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Autor: iieb

Debate sobre instrumentos econômicos e identidade ecológica para a implementação do Código Florestal

 

Em agosto a Conservação Estratégica (CSF-Brasil), o Observatório do Código Florestal (OCF) e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) promoveram o “Debate sobre instrumentos econômicos e identidade ecológica para a implementação do Código Florestal”. O evento acontece no âmbito do projeto “Implementação das Cotas de Reserva Ambiental (CRA) no Maranhão e oportunidades no Tocantis e Bahia”, que conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). O debate foi realizado em Brasília no dia 7 de agosto, onde reuniu representantes governamentais, de pesquisa, da sociedade civil e produtores rurais para discutir sobre possíveis formas para avançar na implementação de dispositivos previstos no Código Florestal, como incentivos econômicos, compensação de Reserva Legal (RL) e a exigência de identidade ecológica para a compensação.

Este projeto é executado pela própria CSF-Brasil e tem o objetivo de analisar a viabilidade econômica e os ganhos ambientais de uma possível implementação do mercado de Cota de Reserva Ambiental no estado do Maranhão, além de investigar as oportunidades de implementação das CRAs nos estados de Tocantins e Bahia, através do engajamento em ações de articulação política, coleta de dados (preços de terra, lucros agrícolas, déficits de reservas legais, cobertura de vegetação nativa e localização de áreas de conservação prioritárias) e análise econômica.

A notícia completa sobre o evento você pode conferir no site da CSF-Brasil, assim como mais informações sobre Cota de Reserva Ambiental.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

Reserva da Biosfera do Cerrado ganha mais territórios

Acervo IEB

 

Criadas pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1972, as Reservas da Biosfera, espalhadas hoje por 110 países, têm sua sustentação no programa “O Homem e a Biosfera” (MAB) da UNESCO, desenvolvido com o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), com a UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e com agências internacionais de desenvolvimento. É o principal instrumento do Programa MAB e compõe uma rede mundial de áreas, que têm por finalidade a Pesquisa Cooperativa, a Conservação do Patrimônio Natural e Cultural e a Promoção do Desenvolvimento Sustentável¹.

A Rede Mundial de Reservas da Biosfera é composta por 631 Reservas da Biosfera localizadas em 119 países, incluindo 14 sítios transfronteiriços/transcontinentais. No Brasil podemos destacar as seguintes Reservas da Biosfera²:

Estas reservas desempenham o papel de promover a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais e disseminar os conhecimentos científicos, tradicionais e culturais em suas regiões.

Reserva da Biosfera do Cerrado, até então, apresentava três fases definidas que se situam em regiões do Distrito Federal e dos estados de Goiás, Tocantins, Maranhão e Piauí.  A declaração da fase I da Reserva abrange o território do Distrito Federal e data de 1994, e a da segunda fase, de outubro de 2000. A aprovação da fase III, em setembro de 2001, apoiou a formação do Conselho da Reserva da Biosfera.

De acordo com a assessoria de comunicação do  Ministério do Meio Ambiente (MMA), a revisão dos Limites da Reserva da Biosfera (RB) do Cerrado foi aprovada nesta segunda-feira (17), em Brasília (DF). O novo desenho priorizou a conectividade do Cerrado com os biomas Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal e abrange cerca de 74 milhões de hectares, que inclui os estados da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e São Paulo, que se juntam ao Distrito Federal, Goiás, Piauí, Tocantins e Maranhão, que já compunham a RB. O documento será encaminhado para avaliação da UNESCO. Mais informações no site do MMA.

Esta ação faz parte do projeto “Apoio técnico e desenvolvimento de processo participativo para a formulação da proposta de ampliação da Reserva da Biosfera do Cerrado”, que tem o objetivo de discutir com os principais atores um processo de redefinição de limites para a Reserva da Biosfera do Cerrado, a partir da definição de critérios e conceitos enfocando a questão geoespacial, no intuito de compor um documento técnico a ser submetido à UNESCO. O projeto é executado pela Greentec Tecnologia Ambiental e conta com apoio do Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

 

¹Ministério do Meio Ambiente (2018). Comissão aprova limites da Reserva da Biosfera do Cerrado. Disponível em: http://www.mma.gov.br/informma/item/15103-comiss%C3%A3o-aprova-limites-da-reserva-da-biosfera-do-cerrado.html 

²UNESCO (2017). Reservas da Biosfera no Brasil. Disponível em: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/natural-sciences/environment/biodiversity/biodiversity/


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Agenda: X Seminário ICMBio “Pesquisas Estratégicas para o Desenvolvimento Socioambiental”

 

Começou nesta terça-feira (18/09) o X Seminário de Pesquisa e X Encontro de Iniciação Científica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Neste ano, o tema é “Pesquisas Estratégicas para o Desenvolvimento Socioambiental”. O evento reúne pesquisadores, servidores do ICMBio, estudantes e interessados.

O evento segue até amanhã e conta com mesas-redondas e apresentação de trabalhos dos estudantes do Programa de Iniciação Científica do ICMBio e de outras instituições de pesquisa.

Confira a programação!

 

 

Projetos em foco: Buriti – geração de renda para jovens e mulheres, conservação das Veredas e Chapadas

Acervo Grande Sertão
Acervo Grande Sertão

 

No mês de agosto a Cooperativa Grande Sertão, que executa o projeto Buriti – geração de renda para jovens e mulheres, conservação das Veredas e Chapadas com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), realizou uma visita a Belém (PA) no intuito de consolidar e construir novos canais de comercialização para os produtos da sociobiodiversidade do Cerrado mineiro. O produto em destaque é o óleo de buriti, que é elaborado na planta industrial da Cooperativa Grande Sertão, em Montes Claros (MG). Para isso, a Cooperativa conta com mais de 400 famílias de agricultores(as) familiares e extrativistas cadastradas, que fornecem a polpa do buriti “raspa”, que é utilizada para produzir o famoso óleo, rico em nutrientes. O foco dessa atividade foi visitar empresas do ramo cosmético e alimentício, como a NATURA e BERACA.

Neste mês de setembro, a Grande Sertão recebeu a  visita de um grupo de técnicos do Rio Grande Sul, representado o CETAP – Centro de Tecnologias Alternativas Populares. O foco do intercâmbio foi conhecer a experiências desenvolvidas com a utilização dos produtos da sociobiodiversidade. O trabalho desenvolvido com as comunidades, agricultoras,  agricultores familiares e extrativistas no arranjo produtivo do buriti foi apresentado como uma experiência inovadora na região, o que possibilitou a construção de um diálogo para o futuro estabelecimento de uma parceria entre as instituições. Ainda neste mês, a Cooperativa Grande Sertão estará em campo com as comunidades do Peruaçu e na Terra Indígena Xacriabá, para avaliar a safra de buriti.

 

*Texto fornecido pela Cooperativa Grande Sertão


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

Rede Cerrado lança novo site em evento que reuniu entidades associadas e parceiras

Composta por 54 entidades associadas e cerca de 300 organizações de base, a Rede Cerrado, que retomou as atividades da secretaria executiva no início deste ano, reuniu instituições filiadas e parceiras para uma confraternização para celebrar o Dia Nacional do Cerrado. Na oportunidade, houve o lançamento do novo site da Rede Cerrado que já está disponível para acesso em diferentes telas, computador, celular ou tablete, pelo endereço www.redecerrado.org.br.

A Rede Cerrado executa o projeto “Rede fortalecida, Cerrado conservado”, que tem o objetivo de ampliar a incidência política da Rede na elaboração, implementação e monitoramento de políticas públicas relacionadas à promoção do desenvolvimento sustentável com respeito aos direitos de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais no bioma Cerrado. O projeto conta com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil e do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado)

Veja a matéria completa no site da Rede Cerrado.

Coordenação da Rede Cerrado. Acervo IEB/Aryanne Amaral

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

Semana do Cerrado no Jardim Botânico de Brasília

 

A Semana do Cerrado é uma oportunidade de conhecer e explorar diferentes aspectos de um dos biomas mais diversos no mundo. Atividades diferentes apresentarão os ambientes, a flora e a fauna do Cerrado e alguns dos desafios para sua conservação. O evento ocorrerá  entre os dias 11 e 15 de setembro de 2018, no Jardim Botânico de Brasília.

O evento é promovido por uma rede de pesquisadores de diferentes instituições como a Universidade de Brasília, Universidade Católica de Brasília, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Jardim Botânico de Brasília e Reserva Ecológica do IBGE, que estudam as áreas de Cerrado no Distrito Federal e buscam contribuir para sua conservação. As atividades são parte do Programa Ecológico de Longa Duração (PELD) financiado pelo CNPq e CAPES.

Para maiores informações, entrar em contato com:
agenda.cerrado18@gmail.com

Agendamentos de grupos e escolas podem ser feitos no:
http://bustamantelab.com.br/

 

 

Cerrado mineiro conta com mais uma ação de proteção ao faveiro-de-wilson

© F. Fernandes/ Acervo SAFZBH

 

O fogo é um agente indispensável para a manutenção da biodiversidade nas diferentes savanas do mundo. Como o Cerrado é classificado como a savana brasileira, o fogo executa um papel importantíssimo na manutenção de determinados ecossistemas e espécies de sua flora. Porém, é preciso ressaltar, que o fogo que ocorre naturalmente, ou seja, provocado por raios ou por combustão espontânea é diferente da queimada indiscriminada, que quando provocada, é extremamente danosa à biodiversidade do Cerrado.

Para executar um trabalho de conservação da árvore conhecida como faveiro-de-wilson no município de Pequi, Minas Gerais, no mês de julho foi criada a brigada de combate a incêndios florestais. Pequi está localizada no centro-oeste de Minas Gerais, distante 182 km de Belo Horizonte e concentra o maior número de árvores desta espécie. A brigada é constituída de 16 brigadistas voluntários residentes em Pequi, que receberam em junho um treinamento completo, teórico e prático, oferecido pela ONG Brigada 1 e pelo Programa de Conservação do faveiro-de-wilson. A criação desta brigada era uma das ações previstas no Plano de Ação Nacional para Conservação desta espécie.

Esta ação faz parte do projeto “Manejo e proteção do faveiro-de-wilson”, que tem o objetivo de aumentar a proteção ao faveiro e ao seu habitat por meio da implementação de ações do seu Plano de Ação Nacional. O projeto é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). Leia a matéria completa no site da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

Estratégias Políticas para o Cerrado foram lançadas em Brasília no dia 04/09

Méle Dornelas/Acervo ISPN

 

O documento “Estratégias Políticas para o Cerrado” foi fruto de um processo de construção coletiva de diversas organizações da sociedade civil, como Instituto Centro de Vida (ICV), Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Instituto Socioambiental (ISA), Rede Cerrado e WWF-Brasil. A entrega simbólica do documento foi realizada pela Secretária Executiva da Rede Cerrado, Kátia Favilla, no evento “Desenvolvimento para Sempre – compromisso ambiental dos candidatos às eleições 2018” organizado pela Frente Parlamentar Ambientalista.

O documento reúne 27 recomendações em defesa do Cerrado e de seus povos e comunidades tradicionais, que foram baseadas em resultados de consultas interinstitucionais, incluindo a realização do Seminário Estratégia Nacional para o Cerrado no âmbito da Câmara dos Deputados e uma oficina de trabalho, que contou com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado). Nessa oportunidade, além das organizações realizadoras, outras 13 organizações da sociedade civil e da academia colaboraram com o processo.

Leia matéria completa e acesse o documento na íntegra no site da Rede Cerrado.

 

Ato de entrega do documento Estratégias Políticas para o Cerrado. Méle Dornelas/Acervo ISPN
Ato de entrega do documento Estratégias Políticas para o Cerrado. Méle Dornelas/Acervo ISPN
Ato de entrega do documento Estratégias Políticas para o Cerrado. Méle Dornelas/Acervo ISPN

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Aconteceu em Brasília o 1º Encontro das Entidades Ambientalistas do Centro-Oeste

 

 

Entre os dias 22 e 23 de agosto (2018) ocorreu no auditório do Hotel Nacional o 1º Encontro das Entidades Ambientalistas do Centro-Oeste, promovido pela Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS), executado através do projeto “I FENACO – Fórum das Entidades Ambientalistas do Centro-Oeste”, que conta com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil e do Fundo de Parceria para Ecossistemas Crísticos (CEPF Cerrado)

O evento contou com a participação de instituições representantes dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal. O intuito do fórum é capacitar, ampliar e fortalecer a participação da sociedade civil organizada da região Centro-Oeste nas instâncias decisórias do poder público, em especial, no CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente.

Na ocasião foram levantados, por estados e por biomas, temas relevantes relacionados ao Pagamento por Serviços Ambientais, Áreas Úmidas, Gestão de Resíduos Sólidos, Educação Ambiental, Restauração, Fortalecimento dos Conselhos de Meio Ambiente, Gestão de Unidades de Conservação, etc. Alguns destes temas serão levados ao CONAMA na forma de resoluções, proposições, recomendações e/ou moções.

Dentro da programação do evento o grupo teve a oportunidade de acompanhar a 130º Reunião da Plenária do CONAMA, promovida no dia 23 de agosto, onde foi apresentada por Raulff Lima, coordenador executivo da RENCTAS, a iniciativa do Fórum das Entidades Ambientalistas do Centro-Oeste e suas instituições participantes. Ao final, as entidades foram recebidas pelo Ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, que foi apresentado ao Fórum e as entidades que o compõem. Nessa oportunidade foi relatado ao ministro alguns dos problemas ambientais que as entidades vem enfrentando nas suas regiões e áreas de atuação, assim como o objetivo deste encontro e do fórum.

 

1a reunião do Fórum das Entidades Ambientalistas do Centro-Oeste. Foto: Aryanne Amaral / IEB
130o reunião da Plenária do CONAMA no auditório do IBAMA. Foto: Aryanne Amaral / IEB
Entidades do Fórum Ambientalista do Centro-Oeste reunidas com o Ministro do Meio Ambiente durante reunião do CONAMA. Foto: Aryanne Amaral / IEB

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

 

TRASE lança anuário 2018 com dados sobre a sustentabilidade das cadeias de produção

Área de produção de soja no oeste baiano.

*O Anuário Trase 2018 – Sustentabilidade das cadeias de produção: risco de desmatamento na exportação de soja brasileira apresenta os últimos estudos sobre a sustentabilidade das cadeias globais de produção de commodities agrícolas associadas ao desmatamento tropical, com base nos dados de transparência exclusivos da Trase. Esses dados permitem conectar a produção de commodities e seus impactos associados a desmatamento, com empresas e mercados consumidores. O Anuário destaca as exportações de soja do Brasil, onde recentes picos de desmatamento tanto na Amazônia quanto no Cerrado soaram alarmes e geraram novos compromissos de empresas. A expansão da soja no Cerrado é responsável por uma das mais dinâmicas fronteiras agrícolas do mundo. Vale lembrar que o Cerrado é considerado uma das mais biodiversas formas de savana. Na mais nova região de fronteira da soja do Cerrado, conhecida como Matopiba, sigla para os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, cerca de 37% da expansão da soja na última década foi feita através da conversão direta de vegetação nativa.

O material está disponível em versão digital e pode ser acessado aqui!

*Texto retirado do Anuário Trase 2018, Sustentabilidade das cadeias de produção: Risco de desmatamento na exportação de soja brasileira https://yearbook2018.trase.earth/, Transparência para Economias Sustentáveis, Instituto Ambiental de Estocolmo e Global Canopy.


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

FENABARU 2018: Segunda Festa Nacional do Baru | Programação Completa|

Vêm aí a Segunda Festa Nacional do Baru (FENABARU 2018) que ocorrerá no município de Arinos, Minas Gerais de 16 a 19 de agosto de 2018. Nosso parceiro, a Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária – COPABASE, é um dos parceiros desta iniciativa, que conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), através do projeto Práticas Sustentáveis de Produção como Promotoras de Conservação da Biodiversidade no Sertão Urucuiano, que visa diversificar a produção agroextrativista sustentável nos municípios de Arinos, Riachinho, Bonfinópolis de Minas, Urucuia, Chapada Gaúcha, Uruana de Minas, Natalândia e Pintópolis.

 

Confira a PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

 

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Instituto Mamede e WWF-Brasil promovem formação em ecoturismo com comunidades do MS

 

Foto: Aryanne Amaral / IEB

 

*O Ecoturismo de Base Comunitária é uma ação que contribui para a elevação da renda familiar e a conservação dos recursos naturais

Pode ser mais uma fonte de renda familiar, conservar os recursos naturais e, ainda, encantar as pessoas sobre os cuidados com a terra e com a natureza são os objetivos de um projeto que o Instituto Mamede e o WWF-Brasil desenvolvem hoje junto ao Assentamento Canaã, em Rochedo que fica a 80 km distante da capital sul-mato-grossense. Os assentados estão aprendendo que a vida simples e o cuidado com a natureza geram interesse de turistas que buscam por experiências e vivências no meio rural. No assentamento há vários atrativos tanto naturais como culturais, com a possibilidade de o turista visitar os roçados; acompanhar a produção de pecuária de leite; visitar o Morro de Santo Antônio – onde fiéis fazem peregrinações e devoções; várias nascentes hídricas; ambientes naturais com vegetação do Cerrado, matas de galeria e florestas estacionais, além de vida selvagem abundante. Também são oferecidas comidas típicas, produtos da horta e da agricultura familiar, além de pães, leite e queijo.

