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Iniciativa apoiada pelo CEPF celebra início de suas atividades no Cerrado

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fundvem atuando desde 2000 para assegurar a participação e contribuição da sociedade civil na conservação de alguns dos ecossistemas mais ricos do mundo do ponto de vista biológico, porém atualmente ameaçados.

O objetivo é promover a conservação em áreas biológicas de alta prioridade e numa escala de paisagem. A partir desta perspectiva, o CEPF identifica e apoia uma abordagem regional, envolvendo uma ampla gama de instituições públicas e privadas para atender as necessidades de conservação por meio de esforços coordenados.

O CEPF é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), Governo do Japão, Fundação John D. e Catherine T. MacArthur e Banco Mundial, com vistas a oferecer financiamento para proteção de ecossistemas únicos e ameaçados – conhecidos também como hotspots de biodiversidade.

Em 2013, o Conselho de Doadores do CEPF selecionou o bioma Cerrado como um dos hotspots prioritários e 8 milhões de dólares foram alocados para investimentos em projetos no período de 2016 a 2021. Entre os anos de 2016 e 2017 o CEPF Cerrado realizou duas chamadas para apoio a projetos no Cerrado. Atualmente, o Fundo conta com  34 projetos, divididos em Grandes e Pequenos Apoios. Algumas dessas inciativas já se encontram em andamento e outras acabam de concluir a assinatura de seus contratos para início de suas atividades, como a Associação Hanaiti Yomo’omo, que apresentou o projeto “Viveiro de mudas para produção agroflorestal na Aldeia Brejão” e que está localizado na Terra Indígena de Nioaque (Mato Grosso do Sul). Para celebrar o grande primeiro passo do início das atividades deste projeto, os representantes da associação gravaram uma nota de agradecimento ao time do CEPF. Confira!

 

Vamos falar do Cerrado?

¹O Cerrado é o maior hotspot no hemisfério ocidental, cobrindo mais de 2 milhões de km2 no Brasil e partes menores (cerca de 1%) da Bolívia e do Paraguai. Este hotspot também inclui as cabeceiras das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazonas/Tocantins, São Francisco e Prata), destacando-se, assim, a sua importância para a segurança hídrica da região. Além disso, o Cerrado é extremamente rico em riqueza de plantas, contando com mais de 12.000 espécies nativas catalogadas. A grande diversidade de habitats resulta em transições marcantes entre diferentes tipologias de vegetação. Cerca de 250 espécies de mamíferos vivem no Cerrado, junto com uma rica avifauna com 856 espécies registradas. A diversidade de peixes (800 espécies), répteis (262 espécies) e anfíbios (204 espécies) também é alta. Muitas dessas espécies são endêmicas. Por estas razões, o Cerrado é considerado como a região de savana tropical com a maior biodiversidade do mundo.

¹Além de suas especificidades ambientais, o Cerrado também apresenta grande importância social. Muitas pessoas dependem de seus recursos naturais para sobreviver com qualidade de vida, incluindo grupos indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos e quebradeiras de coco babaçu, que são parte do patrimônio histórico e cultural do Brasil e compartilham o conhecimento tradicional da biodiversidade. Mais de 220 espécies de plantas são conhecidas para uso medicinal e muitos frutos nativos são regularmente consumidos por moradores locais e vendidos nos centros urbanos.

¹Atualmente, o Cerrado é uma das principais áreas do planeta para a produção agrícola e pecuária. Embora seja um motivo de orgulho para muitos, a expansão da fronteira também cobra seu preço. O Ministério do Meio Ambiente estima que, até 2010, 47% do Cerrado tinha sido convertido e a maioria das áreas remanescentes de vegetação natural encontravam-se fragmentadas. A pressão continua intensa por causa da expansão agropecuária de soja, carne, cana-de-açúcar, eucalipto e algodão, produtos que são essenciais para a economia nacional e para os mercados mundiais. Como consequência, as taxas de desmatamento anuais no Cerrado são mais elevadas do que na Amazônia.

“Vamos falar do Cerrado?” é uma uma série de vídeos que oferece informações sobre o bioma, o seu histórico e riscos. Esta publicação foi produzida pelo projeto “Iniciativa para o Uso da Terra – INPUT”, resultado de uma parceria entre a Agroicone e o Climate Policy Initiative (CPI) no Brasil, que reúne diversos atores para mapear os desafios da gestão de recursos naturais no Brasil. Confira um dos vídeos da série:

 

 

¹Texto retirado do Perfil do Ecossistema Hostpot da Biodiversidade do Cerrado (2017).

 

Oportunidade: FUNATURA está com processo seletivo aberto para consultoria individual em diferentes funções

A Fundação Pró-Natureza – FUNATURA está com processo aberto de Seleção de Consultor Individual (Solicitação de Manifestação de Interesse) visando as seguintes funções: 
a) Um técnico para a Gestão Administrativa e Financeira do Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº004/2017 (Prazo prorrogado até 27/11/2017– PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
b) Um técnico para a Coordenação do Tema Extrativismo Vegetal do Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº005/2017 – PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
c) Um técnico para a Coordenação do Tema Turismo Ecocultural de Base Comunitária do Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº006/2017 – PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
d) Um técnico para a Elaboração do Zoneamento Socioambiental do Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu referente ao Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº007/2017 – PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
e) Um técnico para a Elaboração de Mapas Temáticos para subsidiar o Zoneamento Socioambiental do Mosaico Sertão Veredas – Peruaç referente ao Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº008/2017 – PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
Para participar da seleção, os candidatos deverão enviar por e-mail o currículo detalhado até às 23h59min do dia 28/11/2017 para: funatura@funatura.org.br. Mais informações no site da FUNATURA.
FUNATURA: +55 (61) 3274-5449

Cursos de adequação da propriedade rural no Cerrado serão oferecidos em Brasília e Cuiabá

 

No Cerrado, estima-se que haja mais de 5 milhões de hectares a serem restaurados para cumprimento da legislação e da meta de restauração assumida pelo governo Brasileiro durante a COP21 (2015). Os desafios são muitos e a inovação é necessária, para que práticas que hoje são inovadoras, passem a ser testadas e implementadas em larga escala de forma a permitir a restauração ecológica de vegetações campestres e savânicas, que caracterizam mais de 60% da área original do Cerrado¹.

O projeto “Mercado de Sementese Restauração Provendo Serviços Ambientais e Biodiversidade” administrado pela Rede de Sementes do Cerrado e sob coordenação do ICMBio e parcerias da Embrapa e Universidade de Brasília, foi contemplado na Primeira Chamada do edital do CEPF. Neste projeto, três toneladas de sementes serão distribuídas para fomentar o uso de técnicas, além de promover a melhoria do comércio de sementes, através de treinamento de coletores, desenvolvimento de um aplicativo para comunicação entre as pontas da cadeia de restauração e serão realizados cursos.

