 2018, a Associação Rede Rio São Bartolomeu de Mútua Cooperação – Rede Bartô promoveu um curso de implantação de sistemas agroflorestais em parceria com o especialista Felipe Caltabiano, através do projeto Agrofloresta prestadora de serviços ecossistêmicos, que conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). O curso envolveu representantes da Rede Bartô e os beneficiários diretos do projeto, que são os produtores rurais do Assentamento Oziel Alves, localizado em Planaltina (DF).

O projeto Agrofloresta prestadora de serviços ecossistêmicos, que é executado pela própria Rede Bartô, visa beneficiar comunidades de agricultores familiares que se encontram no Cerrado, no RIDE Brasília e fazem parte de uma área chave para a biodiversidade. Um dos componentes principais deste projeto é contribuir com a segurança alimentar e melhoria de renda das famílias mediante a produção orgânica de alimentos nas agroflorestas, promovendo paisagens produtivas sustentáveis, que servirão de modelo e exemplo para todos os comunitários replicarem.

No decorrer do Curso de Implantação de Sistemas Agroflorestais foi realizado o plantio de uma área de 500 m², com foco na produção de hortaliças de ciclos, raízes e frutas. Além das espécies de produção, também foram semeadas espécies arbóreas a partir de sementes e espécies nativas do Cerrado. Além destas atividades, os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos em consórcios de hortaliças, utilização de diferentes tipos de material orgânico para cobertura de solo, aplicação dos sistemas agroflorestais para diferentes sistemas de produção, etc. De acordo com a equipe da Rede Bartô, “os produtores puderam compartilhar sua experiência com sistemas agroflorestais e relataram a grande melhoria em suas propriedades, desde que começaram a trabalhar dentro desta lógica de produção. A grande maioria já se encontra bem apropriada dos princípios básicos dos SAF’s e estão entusiasmados com as perspectivas e potencialidades destes modelos de produção”.

Quer conhecer os outros projetos apoiados pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)? Acesse o nosso site ou inscreva-se no nosso boletim eletrônico.

 

Plantio de hortaliças dentro do Sistema Agroflorestal.
Equipe da Rede Bartô e agricultores.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Rede de Sementes do Cerrado abre oportunidade para serviços técnicos e de assessoria de comunicação em projeto apoiado pelo CEPF Cerrado

O projeto Mercado de Sementes e Restauração: Provendo Serviços Ambientais e Biodiversidade, que é executado pela Rede de Sementes do Cerrado e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), atua nos principais elos da cadeia de produção de sementes nativas: os coletores de sementes, os diversos tipos de compradores de sementes e a interligação entre estes atores, no intuito de capacitar estes coletores de sementes nativas; divulgar ações e técnicas bem sucedidas de restauração e fortalecer local e regionalmente o comércio de sementes de espécies nativas do Cerrado, melhorando a interface comercial entre coletores e consumidores de sementes nativas.

Através de Termo de Referência, a Rede de Sementes do Cerrado abre duas oportunidades de contratação de prestação de serviço, uma para apoio técnico e articulação entre parceiros e interessados na produção de sementes nativas, e a outra para assessoria de comunicação e divulgação do projeto.

As atividades serão desenvolvidas de Fevereiro a Dezembro de 2019 e os interessados devem enviar currículo via e-mail para sementescepf@rsc.org.br até 01/02/2019.

Para mais informações, entre em contato com a Rede de Sementes do Cerrado.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Instituto Oca Brasil lança edital para área de Georreferenciamento em projeto apoiado pelo CEPF Cerrado

O projeto Criação e Implementação Integrada de Reservas Privadas Federais na Região da Chapada dos Veadeiros, que é executado pelo Instituto Oca Brasil e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), visa o fomento de novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN e a implementação de RPPNs do entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

Nesta primeira etapa, o projeto lança o edital para contratação de pessoas jurídicas de prestadores de serviços em Georreferenciamento, de acordo com o termo de referência. Interessados devem enviar suas propostas até às 18 horas do 31 de janeiro de 2019. Para mais detalhes sobre o processo seletivo acesse o termo de referência ou a página do Instituto Oca Brasil


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projeto busca fortalecer a gestão ambiental e a governança dos governos locais para a conservação da biodiversidade

A Ambiental 44 Ltda., responsável pelo projeto “Avaliação e Fortalecimento das Unidades de Conservação Municipais do Cerrado” que conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), esteve representada na última reunião do ano do Grupo de Trabalho (GT Brasil) de coordenação do projeto “Áreas Protegidas e outras medidas de conservação baseadas em áreas no nível de governos locais”, também conhecido como “Áreas Protegidas Locais”.

“Áreas Protegidas Locais” é um projeto do Ministério do Meio Ambiente (MMA) do Brasil, Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (MADS) da Colômbia, Ministério do Ambiente (MAE) do Equador e Ministério do Ambiente (MINAM) do Peru. O Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU, sigla em alemão) apoia o projeto por meio da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI, sigla em alemão). A implementação nos quatro países é realizada pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, pelo ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). O projeto tem como objetivo contribuir para fortalecer a gestão ambiental e a governança dos governos locais para a conservação da biodiversidade em unidades de conservação municipais e outras medidas de conservação.

©Luiz Paulo Pinto

Desde o início do projeto “Unidades de Conservação Municipais do Cerrado”, a Ambiental e o CEPF Cerrado foram convidados a fazer parte do GT Brasil do “Áreas Protegidas Locais”. Dessa forma, as instituições de ambos projetos estão compartilhando informações, ações e buscando formas de colaboração para potencializar as iniciativas. A reunião do GT Brasil, do dia 04 de dezembro, em Brasília (DF), foi para discutir a parceria, visando a valorização do ICMS Ecológico no país. Estão previstas atividades, como a atualização do website www.icmsecologico.org,br e o apoio de discussões sobre o aperfeiçoamento desse importante tributo ligado à conservação da biodiversidade. A reunião foi importante também para atualizar das ações do “Áreas Protegidas Locais” no Brasil e a validação do POA (Plano Operativo Anual) do projeto.

*Texto fornecido pela Ambiental 44


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Oficina promovida pela Rede Cerrado em Novembro reuniu representantes de povos e comunidades tradicionais

No sentido de debater e dialogar sobre os direitos territoriais, incluindo as disputas e conflitos por terras, principalmente no campo, e conhecer novas formas de garantia de territórios, que a Rede Cerrado promoveu nos dias 6 e 7 de Novembro, em Brasília, a I Oficina de Territórios. O encontro reuniu representantes de povos e comunidades tradicionais (PCTs) que vivem no Cerrado e de organizações da sociedade civil. Leia matéria completa no site da Rede Cerrado.

O Cerrado, hoje, é proporcionalmente o bioma mais desmatado do Brasil. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, metade da vegetação nativa do Cerrado não existe mais. A área com a maior incidência é o MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), região apontada como a última fronteira agrícola do país. O Cerrado, em especial, o MATOPIBA, sofre com o avanço indiscriminado de commodities do agronegócio. “Ocorre que nessas áreas nós temos dezenas de Terras Indígenas, centenas de assentamentos da reforma agrária, Territórios Quilombolas que são afetados diretamente pela constituição dessa nova fronteira para a agricultura de larga escala no Brasil”, explica a pesquisadora da Universidade de Brasília Mônica Nogueira, mestre em Desenvolvimento Sustentável e doutora em Antropologia.

A Rede Cerrado executa o projeto “Rede fortalecida, Cerrado conservado”, que visa ampliar a incidência política da Rede na elaboração, implementação e monitoramento de políticas públicas relacionadas à promoção do desenvolvimento sustentável, com respeito aos direitos de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais. O projeto conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). A Rede Cerrado trabalha para a promoção da sustentabilidade, em defesa da conservação do Cerrado e dos seus povos. Indiretamente, a Rede Cerrado congrega mais de 300 organizações que se identificam com a causa socioambiental do bioma.

*Adaptado do texto de Thays Puzzi / Assessoria de Comunicação da Rede Cerrado.

 

I Oficina de Territórios da Rede Cerrado. ©Acervo Rede Cerrado/Thays Puzzi

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Peruaçu: O Grito Silencioso da Vereda

O projeto Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu, que é executado pela Fundação Pró-Natureza e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), visa promover o fortalecimento da gestão do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu. O Mosaico Sertão Veredas–Peruaçu (MSVP) é um conjunto de áreas protegidas localizadas na margem esquerda do Rio São Francisco, entre as regiões norte e noroeste de Minas Gerais e parte do sudoeste da Bahia. Com uma área aproximada de 1.8 milhões de hectares e perímetro de 1.210 km, o Mosaico envolve unidades de conservação ambiental, comunidades tradicionais e a Terra Indígena Xakriabá. Em Minas Gerais, o Mosaico engloba áreas dos municípios de Formoso, Arinos, Chapada Gaúcha, Urucuia, Cônego Marinho, Januária, Itacarambi, Bonito de Minas, São João das Missões, Miravânia e Manga. Atravessado pelo Rio Carinhanha, o território se estende até parte do município de Cocos, na Bahia. O território faz parte da região dos Gerais, imortalizada por João Guimarães Rosa em obras como “Grande Sertão: Veredas”, “Sagarana” e “Manuelzão e Miguilim”. A diversidade ambiental da região, que abriga espécies endêmicas da fauna e flora do Cerrado, convive com a riqueza cultural dos povos tradicionais sertanejos, ribeirinhos, geraizeiros e vazanteiros*.

Peruaçu: O Grito Silencioso da Vereda é um filme que retrata a vida destes sertanejos da região da bacia do Rio Peruaçu, norte mineiro. Os personagens são típicos ‘veredeiros’ que lutam para sobreviver frente à escassez hídrica atual. Trata-se de um pequeno recorte da realidade da população local. O casal central do filme, dona Nelinda e Zé Torino, é referência em termos de preservação ambiental na região. O filme conta com a direção e roteiro de Alexandre Jorge Pádua e Paulo Henrique Sousa. Confira o teaser do filme!

*Texto retirado do site Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu. Disponível em: http://mosaicosvp.com.br/o-mosaico/


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Capacitação em produção de mudas do Cerrado reúne povos e comunidades tradicionais no Mato Grosso do Sul

No mês de novembro, a comunidade da Aldeia Brejão promoveu uma prática em produção de mudas do Cerrado, através do projeto Viveiro de Mudas para Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão. Este projeto recebe apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

A oficina de capacitação envolveu representantes da Associação Hanaiti Yomo’omo (AHY), da ONG Ecologia e Ação (ECOA), comunidade quilombola São Miguel, Aldeia Água Branca, Aldeia Taboquinha, Agência de Extensão Rural, Escola Estadual indígena Angelina Vicente, Escola Municipal Eugênio de Souza e representantes do Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado (Ceppec), situado no assentamento de Andalucia, em Nioaque/MS.