Para que tudo isso funcione, no entanto, é preciso que a comunidade esteja bem preparada e organizada, por isso a importância dos cursos de formação e engajamento dos moradores.

E é este tipo de iniciativa – organizar a comunidade para oferecer serviços de ecoturismo comunitário – que o Instituto Mamede está fazendo em parceria com o WWF-Brasil, por meio do projeto “Municípios Sustentáveis protegendo o berço das águas do Cerrado e as cabeceiras do Pantanal” apoiado pelo Fundo de Parceria para  Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Don Eaton do WWF-Brasil explicou que “o projeto, Municípios Sustentáveis, busca promover alternativas econômicas que são ambientalmente sustentáveis para as comunidades rurais, contribuindo para a geração de renda, o fortalecimento da economia local e a manutenção dos serviços ambientais essenciais para áreas de produção, comunidades rurais e biodiversidade regional. ”

Trabalho contínuo

O trabalho com Ecoturismo de Base Comunitária no Assentamento Canaã que contou com a participação de 23 membros de comunidade vem sendo construído através de um processo de diálogo desde o ano de 2017 e que culminou no primeiro módulo de formação em julho deste ano, tendo como base a experiência na Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, localizada no município de Corguinho (130 km de Campo Grande), Mato Grosso do Sul. Lá, a formação vem sendo desenvolvida desde 2015 e, neste ano, o segundo módulo aconteceu em fevereiro com a participação de 43 pessoas.

Simone Mamede e Maristela Benites do Instituto Mamede, contam com a parceria de várias instituições como a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), o Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da UNIDERP e Fundação de Turismo do Mato Grosso do Sul – FUNDTUR-MS. Assim, a experiência e as responsabilidades são compartilhadas, a fim de inspirar e assegurar a construção de territórios mais sustentáveis que percebam no turismo de base local uma alternativa para melhor uso da terra e conservação da biodiversidade. Além de fomentar à pesquisa e extensão neste tema e o investimento em formação e estruturação do turismo no estado, afirmaram.

Para a realização das formações tem sido utilizadas metodologias participativa como “open space”, mapa falado, diagnóstico participativo, aula expositiva e práticas de campo. Os cursos são divididos em três módulos: I) Planejamento e Sustentabilidade; II) Educação Ambiental e Formatação de Roteiros e; III) Empreendedorismo e Marketing.

Segundo Simone Mamede, do Instituto Mamede, “a atividade tem sido conduzida com muito cuidado e dedicação. Todos monitores passaram por capacitações e a aplicação dos módulos vem sendo avaliada e monitorada. O diálogo, a percepção e o acompanhamento tanto dos integrantes da comunidade como de outros atores são ações frequentes e enriquecedoras, que têm somado muito no processo de formação. Protagonismo, empoderamento, pertencimento, participação e identidade social são os temas estruturantes e que fundamentam as ações e cada módulo de formação”.

Como resultado a Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte já recebeu alguns grupos de turistas e percebeu a importância de ampliar o leque de atividades com o potencial turístico. Nesse sentido, as mulheres, que representaram mais de 50% das pessoas que participaram da última capacitação, tem se mobilizado para criar uma organização não governamental que represente o núcleo de mulheres da comunidade.

Para este segundo semestre estão previstas as instalações de placas de interpretação e sinalização do Ecoturismo de Base Comunitária e para 2019 estão programadas também novas oficinas sobre temas específicos.

“O Ecoturismo de Base Comunitária tem se revelado não só uma alternativa de renda para essas comunidades, mas uma forma de transformação das pessoas e de reconhecimento da beleza e simplicidade do cotidiano. Um aprendizado sobre a cultura da paz, do viver e conviver, uma construção contínua e coletiva para a sustentabilidade”, concluiu Mamede.

*Texto fornecido pelo WWF-Brasil e Instituto Mamede

Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Don Eaton/WWF Brasil
Assentamento Canaã, Mato Grosso do Sul. ©Instituto Mamede

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

FENABARU 2018: Segunda Festa Nacional do Baru

 

Vêm aí a Segunda Festa Nacional do Baru (FENABARU 2018) que ocorrerá no município de Arinos, Minas Gerais de 16 a 19 de agosto de 2018. Nosso parceiro, a Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária – COPABASE, é um dos parceiros desta iniciativa, que conta com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), através do projeto Práticas Sustentáveis de Produção como Promotoras de Conservação da Biodiversidade no Sertão Urucuiano, que visa diversificar a produção agroextrativista sustentável nos municípios de Arinos, Riachinho, Bonfinópolis de Minas, Urucuia, Chapada Gaúcha, Uruana de Minas, Natalândia e Pintópolis.

Confira parte da programação:


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

União de COMDEMAs Pró-Cerrado

 

Ontem (26), a Fundação Neotrópica do Brasil iniciou suas atividades de elaboração do Plano de Ação do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Miranda (MS).
Nesta oportunidade foi convidada a Dr(a). Livia Medeiros, especialista em Espeleologia, que deu uma palestra sobre Conservação da Biodiversidade Subterrânea e sua relação com a conservação do Cerrado.
Está é uma ação viabilizada pelo projeto “União de COMDEMAs Pró-Cerrado: mobilizando atores no corredor Miranda-Bodoquena”, que é patrocinado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) com o apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Quer saber mais sobre esta iniciativa?

Acesse: https://goo.gl/jD2hsB

 

 

 

Sementes para restauração

A Rede de Sementes do Cerrado, através do projeto “Mercado de sementes e restauração: provendo serviços ambientais e biodiversidade”, coloca à venda 71 espécies de plantas nativas do Cerrado para restauração ecológica. Além de 42 espécies de árvores, a lista conta com 15 herbáceas e 14 arbustivas. Este projeto recebe apoio do do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Acesse a página da Rede de Sementes do Cerrado para mais informações.

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Florestas de Comida no Cerrado e o Dia Internacional da Agricultura Familiar | 25 de julho |

 

 

Neste dia 25 de julho, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) celebra em todo o mundo o Dia Internacional da Agricultura Familiar. Em celebração a este dia, vamos apresentar o projeto Florestas de Comida no Cerrado executado pela Cooperativa Agropecuária dos Produtores Familiares de Niquelândia –  CooperagroFamiliar e com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

*A CooperagroFamiliar iniciou suas atividades em 2003 com o objetivo de potencializar a produção e viabilizar a comercialização para os agricultores familiares de Niquelândia, Goiás. Tendo em vista o potencial para fruticultura nesta região e com o objetivo de promover uma dinamização da produção familiar, surge o Projeto Florestas de Comida no Cerrado, baseado na tecnologia MAES – Módulos AgroEcológicos Sucessionais – de produção agroflorestal com recorte na questão de gênero, com o objetivo de desenvolver a cadeia produtiva da agroecologia na região de Niquelândia, conciliando conservação ambiental com produção agroflorestal.

*O projeto Florestas de Comida no Cerrado busca, por meio de um conjunto de atividades articuladas, reconhecer o protagonismo da mulher na dinâmica rural estimulando o seu reconhecimento como atores políticos na construção da concepção agroecológica e protetoras da biodiversidade, por meio da disseminação do sistema MAES. Assim, espera-se o envolvimento das famílias agricultoras, através da revalorização das atribuições produtivas e reprodutivas de homens e mulheres, promovendo o fortalecimento do capital social e ambiental local, desencadeando o desenvolvimento rural sustentável do Cerrado. Neste sentido, o projeto irá trabalhar a disseminação da metodologia MAES para incentivar a prática agroflorestal como modelo de produção; oferecer às famílias de agricultores e agricultoras de assentamentos/comunidades rurais condições para iniciar a produção de alimentos em sistemas agroecológicos e promover cursos e oficinas em Agroecologia (Sistemas Agroflorestais Sucessionais) e acesso ao mercado para as famílias rurais da região, priorizando a prática nos métodos e tecnologias sociais e a troca de experiências entre agricultores/as familiares.

Acompanhe este projeto e muitos outros na página do CEPF Cerrado!

 

*Texto fornecido pela CooperagroFamiliar


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Árvore endêmica do Cerrado mineiro engaja sociedade em prol da conservação

Novo exemplar de faveiro-de-wilson encontrado em visita de campo do projeto em Minas Gerais.

O faveiro-de wilson, cujo nome científico é Dimorphandra wilsonii Rizzini, da família das leguminosas (Fabaceae), é uma espécie ameaçada de extinção, categoria “Criticamente em Perigo de Extinção”. Ela é endêmica da região central de Minas Gerais, na transição do Cerrado para a Mata Atlântica, ou seja, não existe em nenhum outro lugar do mundo. Por ser tão raro, o faveiro-de-wilson é protegido pelo Decreto Lei no 43904/2004 de Minas Gerais. O faveiro-de-wilson chegou próximo da extinção devido à destruição das matas da região, principalmente nos últimos 60 anos. Até agora foram encontradas pouco mais de 300 árvores na natureza, e a maioria delas está isolada no meio de pastagens, onde tem grande dificuldade de se reproduzir. As árvores do faveiro-de-wilson podem ser encontradas também em capoeiras e matas, tanto nas baixadas quanto nas encostas e topos de morro*. (*Texto retirado do site da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte)

O projeto “Manejo e Proteção do faveiro-de-wilson” é executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e recebe apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). O projeto teve início em novembro de 2017 e já conta com várias ações em andamento, dentre encontros, capacitações e visitas às áreas de ocorrência da espécie, atuando em uma extensão de 5.215 km², onde estão os 18 municípios de ocorrência do faveiro. “A execução do projeto na região tem propiciado, além do aumento de conhecimento,  um aumento do grau de conscientização ambiental e maior engajamento na defesa do meio ambiente nas pessoas locais”, relata Fernando Fernades, pesquisador e líder do projeto. Nas últimas visitas para coleta de dados foram descobertos cinco novos exemplares da espécie.

Veja o vídeo abaixo para saber mais sobre o trabalho da Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte com a espécie faveiro-de-wilson!

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

FestFlor 2018

 

Brasília recebeu a sexta edição da FestFlor Brasil (feira nacional da cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais), realizada entre os dias 28 de junho e 1º de julho no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Entre os mais de 150 estandes que participaram do evento, havia um com 100% de plantas e sementes nativas do Cerrado. Era o estande do projeto Jardins de Cerrado, idealizado pela arquiteta e paisagista Mariana Siqueira e realizado em parceria com diversas instituições, entre elas a Rede de Semente do Cerrado.

Ali, os visitantes encontraram mudas de ervas e arbustos nativos produzidos de forma pioneira no viveiro experimental do projeto, pelas mãos de Claudomiro de Almeida Cortes. Foram vendidas mudas de macela-do-campo, catuaba, caliandra, mimosa e diversos capins nativos, entre outros.

O estande divulgou também a comercialização de sementes nativas, tanto com a finalidade de restauração ecológica (realização da RSC e parceiros) quanto para paisagismo (através de parceria com a empresa VerdeNovo Sementes Nativas).

Um dos atrativos do espaço Jardins de Cerrado foram as publicações da Rede de Sementes do Cerrado. Dezenas de livros sobre gramíneas, árvores,  flores e frutos nativos foram adquiridos pelos visitantes.

O evento contou ainda com duas palestras sobre a introdução de plantas nativas do Cerrado no paisagismo, ambas ministradas por Mariana Siqueira: “Produção de sementes e mudas de ervas e arbustos do Cerrado” (dia 29/06) e “Jardins de Cerrado: potencial paisagístico da savana brasileira” (dia 30/06).

Nas palestras e no estande, foi divulgado o projeto Mercado de Sementes e Restauração: provendo serviços ambientais e biodiversidade, realizado pela Rede de Sementes do Cerrado em parceria com ICMBio, UnB e Associação Cerrado de Pé, entre outros. O projeto é financiado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial), com o Instituto Internacional de Educação do Brasil.

Com isso, a flora do Cerrado aproxima-se, a cada dia mais, dos jardins urbanos e da vida das pessoas – e as sementes nativas têm uma importância crucial nesse processo!

*Texto fornecido pela Rede de Sementes do Cerrado

 


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu é ampliado e passa a ser um dos maiores do Cerrado

 

 

Rio Peruaçu, Januária – MG Autor: Andre Dib

 

 

O Mosaico Sertão Veredas–Peruaçu (MSVP) é um conjunto de áreas protegidas localizadas na margem esquerda do Rio São Francisco, entre as regiões norte e noroeste de Minas Gerais e parte do sudoeste da Bahia. Com uma área aproximada de 1.8 milhões de hectares e perímetro de 1.210 km, o Mosaico envolve unidades de conservação ambiental, comunidades tradicionais e a Terra Indígena Xakriabá. Em Minas Gerais, o Mosaico engloba áreas dos municípios de Formoso, Arinos, Chapada Gaúcha, Urucuia, Cônego Marinho, Januária, Itacarambi, Bonito de Minas, São João das Missões, Miravânia e Manga. Atravessado pelo Rio Carinhanha, o território se estende até parte do município de Cocos, na Bahia. O território faz parte da região dos Gerais, imortalizada por João Guimarães Rosa em obras como “Grande Sertão: Veredas”, “Sagarana” e “Manuelzão e Miguilim”. A diversidade ambiental da região, que abriga espécies endêmicas da fauna e flora do Cerrado, convive com a riqueza cultural dos povos tradicionais sertanejos, ribeirinhos, geraizeiros e vazanteiros*.

O Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu foi ampliado de 1.8 milhões de hectares para mais de 3 milhões de hectares. A inclusão de dez unidades de conservação no Mosaico, que agora passam a integrar às 15 UCs já existentes, somando um total de 25 áreas protegidas, ocorreu na última quinta-feira (05), três meses após a proposta ser apresentada para a Câmara Técnica de Gestão Integrada das unidades do MSVP, em que o WWF-Brasil faz parte da coordenação. O conselho consultivo do MSVP aprovou, por unanimidade, o pedido de ampliação do mosaico. Esse é um grande passo para o planejamento e execução de ações conjuntas na prevenção ao desmatamento e maior desempenho das ações de conservação de um dos maiores remanescentes de Cerrado. Veja a matéria completa no site do WWF-Brasil!

No intuito de atuar na integração e fortalecimento da gestão das áreas especialmente protegidas do MSVP, o WWF-Brasil e parceiros executam o projeto “Fortalecimento da gestão territorial integral nas áreas especialmente protegidas do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu” com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

*Texto retirado do site Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu


O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, da Gestão Ambiental Global, do Governo do Japão, da Fundação MacArthur e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

 

 

ADEQUAÇÃO AMBIENTAL EM PROPRIEDADES RURAIS: a aplicação do Programa de Regularização Ambiental (PRA)

 

 

O Projeto Biomas visa a desenvolver e incorporar soluções com árvores para uso sustentável das propriedades rurais brasileiras e capacitar produtores rurais e técnicos como potenciais executores e multiplicadores destas soluções. Em relação ao novo Código Florestal, esse projeto busca integrar a oferta de produtos agrícolas e florestais, ampliando a possibilidade de ganhos econômicos atrelados à conservação do meio ambiente. O Projeto, fruto da parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), está implantado nos seis Biomas Brasileiros (Pampa, Pantanal, Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica) e é gerido através de uma coordenação em âmbito nacional e coordenações regionais. A Embrapa Cerrado é responsável pela gestão das atividades no Cerrado.

Entre os dias 25 e 27 de junho de 2018, na Embrapa Sede em Brasília (DF) ocorreu o curso de adequação ambiental da propriedade rural, que contou com a realização do Projeto Biomas, Serviço Florestal Brasileiro, Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural, Ministério do Meio Ambiente,  Confederação Nacional de Agricultura  e EMBRAPA.

Curso de Adequação Ambiental

O curso teve o objetivo de testar uma proposta de ementa para um curso em EaD para que agricultores, técnicos multiplicadores e profissionais possam atuar na adequação ambiental das propriedades rurais, em apoio ao Programa de Regularização Ambiental previsto na legislação de proteção da vegetação nativa. Onde participaram analistas e pesquisadores da EMBRAPA, SFB, SEDR-MMA, ICMBio, EMATER, SENAR, CNA, Secretaria de Agricultura do DF, SEMA, IBRAM, entre outros, com atividades na análise e na implementação em restauração, restauradores, gestores ambientais, ou seja, atores importantes para o desenvolvimento do Programa de Regularização Ambiental. Foi prevista a participação de 70 pessoas.