O curso Adequação Ambiental da Propriedade Rural permeia temas como a caracterização ecológica do Cerrado, legislação ambiental federal, estratégias de recomposição, espécies nativas de interesse econômico, riscos e desafios associados à RAD e o monitoramento da recomposição. O primeiro curso aconteceu em Palmas (TO) entre os dias 09 e 11 de outubro (2017) e os próximos estão programados para ocorrer em Cuiabá (MT), no período de 29/11 a 01/12 e em Brasília (DF), no período de 05 a 07/12. Os detalhes da programação do curso que será oferecido em Brasília podem ser acessados aqui, as inscrições podem ser efetuadas através do portal da Embrapa Cerrados até o dia 26/11 e mais informações podem ser obtidas através do telefone (61) 3388-9940. As inscrições para o curso de Cuiabá já estão encerradas, porém mais informações podem ser obtidas com a analista ambiental da SEMA (MT) que está à frente da atividade, Ligia Nara Vendramin, através do email (ligiavendramin@sema.mt.gov.br).

 

¹Adaptado do texto enviado por Alexandre Bonesso Sampaio – Analista Ambiental CECAT/ICMBio

Fórum do Clima acontecerá no DF entre os dias 28 e 29 de novembro

O Fórum do Clima que acontecerá aqui no Distrito Federal entre os dias 28 e 29 de novembro, auditório Águas Claras no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, tem o propósito de discutir, centrado em três temas estratégicos, os cenários e alternativas de adaptação às mudanças climáticas; as emissões de gases de efeito estufa do Distrito Federal e opções de mitigação e a governança climática.

Na reunião plenária de encerramento será lida a proposta do decreto de criação do fórum, submetida à consulta dos participantes, e encaminhada ao governador de Brasília. Esta proposta trata  da criação de instâncias de governança climática no DF, da consolidação do Fórum como instituição permanente, e ainda propõe a instalação de um painel científico para subsidiar tomadores de decisão.

As vagas estão limitadas a 200 participantes e as inscrições devem ser realizadas no site da SEMA-DF. A programação completa está disponível aqui.

A matéria completa sobre o Fórum pode ser acessada no site da SEMA/DF.

Mais informações:

E-mail: comunicacaosema@gmail.com

Telefone: (61) 3214 – 5611

 

Curso “Criação e Gestão de Unidades de Conservação em Áreas Urbanas” será oferecido em Brasília

O curso “Criação e Gestão de Unidades de Conservação em Áreas Urbanas: aspectos conceituais, legais e práticos” que será oferecido entre os dias 27 de novembro e 02 de dezembro de 2017 pelo arquiteto e urbanista Miguel von Behr, tem o objetivo de capacitar e desenvolver o profissional da área ambiental e urbana na integração da gestão territorial e participativa.

As aulas irão ocorrer no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), localizado em Brasília (DF). Mais informações e detalhes sobre o curso estão disponíveis neste folder:

 

Como submeter sua proposta ao 2o edital do CEPF?

O prazo para envio de propostas a Segunda Chamada do CEPF Cerrado se encerra agora no dia 08 de novembro (2017). 

Esta chamada está aberta aos grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil. As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000). Serão aceitas propostas nas seguintes Direções Estratégicas e Prioridades de Investimento:

Direção Estratégica 3 – Promover e fortalecer as cadeias produtivas associadas ao uso sustentável dos recursos naturais e à restauração ecológica no hostpot (Conforme recorte definido no edital).

Prioridade de Investimento 4.1– Apoiar a implementação de Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies prioritárias, com foco na gestão e proteção de habitat (Somente para Pequenos Projetos).

Prioridade de investimento 5.2 – Apoiar a coleta e divulgação de dados de monitoramento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, para integrar e compartilhar dados sobre as principais bacias hidrográficas do hotspot.

Prioridade de investimento 6.1 – Fortalecer as capacidades das organizações da sociedade civil para participar dos órgãos e processos coletivos relacionados com a gestão de territórios e recursos naturais.

COMO SUBMETER SUA PROPOSTA?

Para submeter os projetos, o proponente que irá concorrer ao apoio de Pequenos Projetos deve submeter sua proposta através da plataforma PROSAS. Proponentes que irão concorrer ao apoio de Grandes Projetos devem submeter suas propostas através da plataforma ConservationGrants

 

Acesse o edital completo da Segunda Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email (cepfcerrado@iieb.org.br) ou no nosso site.

 

Projeto “Restauração de Campos e Savanas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros” é premiado em conferência internacional sobre restauração

Equipe do projeto “Restauração de Campos e Savanas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros” recebendo o prêmio na VII Conferência Mundial da Sociedade Internacional de Restauração Ecológica (SER). (Foto cedida pela equipe)

O projeto “Restauração de Campos e Savanas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV)” foi premiado como o melhor projeto de restauração apresentado na VII Conferência Mundial da Sociedade Internacional de Restauração Ecológica (SER), realizada entre agosto e setembro de 2017. O projeto, coordenado pelo ICMBio, concorreu com outros 14 projetos, tendo ficado entre os três finalistas. Este projeto foi iniciado em 2010, no intuito de erradicar espécies invasoras e restaurar áreas degradadas no Parque. Em 2012, o analista Alexandre Bonesso Sampaio (CECAT/ICMBio) em parceria com outros servidores, propuseram a ampliação da escala dos experimentos de restauração, incluindo as espécies herbáceo-arbustivas do Cerrado. A técnica testada foi a semeadura direta de espécies nativas, em muito inspirada no método de restauração das florestas do entorno do Parque Nacional do Xingu. Este projeto já contou com o financiamento da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e Rede de Sementes do Cerrado, e conta, com apoio de pesquisadores da Embrapa, como Daniel Mascia Vieira e José Felipe Ribeiro, e da UnB, Isabel Belloni Schmidt e Sarah Caldas, além de contar com o apoio da comunidade do entorno do PNCV. O projeto sempre buscou gerar conhecimento e aprimorar técnicas de restauração de menor custo e alta eficiência para restaurar formações savânicas e campestres do Cerrado, envolvendo as comunidades locais em todas as etapas. Em 2016, todos os envolvidos no projeto se uniram para orientar uma ação inovadora no Parque. O objetivo era realizar reposição florestal via semeadura direta de plantas nativas, promovendo em larga escala a primeira restauração de formações savânicas e campestres do Cerrado. Os plantios desta reposição foram realizados em 2015 e 2016, onde foi possível restaurar 94 ha.

