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Cerrado: estratégias e perspectivas territoriais para os próximos anos

via Rede Cerrado

II Oficina de Territórios da Rede Cerrado contará com representantes de povos e comunidades tradicionais do Bioma que farão diálogo direto com governo e Ministério Público Federal

Em continuidade ao processo de debates sobre os direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais iniciado no ano passado, nos próximos dias 08 e 09 de maio, a Rede Cerrado reunirá representantes de indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, geraizeiros, raizeiras, extratvisitas, entre outros povos tradicionais do Bioma, em Brasília (DF), para diálogo direto com o governo e Ministério Público Federal para debater perspectivas e traçar estratégicas conjuntas para os próximos anos.

Se em 2018 os diálogos deram luz a novas formas para a garantia desses territórios, agora estratégias serão pensadas e traçadas frente a conjuntura já estabelecida pela atual gestão federal.

O Cerrado, além de ser, atualmente, o Bioma mais ameaçado do Brasil, de acordo com dados do Caderno de Conflitos do Campo 2018, da Comissão Pastoral da Terra, foi a região que mais sofreu com a expulsão de famílias do campo. O aumento registrado de 2017 para 2018 foi de mais de 14 mil por cento.

Mesa de Diálogos com governo federal e MPF

Como parte da programação da II Oficina de Territórios da Rede Cerrado, na próxima quarta-feira, dia 08 de maio, ocorrerá uma mesa de diálogos com representantes da atual gestão do governo federal referente a temas, como: regularização dos territórios, políticas públicas e extinção das instâncias de participação social.

Além de representantes de povos e comunidades tradicionais do Cerrado, o ato contará com a presença e participação do professor e pesquisador Alfredo Wagner, de representantes da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF), e da procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat.

A atividade, intitulada como Mesa de Diálogos sobre Territórios Tradicionalmente Ocupados é ação conjunta entre a Rede Cerrado, o Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT) e o Ministério Público Federal, em conjunto com a Articulação em Defesa das Terras Tradicionalmente Ocupadas. A atividade será transmitida ao vivo pela TV MPF.

Já na quinta-feira, dia 09, os trabalhos continuam no Instituto Divino Mestre, também em Brasília, com o objetivo de integrar ações e fortalecer estratégias conjuntas com outras organizações e coletivos.

Assembleia Geral da Rede Cerrado

Na próxima semana, nos dias 06 e 07 de maio, a Rede Cerrado também realizará sua Assembleia Geral cujo missão será eleger a nova coordenação geral da entidade para os próximos três anos. Na oportunidade, estarão presentes representantes das organizações associadas à Rede Cerrado.

Assembleia Geral da Rede Cerrado realizada em maio de 2018/Acervo Rede Cerrado.

 

A Rede Cerrado

Composta por mais de 50 entidades da sociedade civil associadas, a Rede Cerrado trabalha para a promoção da sustentabilidade, em defesa da conservação do Cerrado e dos seus povos. Indiretamente, a Rede Cerrado congrega mais de 300 organizações que se identificam com a causa socioambiental do bioma.

Somos representados por indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, vazanteiros, fundo e fecho de pasto, pescadores artesanais, geraizeiros, extrativistas, veredeiros, caatingueros, apanhadores de flores Sempre Viva e agricultores familiares.

A Rede Cerrado também atua estrategicamente em diversos espaços públicos socioambientais para propor, monitorar e avaliar projetos, programas e políticas públicas que dizem respeito ao Cerrado e aos seus povos.

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O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

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