Confira a programação:

25 de junho

8h      Abertura do Curso: Recepção dos participantes e Apresentação do Projeto Biomas e Expectativas do Evento. CNA – MMA – Embrapa

8h30 Desafios para conservação e restauração do Bioma Cerrado. José Felipe Ribeiro, Embrapa

10h     Intervalo

10h30 Vegetação do Cerrado: fatores bioticos e abioticos. José Felipe Ribeiro, Embrapa

11h30 Interações flora e fauna na restauração. Marcelo Kuhlmann – Projeto Biomas

12h15 Almoço

13h15 Coleta, beneficiamento e armazenamento de sementes de espécies nativas para recomposição ambiental. Maria Cristina de Oliviera – FUP UnB

14h15 Viveiros e produção de mudas de espécies nativas. Maria Cristina de Oliviera – FUP UnB

15h15 Intervalo

15h30 Legislação Brasileira de Sementes e Mudas aplicada a sementes e mudas das espécies florestais, nativas ou exóticas e das de interesse medicinal ou ambiental. MAPA

17h     Encerramento do dia

26 de junho

8h      Estratégias de recomposição de ambientes florestais degradados ou alterados – Riscos e desafios associados à RAD

Daniel Luis Mascia Vieira, Embrapa

10h     Intervalo

10h30 Estratégias de recomposição de ambientes savanicos e campestres degradados ou alterados Alexandre Sampaio – ICMbio

12h30 Almoço

13h30 Monitoramento de trabalhos de recomposição: Por que, o que, quem, onde e quando monitorar? Daniel Luis Mascia Vieira, Embrapa

15h     Intervalo

15h30 Prática: Monitoramento de áreas em recomposição. Alexandre Sampaio – ICMbio; Daniel Luis Mascia Vieira e José Felipe Ribeiro, Embrapa

17h     Encerramento do dia

27 de junho

8h      Sistema Web Ambiente. O que é, para que serve e como usar. Allan Milhomens – SEDR/MMA

9h      Conservação da Biodiversidade: Sustentabilidade e Inovação. Análise financeira dos modelos. O negócio da Cadeia da Restauração! José Felipe Ribeiro, Embrapa

10h     Intervalo

10h30 Legislação Ambiental Federal: Lei 12.651/2012, CAR, PRA e PRADA. Entenda a Lei de Proteção da Vegetação Nativa (12.651/2012) e sua importância na restauração. Janaina Rocha – SFB/MMA

11h15 Situação do CAR e PRA no Distrito Federal. Amanda Porto – IBRAM

12h30 Encerramento

 

 

Evitando a Extinção do Pato-Mergulhão na Chapada dos Veadeiros, Goiás, Brasil

O Projeto “Evitando a extinção do pato-mergulhão no corredor Veadeiros-Pouso Alto- Kalunga” teve suas atividades iniciadas em janeiro de 2018, na cidade de Alto Paraíso de Goiás, localizada na região da Chapada dos Veadeiros. O projeto tem como objetivo a realização de atividades de monitoramento e pesquisa do Pato-Mergulhão, ações de conscientização pública e capacitação sobre o atual estado de conservação da espécie. O projeto tem a duração de dois anos e é financiado pelo “Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos” – (CEPF), com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IIEB). O projeto é executado pelo Instituto Amada Terra de Inclusão Social (IAT), sendo sua equipe básica composta pela Coordenadora Geral: Gislaine Disconzi, Coordenador de Campo: Fernando Previdente, Coordenadora de Educomunicação: Maria Beatriz Maury e Coordenador Financeiro: Paulo Henrique Golçalves.

Por que cuidar do Pato-Mergulhão?

Com uma população pequena e vivendo em um ambiente restrito, o pato-mergulhão é uma ave rara, que está criticamente ameaçada de extinção. Sua ocorrência atualmente é apenas, no Brasil. Já desapareceu nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina e também na Argentina e no Paraguai. A sua presença indica um bom estado de conservação do ambiente, por ser uma espécie restrita a ambientes de corredeiras, cachoeiras e remansos de águas limpas e cristalinas.

Alguns resultados do projeto e de suas parcerias

Lançamento do pato-mergulhão como o embaixador das águas no Brasil

No dia 20 de março deste ano, no Fórum Mundial das Águas, em Brasília, o Pato-Mergulhão recebeu do Ministério do Meio Ambiente, o título de Embaixador das Águas Brasileiras.

EQUIPE DO INSTITUTO AMADA TERRA ESTEVE PRESENTE NO 8º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA: Gislaine Disconzi, Coordenadora do Projeto, Maria Beatriz Maury, Coordenadora de Educomunicação, juntamente com Ricardo Soavinsky, presidente do ICMBIO, Rita Surrage de Medeiros, Coordenadora do PAN do Pato Mergulhão pelo CEMAVE, Prof Sávio Bruno Freire, da UFF, Luís Fábio da Silveira, da USP, Paulo Zuquim Antas, da Funatura, Reinaldo Lourival, Nature And Culture Internacional, Fabiane Sebaio, da Cervivo e Sônia Rigueira do Instituto Terra Brasilis. Comemorando a merecida escolha do Pato-mergulhão para o título de Embaixador das Águas Brasileiras. Foto: ©IAT

Avistamento de indivíduos em expedições de campo

Desde o início do projeto já foram realizadas treinamentos, percursos de rios embarcados e expedições de reconhecimento de áreas de registros da espécie, cujo objetivo é localizar indivíduos para futuras marcações, anilhamentos e colocação de rádios e GPS. Em duas dessas expedições, já foram avistados um casal e um indivíduo. Na Chapada dos Veadeiros, estima-se que haja cerca de 50 a 60 indivíduos, o que torna estes avistamentos um resultado espetacular, em um curto período de tempo de realização do projeto.

Indivíduo localizado na expedição do Projeto Evitando a Extinção do Pato-Mergulhão na Chapada dos Veadeiros. Foto: ©IAT

Programa de Televisão sobre a Chapada

No mês de junho, a TV Record transmitiu uma série documental sobre a Chapada dos Veadeiros, dedicando um episódio ao Pato-Mergulhão. Para isso acompanhou a equipe do Projeto em uma de suas expedições. Esse é um resultado bastante positivo, que ajuda na conservação da espécie.

Série da Record

https://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/pesquisadores-tentam-preservar-especies-da-chapada-dos-veadeiros-07062018

Para saber mais

Facebook do Projeto

https://www.facebook.com/pato.mergulhao.7

Fotos do Projeto

https://www.facebook.com/pato.mergulhao.7/photos?lst=100002529835047%3A100026683758830%3A1530830913&source_ref=pb_friends_tl

 

*Texto fornecido por Maria Beatriz Maury, Coordenadora de Educomunicação, Instituto Amada Terra

 

 

Desafio Conexsus 2018

 

 

O Desafio Conexsus pretende desenvolver em rede o potencial econômico de negócios comunitários sustentáveis. A ideia é que as redes se expandam e gerem impactos socioambientais positivos, como a resiliência territorial e a transição para a economia de baixo carbono.

Esta iniciativa visa mobilizar a atuação de diversos atores e conectar empreendimentos, organizações de apoio, agentes do mercado, financiadores e investidores em busca de soluções compartilhadas, criativas e inovadoras, para fortalecer os ecossistemas de negócios sustentáveis.

O cadastro foi prorrogado até 30 de julho e o desafio busca associações de produtores e cooperativas de todo o Brasil. Os cadastros são realizados através deste link. Mais informações no site: http://desafioconexsus.org/

 

 

Campanha Compensa Cerrado

No mês de junho foi lançada a Campanha Compensa Cerrado por um novo modelo de compensação florestal visando a recuperação e conservação do Cerrado.

O Distrito Federal tem uma regra que obriga a todos que desmatarem áreas de Cerrado, para fins de urbanização, a compensarem os impactos que causaram. A legislação que regulamenta a compensação, no entanto, é antiga (Decreto 14783, 1993) e sua implementação ao longo desses 25 anos demonstrou que, para que ela cumpra com seu objetivo, ela precisa ser atualizada.*
Um grupo de especialistas, representantes do governo, sociedade civil e setor produtivo, no âmbito da Aliança Cerrado, trabalhou durante dois anos para formular uma nova regra de compensação para o DF, que pudesse ao mesmo tempo trazer mais benefícios e menos custos financeiros. A proposta, que passou também por análise do Conselho de Meio Ambiente – CONAM, está aguardando aprovação do Governo do Distrito Federal.*

Para mais informações da campanha acesse a página oficial!

*Texto por Compensa Cerrado · Campanha pela assinatura do novo Decreto de Compensação Florestal do DF

 

 

Comunidade Kalunga ganha direito de posse de áreas importantes para o seu território

Comunidade Kalunga / ©Ion David

 

No dia 06 de junho às 10 horas da manhã, o Procurador Geral Dr. Luiz Cesar Kimura, representando o governador Zé Eliton e o estado de Goiás, acompanhado do Dr. Vavá, entregou a Escritura de Concessão de Direito Real de Uso para o presidente da Associação Quilombo Kalunga (AQK), Vilmar Souza Costa, das seguintes áreas:

NOME DO IMÓVEL

ÁREA (ha)

Gleba Devoluta Moleque

3.682,5639

Gleba Devoluta Vão das Almas

57.343,4438

Reserva Biológica Serra da Contenda I

14.207,0000

TOTAL

75.233,0077

Participaram da solenidade um grande número de Kalungas, as diretorias das Associações, o juiz da Comarca de Cavalcante Dr. Pedro Piazzalunga Cesario Pereira, a Promotora Dra. Úrsula Catarina Pereira Pinto, o presidente da Câmara Municipal Rui Alves Maciel e os vereadores Kalungas Iron Moreira Dias e Salviano dos Santos Rosa. Foi muito grande a alegria do povo Kalunga durante a solenidade.

Essa conquista do direito de posse dessas três áreas é de suma importância para a consolidação do território do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (SHPCK), fruto da luta da Associação Quilombo Kalunga. As comunidades de Teresina, Monte Alegre e Cavalcante receberam uma comitiva do governo do estado de Goiás que fez a entrega da escritura de concessão de uso das terras. Agora o território Kalunga conta com estas áreas, que somam 75.233,0077 hectares, sendo que 14 mil hectares pertencem à Reserva Biológica Serra da Contenda I.

O SHPCK conta com aproximadamente 39 regiões que podem ser denominadas comunidades, onde estão distribuídas mais de 1.500 famílias. Os Kalungas ao longo de aproximadamente 300 anos vivem nos vãos das serras e tem uma relação harmoniosa com o meio ambiente. A comunidade também carrega muito forte em seu povo a cultura e a tradição histórica, através de artesanatos, como cerâmica, tecelagem, bordado e a produção de remédios caseiros.

Através do projeto “Uso do Geoprocessamento no Manejo do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga”, a Associação Quilombo Kalunga com o apoio do CEPF Cerrado (Critical Ecosystem Partnership Fund) irá implementar a melhoria e a consolidação da gestão ambiental e territorial do SHPCK, por meio de Sistema de Informações Geográficas (SIG) como ferramenta para a gestão territorial permanente, bem como o uso sustentável dos recursos naturais, visando garantir a melhoria na qualidade de vida para todos os moradores e para as gerações futuras.  Acesse o link para saber mais sobre esta iniciativa!

2018 vem sendo um ano da consolidação de inúmeras vitórias do povo Kalunga!

 

Comunidade Kalunga na solenidade de entrega da Escritura de Concessão de Direito real de Uso das áreas.
Comunidade Kalunga na solenidade de entrega da Escritura de Concessão de Direito real de Uso das áreas.
Representantes do povo Kalunga e do estado de Goiás.
Representantes do povo Kalunga e do estado de Goiás.
Representantes do povo Kalunga e do estado de Goiás.
Representantes do povo Kalunga e do estado de Goiás.

 

Você conhece a rolinha-do-planalto?

A rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis) é uma das aves mais raras do mundo e ficou desaparecida por quase um século até uma pequena população ser redescoberta, em maio de 2015, em Minas Gerais. Devido à sua raridade, a espécie foi listada na categoria Provavelmente Extinta, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Segundo a lista da BirdLife/IUCN a espécie é considerada Criticamente Ameaçada (CR). A redescoberta da rolinha-do-planalto foi um dos mais importantes achados ornitológicos das últimas décadas, tendo grande repercussão internacional. Agora, o desafio é desenvolver ações de conservação que garantam a proteção da população encontrada e do habitat onde vive*.

Desde maio de 2015, quando Rafael Bessa reencontrou a espécie, a SAVE Brasil vem trabalhando para mensurar quantos indivíduos existem na natureza e onde eles estão. Após intensas buscas, Botumirim, um pequeno município no norte de Minas Gerais, foi apontada como a única localidade com registros da espécie até então. Ficou claro que esta população precisava de proteção, assim foi criada uma reserva natural, uma propriedade particular de 593 hectares. A Reserva rolinha-do-planalto, que futuramente será uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, protege a única população conhecida da espécie*.

O projeto “Salvando a rolinha-do-planalto e seu habitat único”, que tem apoio do CEPF Cerrado e é executado pela SAVE Brasil, tem como principal objetivo promover a conservação a longo prazo do Cerrado na área de redescoberta da rolinha-do-planalto, com especial atenção à proteção desta espécie, que está criticamente ameaçada de extinção.

Conheça mais sobre a rolinha-do-planalto, sua vocalização, comportamento e seu habitat na página da SAVE Brasil e nos ajude a conservar esta espécie criticamente ameaçada!

*Adaptado de texto fornecido pela SAVE Brasil.

 

 

 

Conheça o Museu do Cerrado

 

No imaginário de muitas pessoas no Brasil existe um estereótipo do Cerrado ilustrado por árvores secas e retorcidas, cascas espessas e folhas grossas mas nem só de árvores tortas vive o Cerrado, ele também possui uma grande variedade de cactos, bromélias, orquídeas, palmeiras e gramíneas; sendo que 480 espécies de plantas são endêmicas, ou seja, só existe neste lugar do planeta Terra; o que faz com que possua uma elevada diversidade de paisagens constituídas por diferentes fisionomias de vegetação que a colocam entre as savanas de maior riqueza florística do mundo.

O Cerrado é ainda percebido como um subsistema da economia; os povos, a flora e a fauna que nelas habitam e as conservam, são uma externalidade e mesmo um entrave ao processo de produção mas o que muita gente não sabe é que grande parte do PIB agrícola do Brasil está no Cerrado, ao mesmo tempo em que todo o restante do PIB que não é agrícola depende do Cerrado porque depende das águas que brotam daqui. Saem do Cerrado 25% da produção nacional de grãos, quatro de cada dez cabeças do rebanho bovino e metade de quase 10 milhões de toneladas de carvão vegetal produzida por ano no país. No  entanto, há um risco de que, sem a conservação do Cerrado, o Brasil irá perder sua riqueza agrícola e ambiental. Sem rios, não haverá vida; sem água não haverá agricultura, sem vegetação não há água. Sem os aquíferos do Cerrado, não haverá rios.

O desconhecimento sobre sua sociobiodiversidade pela sociedade em geral tem justificado sua destruição, por este motivo que criamos o Museu do Cerrado em 2017 como forma de mostrar a sua importância na vida de todos os brasileiros. Sua missão é divulgar os conhecimentos científicos e os saberes e os fazeres populares acerca da sociobiodiversidade do Cerrado.

Só podemos ensinar sobre o Cerrado, se o conhecermos a fundo. Só poderemos conservá-lo, se o cuidarmos. Só cuidamos daquilo que amamos e é por amor ao Cerrado que criamos o Museu do Cerrado como forma de mostrar a sua infinita beleza e importância na vida de todos os brasileiros.

Qualquer pessoa em qualquer lugar do Brasil e do mundo poderá acessar ao Museu a qualquer dia do ano desde que tenha acesso a internet.

O Museu do Cerrado encontra-se no site: http://museucerrado.esy.es/ 

 

*Texto por Rosângela Azevedo Corrêa – Curadora do Museu 

Faculdade de Educação – Universidade de Brasília

 

 

Conferência Regional América Latina e Caribe da Ecosystem Services Partnership irá ocorrer no Brasil em outubro

 

Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos/BPBES, em parceria com a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável/FBDS e com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária/EMBRAPA, irá hospedar a Conferência Regional América Latina e Caribe da Ecosystem Services Partnership – ESP, que ocorrerá entre os dias 22 e 26 de outubro de 2018 nas dependências da Universidade Estadual de Campinas/Unicamp. 

Quinze sessões, cobrindo uma ampla gama de tópicos sobre serviços ecossistêmicos, serão apresentadas durante a conferência. A chamada para a submissão de resumos está aberta até o dia 04 de julho de 2018. Confira as informações sobre a programação e submissão de resumos!

Conheça a ESP* 

*Texto fornecido pela BPBES

Ecosystem Service Partnership  tem como objetivo melhorar a comunicação, a coordenação e a cooperação e construir uma forte rede de indivíduos e organizações.

A Rede foi criada em 2008 pelo Gund Institute for Ecological Economics (Universidade de Vermont, EUA) e agora está sendo coordenado pela Foundation for Sustainable Development (FSD) (Wageningen, Holanda). A ESP é uma organização baseada em membros institucionais e individuais.

Desde 2016, a rede organiza conferências mundiais alternadas com regionais. A última Conferência Mundial ESP9 foi em Shenzhen, China, em 2017. Em 2016, a conferência latino-americana foi na Colômbia.

 

 

Projeto promove ações de conservação do faveiro-de-wilson

O faveiro-de-wilson vem sendo estudado, monitorado e protegido desde 2003 pelo Programa de Conservação do faveiro-de-wilson. Atualmente, a população nativa está reduzida a menos de 300 indivíduos adultos na natureza, devido basicamente à destruição do seu habitat. O projeto Manejo e proteção do faveiro-de-wilson (Dimorphanda wilsonii), executado pela Sociedade de Amigos da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte, visa aumentar a proteção desta espécie e a do seu habitat por meio da implementação de ações do seu Plano de Ação Nacional (PAN), trabalhando a conservação e sensibilização através do engajamento de comunidades.
O II Encontro do faveiro-de-wilson foi realizado no último mês de Maio, na Câmara Municipal de Maravilhas-MG. Na ocasião, foram reunidos 20 proprietários rurais que possuem a espécie em suas propriedades e outros colaboradores que auxiliam na sua busca e conservação. Fernando Fernandes, líder do projeto, realizou uma apresentação sobre o faveiro e o trabalho de pesquisa e conservação que a Sociedade vem fazendo na região de atuação.
Veja mais no vídeo abaixo:

Comunidades rurais recebem capacitação em gestão da propriedade rural no DF

 

 

A equipe da Rede Bartô, através do projeto “Agrofloresta prestadora de serviços ecossistêmicos”, realizou no mês de Abril capacitação no pré-assentamento Rosely Nunes, localizado na bacia do rio Pipiripau, região nordeste do Distrito Federal, a 55 Km do centro de Brasília (DF).