O projeto Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, que é executado Associação Hanaiti Yomomo (AHY), visa a inclusão de indígenas no processo de desenvolvimento da comunidade, garantindo uma alternativa sustentável na segurança alimentar, o uso de novas tecnologias sociais, uso sustentável do solo e de espécies vegetais do Cerrado, assim como a agregação de valor e geração de renda por meios de produtos agrícolas e extrativistas. Um dos componentes principais deste projeto é capacitar membros da comunidade em transição agroecológica e sistemas agroflorestais, assim como na produção de frutos de espécies vegetais do Cerrado. A Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado ocorreu entre os dias 30 de novembro e 01 de dezembro de 2018 e foi ministrada pela Dra. Zefa Valdivina Pereira (UNICAMP). De acordo com Alexandro Souza, gestor do projeto, “os dois dias de oficina foram dias de trabalho extremamente gratificantes”.

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Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado, Novembro 2018.
Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado, Novembro 2018.
Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado, Novembro 2018.

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

IEB contrata Gerente de Subvenções para o CEPF Cerrado

 

Brasília, 29 de Novembro de 2018

O IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil) é uma associação civil brasileira sem fins econômicos criada em 1998, cuja missão é “fortalecer os atores sociais e o seu protagonismo na construção de uma sociedade justa e sustentável”. Os objetivos institucionais do IEB são: promover a efetividade dos direitos socioambientais de povos e comunidades no campo e nas cidades; apoiar ações visando o ordenamento territorial; ampliar a incidência das políticas públicas nos territórios em que atuamos; e apoiar e implementar ações voltadas para a melhoria da gestão territorial e ambiental.

Ref.: Contratação de um profissional multilíngue qualificado para o cargo de Gerente de Subsídios do Time de Implementação Regional (RIT) do Hotspot Cerrado do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado), para início imediato.

 

Data de abertura: 29 de Novembro 2018                                                         

Data de encerramento: 20 de Dezembro 2018

 

Apresentação

O Instituto Internacional de Educação do Brasil deseja contratar um profissional multilíngue qualificado para o cargo de Gerente de Subsídios da Equipe de Implementação Regional (RIT) do Hotspot Cerrado do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado), para início imediato.

O Gerente de Subsídios é uma posição do Time de Implementação Regional (RIT, sigla em inglês) de tempo integral, em Brasília, a ser ocupada por um profissional fluente em inglês e português com as habilidades / experiência técnica e gerencial apropriadas e um forte histórico de gerenciamento de programas complexos e de longo prazo.

Principais atribuições

O Gerente de Subsídios é um cargo de dois anos e meio, em tempo integral, a ser exercido na sede do escritório do IEB, em Brasília, que terá as seguintes responsabilidades:

  • Trabalhar em estreita colaboração com o Líder da Equipe RIT no cumprimento de todas as funções dos nove componentes dos TdR RIT (consulte o Anexo 1, em inglês)
  • Ajudar o Líder da Equipe do RIT no papel de ligação entre o Secretariado do CEPF, o restante da equipe e potenciais candidatos, beneficiários e outras partes interessadas relevantes na realização do trabalho do RIT;
  • Conhecer e comprometer-se a seguir as orientações estratégicas do Perfil do Ecossistema, as prioridades de investimento e as metas do marco lógico, bem como os procedimentos exigidos no Manual Operacional do CEPF;
  • Trabalhar em estreita colaboração e interação direta com o Líder da Equipe do RIT e o Assistente do Programa na condução, apoio e coordenação do trabalho do Conselho Consultivo do CEPF Cerrado, comitês de avaliação técnica e de seleção;
  • Auxiliar o Líder da Equipe RIT na preparação e lançamento de chamadas para propostas para o Hotspot Cerrado, que inclui a produção e edição de documentos em inglês e português, gerenciamento do sistema online e coordenação das diversas etapas do processo de seleção e grandes subsídios;
  • Liderar o processo de contratação de Subsídios Pequenos no Hotspot Cerrado, que inclui o fluxo de documentos e requisitos do IEB / CEPF antes da assinatura do contrato;
  • Liderar a gestão de contratos de Pequenas Subvenções com os beneficiários, sendo assim responsável por todas as questões de gestão de contratos, pagamentos de subvenções, revisão e aprovação de relatórios financeiros e técnicos;
  • Fornecer orientações e formações diretas e constantes aos beneficiários das Pequenas Subvenções sobre as disposições do CEPF, requisitos do acordo de subvenção, instruções administrativas e financeiras durante a implementação da subvenção;
  • Ajudar o Líder da Equipe do RIT a implementar a estratégia de monitoramento e avaliação, ferramentas e relatórios (em inglês) do progresso do programa, de acordo com o Portfólio do CEPF e os Indicadores Globais, juntando-se ao Líder da Equipe do RIT e Assistente do Programa em visitas de supervisão de campo;
  • Enviar e fazer o upload de todos os documentos solicitados para Pequenas Subvenções no banco de dados online do CEPF, de acordo com os procedimentos a serem explicados durante o treinamento;
  • Ajudar o Líder da Equipe do RIT a explicar as disposições do acordo de Grandes Concessões e as instruções administrativas em português ou inglês aos beneficiários, durante a implementação da subvenção;
  • Preparar e realizar sessões de treinamento direcionadas a pequenos e grandes beneficiários, em parceria com o Líder de Equipe do RIT e o Assistente de Programa em todas as tarefas de treinamento;
  • Auxiliar o líder da equipe do RIT no papel de trabalho em rede entre os beneficiários e outras partes interessadas relevantes no Hotspot Cerrado.

Para se candidatar, os interessados deverão estudar previamente o Perfil do Ecossistema do Hotspot de Biodiversidade Cerrado do CEPF (http://cepfcerrado.iieb.org.br/cerrado/hotspot-do-cerrado/); ler com atenção a descrição da vaga em inglês e enviar a seguinte documentação para Michael Becker, Líder da Equipe do RIT (michael.becker@iieb.org.br) com cópia para o e-mail CEPF Cerrado (cepfcerrado@iieb.org.br):

  • Um CV completo e com referências pessoais e profissionais;
  • Uma carta de apresentação máximo 2 páginas, descrevendo motivações, disponibilidade, por que se qualifica para a vaga e outras informações relevantes.

Deve constar no assunto do e-mail: “vaga Gerente de Subsídios”

Em algum momento do processo de revisão, os candidatos selecionados serão entrevistados – direta ou remotamente – para uma avaliação mais aprofundada das qualificações e habilidades para o trabalho e compreensão do Perfil do Ecossistema do Hotspot Cerrado.

O nome e os currículos dos candidatos ao cargo de Gerente de Subsídios para o Hotspot Cerrado do CEPF serão submetidos ao CEPF para aprovação final, antes de sua efetiva contratação.

 

Consulte os Termos de Referência nas versões em português e inglês.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projeto promove capacitação em produção de mudas de espécies nativas do Cerrado na Aldeia Brejão, Mato Grosso do Sul

O projeto Viveiro de mudas para a Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão, que é executado Associação Hanaiti Yomomo (AHY), visa a inclusão de indígenas no processo de desenvolvimento da comunidade, garantindo uma alternativa sustentável na segurança alimentar, o uso de novas tecnologias sociais, uso sustentável do solo e de espécies vegetais do Cerrado, assim como a agregação de valor e geração de renda por meios de produtos agrícolas e extrativistas.

Um dos componentes principais deste projeto é capacitar membros da comunidade em transição agroecológica e sistemas agroflorestais, assim como na produção de frutos de espécies vegetais do Cerrado. Sendo assim, nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro de 2018 a AHY convida interessados a participarem da Oficina de Capacitação de Produção de Mudas de Espécies Nativas do Cerrado, que será ministrado pela Dra. Zefa Valdivina Pereira (UNICAMP).

 

Quer conhecer os outros projetos apoiados pelo Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)? Acesse o nosso site ou inscreva-se no nosso boletim eletrônico.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

CEPF e IEB lançam novo edital para projetos no Cerrado

 

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) para o hotspot Cerrado e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) lançam a Terceira Chamada para Cartas de Intenção (CDI) direcionada a inovadores e relevantes projetos de conservação. Os interessados podem se inscrever até 12 de dezembro de 2018.

Esta chamada está aberta aos grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades (fundações), institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil.

As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000).

As propostas ao edital devem contemplar somente as seguintes Prioridades de Investimento:

● Prioridade de Investimento 2.1 – Apoiar estudos e análises necessários para justificar a criação e expansão das áreas protegidas públicas, promovendo a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e a valorização da cultura local e tradicional.

●Prioridade de Investimento 2.2 – Promover a inclusão dos povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais existentes, respeitando e integrando os seus conhecimentos tradicionais, para o planejamento da conservação/restauração por parte do governo e da sociedade civil.

● Prioridade de Investimento 6.2 – Desenvolver e fortalecer as capacidades técnicas e de gestão de organizações da sociedade civil em matéria de meio ambiente, estratégia e planejamento de conservação, diálogo político, mobilização de recursos, em conformidade com os regulamentos e outros temas relevantes para as prioridades de investimento.

Acesse o edital completo da Terceira Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email (cepfcerrado@iieb.org.br) ou acesse a página de Dúvidas Frequentes.

Cadastre-se para receber o boletim eletrônico do CEPF Cerrado.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

IEB e CEPF promovem em novembro Terceira Chamada de Projetos para o Cerrado

O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) convida organizações da sociedade civil, grupos comunitários, empresas e outros interessados para apresentações sobre o 3º Edital do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) do Hotspot Cerrado. Além da apresentação do edital, serão realizadas capacitações, voltadas aos projetos já contratados pelo CEPF.

A apresentação do edital e as capacitações já foram realizadas em Arinos (MG), Campo Grande (MS) e Campinas (SP). As próximas apresentações ocorrerão nas cidades de Teresina (PI), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF):

Teresina: 19/11 de 14h00 – 17h00. Local: Comissão Pastoral da Terra – Rua Desembargador Pires de Castro, 631 – Centro/Norte.

Belo Horizonte: 23/11 de 13h30 – 17h00. Local: Auditório do Conselho Regional de Biologia (CRBio) – Av. Amazonas, 298 – 15º andar.

Brasília: 27/11 de 9h00 – 12h00. Local: Casa de Retiros Assunção – SGAN 611, L2 Norte, módulo E, Brasília-DF.  

Os temas principais neste terceiro edital serão a gestão de áreas protegidas, mosaicos e reservas da biosfera; o envolvimento de populações tradicionais e indígenas na gestão de territórios e capacitações para as organizações da sociedade civil.