A restauração ecológica de savanas e campos do Cerrado é um desafio ainda pouco estudado e aplicado. Apesar disso, as práticas desenvolvidas no PNCV, com réplicas na REBIO Contagem (Brasília-DF) e na Fazenda Entre-Rios (PAD-DF), indicam que é possível restaurar em larga escala as formações savânicas e campestres. Este resultado só foi atingido graças ao envolvimento ativo da comunidade do entorno do PNCV, especialmente na produção de sementes nativas e nas atividades de semeadura e manutenção das áreas. Hoje, há mais de 70 famílias de coletores de sementes organizadas junto à Associação Cerrado de Pé, que é primeira a ofertar sementes de espécies herbáceo-arbustivas no Cerrado. Atualmente os coletores da Chapada dos Veadeiros ofertam sementes de 80 espécies nativas, entre ervas, arbustos e árvores. Desde 2012 foram restaurados 105 ha, a partir da semeadura de cerca de 25 toneladas de sementes de plantas nativas, movimentando R$ 170.000 para comunidades locais.

adaptado do texto enviado por Alexandre Bonesso Sampaio – Analista Ambiental CECAT/ICMBio

Indígenas e quilombolas discutem ações de projetos apoiados pelo Fundo CEPF

Tanto os indígenas, quanto os quilombolas participaram na última semana da apresentação dos três projetos apoiados pelo Fundo CEPF (Critical Ecosystem Partnership Fund), em português Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos, que serão implantados no território do Mosaico Sertão Veredas Peruaçu. O evento se deu pela parceria entre o WWF-Brasil, a Fundação Pró-Natureza (Funatura) e a Cooperativa dos Agricultores Familiares e Agroextrativistas do Vale do Peruaçu (CooPeruaçu), todas contempladas com investimentos do CEPF. O objetivo foi disseminar informações que mostram as interfaces das três propostas e ressaltar a intenção de desenvolver ações conjuntas.

Notícia publicada do site do WWF Brasil. Veja a notícia completa aqui.

O evento foi realizado pelo WWF-Brasil, Funatura e CooPeruaçu, para disseminar informações que mostram as interfaces das três propostas e ressaltar a intenção de desenvolver ações conjuntas.
© Kolbe Soares/WWF-Brasil

 

Equipe do CEPF Cerrado fará divulgação do seu 2o edital nos estados de Tocantins, Mato Grosso e Maranhão

©Michael Becker/IEB

Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), Governo do Japão, Fundação John D. e Catherine T. MacArthur e Banco Mundial para apoiar a proteção e conservação de ecossistemas únicos e ameaçados (hotspots), como o Cerrado, por exemplo.

Neste mês, o CEPF Cerrado está percorrendo alguns estados do Brasil para divulgar o seu segundo edital para apoio a projetos no hotspot Cerrado. Apresentações já foram realizadas nas cidades de Campo Grande (MS),  Barreiras (BA) e São Luís (MA). Nestas próximas semanas estão previstas visitas nas cidades de Cuiabá (MT), Palmas (TO), Caxias (MA) e Imperatriz (MA). As apresentações vão informar, de maneira detalhada, como as instituições podem se inscrever para garantir recursos para o desenvolvimento de projetos focados no Cerrado.

Esta chamada está aberta aos grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil. As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000). Os interessados podem se inscrever até 08 de novembro de 2017.

Acesse o edital completo da Segunda Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email (cepfcerrado@iieb.org.br) ou no nosso site.

Eventos de lançamento do segundo edital do CEPF Cerrado nos estados de Mato Grosso, Maranhão e Tocantins:

*A presença deve ser confirmada no email: cepfcerrado@iieb.org.br

Cidade/Estado Local Data Horário
Cuiabá/MT Sala de Reunião do INPP 18/10/17 14 hs
Caxias/MA Centro de Estudos Superiores de Caxias, UEMA, sala de reunião 17/10/17 16 hs
Imperatriz/MA UFMA, Campus Centro, sala 3 19/10/17 09 hs
Palmas/TO Auditório do Centro de Direitos Humanos de Palmas – CDH 19/10/17 14 hs

CEPF Cerrado lança novo edital para projetos em todo o hotspot

Mauritia flexuosa L.f. – Buriti

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF lança a Segunda Chamada para Cartas de Intenção (CDI) direcionada a inovadores e relevantes projetos de conservação para o Hotspot do Cerrado. Os interessados podem se inscrever até 08 de novembro de 2017.

Esta chamada está aberta a grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil.

As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000).

As propostas a este edital devem contemplar somente as seguintes Direções Estratégicas e Prioridades de Investimento:

Direção Estratégica 3 – Promover e fortalecer as cadeias produtivas associadas ao uso sustentável dos recursos naturais e à restauração ecológica no hostpot (Conforme recorte definido no edital).

Prioridade de Investimento 4.1– Apoiar a implementação de Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies prioritárias, com foco na gestão e proteção de habitat (Somente para Pequenos Projetos).

Prioridade de investimento 5.2 – Apoiar a coleta e divulgação de dados de monitoramento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, para integrar e compartilhar dados sobre as principais bacias hidrográficas do hotspot.

Prioridade de investimento 6.1 – Fortalecer as capacidades das organizações da sociedade civil para participar dos órgãos e processos coletivos relacionados com a gestão de territórios e recursos naturais.

Acesse o edital completo da Segunda Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email, cepfcerrado@iieb.org.br .

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Simpósio Reservas da Biosfera Brasileiras

 

Dia 22 de setembro acontecerá em Brasília o Simpósio Reservas da Biosfera Brasileiras com o tema “Parcerias e Ações Transformadoras”. O evento ocorrerá no Centro de Excelência do Cerrado — Cerratenses, localizado no Jardim Botânico de Brasília.

O evento conta com a seguinte programação:

8h30 – Bom Dia! 

9h – Reserva da Biosfera do Pantanal

9h20 – Reserva da Biosfera da Caatinga

9h40 – Reserva da Biosfera da Amazônia Central

10h00 – Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço

10h20 – Lanche

11h – Reserva da Biosfera da Mata Atlântica

11h20 – Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo

11h40 – Reserva da Biosfera do Cerrado

12h00 – Debate

13h30 – Encerramento

Participem!

Um futuro para o Cerrado

Rio dos Couros, Chapada dos Veadeiros, Goiás/Aryanne Amaral

Principal fronteira onde avança a agropecuária desde os anos 1960, o Cerrado tem poucas chances de seguir existindo nas próximas décadas sem ações emergenciais que ampliem suas áreas protegidas e que levem à adoção em larga escala de práticas produtivas menos danosas ao meio ambiente.

Consolidar as áreas já protegidas é fundamental, inclusive porque somente 7,7% do Cerrado estão hoje efetivamente resguardados pelo poder público, e apenas 2,8% destas áreas são protegidas integralmente. A última unidade de conservação criada no bioma foi a Estação Ecológica Chapada de Nova Roma, neste ano (2017), pelo governo estadual de Goiás. Novas metas internacionais chanceladas pelo Brasil recomendam a conservação de pelo menos 17% de cada bioma, até 2020.