Trinta comunitários, entre homens, mulheres, jovens e adultos participaram da capacitação em Gestão da Propriedade Rural, que teve como objetivo ministrar noções básicas da administração da propriedade rural. “Esta capacitação tem um caráter continuado”, informou Rafael Pinzón, líder do projeto. O acompanhamento das famílias irá se manter ao longo do processo de produção e plantio de mudas, especialmente ao longo da produção na propriedade de cada família. Os principais temas abordados foram a gestão da casa, da propriedade e saúde, da propriedade e alimentação, da propriedade e produção, da propriedade e agroecologia, agricultura sustentável, transição agroecológica, gestão da propriedade e comercialização e controles para a gestão da propriedade.

A capacitação despertou o interesse pela gestão da propriedade a partir da gestão da habitação. Os grupos de trabalho  sugeriram melhorias para aumentar a qualidade de vida da comunidade, a partir da higiene no ambiente familiar. Aspectos importantes para a gestão da propriedade também entraram na pauta de discussões, como a aquisição dos insumos e ferramentas, plantio, cuidados com as plantações, colheita, armazenamento e comercialização.

 

Foto: Rede Bartô

 

 

Organizações socioambientais querem pautar conservação do Cerrado nos programas dos candidatos à presidência

 

Proposta de estratégia nacional para o bioma inclui ainda a defesa dos direitos territoriais dos povos e comunidades tradicionais da região. Diretrizes serão entregues aos candidatos a Presidente da República

Brasília, 04 de junho de 2018 – O Cerrado é mais do que o celeiro do mundo para a produção agrícola brasileira, é também a caixa d’água do Brasil. A afirmação do ex-secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, André Lima, mostra a necessidade de o próximo presidente da República rever a forma de ocupação do bioma, que tem sofrido crescente devastação nos últimos anos. “Até hoje nenhum presidente considerou o Cerrado como bioma que ele é”, enfatizou Lima.

Com o objetivo de conciliar as ações necessárias para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país, seis organizações socioambientais se reuniram para promover o seminário “Estratégia Nacional Para o Cerrado”, a ser entregue a todos os candidatos a presidente da República até agosto deste ano. O seminário ocorrerá no dia 5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente – e será realizado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS), no plenário 2, do Anexo II, da Câmara dos Deputados em Brasília.

A proposta a ser apresentada aos candidatos a presidente possui três eixos. O primeiro é a conservação e recuperação do Cerrado. Esta diretriz inclui a implementação da legislação ambiental, o fortalecimento das áreas protegidas e a meta de desmatamento líquido zero no Cerrado, resguardadas as particularidades dos agricultores/as familiares, dos povos e comunidades tradicionais. O segundo é a garantia dos direitos territoriais e de acesso aos recursos naturais pelas populações tradicionais e comunidades extrativistas. O terceiro eixo é o mais desafiador: integrar o desenvolvimento agropecuário com a conservação e integridade do bioma, de modo a assegurar o desenvolvimento sustentável para o meio ambiente. “Hoje, o Cerrado é uma região vista apenas para o desenvolvimento do agronegócio e da pecuária”, pontua André Lima.

“O Cerrado é uma região de nascentes das bacias Amazônica, do São Francisco, Tocantins, bacia Atlântico Norte/Nordeste, bacia Atlântico Leste e a bacia dos rios Paraná/Paraguai”, explica o ambientalista.

A Coordenação da Estratégia Nacional para o Cerrado é integrada por seis organizações socioambientais: os institutos Sociedade, População e Natureza (ISPN), Internacional de Educação do Brasil (IEB), de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Socioambiental (ISA), Centro de Vida (ICV) e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF-Brasil). O seminário contará com o apoio da Climate and Land Use Alliance (CLUA) e com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês).

Cerrado ameaçado

O Cerrado é o segundo maior bioma no Brasil e abriga 40% da população brasileira. São agricultores/as familiares, comunidades e povos tradicionais – quilombolas, geraizeiros (do norte mineiro), quebradeiras de coco babaçu, povos indígenas entre outros – são 216 terras indígenas e 83 etnias em seu interior.

Quanto à água, abriga o aquífero Guarani – o segundo maior reservatório subterrâneo do mundo, além dos aquíferos Bambuí e Urucuia. Parte do Sudeste depende das águas oriundas das chuvas e das nascentes no Cerrado.

O Cerrado brasileiro é uma das savanas mais ameaçadas do planeta. Possui hoje apenas 50% da sua cobertura vegetal original. Apenas 5% de sua área é protegida por unidades de conservação de proteção integral.

Ao se falar de devastação, trata-se de ameaça a um bioma rico em biodiversidade. Alguns estudos relatam mais de 12 mil espécies catalogadas da flora nativa.

Em relação à fauna, cerca de 250 espécies de mamíferos vivem no Cerrado, junto com uma rica avifauna, com 856 espécies registradas. A diversidade de 800 espécies de peixes, 262 espécies de répteis e 204 de anfíbios é alta e relevante para a manutenção dos ecossistemas no Cerrado.

Para mais informações sobre o evento acesse a página da CMADS e este link.

 

 

WebAmbiente auxilia tomadas de decisão no processo de adequação ambiental

 

 

O WebAmbiente foi lançado este ano e é um sistema de informação interativo, que tem como objetivo facilitar o armazenamento e a busca de informações sobre soluções tecnológicas para uso, recuperação e restauração da paisagem em Áreas de Reserva Legal e de Preservação Permanente ao nível nacional. O sistema também visa apoio à implementação do novo Código Florestal, ao estimular o uso do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e reúne informações sobre coletas de semente, produção de mudas e plantios de restauração ecológica.

Os destaques da  nova ferramente são o Simulador de Recomposição Ambiental, que fornece sugestões específicas para recomposição de áreas. E a lista extensa e atualizada de espécies da flora nativa que pode ser acessada por bioma, formação vegetal e fitofisionomia com indicações das espécies que podem ser utilizadas nos processos de recomposição.

Esta iniciativa faz parte de uma ação conjunta da Embrapa e da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável-MMA, em cooperação com diversos especialistas de diferentes instituições parceiras.

Para conhecer o sistema acesse: https://www.webambiente.gov.br/  

Mais informações:  

 

 

Gestão integrada e o fortalecimento em rede foram temas do Encontro dos Mosaicos de Áreas Protegidas do Cerrado e Caatinga

Ocorreu na semana passada em Januária (Minas Gerais), entre os dias 10 e 11 de maio, o primeiro Encontro dos Mosaicos de Áreas Protegidas do Cerrado e Caatinga. Este encontro foi organizado pelo WWF-Brasil, Fundação Pró-Natureza (FUNATURA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG), Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas e Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu e contou com a participação dos grupos dos Mosaicos Capivara-Confusões, Espinhaço-Alto Jequitinhonha-Serra do Cabral, Jalapão, Amazônia Oriental, Veadeiros (ainda em proposta), Espinhaço Meridional (ainda em proposta) e representantes de diversas instituições. O evento ocorreu no âmbito do projeto “Fortalecimento da gestão territorial integral nas áreas especialmente protegidas do Mosaico Sertão-Veredas-Peruaçu”, executado pelo WWF-Brasil e com apoio do CEPF Cerrado, que tem o objetivo de atuar na integração e fortalecimento da gestão das áreas especialmente protegidas do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu.

Esta foi a primeira oportunidade de reunir os Mosaicos do Cerrado e da Caatinga para se apresentarem e discutirem diversas ações de gestão integrada, execução de projetos, ações de comunicação e atividades que estão ocorrendo nos diferentes mosaicos. Na ocasião, foram apresentadas também as propostas de criação do Mosaico Veadeiros e Mosaico Espinhaço Meridional que receberam uma carta de apoio dos participantes do encontro e também foi deliberado o próximo local do evento, que será realizado no Mosaico Jalapão, que foi estabelecido recentemente. A Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas (REMAP) também teve um espaço de apresentação, reforçando a importância da atuação em redes para o fortalecimento da gestão integrada e de políticas. No segundo dia foi realizada uma visita técnica ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, que propiciou aos participantes o contato com a biodiversidade, com as cavernas e com a arte rupestre e sítios arqueológicos da região do Peruaçu. Os visitantes foram guiados pelos condutores ambientais do parque, que fazem parte da comunidade local e foram capacitados e credenciados pelo ICMBio.

Mais informações sobre o encontro também no site do WWF-Brasil.

 

Reunião dos Mosaicos em Januária, Minas Gerais.
Recepção aos visitantes no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, MG.
Pintura rupestre no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, MG.
Participantes do evento em Januária, MG.. Foto: Felipe Spina / WWF-Brasil

 

 

 

 

Rede de Sementes do Cerrado irá promover cursos em Goiás e Minas Gerais sobre restauração ecológica e coleta de sementes

A Rede de Sementes do Cerrado irá promover no mês de Junho os cursos “Coleta de Sementes” e “Restauração Ecológica”. O curso de Coleta de Sementes será ministrado nas cidades de Mambaí (GO) e na região do Peruaçu (MG) e o curso de Restauração Ecológica somente na região do Peruaçu (MG).

O curso de restauração faz parte do projeto “Capacitação em restauração ecológica do Cerrado”, que recebe apoio do CEPF Cerrado, e tem o objetivo de capacitar atores em ações de restauração, além de demais envolvidos no processo de restauração, sobre o diagnóstico de áreas degradadas, planejamento da restauração, técnicas de restauração e monitoramento dos resultados da restauração. O curso de coleta de sementes é uma iniciativa do projeto “Mercado de sementes e restauração: provendo serviços ambientais e biodiversidade”, que também recebe apoio do CEPF Cerrado e visa atuar nos principais elos da cadeia de produção de sementes nativas: os coletores de sementes, os diversos tipos de compradores de sementes e a interligação entre estes atores.

As inscrições para cada curso podem ser realizadas nos links abaixo:

Coleta de Sementes – Mambaí/GO – 8 a 10 de junho
https://goo.gl/forms/g2D7HdxkILfTXdJl1

Coleta de Sementes – Peruaçu/MG – 12 a 13 de junho
https://goo.gl/forms/dHiVTswQVp3j6q1K2

Restauração Ecológica – Peruaçu/MG – 14 a 15 de junho
https://goo.gl/forms/15HBcy5GApJ1twau1

 

 

 

 

WWF realiza ações de educomunicação em projeto apoiado pelo CEPF Cerrado

O projeto “Fortalecimento da gestão territorial integral nas áreas especialmente protegidas do Mosaico Sertão-Veredas-Peruaçu” foi aprovado na Primeira Chamada de 2016 do CEPF Cerrado e está em execução pelo WWF-Brasil e tem o objetivo de atuar na integração e fortalecimento da gestão das áreas especialmente protegidas do MSVP.

O WWF-Brasil tem apostado em oficinas de educomunicação para preencher uma lacuna na formação dos jovens que vivem nas regiões onde projetos voltados para questão socioambiental são implementados. Em abril foi realizada a oficina de educomunicação no Mosaico Sertão Veredas Peruaçu (MSVP), que contou com a presença de 47 crianças, adolescentes, jovens e adultos – entre 12 e 40 anos – representando cerca de dez comunidades e municípios do norte de Minas Gerais, sudoeste da Bahia e um pedaço do Goiás. Leia a matéria na íntegra no site do WWF-Brasil.

 

Rio Peruaçu, Januária, Minas Gerais, Brasil
Foto: André Dib

 

 

 

CEPF Cerrado seleciona 5 projetos para Pequenos Apoios na 2a Chamada para Cartas de Intenção 2017

 

A Equipe de Implementação Regional (RIT) do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) torna oficial o resultado do processo seletivo das propostas para Pequenos Apoios da Segunda Chamada para Cartas de Intenção (CDI) 2017.

Em resposta ao edital, recebemos ao todo 68 projetos, sendo 23 projetos de Pequenos Apoios. As propostas passaram inicialmente por uma triagem onde foram revistos os critérios de elegibilidade estabelecidos no edital. Em seguida, cada projeto foi avaliado por dois especialistas externos que pontuaram as propostas segundo os critérios definidos pelo CEPF em conjunto com o IEB. Os projetos mais bem avaliados tecnicamente foram encaminhados para análise e decisão final por parte da equipe do CEPF Cerrado e IEB.

Os projetos foram avaliados considerando o recorte específico desse segundo edital que buscava apoiar ações voltadas às seguintes direções estratégicas: 3) Restauração: propor soluções para monitorar esforços de restauração, aumentar investimento privado em restauração no Cerrado e ampliar a escala de esforços em restauração; 4) Espécies (Prioridade 4.1): implementar Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies prioritárias, com foco na gestão e proteção de habitat; 5) Monitoramento (Prioridade 5.2): coletar e divulgar dados de monitoramento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, para integrar e compartilhar dados sobre as principais bacias hidrográficas do hotspot; 6) Fortalecimento da sociedade civil (Prioridade 6.1): fortalecer as capacidades das organizações da sociedade civil para participar dos órgãos e processos coletivos relacionados com a gestão de territórios e recursos naturais.

Ao final, foram aprovadas cinco propostas para Pequenos Apoios que melhor responderam ao recorte específico deste edital. Abaixo está, em ordem alfabética, a lista dos 05 (cinco) projetos selecionados nesta Segunda Chamada 2017 para receber Pequenos Apoios:

Direção estratégica Nome do Projeto Organização UF
1 4 (4.1)

 

Ecologia e recuperação de Uebelmannia buiningui Donald (Cactaceae) Instituto Jurumi MG
2 6 (6.1) I FENACO – I Fórum das Entidades Ambientalistas do Centro-Oeste RENCTAS DF, MT, MS, GO
3 5 (5.2) Local water resource management action planning in Biodiversity Corridor Mirador-Mesas (Piauí) Comissão Pastoral da Terra/Aidenvironment PI
4 3 Mapeamento de árvores isoladas e do potencial de regeneração natural em pastagens cultivadas do Cerrado Fundação Arthur Bernardes (FUNARBE) TO
5 5 (5.2) Mapeamento de Recursos Hídricos do Corredor da Chapada dos Guimarães Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP) MT

Os Pequenos Projetos (selecionados e não selecionados) receberam comunicados individuais sobre o resultado do processo seletivo.

Informamos que os Projetos Grandes também passaram por essas etapas de avaliação no Brasil e foram encaminhados à equipe do CEPF em Washington para etapa final do processo e decisão final.

Congratulamos os pequenos projetos selecionados e desejamos a todos que essa parceria que ora se inicia seja de grande crescimento para todos nós!

Agradecemos a todas as organizações que inscreveram seus projetos nesta Segunda Chamada, parabenizando-as pelo inestimável trabalho que desenvolvem na conservação do nosso querido bioma Cerrado!

 

Brasília, 02 de maio de 2018.

 

Atenciosamente,

Equipe de Implementação Regional (RIT) do CEPF Cerrado

Instituto Internacional de Educação do Brasil

SCLN 211 Bloco B Salas 101 e 102, Asa Norte, Brasília-DF

Tel. 55 (61) 3248-7449   CEP. 70863-532

www.cepfcerrado.iieb.org.br

 

Projeto Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu realiza reuniões dos Grupos de Trabalho em Januária (MG)

Dando continuidade às atividades do Projeto Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu, foram realizadas em Januária (MG) as reuniões dos Grupos de Trabalho que estão debatendo os temas que são centrais para a revisão do Plano de Desenvolvimento Territorial de Base Conservacionista – DTBC  e a elaboração do Zoneamento Socioambiental do Mosaico.

Entre os dias 03 a 06/04 reuniram-se os membros dos Grupos de Trabalho Águas do Mosaico, Iniciativa Privada, Agroecologia e Extrativismo, Gestão Integrada de Unidades de Conservação e Turismo. A reunião foi realizada nas dependências da Universidade Federal de Montes Claros – UNIMONTES, no campus de Januária (MG).

Na oportunidade, os participantes dos grupos representantes dos diversos setores atuantes na área de abrangência do Mosaico, puderam evoluir em suas proposições para a elaboração do Plano de DTBC e a contribuição para o Zoneamento Socioambiental. A metodologia de trabalho com os mapas da região tem sido a ferramenta principal para o debate com as comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu.

 

Texto por Fernando Lima

 

Grupos de Trabalho Águas do Mosaico, Iniciativa Privada, Agroecologia e Extrativismo, Gestão Integrada de Unidades de Conservação e Turismo.. Foto: Paulo Henrique/Funatura
Apresentação de Cesar Victor do Espírito Santo, Superintendente da Funatura. Foto: Paulo Henrique/Funatura

 

 

Projeto de restauração no Tocantins ajuda a recompor áreas de Cerrado

O projeto Restaura Tocantins está ajudando a recompor 15 hectares de áreas de Cerrado no estado, através da técnica de semeadura direta de sementes nativas, onde as sementes coletadas são lançadas diretamente no local a ser restaurado. Através desta coleta, beneficiamento e armazenamento de sementes de espécies arbóreas nativas foi constituído um amplo banco de germoplasma e foram instalados Módulos Demonstrativos de Restauração (MDR) em áreas degradadas e alteradas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL), nas propriedades rurais da região central do Tocantins. Os MDR serão monitorados por meio de avaliações periódicas de parâmetros e indicadores da sucessão ecológica e do potencial uso econômico.