O CEPF deseja aprimorar as condições técnicas e de gestão das organizações da sociedade civil no Cerrado, fortalecendo-as para a proposição, execução e gerenciamento de projetos com foco na conservação e uso sustentável da biodiversidade no hotspot. Este aperfeiçoamento se dará via capacitações inclusive na questão de gênero ligada a conservação de recurso naturais.

O Fundo busca proteger as regiões biologicamente mais ricas e ameaçadas do planeta, conhecidas como hotspots de biodiversidade. Um objetivo fundamental é garantir o engajamento da sociedade civil na conservação da biodiversidade. O CEPF é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo Global para o Meio Ambiente, Governo do Japão, Fundação John D. e Banco Mundial.

Faça seu cadastro no site para mais informações.

Notícia publicada no site do Instituto Internacional de Educação do Brasil.

 

Teresina (PI) – 19 de novembro
Belo Horizonte (MG) – 23 de novembro
Brasília (DF) – 27 de novembro

Projetos em foco: Práticas Sustentáveis de Produção

©COPABASE
©COPABASE

 

O projeto “Práticas Sustentáveis de Produção como Promotoras de Conservação da Biodiversidade no Sertão Urucuiano”  promove e fortalece as cadeias produtivas associadas ao uso sustentável dos recursos naturais e a restauração ecológica, através da diversificação da produção agroextrativista com manejo sustentável por meio da estruturação coletiva das famílias dentro da Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária – COPABASE, que está localizada na região da bacia do Rio Urucuia, um dos principais afluentes do São Francisco.

No mês de setembro a equipe da COPABASE iniciou a construção do seu viveiro, onde serão produzidas aproximadamente 5.000 mil mudas entre espécie exóticas, como acerola, goiaba, tamarindo, maracujá, e as nativas com valor econômico, como baru, ipê, cagaita e jatobá. As mudas produzidas serão doadas aos cooperados, para que executem as atividades de restauração de áreas degradas e a implantação de sistemas agroextrativistas familiares.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

Oficina Sistemas Agroflorestais – ganhos econômicos, ambientais e sociais

Áreas de Cerrado em restauração em Miranda, MS.

 

Os sistemas agroflorestais (SAFs) são consórcios de culturas agrícolas com espécies arbóreas que podem ser utilizados para restaurar a vegetação nativa e recuperar áreas antropizadas. A tecnologia ameniza limitações do terreno, minimiza riscos de degradação inerentes à atividade agrícola e otimiza a produtividade a ser obtida¹. Os componentes arbóreos são inseridos como estratégia para o combate da erosão e o aporte de matéria orgânica, restaurando a fertilidade do solo. Há melhoria na estrutura e na atividade da fauna do solo e maior disponibilidade de nutrientes. É alcançado um equilíbrio biológico que promove o controle de pragas e doenças¹. Na mesma área, é possível estabelecer consórcios entre espécies de importância econômica, frutíferas e hortaliças. Podem ser introduzidas espécies de leguminosas para uso como adubo verde, as quais são roçadas, e espécies de leguminosas arbóreas, que, com a mesma finalidade, são podadas, visando à deposição de material orgânico sobre o solo. Além de contribuir para a conservação do meio ambiente, os benefícios dos sistemas agroflorestais despertam o interesse dos agricultores, pois, como estão aliados à produção de alimentos, permitem oferecer produtos agrícolas e florestais, incrementando a geração de renda das comunidades agrícolas¹.

No mês de julho, experiências vindas da região do Pontal do Paranapanema (SP) conduziram a oficina de Boas Práticas para Manejo de Agroflorestas, ministrada por Haroldo Borges, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). A atividade aconteceu durante o encontro transfronteiriço promovido no Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado (Ceppec), situado no assentamento de Andalucia, em Nioaque/MS. Participaram representantes da Associação Hanaiti Yomo’omo, que executam o projeto “Viveiro de mudas para a produção agroflorestal na Aldeia Brejão”, associações de assentamentos rurais e comunidades extrativistas do Cerrado e Pantanal e do Gobierno Autonomo Municipal de Roboré, Bolívia.

Ao considerar que os SAFs também auxiliam nos processos de restauração da vegetação nativa e recuperação de áreas degradadas, a oficina interagiu com os monitores que trabalham na recuperação de áreas de nascentes nos assentamentos de Andalucia e Bandeirantes, de Miranda (MS), atividades que ocorrem através do Projeto Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais, que executado pela ECOA e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), e tem o objetivo de auxiliar a revegetação e conservação do Cerrado através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro por comunidades e assentados do Mato Grosso do Sul (corredor Miranda-Bodoquena).

Veja a matéria completa no site da ECOA e acompanhe o nosso boletim eletrônico.


¹EMBRAPA (2004). Soluções tecnológicas-Sistemas Agroflorestais. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/112/sistemas-agroflorestais-safs

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Terra da Gente filma a rolinha-do-planalto

Columbina cyanopis (rolinha-do-planalto). Foto: ©SAVE Brasil

 

rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis) é uma das aves mais raras do mundo e ficou desaparecida por quase um século até uma pequena população ser redescoberta, em maio de 2015, em Minas Gerais. Devido à sua raridade, a espécie foi listada na categoria Provavelmente Extinta, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Segundo a lista da BirdLife/IUCN a espécie é considerada Criticamente Ameaçada (CR). A redescoberta da rolinha-do-planalto foi um dos mais importantes achados ornitológicos das últimas décadas, tendo grande repercussão internacional. Agora, o desafio é desenvolver ações de conservação que garantam a proteção da população encontrada e do habitat onde vive*.

Desde maio de 2015, quando Rafael Bessa reencontrou a espécie, a SAVE Brasil vem trabalhando para mensurar quantos indivíduos existem na natureza e onde eles estão. Após intensas buscas, Botumirim, um pequeno município no norte de Minas Gerais, foi apontada como a única localidade com registros da espécie até então. Ficou claro que esta população precisava de proteção, assim foi criada uma reserva natural, uma propriedade particular de 593 hectares*.

O projeto “Salvando a rolinha-do-planalto e seu habitat único”, que tem apoio do CEPF Cerrado e é executado pela SAVE Brasil, tem como principal objetivo promover a conservação a longo prazo do Cerrado na área de redescoberta da rolinha-do-planalto, com especial atenção à proteção desta espécie, que está criticamente ameaçada de extinção.

O programa Terra da Gente, que retrata a biodiversidade brasileira em diversos cantos do país, foi à cidade de Botumirim (MG), próxima à Serra do Espinhaço, para registrar esse animal raro. Confira a matéria completa e o vídeo no site!

*Adaptado de texto fornecido pela SAVE Brasil.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Debate sobre instrumentos econômicos e identidade ecológica para a implementação do Código Florestal

 

Em agosto a Conservação Estratégica (CSF-Brasil), o Observatório do Código Florestal (OCF) e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) promoveram o “Debate sobre instrumentos econômicos e identidade ecológica para a implementação do Código Florestal”. O evento acontece no âmbito do projeto “Implementação das Cotas de Reserva Ambiental (CRA) no Maranhão e oportunidades no Tocantis e Bahia”, que conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). O debate foi realizado em Brasília no dia 7 de agosto, onde reuniu representantes governamentais, de pesquisa, da sociedade civil e produtores rurais para discutir sobre possíveis formas para avançar na implementação de dispositivos previstos no Código Florestal, como incentivos econômicos, compensação de Reserva Legal (RL) e a exigência de identidade ecológica para a compensação.

Este projeto é executado pela própria CSF-Brasil e tem o objetivo de analisar a viabilidade econômica e os ganhos ambientais de uma possível implementação do mercado de Cota de Reserva Ambiental no estado do Maranhão, além de investigar as oportunidades de implementação das CRAs nos estados de Tocantins e Bahia, através do engajamento em ações de articulação política, coleta de dados (preços de terra, lucros agrícolas, déficits de reservas legais, cobertura de vegetação nativa e localização de áreas de conservação prioritárias) e análise econômica.

A notícia completa sobre o evento você pode conferir no site da CSF-Brasil, assim como mais informações sobre Cota de Reserva Ambiental.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

Reserva da Biosfera do Cerrado ganha mais territórios

Acervo IEB

 

Criadas pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1972, as Reservas da Biosfera, espalhadas hoje por 110 países, têm sua sustentação no programa “O Homem e a Biosfera” (MAB) da UNESCO, desenvolvido com o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), com a UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e com agências internacionais de desenvolvimento. É o principal instrumento do Programa MAB e compõe uma rede mundial de áreas, que têm por finalidade a Pesquisa Cooperativa, a Conservação do Patrimônio Natural e Cultural e a Promoção do Desenvolvimento Sustentável¹.

A Rede Mundial de Reservas da Biosfera é composta por 631 Reservas da Biosfera localizadas em 119 países, incluindo 14 sítios transfronteiriços/transcontinentais. No Brasil podemos destacar as seguintes Reservas da Biosfera²:

Estas reservas desempenham o papel de promover a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais e disseminar os conhecimentos científicos, tradicionais e culturais em suas regiões.

Reserva da Biosfera do Cerrado, até então, apresentava três fases definidas que se situam em regiões do Distrito Federal e dos estados de Goiás, Tocantins, Maranhão e Piauí.  A declaração da fase I da Reserva abrange o território do Distrito Federal e data de 1994, e a da segunda fase, de outubro de 2000. A aprovação da fase III, em setembro de 2001, apoiou a formação do Conselho da Reserva da Biosfera.

De acordo com a assessoria de comunicação do  Ministério do Meio Ambiente (MMA), a revisão dos Limites da Reserva da Biosfera (RB) do Cerrado foi aprovada nesta segunda-feira (17), em Brasília (DF). O novo desenho priorizou a conectividade do Cerrado com os biomas Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal e abrange cerca de 74 milhões de hectares, que inclui os estados da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e São Paulo, que se juntam ao Distrito Federal, Goiás, Piauí, Tocantins e Maranhão, que já compunham a RB. O documento será encaminhado para avaliação da UNESCO. Mais informações no site do MMA.

