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Projeto em foco: Corredor Miranda-Bodoquena

projeto Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais, que foi executado pela ECOA e contou com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), foi encerrado no mês de janeiro (2019) e teve objetivo de auxiliar a revegetação e conservação do Cerrado, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro por comunidades e assentados do Mato Grosso do Sul.

Com a proposta de otimizar o processo de restauração florestal iniciado em 2016 em três assentamentos rurais; melhorar a gestão da coleta de frutos do Cerrado, como baru e bocaiúva e sensibilizar o mercado, promovendo a valorização dos subprodutos dos frutos nativos do Cerrado, o projeto alcançou impactos importantes para a região do corredor Miranda-Bodoquena.

Ao final, o projeto ampliou 1 dos 22,95 hectares de áreas do Cerrado sul-mato-grossense que foram cercadas em 2016, com apoio de outro projeto. Essa área está em restauração, restabelecendo a vegetação nativa e a recuperação de 03 nascentes/córregos: Córrego Madalena e Córrego Lima, no Assentamento Andalucia, Nioaque; e Córrego Agachi, Assentamento Bandeirantes, Miranda. Na área também foram registradas o retorno da presença de fauna nativa, como guaxinim ou cachorro-do-mangue e o tuiuiú. Além deste processo de restauração, a equipe do projeto trabalhou o fomento à produção de mudas de espécies nativas do Cerrado, feitas por assentados, em seus próprios lotes, dando-lhes condições de acesso às mudas, que são dificilmente encontradas para venda em viveiros públicos ou privado no estado. Até o final do projeto foram produzidas 100 mudas de baru, que foram destinadas ao plantio nas áreas cercadas. Também foram produzidas 50 mudas de guavira, em estágio inicial, 50 mudas de jatobá, e o projeto finalizou com as sementes de murici, que serão semeadas este ano.

A equipe da ECOA também implementou o monitoramento participativo no projeto, através da ferramenta ciência cidadã, onde os assentados indicaram o progresso quinzenal das áreas reflorestadas e ofereceu oficinas que trabalharam no aperfeiçoamento das técnicas de manejo e processamento de frutos nativos e no uso de Sistemas Agroflorestais em propriedades, como alternativa à conservação e geração de renda nos assentamentos. As oficinas contribuíram também para a rearticulação da cadeia do extrativismo local, sobretudo do baru, bem como o debate sobre preço justo. Esta foi uma oportunidade para trabalhar a divulgação do potencial dos frutos nativos do Cerrado, consolidando mercados de compra de produtos. Essa articulação possibilitou a geração de renda alternativa para famílias assentadas, bem como a articulação de famílias de vários assentamentos no corredor Miranda-Bodoquena, para a coleta e comercialização da castanha do próprio baru.

Quer conhecer mais sobre outros projetos que contam com apoio do CEPF Cerrado? Acesse o site e confira!

Conheça também as ações da ECOA no Cerrado do Mato Grosso do Sul!

 

Área de 22 ha que passou por um processo de reflorestamento e está sendo monitorada pelo projeto. Acervo ECOA
Áreas de Cerrado em restauração em Miranda, MS. Aryanne Amaral/Acervo IEB
Fauna nativa na área em restauração. Acervo ECOA
Acervo ECOA

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

FENABARU 2018: Segunda Festa Nacional do Baru

 

Vêm aí a Segunda Festa Nacional do Baru (FENABARU 2018) que ocorrerá no município de Arinos, Minas Gerais de 16 a 19 de agosto de 2018. Nosso parceiro, a Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária – COPABASE, é um dos parceiros desta iniciativa, que conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), através do projeto Práticas Sustentáveis de Produção como Promotoras de Conservação da Biodiversidade no Sertão Urucuiano, que visa diversificar a produção agroextrativista sustentável nos municípios de Arinos, Riachinho, Bonfinópolis de Minas, Urucuia, Chapada Gaúcha, Uruana de Minas, Natalândia e Pintópolis.

Confira parte da programação:


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.