Técnica de semeadura direta. Foto: Ricardo Haidar
Técnica de semeadura direta. Foto: Ricardo Haidar
Técnica de semeadura direta. Foto: Ricardo Haidar
Técnica de semeadura direta. Foto: Ricardo Haidar
Área em processo de restauração. Foto: Ricardo Haidar
Área em processo de restauração. Foto: Ricardo Haidar
Área em processo de restauração. Foto: Ricardo Haidar
Foto: Ricardo Haidar
Fruto e sementes de fava-de-bolota. Foto: Ricardo Haidar
Fotos: Ricardo Haidar
Fotos: Ricardo Haidar

 

O grande objetivo do projeto é promover o uso racional da flora e da cobertura de vegetação nativa do estado do Tocantins, transformando áreas subutilizadas em zonas estratégicas para a economia do estado, diminuindo o custo da restauração e proporcionando a viabilidade econômica destas áreas para o produtor rural. Esse projeto é uma iniciativa da Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS) em cooperação técnica com instituições de extensão, fomento, fiscalização e planejamento florestal/rural do estado do Tocantins, e conta com o apoio de instituições de pesquisa/ensino, do terceiro setor e de recursos privados de proprietários rurais.

Veja a matéria completa:

 

 

 

 

Missão IEB, CEPF e CI/GEF visita projetos em conservação do Cerrado no Mato Grosso do Sul

Neste mês de abril, o Instituto Internacional de Educação do Brasil/CEPF Cerrado recebeu a visita do time do CEPF internacional e da Conservação Internacional/GEF para uma visita aos projetos que já estão em execução nas áreas de Cerrado do Mato Grosso do Sul.

Os projetos foram aprovados na Primeira Chamada 2016 do CEPF Cerrado e são executados pela Associação Hanaiti Yomo’omo (AHY), ECOA, Fundação Neotrópica do Brasil e WWF-Brasil e estão desenvolvendo trabalhos voltados para a restauração, capacitação, gestão territorial, políticas públicas, áreas protegidas e agroecologia.

A AHY e a ECOA trabalham com o fortalecimento de comunidades, a primeira buscando a inclusão de indígenas e a segunda com  assentados rurais, através da agregação de valor e geração de renda por meios de produtos agrícolas e agroextrativistas do Cerrado. Além disso, a ECOA está seguindo com um processo de restauração da vegetação iniciado em 2016 em 15 áreas (totalizando aproximadamente 22 ha). A Fundação Neotrópica do Brasil e o WWF-Brasil buscam o fortalecimento dos CONDEMAs, a fim de subsidiar decisões locais que contribuam para conservação do Cerrado e para o alcance das metas mundiais de conservação da biodiversidade. Além disso, O WWF-Brasil visa promover o planejamento municipal participativo do uso do solo e desenvolver programas de base comunitária para restauração ecológica.

Conheça os detalhes de cada projeto no site do CEPF Cerrado.

Território quilombola em Corguinho, MS.
Viveiro de mudas na comunidade indígena Aldeia Brejão em Nioaque, MS.
Áreas de Cerrado em restauração em Miranda, MS.
Equipes do IEB, CEPF, CI, ECOA, Fundação Neotrópica do Brasil e WWF-Brasil.

Fotos: Aryanne Amaral / IEB

21/03 – Dia Internacional das Florestas

 

Floresta do Parque Municipal da Lagoa Azul, São Desidério, Bahia, Brasil. Foto: ©Aryanne Amaral / IEB

 

Hoje, 21 de março, se celebra o Dia Internacional das Florestas ou Dia Mundial das Florestas. Para ressaltar a importância das florestas para a manutenção da vida na Terra e a necessidade de conservá-las, em 1971, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sugeriu a criação do “Dia Mundial da Floresta”. A comemoração da data foi estabelecida para o dia 21 de março, em virtude do início da primavera no Hemisfério Norte.

O Cerrado é reconhecido por ser um bioma de predominância savânica, mas dentro de seu mosaico de paisagens, podemos encontrar formações florestais, como as Matas de Galeria, Ciliares, Matas Secas ou Estacionais e o Cerradão. As Matas de Galeria e Ciliares estão sempre associadas aos cursos de água, como rios e córregos, enquanto as Matas Secas e o Cerradão ocorrem em áreas drenadas, ou seja, sem associação com a água.

As florestas no Cerrado tem o importante papel de proteção e conservação dos recursos hídricos, assim como na proteção das espécies da flora e da fauna. Alguns estudos apontam que a presença destas florestas no Cerrado são o reflexo de grande alterações climáticas e geomorfológicas no passado, que acarretaram na expansão e retração de florestas úmidas na América do Sul, que hoje equivalem às Florestas Amazônicas e Atlânticas. Sendo assim, as florestas no Brasil Central são consideradas refúgios, pois contêm espécies da flora Atlântica e Amazônica em sua composição florística.

O Cerrado está sob alta pressão, apresentando taxas de desmatamento no nível da Amazônia. De acordo com os dados do Ministério do Meio Ambiente, as formações florestais, que cobriam uma área superior a 175.000 km² em 2002, perderam quase 20.000 km² (10,6%) no período de 2002-2010. As formações florestais mais impactadas foram as florestas estacionais, de galeria e ciliares, que juntas perderam mais de 16.000 km².

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) – CEPF Cerrado e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) vêm trabalhando para contribuir com a redução destas taxas de desmatamento e com a restauração de áreas no Cerrado, através de apoio a projetos em diferente regiões do bioma. Esse apoio confere incentivos à expansão e criação de áreas protegidas, proteção às espécies ameaçadas, apoio à restauração e ao monitoramento ambiental, entre outros. O objetivo é promover a conservação em áreas biológicas de alta prioridade e numa escala de paisagem. A partir desta perspectiva, o CEPF identifica e apoia uma abordagem regional, envolvendo uma ampla gama de instituições públicas e privadas para atender as necessidades de conservação por meio de esforços coordenados. O CEPF é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), Governo do Japão, Fundação John D. e Catherine T. MacArthur e Banco Mundial, com vistas a oferecer financiamento para proteção de ecossistemas únicos e ameaçados – conhecidos também como hotspots de biodiversidade.

 

 

8o Fórum Mundial da Água acontece esta semana em Brasília

 

O 8º Fórum Mundial da Água, maior evento global sobre questões hídricas, teve início em Brasília no dia 18 de março e ocorrerá até a próxima sexta-feira (23). O evento reúne representantes de mais de 170 países, sendo estes cientistas, governantes, parlamentares, juízes, pessoas engajadas, ONGs, pesquisadores e cidadãos comuns – para trocar experiências, analisar problemas e buscar soluções relacionadas ao uso consciente da água em todo o planeta. Ao todo, são aproximadamente 86 expositores, cerca de 1.300 palestrantes e mais de 45 mil pessoas reunidas em Brasília para participar das cerca de 300 sessões, debates e eventos paralelos, todos relacionados à água.

O Fórum conta com um espaço gratuito e aberto ao público, a Vila Cidadã, que promove atividades formativas, culturais, interativas, sensoriais e de construção de diálogos voltados para melhorar o uso da água. A Vila tem um mercado de soluções, espaço onde serão apresentadas soluções para o tema água, que foram selecionadas em todo o mundo.

Muitas atividades paralelas ao evento estão ocorrendo em diversos espaços da cidade. Confira a programação no site oficial e participe do Fórum!

 

 

 

SEMA Bahia lança publicação de boas práticas de agricultura para o Cerrado

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) do estado da Bahia lançou a publicação “Como cultivar alimentos plantando florestas – Histórias de pessoas, florestas e roças” fruto do Projeto Cerrado, que ocorre em parceria entre o Governo do Estado, Ministério do Meio Ambiente e Banco Mundial, com atuação em 11 municípios do oeste da Bahia.

A publicação apresenta exemplos de agricultores e agricultoras do Cerrado que mudaram sua relação com as formas de produzir, mostrando que é possível cultivar alimentos em colaboração com a natureza, utilizando práticas agroecológicas e sistemas agroflorestais, sem uso de agrotóxicos, com adubação verde, consórcio entre espécies, uso de sementes crioulas e de plantas nativas, em coerência com os ciclos da natureza. o objetivo é de socializar informações entre agricultores, agentes territoriais, técnicos da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), professores e servidores públicos dos municípios do Oeste da Bahia contemplados pelo Programa Cerrado.

Mais informações no site da SEMA.

 

 

 

CEPF’s New Website Scavenger Hunt

To celebrate the new website, CEPF have created this short “scavenger hunt.” Email them the correct answers to the below four questions by Friday 16 March, for the chance to have your CEPF-funded project featured on their homepage.

  1. There have been approximately how many CEPF grantees in over 92 countries and territories?
  2. How many global donor organizations support CEPF?
  3. How many biodiversity hotspots is CEPF currently investing in?
  4. What do you like best about the redesigned website? (There’s no wrong answer on this one. We just want your input.)

 

 

 

O retorno da fauna silvestre em área restaurada no Corredor Miranda-Bodoquena

A equipe técnica da ECOA (Ecologia e Ação) junto com monitores assentados, vêm realizando o monitoramento de uma área reflorestada de 22 ha, que teve o processo de restauração iniciado em 2016. Nestas visitas, eles identificaram áreas com grande potencial de regeneração natural, onde nascentes estão se recuperando gradativamente com auxílio da vegetação em reflorestamento. Além do processo de restauração dos serviços ecossistêmicos, a equipe técnica da ECOA vêm registrando a presença constante do retorno da fauna silvestre na região. Na área já foram confirmadas as presenças da anta (Tapirus terrestris), mão-pelada (Procyon cancrivorus) e de tuiuiús (Jabiru mycteria).

Registros da presença de tuiuiús e mão-pelada na área em processo de regeneração. ©ECOA
Pegada de anta na área. ©ECOA

A ECOA executa atividades no projeto “Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais” em regiões dos municípios de Nioaque e Miranda (MS). O projeto é apoiado pelo CEPF Cerrado e tem como objetivo auxiliar na revegetação e conservação do bioma, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro nas comunidades e assentamentos do corredor Miranda – Bodoquena.

 

Comunidades rurais recebem capacitação através de projeto apoiado pelo CEPF Cerrado

Nos dias 23 e 24 de fevereiro (2018), a equipe da Rede Bartô, através do projeto “Agrofloresta prestadora de serviços ecossistêmicos” realizou capacitações em comunidades rurais presentes na bacia do rio Pipiripau, localizado na região nordeste do Distrito Federal, a 55 Km do centro de Brasília (DF).

Os novos assentados rurais da Reforma Agrária, comunidade Roseli Nunes, receberam uma capacitação voltada para importância do trabalho coletivo, onde foram apresentadas noções sobre as bases do associativismo e cooperativismo. A comunidade Oziel Alves teve a capacitação voltada para a apresentação do novo Código Florestal, onde foram ressaltadas a importância das Áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal, Cadastro Ambiental Rural e restauração do Cerrado. Ao todo, as capacitações envolveram 44 pessoas com a média de idade entre 18 e 60 anos.

Os próximos passos do projeto prevem a conservação de áreas de Cerrado dentro do lote dos agricultores, através da regeneração natural e plantio de mudas;  a manutenção das áreas comunitárias de Reserva Legal, através de campanha contínua de educação ambiental e do enriquecimento com mudas e a implantação de agroflorestas.

O projeto “Agrofloresta prestadora de serviços ecossistêmicos” tem apoio do CEPF Cerrado e tem como objetivo principal, o beneficiamento de comunidades de agricultores familiares que se encontram no bioma Cerrado e no RIDE Brasília, e que fazem parte de uma área chave para a biodiversidade no Brasil Central. Mais informações sobre o projeto no site do CEPF Cerrado.

 

Capacitações realizadas pela Rede Bartô em comunidade rurais localizadas no entorno de Brasília (DF). Fotos: ©Aryanne Amaral

 

 

 

Ações de conservação promovidas pela sociedade civil e comunidades no Corredor Prioritário Miranda-Bodoquena

A ONG Ecologia e Ação (ECOA) iniciou suas atividades no projeto “Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais” em regiões dos municípios de Nioaque e Miranda (MS). O projeto é apoiado pelo CEPF Cerrado e tem como objetivo auxiliar na revegetação e conservação do bioma, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro nas comunidades e assentamentos do corredor Miranda – Bodoquena.

A equipe técnica da ECOA junto com monitores assentados, vêm realizando o monitoramento de uma área reflorestada de 22 ha, que teve o processo de restauração iniciado em 2016. Nestas visitas, eles identificaram áreas com grande potencial de regeneração natural, onde nascentes estão se recuperando gradativamente com auxílio da vegetação em reflorestamento.

Ao início destas primeiras ações na região, a equipe da ECOA recebeu um retorno positivo de proprietários rurais, que se dispuseram a colaborar, o que gerou uma lista de espera de pessoas dispostas à reflorestarem as suas Áreas de Preservação Permanente (APPs). Normalmente, como relatou a equipe, uma das maiores dificuldades encontradas por ações de reflorestamento é a anuência dos proprietários. Em muitas regiões há uma dificuldade bastante grande em encontrar pessoas que autorizem o fechamento e replantio das APPs.

Com estas ações, o projeto prevê que a médio e longo prazo, as bases comunitárias e associações nos assentamentos estarão fortalecidas pelo aumento da produção extrativista, que será promovida através do plantio de espécies, o que beneficia a ampliação das áreas de conservação do Cerrado no corredor Bodoquena – Miranda.

 

Área de 22 ha que passou por um processo de reflorestamento e está sendo monitorada pelo projeto Corredor Miranda-Bodoquena, realizado pela Ong Ecologia e Ação (ECOA) e com apoio do CEPF Cerrado.

 

 

Pegadas de mão-pelada (Procyon cancrivorus) registradas por projeto apoiado pelo CEPF Cerrado

Pegadas de mão-pelada, ou também popularmente conhecido como guaxinim ou cachorro-do-mangue, foram registradas pela equipe da ONG ECOA durante viagem técnica. O diretor científico Rafael Morais fez o registro em uma área que está passando por um processo de recomposição da vegetação nativa de Cerrado, na região do assentamento Boa Esperança (Mato Grosso do Sul). De acordo com a nota divulgada pela equipe, o animal é raro em região de supressão vegetal. Veja a notícia completa no site da ECOA.

As atividades da ECOA estão sendo apoiadas pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado), através do projeto “Corredor Miranda-Bodoquena”, que visa auxiliar na revegetação e conservação do Cerrado, através do fortalecimento do extrativismo não madeireiro nas comunidades e assentamentos do corredor Miranda – Bodoquena, Mato Grosso do Sul.

Conheça mais sobre os projetos apoiados pelo CEPF Cerrado neste link!

 

Pegadas de mão-pelada/guaxinim (Procyon cancrivorus) registradas pela equipe da Ong ECOA. Foto retirada do site da ECOA (©Rafael Morais).

 

 

Iniciativa apoiada pelo CEPF celebra início de suas atividades no Cerrado

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fundvem atuando desde 2000 para assegurar a participação e contribuição da sociedade civil na conservação de alguns dos ecossistemas mais ricos do mundo do ponto de vista biológico, porém atualmente ameaçados.

O objetivo é promover a conservação em áreas biológicas de alta prioridade e numa escala de paisagem. A partir desta perspectiva, o CEPF identifica e apoia uma abordagem regional, envolvendo uma ampla gama de instituições públicas e privadas para atender as necessidades de conservação por meio de esforços coordenados.

O CEPF é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), Governo do Japão, Fundação John D. e Catherine T. MacArthur e Banco Mundial, com vistas a oferecer financiamento para proteção de ecossistemas únicos e ameaçados – conhecidos também como hotspots de biodiversidade.

Em 2013, o Conselho de Doadores do CEPF selecionou o bioma Cerrado como um dos hotspots prioritários e 8 milhões de dólares foram alocados para investimentos em projetos no período de 2016 a 2021. Entre os anos de 2016 e 2017 o CEPF Cerrado realizou duas chamadas para apoio a projetos no Cerrado. Atualmente, o Fundo conta com  34 projetos, divididos em Grandes e Pequenos Apoios. Algumas dessas inciativas já se encontram em andamento e outras acabam de concluir a assinatura de seus contratos para início de suas atividades, como a Associação Hanaiti Yomo’omo, que apresentou o projeto “Viveiro de mudas para produção agroflorestal na Aldeia Brejão” e que está localizado na Terra Indígena de Nioaque (Mato Grosso do Sul). Para celebrar o grande primeiro passo do início das atividades deste projeto, os representantes da associação gravaram uma nota de agradecimento ao time do CEPF. Confira!

 

Vamos falar do Cerrado?

¹O Cerrado é o maior hotspot no hemisfério ocidental, cobrindo mais de 2 milhões de km2 no Brasil e partes menores (cerca de 1%) da Bolívia e do Paraguai. Este hotspot também inclui as cabeceiras das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazonas/Tocantins, São Francisco e Prata), destacando-se, assim, a sua importância para a segurança hídrica da região. Além disso, o Cerrado é extremamente rico em riqueza de plantas, contando com mais de 12.000 espécies nativas catalogadas. A grande diversidade de habitats resulta em transições marcantes entre diferentes tipologias de vegetação. Cerca de 250 espécies de mamíferos vivem no Cerrado, junto com uma rica avifauna com 856 espécies registradas. A diversidade de peixes (800 espécies), répteis (262 espécies) e anfíbios (204 espécies) também é alta. Muitas dessas espécies são endêmicas. Por estas razões, o Cerrado é considerado como a região de savana tropical com a maior biodiversidade do mundo.