Enquanto isso, projeções mostram que a área plantada com soja pode saltar de 21 para 30 milhões de hectares na próxima década, sempre com foco nas “terras baratas” do Cerrado. E os alvos são justamente os maiores remanescentes da savana brasileira, no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Além disso, a demanda interna e global por carnes cresce junto com as necessárias melhorias socioeconômicas.

Como agricultura e pecuária são os principais motores da destruição do Cerrado, respeitar a legislação e melhorar a eficiência da produção são atitudes indispensáveis. A integração de lavouras, pecuária e florestas plantadas, por exemplo, ajudaria a evitar a abertura e novas áreas e seria um sinal de que o país realmente quer fornecer itens produzidos com mais sustentabilidade aos mercados globalizados de commodities. Afinal, se antecipar a possíveis barreiras comerciais é sempre estratégico. Inclusive porque mais de 40% dos grãos, metade do farelo e um terço do óleo de soja produzidos no Brasil são exportados. Sete em cada dez países do mundo já compraram esses itens na última década.

Estimativas oficiais apontam que há aproximadamente 140 milhões de hectares degradados no país, principalmente no Cerrado e na transição deste para a Amazônia. A área é duas vezes maior que a da França. Na maioria dos casos, são terras que foram desmatadas para lavouras e acabaram abandonadas pela baixa produtividade. Em seguida, viraram pastos para rebanhos até o solo se tornar imprestável economicamente pela falta de manejo adequado. Tornar essa imensidão de terras novamente produtivas ajudaria no combate ao aquecimento do planeta, aliviaria a pressão para o desmatamento de florestas nativas e serviria à produção de commodities e alimentos.

Outra preocupação recai sobre as mudanças na legislação florestal brasileira. A destruição do Cerrado já pesa tanto quanto a da Amazônia nas emissões nacionais de gases de efeito estufa. E o bioma pode ser um dos maiores prejudicados com as mudanças que setores atrasados do ruralismo impuseram ao Código Florestal. Além disso, a aprovação da PEC 504/2010, que trata de incluir na Constituição Federal o Cerrado e a Caatinga como patrimônios nacionais e do PL 25/2015, que dispõe sobre a conservação e a utilização sustentável da vegetação nativa do bioma, são ações urgentes para a proteção do bioma.

Se a margem para desmatamento for ampliada, a caixa d´água do país ficará seriamente comprometida. No Cerrado nascem águas que abastecem aquíferos subterrâneos e as bacias hidrográficas Amazônica, do Tocantins, do Atlântico Norte/Nordeste, do São Francisco, do Atlântico Leste e do Paraná/Paraguai. Dessa última depende a sobrevivência do Pantanal, a maior planície inundável do planeta. Além de insumo econômico, a água que escorre por rios, córregos e veredas de beleza incomum, alimenta culturas regionais muitas vezes fundadas no extrativismo sustentável, uma atividade que perpetua e valoriza a vegetação e outros recursos nativos pelas mãos de valorosos e inúmeros povos tradicionais do Cerrado.

Os índices atuais de degradação e planos desenvolvimentistas carentes de sustentabilidade ambiental projetam um futuro nada animador para um bioma que já perdeu mais da metade da vegetação nativa, e ainda não é reconhecido como patrimônio nacional pela Constituição, sofrendo desnecessariamente com incêndios e queimadas cada vez mais intensos.

Mas com majestosa resistência, o Cerrado ainda segue encantando quem se atreve a conhecer esse abrigo de vida e de paisagens únicas no mundo. Manter esse patrimônio inigualável é o desafio que se impõe ao Brasil.

por Michael Becker – Coordenador da Estratégia de Implementação Regional do CEPF Cerrado 

Evento na Câmara dos Deputados celebra o Dia Nacional do Cerrado

Com o objetivo de celebrar o Dia Nacional do Cerrado (11/09), destacando sua importância para a questão dos recursos hídricos no Brasil, o Núcleo de Gestão Socioambiental (EcoCâmara) em parceria com outras instituições irá realizar o Seminário “Dia Nacional do Cerrado – O BERÇO DAS ÁGUAS DO BRASIL PEDE SOCORRO”. O evento conta com conta apresentações culturais, palestras, debates e exposições e será realizado na Câmara dos Deputados em Brasília.

A programação do evento está disponível no Facebook e no site da Câmara dos Deputados.

 Auditório Nereu Ramos
 11/09/2017
Horário: 13:00 às 19:00

Evento comemora o Dia Nacional do Cerrado

Como forma de debater sobre  a biodiversidade do Cerrado, suas tradições culturais, riqueza hídrica e ameaças, o WWF-Brasil irá realizar um evento em homenagem ao Dia Nacional do Cerrado, que se celebra no próxima dia 11 de setembro.

O evento começará às 11 horas com um debate que conta com a presença de representantes do Ministério do Meio Ambiente, ICMBio, liderança extrativista CooPeruaçu e WWF-Brasil. Na ocasião, também será lançado um vídeo curta-metragem sobre o bioma e os participantes poderão visitar a exposição “Cenários e riquezas do Cerrado de Guimarães Rosa”.

O evento ocorrerá na Livraria Cultura do shopping CasaPark e a programação completa pode ser conferida abaixo:

Decreto regulamenta a primeira Estação Ecológica do estado de Goiás

A Secretaria de Meio Ambiente do estado de Goiás divulgou a publicação do decreto que cria a primeira estação ecológica estadual. A Estação Ecológica Chapada de Nova Roma conta com aproximadamente 6 mil hectares e está localizada no município de mesmo nome.

A unidade de conservação conta com grande importância biológica para o Cerrado, pois abriga nascentes e corpos d’água que contribuem diretamente com o rio Paranã, além de acolher espécies endêmicas da flora e da fauna. De acordo com a SECIMA, os levantamentos apontaram a ocorrência de espécies críticas da fauna, como o tatu-canastra, lobo-guará, onça-pintada, gato-do-mato-pequeno e a jaguatirica.

A área está localizada próxima ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, o que contribui na ampliação das áreas protegidas na região e na formação de corredores ecológicos. A reportagem completa pode ser acessada neste link.

Área da Estação Ecológica Chapada Nova Roma (GO), imagem retirada do site da SECIMA-GO. Fonte: http://www.secima.go.gov.br/post/ver/223058/goias-cria-sua-primeira-estacao-ecologica

Virada do Cerrado movimenta o Distrito Federal com o tema Cuidando das Águas.

A edição de 2017 da Virada do Cerrado põe o tema Água no centro das atenções neste fim de semana. Em sua terceira edição, o evento, realizado pela Secretaria do Meio Ambiente do DF, tem o objetivo de render homenagens ao Dia Nacional do Cerrado (11 de setembro), aproximando a população e o poder público na luta pela conservação desse bioma. A programação prevê atividades em todas as Regiões Administrativas do DF que incluem rodas de conversa, música, oficinas, palestras, mutirões nos parques, feiras agroecológicas, caminhadas, corridas, bicicletadas, contação de histórias, circuito de ciências, gincanas, cine ambiental, teatro, passeios ecológicos, entre outros.  A abertura do evento será hoje, sexta-feira, dia primeiro de setembro, às 19h com show de artistas locais como o brasiliense Dillo e o grupo Pé de Cerrado. Haverá também na programação um encontro de telescópios para observar o céu de Brasília. Na programação de domingo, dia 3 de setembro, estão apresentações musicais com Ellen Oléria, Hamilton de Holanda e a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, a partir das 17h30, no Parque da Cidade.

