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Missão IEB, CEPF e CI/GEF visita projetos em conservação do Cerrado no Mato Grosso do Sul

Neste mês de abril, o Instituto Internacional de Educação do Brasil/CEPF Cerrado recebeu a visita do time do CEPF internacional e da Conservação Internacional/GEF para uma visita aos projetos que já estão em execução nas áreas de Cerrado do Mato Grosso do Sul.

Os projetos foram aprovados na Primeira Chamada 2016 do CEPF Cerrado e são executados pela Associação Hanaiti Yomo’omo (AHY), ECOA, Fundação Neotrópica do Brasil e WWF-Brasil e estão desenvolvendo trabalhos voltados para a restauração, capacitação, gestão territorial, políticas públicas, áreas protegidas e agroecologia.

A AHY e a ECOA trabalham com o fortalecimento de comunidades, a primeira buscando a inclusão de indígenas e a segunda com  assentados rurais, através da agregação de valor e geração de renda por meios de produtos agrícolas e agroextrativistas do Cerrado. Além disso, a ECOA está seguindo com um processo de restauração da vegetação iniciado em 2016 em 15 áreas (totalizando aproximadamente 22 ha). A Fundação Neotrópica do Brasil e o WWF-Brasil buscam o fortalecimento dos CONDEMAs, a fim de subsidiar decisões locais que contribuam para conservação do Cerrado e para o alcance das metas mundiais de conservação da biodiversidade. Além disso, O WWF-Brasil visa promover o planejamento municipal participativo do uso do solo e desenvolver programas de base comunitária para restauração ecológica.

Conheça os detalhes de cada projeto no site do CEPF Cerrado.

Território quilombola em Corguinho, MS.
Viveiro de mudas na comunidade indígena Aldeia Brejão em Nioaque, MS.
Áreas de Cerrado em restauração em Miranda, MS.
Equipes do IEB, CEPF, CI, ECOA, Fundação Neotrópica do Brasil e WWF-Brasil.

Fotos: Aryanne Amaral / IEB

SEMA Bahia lança publicação de boas práticas de agricultura para o Cerrado

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) do estado da Bahia lançou a publicação “Como cultivar alimentos plantando florestas – Histórias de pessoas, florestas e roças” fruto do Projeto Cerrado, que ocorre em parceria entre o Governo do Estado, Ministério do Meio Ambiente e Banco Mundial, com atuação em 11 municípios do oeste da Bahia.

A publicação apresenta exemplos de agricultores e agricultoras do Cerrado que mudaram sua relação com as formas de produzir, mostrando que é possível cultivar alimentos em colaboração com a natureza, utilizando práticas agroecológicas e sistemas agroflorestais, sem uso de agrotóxicos, com adubação verde, consórcio entre espécies, uso de sementes crioulas e de plantas nativas, em coerência com os ciclos da natureza. o objetivo é de socializar informações entre agricultores, agentes territoriais, técnicos da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), professores e servidores públicos dos municípios do Oeste da Bahia contemplados pelo Programa Cerrado.

Mais informações no site da SEMA.

 

 

 

Comunidades rurais recebem capacitação através de projeto apoiado pelo CEPF Cerrado

Nos dias 23 e 24 de fevereiro (2018), a equipe da Rede Bartô, através do projeto “Agrofloresta prestadora de serviços ecossistêmicos” realizou capacitações em comunidades rurais presentes na bacia do rio Pipiripau, localizado na região nordeste do Distrito Federal, a 55 Km do centro de Brasília (DF).

Os novos assentados rurais da Reforma Agrária, comunidade Roseli Nunes, receberam uma capacitação voltada para importância do trabalho coletivo, onde foram apresentadas noções sobre as bases do associativismo e cooperativismo. A comunidade Oziel Alves teve a capacitação voltada para a apresentação do novo Código Florestal, onde foram ressaltadas a importância das Áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal, Cadastro Ambiental Rural e restauração do Cerrado. Ao todo, as capacitações envolveram 44 pessoas com a média de idade entre 18 e 60 anos.

Os próximos passos do projeto prevem a conservação de áreas de Cerrado dentro do lote dos agricultores, através da regeneração natural e plantio de mudas;  a manutenção das áreas comunitárias de Reserva Legal, através de campanha contínua de educação ambiental e do enriquecimento com mudas e a implantação de agroflorestas.

O projeto “Agrofloresta prestadora de serviços ecossistêmicos” tem apoio do CEPF Cerrado e tem como objetivo principal, o beneficiamento de comunidades de agricultores familiares que se encontram no bioma Cerrado e no RIDE Brasília, e que fazem parte de uma área chave para a biodiversidade no Brasil Central. Mais informações sobre o projeto no site do CEPF Cerrado.

 

Capacitações realizadas pela Rede Bartô em comunidade rurais localizadas no entorno de Brasília (DF). Fotos: ©Aryanne Amaral

 

 

 

Ações de conservação promovidas pela sociedade civil e comunidades no Corredor Prioritário Miranda-Bodoquena

A ONG Ecologia e Ação (ECOA) iniciou suas atividades no projeto “Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais” em regiões dos municípios de Nioaque e Miranda (MS). O projeto é apoiado pelo CEPF Cerrado e tem como objetivo auxiliar na revegetação e conservação do bioma, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro nas comunidades e assentamentos do corredor Miranda – Bodoquena.

A equipe técnica da ECOA junto com monitores assentados, vêm realizando o monitoramento de uma área reflorestada de 22 ha, que teve o processo de restauração iniciado em 2016. Nestas visitas, eles identificaram áreas com grande potencial de regeneração natural, onde nascentes estão se recuperando gradativamente com auxílio da vegetação em reflorestamento.

Ao início destas primeiras ações na região, a equipe da ECOA recebeu um retorno positivo de proprietários rurais, que se dispuseram a colaborar, o que gerou uma lista de espera de pessoas dispostas à reflorestarem as suas Áreas de Preservação Permanente (APPs). Normalmente, como relatou a equipe, uma das maiores dificuldades encontradas por ações de reflorestamento é a anuência dos proprietários. Em muitas regiões há uma dificuldade bastante grande em encontrar pessoas que autorizem o fechamento e replantio das APPs.

Com estas ações, o projeto prevê que a médio e longo prazo, as bases comunitárias e associações nos assentamentos estarão fortalecidas pelo aumento da produção extrativista, que será promovida através do plantio de espécies, o que beneficia a ampliação das áreas de conservação do Cerrado no corredor Bodoquena – Miranda.

 

Área de 22 ha que passou por um processo de reflorestamento e está sendo monitorada pelo projeto Corredor Miranda-Bodoquena, realizado pela Ong Ecologia e Ação (ECOA) e com apoio do CEPF Cerrado.