¹Além de suas especificidades ambientais, o Cerrado também apresenta grande importância social. Muitas pessoas dependem de seus recursos naturais para sobreviver com qualidade de vida, incluindo grupos indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos e quebradeiras de coco babaçu, que são parte do patrimônio histórico e cultural do Brasil e compartilham o conhecimento tradicional da biodiversidade. Mais de 220 espécies de plantas são conhecidas para uso medicinal e muitos frutos nativos são regularmente consumidos por moradores locais e vendidos nos centros urbanos.

¹Atualmente, o Cerrado é uma das principais áreas do planeta para a produção agrícola e pecuária. Embora seja um motivo de orgulho para muitos, a expansão da fronteira também cobra seu preço. O Ministério do Meio Ambiente estima que, até 2010, 47% do Cerrado tinha sido convertido e a maioria das áreas remanescentes de vegetação natural encontravam-se fragmentadas. A pressão continua intensa por causa da expansão agropecuária de soja, carne, cana-de-açúcar, eucalipto e algodão, produtos que são essenciais para a economia nacional e para os mercados mundiais. Como consequência, as taxas de desmatamento anuais no Cerrado são mais elevadas do que na Amazônia.

“Vamos falar do Cerrado?” é uma uma série de vídeos que oferece informações sobre o bioma, o seu histórico e riscos. Esta publicação foi produzida pelo projeto “Iniciativa para o Uso da Terra – INPUT”, resultado de uma parceria entre a Agroicone e o Climate Policy Initiative (CPI) no Brasil, que reúne diversos atores para mapear os desafios da gestão de recursos naturais no Brasil. Confira um dos vídeos da série:

 

 

¹Texto retirado do Perfil do Ecossistema Hostpot da Biodiversidade do Cerrado (2017).

 

Oportunidade: FUNATURA está com processo seletivo aberto para consultoria individual em diferentes funções

A Fundação Pró-Natureza – FUNATURA está com processo aberto de Seleção de Consultor Individual (Solicitação de Manifestação de Interesse) visando as seguintes funções: 
a) Um técnico para a Gestão Administrativa e Financeira do Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº004/2017 (Prazo prorrogado até 27/11/2017– PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
b) Um técnico para a Coordenação do Tema Extrativismo Vegetal do Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº005/2017 – PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
c) Um técnico para a Coordenação do Tema Turismo Ecocultural de Base Comunitária do Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº006/2017 – PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
d) Um técnico para a Elaboração do Zoneamento Socioambiental do Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu referente ao Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº007/2017 – PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
e) Um técnico para a Elaboração de Mapas Temáticos para subsidiar o Zoneamento Socioambiental do Mosaico Sertão Veredas – Peruaç referente ao Projeto Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, que conta com apoio financeiro da Conservação Internacional – CI por meio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF, conforme detalhes no Termo de Referência FUNATURA/CEPF Nº008/2017 – PROJETO MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU, publicado no site www.funatura.org.br. Vide anexo.
Para participar da seleção, os candidatos deverão enviar por e-mail o currículo detalhado até às 23h59min do dia 28/11/2017 para: funatura@funatura.org.br. Mais informações no site da FUNATURA.
FUNATURA: +55 (61) 3274-5449

Cursos de adequação da propriedade rural no Cerrado serão oferecidos em Brasília e Cuiabá

 

No Cerrado, estima-se que haja mais de 5 milhões de hectares a serem restaurados para cumprimento da legislação e da meta de restauração assumida pelo governo Brasileiro durante a COP21 (2015). Os desafios são muitos e a inovação é necessária, para que práticas que hoje são inovadoras, passem a ser testadas e implementadas em larga escala de forma a permitir a restauração ecológica de vegetações campestres e savânicas, que caracterizam mais de 60% da área original do Cerrado¹.

O projeto “Mercado de Sementese Restauração Provendo Serviços Ambientais e Biodiversidade” administrado pela Rede de Sementes do Cerrado e sob coordenação do ICMBio e parcerias da Embrapa e Universidade de Brasília, foi contemplado na Primeira Chamada do edital do CEPF. Neste projeto, três toneladas de sementes serão distribuídas para fomentar o uso de técnicas, além de promover a melhoria do comércio de sementes, através de treinamento de coletores, desenvolvimento de um aplicativo para comunicação entre as pontas da cadeia de restauração e serão realizados cursos.

O curso Adequação Ambiental da Propriedade Rural permeia temas como a caracterização ecológica do Cerrado, legislação ambiental federal, estratégias de recomposição, espécies nativas de interesse econômico, riscos e desafios associados à RAD e o monitoramento da recomposição. O primeiro curso aconteceu em Palmas (TO) entre os dias 09 e 11 de outubro (2017) e os próximos estão programados para ocorrer em Cuiabá (MT), no período de 29/11 a 01/12 e em Brasília (DF), no período de 05 a 07/12. Os detalhes da programação do curso que será oferecido em Brasília podem ser acessados aqui, as inscrições podem ser efetuadas através do portal da Embrapa Cerrados até o dia 26/11 e mais informações podem ser obtidas através do telefone (61) 3388-9940. As inscrições para o curso de Cuiabá já estão encerradas, porém mais informações podem ser obtidas com a analista ambiental da SEMA (MT) que está à frente da atividade, Ligia Nara Vendramin, através do email (ligiavendramin@sema.mt.gov.br).

 

¹Adaptado do texto enviado por Alexandre Bonesso Sampaio – Analista Ambiental CECAT/ICMBio

Fórum do Clima acontecerá no DF entre os dias 28 e 29 de novembro

O Fórum do Clima que acontecerá aqui no Distrito Federal entre os dias 28 e 29 de novembro, auditório Águas Claras no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, tem o propósito de discutir, centrado em três temas estratégicos, os cenários e alternativas de adaptação às mudanças climáticas; as emissões de gases de efeito estufa do Distrito Federal e opções de mitigação e a governança climática.

Na reunião plenária de encerramento será lida a proposta do decreto de criação do fórum, submetida à consulta dos participantes, e encaminhada ao governador de Brasília. Esta proposta trata  da criação de instâncias de governança climática no DF, da consolidação do Fórum como instituição permanente, e ainda propõe a instalação de um painel científico para subsidiar tomadores de decisão.

As vagas estão limitadas a 200 participantes e as inscrições devem ser realizadas no site da SEMA-DF. A programação completa está disponível aqui.

A matéria completa sobre o Fórum pode ser acessada no site da SEMA/DF.

Mais informações:

E-mail: comunicacaosema@gmail.com

Telefone: (61) 3214 – 5611

 

Curso “Criação e Gestão de Unidades de Conservação em Áreas Urbanas” será oferecido em Brasília

O curso “Criação e Gestão de Unidades de Conservação em Áreas Urbanas: aspectos conceituais, legais e práticos” que será oferecido entre os dias 27 de novembro e 02 de dezembro de 2017 pelo arquiteto e urbanista Miguel von Behr, tem o objetivo de capacitar e desenvolver o profissional da área ambiental e urbana na integração da gestão territorial e participativa.

As aulas irão ocorrer no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), localizado em Brasília (DF). Mais informações e detalhes sobre o curso estão disponíveis neste folder:

 

COMUNICADO SOBRE A SEGUNDA CHAMADA DO CEPF CERRADO 2017

Comunicamos que o horário limite para o recebimento de inscrições aos Pequenos Projetos, estava claramente definido para às 18:00h (horário de Brasília) do dia 08 de novembro de 2017, na página de entrada para inscrição, no sistema PROSAS, conforme imagem abaixo.

 

PROSAS

 

Para maiores questionamentos sobre o referido assunto, favor formalizar a demanda conforme orientação no site do CEPF. 

Brasília, 9 de novembro de 2017

 

Equipe de Implementação Regional – RIT

CEPF Cerrado

 

Como submeter sua proposta ao 2o edital do CEPF?

O prazo para envio de propostas a Segunda Chamada do CEPF Cerrado se encerra agora no dia 08 de novembro (2017). 

Esta chamada está aberta aos grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil. As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000). Serão aceitas propostas nas seguintes Direções Estratégicas e Prioridades de Investimento:

Direção Estratégica 3 – Promover e fortalecer as cadeias produtivas associadas ao uso sustentável dos recursos naturais e à restauração ecológica no hostpot (Conforme recorte definido no edital).

Prioridade de Investimento 4.1– Apoiar a implementação de Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies prioritárias, com foco na gestão e proteção de habitat (Somente para Pequenos Projetos).

Prioridade de investimento 5.2 – Apoiar a coleta e divulgação de dados de monitoramento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, para integrar e compartilhar dados sobre as principais bacias hidrográficas do hotspot.

Prioridade de investimento 6.1 – Fortalecer as capacidades das organizações da sociedade civil para participar dos órgãos e processos coletivos relacionados com a gestão de territórios e recursos naturais.

COMO SUBMETER SUA PROPOSTA?

Para submeter os projetos, o proponente que irá concorrer ao apoio de Pequenos Projetos deve submeter sua proposta através da plataforma PROSAS. Proponentes que irão concorrer ao apoio de Grandes Projetos devem submeter suas propostas através da plataforma ConservationGrants

 

Acesse o edital completo da Segunda Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email (cepfcerrado@iieb.org.br) ou no nosso site.

 

Projeto “Restauração de Campos e Savanas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros” é premiado em conferência internacional sobre restauração

Equipe do projeto “Restauração de Campos e Savanas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros” recebendo o prêmio na VII Conferência Mundial da Sociedade Internacional de Restauração Ecológica (SER). (Foto cedida pela equipe)

O projeto “Restauração de Campos e Savanas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV)” foi premiado como o melhor projeto de restauração apresentado na VII Conferência Mundial da Sociedade Internacional de Restauração Ecológica (SER), realizada entre agosto e setembro de 2017. O projeto, coordenado pelo ICMBio, concorreu com outros 14 projetos, tendo ficado entre os três finalistas. Este projeto foi iniciado em 2010, no intuito de erradicar espécies invasoras e restaurar áreas degradadas no Parque. Em 2012, o analista Alexandre Bonesso Sampaio (CECAT/ICMBio) em parceria com outros servidores, propuseram a ampliação da escala dos experimentos de restauração, incluindo as espécies herbáceo-arbustivas do Cerrado. A técnica testada foi a semeadura direta de espécies nativas, em muito inspirada no método de restauração das florestas do entorno do Parque Nacional do Xingu. Este projeto já contou com o financiamento da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e Rede de Sementes do Cerrado, e conta, com apoio de pesquisadores da Embrapa, como Daniel Mascia Vieira e José Felipe Ribeiro, e da UnB, Isabel Belloni Schmidt e Sarah Caldas, além de contar com o apoio da comunidade do entorno do PNCV. O projeto sempre buscou gerar conhecimento e aprimorar técnicas de restauração de menor custo e alta eficiência para restaurar formações savânicas e campestres do Cerrado, envolvendo as comunidades locais em todas as etapas. Em 2016, todos os envolvidos no projeto se uniram para orientar uma ação inovadora no Parque. O objetivo era realizar reposição florestal via semeadura direta de plantas nativas, promovendo em larga escala a primeira restauração de formações savânicas e campestres do Cerrado. Os plantios desta reposição foram realizados em 2015 e 2016, onde foi possível restaurar 94 ha.

A restauração ecológica de savanas e campos do Cerrado é um desafio ainda pouco estudado e aplicado. Apesar disso, as práticas desenvolvidas no PNCV, com réplicas na REBIO Contagem (Brasília-DF) e na Fazenda Entre-Rios (PAD-DF), indicam que é possível restaurar em larga escala as formações savânicas e campestres. Este resultado só foi atingido graças ao envolvimento ativo da comunidade do entorno do PNCV, especialmente na produção de sementes nativas e nas atividades de semeadura e manutenção das áreas. Hoje, há mais de 70 famílias de coletores de sementes organizadas junto à Associação Cerrado de Pé, que é primeira a ofertar sementes de espécies herbáceo-arbustivas no Cerrado. Atualmente os coletores da Chapada dos Veadeiros ofertam sementes de 80 espécies nativas, entre ervas, arbustos e árvores. Desde 2012 foram restaurados 105 ha, a partir da semeadura de cerca de 25 toneladas de sementes de plantas nativas, movimentando R$ 170.000 para comunidades locais.

adaptado do texto enviado por Alexandre Bonesso Sampaio – Analista Ambiental CECAT/ICMBio

Indígenas e quilombolas discutem ações de projetos apoiados pelo Fundo CEPF

Tanto os indígenas, quanto os quilombolas participaram na última semana da apresentação dos três projetos apoiados pelo Fundo CEPF (Critical Ecosystem Partnership Fund), em português Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos, que serão implantados no território do Mosaico Sertão Veredas Peruaçu. O evento se deu pela parceria entre o WWF-Brasil, a Fundação Pró-Natureza (Funatura) e a Cooperativa dos Agricultores Familiares e Agroextrativistas do Vale do Peruaçu (CooPeruaçu), todas contempladas com investimentos do CEPF. O objetivo foi disseminar informações que mostram as interfaces das três propostas e ressaltar a intenção de desenvolver ações conjuntas.

Notícia publicada do site do WWF Brasil. Veja a notícia completa aqui.

O evento foi realizado pelo WWF-Brasil, Funatura e CooPeruaçu, para disseminar informações que mostram as interfaces das três propostas e ressaltar a intenção de desenvolver ações conjuntas.
© Kolbe Soares/WWF-Brasil

 

Equipe do CEPF Cerrado fará divulgação do seu 2o edital nos estados de Tocantins, Mato Grosso e Maranhão

©Michael Becker/IEB

Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), Governo do Japão, Fundação John D. e Catherine T. MacArthur e Banco Mundial para apoiar a proteção e conservação de ecossistemas únicos e ameaçados (hotspots), como o Cerrado, por exemplo.

Neste mês, o CEPF Cerrado está percorrendo alguns estados do Brasil para divulgar o seu segundo edital para apoio a projetos no hotspot Cerrado. Apresentações já foram realizadas nas cidades de Campo Grande (MS),  Barreiras (BA) e São Luís (MA). Nestas próximas semanas estão previstas visitas nas cidades de Cuiabá (MT), Palmas (TO), Caxias (MA) e Imperatriz (MA). As apresentações vão informar, de maneira detalhada, como as instituições podem se inscrever para garantir recursos para o desenvolvimento de projetos focados no Cerrado.

Esta chamada está aberta aos grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil. As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000). Os interessados podem se inscrever até 08 de novembro de 2017.

Acesse o edital completo da Segunda Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email (cepfcerrado@iieb.org.br) ou no nosso site.

Eventos de lançamento do segundo edital do CEPF Cerrado nos estados de Mato Grosso, Maranhão e Tocantins:

*A presença deve ser confirmada no email: cepfcerrado@iieb.org.br

Cidade/Estado Local Data Horário
Cuiabá/MT Sala de Reunião do INPP 18/10/17 14 hs
Caxias/MA Centro de Estudos Superiores de Caxias, UEMA, sala de reunião 17/10/17 16 hs
Imperatriz/MA UFMA, Campus Centro, sala 3 19/10/17 09 hs
Palmas/TO Auditório do Centro de Direitos Humanos de Palmas – CDH 19/10/17 14 hs

CEPF Cerrado lança novo edital para projetos em todo o hotspot

Mauritia flexuosa L.f. – Buriti

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF lança a Segunda Chamada para Cartas de Intenção (CDI) direcionada a inovadores e relevantes projetos de conservação para o Hotspot do Cerrado. Os interessados podem se inscrever até 08 de novembro de 2017.

Esta chamada está aberta a grupos e associações comunitárias, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil.

As cartas de intenção devem ser formuladas para Pequenos Projetos (até US$ 50.000) e Grandes Projetos (acima de US$ 50.000 e no máximo US$ 200.000).

As propostas a este edital devem contemplar somente as seguintes Direções Estratégicas e Prioridades de Investimento:

Direção Estratégica 3 – Promover e fortalecer as cadeias produtivas associadas ao uso sustentável dos recursos naturais e à restauração ecológica no hostpot (Conforme recorte definido no edital).

Prioridade de Investimento 4.1– Apoiar a implementação de Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies prioritárias, com foco na gestão e proteção de habitat (Somente para Pequenos Projetos).

Prioridade de investimento 5.2 – Apoiar a coleta e divulgação de dados de monitoramento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos, para integrar e compartilhar dados sobre as principais bacias hidrográficas do hotspot.

Prioridade de investimento 6.1 – Fortalecer as capacidades das organizações da sociedade civil para participar dos órgãos e processos coletivos relacionados com a gestão de territórios e recursos naturais.

Acesse o edital completo da Segunda Chamada no site do CEPF Cerrado.  Dúvidas específicas podem ser tiradas por email, cepfcerrado@iieb.org.br .

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Simpósio Reservas da Biosfera Brasileiras

 

Dia 22 de setembro acontecerá em Brasília o Simpósio Reservas da Biosfera Brasileiras com o tema “Parcerias e Ações Transformadoras”. O evento ocorrerá no Centro de Excelência do Cerrado — Cerratenses, localizado no Jardim Botânico de Brasília.

O evento conta com a seguinte programação:

8h30 – Bom Dia! 

9h – Reserva da Biosfera do Pantanal

9h20 – Reserva da Biosfera da Caatinga

9h40 – Reserva da Biosfera da Amazônia Central

10h00 – Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço

10h20 – Lanche

11h – Reserva da Biosfera da Mata Atlântica

11h20 – Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo

11h40 – Reserva da Biosfera do Cerrado

12h00 – Debate

13h30 – Encerramento

Participem!