Encontre a programação completa da Virada do Cerrado no site oficial do projeto http://tonavirada.org/ que também está no Facebook e poderá ser acompanhado pelo Instagram @tonavirada.

Participem! Divulguem!!! Viva o Cerrado!

Seca atinge o Rio Paranã em Goiás

Semana passada o veículo de comunicação “Lance Goiás” divulgou vídeos e imagens da seca que atingiu o Rio Paranã no município de Flores de Goiás (GO).

De acordo com as informações veiculadas, as comportas foram fechadas na terça-feira (22/08) e o rio secou em vários pontos, o que levou vários peixes à morte e prejudicou os moradores da região. Os relatos no site apontam que o fechamento das comportas foi realizado pelo governo municipal, no intuito de realizar trabalhos de georreferenciamento, mas que as mesmas seriam reabertas no dia 25/08.

O Rio Paranã banha os estados de Goiás e Tocantins e nasce próximo ao Distrito Federal, na região do município de Formosa. Ao chegar no estado do Tocantins, junta-se ao Rio Maranhão e forma o Rio Tocantins. Atualmente, muitas das nascentes do Rio Paranã encontram-se em estado avançado de degradação, devido ao desmatamento das Áreas de Preservação Permanente (APPs).

A reportagem completa pode ser acessada neste link.

Seca no Rio Paranã (GO), foto retirada do site Lance Goiás. Fonte: http://lancegoias.com.br/2017/08/25/rio-parana-seca-em-varios-pontos-em-flores-de-goias/

 

Pesquisa para a conservação é tema de seminário no ICMBio

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) irá comemorar 10 anos da existência da instituição, promovendo o IX Seminário de Pesquisa e IX Encontro de Iniciação Científica, que abordará os 10 anos de aprendizado em pesquisa para a conservação. Realizados desde 2009, os Seminários de Pesquisa e Encontros de Iniciação Científica do ICMBio tem o objetivo de promover a troca de experiências entre os profissionais que conduzem ou acompanham e demandam pesquisas científicas no Instituto Chico Mendes, bem como sua integração com as demais áreas da gestão e do conhecimento.

O evento ocorrerá de 12 a 14 de setembro de 2017, no auditório da sede do Instituto, em Brasília, e contará com palestras, rodas de conversa, apresentação de trabalhos científicos e mesas-redondas. A programação completa está disponível no site do Instituto.

O evento é aberto e as inscrições são gratuitas. Participe!

Local: Auditório da sede do ICMBio, EQSW 103/104, Complexo Administrativo, Subsolo, Setor Sudoeste, Brasília-DF

Inscrições: no local do evento 

Organizações desenvolvem plataforma online para mapear Terras Indígenas e Comunitárias

Treze das principais organizações de direitos de terra do mundo desenvolveram a LandMark (Global Platform of Indigenous And Community Lands), que é a primeira plataforma online, interativa e global para mapear terras indígenas e comunitárias, fornecendo dados de nível local e nacional. Ela também rastreia informações críticas sobre a segurança legal dessas terras, permitindo aos usuários monitorar o status e a eficácia das leis nacionais de terras em todo o mundo.

A plataforma global destina-se à ajudar os povos indígenas e comunidades a proteger seus direitos de terra e garantir a posse de suas terras. A LandMark atualmente fornece informações em duas escalas, nível comunitário e nível nacional, permitindo aos usuários comparar a situação da posse da terra entre e dentro dos países.

A plataforma LandMark pode ser acessada através do seguinte link: http://www.landmarkmap.org/

Chamada Pública do CNPq apoia projetos nos biomas Cerrado e Caatinga

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou no dia 16 de agosto Chamada Pública para apoiar projetos de pesquisa em Ações Integradas e Sustentáveis para a Garantia da Segurança Hídrica, Energética e Alimentar nos Biomas Caatinga e Cerrado. As inscrições vão até o dia 02 de outubro e a chamada completa está disponível neste link.

As propostas deverão ser submetidas por uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) cadastrada no Diretório de Instituições do CNPq e ter como objetivo o desenvolvimento de soluções sustentáveis para garantir, de forma integrada, a segurança hídrica, energética e alimentar às populações residentes nos biomas Caatinga e Cerrado.

Os projetos submetidos deverão estar num intervalo de financiamento de R$ 300.000,00 a R$ 500.000,00. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global de R$ 5.904.000,00 (cinco milhões, novecentos e quatro mil reais), oriundos do orçamento do MCTIC. A divulgação final dos aprovados ocorrerá no dia 30 de novembro de 2017 na página do CNPq.

Monitoramento Comunitário e Ferramentas de coleta de dados ambientais está na pauta

 

Monitorar um território de aproximadamente 230 mil hectares, habitado por cerca de 1.500 famílias, distribuídas em mais de 20 comunidades. Esse é o desafio enfrentado atualmente por quilombolas que vivem no Sítio Histórico do Patrimônio Cultural Kalunga. Algumas das maiores preocupações dos Kalunga são a caça e a pesca ilegal, o uso indevido da água, e o uso e ocupação desordenada do solo em seu território.

Para ajudar a discutir sobre o tema, o CEPF Cerrado promoveu, no último dia 13 de julho de 2017, um encontro para tratar sobre monitoramento comunitário e a coleta de dados ambientais. Para isso, foi convidado o engenheiro agrônomo e pesquisador colaborador em Manejo e monitoramento comunitário do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília, Antônio Oviedo que apresentou duas ferramentas de coleta de dados ambientais muito utilizadas por comunidades no monitoramento de seus territórios.

O evento ocorreu na sede do Instituto Internacional de Educação em Brasília e contou com a participação de membros da equipe do IEB além de algumas lideranças quilombolas de comunidades do Sítio Histórico Kalunga. O objetivo foi iniciar uma conversa sobre o monitoramento comunitário e sua importância para gestão participativa dos territórios. Apesar de existirem ferramentas de monitoramento de uso livre, o encontro teve foco na análise das ferramentas Open Data Kit (ODK) e Cybertracker de coleta participativa de dados ambientais que estão sendo utilizadas para a conservação ambiental em várias partes do mundo.