Esta ação faz parte do projeto “Apoio técnico e desenvolvimento de processo participativo para a formulação da proposta de ampliação da Reserva da Biosfera do Cerrado”, que tem o objetivo de discutir com os principais atores um processo de redefinição de limites para a Reserva da Biosfera do Cerrado, a partir da definição de critérios e conceitos enfocando a questão geoespacial, no intuito de compor um documento técnico a ser submetido à UNESCO. O projeto é executado pela Greentec Tecnologia Ambiental e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

 

¹Ministério do Meio Ambiente (2018). Comissão aprova limites da Reserva da Biosfera do Cerrado. Disponível em: http://www.mma.gov.br/informma/item/15103-comiss%C3%A3o-aprova-limites-da-reserva-da-biosfera-do-cerrado.html 

²UNESCO (2017). Reservas da Biosfera no Brasil. Disponível em: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/natural-sciences/environment/biodiversity/biodiversity/


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Projetos em foco: Buriti – geração de renda para jovens e mulheres, conservação das Veredas e Chapadas

Foto: ©Acervo Grande Sertão
Foto: ©Acervo Grande Sertão

 

No mês de agosto a Cooperativa Grande Sertão, que executa o projeto Buriti – geração de renda para jovens e mulheres, conservação das Veredas e Chapadas com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), realizou uma visita a Belém (PA) no intuito de consolidar e construir novos canais de comercialização para os produtos da sociobiodiversidade do Cerrado mineiro. O produto em destaque é o óleo de buriti, que é elaborado na planta industrial da Cooperativa Grande Sertão, em Montes Claros (MG). Para isso, a Cooperativa conta com mais de 400 famílias de agricultores(as) familiares e extrativistas cadastradas, que fornecem a polpa do buriti “raspa”, que é utilizada para produzir o famoso óleo, rico em nutrientes. O foco dessa atividade foi visitar empresas do ramo cosmético e alimentício, como a NATURA e BERACA.

Neste mês de setembro, a Grande Sertão recebeu a  visita de um grupo de técnicos do Rio Grande Sul, representado o CETAP – Centro de Tecnologias Alternativas Populares. O foco do intercâmbio foi conhecer a experiências desenvolvidas com a utilização dos produtos da sociobiodiversidade. O trabalho desenvolvido com as comunidades, agricultoras,  agricultores familiares e extrativistas no arranjo produtivo do buriti foi apresentado como uma experiência inovadora na região, o que possibilitou a construção de um diálogo para o futuro estabelecimento de uma parceria entre as instituições. Ainda neste mês, a Cooperativa Grande Sertão estará em campo com as comunidades do Peruaçu e na Terra Indígena Xacriabá, para avaliar a safra de buriti.

 

*Texto fornecido pela Cooperativa Grande Sertão


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

Rede Cerrado lança novo site em evento que reuniu entidades associadas e parceiras

Composta por 54 entidades associadas e cerca de 300 organizações de base, a Rede Cerrado, que retomou as atividades da secretaria executiva no início deste ano, reuniu instituições filiadas e parceiras para uma confraternização para celebrar o Dia Nacional do Cerrado. Na oportunidade, houve o lançamento do novo site da Rede Cerrado que já está disponível para acesso em diferentes telas, computador, celular ou tablete, pelo endereço www.redecerrado.org.br.

A Rede Cerrado executa o projeto “Rede fortalecida, Cerrado conservado”, que tem o objetivo de ampliar a incidência política da Rede na elaboração, implementação e monitoramento de políticas públicas relacionadas à promoção do desenvolvimento sustentável com respeito aos direitos de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais no bioma Cerrado. O projeto conta com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil e do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado)

Veja a matéria completa no site da Rede Cerrado.

Coordenação da Rede Cerrado. Acervo IEB/Aryanne Amaral

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

Cerrado mineiro conta com mais uma ação de proteção ao faveiro-de-wilson

© F. Fernandes/ Acervo SAFZBH

 

O fogo é um agente indispensável para a manutenção da biodiversidade nas diferentes savanas do mundo. Como o Cerrado é classificado como a savana brasileira, o fogo executa um papel importantíssimo na manutenção de determinados ecossistemas e espécies de sua flora. Porém, é preciso ressaltar, que o fogo que ocorre naturalmente, ou seja, provocado por raios ou por combustão espontânea é diferente da queimada indiscriminada, que quando provocada, é extremamente danosa à biodiversidade do Cerrado.

Para executar um trabalho de conservação da árvore conhecida como faveiro-de-wilson no município de Pequi, Minas Gerais, no mês de julho foi criada a brigada de combate a incêndios florestais. Pequi está localizada no centro-oeste de Minas Gerais, distante 182 km de Belo Horizonte e concentra o maior número de árvores desta espécie. A brigada é constituída de 16 brigadistas voluntários residentes em Pequi, que receberam em junho um treinamento completo, teórico e prático, oferecido pela ONG Brigada 1 e pelo Programa de Conservação do faveiro-de-wilson. A criação desta brigada era uma das ações previstas no Plano de Ação Nacional para Conservação desta espécie.

Esta ação faz parte do projeto “Manejo e proteção do faveiro-de-wilson”, que tem o objetivo de aumentar a proteção ao faveiro e ao seu habitat por meio da implementação de ações do seu Plano de Ação Nacional. O projeto é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). Leia a matéria completa no site da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

Aconteceu em Brasília o 1º Encontro das Entidades Ambientalistas do Centro-Oeste

 

 

Entre os dias 22 e 23 de agosto (2018) ocorreu no auditório do Hotel Nacional o 1º Encontro das Entidades Ambientalistas do Centro-Oeste, promovido pela Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS), executado através do projeto “I FENACO – Fórum das Entidades Ambientalistas do Centro-Oeste”, que conta com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil e do Fundo de Parceria para Ecossistemas Crísticos (CEPF Cerrado)

O evento contou com a participação de instituições representantes dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal. O intuito do fórum é capacitar, ampliar e fortalecer a participação da sociedade civil organizada da região Centro-Oeste nas instâncias decisórias do poder público, em especial, no CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente.

Na ocasião foram levantados, por estados e por biomas, temas relevantes relacionados ao Pagamento por Serviços Ambientais, Áreas Úmidas, Gestão de Resíduos Sólidos, Educação Ambiental, Restauração, Fortalecimento dos Conselhos de Meio Ambiente, Gestão de Unidades de Conservação, etc. Alguns destes temas serão levados ao CONAMA na forma de resoluções, proposições, recomendações e/ou moções.

Dentro da programação do evento o grupo teve a oportunidade de acompanhar a 130º Reunião da Plenária do CONAMA, promovida no dia 23 de agosto, onde foi apresentada por Raulff Lima, coordenador executivo da RENCTAS, a iniciativa do Fórum das Entidades Ambientalistas do Centro-Oeste e suas instituições participantes. Ao final, as entidades foram recebidas pelo Ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, que foi apresentado ao Fórum e as entidades que o compõem. Nessa oportunidade foi relatado ao ministro alguns dos problemas ambientais que as entidades vem enfrentando nas suas regiões e áreas de atuação, assim como o objetivo deste encontro e do fórum.

 

1a reunião do Fórum das Entidades Ambientalistas do Centro-Oeste. Foto: Aryanne Amaral / IEB
130o reunião da Plenária do CONAMA no auditório do IBAMA. Foto: Aryanne Amaral / IEB
Entidades do Fórum Ambientalista do Centro-Oeste reunidas com o Ministro do Meio Ambiente durante reunião do CONAMA. Foto: Aryanne Amaral / IEB

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

FENABARU 2018: Segunda Festa Nacional do Baru | Programação Completa|

Vêm aí a Segunda Festa Nacional do Baru (FENABARU 2018) que ocorrerá no município de Arinos, Minas Gerais de 16 a 19 de agosto de 2018. Nosso parceiro, a Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária – COPABASE, é um dos parceiros desta iniciativa, que conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), através do projeto Práticas Sustentáveis de Produção como Promotoras de Conservação da Biodiversidade no Sertão Urucuiano, que visa diversificar a produção agroextrativista sustentável nos municípios de Arinos, Riachinho, Bonfinópolis de Minas, Urucuia, Chapada Gaúcha, Uruana de Minas, Natalândia e Pintópolis.

 

Confira a PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

 

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Instituto Mamede e WWF-Brasil promovem formação em ecoturismo com comunidades do MS

 

Foto: Aryanne Amaral / IEB

 

*O Ecoturismo de Base Comunitária é uma ação que contribui para a elevação da renda familiar e a conservação dos recursos naturais

Pode ser mais uma fonte de renda familiar, conservar os recursos naturais e, ainda, encantar as pessoas sobre os cuidados com a terra e com a natureza são os objetivos de um projeto que o Instituto Mamede e o WWF-Brasil desenvolvem hoje junto ao Assentamento Canaã, em Rochedo que fica a 80 km distante da capital sul-mato-grossense. Os assentados estão aprendendo que a vida simples e o cuidado com a natureza geram interesse de turistas que buscam por experiências e vivências no meio rural. No assentamento há vários atrativos tanto naturais como culturais, com a possibilidade de o turista visitar os roçados; acompanhar a produção de pecuária de leite; visitar o Morro de Santo Antônio – onde fiéis fazem peregrinações e devoções; várias nascentes hídricas; ambientes naturais com vegetação do Cerrado, matas de galeria e florestas estacionais, além de vida selvagem abundante. Também são oferecidas comidas típicas, produtos da horta e da agricultura familiar, além de pães, leite e queijo.

Para que tudo isso funcione, no entanto, é preciso que a comunidade esteja bem preparada e organizada, por isso a importância dos cursos de formação e engajamento dos moradores.

E é este tipo de iniciativa – organizar a comunidade para oferecer serviços de ecoturismo comunitário – que o Instituto Mamede está fazendo em parceria com o WWF-Brasil, por meio do projeto “Municípios Sustentáveis protegendo o berço das águas do Cerrado e as cabeceiras do Pantanal” apoiado pelo Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Don Eaton do WWF-Brasil explicou que “o projeto, Municípios Sustentáveis, busca promover alternativas econômicas que são ambientalmente sustentáveis para as comunidades rurais, contribuindo para a geração de renda, o fortalecimento da economia local e a manutenção dos serviços ambientais essenciais para áreas de produção, comunidades rurais e biodiversidade regional. ”

Trabalho contínuo

O trabalho com Ecoturismo de Base Comunitária no Assentamento Canaã que contou com a participação de 23 membros de comunidade vem sendo construído através de um processo de diálogo desde o ano de 2017 e que culminou no primeiro módulo de formação em julho deste ano, tendo como base a experiência na Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, localizada no município de Corguinho (130 km de Campo Grande), Mato Grosso do Sul. Lá, a formação vem sendo desenvolvida desde 2015 e, neste ano, o segundo módulo aconteceu em fevereiro com a participação de 43 pessoas.

Simone Mamede e Maristela Benites do Instituto Mamede, contam com a parceria de várias instituições como a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), o Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da UNIDERP e Fundação de Turismo do Mato Grosso do Sul – FUNDTUR-MS. Assim, a experiência e as responsabilidades são compartilhadas, a fim de inspirar e assegurar a construção de territórios mais sustentáveis que percebam no turismo de base local uma alternativa para melhor uso da terra e conservação da biodiversidade. Além de fomentar à pesquisa e extensão neste tema e o investimento em formação e estruturação do turismo no estado, afirmaram.

