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O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) utiliza um processo de elaboração de “perfis ecossistêmicos” para identificar e articular uma estratégia de investimento para cada hotspot a ser financiado ao redor do mundo. Cada perfil ecossistêmico reflete uma avaliação das prioridades biológicas e das causas subjacentes à perda de biodiversidade em determinados ecossistemas. 

Entre outubro de 2014 e outubro de 2015, a Conservação Internacional do Brasil (CI-Brasil) e o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) coordenaram um processo de entrada de dados, análise e recomendações, com a participação de mais de 170 participantes de mais de 130 instituições. A informação coletada foi então sintetizada num perfil ecossistêmico para o hotspot do Cerrado.

Como parte deste processo, foram realizadas cinco oficinas de consulta com a participação de organizações da sociedade civil, do setor empresarial e de instituições governamentais.

Essas consultas deram aos participantes a oportunidade de ajudar a identificar as prioridades de conservação e a estabelecer, juntos, um quadro estratégico para a implementação do programa CEPF de apoios para a conservação no hotspot ao longo de um período de cinco anos (2016-2021).

A análise da situação ajudou a identificar prioridades de investimento divididas em direções estratégicas, que, quando associadas às áreas e corredores prioritários, fornecem uma perspectiva para o investimento do CEPF no hotspot Cerrado.

 

Tenha acesso ao Perfil do Ecossistema Hostpot da Biodiversidade do Cerrado e aos Resumos Técnico e Executivo na versão em Português:

 

As versões em inglês estão disponíveis no site do Critical Ecosystem Partnership Fund.

Priority corridors and KBAs

KBAs e Corredores

Durante a elaboração do perfil ecossistêmico, as listas existentes de Áreas-Chave para a Conservação da Biodiversidade (KBAs na sigla em inglês) no Brasil e IBAs na Bolívia e no Paraguai foram construídas e atualizadas com os dados mais recentes disponíveis.

Esse processo teve como resultado final um mapa com as 761 KBAs no Brasil, além de uma IBA na Bolívia e três IBAs no Paraguai. Estas 765 áreas representam cerca de 60 por cento da área do Cerrado. As KBAs na Bolívia e Paraguai gozam de certo tipo de proteção ambiental, o que significa que se considera que estas áreas-chave sofrem menos ameaças se comparadas à maioria das KBAs no Brasil, das quais apenas cerca de 10 por cento estão protegidas.

Com base nas análises de grupos de KBAs com alta importância biológica relativa, foram identificados 13 corredores de conservação, cobrindo cerca de um terço da área do hotspot.

Cada um dos 13 corredores possui características únicas, com diferentes formações vegetais e áreas de transição, diferentes níveis de endemismo de espécies e dinâmicas socioeconômicas específicas. Cada corredor requer, portanto, uma estratégia específica e um plano de ação diferenciado para a conservação.