O grupo conheceu alguns casos nos quais a gestão participativa de territórios já se beneficia de registros capturados pelas próprias comunidades. Os exemplos analisados foram o monitoramento das populações de gorilas por comunidades tribais no Congo; o rastreamento de animais para a caça na África por meio de aplicativos; o monitoramento da floresta utilizando apps em Norte Rupununi, Guiana; o monitoramento da pesca do pirarucu na Terra Indígena Kaxinawá e o monitoramento de ameaças ambientais à Resex Chico Mendes, ambas no Acre; e o monitoramento aquático realizado pelo ICMBio em unidades de conservação na Amazônia.

As lideranças quilombolas presentes no encontro demonstraram interesse nas ferramentas apresentadas e compartilharam o desejo de submeterem, para o próximo edital do CEPF, um projeto de monitoramento participativo voltado à gestão territorial do Sítio Histórico do Patrimônio Cultural Kalunga.

 

Referências:
Ingold, T. (2013). Making: Anthropology, Archaeology, Art and Architecture. Routledge, London.
Ingold, T. (2000). The perception of the environment: essays on livelihood, dwelling and skill. London: Routledge.
Liebenberg, L. (1990). The art of tracking: the origin of science. David Philip Publishers.
Oviedo & Bursztyn (2017). Community-based monitoring of small-scale fisheries with digital devices in Brazilian Amazon.
Antônio Oviedo (2017). Monitoramento Comunitário (apresentação ppt).

Onde estão os animais do Cerrado?

© Instituto Biotrópicos/Guilherme Ferreira

 

Uma pesquisa desenvolvida recentemente pelo Instituto Biotrópicos mostra que espécies ameaçadas de extinção podem estar também em áreas do Cerrado que estejam em regeneração, demostrando a importância de preservação e recuperação das áreas já degradadas. Por meio de câmeras automáticas, o instituto captou imagens de mamíferos transitando nos dois ambientes distintos – vegetação de Cerrado regenerada após desmatamento e vegetação de Cerrado que não sofreu impactos significativos nas últimas quatro décadas.

Apesar de estar bem estabelecido que áreas regeneradas de savanas desempenham um importante papel na conservação da biodiversidade, até então não haviam estudos conferindo sua importância para fauna do Cerrado.

Kolbe Soares, analista de conservação do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, avalia que esta constatação é muito importante, uma vez que os trabalhos de recuperação de áreas do Cerrado tendem a se intensificar com a implantação do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa – PLANAVEG (Decreto 8972/17).

Trechos da notícia veiculada do site do WWF-Brasil. Leia a notícia completa aqui.

Acesse abaixo o link para ler o artigo completo da pesquisa do Instituto Biotrópicos

Assessing the conservation value of secondary savanna for large mammals in the Brazilian Cerrado

Abaixo o link para o artigo publicado na plataforma Mongabay, site de informação sobre ciência e conservação

Big mammals flourish as Cerrado park’s savanna comes back

 

Instituto Biotrópicos

Telefone: (38) 3531-2197

E-mail: biotropicos@biotropicos.org.br

Site: http://www.biotropicos.org.br

 

CEPF Cerrado seleciona onze pequenos projetos

A Equipe de Implementação Regional (RIT) do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF Cerrado torna oficial o resultado do processo seletivo das propostas para Pequenos Apoios da Primeira Chamada para Cartas de Intenção (CDI) 2016.

Das 56 propostas recebidas para  Pequenos Apoios, foram aprovados onze projetos, com base na combinação de critérios, dentre os quais estão: contribuição para a Estratégia de Investimento do CEPF definida no Perfil do Ecossistema do Cerrado; engajamento da sociedade civil e da iniciativa privada nos esforços de conservação; capacidade de execução da organização proponente; potencial de replicabilidade do projeto; complementaridade com outras iniciativas existentes no bioma; possibilidade de influenciar políticas públicas para o Cerrado; ligação com territórios, povos indígenas e outras populações tradicionais; e ligação com áreas protegidas.

Abaixo está, em ordem alfabética, a lista dos onze projetos selecionados para receber Pequenos Apoios nesta Primeira Chamada:

Nome do Projeto Organização Direção estratégica
Buriti – geração de renda para jovens e mulheres, conservação das veredas e chapadas Cooperativa dos Agricultores Familiares e Agroextrativistas Grande Sertão Veredas 3 – Cadeias produtivas e restauração
Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais ECOA – Ecologia e Ação 3 – Cadeias produtivas e restauração
Diálogo de saberes acerca do manejo do fogo no Jalapão PEQUI – Pesquisa e Conservação do Cerrado 2 – Áreas protegidas
Fortalecer a Biodiversidade do Cerrado nas Áreas de Reforma Agrária Cooperativa de Trabalho e Serviços Técnicos – COOSERT 3 – Cadeias produtivas e restauração
Fortalecimento da cadeia Extrativista de frutos do Cerrado e disseminação de boas práticas agropecuárias na bacia do Peruaçu. Associação dos Pequenos Produtores Rurais Quilombolas de Onça e Adjacências 1 – Boas práticas agrícolas e Código Florestal
Fronteira Agrícola e Natureza: visões e conflitos no Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos – Finatec 2 – Áreas protegidas
Manejo e proteção do faveiro-de-Wilson (Dimorphandra wilsonii) Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte – SAFZB-BH 4 – Espécies ameaçadas
Monitoramento do Parque Estadual Serra Dourada: Ocupação do Solo e Morfometria Hídrica. Universidade Estadual de Goiás – UEG 5 – Monitoramento ambiental
Reintrodução do Bicudo em Áreas-Chave para a Conservação do Cerrado Instituto Ariramba de Conservação da Natureza 4 – Espécies ameaçadas
Sementes do Amanhã Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais do Município de Alto Paraíso de Goiás e Região 1 – Boas práticas agrícolas e Código Florestal
Viveiro de Mudas para Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão Associação Hanati Yomomo – AHY 3 – Cadeias produtivas e restauração

 

Agradecemos a todas as organizações que inscreveram seus projetos nesta Primeira Chamada, parabenizando-as pelo belo trabalho que desenvolvem na conservação do nosso estimado bioma Cerrado.

Lançado “Guia Técnico de Restauração Ecológica com Sistemas Agroflorestais”

Documento traz esclarecimentos sobre questões que estão no dia-a-dia dos floresteiros

O Centro Internacional de Pesquisa Agroflorestal (ICRAF) lançou nesse mês o “Guia Técnico de Restauração Ecológica com Sistemas Agroflorestais”. Nessa publicação é possível aprender a respeito dos princípios da agrofloresta e seus serviços ambientais.

O livro tem como principal objetivo orientar a adoção de sistemas agroflorestais (SAFs) na restauração e recuperação de áreas alteradas e degradadas por meio de estratégias que conciliem a conservação com benefícios sociais. Sua construção foi fruto de um processo participativo e de pesquisa envolvendo técnicos, agricultores, pesquisadores, formuladores de políticas e pra cantes nos temas da restauração e SAFs.