Para a realização das formações tem sido utilizadas metodologias participativa como “open space”, mapa falado, diagnóstico participativo, aula expositiva e práticas de campo. Os cursos são divididos em três módulos: I) Planejamento e Sustentabilidade; II) Educação Ambiental e Formatação de Roteiros e; III) Empreendedorismo e Marketing.

Segundo Simone Mamede, do Instituto Mamede, “a atividade tem sido conduzida com muito cuidado e dedicação. Todos monitores passaram por capacitações e a aplicação dos módulos vem sendo avaliada e monitorada. O diálogo, a percepção e o acompanhamento tanto dos integrantes da comunidade como de outros atores são ações frequentes e enriquecedoras, que têm somado muito no processo de formação. Protagonismo, empoderamento, pertencimento, participação e identidade social são os temas estruturantes e que fundamentam as ações e cada módulo de formação”.

Como resultado a Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte já recebeu alguns grupos de turistas e percebeu a importância de ampliar o leque de atividades com o potencial turístico. Nesse sentido, as mulheres, que representaram mais de 50% das pessoas que participaram da última capacitação, tem se mobilizado para criar uma organização não governamental que represente o núcleo de mulheres da comunidade.

Para este segundo semestre estão previstas as instalações de placas de interpretação e sinalização do Ecoturismo de Base Comunitária e para 2019 estão programadas também novas oficinas sobre temas específicos.

“O Ecoturismo de Base Comunitária tem se revelado não só uma alternativa de renda para essas comunidades, mas uma forma de transformação das pessoas e de reconhecimento da beleza e simplicidade do cotidiano. Um aprendizado sobre a cultura da paz, do viver e conviver, uma construção contínua e coletiva para a sustentabilidade”, concluiu Mamede.

*Texto fornecido pelo WWF-Brasil e Instituto Mamede

Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

FENABARU 2018: Segunda Festa Nacional do Baru

 

Vêm aí a Segunda Festa Nacional do Baru (FENABARU 2018) que ocorrerá no município de Arinos, Minas Gerais de 16 a 19 de agosto de 2018. Nosso parceiro, a Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária – COPABASE, é um dos parceiros desta iniciativa, que conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), através do projeto Práticas Sustentáveis de Produção como Promotoras de Conservação da Biodiversidade no Sertão Urucuiano, que visa diversificar a produção agroextrativista sustentável nos municípios de Arinos, Riachinho, Bonfinópolis de Minas, Urucuia, Chapada Gaúcha, Uruana de Minas, Natalândia e Pintópolis.

Confira parte da programação:


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

União de COMDEMAs Pró-Cerrado

 

Ontem (26), a Fundação Neotrópica do Brasil iniciou suas atividades de elaboração do Plano de Ação do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Miranda (MS).
Nesta oportunidade foi convidada a Dr(a). Livia Medeiros, especialista em Espeleologia, que deu uma palestra sobre Conservação da Biodiversidade Subterrânea e sua relação com a conservação do Cerrado.
Está é uma ação viabilizada pelo projeto “União de COMDEMAs Pró-Cerrado: mobilizando atores no corredor Miranda-Bodoquena”, que é patrocinado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) com o apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Quer saber mais sobre esta iniciativa?

Acesse: https://goo.gl/jD2hsB

 

 

 

Sementes para restauração

A Rede de Sementes do Cerrado, através do projeto “Mercado de sementes e restauração: provendo serviços ambientais e biodiversidade”, coloca à venda 71 espécies de plantas nativas do Cerrado para restauração ecológica. Além de 42 espécies de árvores, a lista conta com 15 herbáceas e 14 arbustivas. Este projeto recebe apoio do do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Acesse a página da Rede de Sementes do Cerrado para mais informações.

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Florestas de Comida no Cerrado e o Dia Internacional da Agricultura Familiar | 25 de julho |

 

 

Neste dia 25 de julho, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) celebra em todo o mundo o Dia Internacional da Agricultura Familiar. Em celebração a este dia, vamos apresentar o projeto Florestas de Comida no Cerrado executado pela Cooperativa Agropecuária dos Produtores Familiares de Niquelândia –  CooperagroFamiliar e com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

*A CooperagroFamiliar iniciou suas atividades em 2003 com o objetivo de potencializar a produção e viabilizar a comercialização para os agricultores familiares de Niquelândia, Goiás. Tendo em vista o potencial para fruticultura nesta região e com o objetivo de promover uma dinamização da produção familiar, surge o Projeto Florestas de Comida no Cerrado, baseado na tecnologia MAES – Módulos AgroEcológicos Sucessionais – de produção agroflorestal com recorte na questão de gênero, com o objetivo de desenvolver a cadeia produtiva da agroecologia na região de Niquelândia, conciliando conservação ambiental com produção agroflorestal.

*O projeto Florestas de Comida no Cerrado busca, por meio de um conjunto de atividades articuladas, reconhecer o protagonismo da mulher na dinâmica rural estimulando o seu reconhecimento como atores políticos na construção da concepção agroecológica e protetoras da biodiversidade, por meio da disseminação do sistema MAES. Assim, espera-se o envolvimento das famílias agricultoras, através da revalorização das atribuições produtivas e reprodutivas de homens e mulheres, promovendo o fortalecimento do capital social e ambiental local, desencadeando o desenvolvimento rural sustentável do Cerrado. Neste sentido, o projeto irá trabalhar a disseminação da metodologia MAES para incentivar a prática agroflorestal como modelo de produção; oferecer às famílias de agricultores e agricultoras de assentamentos/comunidades rurais condições para iniciar a produção de alimentos em sistemas agroecológicos e promover cursos e oficinas em Agroecologia (Sistemas Agroflorestais Sucessionais) e acesso ao mercado para as famílias rurais da região, priorizando a prática nos métodos e tecnologias sociais e a troca de experiências entre agricultores/as familiares.

Acompanhe este projeto e muitos outros na página do CEPF Cerrado!

 

*Texto fornecido pela CooperagroFamiliar


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Árvore endêmica do Cerrado mineiro engaja sociedade em prol da conservação

Novo exemplar de faveiro-de-wilson encontrado em visita de campo do projeto em Minas Gerais.

O faveiro-de wilson, cujo nome científico é Dimorphandra wilsonii Rizzini, da família das leguminosas (Fabaceae), é uma espécie ameaçada de extinção, categoria “Criticamente em Perigo de Extinção”. Ela é endêmica da região central de Minas Gerais, na transição do Cerrado para a Mata Atlântica, ou seja, não existe em nenhum outro lugar do mundo. Por ser tão raro, o faveiro-de-wilson é protegido pelo Decreto Lei no 43904/2004 de Minas Gerais. O faveiro-de-wilson chegou próximo da extinção devido à destruição das matas da região, principalmente nos últimos 60 anos. Até agora foram encontradas pouco mais de 300 árvores na natureza, e a maioria delas está isolada no meio de pastagens, onde tem grande dificuldade de se reproduzir. As árvores do faveiro-de-wilson podem ser encontradas também em capoeiras e matas, tanto nas baixadas quanto nas encostas e topos de morro*. (*Texto retirado do site da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte)

O projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-wilson” é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e recebe apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). O projeto teve início em novembro de 2017 e já conta com várias ações em andamento, dentre encontros, capacitações e visitas às áreas de ocorrência da espécie, atuando em uma extensão de 5.215 km², onde estão os 18 municípios de ocorrência do faveiro. “A execução do projeto na região tem propiciado, além do aumento de conhecimento,  um aumento do grau de conscientização ambiental e maior engajamento na defesa do meio ambiente nas pessoas locais”, relata Fernando Fernades, pesquisador e líder do projeto. Nas últimas visitas para coleta de dados foram descobertos cinco novos exemplares da espécie.

Veja o vídeo abaixo para saber mais sobre o trabalho da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte com a espécie faveiro-de-wilson!

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

FestFlor 2018

 

Brasília recebeu a sexta edição da FestFlor Brasil (feira nacional da cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais), realizada entre os dias 28 de junho e 1º de julho no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Entre os mais de 150 estandes que participaram do evento, havia um com 100% de plantas e sementes nativas do Cerrado. Era o estande do projeto Jardins de Cerrado, idealizado pela arquiteta e paisagista Mariana Siqueira e realizado em parceria com diversas instituições, entre elas a Rede de Semente do Cerrado.

Ali, os visitantes encontraram mudas de ervas e arbustos nativos produzidos de forma pioneira no viveiro experimental do projeto, pelas mãos de Claudomiro de Almeida Cortes. Foram vendidas mudas de macela-do-campo, catuaba, caliandra, mimosa e diversos capins nativos, entre outros.

O estande divulgou também a comercialização de sementes nativas, tanto com a finalidade de restauração ecológica (realização da RSC e parceiros) quanto para paisagismo (através de parceria com a empresa VerdeNovo Sementes Nativas).

Um dos atrativos do espaço Jardins de Cerrado foram as publicações da Rede de Sementes do Cerrado. Dezenas de livros sobre gramíneas, árvores,  flores e frutos nativos foram adquiridos pelos visitantes.

O evento contou ainda com duas palestras sobre a introdução de plantas nativas do Cerrado no paisagismo, ambas ministradas por Mariana Siqueira: “Produção de sementes e mudas de ervas e arbustos do Cerrado” (dia 29/06) e “Jardins de Cerrado: potencial paisagístico da savana brasileira” (dia 30/06).

Nas palestras e no estande, foi divulgado o projeto Mercado de Sementes e Restauração: provendo serviços ambientais e biodiversidade, realizado pela Rede de Sementes do Cerrado em parceria com ICMBio, UnB e Associação Cerrado de Pé, entre outros. O projeto é financiado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial), com o Instituto Internacional de Educação do Brasil.

Com isso, a flora do Cerrado aproxima-se, a cada dia mais, dos jardins urbanos e da vida das pessoas – e as sementes nativas têm uma importância crucial nesse processo!

