Ilha de Cerrado no Brasil Central: governança Xavante em prol da conservação

 

Direção estratégica 6: Fortalecer a capacidade das organizações da sociedade civil para promover a melhor gestão dos territórios

Instituição: Associação Xavante de Etenhiritipá – AXE

Responsável(eis): Jurandir Siridiwe Xavante e Fernanda Viegas Reichardt
E-mail(s): jurandirsiridiwexavante@gmail; fv.reichardt@gmail.com
Telefone(s): +55 (66) 9 9230-2322

Corredor prioritário: Outros corredores (Araguaia)
Município(s): (MT) Canarana e Ribeirão Cascalheira

Objetivo geral: Desenvolver, através das associações “Xavante de Etenhiritipá” e “Aliança dos Povos do Roncador”, um projeto piloto de capacitação no âmbito de governança e proteção ambiental/territorial que seja replicável para demais associações Xavantes locais. Especificamente, o projeto visa orientar, fortalecer e habilitar as associações  para a implantação de ações integradas para a conservação das águas do Cerrado da Terra Indígena Pimentel Barbosa – Corredor Araguaia, a partir de um instrumento econômico: Pagamento por Serviços Ambientais – PSA. Como também, estimular a adoção de práticas sustentáveis que contribuam a qualidade, a quantidade e com o regime de vazão das águas das bacias hidrográficas Tocantins-Araguaia e Amazônica (sub-bacia do Rio Xingu) de forma ambientalmente sustentável, economicamente atrativa e financeiramente exequível.

Objetivos específicos:

  • Identificar coletivamente os problemas socioambientais da Terra Indígena Pimentel Barbosa.
  • Qualificar entendimentos básicos necessários para a compreensão do conceito de serviço ambiental, através de dinâmicas e atividades interativas.
  • Iniciar a discussão sobre a relação entre os povos Xavante e os diferentes tipos de serviços que os ecossistemas prestam à humanidade, valorizando os conhecimentos tradicionais ambientais do povo Xavante, bem como o diálogo intercultural.
  • Construir coletivamente uma relação de medidas que viabilizem o PSA.
  • Apresentar ferramentas simples de geoprocessamento.
  • Realizar um mapeamento participativo e comunitário.
  • Elencar técnicas de manejo do território que contribuem para alcançar o PSA.
  • Analisar e buscar soluções dos problemas identificados na primeira etapa da capacitação.
  • Idealização de cenários futuros.
  • Debater sobre as medidas que possibilitem as comunidades alcançarem os cenários por eles almejados, levando em consideração a contextualização social e política previamente mencionada.
  • Colocar em prática o modelo de governança colaborativa construído e promover o diálogo/envolvimento dos atores sociais locais, regionais, nacionais e/ou globais.

Valor do apoio: U$ 39.762,75

Duração: 17 meses (Junho 2019 a Novembro 2020)

 

Imagens cedidas pela AXE

Palestra na Escola Estadual Indígena de Educação Básica Samuel Sahutuwe, Aldeia Etenhiritipá, TI Pimentel Barbosa. Foto: ©Fernanda Reichardt/Acervo AXE
Compreensão da realidade socioambiental e política das aldeias por meio da identificação dos problemas que afetam diretamente o ambiente e qualidade de vida, Aldeia Etenhiritipá, TI Pimentel Barbosa. Foto: ©Fernanda Reichardt/Acervo AXE
Compreensão da realidade socioambiental e política das aldeias por meio da identificação dos problemas que afetam diretamente o ambiente e qualidade de vida, Aldeia Etenhiritipá, TI Pimentel Barbosa. Foto: ©Fernanda Reichardt/Acervo AXE
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