Além disso, o documento traz esclarecimentos sobre questões que estão no dia-a-dia dos floresteiros. Entre eles, o que é permitido em APP (Área de Proteção Permanente). Entre outros temas está quais são as espécies-chaves para a recuperação de áreas degradadas.

O Guia foi realizado em parceria com o ISPN (Instituto Sociedade População e Natureza), EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), UICN (Internacional Union for Conservation of Nature), Serviço Florestal Brasileiro e Mutirão Agroflorestal, entre outros apoiadores, realizadores e financiadores.

O download é gratuito: https://goo.gl/3xuqUn

Anúncio de grandes projetos do CEPF foi adiado para o final de fevereiro

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O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) informa aos proponentes de projetos da iniciativa CEPF Cerrado que o prazo para o anúncio dos grandes projetos foi modificado com estimativa para o final de fevereiro.

O processo de análise e seleção está acontecendo além da data inicialmente prevista em função da complexidade das propostas e iniciativas. De qualquer forma, a equipe do CEPF e pareceristas estão trabalhando para que a divulgação dos selecionados seja feita o mais breve possível.

O aviso da seleção dos pequenos aconteceu em dezembro de 2016. A segunda chamada para o CEPF Cerrado acontecerá até abril de 2017.

 

 

Agricultura familiar tem previsão de investimento de R$ 260 milhões para 2017

A atual legislação determina que órgãos da administração pública federal comprem, no mínimo, 30% dos gêneros alimentícios dos agricultores familiares.

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O MDSA (Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário) anunciou durante esta semana que deverá investir em 2017 R$ 260 milhões em compras de alimentos da agricultura familiar. As aquisições serão feitas por meio da modalidade Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo próprio Ministério.

Segundo o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDSA, Caio Rocha, em 2016 foram investidos R$ 61 milhões. “Estamos incentivando as universidades federais, os Institutos Federais de Educação e as Forças Armadas a comprarem cada vez mais da agricultura familiar. Nossa previsão é chegar a R$ 260 milhões com esse tipo de compra”, explica Rocha.

A atual legislação determina que órgãos da administração pública federal comprem, no mínimo, 30% dos gêneros alimentícios dos agricultores familiares.

O CEPF (Fundo de Parceiras para Ecossistemas Críticos) atua em vários projetos que contam com o PAA do MDSA. O CEPF provê fundos a organizações não-governamentais e outros atores do setor privado para proteger ecossistemas críticos.

Para Michael Becker, coordenador do programa CEPF Cerrado, muitos projetos que participaram da primeira chamada do Programa estão contando com essa política que apoia a implementação de sistemas de produção que também protegem o Cerrado. “Essa prática é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva sustentável e a inclusão do produtor familiar no processo produtivo. Além disso, ela fortalece a economia local, trazendo renda para a população da região”, explica Becker.

O MDSA explica ainda que, a Compra Institucional promove uma alimentação mais saudável, uma vez que a oferta dos alimentos está mais próxima dos consumidores. Os órgãos adquirem produtos mais frescos e diversificados, além de colaborarem com o desenvolvimento da economia na região.

Na modalidade, os alimentos são adquiridos com recursos próprios do órgão público e não há necessidade de procedimento licitatório. Cada família agricultora pode comercializar R$ 20 mil por ano, por órgão comprador. Para os empreendimentos da agricultura familiar, o valor é de R$ 6 milhões por ano, por órgão comprador. 

O Ministério disponibilizou o portal de Compras da Agricultura Familiar (http://mds.gov.br/compra-da-agricultura-familiar) para apoiar compradores e fornecedores. A ferramenta reúne informações sobre como vender produtos, modelos de chamadas públicas e contratos de compra e venda, além de orientações gerais sobre a legislação para aquisição de alimentos para órgãos da União, estados, Distrito Federal e municípios, incluindo o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Outras informações pelo telefone do MDSA: 0800 707 2003

CEPF Cerrado define datas para a divulgação dos projetos selecionados

Bento Viana/Acervo ISPN
Bento Viana/Acervo ISPN

O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) informa aos proponentes de projetos da iniciativa CEPF Cerrado que o comitê de seleção se reuniu no final de 2016, para fazer a análise das propostas.

O processo de análise aconteceu além do previsto pelo grande volume de propostas, 145 no total. Após a primeira verificação de projetos elegíveis, houve uma análise com maior precisão da distribuição geográfica dos projetos no Cerrado, além da demanda de financiamento para cada direção estratégica.

O mapa construído pela equipe do CEPF Cerrado permitiu verificar como os projetos estão distribuídos no território e nos diferentes corredores prioritários. “Ressaltamos que as sedes municipais escolhidas como referências da localização nem sempre refletem a localização exata do projeto. A escolha pela sede dos projetos considera a heterogeneidade das informações recebidas”, afirma Michael Becker, coordenador do CEPF Cerrado.

mapademandacepfcerradoUma análise feita pela equipe mostrou também a grande demanda por recursos nas diferentes direções estratégicas. “Fica bastante claro que a demanda por recursos excede os recursos disponíveis no fundo. Dessa maneira vamos pedir aos projetos selecionados possíveis ajustes em escopo e orçamento para que possamos financiar o máximo de projetos respeitando a seleção dos mesmos”, explica Michael.

Divulgação dos resultados

O anúncio da seleção dos pequenos aconteceu em dezembro de 2016. Aqueles que foram selecionados receberam um comunicado. O anúncio dos grandes projetos será neste mês. No final de janeiro será anunciada a data para a reunião dos projetos selecionados. A segunda chamada para o CEPF Cerrado acontecerá feita até abril de 2017.

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CEPF Cerrado recebe 145 propostas de projeto para atuação no bioma

Avaliação das propostas será em novembro

Foto: Bento Viana/Acervo ISPN

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O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) do Cerrado recebeu 145 projetos em resposta à Primeira Chamada para Cartas de Intenção, encerrada no dia 30 de setembro.

Os projetos estão distribuídos dentre as seis direções estratégicas do CEPF da seguinte forma: Boas práticas agrícolas e Código Florestal (17); Áreas protegidas (22); Cadeias produtivas e restauração (40); Espécies ameaçadas (17); Monitoramento ambiental e recursos hídricos (9); e Fortalecimento institucional (40).

Acesse aqui os gráficos com uma amostra dos projetos classificados nas categorias de pequenos apoios (até 20 mil dólares) e grandes apoios (mais de 20 mil dólares). Veja também de quais estados da federação vieram as propostas, bem como de que forma estão distribuídas dentre os quatro corredores prioritários, as seis direções estratégicas do CEPF e suas respectivas prioridades de investimento.

É possível ainda identificar a quantidade de projetos que incidirão em áreas protegidas, assim como a perspectiva de articulação dos proponentes com outras organizações.