*Texto fornecido pela Rede de Sementes do Cerrado

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu é ampliado e passa a ser um dos maiores do Cerrado

 

 

Rio Peruaçu, Januária, MG. Foto: ©André Dib

 

 

O Mosaico Sertão Veredas–Peruaçu (MSVP) é um conjunto de áreas protegidas localizadas na margem esquerda do Rio São Francisco, entre as regiões norte e noroeste de Minas Gerais e parte do sudoeste da Bahia. Com uma área aproximada de 1.8 milhões de hectares e perímetro de 1.210 km, o Mosaico envolve unidades de conservação ambiental, comunidades tradicionais e a Terra Indígena Xakriabá. Em Minas Gerais, o Mosaico engloba áreas dos municípios de Formoso, Arinos, Chapada Gaúcha, Urucuia, Cônego Marinho, Januária, Itacarambi, Bonito de Minas, São João das Missões, Miravânia e Manga. Atravessado pelo Rio Carinhanha, o território se estende até parte do município de Cocos, na Bahia. O território faz parte da região dos Gerais, imortalizada por João Guimarães Rosa em obras como “Grande Sertão: Veredas”, “Sagarana” e “Manuelzão e Miguilim”. A diversidade ambiental da região, que abriga espécies endêmicas da fauna e flora do Cerrado, convive com a riqueza cultural dos povos tradicionais sertanejos, ribeirinhos, geraizeiros e vazanteiros*.

O Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu foi ampliado de 1.8 milhões de hectares para mais de 3 milhões de hectares. A inclusão de dez unidades de conservação no Mosaico, que agora passam a integrar às 15 UCs já existentes, somando um total de 25 áreas protegidas, ocorreu na última quinta-feira (05), três meses após a proposta ser apresentada para a Câmara Técnica de Gestão Integrada das unidades do MSVP, em que o WWF-Brasil faz parte da coordenação. O conselho consultivo do MSVP aprovou, por unanimidade, o pedido de ampliação do mosaico. Esse é um grande passo para o planejamento e execução de ações conjuntas na prevenção ao desmatamento e maior desempenho das ações de conservação de um dos maiores remanescentes de Cerrado. Veja a matéria completa no site do WWF-Brasil!

No intuito de atuar na integração e fortalecimento da gestão das áreas especialmente protegidas do MSVP, o WWF-Brasil e parceiros executam o projeto “Fortalecimento da gestão territorial integral nas áreas especialmente protegidas do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu” com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

*Texto retirado do site Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

ADEQUAÇÃO AMBIENTAL EM PROPRIEDADES RURAIS: a aplicação do Programa de Regularização Ambiental (PRA)

 

 

O Projeto Biomas visa a desenvolver e incorporar soluções com árvores para uso sustentável das propriedades rurais brasileiras e capacitar produtores rurais e técnicos como potenciais executores e multiplicadores destas soluções. Em relação ao novo Código Florestal, esse projeto busca integrar a oferta de produtos agrícolas e florestais, ampliando a possibilidade de ganhos econômicos atrelados à conservação do meio ambiente. O Projeto, fruto da parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), está implantado nos seis Biomas Brasileiros (Pampa, Pantanal, Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica) e é gerido através de uma coordenação em âmbito nacional e coordenações regionais. A Embrapa Cerrado é responsável pela gestão das atividades no Cerrado.

Entre os dias 25 e 27 de junho de 2018, na Embrapa Sede em Brasília (DF) ocorreu o curso de adequação ambiental da propriedade rural, que contou com a realização do Projeto Biomas, Serviço Florestal Brasileiro, Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural, Ministério do Meio Ambiente,  Confederação Nacional de Agricultura  e EMBRAPA.

Curso de Adequação Ambiental

O curso teve o objetivo de testar uma proposta de ementa para um curso em EaD para que agricultores, técnicos multiplicadores e profissionais possam atuar na adequação ambiental das propriedades rurais, em apoio ao Programa de Regularização Ambiental previsto na legislação de proteção da vegetação nativa. Onde participaram analistas e pesquisadores da EMBRAPA, SFB, SEDR-MMA, ICMBio, EMATER, SENAR, CNA, Secretaria de Agricultura do DF, SEMA, IBRAM, entre outros, com atividades na análise e na implementação em restauração, restauradores, gestores ambientais, ou seja, atores importantes para o desenvolvimento do Programa de Regularização Ambiental. Foi prevista a participação de 70 pessoas.

Confira a programação:

25 de junho

8h      Abertura do Curso: Recepção dos participantes e Apresentação do Projeto Biomas e Expectativas do Evento. CNA – MMA – Embrapa

8h30 Desafios para conservação e restauração do Bioma Cerrado. José Felipe Ribeiro, Embrapa

10h     Intervalo

10h30 Vegetação do Cerrado: fatores bioticos e abioticos. José Felipe Ribeiro, Embrapa

11h30 Interações flora e fauna na restauração. Marcelo Kuhlmann – Projeto Biomas

12h15 Almoço

13h15 Coleta, beneficiamento e armazenamento de sementes de espécies nativas para recomposição ambiental. Maria Cristina de Oliviera – FUP UnB

14h15 Viveiros e produção de mudas de espécies nativas. Maria Cristina de Oliviera – FUP UnB

15h15 Intervalo

15h30 Legislação Brasileira de Sementes e Mudas aplicada a sementes e mudas das espécies florestais, nativas ou exóticas e das de interesse medicinal ou ambiental. MAPA

17h     Encerramento do dia

26 de junho

8h      Estratégias de recomposição de ambientes florestais degradados ou alterados – Riscos e desafios associados à RAD

Daniel Luis Mascia Vieira, Embrapa

10h     Intervalo

10h30 Estratégias de recomposição de ambientes savanicos e campestres degradados ou alterados Alexandre Sampaio – ICMbio

12h30 Almoço

13h30 Monitoramento de trabalhos de recomposição: Por que, o que, quem, onde e quando monitorar? Daniel Luis Mascia Vieira, Embrapa

15h     Intervalo

15h30 Prática: Monitoramento de áreas em recomposição. Alexandre Sampaio – ICMbio; Daniel Luis Mascia Vieira e José Felipe Ribeiro, Embrapa

17h     Encerramento do dia

27 de junho

8h      Sistema Web Ambiente. O que é, para que serve e como usar. Allan Milhomens – SEDR/MMA

9h      Conservação da Biodiversidade: Sustentabilidade e Inovação. Análise financeira dos modelos. O negócio da Cadeia da Restauração! José Felipe Ribeiro, Embrapa

10h     Intervalo

10h30 Legislação Ambiental Federal: Lei 12.651/2012, CAR, PRA e PRADA. Entenda a Lei de Proteção da Vegetação Nativa (12.651/2012) e sua importância na restauração. Janaina Rocha – SFB/MMA

11h15 Situação do CAR e PRA no Distrito Federal. Amanda Porto – IBRAM

12h30 Encerramento

 

 

Evitando a Extinção do Pato-Mergulhão na Chapada dos Veadeiros, Goiás, Brasil

O Projeto “Evitando a extinção do pato-mergulhão no corredor Veadeiros-Pouso Alto- Kalunga” teve suas atividades iniciadas em janeiro de 2018, na cidade de Alto Paraíso de Goiás, localizada na região da Chapada dos Veadeiros. O projeto tem como objetivo a realização de atividades de monitoramento e pesquisa do Pato-Mergulhão, ações de conscientização pública e capacitação sobre o atual estado de conservação da espécie. O projeto tem a duração de dois anos e é financiado pelo “Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos” – (CEPF), com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IIEB). O projeto é executado pelo Instituto Amada Terra de Inclusão Social (IAT), sendo sua equipe básica composta pela Coordenadora Geral: Gislaine Disconzi, Coordenador de Campo: Fernando Previdente, Coordenadora de Educomunicação: Maria Beatriz Maury e Coordenador Financeiro: Paulo Henrique Golçalves.

Por que cuidar do Pato-Mergulhão?

Com uma população pequena e vivendo em um ambiente restrito, o pato-mergulhão é uma ave rara, que está criticamente ameaçada de extinção. Sua ocorrência atualmente é apenas, no Brasil. Já desapareceu nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina e também na Argentina e no Paraguai. A sua presença indica um bom estado de conservação do ambiente, por ser uma espécie restrita a ambientes de corredeiras, cachoeiras e remansos de águas limpas e cristalinas.

Alguns resultados do projeto e de suas parcerias

Lançamento do pato-mergulhão como o embaixador das águas no Brasil

No dia 20 de março deste ano, no Fórum Mundial das Águas, em Brasília, o Pato-Mergulhão recebeu do Ministério do Meio Ambiente, o título de Embaixador das Águas Brasileiras.

EQUIPE DO INSTITUTO AMADA TERRA ESTEVE PRESENTE NO 8º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA: Gislaine Disconzi, Coordenadora do Projeto, Maria Beatriz Maury, Coordenadora de Educomunicação, juntamente com Ricardo Soavinsky, presidente do ICMBIO, Rita Surrage de Medeiros, Coordenadora do PAN do Pato Mergulhão pelo CEMAVE, Prof Sávio Bruno Freire, da UFF, Luís Fábio da Silveira, da USP, Paulo Zuquim Antas, da Funatura, Reinaldo Lourival, Nature And Culture Internacional, Fabiane Sebaio, da Cervivo e Sônia Rigueira do Instituto Terra Brasilis. Comemorando a merecida escolha do Pato-mergulhão para o título de Embaixador das Águas Brasileiras. Foto: ©IAT

Avistamento de indivíduos em expedições de campo

Desde o início do projeto já foram realizadas treinamentos, percursos de rios embarcados e expedições de reconhecimento de áreas de registros da espécie, cujo objetivo é localizar indivíduos para futuras marcações, anilhamentos e colocação de rádios e GPS. Em duas dessas expedições, já foram avistados um casal e um indivíduo. Na Chapada dos Veadeiros, estima-se que haja cerca de 50 a 60 indivíduos, o que torna estes avistamentos um resultado espetacular, em um curto período de tempo de realização do projeto.

Indivíduo localizado na expedição do Projeto Evitando a Extinção do Pato-Mergulhão na Chapada dos Veadeiros. Foto: ©IAT

Programa de Televisão sobre a Chapada

No mês de junho, a TV Record transmitiu uma série documental sobre a Chapada dos Veadeiros, dedicando um episódio ao Pato-Mergulhão. Para isso acompanhou a equipe do Projeto em uma de suas expedições. Esse é um resultado bastante positivo, que ajuda na conservação da espécie.