Um futuro para o Cerrado

Rio dos Couros, Chapada dos Veadeiros, Goiás/Aryanne Amaral

Principal fronteira onde avança a agropecuária desde os anos 1960, o Cerrado tem poucas chances de seguir existindo nas próximas décadas sem ações emergenciais que ampliem suas áreas protegidas e que levem à adoção em larga escala de práticas produtivas menos danosas ao meio ambiente.

Consolidar as áreas já protegidas é fundamental, inclusive porque somente 7,7% do Cerrado estão hoje efetivamente resguardados pelo poder público, e apenas 2,8% destas áreas são protegidas integralmente. A última unidade de conservação criada no bioma foi a Estação Ecológica Chapada de Nova Roma, neste ano (2017), pelo governo estadual de Goiás. Novas metas internacionais chanceladas pelo Brasil recomendam a conservação de pelo menos 17% de cada bioma, até 2020.

Enquanto isso, projeções mostram que a área plantada com soja pode saltar de 21 para 30 milhões de hectares na próxima década, sempre com foco nas “terras baratas” do Cerrado. E os alvos são justamente os maiores remanescentes da savana brasileira, no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Além disso, a demanda interna e global por carnes cresce junto com as necessárias melhorias socioeconômicas.

Como agricultura e pecuária são os principais motores da destruição do Cerrado, respeitar a legislação e melhorar a eficiência da produção são atitudes indispensáveis. A integração de lavouras, pecuária e florestas plantadas, por exemplo, ajudaria a evitar a abertura e novas áreas e seria um sinal de que o país realmente quer fornecer itens produzidos com mais sustentabilidade aos mercados globalizados de commodities. Afinal, se antecipar a possíveis barreiras comerciais é sempre estratégico. Inclusive porque mais de 40% dos grãos, metade do farelo e um terço do óleo de soja produzidos no Brasil são exportados. Sete em cada dez países do mundo já compraram esses itens na última década.

Estimativas oficiais apontam que há aproximadamente 140 milhões de hectares degradados no país, principalmente no Cerrado e na transição deste para a Amazônia. A área é duas vezes maior que a da França. Na maioria dos casos, são terras que foram desmatadas para lavouras e acabaram abandonadas pela baixa produtividade. Em seguida, viraram pastos para rebanhos até o solo se tornar imprestável economicamente pela falta de manejo adequado. Tornar essa imensidão de terras novamente produtivas ajudaria no combate ao aquecimento do planeta, aliviaria a pressão para o desmatamento de florestas nativas e serviria à produção de commodities e alimentos.

Outra preocupação recai sobre as mudanças na legislação florestal brasileira. A destruição do Cerrado já pesa tanto quanto a da Amazônia nas emissões nacionais de gases de efeito estufa. E o bioma pode ser um dos maiores prejudicados com as mudanças que setores atrasados do ruralismo impuseram ao Código Florestal. Além disso, a aprovação da PEC 504/2010, que trata de incluir na Constituição Federal o Cerrado e a Caatinga como patrimônios nacionais e do PL 25/2015, que dispõe sobre a conservação e a utilização sustentável da vegetação nativa do bioma, são ações urgentes para a proteção do bioma.

Se a margem para desmatamento for ampliada, a caixa d´água do país ficará seriamente comprometida. No Cerrado nascem águas que abastecem aquíferos subterrâneos e as bacias hidrográficas Amazônica, do Tocantins, do Atlântico Norte/Nordeste, do São Francisco, do Atlântico Leste e do Paraná/Paraguai. Dessa última depende a sobrevivência do Pantanal, a maior planície inundável do planeta. Além de insumo econômico, a água que escorre por rios, córregos e veredas de beleza incomum, alimenta culturas regionais muitas vezes fundadas no extrativismo sustentável, uma atividade que perpetua e valoriza a vegetação e outros recursos nativos pelas mãos de valorosos e inúmeros povos tradicionais do Cerrado.

Os índices atuais de degradação e planos desenvolvimentistas carentes de sustentabilidade ambiental projetam um futuro nada animador para um bioma que já perdeu mais da metade da vegetação nativa, e ainda não é reconhecido como patrimônio nacional pela Constituição, sofrendo desnecessariamente com incêndios e queimadas cada vez mais intensos.

Mas com majestosa resistência, o Cerrado ainda segue encantando quem se atreve a conhecer esse abrigo de vida e de paisagens únicas no mundo. Manter esse patrimônio inigualável é o desafio que se impõe ao Brasil.

por Michael Becker – Coordenador da Estratégia de Implementação Regional do CEPF Cerrado 

Evento na Câmara dos Deputados celebra o Dia Nacional do Cerrado

Com o objetivo de celebrar o Dia Nacional do Cerrado (11/09), destacando sua importância para a questão dos recursos hídricos no Brasil, o Núcleo de Gestão Socioambiental (EcoCâmara) em parceria com outras instituições irá realizar o Seminário “Dia Nacional do Cerrado – O BERÇO DAS ÁGUAS DO BRASIL PEDE SOCORRO”. O evento conta com conta apresentações culturais, palestras, debates e exposições e será realizado na Câmara dos Deputados em Brasília.

A programação do evento está disponível no Facebook e no site da Câmara dos Deputados.

 Auditório Nereu Ramos
 11/09/2017
Horário: 13:00 às 19:00

Evento comemora o Dia Nacional do Cerrado

Como forma de debater sobre  a biodiversidade do Cerrado, suas tradições culturais, riqueza hídrica e ameaças, o WWF-Brasil irá realizar um evento em homenagem ao Dia Nacional do Cerrado, que se celebra no próxima dia 11 de setembro.

O evento começará às 11 horas com um debate que conta com a presença de representantes do Ministério do Meio Ambiente, ICMBio, liderança extrativista CooPeruaçu e WWF-Brasil. Na ocasião, também será lançado um vídeo curta-metragem sobre o bioma e os participantes poderão visitar a exposição “Cenários e riquezas do Cerrado de Guimarães Rosa”.

O evento ocorrerá na Livraria Cultura do shopping CasaPark e a programação completa pode ser conferida abaixo:

Decreto regulamenta a primeira Estação Ecológica do estado de Goiás

A Secretaria de Meio Ambiente do estado de Goiás divulgou a publicação do decreto que cria a primeira estação ecológica estadual. A Estação Ecológica Chapada de Nova Roma conta com aproximadamente 6 mil hectares e está localizada no município de mesmo nome.

A unidade de conservação conta com grande importância biológica para o Cerrado, pois abriga nascentes e corpos d’água que contribuem diretamente com o rio Paranã, além de acolher espécies endêmicas da flora e da fauna. De acordo com a SECIMA, os levantamentos apontaram a ocorrência de espécies críticas da fauna, como o tatu-canastra, lobo-guará, onça-pintada, gato-do-mato-pequeno e a jaguatirica.

A área está localizada próxima ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, o que contribui na ampliação das áreas protegidas na região e na formação de corredores ecológicos. A reportagem completa pode ser acessada neste link.

Área da Estação Ecológica Chapada Nova Roma (GO), imagem retirada do site da SECIMA-GO. Fonte: http://www.secima.go.gov.br/post/ver/223058/goias-cria-sua-primeira-estacao-ecologica

Virada do Cerrado movimenta o Distrito Federal com o tema Cuidando das Águas.

A edição de 2017 da Virada do Cerrado põe o tema Água no centro das atenções neste fim de semana. Em sua terceira edição, o evento, realizado pela Secretaria do Meio Ambiente do DF, tem o objetivo de render homenagens ao Dia Nacional do Cerrado (11 de setembro), aproximando a população e o poder público na luta pela conservação desse bioma. A programação prevê atividades em todas as Regiões Administrativas do DF que incluem rodas de conversa, música, oficinas, palestras, mutirões nos parques, feiras agroecológicas, caminhadas, corridas, bicicletadas, contação de histórias, circuito de ciências, gincanas, cine ambiental, teatro, passeios ecológicos, entre outros.  A abertura do evento será hoje, sexta-feira, dia primeiro de setembro, às 19h com show de artistas locais como o brasiliense Dillo e o grupo Pé de Cerrado. Haverá também na programação um encontro de telescópios para observar o céu de Brasília. Na programação de domingo, dia 3 de setembro, estão apresentações musicais com Ellen Oléria, Hamilton de Holanda e a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, a partir das 17h30, no Parque da Cidade.

Encontre a programação completa da Virada do Cerrado no site oficial do projeto http://tonavirada.org/ que também está no Facebook e poderá ser acompanhado pelo Instagram @tonavirada.

Participem! Divulguem!!! Viva o Cerrado!

Seca atinge o Rio Paranã em Goiás

Semana passada o veículo de comunicação “Lance Goiás” divulgou vídeos e imagens da seca que atingiu o Rio Paranã no município de Flores de Goiás (GO).

De acordo com as informações veiculadas, as comportas foram fechadas na terça-feira (22/08) e o rio secou em vários pontos, o que levou vários peixes à morte e prejudicou os moradores da região. Os relatos no site apontam que o fechamento das comportas foi realizado pelo governo municipal, no intuito de realizar trabalhos de georreferenciamento, mas que as mesmas seriam reabertas no dia 25/08.

O Rio Paranã banha os estados de Goiás e Tocantins e nasce próximo ao Distrito Federal, na região do município de Formosa. Ao chegar no estado do Tocantins, junta-se ao Rio Maranhão e forma o Rio Tocantins. Atualmente, muitas das nascentes do Rio Paranã encontram-se em estado avançado de degradação, devido ao desmatamento das Áreas de Preservação Permanente (APPs).

A reportagem completa pode ser acessada neste link.

Seca no Rio Paranã (GO), foto retirada do site Lance Goiás. Fonte: http://lancegoias.com.br/2017/08/25/rio-parana-seca-em-varios-pontos-em-flores-de-goias/

 

Pesquisa para a conservação é tema de seminário no ICMBio

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) irá comemorar 10 anos da existência da instituição, promovendo o IX Seminário de Pesquisa e IX Encontro de Iniciação Científica, que abordará os 10 anos de aprendizado em pesquisa para a conservação. Realizados desde 2009, os Seminários de Pesquisa e Encontros de Iniciação Científica do ICMBio tem o objetivo de promover a troca de experiências entre os profissionais que conduzem ou acompanham e demandam pesquisas científicas no Instituto Chico Mendes, bem como sua integração com as demais áreas da gestão e do conhecimento.

O evento ocorrerá de 12 a 14 de setembro de 2017, no auditório da sede do Instituto, em Brasília, e contará com palestras, rodas de conversa, apresentação de trabalhos científicos e mesas-redondas. A programação completa está disponível no site do Instituto.

O evento é aberto e as inscrições são gratuitas. Participe!

Local: Auditório da sede do ICMBio, EQSW 103/104, Complexo Administrativo, Subsolo, Setor Sudoeste, Brasília-DF

Inscrições: no local do evento 

Organizações desenvolvem plataforma online para mapear Terras Indígenas e Comunitárias

Treze das principais organizações de direitos de terra do mundo desenvolveram a LandMark (Global Platform of Indigenous And Community Lands), que é a primeira plataforma online, interativa e global para mapear terras indígenas e comunitárias, fornecendo dados de nível local e nacional. Ela também rastreia informações críticas sobre a segurança legal dessas terras, permitindo aos usuários monitorar o status e a eficácia das leis nacionais de terras em todo o mundo.

A plataforma global destina-se à ajudar os povos indígenas e comunidades a proteger seus direitos de terra e garantir a posse de suas terras. A LandMark atualmente fornece informações em duas escalas, nível comunitário e nível nacional, permitindo aos usuários comparar a situação da posse da terra entre e dentro dos países.

A plataforma LandMark pode ser acessada através do seguinte link: http://www.landmarkmap.org/

Chamada Pública do CNPq apoia projetos nos biomas Cerrado e Caatinga

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou no dia 16 de agosto Chamada Pública para apoiar projetos de pesquisa em Ações Integradas e Sustentáveis para a Garantia da Segurança Hídrica, Energética e Alimentar nos Biomas Caatinga e Cerrado. As inscrições vão até o dia 02 de outubro e a chamada completa está disponível neste link.

As propostas deverão ser submetidas por uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) cadastrada no Diretório de Instituições do CNPq e ter como objetivo o desenvolvimento de soluções sustentáveis para garantir, de forma integrada, a segurança hídrica, energética e alimentar às populações residentes nos biomas Caatinga e Cerrado.

Os projetos submetidos deverão estar num intervalo de financiamento de R$ 300.000,00 a R$ 500.000,00. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global de R$ 5.904.000,00 (cinco milhões, novecentos e quatro mil reais), oriundos do orçamento do MCTIC. A divulgação final dos aprovados ocorrerá no dia 30 de novembro de 2017 na página do CNPq.

Monitoramento Comunitário e Ferramentas de coleta de dados ambientais está na pauta

 

Monitorar um território de aproximadamente 230 mil hectares, habitado por cerca de 1.500 famílias, distribuídas em mais de 20 comunidades. Esse é o desafio enfrentado atualmente por quilombolas que vivem no Sítio Histórico do Patrimônio Cultural Kalunga. Algumas das maiores preocupações dos Kalunga são a caça e a pesca ilegal, o uso indevido da água, e o uso e ocupação desordenada do solo em seu território.

Para ajudar a discutir sobre o tema, o CEPF Cerrado promoveu, no último dia 13 de julho de 2017, um encontro para tratar sobre monitoramento comunitário e a coleta de dados ambientais. Para isso, foi convidado o engenheiro agrônomo e pesquisador colaborador em Manejo e monitoramento comunitário do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília, Antônio Oviedo que apresentou duas ferramentas de coleta de dados ambientais muito utilizadas por comunidades no monitoramento de seus territórios.

O evento ocorreu na sede do Instituto Internacional de Educação em Brasília e contou com a participação de membros da equipe do IEB além de algumas lideranças quilombolas de comunidades do Sítio Histórico Kalunga. O objetivo foi iniciar uma conversa sobre o monitoramento comunitário e sua importância para gestão participativa dos territórios. Apesar de existirem ferramentas de monitoramento de uso livre, o encontro teve foco na análise das ferramentas Open Data Kit (ODK) e Cybertracker de coleta participativa de dados ambientais que estão sendo utilizadas para a conservação ambiental em várias partes do mundo.

O grupo conheceu alguns casos nos quais a gestão participativa de territórios já se beneficia de registros capturados pelas próprias comunidades. Os exemplos analisados foram o monitoramento das populações de gorilas por comunidades tribais no Congo; o rastreamento de animais para a caça na África por meio de aplicativos; o monitoramento da floresta utilizando apps em Norte Rupununi, Guiana; o monitoramento da pesca do pirarucu na Terra Indígena Kaxinawá e o monitoramento de ameaças ambientais à Resex Chico Mendes, ambas no Acre; e o monitoramento aquático realizado pelo ICMBio em unidades de conservação na Amazônia.

As lideranças quilombolas presentes no encontro demonstraram interesse nas ferramentas apresentadas e compartilharam o desejo de submeterem, para o próximo edital do CEPF, um projeto de monitoramento participativo voltado à gestão territorial do Sítio Histórico do Patrimônio Cultural Kalunga.

 

Referências:
Ingold, T. (2013). Making: Anthropology, Archaeology, Art and Architecture. Routledge, London.
Ingold, T. (2000). The perception of the environment: essays on livelihood, dwelling and skill. London: Routledge.
Liebenberg, L. (1990). The art of tracking: the origin of science. David Philip Publishers.
Oviedo & Bursztyn (2017). Community-based monitoring of small-scale fisheries with digital devices in Brazilian Amazon.
Antônio Oviedo (2017). Monitoramento Comunitário (apresentação ppt).

Onde estão os animais do Cerrado?

© Instituto Biotrópicos/Guilherme Ferreira

 

Uma pesquisa desenvolvida recentemente pelo Instituto Biotrópicos mostra que espécies ameaçadas de extinção podem estar também em áreas do Cerrado que estejam em regeneração, demostrando a importância de preservação e recuperação das áreas já degradadas. Por meio de câmeras automáticas, o instituto captou imagens de mamíferos transitando nos dois ambientes distintos – vegetação de Cerrado regenerada após desmatamento e vegetação de Cerrado que não sofreu impactos significativos nas últimas quatro décadas.

Apesar de estar bem estabelecido que áreas regeneradas de savanas desempenham um importante papel na conservação da biodiversidade, até então não haviam estudos conferindo sua importância para fauna do Cerrado.

Kolbe Soares, analista de conservação do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, avalia que esta constatação é muito importante, uma vez que os trabalhos de recuperação de áreas do Cerrado tendem a se intensificar com a implantação do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa – PLANAVEG (Decreto 8972/17).

Trechos da notícia veiculada do site do WWF-Brasil. Leia a notícia completa aqui.

Acesse abaixo o link para ler o artigo completo da pesquisa do Instituto Biotrópicos

Assessing the conservation value of secondary savanna for large mammals in the Brazilian Cerrado

Abaixo o link para o artigo publicado na plataforma Mongabay, site de informação sobre ciência e conservação

Big mammals flourish as Cerrado park’s savanna comes back

 

Instituto Biotrópicos

Telefone: (38) 3531-2197

E-mail: biotropicos@biotropicos.org.br

Site: http://www.biotropicos.org.br

 

CEPF Cerrado seleciona onze pequenos projetos

A Equipe de Implementação Regional (RIT) do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – CEPF Cerrado torna oficial o resultado do processo seletivo das propostas para Pequenos Apoios da Primeira Chamada para Cartas de Intenção (CDI) 2016.