As propostas passarão por um processo seletivo que ocorrerá em duas etapas. Na primeira etapa, os projetos são analisados por pareceristas que avaliarão o material segundo os critérios técnicos definidos pelo CEPF em conjunto com o IEB. A segunda etapa do processo será conduzida por um Comitê de Seleção independente que revisará os pareceres e indicará as propostas a serem apoiadas. O resultado desse processo será divulgado até o final de novembro.

 

Lançamento da campanha em defesa do Cerrado

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Campanha tem como tema – “Cerrado, Berço das Águas: Sem Cerrado, Sem Água, Sem Vida”

Na próxima terça-feira, dia 27 de setembro, será lançada a campanha em defesa do Cerrado, na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, às 14h. Haverá um debate e coletiva de imprensa. A campanha será desenvolvida em dois níveis: nos 10 estados que compõe o Bioma, com intensificação de ações em defesa e nos demais estados da federação e tem como objetivos dar visibilidade para a problemática da Água, incorporada na luta pela preservação do Cerrado, cultural e ambiental; aproximar e gerar identificação da sociedade em geral com as demandas socioambientais e culturais do Cerrado e de seus povos; e mostrar que há muitas comunidades no cerrado, e que elas são as responsáveis pela sua preservação.

 

Inscrições abertas para o Prêmio Nacional da Biodiversidade

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Foto: Francivane Fernandes/IEB

O Prêmio Nacional da Biodiversidade, instituído pela Portaria MMA nº 188, de 22 de maio de 2014, tem por finalidade reconhecer o mérito de iniciativas, atividades e projetos que se destacam por buscarem a melhoria do estado de conservação das espécies da biodiversidade brasileira, contribuindo para o alcance das Metas Nacionais de Biodiversidade.

Podem concorrer ao Prêmio iniciativas, atividades e projetos concluídos ou em estágio avançado de execução, que apresentem resultados e impactos comprovados para a melhoria do estado de conservação da biodiversidade brasileira.

A Segunda Edição do PRÊMIO NACIONAL DA BIODIVERSIDADE contemplará 07 (sete) categorias para inscrição de iniciativas relacionadas à melhoria no estado de conservação ou divulgação da biodiversidade brasileira:

I – Sociedade Civil
II – Empresas
III- Iniciativas Comunitárias
IV – Academia
V – Órgãos públicos
VI – Imprensa
VII – Ministério do Meio Ambiente

Cronograma:

  • Inscrições: 30 de junho de 2016 a 22 de outubro de 2016
  • Avaliação: até 18 de abril de 2017
  • Divulgação dos finalistas: 22 de abril de 2017
  • Cerimônia de premiação: 22 de maio de 2017

Acesse o Edital (Edital nº 1, de 28 de junho de 2016)

Informações adicionais:
premionacionaldabiodiversidade@mma.gov.br

Primeira chamada do CEPF Cerrado

Interessados em participar do edital poderão se inscrever em português os grandes apoios

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O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) informa que os interessados em se candidatar ao edital do CEPF Cerrado podem se inscrever em português para os grandes apoios, com valores acima de 20 mil dólares. A decisão foi tomada pela equipe do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) para facilitar a inscrição dos interessados.

Também estão disponíveis os mapas com os corredores de biodiversidade prioritários e não prioritários, Áreas-Chave para a Conservação da Biodiversidade (KBAs na sigla em inglês) prioritárias e não prioritárias e os limites do Cerrado no Brasil, na Bolívia e no Paraguai em KML para que os interessados observem se as suas áreas estão contempladas no edital. Clique aqui para baixar o arquivo e conferir o tutorial para usar o mapa no Google Earth.

CEPF Cerrado divulga primeira chamada para apresentação de propostas

Interessados devem se inscrever até o dia 30 de setembro

Vista da terra indígena Krahô. (View of Indigenous Land Kraho)
Vista da terra indígena Krahô Foto: Acervo ISPN / Peter Caton

O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), como Equipe de Implementação Regional (RIT) do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) do Hotspot de Biodiversidade do Cerrado, divulga a primeira chamada para apresentação de cartas de intenção da iniciativa.

A chamada está divida em dois grupos: grandes apoios, para propostas acima de 20 mil dólares; e pequenos apoios, para propostas de até 20 mil dólares. Podem se candidatar grupos e associações comunitários, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil. Além dessas, empresas ou instituições do governo podem se candidatar desde que atendam os requisitos estabelecidos no edital.

Os interessados têm até o dia 30 de setembro para enviar suas propostas. Para conferir o edital completo clique aqui.

Fundo global apoiará iniciativas de conservação da biodiversidade no Cerrado

IEB será a equipe responsável pela implementação regional do projeto no Cerrado

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Região do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Foto: Letícia Freire/IEB

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) é um fundo destinado a proteger as mais diversas e ameaçadas áreas de biodiversidade do mundo, também conhecidas como hotspots da biodiversidade. A Conservação Internacional administra o programa global em nome dos parceiros que compõem o fundo, quais sejam: a Agência Francesa de Desenvolvimento, o Banco Mundial, a Conservação Internacional, a Fundação John D. e Catherine T. MacArthur, o Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), o Governo do Japão e a União Europeia. Um conselho de representantes de alto nível de cada parceiro doador gere esse fundo.

O CEPF oferece apoio a organizações não-governamentais, grupos comunitários e outros parceiros da sociedade civil na execução de projetos estratégicos de conservação nos hotspots de biodiversidade. O foco do CEPF é oferecer oportunidades para seus beneficiários preservarem os ricos recursos naturais dos hotspots que são vitais para o bem-estar das pessoas e para a saúde da economia em geral.

Depois de apoiar a Mata Atlântica com investimentos entre 2001 e 2008, o Conselho de Doadores do CEPF escolheu o Cerrado em 2013 para receber investimentos. Seguiu-se a essa decisão a construção de um Perfil do Ecossistema, por meio de um processo de consultas e reuniões, que ocorreu entre 2014 e 2015, e a escolha da equipe que será responsável pela implementação da iniciativa no Cerrado.

Após um processo seletivo, em abril de 2016 o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) foi escolhido pelo Conselho de Doadores do CEPF para atuar como Equipe de Implementação Regional (RIT) para o Hotspot da Biodiversidade do Cerrado, com início neste mês de julho de 2016 e término previsto em junho de 2021.

Como equipe de implementação do CEPF, o IEB liderará o programa no hotspot, convertendo a estratégia de investimento definida no Perfil do Ecossistema em um portfólio coerente de apoios. O IEB foi selecionado como RIT porque demonstrou um forte histórico de experiência de trabalho no Brasil, gestão de programas de dimensão, escala e complexidade similares ao RIT, e experiência na gestão direta de programas de pequenos apoios.

A versão completa em português do Perfil do Ecossistema do Hotspot da Biodiversidade do Cerrado pode ser encontrada no site do CEPF (clique aqui).

Um sumário técnico desse documento encontra-se no site do CEPF (clique aqui).