Série da Record

https://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/pesquisadores-tentam-preservar-especies-da-chapada-dos-veadeiros-07062018

Para saber mais

Facebook do Projeto

https://www.facebook.com/pato.mergulhao.7

Fotos do Projeto

https://www.facebook.com/pato.mergulhao.7/photos?lst=100002529835047%3A100026683758830%3A1530830913&source_ref=pb_friends_tl

 

*Texto fornecido por Maria Beatriz Maury, Coordenadora de Educomunicação, Instituto Amada Terra

 

 

Comunidade Kalunga ganha direito de posse de áreas importantes para o seu território

Comunidade Kalunga / ©Ion David

 

No dia 06 de junho às 10 horas da manhã, o Procurador Geral Dr. Luiz Cesar Kimura, representando o governador Zé Eliton e o estado de Goiás, acompanhado do Dr. Vavá, entregou a Escritura de Concessão de Direito Real de Uso para o presidente da Associação Quilombo Kalunga (AQK), Vilmar Souza Costa, das seguintes áreas:

NOME DO IMÓVEL

ÁREA (ha)

Gleba Devoluta Moleque

3.682,5639

Gleba Devoluta Vão das Almas

57.343,4438

Reserva Biológica Serra da Contenda I

14.207,0000

TOTAL

75.233,0077

Participaram da solenidade um grande número de Kalungas, as diretorias das Associações, o juiz da Comarca de Cavalcante Dr. Pedro Piazzalunga Cesario Pereira, a Promotora Dra. Úrsula Catarina Pereira Pinto, o presidente da Câmara Municipal Rui Alves Maciel e os vereadores Kalungas Iron Moreira Dias e Salviano dos Santos Rosa. Foi muito grande a alegria do povo Kalunga durante a solenidade.

Essa conquista do direito de posse dessas três áreas é de suma importância para a consolidação do território do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (SHPCK), fruto da luta da Associação Quilombo Kalunga. As comunidades de Teresina, Monte Alegre e Cavalcante receberam uma comitiva do governo do estado de Goiás que fez a entrega da escritura de concessão de uso das terras. Agora o território Kalunga conta com estas áreas, que somam 75.233,0077 hectares, sendo que 14 mil hectares pertencem à Reserva Biológica Serra da Contenda I.

O SHPCK conta com aproximadamente 39 regiões que podem ser denominadas comunidades, onde estão distribuídas mais de 1.500 famílias. Os Kalungas ao longo de aproximadamente 300 anos vivem nos vãos das serras e tem uma relação harmoniosa com o meio ambiente. A comunidade também carrega muito forte em seu povo a cultura e a tradição histórica, através de artesanatos, como cerâmica, tecelagem, bordado e a produção de remédios caseiros.

Através do projeto “Uso do Geoprocessamento no Manejo do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga”, a Associação Quilombo Kalunga com o apoio do CEPF Cerrado (Critical Ecosystem Partnership Fund) irá implementar a melhoria e a consolidação da gestão ambiental e territorial do SHPCK, por meio de Sistema de Informações Geográficas (SIG) como ferramenta para a gestão territorial permanente, bem como o uso sustentável dos recursos naturais, visando garantir a melhoria na qualidade de vida para todos os moradores e para as gerações futuras.  Acesse o link para saber mais sobre esta iniciativa!

2018 vem sendo um ano da consolidação de inúmeras vitórias do povo Kalunga!

 

Comunidade Kalunga na solenidade de entrega da Escritura de Concessão de Direito real de Uso das áreas.
Comunidade Kalunga na solenidade de entrega da Escritura de Concessão de Direito real de Uso das áreas.
Representantes do povo Kalunga e do estado de Goiás.
Representantes do povo Kalunga e do estado de Goiás.
Representantes do povo Kalunga e do estado de Goiás.
Representantes do povo Kalunga e do estado de Goiás.

 

Você conhece a rolinha-do-planalto?

A rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis) é uma das aves mais raras do mundo e ficou desaparecida por quase um século até uma pequena população ser redescoberta, em maio de 2015, em Minas Gerais. Devido à sua raridade, a espécie foi listada na categoria Provavelmente Extinta, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Segundo a lista da BirdLife/IUCN a espécie é considerada Criticamente Ameaçada (CR). A redescoberta da rolinha-do-planalto foi um dos mais importantes achados ornitológicos das últimas décadas, tendo grande repercussão internacional. Agora, o desafio é desenvolver ações de conservação que garantam a proteção da população encontrada e do habitat onde vive*.

Desde maio de 2015, quando Rafael Bessa reencontrou a espécie, a SAVE Brasil vem trabalhando para mensurar quantos indivíduos existem na natureza e onde eles estão. Após intensas buscas, Botumirim, um pequeno município no norte de Minas Gerais, foi apontada como a única localidade com registros da espécie até então. Ficou claro que esta população precisava de proteção, assim foi criada uma reserva natural, uma propriedade particular de 593 hectares. A Reserva rolinha-do-planalto, que futuramente será uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, protege a única população conhecida da espécie*.

O projeto “Salvando a rolinha-do-planalto e seu habitat único”, que tem apoio do CEPF Cerrado e é executado pela SAVE Brasil, tem como principal objetivo promover a conservação a longo prazo do Cerrado na área de redescoberta da rolinha-do-planalto, com especial atenção à proteção desta espécie, que está criticamente ameaçada de extinção.

Conheça mais sobre a rolinha-do-planalto, sua vocalização, comportamento e seu habitat na página da SAVE Brasil e nos ajude a conservar esta espécie criticamente ameaçada!

*Adaptado de texto fornecido pela SAVE Brasil.

 

 

 

Projeto promove ações de conservação do faveiro-de-wilson

O faveiro-de-wilson vem sendo estudado, monitorado e protegido desde 2003 pelo Programa de Conservação do faveiro-de-wilson. Atualmente, a população nativa está reduzida a menos de 300 indivíduos adultos na natureza, devido basicamente à destruição do seu habitat. O projeto Manejo e proteção do faveiro-de-wilson (Dimorphanda wilsonii), executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte, visa aumentar a proteção desta espécie e a do seu habitat por meio da implementação de ações do seu Plano de Ação Nacional (PAN), trabalhando a conservação e sensibilização através do engajamento de comunidades.
O II Encontro do faveiro-de-wilson foi realizado no último mês de Maio, na Câmara Municipal de Maravilhas-MG. Na ocasião, foram reunidos 20 proprietários rurais que possuem a espécie em suas propriedades e outros colaboradores que auxiliam na sua busca e conservação. Fernando Fernandes, líder do projeto, realizou uma apresentação sobre o faveiro e o trabalho de pesquisa e conservação que a Sociedade vem fazendo na região de atuação.
Veja mais no vídeo abaixo:

Organizações socioambientais querem pautar conservação do Cerrado nos programas dos candidatos à presidência

 

Proposta de estratégia nacional para o bioma inclui ainda a defesa dos direitos territoriais dos povos e comunidades tradicionais da região. Diretrizes serão entregues aos candidatos a Presidente da República

Brasília, 04 de junho de 2018 – O Cerrado é mais do que o celeiro do mundo para a produção agrícola brasileira, é também a caixa d’água do Brasil. A afirmação do ex-secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, André Lima, mostra a necessidade de o próximo presidente da República rever a forma de ocupação do bioma, que tem sofrido crescente devastação nos últimos anos. “Até hoje nenhum presidente considerou o Cerrado como bioma que ele é”, enfatizou Lima.

Com o objetivo de conciliar as ações necessárias para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país, seis organizações socioambientais se reuniram para promover o seminário “Estratégia Nacional Para o Cerrado”, a ser entregue a todos os candidatos a presidente da República até agosto deste ano. O seminário ocorrerá no dia 5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente – e será realizado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS), no plenário 2, do Anexo II, da Câmara dos Deputados em Brasília.

A proposta a ser apresentada aos candidatos a presidente possui três eixos. O primeiro é a conservação e recuperação do Cerrado. Esta diretriz inclui a implementação da legislação ambiental, o fortalecimento das áreas protegidas e a meta de desmatamento líquido zero no Cerrado, resguardadas as particularidades dos agricultores/as familiares, dos povos e comunidades tradicionais. O segundo é a garantia dos direitos territoriais e de acesso aos recursos naturais pelas populações tradicionais e comunidades extrativistas. O terceiro eixo é o mais desafiador: integrar o desenvolvimento agropecuário com a conservação e integridade do bioma, de modo a assegurar o desenvolvimento sustentável para o meio ambiente. “Hoje, o Cerrado é uma região vista apenas para o desenvolvimento do agronegócio e da pecuária”, pontua André Lima.

“O Cerrado é uma região de nascentes das bacias Amazônica, do São Francisco, Tocantins, bacia Atlântico Norte/Nordeste, bacia Atlântico Leste e a bacia dos rios Paraná/Paraguai”, explica o ambientalista.

A Coordenação da Estratégia Nacional para o Cerrado é integrada por seis organizações socioambientais: os institutos Sociedade, População e Natureza (ISPN), Internacional de Educação do Brasil (IEB), de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Socioambiental (ISA), Centro de Vida (ICV) e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF-Brasil). O seminário contará com o apoio da Climate and Land Use Alliance (CLUA) e com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês).

Cerrado ameaçado

O Cerrado é o segundo maior bioma no Brasil e abriga 40% da população brasileira. São agricultores/as familiares, comunidades e povos tradicionais – quilombolas, geraizeiros (do norte mineiro), quebradeiras de coco babaçu, povos indígenas entre outros – são 216 terras indígenas e 83 etnias em seu interior.

Quanto à água, abriga o aquífero Guarani – o segundo maior reservatório subterrâneo do mundo, além dos aquíferos Bambuí e Urucuia. Parte do Sudeste depende das águas oriundas das chuvas e das nascentes no Cerrado.

O Cerrado brasileiro é uma das savanas mais ameaçadas do planeta. Possui hoje apenas 50% da sua cobertura vegetal original. Apenas 5% de sua área é protegida por unidades de conservação de proteção integral.

Ao se falar de devastação, trata-se de ameaça a um bioma rico em biodiversidade. Alguns estudos relatam mais de 12 mil espécies catalogadas da flora nativa.

Em relação à fauna, cerca de 250 espécies de mamíferos vivem no Cerrado, junto com uma rica avifauna, com 856 espécies registradas. A diversidade de 800 espécies de peixes, 262 espécies de répteis e 204 de anfíbios é alta e relevante para a manutenção dos ecossistemas no Cerrado.

Para mais informações sobre o evento acesse a página da CMADS e este link.

 

 

Gestão integrada e o fortalecimento em rede foram temas do Encontro dos Mosaicos de Áreas Protegidas do Cerrado e Caatinga

Ocorreu na semana passada em Januária (Minas Gerais), entre os dias 10 e 11 de maio, o primeiro Encontro dos Mosaicos de Áreas Protegidas do Cerrado e Caatinga. Este encontro foi organizado pelo WWF-Brasil, Fundação Pró-Natureza (FUNATURA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG), Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas e Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu e contou com a participação dos grupos dos Mosaicos Capivara-Confusões, Espinhaço-Alto Jequitinhonha-Serra do Cabral, Jalapão, Amazônia Oriental, Veadeiros (ainda em proposta), Espinhaço Meridional (ainda em proposta) e representantes de diversas instituições. O evento ocorreu no âmbito do projeto “Fortalecimento da gestão territorial integral nas áreas especialmente protegidas do Mosaico Sertão-Veredas-Peruaçu”, executado pelo WWF-Brasil e com apoio do CEPF Cerrado, que tem o objetivo de atuar na integração e fortalecimento da gestão das áreas especialmente protegidas do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu.