Das 56 propostas recebidas para  Pequenos Apoios, foram aprovados onze projetos, com base na combinação de critérios, dentre os quais estão: contribuição para a Estratégia de Investimento do CEPF definida no Perfil do Ecossistema do Cerrado; engajamento da sociedade civil e da iniciativa privada nos esforços de conservação; capacidade de execução da organização proponente; potencial de replicabilidade do projeto; complementaridade com outras iniciativas existentes no bioma; possibilidade de influenciar políticas públicas para o Cerrado; ligação com territórios, povos indígenas e outras populações tradicionais; e ligação com áreas protegidas.

Abaixo está, em ordem alfabética, a lista dos onze projetos selecionados para receber Pequenos Apoios nesta Primeira Chamada:

Nome do Projeto Organização Direção estratégica
Buriti – geração de renda para jovens e mulheres, conservação das veredas e chapadas Cooperativa dos Agricultores Familiares e Agroextrativistas Grande Sertão Veredas 3 – Cadeias produtivas e restauração
Corredor Miranda-Bodoquena: preenchendo lacunas socioambientais ECOA – Ecologia e Ação 3 – Cadeias produtivas e restauração
Diálogo de saberes acerca do manejo do fogo no Jalapão PEQUI – Pesquisa e Conservação do Cerrado 2 – Áreas protegidas
Fortalecer a Biodiversidade do Cerrado nas Áreas de Reforma Agrária Cooperativa de Trabalho e Serviços Técnicos – COOSERT 3 – Cadeias produtivas e restauração
Fortalecimento da cadeia Extrativista de frutos do Cerrado e disseminação de boas práticas agropecuárias na bacia do Peruaçu. Associação dos Pequenos Produtores Rurais Quilombolas de Onça e Adjacências 1 – Boas práticas agrícolas e Código Florestal
Fronteira Agrícola e Natureza: visões e conflitos no Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos – Finatec 2 – Áreas protegidas
Manejo e proteção do faveiro-de-Wilson (Dimorphandra wilsonii) Sociedade de Amigos da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte – SAFZB-BH 4 – Espécies ameaçadas
Monitoramento do Parque Estadual Serra Dourada: Ocupação do Solo e Morfometria Hídrica. Universidade Estadual de Goiás – UEG 5 – Monitoramento ambiental
Reintrodução do Bicudo em Áreas-Chave para a Conservação do Cerrado Instituto Ariramba de Conservação da Natureza 4 – Espécies ameaçadas
Sementes do Amanhã Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais do Município de Alto Paraíso de Goiás e Região 1 – Boas práticas agrícolas e Código Florestal
Viveiro de Mudas para Produção Agroflorestal na Aldeia Brejão Associação Hanati Yomomo – AHY 3 – Cadeias produtivas e restauração

 

Agradecemos a todas as organizações que inscreveram seus projetos nesta Primeira Chamada, parabenizando-as pelo belo trabalho que desenvolvem na conservação do nosso estimado bioma Cerrado.

Lançado “Guia Técnico de Restauração Ecológica com Sistemas Agroflorestais”

Documento traz esclarecimentos sobre questões que estão no dia-a-dia dos floresteiros

O Centro Internacional de Pesquisa Agroflorestal (ICRAF) lançou nesse mês o “Guia Técnico de Restauração Ecológica com Sistemas Agroflorestais”. Nessa publicação é possível aprender a respeito dos princípios da agrofloresta e seus serviços ambientais.

O livro tem como principal objetivo orientar a adoção de sistemas agroflorestais (SAFs) na restauração e recuperação de áreas alteradas e degradadas por meio de estratégias que conciliem a conservação com benefícios sociais. Sua construção foi fruto de um processo participativo e de pesquisa envolvendo técnicos, agricultores, pesquisadores, formuladores de políticas e pra cantes nos temas da restauração e SAFs.

Além disso, o documento traz esclarecimentos sobre questões que estão no dia-a-dia dos floresteiros. Entre eles, o que é permitido em APP (Área de Proteção Permanente). Entre outros temas está quais são as espécies-chaves para a recuperação de áreas degradadas.

O Guia foi realizado em parceria com o ISPN (Instituto Sociedade População e Natureza), EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), UICN (Internacional Union for Conservation of Nature), Serviço Florestal Brasileiro e Mutirão Agroflorestal, entre outros apoiadores, realizadores e financiadores.

O download é gratuito: https://goo.gl/3xuqUn

Anúncio de grandes projetos do CEPF foi adiado para o final de fevereiro

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O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) informa aos proponentes de projetos da iniciativa CEPF Cerrado que o prazo para o anúncio dos grandes projetos foi modificado com estimativa para o final de fevereiro.

O processo de análise e seleção está acontecendo além da data inicialmente prevista em função da complexidade das propostas e iniciativas. De qualquer forma, a equipe do CEPF e pareceristas estão trabalhando para que a divulgação dos selecionados seja feita o mais breve possível.

O aviso da seleção dos pequenos aconteceu em dezembro de 2016. A segunda chamada para o CEPF Cerrado acontecerá até abril de 2017.

 

 

Agricultura familiar tem previsão de investimento de R$ 260 milhões para 2017

A atual legislação determina que órgãos da administração pública federal comprem, no mínimo, 30% dos gêneros alimentícios dos agricultores familiares.

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O MDSA (Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário) anunciou durante esta semana que deverá investir em 2017 R$ 260 milhões em compras de alimentos da agricultura familiar. As aquisições serão feitas por meio da modalidade Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo próprio Ministério.

Segundo o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDSA, Caio Rocha, em 2016 foram investidos R$ 61 milhões. “Estamos incentivando as universidades federais, os Institutos Federais de Educação e as Forças Armadas a comprarem cada vez mais da agricultura familiar. Nossa previsão é chegar a R$ 260 milhões com esse tipo de compra”, explica Rocha.

A atual legislação determina que órgãos da administração pública federal comprem, no mínimo, 30% dos gêneros alimentícios dos agricultores familiares.

O CEPF (Fundo de Parceiras para Ecossistemas Críticos) atua em vários projetos que contam com o PAA do MDSA. O CEPF provê fundos a organizações não-governamentais e outros atores do setor privado para proteger ecossistemas críticos.

Para Michael Becker, coordenador do programa CEPF Cerrado, muitos projetos que participaram da primeira chamada do Programa estão contando com essa política que apoia a implementação de sistemas de produção que também protegem o Cerrado. “Essa prática é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva sustentável e a inclusão do produtor familiar no processo produtivo. Além disso, ela fortalece a economia local, trazendo renda para a população da região”, explica Becker.

O MDSA explica ainda que, a Compra Institucional promove uma alimentação mais saudável, uma vez que a oferta dos alimentos está mais próxima dos consumidores. Os órgãos adquirem produtos mais frescos e diversificados, além de colaborarem com o desenvolvimento da economia na região.

Na modalidade, os alimentos são adquiridos com recursos próprios do órgão público e não há necessidade de procedimento licitatório. Cada família agricultora pode comercializar R$ 20 mil por ano, por órgão comprador. Para os empreendimentos da agricultura familiar, o valor é de R$ 6 milhões por ano, por órgão comprador. 

O Ministério disponibilizou o portal de Compras da Agricultura Familiar (http://mds.gov.br/compra-da-agricultura-familiar) para apoiar compradores e fornecedores. A ferramenta reúne informações sobre como vender produtos, modelos de chamadas públicas e contratos de compra e venda, além de orientações gerais sobre a legislação para aquisição de alimentos para órgãos da União, estados, Distrito Federal e municípios, incluindo o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Outras informações pelo telefone do MDSA: 0800 707 2003

CEPF Cerrado define datas para a divulgação dos projetos selecionados

Bento Viana/Acervo ISPN
Bento Viana/Acervo ISPN

O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) informa aos proponentes de projetos da iniciativa CEPF Cerrado que o comitê de seleção se reuniu no final de 2016, para fazer a análise das propostas.

O processo de análise aconteceu além do previsto pelo grande volume de propostas, 145 no total. Após a primeira verificação de projetos elegíveis, houve uma análise com maior precisão da distribuição geográfica dos projetos no Cerrado, além da demanda de financiamento para cada direção estratégica.

O mapa construído pela equipe do CEPF Cerrado permitiu verificar como os projetos estão distribuídos no território e nos diferentes corredores prioritários. “Ressaltamos que as sedes municipais escolhidas como referências da localização nem sempre refletem a localização exata do projeto. A escolha pela sede dos projetos considera a heterogeneidade das informações recebidas”, afirma Michael Becker, coordenador do CEPF Cerrado.

mapademandacepfcerradoUma análise feita pela equipe mostrou também a grande demanda por recursos nas diferentes direções estratégicas. “Fica bastante claro que a demanda por recursos excede os recursos disponíveis no fundo. Dessa maneira vamos pedir aos projetos selecionados possíveis ajustes em escopo e orçamento para que possamos financiar o máximo de projetos respeitando a seleção dos mesmos”, explica Michael.

Divulgação dos resultados

O anúncio da seleção dos pequenos aconteceu em dezembro de 2016. Aqueles que foram selecionados receberam um comunicado. O anúncio dos grandes projetos será neste mês. No final de janeiro será anunciada a data para a reunião dos projetos selecionados. A segunda chamada para o CEPF Cerrado acontecerá feita até abril de 2017.

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CEPF Cerrado recebe 145 propostas de projeto para atuação no bioma

Avaliação das propostas será em novembro

Foto: Bento Viana/Acervo ISPN

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O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) do Cerrado recebeu 145 projetos em resposta à Primeira Chamada para Cartas de Intenção, encerrada no dia 30 de setembro.

Os projetos estão distribuídos dentre as seis direções estratégicas do CEPF da seguinte forma: Boas práticas agrícolas e Código Florestal (17); Áreas protegidas (22); Cadeias produtivas e restauração (40); Espécies ameaçadas (17); Monitoramento ambiental e recursos hídricos (9); e Fortalecimento institucional (40).

Acesse aqui os gráficos com uma amostra dos projetos classificados nas categorias de pequenos apoios (até 20 mil dólares) e grandes apoios (mais de 20 mil dólares). Veja também de quais estados da federação vieram as propostas, bem como de que forma estão distribuídas dentre os quatro corredores prioritários, as seis direções estratégicas do CEPF e suas respectivas prioridades de investimento.

É possível ainda identificar a quantidade de projetos que incidirão em áreas protegidas, assim como a perspectiva de articulação dos proponentes com outras organizações.

As propostas passarão por um processo seletivo que ocorrerá em duas etapas. Na primeira etapa, os projetos são analisados por pareceristas que avaliarão o material segundo os critérios técnicos definidos pelo CEPF em conjunto com o IEB. A segunda etapa do processo será conduzida por um Comitê de Seleção independente que revisará os pareceres e indicará as propostas a serem apoiadas. O resultado desse processo será divulgado até o final de novembro.

 

Lançamento da campanha em defesa do Cerrado

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Campanha tem como tema – “Cerrado, Berço das Águas: Sem Cerrado, Sem Água, Sem Vida”

Na próxima terça-feira, dia 27 de setembro, será lançada a campanha em defesa do Cerrado, na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, às 14h. Haverá um debate e coletiva de imprensa. A campanha será desenvolvida em dois níveis: nos 10 estados que compõe o Bioma, com intensificação de ações em defesa e nos demais estados da federação e tem como objetivos dar visibilidade para a problemática da Água, incorporada na luta pela preservação do Cerrado, cultural e ambiental; aproximar e gerar identificação da sociedade em geral com as demandas socioambientais e culturais do Cerrado e de seus povos; e mostrar que há muitas comunidades no cerrado, e que elas são as responsáveis pela sua preservação.

 

Inscrições abertas para o Prêmio Nacional da Biodiversidade

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Foto: Francivane Fernandes/IEB

O Prêmio Nacional da Biodiversidade, instituído pela Portaria MMA nº 188, de 22 de maio de 2014, tem por finalidade reconhecer o mérito de iniciativas, atividades e projetos que se destacam por buscarem a melhoria do estado de conservação das espécies da biodiversidade brasileira, contribuindo para o alcance das Metas Nacionais de Biodiversidade.

Podem concorrer ao Prêmio iniciativas, atividades e projetos concluídos ou em estágio avançado de execução, que apresentem resultados e impactos comprovados para a melhoria do estado de conservação da biodiversidade brasileira.

A Segunda Edição do PRÊMIO NACIONAL DA BIODIVERSIDADE contemplará 07 (sete) categorias para inscrição de iniciativas relacionadas à melhoria no estado de conservação ou divulgação da biodiversidade brasileira:

I – Sociedade Civil
II – Empresas
III- Iniciativas Comunitárias
IV – Academia
V – Órgãos públicos
VI – Imprensa
VII – Ministério do Meio Ambiente

Cronograma:

  • Inscrições: 30 de junho de 2016 a 22 de outubro de 2016
  • Avaliação: até 18 de abril de 2017
  • Divulgação dos finalistas: 22 de abril de 2017
  • Cerimônia de premiação: 22 de maio de 2017

Acesse o Edital (Edital nº 1, de 28 de junho de 2016)

Informações adicionais:
premionacionaldabiodiversidade@mma.gov.br

Primeira chamada do CEPF Cerrado

Interessados em participar do edital poderão se inscrever em português os grandes apoios

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O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) informa que os interessados em se candidatar ao edital do CEPF Cerrado podem se inscrever em português para os grandes apoios, com valores acima de 20 mil dólares. A decisão foi tomada pela equipe do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) para facilitar a inscrição dos interessados.

Também estão disponíveis os mapas com os corredores de biodiversidade prioritários e não prioritários, Áreas-Chave para a Conservação da Biodiversidade (KBAs na sigla em inglês) prioritárias e não prioritárias e os limites do Cerrado no Brasil, na Bolívia e no Paraguai em KML para que os interessados observem se as suas áreas estão contempladas no edital. Clique aqui para baixar o arquivo e conferir o tutorial para usar o mapa no Google Earth.

CEPF Cerrado divulga primeira chamada para apresentação de propostas

Interessados devem se inscrever até o dia 30 de setembro

Vista da terra indígena Krahô. (View of Indigenous Land Kraho)
Vista da terra indígena Krahô Foto: Acervo ISPN / Peter Caton

O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), como Equipe de Implementação Regional (RIT) do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) do Hotspot de Biodiversidade do Cerrado, divulga a primeira chamada para apresentação de cartas de intenção da iniciativa.

A chamada está divida em dois grupos: grandes apoios, para propostas acima de 20 mil dólares; e pequenos apoios, para propostas de até 20 mil dólares. Podem se candidatar grupos e associações comunitários, organizações não governamentais, empresas privadas, universidades, institutos de pesquisa e outras organizações da sociedade civil. Além dessas, empresas ou instituições do governo podem se candidatar desde que atendam os requisitos estabelecidos no edital.

Os interessados têm até o dia 30 de setembro para enviar suas propostas. Para conferir o edital completo clique aqui.

Fundo global apoiará iniciativas de conservação da biodiversidade no Cerrado

IEB será a equipe responsável pela implementação regional do projeto no Cerrado

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Região do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Foto: Letícia Freire/IEB

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) é um fundo destinado a proteger as mais diversas e ameaçadas áreas de biodiversidade do mundo, também conhecidas como hotspots da biodiversidade. A Conservação Internacional administra o programa global em nome dos parceiros que compõem o fundo, quais sejam: a Agência Francesa de Desenvolvimento, o Banco Mundial, a Conservação Internacional, a Fundação John D. e Catherine T. MacArthur, o Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), o Governo do Japão e a União Europeia. Um conselho de representantes de alto nível de cada parceiro doador gere esse fundo.

O CEPF oferece apoio a organizações não-governamentais, grupos comunitários e outros parceiros da sociedade civil na execução de projetos estratégicos de conservação nos hotspots de biodiversidade. O foco do CEPF é oferecer oportunidades para seus beneficiários preservarem os ricos recursos naturais dos hotspots que são vitais para o bem-estar das pessoas e para a saúde da economia em geral.

Depois de apoiar a Mata Atlântica com investimentos entre 2001 e 2008, o Conselho de Doadores do CEPF escolheu o Cerrado em 2013 para receber investimentos. Seguiu-se a essa decisão a construção de um Perfil do Ecossistema, por meio de um processo de consultas e reuniões, que ocorreu entre 2014 e 2015, e a escolha da equipe que será responsável pela implementação da iniciativa no Cerrado.

Após um processo seletivo, em abril de 2016 o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) foi escolhido pelo Conselho de Doadores do CEPF para atuar como Equipe de Implementação Regional (RIT) para o Hotspot da Biodiversidade do Cerrado, com início neste mês de julho de 2016 e término previsto em junho de 2021.

Como equipe de implementação do CEPF, o IEB liderará o programa no hotspot, convertendo a estratégia de investimento definida no Perfil do Ecossistema em um portfólio coerente de apoios. O IEB foi selecionado como RIT porque demonstrou um forte histórico de experiência de trabalho no Brasil, gestão de programas de dimensão, escala e complexidade similares ao RIT, e experiência na gestão direta de programas de pequenos apoios.

A versão completa em português do Perfil do Ecossistema do Hotspot da Biodiversidade do Cerrado pode ser encontrada no site do CEPF (clique aqui).

Um sumário técnico desse documento encontra-se no site do CEPF (clique aqui).