Esta foi a primeira oportunidade de reunir os Mosaicos do Cerrado e da Caatinga para se apresentarem e discutirem diversas ações de gestão integrada, execução de projetos, ações de comunicação e atividades que estão ocorrendo nos diferentes mosaicos. Na ocasião, foram apresentadas também as propostas de criação do Mosaico Veadeiros e Mosaico Espinhaço Meridional que receberam uma carta de apoio dos participantes do encontro e também foi deliberado o próximo local do evento, que será realizado no Mosaico Jalapão, que foi estabelecido recentemente. A Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas (REMAP) também teve um espaço de apresentação, reforçando a importância da atuação em redes para o fortalecimento da gestão integrada e de políticas. No segundo dia foi realizada uma visita técnica ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, que propiciou aos participantes o contato com a biodiversidade, com as cavernas e com a arte rupestre e sítios arqueológicos da região do Peruaçu. Os visitantes foram guiados pelos condutores ambientais do parque, que fazem parte da comunidade local e foram capacitados e credenciados pelo ICMBio.

Mais informações sobre o encontro também no site do WWF-Brasil.

 

Reunião dos Mosaicos em Januária, Minas Gerais.
Recepção aos visitantes no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, MG.
Pintura rupestre no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, MG.
Participantes do evento em Januária, MG.. Foto: Felipe Spina / WWF-Brasil

 

 

 

 

Rede de Sementes do Cerrado irá promover cursos em Goiás e Minas Gerais sobre restauração ecológica e coleta de sementes

A Rede de Sementes do Cerrado irá promover no mês de Junho os cursos “Coleta de Sementes” e “Restauração Ecológica”. O curso de Coleta de Sementes será ministrado nas cidades de Mambaí (GO) e na região do Peruaçu (MG) e o curso de Restauração Ecológica somente na região do Peruaçu (MG).

O curso de restauração faz parte do projeto “Capacitação em restauração ecológica do Cerrado”, que recebe apoio do CEPF Cerrado, e tem o objetivo de capacitar atores em ações de restauração, além de demais envolvidos no processo de restauração, sobre o diagnóstico de áreas degradadas, planejamento da restauração, técnicas de restauração e monitoramento dos resultados da restauração. O curso de coleta de sementes é uma iniciativa do projeto “Mercado de sementes e restauração: provendo serviços ambientais e biodiversidade”, que também recebe apoio do CEPF Cerrado e visa atuar nos principais elos da cadeia de produção de sementes nativas: os coletores de sementes, os diversos tipos de compradores de sementes e a interligação entre estes atores.

As inscrições para cada curso podem ser realizadas nos links abaixo:

Coleta de Sementes – Mambaí/GO – 8 a 10 de junho
https://goo.gl/forms/g2D7HdxkILfTXdJl1

Coleta de Sementes – Peruaçu/MG – 12 a 13 de junho
https://goo.gl/forms/dHiVTswQVp3j6q1K2

Restauração Ecológica – Peruaçu/MG – 14 a 15 de junho
https://goo.gl/forms/15HBcy5GApJ1twau1

 

 

 

 

CEPF Cerrado seleciona 5 projetos para Pequenos Apoios na 2a Chamada para Cartas de Intenção 2017

 

A Equipe de Implementação Regional (RIT) do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) torna oficial o resultado do processo seletivo das propostas para Pequenos Apoios da Segunda Chamada para Cartas de Intenção (CDI) 2017.

Em resposta ao edital, recebemos ao todo 68 projetos, sendo 23 projetos de Pequenos Apoios. As propostas passaram inicialmente por uma triagem onde foram revistos os critérios de elegibilidade estabelecidos no edital. Em seguida, cada projeto foi avaliado por dois especialistas externos que pontuaram as propostas segundo os critérios definidos pelo CEPF em conjunto com o IEB. Os projetos mais bem avaliados tecnicamente foram encaminhados para análise e decisão final por parte da equipe do CEPF Cerrado e IEB.

Os projetos foram avaliados considerando o recorte específico desse segundo edital que buscava apoiar ações voltadas às seguintes direções estratégicas: 3) Restauração: propor soluções para monitorar esforços de restauração, aumentar investimento privado em restauração no Cerrado e ampliar a escala de esforços em restauração; 4) Espécies (Prioridade 4.1): implementar Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies prioritárias, com foco na gestão e proteção de habitat; 5) Monitoramento (Prioridade 5.2): coletar e divulgar dados de monitoramento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, para integrar e compartilhar dados sobre as principais bacias hidrográficas do hotspot; 6) Fortalecimento da sociedade civil (Prioridade 6.1): fortalecer as capacidades das organizações da sociedade civil para participar dos órgãos e processos coletivos relacionados com a gestão de territórios e recursos naturais.

Ao final, foram aprovadas cinco propostas para Pequenos Apoios que melhor responderam ao recorte específico deste edital. Abaixo está, em ordem alfabética, a lista dos 05 (cinco) projetos selecionados nesta Segunda Chamada 2017 para receber Pequenos Apoios:

Direção estratégica Nome do Projeto Organização UF
1 4 (4.1)

 

Ecologia e recuperação de Uebelmannia buiningui Donald (Cactaceae) Instituto Jurumi MG
2 6 (6.1) I FENACO – I Fórum das Entidades Ambientalistas do Centro-Oeste RENCTAS DF, MT, MS, GO
3 5 (5.2) Local water resource management action planning in Biodiversity Corridor Mirador-Mesas (Piauí) Comissão Pastoral da Terra/Aidenvironment PI
4 3 Mapeamento de árvores isoladas e do potencial de regeneração natural em pastagens cultivadas do Cerrado Fundação Arthur Bernardes (FUNARBE) TO
5 5 (5.2) Mapeamento de Recursos Hídricos do Corredor da Chapada dos Guimarães Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP) MT

Os Pequenos Projetos (selecionados e não selecionados) receberam comunicados individuais sobre o resultado do processo seletivo.

Informamos que os Projetos Grandes também passaram por essas etapas de avaliação no Brasil e foram encaminhados à equipe do CEPF em Washington para etapa final do processo e decisão final.

Congratulamos os pequenos projetos selecionados e desejamos a todos que essa parceria que ora se inicia seja de grande crescimento para todos nós!

Agradecemos a todas as organizações que inscreveram seus projetos nesta Segunda Chamada, parabenizando-as pelo inestimável trabalho que desenvolvem na conservação do nosso querido bioma Cerrado!

 

Brasília, 02 de maio de 2018.

 

Atenciosamente,

Equipe de Implementação Regional (RIT) do CEPF Cerrado

Instituto Internacional de Educação do Brasil

SCLN 211 Bloco B Salas 101 e 102, Asa Norte, Brasília-DF

Tel. 55 (61) 3248-7449   CEP. 70863-532

www.cepfcerrado.iieb.org.br

 

Projeto Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu realiza reuniões dos Grupos de Trabalho em Januária (MG)

Dando continuidade às atividades do Projeto Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu, foram realizadas em Januária (MG) as reuniões dos Grupos de Trabalho que estão debatendo os temas que são centrais para a revisão do Plano de Desenvolvimento Territorial de Base Conservacionista – DTBC  e a elaboração do Zoneamento Socioambiental do Mosaico.

Entre os dias 03 a 06/04 reuniram-se os membros dos Grupos de Trabalho Águas do Mosaico, Iniciativa Privada, Agroecologia e Extrativismo, Gestão Integrada de Unidades de Conservação e Turismo. A reunião foi realizada nas dependências da Universidade Federal de Montes Claros – UNIMONTES, no campus de Januária (MG).

Na oportunidade, os participantes dos grupos representantes dos diversos setores atuantes na área de abrangência do Mosaico, puderam evoluir em suas proposições para a elaboração do Plano de DTBC e a contribuição para o Zoneamento Socioambiental. A metodologia de trabalho com os mapas da região tem sido a ferramenta principal para o debate com as comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu.

 

Texto por Fernando Lima

 

Grupos de Trabalho Águas do Mosaico, Iniciativa Privada, Agroecologia e Extrativismo, Gestão Integrada de Unidades de Conservação e Turismo.. Foto: Paulo Henrique/Funatura
Apresentação de Cesar Victor do Espírito Santo, Superintendente da Funatura. Foto: Paulo Henrique/Funatura

 

 

Missão IEB, CEPF e CI/GEF visita projetos em conservação do Cerrado no Mato Grosso do Sul

Neste mês de abril, o Instituto Internacional de Educação do Brasil/CEPF Cerrado recebeu a visita do time do CEPF internacional e da Conservação Internacional/GEF para uma visita aos projetos que já estão em execução nas áreas de Cerrado do Mato Grosso do Sul.

Os projetos foram aprovados na Primeira Chamada 2016 do CEPF Cerrado e são executados pela Associação Hanaiti Yomo’omo (AHY), ECOA, Fundação Neotrópica do Brasil e WWF-Brasil e estão desenvolvendo trabalhos voltados para a restauração, capacitação, gestão territorial, políticas públicas, áreas protegidas e agroecologia.

A AHY e a ECOA trabalham com o fortalecimento de comunidades, a primeira buscando a inclusão de indígenas e a segunda com  assentados rurais, através da agregação de valor e geração de renda por meios de produtos agrícolas e agroextrativistas do Cerrado. Além disso, a ECOA está seguindo com um processo de restauração da vegetação iniciado em 2016 em 15 áreas (totalizando aproximadamente 22 ha). A Fundação Neotrópica do Brasil e o WWF-Brasil buscam o fortalecimento dos CONDEMAs, a fim de subsidiar decisões locais que contribuam para conservação do Cerrado e para o alcance das metas mundiais de conservação da biodiversidade. Além disso, O WWF-Brasil visa promover o planejamento municipal participativo do uso do solo e desenvolver programas de base comunitária para restauração ecológica.

Conheça os detalhes de cada projeto no site do CEPF Cerrado.

Território quilombola em Corguinho, MS.
Viveiro de mudas na comunidade indígena Aldeia Brejão em Nioaque, MS.
Áreas de Cerrado em restauração em Miranda, MS. Aryanne Amaral/Acervo IEB
Equipes do IEB, CEPF, CI, ECOA, Fundação Neotrópica do Brasil e WWF-Brasil.

Fotos: Aryanne Amaral / IEB